“Quem procrastina tem mais chances de fracassar” Referência em economia criativa, o britânico John Howkins diz que a agilidade é fundamental para o sucesso - mesmo entre os profissionais mais talentosos

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Entrevista

“Quem procrastina tem mais chances de fracassar”

“Quem procrastina tem mais chances de fracassar”

Referência em economia criativa, o britânico John Howkins diz que a agilidade é fundamental para o sucesso - mesmo entre os profissionais mais talentosos

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John Howkins (Foto: Divulgação )
Desde que cunhou o termo “economia criativa”, em 2001, para designar o grupo de atividades que dependem essencialmente de conhecimento, cultura e imaginação para serem realizadas,  o consultor britânico John Howkins tornou-se referência para artistas, escritores, publicitários designers – e todos os demais profissionais que têm o cérebro como principal ferramenta de trabalho. Formado em relações internacionais, com passagens pela Unilever, HBO e Time Warner, Howkins é autor do best-seller The Creative Economy - How People Can Make Money From Ideas (Economia Criativa - Como as Pessoas Podem Ganhar Dinheiro a Partir de Ideias, lançado no Brasil em 2012), um guia sobre direitos autorais e patentes e também um manifesto sobre a importância da criatividade no século XXI.
Em passagem pelo Brasil para divulgar o curso de Mídias Socias Digitais, que começa a ser ministrado pela faculdade Belas Artes em São Paulo no próximo ano, Howkins conversou com Época NEGÓCIOS. O consultor falou sobre a abrangência da cultura criativa – que começa a ganhar espaço mesmo em empresas mais tradicionais –, destacou a dificuldade de alguns gestores de lidar com um novo perfil de profissional e apontou o que pode ser um grande obstáculo das mentes criativas: a tendência à procrastinação. “Quem procrastina tem muito mais chance de fracassar”, diz Howkins. “Independentemente do setor em que trabalhe, pelo menos metade de sua habilidade será medida pela capacidade de fazer coisas com rapidez.” A seguir, os principais trechos da conversa:
Qual o obstáculo mais comum entre os profissionais criativos e por que alguns reclamam da dificuldade de transformar suas ideias em resultados?
As pessoas criativas bem-sucedidas são muito, muito focadas. E, acima de tudo, determinadas. Elas não procrastinam. E isso é algo de extrema importância porque, independentemente do setor em que atue, pelo menos metade de sua habilidade será medida pela capacidade de entregar as coisas dentro do prazo. Quem procrastina tem mais chances de não cumprir prazos e de fracassar. Não adianta ser um arquiteto brilhante, se você não é capaz de entregar um projeto até a data solicitada pelo cliente. A procrastinação é uma tendência comum a todas as pessoas, mas, talvez, seja algo mais corriqueiro entre pessoas com mentes criativas ou aquelas que enxergam seu trabalho como uma arte. A procrastinação pode ter resultados terríveis. É como o bloqueio de um escritor ou mesmo a depressão, que te impede de fazer coisas.
É possível livrar-se desse hábito?
O motivo principal para deixar para depois algo que poderia ser começado agora, eu presumo, é o medo de falhar em executar aquilo que sua mente sonhou. Se você tem uma folha em branco, ela é apenas uma folha em branco e é possível imaginar que você será capaz de criar qualquer coisa a partir dela. Mas depois que você começa a executar uma tarefa, a pintar na folha, a colocar números e ideias para um relatório, qualquer coisas, a folha passa a ser um retrato de seu trabalho, é como se fosse uma mostra da sua capacidade de fazer as coisas. A folha em branco pode ser perfeita. Mas a folha com sua arte, sua escrita, seu projeto, talvez não seja. A procrastinação pode vir do medo de assumir riscos, de errar. Não é possível fazer nada sem correr riscos. É preciso dar a cara para bater. Independentemente do resultado, no mínimo, vocês está tendo a oportunidade de se aperfeiçoar para fazer melhor da próxima vez.
Então a execução da tarefa é mais importante que o próprio resultado? Significa que é melhor fazer de qualquer maneira a não fazer?
Não é isso. Artistas costumam dizer que todo o trabalho é apenas um ensaio para o próximo.
Mas em todos os trabalhos deve existir o comprometimento com a qualidade. Artistas – e eu uso a palavra artista para falar de todos os profissionais que precisam trabalhar com criatividade – estão sempre olhando em volta, andando para lá e para cá, tentando tirar ideias de qualquer lugar para tornar seu trabalho mais interessante, mais bonito, mais satisfatório. Quando eles param de fazer essa busca, eles ficam repetitivos e começam a minguar. Há duas palavras-chave para nortear os profissionais criativos: "aprender" e "adaptar-se". A busca pelo aperfeiçoamento deve ser constante, mas não se pode ter medo de arriscar ou mesmo de errar. Isso faz parte do processo. Até mesmo Steve Jobs, que é reverenciado como o empreendedor mais bem-sucedido dos últimos 20 anos, cometeu erros durante sua vida. No início dos anos 80, ele foi demitido da Apple por uma série de conflitos de ideias com outros executivos. Então, ele fundou a NeXT e errou lá. Aí, ele comprou a Pixar por um preço bastante baixo, e ajudou a fazer da Pixar o que ela é hoje. Os artistas e profissionais que nós amamos e admiramos são aqueles que se arriscam e também erram, às vezes.
Mas não é tão simples arriscar. Nem todos os chefes são tolerantes ao erro e nem todas as companhias incentivam os profissionais a fazerem as coisas de forma diferente. Errar pode custar caro às empresas. Como conciliar a necessidade de liberdade para criar e a responsabilidade com resultados financeiros?
Cometer erros não é bom. Mas os gestores, as pessoas mais experientes estão ali justamente porque deveriam ter a capacidade de ajudar os profissionais a fazer a coisa certa, sem precisar reprimir ideias. O bom chefe não deve dizer: “Você errou. Nunca mais tente fazer algo diferente.” O bom gestor, ao contrário, é aquele que consegue, a partir da falha de um funcionário, ajudá-lo a aprimorar as capacidades. Pisar na bola faz parte do processo criativo e isso não pode impedir alguém de tentar de novo.
O sr. já afirmou que a liberdade é fundamental para a criatividade. É possível ter boas ideias em ambientes autoritários?
A criatividade pode brotar de qualquer lugar. As pessoas são capazes de criar mesmo privadas de sua liberdade. Aleksandr Solzhenitsyn escreveu coisas extraordinárias a partir de sua passagem pela prisão (dissidente do regime soviético, o historiador Solzhenitsyn, Nobel de literatura, usou de sua trajetória nos gulags, a prisão de Stalin, para criar obras como Um Dia na Vida de Ivan Denisovich e Arquipélago Gulag). Mas uma coisa é a criatividade individual, outra é a cultura criativa. É difícil que exista cultura criativa em ambientes autoritários. Para que as atividades criativas possam aflorar e se sustentar é preciso que as pessoas tenham liberdade política e social e que exista um certo nível de riqueza no país. A economia criativa depende também que a sociedade, de maneira geral, esteja disposta a por a mão no bolso e pagar pelo trabalho de designers, de arquitetos e de artistas.
A economia criativa é associada a determinadas atividades. Mas o espaço para a criatividade nos negócios está restrito a essas áreas?
A dança, as artes plásticas, o design, a publicidade e toda a indústria de entretenimento no geral, incluindo cinema e literatura, são o que chamo de indústrias nomeadas. Aquelas nas quais é fácil enxergar a importância da criatividade. Mas o setor de tecnologia também tem um peso importante. De qualquer maneira, é importante colocar que a criatividade não está apenas nesses setores. É muito mais abrangente. É preciso considerar os princípios da economia criativa para mudar atitudes e o jeito de pensar. Os profissionais de diferentes perfis que mais tentarem desenvolver a habilidade de criar e também as empresas que melhor souberem lidar com esses profissionais serão também as mais promissoras no longo prazo.
Por que, afinal, a criatividade tornou-se tão relevante neste século?
A criatividade é chave da inovação. Ao aliar criatividade aos procesos produtivos, é possível desenvolver bens de maior relevência para as pessoas e com maior valor agregado.
Hoje, fala-se muito no iPod como resultado de uma atitude criativa e a Apple é muito bem-sucedida dentro desse coneito. Mas, lá atrás, muitas outras empresas já faziam uso da criativadade para ganhar importância e tornarem-se referência em sua área de atuação. Na verdade, toda a história da indústria de aparelhos eletrônicos está ligada à criatividade e ela foi fundamental para o crescimento das empresas japonesas durante os anos 70 a 90. Um exemplo disso foi o Walkman, que deu relevância não apenas a Sony mas a muitas empresas japonesas em sua época. Os consumidores mudam, a cada período querem coisas mais bonitas, com mais funcionalidade e não é possível fazer isso sem usar criatividade. As empresas de qualquer setor que não perceberem isso não terão como sobreviver.
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Governo vai defender Petrobras de 'inimigos externos', diz Dilma Em discurso, presidente anuncia novo lema do governo: "Brasil, pátria educadora"


"Temos de defender a Petrobras de predadores internos e inimigos externos", diz Dilma

Presidente fez seu discurso de posse no Congresso na tarde desta quinta-feira (1º)

Dilma Rousseff ao lado da filha Paula (Foto: Lula Marques / Fotos Públicas)
A presidente Dilma Rousseff fez na tarde desta quinta-feira (1º de janeiro) seu discurso de posse no Congresso. Ela iniciou sua fala afirmando que "temos hoje a primeira geração de brasileiros que nao vivenciou a tragédia da fome". Ela ressaltou as conquistas do governo petista nos últimos 12 anos, como a diminuição da pobreza, a ascensão de brasileiros à classe média e ampliação do ensino técnico. Porém, segundo ela, o recado dos eleitores é que "o povo quer mais e melhor". "Ao invés de garantir o mínimo necessário temos que lutar para oferecer o máximo possível", afirmou a presidente reeleita.
Durante o discurso, que durou cerca de 40 minutos, ela falou algumas vezes sobre combate à corrupção. Ela afirmou que é preciso garantir processos e julgamentos mais rápidos e punição mais dura e defendeu um pacto nacional contra a corrupção no ambiente político e privado.
Dilma usou parte do seu tempo para falar sobre a Petrobras e saiu em defesa da estatal. Ela tentou isolar as irregularidades apontadas pela Operação Lava Jato como sendo fruto da atitude pouco honesta de "alguns servidores" e afirmou que a maioria dos funcionários da empresa são "dedicados e honestos". A presidente defendeu um aprimoramento da gestão e afirmou que "temos muitos motivos para preservar a Petrobras de predadores internos e inimigos externos". "Vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito. Temos que saber apurar e punir sem diminuir a Petrobras", disse Dilma, ressaltando a relevância da estatal para o país.
Sobre a economia, a presidente afirmou que é necessário restabelecer a credibilidade, mas não falou sobre as dificuldades que o país vem enfrentando. Ela afirmou que seu governo foi comprometido com o controle da inflação e a disciplina fiscal e destacou números como "somos a sétima economia do mundo e o terceiro maior exportador de minérios". Ela insistiu, como em outros discursos, que a economia mundial passou por um momento difícil e que a inflação não estourou o teto da meta nos seus anos de governo e falou sobre a dívida líquida do setor público.
Dilma afirmou que quer criar um ambiente mais favorável aos negócios, com mais inovação competitividade, crescimento sustentável e combate à burocracia. "O Brasil precisa voltar a crescer", disse. Para isso, seria necessário um ajuste nas contas públicas, elevação da produtividade e aumento do investimento. Ela se comprometeu com investimentos em logística, energia e infraestrutura social e urbana.
Dilma também falou rapidamente sobre seu comproisso com os direitos trabalhistas e previdenciários. Esta semana, o governo foi alvo de críticas de sindicalistas após o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ter anunciado mudanças em benefícios trabalhistas. A presidente usou, assim como seus ministros, o termo "corrigir distorções".
Em seu discurso, Dilma também anunciou o novo lema do país: "Brasil, pátria educadora". Ela afirmou que a grande prioridade de seu próximo governo será a educação.
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Governo vai defender Petrobras
de 'inimigos externos', diz Dilma

Em discurso, presidente anuncia novo lema do governo: "Brasil, pátria educadora"
Sérgio Lima/Folhapress Sérgio Lima/Folhapress

Dilma, Renan Calheiros e Michel Temer participam da cerimônia de posse

Abbas firma la adhesión palestina a la Corte Penal Internacional La decisión se produce un día después de que la ONU rechace una resolución de palestina La ONU rechaza la resolución de la Autoridad Palestina

CONFLICTO EN ORIENTE PRÓXIMO

Abbas firma la adhesión palestina a la Corte Penal Internacional

Noga Tarnopolsky Jerusalén 
La decisión se produce un día después de que la ONU rechazara instar a israelíes y palestinos a firmar la paz en 2015
  • La gran incógnita de la sucesión del presidente Abbas

    Abbas firma la adhesión palestina a la Corte Penal Internacional

    La decisión se produce un día después de que la ONU rechace una resolución de palestina


    Abbas firma este miércoles la adhesión a 23 organizaciones. / REUTERS

    El presidente de la Autoridad Palestina, Mahmud Abbas, ha firmado este miércoles peticiones para adherirse a 23 organizaciones internacionales, entre ellas y crucialmente, la Corte Penal Internacional (CPI). La decisión se produce tan solo un día después de que el Consejo de Seguridad de la ONU rechazara una resolución presentada por 22 países árabes y la Autoridad Palestina por la que se instaba a israelíes y palestinos a alcanzar un acuerdo de paz en 2015.
    Abbas, que ha visto su popularidad muy mermada desde la ofensiva de Gaza del verano pasado, responde con la firma del Tratado de Roma a una creciente presión por parte de los ciudadanos palestinos, que le exigen una solución al conflicto. En mitad de una lucha de poder entre Hamás y Fatah, el presidente palestino trata de demostrar su capacidad de influencia internacional frente al movimiento islamista.
    EE UU e Israel amenazan con severas sanciones económicas desde el momento en el que firme el acuerdo
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    Sin embargo, el paso dado le supone correr importantes riesgos, ya que al unirse al Tribunal de la Haya, los palestinos podrían enfrentarse a numerosas causas legales, entre otras cosas, por el lanzamiento de cohetes desde Gaza contra Israel este mismo año. Además, Estados Unidos e Israel amenazan a la Autoridad Palestina con severas sanciones económicas desde el momento en el que firme el acuerdo.
    “No hay duda sobre cuáles van a ser las consecuencias, va a haber sanciones económicas estadounidenses e israelíes de inmediato. Estas sanciones gradualmente van a ser más severas y esto de hecho podría ser el comienzo del final de la Autoridad Palestina. Ellos los saben”, ha señalado Jalil Shikaki, director del Centro Palestino para Investigación de Política y Encuestas, en una conversación con medios norteamericanos.
    No obstante, la firma de Abbas del Tratado de Roma no tendrá una repercusión inmediata, ya que existe un procedimiento para que un país se adhiera a la CPI. Además, no es seguro en este momento que los Territorios Palestinos cumplan todos los requisitos necesarios para formar parte del tribunal.
    Copiado  http://internacional.elpais.com/i

El Brasil al que Dilma tendrá que mirar a los ojos La presidenta tendrá que tomar conciencia de que gobernará un país que está creciendo y ha dado la espalda a la vieja política

  " Cada novo presidente, a partir de agora, terá maior dificuldade para governar porque o brasileiro tem diante de si um povo que estão despertando de um longo sono, que não aceita ordens passivamente e adquiriu maior capacidade para controlar o poder."

 

El país al que la presidenta tendrá que mirar a los ojos

El autor afirma que Rousseff debe tomar conciencia de que Brasil despertó del letargo y ha dado la espalda a la vieja política
TRIBUNA

El Brasil al que Dilma tendrá que mirar a los ojos

La presidenta tendrá que tomar conciencia de que gobernará un país que está creciendo y ha dado la espalda a la vieja política



Rousseff, en una rueda de prensa en el Palacio de Planalto, en Brasilia. / EFE

Existe un país real y un país de fantasía. La presidenta Dilma Rousseff, pasados los fuegos de artificio de las promesas electorales, necesita mirar ahora a los ojos al país desnudo, al de verdad, que es el que deberá gobernar.
Es a ese Brasil al que deberá brindar esperanza, ya que parece iniciar el 2015 entre el desencanto y el temor de tener que hacer frente a un momento amargo de austeridad económica. Dilma deberá gobernar un país dividido que le otorgó la confianza.
Ese país separado por unos pocos millones de votos no es sin embargo un país rasgado. Es el mismo Brasil. Los que le dieron su voto y quienes se lo negaron tienen un mismo sueño: el de un futuro mejor para ellos y sus hijos.
Puede ser un país dividido entre dos formas de gobernar, entre dos ideas políticas, pero unos y otros quieren apostar por una sociedad cada vez más de todos, donde no falte lugar para nadie, y donde ningún ciudadano sea discriminado por sus ideas, su color o su sexo.
Los brasileños están más unidos en la estima a su país de lo que puedan imaginar los políticos. Son hijos de una tierra que aman. Lo hacen con la misma intensidad quienes votan por uno u otro color político.
Lo que les disgusta, sobre todo a los jóvenes que son el Brasil del mañana, es la hipocresía, la mezquindad y la falta de ética de los que deberían ser ejemplo de vida porque en ellos han confiado al votar.
Tanto los brasileños que reeligieron a la presidenta como los que hubiesen preferido una alternancia piensan lo mismo sobre la corrupción política, sobre la deslealtad, sobre los abusos de poder y sobre la falta de participación de la sociedad en la gestión pública.
Dilma tendrá que saber que gobernará de nuevo para un país cada vez más informado que está creciendo y sabe leer las cosas de otro modo, no con las lentes de su atávicas resignación.
Cada nuevo presidente, de ahora en adelante, tendrá mayor dificultad para gobernar a los brasileños porque tendrá ante sí a un pueblo que se está despertando de un largo letargo, que no acepta órdenes pasivamente y que ha adquirido mayor capacidad de vigilar al poder.
Puede que sea más duro y complejo para el que gobierna. En este caso para Dilma, que en estos cuatro años será observada por una nueva oposición democrática con la que tendrá que convivir sin estigmatizarla.
Su trabajo no será fácil, pero al mismo tiempo puede ser un desafío gratificante. Ahora que vuelve a ser la líder de los 200 millones de brasileños, Dilma tiene la tarea y obligación de tomar decisiones coherentes con sus promesas y ser capaz de corregir los desaciertos que le negaron una victoria más amplia. Quizá pueda reconquistar, con alguna sorpresa inesperada, a los que prefirieron a otro candidato.
Por lo que conozco del alma brasileña, tengo la convicción de que no debería ser tan difícil gobernar a un pueblo que desea que se le quiera, que se le reconozca su dignidad, que se le respete y que no se juegue con él pensando que lo aguanta todo. Ese es el Brasil al que Dilma deberá mirar en los ojos.
Esa nueva faceta histórica supone la mayor esperanza en la construcción de un país que necesita sacudirse el desencanto de hoy con la convicción de que algo nuevo, distinto y mejor, se está forjando a pesar de su crisis ética y económica.
Ignorarlo por creer que Brasil seguirá siendo el eterno satisfecho que ya ha recibido bastante, o querer negar que algo nuevo acaba de germinar en esta sociedad rica en sueños, podría acarrear vientos de tempestad.
La sociedad brasileña está cambiando más de lo que pueda parecer. El Brasil condescendiente con los viejos malandros, satisfecho con tal que se le deje vivir con su jeitinho, está agonizando. Está surgiendo un país diferente, más exigente, quizás menos cordial y hasta más violento, pero más moderno y realista.
Es posible que el prestigioso antropólogo Roberto DaMatta, que desentrañó como pocos la idiosincrasia del brasileño dividido entre la casa y la calle, tenga que repensar la nueva sociedad que está naciendo donde muchas puertas y ventanas se están derrumbando. Ha encontrado una nueva forma de salir a la calle, usar las redes sociales, donde empieza a hacerse más política que en los gabinetes de la Presidencia.
Es el Brasil que empieza a caminar, aunque aún de puntillas, por los nuevos caminos de la modernidad que asusta a la vieja política. Dilma deberá gobernar estos cuatro años con su oído y su corazón pegado a los anhelos de los brasileños nuevos. Tendrá que recordar que como escribe en O Globo la amada escritora Nélida Piñón: Brasil no merece un diez porque “continúa siendo víctima de la tiranía de los gobiernos”, pero tampoco un cero, porque es “un pueblo que arranca de la propia carne pedazos para alimentar a sus hijos”.
Es también a ese Brasil al que Dilma deberá saber mirar a los ojos, un país que confía más en sus propias fuerzas que en los que lo gobiernan.
 copiado  http://elpais.com/

À espera da reinvenção de Dilma Data e fraca inserção internacional afastam chefes de Estado da posse Em compensação, militância petista não se importa de passar a virada em um ônibus para chegar a tempo de apoiar a presidenta

segundo mandato presidencial

Dilma acena para a população ao lado da filha na cerimônia de posse. / RICARDO MORAES (REUTERS)

À espera da reinvenção de Dilma

  • A presidenta assume aos 67 anos seu segundo mandato em cerimônia na Câmara
Carla Jiménez São Paulo
Patinadas na economia, inflação persistente e as denúncias de corrupção na Petrobras vão movimentar o segundo mandato, no qual a presidenta deve seguir na negação da crise pós-catarse dos protestos em 2013. Ao iniciar o novo Governo, Rousseff terá de corrigir políticas e acertar o caminho para que o PT se reinvente junto com ela, ciente de que novamente a missão não será nada fácil

À espera da reinvenção de Dilma

A presidenta assume aos 67 anos seu segundo mandato em cerimônia na Câmara



Dilma acena para militantes ao lado da filha. / Sebastião Moreira (EFE)

Logo após receber a ligação do seu médico para avisá-la que o exame de biópsia constatara um câncer nos gânglios, a então ministra Dilma Rousseff soltou um longo suspiro e desabafou com seu secretário particular – “A vida não é fácil. Nunca foi.” A frase, proferida no dia 17 de abril de 2009, fazia todo sentido para uma mulher que viveu provações que poucas pessoas já tiveram de enfrentar. Sobreviveu às torturas da ditadura militar, e superou o câncer antes mesmo de se tornar a primeira presidenta eleita do Brasil, em 2010. Agora, Dilma assume o segundo mandato presidencial, ciente de que novamente a vida não está sendo fácil, como nunca foi.
Diferente de outros percalços que a vida lhe impôs, algumas das dificuldades atuais são consequências de erros cometidos por ela ao longo destes quatro anos, que vão exigir uma capacidade de renovação e de jogo de cintura muito mais árdua do que em 2011. Naquele ano, Dilma, que nunca havia disputado um cargo eletivo, saía de uma campanha vitoriosa, depois de percorrer o país, onde constatou um clima de "otimismo e confiança"’, como relatou o jornalista Ricardo Amaral, no livro A vida quer é coragem, a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil. O país queria continuidade das conquistas de Lula, e sua sucessora prometia que assim seria.
Ao se despedir de 2014, o Brasil não exalava o mesmo sentimento de quatro anos atrás, quando ela foi eleita com 55,7 milhões de votos, 12 milhões a mais do que o seu principal rival, o tucano José Serra. Na noite do dia 26 de outubro deste ano, quando os brasileiros votaram no segundo turno, ela ainda não tinha certeza se estenderia sua jornada no Palácio da Alvorada ou se seria derrotada por Aécio Neves, que capitalizou como nunca a torcida anti-PT. As patinadas na economia, a inflação persistente, as denúncias de corrupção na Petrobras, a negação da crise, os gastos excessivos na preparação da Copa do Mundo, a catarse dos protestos em 2013... As urnas já não seriam as mesmas para Dilma, e ela acabou vencendo por uma diferença de apenas 3,4 milhões de votos. Desde que a sua reeleição foi confirmada, Dilma ainda teve de enfrentar protestos e gritos de impeachment nas ruas dos mais exaltados, que inclusive diziam preferir a ditadura militar à ditadura bolivariana de Dilma.
Quando se faz a avaliação individual do estilo da presidenta, há uma lista de críticas para justificar as resistências ao nome de Dilma. Entre elas, a dificuldade em reconhecer seus erros, o estilo centralizador de governar, o discurso de otimismo com a situação econômica quando os números mostram outra realidade, e a tentativa de assumir que mudanças mais importantes para o país só aconteceram depois dos anos do PT no poder. Ao menos dois desses defeitos já estariam começando a ser corrigidos com a nomeação do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cuja missão inclui consertar os desvios praticados na política econômica, que exigiram manobras contábeis indigestas para que o país não fechasse o ano com as contas públicas no vermelho.
Ao nomeá-lo, ela estaria baixando a guarda para um estilo diferente do seu, mas necessário para avançar. Essa leitura teria sido confirmada pelo ex-ministro Antônio Palocci em conversa com interlocutores do mundo empresarial. “A presidenta Dilma conhece muito bem o Levy. Se o escolheu é porque está consciente da necessidade de uma nova abordagem”, teria dito Palocci, uma das pessoas que mais conhecem Dilma – foi coordenador da campanha da primeira eleição dela e foi seu primeiro ministro da Casa Civil – e que melhor conhecem Levy. O novo ministro da Fazenda trabalhou como chefe do Tesouro na equipe de Palocci no primeiro governo Lula. Assim, sai de cena o otimismo exagerado de Guido Mantega, entra o realismo seco de Joaquim Levy, que já deixou claro que práticas insustentáveis na economia estão descartadas.
Essa capacidade de delegar, porém, ainda será testada. Dilma chega ao final do primeiro mandato – e início do segundo – com a credibilidade desgastada, embora a última pesquisa de opinião sobre o seu Governo tenha marcado que 52% dos entrevistados aprovam sua maneira de governar. Isso antes de que ela escolhesse nomes impopulares para seu ministério, como o de Katia Abreu, para a Agricultura, de Helder Barbalho, para a Pesca, ou de Gilberto Kassab, para Cidades. Os três, que representam partidos aliados, gozam de uma impopularidade. De processos por improbidade administrativa, no caso de Barbalho, ao pouco caso com o meio ambiente, no caso de Abreu, até a falta de tato com a gestão urbana, de Kassab. Mas, Dilma 2.0 estaria, com esse staff, assegurando sua base de sustentação para garantir os próximos quatro anos.
Dilma também se confirma no poder com um PT dividido, nocauteado pelas denúncias na Petrobras. A suspeita de que o esquema de corrupção teria beneficiado a eleição de muitos nomes do partido vai persegui-la até 2018, quando deve deixar o Governo. Em tese, ela precisa chegar ao final do segundo mandato com um desempenho acima da média para não frustrar o projeto político dos petistas de reeleger Lula, seu padrinho político, que teria engolido seco quando sua sucessora pediu para concorrer à reeleição, contrariando o projeto inicial de que ele voltasse ao poder agora e não ela. Verdade ou não, o fato é que o sucesso do seu Governo é condição sine qua non para que o partido encontre uma saída para sua própria crise de identidade e assim estenda sua permanência.
Até lá, há muitos cômodos para arrumar nessa casa, que conta com 39 ministérios. Um dos mais urgentes é o de Relações Exteriores e o de Desenvolvimento, para injetar doses cavalares de ousadia em sua política externa, que ficou em segundo plano enquanto as commodities perderam valor no mercado internacional, e deixaram de patrocinar os robustos resultados da balança comercial. Reforçar as relações com os Estados Unidos, avançar num acordo com a União Europeia, estreitar laços com os países da Aliança do Pacífico, aumentar a exposição do Brasil lá fora não se torna somente um passo importante do ponto de vista diplomático mas fundamental para ampliar o comércio brasileiro com o resto do mundo.
A reinvenção de Dilma neste segundo mandato pode ser uma ilusão ou um fato concreto que venha a surpreender o mundo, se seguir o mito da jornada do herói, que supera as piores provações depois de corrigir suas fraquezas. A areia já começou a escorrer na ampulheta para conhecer o veredito final.

Data e fraca inserção internacional afastam chefes de Estado da posse

C.J. Brasília
Em compensação, militância petista não se importa de passar a virada em um ônibus para chegar a tempo de apoiar a presidenta

Data e fraca inserção internacional afastam chefes de Estado da posse

Já a militância não se importa de passar a virada em ônibus para apoiar a presidenta



Militantes aguardam Dilma na Esplanada dos Ministérios. / F. B. Jr. (EFE)
A cada quatro anos, funcionários da Itamaraty enfrentam a mesma dificuldade: confirmar a presença de chefes de Estado para as posses presidenciais no Brasil numa data tão peculiar. A cerimônia no dia primeiro do ano seria um dos fatores que explicam a baixa presença de líderes de peso. China e Rússia, por exemplo, parceiros no bloco BRICS, mandaram, respectivamente, o vice-presidente chinês, Lin Yuanchao, e o vice-presidente do Conselho da Assembleia Federal russa, Alexander Torshin. Já os EUA se fizeram representar pelo vice Joe Biden.
No mais, Dilma contará hoje com a presença de fieis aliados, como Evo Morales, presidente da Bolívia, Michele Bachelet, mandatária chilena, Horácio Cartes, do Paraguai, José Mujica, do Uruguai, e o presidente uruguaio eleito, Tabaré Vasquez, além do polêmico Nicolás Maduro, da Venezuela. Colômbia, Argentina, Peru e Cuba, entre outros, enviaram seus vices. Cristina Kirchner não veio, embora Dilma tenha ido a Buenos Aires durante a sua posse, em 2011. O México, por outro lado, mandou o chanceler José Antonio Meade. A Europa, uma vez mais, mandou poucos representantes de peso, restringindo-se a embaixadores, como no caso do Reino Unido e a Alemanha. Ao todos, são 60 países representados.
A posse no primeiro dia do ano foi estabelecida pela Constituição promulgada em 1988. Entre 1889 e 1930 os presidentes eleitos assumiam no dia 15 de março. Fernando Collor de Mello, que assumiu em 1990 como primeiro presidente eleito diretamente depois da redemocratização, ainda chegou a assumir nessa data, antes que a medida constitucional passasse a valer em definitivo.
A data ingrata é uma explicação, mas a lista de convidados reflete também a pouca inserção do Brasil na diplomacia internacional, uma área que precisa ser reforçada com urgência, num momento em que o país busca saída para ativar a economia e o comércio internacional.
O contraste a essa presença mais minguada de autoridades é dada pela militância do PT que, nas estimativas do partido, vem em cerca de 30.000 de todos os Estados para prestigiar a posse da presidenta, a maioria com apoio do próprio partido que aluga ônibus para que eles possam aumentar o público presente e firmar presença cobrando um governo que atenda aos princípios da legenda. “Estamos aqui para apoiá-la e contando com mais mudanças”, diz Viviane Carvalho, do Estado do Tocantins, que chegou ontem a Brasília por volta das dez da noite, depois de 14 horas de viagem de ônibus. Como ela, muitos vieram de várias regiões e alguns inclusive passaram a virada do ano em trânsito.

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AO VIVO: Dilma é recebida por parlamentares no Congresso - ( Madre mais experiente, boa sorte com os auxiliares do congresso)


AO VIVO: Dilma é recebida por parlamentares no Congresso
Presidente será empossada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.
IMAGENS DA POSSE
Posse de Dilma

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15h17
Enquanto Dilma está no Congresso Nacional para ser empossada, militantes do PT já estão posicionados na Praça dos Três Poderes para assistir, mais tarde, a petista subir a rampa do Palácio do Planalto.
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15h15
Questionado sobre a presença do público na Esplanada dos Ministérios, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que não tinha visto a movimentação fora do Congresso. No entanto, afirmou que, se estiver abaixo do esperado, isso não representa uma queda na popularidade da presidente Dilma, mas uma dificuldade para mobilizar a população no dia 1ª de janeiro.
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15h14
A presidente Dilma Rousseff foi recebida sob aplausos no plenário da Câmara dos Deputados, onde ela será empossada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros. No trajeto até a mesa do plenário, Dilma parou para cumprimentar os convidados e para tirar fotos.
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15h14
O Salão Nobre do Palácio do Planalto já está preparado para receber a presidente Dilma. É nele que ela receberá os cumprimentos de familiares, amigos e convidados.
Salão nobre do Palácio do Planalto pronto para cerimônia de posse de Dilma
Foto: Filipe Matoso / G1
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15h11
No Congresso, Dilma também foi recebida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski e por parlamentares e futuros ministros de seu governo. Entre eles, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e o senador Eduardo Braga, que comandará o Ministério de Minas e Energia.
GNews posse Dilma
Foto: Reprodução GloboNews
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15h10
O futuro ministro Armando Monteiro aguarda o início da cerimônia perto do ministro Thomas Traumann (de costas), que cumprimenta Izabella Teixeira.
Ministros aguardam início da cerimônia de posse no Congresso
Foto: Fernanda Calgaro / G1
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15h08
A presidente Dilma Rousseff acaba de chegar ao Congresso Nacional. Acompanhada da filha, Paula, do vice-presidente, Michel Temer, e da esposa de Temer, Marcela, a presidente é recepcionada por Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves.
Dilma e Marcela Temer
Foto: Reprodução/TV Globo
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15h06
Após o desfile em carro aberto, Dilma será recebida pelo presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
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Cristiana Lôbo @cristilobo
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