Bangladesh party official faces death penalty Court upholds death penalty for Mohammad Kamaruzzaman for atrocities committed during war of independence from Pakistan. Central & South Asia The politics at play in Bangladesh war trials Bangladesh Jamaat leader given death sentence


Court upholds death penalty for Mohammad Kamaruzzaman for atrocities committed during war of independence from Pakistan.
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Bangladesh party official faces death penalty





Court upholds death penalty for Mohammad Kamaruzzaman for atrocities committed during war of independence from Pakistan.
Last updated: 03 Nov 2014 11:21

Protests staged by Jamaat-e-Islami supporters over similar verdicts last year left more than 500 dead [AFP]

Bangladesh's Supreme Court has upheld the death penalty handed down for a Jamaat-e-Islami leader for atrocities committed more than four decades ago, the latest in a spate of rulings against the Islamist party's officials.

Mohammad Kamaruzzaman, 62, assistant secretary-general of the party, was found guilty on Monday of genocide and torture of unarmed civilians during the 1971 war to breakaway from Pakistan, by a special war crimes tribunal in May last year.
"Under Bangladesh jail code, the execution of an accused could be carried out within 21 days and before 28 days of the Supreme Court's latest upholding of a death sentence," Al Jazeera's Tanvir Chowdhury reported from Dhaka. 
"The jail authorities will start the process of his execution after getting the certified copy of the verdict," our correspondent said, adding that Kamaruzzaman can only file a review petition to "buy a little more time, or hope for presidential clemency, which is unlikely to be granted under the present government". 
Leaders convicted and sentenced so far:
November 2, 2014: Mir Quasem Ali - tried on 14 charges.
October 29, 2014: Motiur Rahman Nizami - tried on 16 charges.
November 13, 2013: Ashrafuzzaman Khan - indicted on 11 charges (in absentia).
November 3, 2013: Chowdhury Mueen-Uddin - tried on 16 charges (in absentia)
July 17, 2013: Ali Ahsan Mohammad Mojaheed - tried on seven charges.
May 9, 2013: Muhammad Kamaruzzaman - indicted on one charge.
February 28, 2013: Delwar Hossain Sayedee - tried on eight charges. Reduced to life sentence
February 5, 2013: Abdul Quader Mollah - tried on six charges. Executed on December 12, 2013.
January 21, 2013: Abul Kalam Azad - indicted on eight charges (in absentia).
On Sunday, media tycoon Mir Quasem Ali, who is also a key figure in Bangladesh's largest Islamist party, was sentenced to death for war crimes.
This comes only days after the party's top leader, Motiur Rahman Nizami, was sentenced to death for heading an armed group in 1971.
Ali, also a shipping and real estate tycoon, became the eighth Islamist sentenced to death by the controversial war crimes court, set up by Prime Minister Sheikh Hasina's government in 2010.
Protests
The decision, announced on Wednesday, sparked protests by supporters as the Jamaat party called a nationwide strike.
The stoppage was still in effect on Sunday, with many schools and businesses closed and traffic thin. Fresh protests are expected after the court's latest decisions.
Similar judgements against other Jamaat officials last year plunged the country into one of its worst crises. Tens of thousands of Jaamat activists clashed with police in various protests that left some 500 people dead.
"The government now wants to get over with all the verdict, but no one is quite sure whether it will carry out the sentences as hurriedly as it has done with the verdicts," Al Jazeera's Chowdhury said.
"Analysts here believe that the government may not take  further political risk by executing the convicted war criminals so soon, and risk facing unrest and protest down the road, especially when the main opposition is threatening a move soon for an inclusive new general election, something yet to be seen," our correspondent explained. 
Bangladesh blames Pakistani soldiers and local collaborators for the deaths of 3 million people during the nine-month 1971 war. An estimated 200,000 women were raped and about 10 million people were forced to take shelter in refugee camps in neighbouring India.

Since 2010, the special tribunal has convicted 12 people, mostly senior leaders of Jamaat-e-Islami, which had openly campaigned against independence but denied committing atrocities.
copy  http://www.aljazeera.com/news/asia/

Corrente do PT prega luta por hegemonia cultural

Corrente do PT prega luta por hegemonia cultural

Edição 247/Fotos: Ichiro Guerra/ Dilma 13/Divulgação:
Articulação de Esquerda, grupo minoritário no PT, defende que "não basta à presidente Dilma Rousseff administrar bem, fazendo mais e melhores políticas públicas", mas é preciso também "construir hegemonia cultural e fazer reformas estruturais, como a reforma política e a Lei da Mídia Democrática"; o grupo defende que o PT retome sua capacidade de fazer política cotidiana; "A eleição 2014 foi a mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido. Não nos comove que a direita nos acuse de organização criminosa, de aparelhismo e de acomodação as benesses do poder. Mas nos importa que acusações deste tipo sejam aceitas como verdadeiras por camadas do povo, inclusive por setores que votam em nós", diz
247 - A corrente Articulação de Esquerda, grupo minoritário no PT, defende que, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, se tome medidas para que ela faça um segundo mandato superior ao atual. Para tanto, a corrente, liderada por Valter Pomar, diz que "não basta administrar bem, fazendo mais e melhores políticas públicas, é preciso construir hegemonia cultural e fazer reformas estruturais, com destaque para a reforma política e para a Lei da Mídia Democrática".
O agrupamento, que se reuniu nesta semana em Brasília, para discutir o resultado das eleições, também afirma que é preciso "estudar o comportamento das classes sociais no processo eleitoral, a atuação do campo democrático-popular, o jogo dos setores conservadores, o papel dos partidos políticos, da “terceira via” e dos movimentos sociais e a batalha da cultura e da comunicação.
"Para que Dilma faça um segundo mandato superior ao atual, será necessário desencadear um amplo processo de organização e mobilização destes milhões de brasileiros e brasileiras que saíram às ruas não apenas para apoiar Dilma Rousseff, mas principalmente para defender nossos direitos humanos, nossos direitos à democracia, ao bem estar social, ao desenvolvimento, à soberania nacional", ressalta.
A Articulação de Esquerda defende ainda que o PT retome sua capacidade de fazer política cotidiana. "Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas esta de 2014 foi a eleição mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido. Não nos comove que a direita nos acuse de organização criminosa, de aparelhismo e de acomodação as benesses do poder. Mas nos importa que acusações deste tipo sejam aceitas como verdadeiras por camadas do povo, inclusive por setores que votam em nós", justifica.
Abaixo o texto da corrente na íntegra:
Comemoração e luta!
(texto em debate, sujeito a emendas e correções)
Comemoração e luta!
A direção nacional da Articulação de Esquerda, reunida dia 27 de outubro, realizou um balanço do segundo turno das eleições de 2014 e opinou sobre quais devem ser as ações imediatas do campo democrático-popular e do governo Dilma Rousseff no sentido de consolidar a vitória e garantir um segundo mandato superior. O texto abaixo contém um resumo do que foi debatido e constitui um roteiro para discussão no Partido dos Trabalhadores e também junto ao conjunto da esquerda política e social que apoiou a reeleição da presidenta no segundo turno.
1.O povo brasileiro, a classe trabalhadora, o campo democrático-popular e a esquerda socialista conseguiram reeleger Dilma Rousseff para presidir o Brasil até 31 de dezembro de 2018.
2.Nossa vitória foi comemorada por todos os setores democráticos, progressistas e de esquerda, no mundo e particularmente na América Latina e Caribe.
3. Comemoração por mais uma vez termos conseguido derrotar a direita, o oligopólio da mídia, o grande capital, seus aliados internacionais. Comemoração, porque este resultado foi obtido no fundamental graças à consciência de classe de importantes parcelas do nosso povo, à mobilização em grande medida espontânea da velha e da nova militância de esquerda. Comemoração, porque a campanha confirmou que o Partido dos Trabalhadores conta com duas grandes lideranças populares: o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma.
4.Nas eleições de 2014, estava em jogo não apenas a continuidade e a possibilidade de aprofundamento de um processo iniciado em 2002, com a eleição de Lula. Estava em jogo, também, impedir ou não o retrocesso.

5.É importante reafirmar que a oposição encabeçada por Aécio Neves foi portadora das piores práticas e políticas: o machismo, o racismo, a xenofobia, a intolerância, o preconceito, o ódio, a saudade da ditadura militar, o neoliberalismo, a submissão às potências estrangeiras.
6.Passada a eleição, esta oposição segue atuante, questionando o resultado eleitoral, defendendo a divisão do país, ameaçando a normalidade institucional, buscando chantagear o governo eleito para que adote o programa dos derrotados.
7.Por isto, não basta comemorar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. É preciso tomar as medidas necessárias para que ela faça um segundo mandato superior ao atual.
8.É com este objetivo que devemos desencadear um amplo processo de balanço das eleições 2014.
9.Estudar o comportamento das classes sociais no processo eleitoral; a atuação do campo democrático-popular; o jogo dos setores conservadores; o papel dos partidos políticos, da “terceira via”, dos movimentos sociais; a batalha da cultura e da comunicação; os resultados das eleições estaduais e parlamentares, entre outras variáveis: tudo isso é essencial para que a esquerda construa uma nova estratégia e um novo padrão de organização e atuação, indispensáveis se quisermos não apenas seguir governando, mas principalmente seguir transformando o Brasil.

10.Não basta administrar bem, fazendo mais e melhores políticas públicas. É preciso construir hegemonia cultural e fazer reformas estruturais, com destaque para a reforma política e para a Lei da Mídia Democrática. Para atingir estes objetivos, tanto o PT quanto o conjunto da esquerda devemos aprender a incorporar as energias, a militância, o ânimo alegre e combativo que foi às ruas, especialmente no segundo turno da campanha eleitoral. Também é preciso compreender os motivos e os mecanismos político-culturais que levam parcelas dos setores médios e da classe trabalhadora a tomarem atitudes reacionárias e a votarem na candidatura dos ricos e poderosos.

11.Para que Dilma faça um segundo mandato superior ao atual, será necessário desencadear um amplo processo de organização e mobilização destes milhões de brasileiros e brasileiras que saíram às ruas não apenas para apoiar Dilma Rousseff, mas principalmente para defender nossos direitos humanos, nossos direitos à democracia, ao bem estar social, ao desenvolvimento, à soberania nacional.
12.As eleições de 2014 reafirmaram a validade de uma ideia que vem desde os anos 1980: para transformar o Brasil, é preciso combinar ação institucional, mobilização social e organização partidária, operando uma verdadeira “revolução cultural” no modo de fazer politica das classes trabalhadoras.
13.O Partido dos Trabalhadores, como principal partido da esquerda brasileira, está convocado a encabeçar este processo de mobilização cultural, social e política. Que exigirá, repetimos, renovar nossa capacidade de entender, de compreender, a sociedade brasileira, a natureza do seu desenvolvimento capitalista, a luta de classes que aqui se trava sob as mais variadas formas, cores e sabores.
14.As eleições mostraram que o PT possui raízes profundas no povo, na classe trabalhadora, entre as mulheres, entre negros e negras, na juventude. Mas também evidenciaram nossas imensas debilidades. A consciência de classe e a generosidade de amplas parcelas do povo brasileiro nos deram mais uma oportunidade de corrigir estas debilidades. Não temos o direito de desperdiçá-la.
15.O Partido dos Trabalhadores tem a obrigação de realizar um balanço profundo e sólido do processo eleitoral, que sirva de base para uma orientação política global para o período 2015-2018.
16.Realizar um balanço desta natureza demandará um certo tempo, necessário para analisar variados aspectos, consolidar os dados mensuráveis, ouvir as distintas opiniões, produzir uma reflexão à altura do processo extraordinariamente rico que vivemos, só comparável à campanha de 1989.
17.O 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve converter-se neste processo de diálogo entre o Partido e estes milhões que foram às ruas defender a reeleição de Dilma Rousseff. Um diálogo tanto com os petistas quanto com aqueles que não são do PT e que criticam, sob diferentes ângulos, nosso Partido.
18.Cabe ao Diretório Nacional do PT, convocado para os dias 28 e 29 de novembro de 2014, aprovar uma agenda congressual que preveja debates abertos a toda a militância que se engajou em defesa da candidatura Dilma, bem como um momento final que possibilite a síntese e o salto de qualidade tão necessários para que o Partido seja capaz de, tanto quanto superar seus problemas atuais, contribuir para que o segundo mandato de Dilma seja superior ao primeiro.
19.Porém, certas medidas, impostas pela realidade internacional e nacional, mas principalmente pela atitude golpista da oposição, precisam ser tomadas imediatamente, não podem esperar pelo 5º Congresso.
20.Embora o candidato da oposição tenha aceitado a derrota, o bloco conservador age como se não tivesse perdido as eleições. Ademais, como resultado do que faz o oligopólio da mídia “todo santo dia”, mas também em decorrência do que fizeram Serra em 2010 e Aécio em 2014, o “gênio saiu da garrafa”: não apenas nas redes sociais, mas ao vivo e em cores, a extrema-direita saiu do armário, cresceu no parlamento e está empesteando o ambiente com todos os preconceitos e atitudes violentas.
21.A oposição de direita fala que o país está dividido, com o claro objetivo de impor o programa dos derrotados e debilitar a autoridade da presidenta. A “tese” da oposição de direita não resiste aos fatos e à observância dos costumes. Vitória é vitória, mesmo que por um voto. E Dilma Rousseff teve 54.477.479 votos, mais de três milhões a frente de Aécio. Os brasileiros são brasileiros, não importa em que estado vivam. A oposição foi derrotada no Nordeste, mas também em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a tal ponto que a maior parte dos votos de Dilma Rousseff veio do Sudeste e Sul somados. Os partidos que apoiaram a reeleição de Dilma têm maioria no Congresso Nacional. E o resultado das urnas demonstra que a maioria do eleitorado defende a continuidade e o aprofundamento das mudanças iniciadas em 1º de janeiro de 2003.
22.A postura da oposição de direita, portanto, não decorre da análise dos fatos e dos costumes. Decorre simplesmente do seguinte: o bloco conservador não aceita que tenhamos vencido a quarta eleição presidencial seguida, apesar de tudo que fizeram contra nós. O bloco conservador treme de indignação frente às grandes possibilidades de o campo democrático-popular avançar nas suas conquistas e vencer também as eleições presidenciais de 2018.
23.É preciso que tenhamos isto claro: para os donos do poder, é simplesmente inaceitável a continuidade da ampliação do bem-estar social, das liberdades democráticas e da soberania nacional. Frente à quarta derrota presidencial consecutiva, eles fazem e farão de tudo para que a presidenta implemente o programa dos derrotados; para tentar sabotar o novo governo; para buscar desestabilizar a institucionalidade democrática; para nos derrotar em 2016 e 2018. Sua estratégia pode ser resumida em duas palavras: reação permanente.
24.Não basta constatar isto, muito menos atribuir ao governo estrito senso a solução, pois já aprendemos que o espaço de atuação do governo depende em parte da mobilização social. Para contribuir nisto, defendemos que o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores:
25. Organize uma grande festa popular no dia da segunda posse da presidenta Dilma Rousseff;
26.Antecipe para o primeiro trimestre de 2015 o 5º Congresso do PT.
27. Procure dar organicidade ao grande movimento político-social que venceu o segundo turno das eleições presidenciais. Partidos e setores de partidos, movimentos sociais, trabalhadores da cultura e intelectualidade democrática devem ser convidados a compor uma grande frente onde possam debater e articular ações comuns, seja em defesa da democracia, seja em defesa das reformas democrático-populares.
28.Inicie a construção de um jornal diário de massas e de uma agência de notícias, articulados a mídias digitais (inclusive rádio e TV web), com ação permanente nas redes sociais, que sirvam de retaguarda e de instrumento do campo democrático-popular na batalha de idéias. E integre esta ação de comunicação política com o amplo movimento cultural que está em curso neste país e que foi tão importante no segundo turno.
29.Relance a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional.
30.Participe ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerindo medidas claras no debate sobre a política econômica. É preciso incidir numa das principais disputas em curso, presente durante toda a campanha e também após a vitória, entre os que defendem a retomada do crescimento via ajuste fiscal e corte nos gastos públicos contra aqueles que defendem retomar o crescimento através da redução da taxa de juros e a adoção imediata de políticas industrializantes e de investimentos para a elevação da produção. É preciso ter claro que só um salto de qualidade no desenvolvimento fornecerá as bases materiais indispensáveis para sustentar a mobilização popular, recuperar apoios perdidos e isolar a oposição de direita.
31.Reafirme o compromisso do PT com a seguinte plataforma:
a) a reforma política, através de uma Constituinte exclusiva seguida de uma consulta oficial à população, para que esta referende ou não as decisões da Constituinte;
b) democracia na comunicação, com a Lei da Mídia Democrática e a implantação das principais resoluções da Conferência Nacional de Comunicação de 2009;
c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influencie a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos. O governo precisa dar continuidade à participação social na definição e acompanhamento das políticas públicas e tomar as medidas para reverter a derrubada da Política Nacional de Participação Social, objeto de um decreto presidencial cancelado pela maioria conservadora da Câmara dos Deputados no dia 28 de outubro de 2014;
d) a agenda reivindicada pela Central Única dos Trabalhadores, onde se destacam o fim do fator previdenciário e a implantação da jornada de 40 horas sem redução de salários;
e) o compromisso com as reformas estruturais, com destaque para a reforma política, as reformas agrária e urbana, a desmilitarização das Polícias Militares;
f) salto na oferta e na qualidade dos serviços públicos oferecidos ao povo brasileiro, em especial na educação pública, com reformas pedagógicas e curriculares no ensino básico, médio e universitário; no transporte público; na segurança pública e no Sistema Único de Saúde, sobre o qual reafirmamos nosso compromisso com a universalização do atendimento e o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública;
g) ampliar a importância e os recursos destinados às áreas da comunicação, da educação, da cultura e do esporte, pois as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais precisam criar raízes no tecido mais profundo da sociedade brasileira;
h) proteção dos direitos humanos de todos e de todas. Salientamos a defesa dos direitos das mulheres, a necessidade de criminalizar a homofobia, o enfrentamento dos que tentam criminalizar os movimentos sociais. Afirmamos o compromisso com a revisão da Lei da Anistia de 1979 e com a punição dos torturadores. Assim como com a reforma das polícias e a urgente desmilitarização das PMs, cuja ineficiência no combate ao crime só é superada pela violência genocida contra a juventude negra e pobre das periferias e favelas;
i) total soberania sobre as riquezas nacionais, entre as quais o Pré-Sal, e controle democrático sobre as instituições que administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem compete entre outras missões combater a especulação financeira que está por detrás das candidaturas da oposição de direita.
32.O Partido dos Trabalhadores considera que são medidas políticas e diretrizes programáticas desta natureza, amplas, envolventes, de natureza mais social que institucional, que farão a diferença nos próximos quatro anos. E que garantirão nossa vitória em 2018. Hoje, como já foi dito, contamos com duas grandes lideranças populares. Mas o mais importante é que contamos com uma força social imensa, a qual, para além das pessoas e dos governos, ganhou capacidade de defender autonomamente seus direitos e interesses.
33.Os números confirmam aquilo que nossa análise política indicava, há tempos: uma eleição duríssima, vencida no segundo turno graças à mobilização e ao voto da militância de esquerda, graças à confiança e a consciência de classe de importantes setores do povo brasileiro, graças à disposição de debater política, demarcar projetos, apontar perspectivas de futuro e assumir compromisso com mudanças mais profundas.
34.As eleições de 2014 foram um momento marcante da luta de classes que atravessa toda a sociedade brasileira. Quem anda pelas ruas do Brasil percebe que o debate político não se interrompeu no dia 26 de outubro. A grande burguesia demonstrou estar decidida a derrotar o PT e o campo democrático-popular. A maioria dos chamados setores médios atuou com o mesmo propósito, com ainda maior agressividade. Nossa vitória foi garantida pelo apoio que recebemos da classe trabalhadora.
35.Tivemos êxito exatamente porque nossa campanha, a partir de 13 de agosto, deixou clara a existência de dois projetos antagônicos, apelou para a mobilização dos setores populares, democráticos e socialistas. Sem esta mobilização, não conseguiríamos derrotar o bloco antagonista, que dispunha de meios superiores, em particular do oligopólio da comunicação. Oligopólio inconstitucional, cujo desmonte é uma das condições para o aprofundamento da democracia no Brasil. A reforma política, especialmente a proibição do financiamento empresarial, é outra das condições.
36.É bom que se diga que nosso êxito eleitoral foi facilitado pelo comportamento hegemônico da oposição. Tanto a campanha de Marina quanto a campanha de Aécio foram rapidamente “sequestradas” pelos setores mais conservadores. Exemplos didáticos disto: 1) o recuo da primeira no apoio à agenda LGBT e sua adesão à tese de independência do Banco Central; 2) a escolha, pelo segundo, de Armínio Fraga como ministro da Fazenda. Ao dar garantias ao “Deus mercado” e ao adotar explicitamente o discurso de “acabar com a raça do PT”, ambos deixaram claro o que realmente estava em jogo: não mudar, mas sim retroceder.
37.Derrotamos o retrocesso, mas, vendo em perspectiva histórica, nem em 2006, nem em 2010 o campo conservador esteve tão perto de recuperar a Presidência da República. Por isto, tão fundamental quanto compreender e criticar os métodos dos inimigos é perceber nossas debilidades e erros.
38.É o caso da opção preferencial pela mudança sem ruptura, cujo pressuposto é fazer concessões aos inimigos. Tal opção só conduz ao êxito se, com o passar do tempo, os inimigos deixarem de ser tão inimigos. Mas na vida real, apesar das concessões, os inimigos se tornaram ainda mais inimigos. E graças às concessões que fazemos/fizemos, eles não apenas mantiveram, como também ampliaram os meios de que dispõem para agir contra nós. Ao mesmo tempo, certas concessões que fazemos/fizemos dividem nosso campo, nos impedem ou pelo menos reduzem nossa capacidade de ganhar amigos e fortalecer nosso lado. Como resultado, há uma tendência ao fortalecimento deles e ao enfraquecimento nosso. O que em algum momento resultará em nossa derrota total.
39.É o caso da opção preferencial pela ascensão por meio do consumo. Se não for acompanhada de fortes investimentos em outro tipo de educação e de cultura, combinados com uma forte democratização da comunicação e com uma reforma política, a ascensão via consumo acabará ampliando as fileiras de setores que podem se voltar contra os valores da esquerda. Recorde-se a informação segundo a qual 70% dos beneficiários do ProUni declararam-se contrários ao Bolsa-Família. Por outro lado, a ascensão por meio do consumo é insustentável no longo prazo, pois a melhoria da vida “da porta para dentro da casa” não apenas gera a percepção de que a vida estaria piorando “da porta da casa para fora”, como também reforça um padrão de investimentos que deixa em segundo plano a oferta de bens públicos e de infraestrutura.
40.É o caso, ainda, da equivocada defesa de um “país de classe média”, quando nosso objetivo é, na verdade, construir um país onde a classe trabalhadora viva cada vez melhor, com mais democracia e bem estar social. Isto significa adotar um desenvolvimentismo democrático-popular, ou seja: forte crescimento, com ampliação da nossa capacidade industrial e tecnológica, alicerçado em reformas estruturais, na ampliação da democracia e do bem-estar social.
41.É o caso da incompreensão dos motivos pelos quais o PSDB e o oligopólio da mídia mantêm forte hegemonia sobre algumas regiões do país e sobre alguns setores sociais. Sobre isto, o estratégico estado de São Paulo deve ser objeto de uma análise especial. Claro que há erros imensos cometidos pelo Partido e pela esquerda, que ajudam a compreender os resultados eleitorais de 2014. Mas não se trata apenas de um problema de tática eleitoral, de política de alianças, de escolha de candidatura, de linha de campanha, da atitude das bancadas parlamentares e das direções partidárias. Ainda que nos espante a falta de autocrítica por parte de alguns, é claro que coincidimos com as críticas feitas acerca da incapacidade política e burocratização de certas direções, bem como acerca dos danos causados pelas acusações de corrupção. Mas nada disto, tomado isoladamente, explica o que já se convencionou chamar de “Tucanistão”.
42.Em nossa opinião, assim como parte importante dos setores médios reage à ascensão social dos setores populares, de forma semelhante o estado mais rico da federação reage ao desenvolvimento dos estados mais empobrecidos da federação. Hegemonia de classe e hegemonia regional são parte de um mecanismo integrado, que nosso Partido e nosso governo devem entender, para poder incidir sobre ele, recuperando apoios perdidos junto aos trabalhadores e setores médios. O que depende, além de medidas políticas, de desenvolvimento, crescimento, industrialização e ampliação da produtividade, em bases democrático-populares.
43.Por fim, é preciso compreender o recado que estas eleições deram ao nosso Partido dos Trabalhadores.
44.Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas esta de 2014 foi a eleição mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido. Não nos comove que a direita nos acuse de organização criminosa, de aparelhismo e de acomodação as benesses do poder. Mas nos importa que acusações deste tipo sejam aceitas como verdadeiras por camadas do povo, inclusive por setores que votam em nós. Neste sentido, o Partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores. Faz parte desta atitude mais proativa lutar pela investigação, julgamento e punição dos malfeitos dos corruptores, dos tucanos e seus aliados.
45.Como em todas as eleições, perdemos e ganhamos governos estaduais, cadeiras no Senado, na Câmara dos Deputados e nas Assembléias estaduais. Mas observando o “conjunto da obra”, especialmente considerando a evolução eleitoral desde 2002, é claro que há uma inflexão para baixo, soterrando o discurso triunfalista que falava em ampliação geral das bancadas e governos. Discurso triunfalista, aliás, que falava também que os adversários eram “anões políticos”; que venceríamos a eleição presidencial no primeiro turno; que venceríamos por ampla margem no segundo turno; que elegeríamos muitos novos governadores, inclusive elegeríamos simultaneamente os governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Discurso triunfalista que não encontrava correspondência na direção da campanha, especialmente na política de alianças, cujos limites e incoerências ficaram mais do que evidentes, até para os seus defensores. Aliás, a oposição de direita conta com o apoio de setores importantes do que se denomina de “base parlamentar do governo”.
46.Ao mesmo tempo que se passa tudo isto com o nosso Partido, o que houve no segundo turno demonstrou que a quase totalidade da esquerda e do campo democrático-popular tem consciência de que a derrota do PT seria a derrota do conjunto da esquerda; e que nossa vitória seria a vitória do conjunto das forças democráticas e progressistas. Na prática, setores da esquerda que romperam com o PT foram levados a aceitar a correção de nossas afirmações quanto ao papel histórico do PT. O voto de esquerda teve papel decisivo no resultado do segundo turno. Mas isto só terá continuidade e consequência se adotarmos uma nova estratégia e padrão de funcionamento; se dermos continuidade à linha de politização, polarização e mobilização que marcou a reta final das eleições de 2014; se adotarmos outra tática frente à militância social em geral e frente à militância de outros partidos de esquerda.
47.De imediato, isto exige que nossa tática para 2016 e 2018 seja construída tendo como aliado preferencial não o PMDB, mas sim esta esquerda política e social que foi às ruas garantir nossa vitória. Precisamos organizar uma Frente Popular, unificando os partidos de esquerda e os movimentos sociais, numa coalizão estratégica para disputar o comando do Estado. Não será um movimento fácil, pois temos o PMDB na vice e com grande influência num Congresso Nacional ainda mais conservador do que em anteriores legislaturas. Mas é um movimento necessário, pois não haverá vitória sem mudança e não haverá mudança tendo o PMDB como aliado prioritário. Aliás, como suposto aliado prioritário, pois a maior parte do PMDB já opera contra nós há anos.
48.Cabe construir outro tipo de governabilidade, que dependa menos das maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados, e que dependa mais dos movimentos sociais e do apoio na sociedade como um todo. Mas para que isto não seja um gesto inconsequente, precisamos de força. E só teremos força, se nosso Partido souber apoiar o governo, sem confundir-se com ele, sem adotar uma postura subalterna, passiva, burocrática, apagada. Se deixarmos de ser aquele partido cuja direção aceita que seu papel seja terceirizado, inclusive para “técnicos” que muitas vezes esquecem que nossa vitória nas urnas depende sempre da sinergia com as ruas, que nas ruas está o elemento fundamental, não nos dez minutos de horário eleitoral gratuito, escassos diante das quase vinte e quatro horas diárias de que dispõem nossos adversários na mídia hegemônica, para martelar suas ideias e alcançar “corações e mentes” da população.
49.Um governo democrático não pode financiar com recursos públicos nenhuma gangue de delinquentes midiáticos. As pichações e o lixo jogado em frente à sede da Editora Abril, embora tenham sido úteis à manipulação midiática da direita, nada representam frente ao vandalismo brutal que o oligopólio comete cotidianamente contra a democracia brasileira. Por isto, quem corretamente acha que a Justiça não deve ser feita com as próprias mãos, deve fazer uso do poder de Estado para combater o crime organizado midiático.
50.Não devemos temer dizer que o Brasil está diante de um impasse histórico. Nem a direita, nem a esquerda estão satisfeitas com a atual institucionalidade. Nós, que defendemos a democracia, sustentamos que a solução passa por uma Constituinte, por plebiscito e referendo, por uma reforma política que abra caminho para um parlamento mais democrático, capaz de aprovar reformas estruturais. A direita, que não tem compromisso com a democracia, questiona o resultado eleitoral, alimenta discursos golpistas, propõe uma contrarreforma eleitoral, recusa a saída constituinte. O impasse alimenta a inaceitável judicialização da política e cria um ambiente de crispação cada vez maior entre direita e esquerda.
51.Não será fácil construir uma saída para este impasse histórico, que nos leve em direção a um Brasil democrático-popular e socialista. Não será fácil, especialmente porque não é assunto que dependa de retórica, mas sim de persistente construção. Mas uma coisa é certa: como nosso coração valente, a saída é vermelha e está no lado esquerdo do peito.
A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda
  copiado  http://www.brasil247.com/pt/

MDB PREPARA FARSA CONTRA REFORMA POLÍTICA

MDB PREPARA FARSA CONTRA REFORMA POLÍTICA

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O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mal esperou o final de sua reunião com o chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante,…

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mal esperou o final de sua reunião com o chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante, para anunciar compromisso com a mais importante proposta presidencial.
“Reforma política é um consenso”, disse a jornalistas após encontro com o ministro. “E tem que ter realmente a participação popular.” Suspiros de alívio puderam ser ouvidos entre os que se esmeram por construir pontes no Congresso.
Mas a declaração do parlamentar não passa de uma farsa.
A Proposta de Emenda Constitucional 352/2013, enviada à Comissão de Constituição e Justiça no dia 28 de outubro, reafirma os piores aspectos do sistema político-eleitoral. Trata-se de documento que reforça o poder econômico, limita a participação popular e fragiliza os partidos políticos.
Apesar do PT ter se oposto frontalmente aos termos desta proposta, um parlamentar da legenda foi seu relator. O deputado paulista Cândido Vaccarezza, derrotado nas últimas eleições, é quem se prestou a esse papel.
A tal PEC traz sete medidas fundamentais:
– Introduz o voto facultativo, que deixa de ser obrigação constitucional. Analfabetos, maiores de setenta anos e jovens entre 16 e 18 anos nem sequer precisarão se alistar.
– Acaba com a reeleição para todos os cargos executivos, determinando que seus mandatários somente poderão se recandidatar no período subsequente.
– Unifica o calendário eleitoral, fixando que o povo brasileiro somente irá às urnas a cada quatro anos.
– Mantém o financiamento privado das campanhas, tanto individual quanto empresarial, normatizando que apenas partidos políticos poderão receber doações.
– Adota o formato de circunscrição distrital, reduzindo a base eleitoral para áreas menores, que escolherão de quatro a sete parlamentares para a Câmara dos Deputados. O sistema de voto uninominal é mantido.
– Estabelece cláusula de barreira, a ser válida de forma progressiva, pela qual apenas agremiações com um mínimo de 5% dos votos válidos poderão ter funcionamento parlamentar, acesso ao fundo partidário e direito a horários gratuitos no rádio e na televisão.
– Mantém as coligações proporcionais e a possibilidade de descasamento das alianças nas diversas jurisdições eleitorais, além de reduzir o prazo de filiação partidária obrigatória para seis meses.
Vamos ao resumo da ópera.
O projeto costurado pelo PMDB preserva os pilares do modelo eleitoral herdado da ditadura.
Ao consolidar o financiamento empresarial, salvaguarda a influência do capital sobre a representação política. Além de contaminar o processo democrático, conserva uma das principais causas de corrupção no Estado brasileiro.
A continuidade do voto uninominal intensifica a desidratação das agremiações como expressão de projetos nacionais. Chancela-se a reconfiguração partidária em agências gelatinosas para a alavancagem de indivíduos ou grupos ávidos por espaço institucional.
A introdução do voto distrital, se supostamente barateia campanhas, por outro lado reduz ainda mais a densidade programática das disputas. Financiados por máquinas eleitorais irrigadas de recursos privados, candidatos poderão aprofundar laços clientelistas e almejar um posto legislativo federal pela lógica que orienta competições para vereador.
Aprovada a PEC 352, os partidos serão induzidos a reforçar seu caráter de legendas com pouca identidade, conformadas por interesses corporativos e fisiológicos. A clausula de barreira, nessas condições, serve apenas para impulsionar a monopolização dos partidos-empresa ou obstruir atividades de partidos ideológicos minoritários.
Ao contrário de inventar novos mecanismos para a participação popular – como a criação de referendos revogatórios ou consultas populares impositivas -, a PEC dobra o intervalo para a manifestação das urnas.
O comparecimento facultativo somente piora a situação: estimula a ampliação de ofertas materiais ou de ameaças para atrair votantes,  expandindo em nosso território o pior das práticas eleitorais, além de reduzir a base de legitimação do poder público.
Não há como esconder, no núcleo fundamental da proposta, o desejo de despolitizar o país.
São medidas, entre outras, para alargar a influência de correntes centristas, a mais importante delas o PMDB. O ambiente de baixa intensidade programática, afinal, é imprescindível para a existência de blocos que perseguem nacos do eleitorado à sombra da polarização entre os campos conservador e de esquerda.
Esta apresenta-se como opção dominante, ainda que muitas lideranças peemedebistas e dos demais partidos que ocupam espaço ao centro rezem por outra cartilha, eventualmente alinhando-se às forças progressistas ou abrindo-se ao diálogo nessa direção.
O fato é que está emergindo, com ímpeto crescente, uma aliança entre os partidos da direita e o centro oligárquico, mudando o cenário parlamentar dos últimos anos.
A farsa encarnada pela PEC 352 é passo estratégico para esta coalizão antipopular.
Se for aprovada, irá a referendo. Vitoriosa, terá barrado o esforço pela democratização do Estado, principal batalha para que as demais reformas possam ser aceleradas e aprofundadas.
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Gilmar vê risco de STF virar corte 'bolivariana' "Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio", afirmou (leia mais)

Gilmar vê risco de STF virar corte 'bolivariana'

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Ministro Gilmar Mendes diz temer que, ‘a exemplo da Venezuela’, o Supremo Tribunal perca o papel de contrapeso institucional e passe a "cumprir e chancelar" vontades do Executivo, com a possibilidade de governos do PT nomearem 10 de seus 11 membros a partir de 2016: "Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana. Isto tem de ser avisado e denunciado"; ele também defendeu a revista Veja, condenada a publicar direito de resposta no dia da eleição, e criticou o Tribunal Superior Eleitoral por ser supostamente "juvenil", por último, Gilmar afirmou ainda que o ex-presidente Lula, que criticou Aécio Neves por não se submeter ao bafômetro, "não é um abstêmio"; detalhe: Lula não dirige automóveis de Novembro de 2014 às 05:09

247 – Nomeado ao Supremo Tribunal Federal em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro Gilmar Mendes diz temer que, ‘a exemplo da Venezuela’, o Supremo Tribunal perca o papel de contrapeso institucional e passe a "cumprir e chancelar" vontades do Executivo, com a possibilidade de governos do PT nomearem 10 de seus 11 membros a partir de 2016: "Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana. Isto tem de ser avisado e denunciado".
Em entrevista à "Folha de S. Paulo", ele comenta ainda  ação do PT pelo direito de resposta contra a revista ‘Veja’. Disse que o Tribunal Superior Eleitoral ultrapassou a jurisprudência e avançou sobre a liberdade de expressão da imprensa escrita. “Talvez devamos pensar numa estrutura de Justiça Eleitoral mais forte, uma composição menos juvenil”, disse.
Sobre a eleição, ele criticou o ex-presidente Lula ao comentar representação do PSDB contra a campanha do PT que associou Aécio Neves ao consumo de álcool: "Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio", afirmou (leia mais)
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Herdeira do Itaú tira sarro de Dilma

Herdeira do Itaú tira sarro de Dilma

: Coordenadora de campanha do PSB e maior financiadora de Marina Silva, Neca Setubal considerou como “a coisa mais irônica da campanha” a subida na taxa de juros logo depois da reeleição de Dilma e a entrada de Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, na lista de possíveis nomes do mercado para a Fazenda; ela é herdeira do banco Itaú, que foi multado em R$ 18,7 bilhões, por sonegação, pela Receita Federa
3 de Novembro de 2014 às 06:10

247 – Considerada a fada madrinha de Marina Silva e coordenadora do programa de governo do PSB à Presidência, Neca Setubal voltou a criticar o governo Dilma Rousseff.
Desta vez, ela considerou como “a coisa mais irônica da campanha” a subida na taxa de juros logo depois da reeleição de Dilma e a entrada de Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, na lista de possíveis nomes do mercado para a Fazenda, segundo o colunista Bernardo Mello Franco.
Neca é herdeira do banco Itaú, que foi multado em R$ 18,7 bilhões por sonegação, pela Receita Federal, em 2013.
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Milícias Curdos sírios avançam em Kobane contra Estado Islâmico

11:50 - 03 de Novembro de 2014
Curdos sírios avançam em Kobane contra Estado Islâmico


As milícias curdas sírias, que contam agora com apoio terrestre na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI), avançaram nas últimas horas no leste e sudeste de Kobane, disse hoje à agência espanhola EFE um responsável da cidade.
Mundo
Curdos sírios avançam em Kobane contra Estado Islâmico
Lusa
Os curdos sírios estão a ser apoiados pelos 'peshmergas' (forças curdas iraquianas) e pelos rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL).
"Os 'peshmergas' estão a usar artilharia no leste e conseguiram cortar a via de abastecimentos do EI nesta zona", precisou o vice-ministro dos Assuntos Exteriores da Administração Autónoma curda de Kobane, Idris Nuaman, num contacto telefónico com a EFE. Ao mesmo tempo, os rebeldes do ESL estão a lançar granadas de morteiro contra os 'jihadistas', no âmbito de uma ação conjunta entre as Unidades de Proteção do Povo (milícias curdas sírias) e os 'peshmergas'.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos informou, por seu turno, que os aviões da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, efetuaram hoje quatro ataques aéreos contra concentrações radicais na área industrial e no bairro de Kani Arabane, na metade oriental de Kobane, assim como nas localidades vizinhas de Mazra Dauad e Mazani.
A aliança internacional também bombardeou vários veículos do EI que se dirigiam para Kobane vindos da localidade de Manbech, sob controlo dos 'jihadistas'.
O EI iniciou a 16 de setembro uma ofensiva para tomar Kobane, um dos três principais enclaves curdos da Síria, que atualmente está quase completamente cercada pelos radicais islâmicos, exceto a norte, fronteiriço à Turquia.
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Espanha Corrupção domina política com mais de 1.700 investigações

10:02 - 03 de Novembro de 2014
Corrupção domina política com mais de 1.700 investigações


A corrupção está a dominar o debate político em Espanha, depois de outubro ter sido o mês com mais arguidos (141), num momento em que decorrem no país mais de 1.700 investigações judiciais envolvendo 500 dirigentes políticos.
Mundo
Corrupção domina política com mais de 1.700 investigações
Lusa
Os casos de corrupção são tantos, de tal dimensão e sucedem-se tão rapidamente que a procuradoria anticorrupção já solicitou mais meios, com o número de denúncias a duplicarem desde 2012, segundo vários indicadores consultados pela agência Lusa.
Casos de corrupção têm vindo a ser descobertos particularmente nos últimos quatro anos, tocando as principais forças políticas do país e forçando a dezenas de demissões em cargos na administração central, regional e local. Em outubro, o número de casos e a sua dimensão atingiu um nível sem precedentes co uma média de cinco arguidos por dia, envolvendo políticos, sindicalistas e empresários nos três níveis da administração.
Um mês em que estalaram o caso dos cartões de crédito opacos, da Caja Madrid, a operação Púnica - com 50 detidos, incluindo seis presidentes de câmara (alcaides) e um ex-dirigentes do PP em Madrid - a detenção de Oleguer Pujol, filho do ex-presidente catalão, Jordi Pujol e a constituição de arguido do ex-responsável do PP Angel Acebes.
A dimensão do problema foi destacada, já este ano - e antes destes novos casos - pelo procurador-geral, Eduardo Torres Dulce, que considera faltarem meios legais, materiais e humanos para combater a corrupção.
Legislação insuficiente, ações lentas, problemas com as prescrições, indultos a corruptos, leveza das penas e ausência de medidas para recuperar dinheiro roubado são algumas das queixas ao sistema.
Estas são opiniões ecoadas pela opinião pública, com as sondagens a apontarem que a corrupção é hoje o segundo maior problema do país, depois do desemprego.
Uma lista interminável de casos, para os quais os 110 procuradores anticorrupção não chegam, com cada vez mais denúncias (434 em 2013), mais diligências prévias - para verificar a informação - e uma maior dimensão dos casos.
A maior fatia das investigações atualmente em curso - 540 de 1.700 - concentram-se na região da Andaluzia, sendo que há 17 que têm cariz nacional e 302 que são considerados megaprocessos.
Globalmente, há já mais de 1.900 arguidos em processos de corrupção, tendo, só na última legislatura, sido condenadas 170 pessoas, ainda que a maioria não esteja em prisão, ou porque não teve este tipo de pena ou porque ainda estão em processo de recurso.
Além de políticos que ocuparam cargos em todos os níveis da administração pública, há empresários, advogados e sindicalistas, que entre si contam com delitos de corrupção (principalmente urbanística), fraude fiscal, contratação irregular de pessoal, branqueamento de capitais, fraude e burla, entre outros.
Entre os arguidos estão nomes sonantes, como Miguel Blesa (ex-presidente Caja Madrdi), os empresários Juan Miguel Villa Mir e Luis del Rivero, o ex-presidente da patronal CEOE, Gerardo Diaz Ferran, e o ex-presidente do FC Barceona, Josep Lluis Núnez.
Destaca ainda para o ex-vice-presidente do Governo (e ex-presidente do FMI) Rodrigo Rato, o ex-vicepresidente do Governo Narcis Serra, os ex-ministros Magdalena Alvarez (PSOE) e Angel Acebes (PP), a infanta Cristina e o seu marido, Iñaki Urdangrin, a ex-senadora Elena Diego, o delegado do Governo em Murcia, Joaquin Bascuñana, ex-alcaides e vários alcaides e o ex-tesoureiro do PP.
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UE Merkel abre porta de saída da Europa a David Cameron Leia também: Os avisos de Barroso a David Cameron Cameron recusa pagar mais 2,1 mil milhões euros para orçamento europeu Hollande diz a Cameron que regras "são para todos"

09:54 - 03 de Novembro de 2014
Merkel abre porta de saída da Europa a David Cameron


Se David Cameron parece intransigente quanto à vontade de fechar as fronteiras e a livre circulação, Angela Merkel é bem mais prática e concisa. A chanceler alemã deixa bem claro que o primeiro-ministro não pode mexer com as regras da imigração na União Europeia e que, se não concorda com a circulação de trabalhadores europeus em vigor, tem bom remédio: a porta de saída está aberta, noticiou o Der Spiegel este fim de semana.
Mundo
Merkel abre porta de saída da Europa a David Cameron
DR
Angela Merkel voltou a bater o pé às implicâncias de David Cameron. Segundo o Der Speigel deste fim de semana, a chanceler alemã avisou Londres de que Berlim está disposta a considerar a saída do Reino Unido da União Europeia, caso o primeiro-ministro britânico continue a defender o fim da livre circulação dos trabalhadores.
A chanceler alemã teme que a insistência de David Cameron se torne num “ponto sem retorno”, mas garante o governante britânico não vai conseguir mudar as regras da imigração impostas na União Europeia. Aliás, Merkel prefere ver uma União Europeia sem a presença do Reino Unido, do que aplicada uma restrição à circulação de trabalhadores europeus. David Cameron prometeu aos britânicos devolver a Londres os poderes perdidos para Bruxelas e, para tal, comprometeu-se a levar a cabo um referendo caso vença as próximas eleições no país.
O primeiro-ministro britânico quer manter o apoio dos mais conservadores e tem usado a limitação da circulação e, por consequência, entrada de trabalhadores europeus em território inglês como escudo de defesa e aliança com os eurocéticos.
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Síria Pelo menos 29 civis torturados até à morte em prisões

11:00 - 03 de Novembro de 2014
Pelo menos 29 civis torturados até à morte em prisões


Pelo menos 29 civis morreram, no domingo, depois de terem sido torturados em prisões governamentais na província de Homs, no centro da Síria, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Mundo
Pelo menos 29 civis torturados até à morte em prisões
Lusa
De acordo com a organização não-governamental, 14 das vítimas eram de Muhin e 15 oriundas da localidade de Huarin.
Pelo menos 1.917 pessoas morreram nas prisões do regime sírio desde o início do ano e até 31 de outubro, muitos dos quais devido à tortura a que foram sujeitos durante o seu cativeiro. Entre as vítimas mortais figuram pelo menos 27 menores de idade.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos manifestou a sua preocupação relativamente às dezenas de milhares de detidos em paredeiro desconhecido e também para com os mais de 200 reclusos que contabilizou em diferentes estabelecimentos prisionais do regime.
Mais de 200 mil pessoas morreram na Síria desde que estalou o conflito no país, em março de 2011, segundo dados das Nações Unidas.
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Estudo Fim do Estado Islâmico deverá vir do interior Leia também: Jihadistas do Estado Islâmico libertam 25 estudantes curdos Português parecia saber que James Foley ia ser decapitado Canadá lança primeiro ataque aéreo contra Estado Islâmico

Fim do Estado Islâmico deverá vir do interiorEstudo Fim do Estado Islâmico deverá vir do interior


Um estudo desenvolvido pelo especialista em contra-terrorismo Richard Barrett, do MI6, refere que o maior desafio do Estado Islâmico (EI) passa por controlar dissidências no seio do seu território. Além disso, refere, é de dentro que vêm atualmente as maiores ameaças do grupo, noticia o The Guardian.
Mundo
Fim do Estado Islâmico deverá vir do interior
DR
Desde que em junho o Estado Islâmico (EI) se autoproclamou um califado, que o mundo tem ficado a conhecer melhor a brutalidade aplicada no terreno pelos membros do EI.
Numa altura em que uma coligação que envolve curdos e iraquianos no terreno, apoiados por ataques aéreos ocidentais, tenta controlar os avanços do grupo, Richard Barrett considera que as principais dificuldades para os jihadistas estão no interior do território que controlam. Num estudo, desenvolvido por este especialista em terrorismo do MI6, é referido que o desafio maior passará por controlar dissidências num território onde vivem cerca de 6 milhões de pessoas. Barrett analisou as movimentações no terreno, a origem do grupo, o financiamento, bem como a aposta nas redes sociais de um grupo que terá entre 20 mil e 31.500 jihadistas no terreno.
Assumindo agora a sua identidade de Estado, o ISIS, como também é conhecido o grupo,  conseguiu “explorar” a “sede de mudança” em países – Iraque e Síria – devastados por conflitos violentos. No entanto, “no mundo atual”, diz, não será fácil “limitar o acesso à informação e suprimir a faculdade de pensar”.
No estudo, a que o Observer teve acesso e de que o The Guardian dá conta, é referido que os desafios socioeconómicos serão grandes e que a opressão jihadista, “hostil” aos individuos, tem afastado profissionais das escolas e hospitais. A administração do território poderá, assim, ser um fator essencial para que o Estado Islâmico comece a ‘quebrar’, precisamente no interior do seu território.
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