Bolsonaro nega agressões em atos pró-governo e grita 'cala a boca' para repórteres Ele se irritou quando jornalistas questionaram se havia tentado trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio. Antes, a apoiadores, negou agressões ocorridas em protestos.

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília








Bolsonaro manda jornalistas calarem a boca
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Bolsonaro manda jornalistas calarem a boca

Após registros de agressões cometidas por apoiadores do governo em atos nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro negou que tenha havido violência, mas não especificou se falava de uma manifestação específica ou de todas. Questionado sobre as agressões, ele repetiu para os jornalistas: "Cala a boca".
 O segundo episódio ocorreu no domingo (3), quando profissionais de imprensa foram agredidos por militantes bolsonaristas durante um ato pró-governo, também em Brasília. O ato defendia causas inconstitucionais e antidemocráticas, como fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro abordou o tema na saída do Palácio da Alvorada, enquanto ouvia uma apoiadora que relatava ter comparecido ao protesto de enfermeiros no dia 1º e afirmava não ter havido violência.
"Para vocês entenderem como é essa imprensa que está aí. Mandei levantar se houve corpo de delito. Ele [o jornalista agredido] não pediu corpo de delito. Tá certo? Não fez corpo de delito. Então, se houve agressão, verbal, o que eles fazem o tempo todo conosco. A gente não pega agressão nenhuma, zero, zero agressão. Mas houve um superdimensionamento daquilo por parte da mídia porque o interesse deles é um só: é tirar a gente daqui", afirmou Bolsonaro.

'Cala a boca'

Depois de ter falado com apoiadores na saída do palácio, Bolsonaro se dirigiu ao local onde ficam os profissionais de imprensa. Ele foi questionado pelos jornalistas se havia pedido a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira.
"Cala a boca, não perguntei nada!", gritou Bolsonaro.
Ao deixar o cargo, o ex ministro da Justiça Sergio Moro denunciou que um dos motivos da insatisfação do presidente com o ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo, era a resistência dele em trocar o superintendente do Rio. Moro disse ainda quBolsonaro tenta interferir politicamente na PF.
Jornalistas tentaram fazer a pergunta sobre o superintendente outra vez. Bolsonaro, de novo, mandou que calassem a boca, aos berros.
Ele afirmou que Oliveira vai ser diretor-executivo da PF. O presidente alegou que Oliveira está sendo promovido.
Mas, ao sair da superintendência e assumir a diretoria-executiva da PF, Oliveira deixaria a linha de frente das investigações. O diretor-executivo cuida de questões administrativas da PF e de áreas como: imigração, estrangeiros, registro de armas, controle de produção de substâncias químicas, portos e aeroportos.
"Cala a boca. Cala a boca. Está saindo para ser diretor-executivo, a convite do atual diretor-geral. Não interfiro em nada. Se ele fosse desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. É a mensagem que vocês dão", disse o presidente a jornalistas.
Bolsonaro afirmou ainda que não tem nada contra Oliveira e que não tenta interferir na PF.
"Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro. E não interfiro na Polícia Federal. E ele está sendo convidado para ser diretor-executivo. É o zero dois."

Sem controle

Mais tarde, nesta terça, o fotógrafo Orlando Brito, de 70 anos de idade, agredido na manifestação antidemocrática de domingo, foi convidado a almoçar com Bolsonaro e assessores no gabinete do presidente.
Segundo relato de Brito feito a jornalistas, o presidente alegou não ter como controlar a multidão.
"Ele [Bolsonaro] repetiu que não tem culpa, que a culpa é da multidão, que imagine se ele não vai recriminar uma história dessas", disse Brito. "Ele disse que a multidão é incontrolável. Que ele jamais daria uma ordem para alguém agredir alguém", acrescentou o fotógrafo.
Bolsonaro não compreende o jornalismo e mostra caráter autoritário, diz ANJ
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Bolsonaro não compreende o jornalismo e mostra caráter autoritário, diz ANJ

Nota de associação

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse em nota que a postura de Bolsonaro, ao mandar os jornalistas calarem a boca, mostra "incapacidade de compreender a atividade jornalística". Segundo a associação, o gesto do presidente revela também um caráter "autoritário".
"Mais uma vez, o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário. Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas", afirmou a ANJ.
Veja a íntegra da nota:
Nota à imprensa
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta com veemência contra os termos desrespeitosos com que o presidente Jair Bolsonaro se dirigiu aos jornalistas na manhã desta terça-feira.
Mais uma vez, o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário. Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas.
É lamentável e preocupante que o presidente faça dos ataques aos jornalistas e ao jornalismo uma rotina contra a civilidade e a convivência democrática.
Brasília, 5 de maio de 2020.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS - ANJ

Rodrigo Maia ironiza e diz que está seguindo todas as orientações do 'doutor William Bonner' (vídeo)

Rodrigo Maia ironiza e diz que está seguindo todas as orientações do 'doutor William Bonner' (vídeo)


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HAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAAHAH4

NOSSA
247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ironizou o apresentador do Jornal Nacional William Bonner. 
Em entrevista coletiva transmitida ao vivo na Globonews, nessa segunda-feira (4), Maia chamou Bonner de “doutor” e afirmou que estava seguindo as recomendações dadas pelo jornalista.
“Vocês viram que eu tirei a máscara, vou jogar essa fora e vou pegar outra máscara pela orientação do doutor William Bonner”, disse Maia com um sorrisinho sarcástico e fazendo joinha ao deixar o local da coletiva.

Sequelas da Covid-19: complicações em vários órgãos indicam uma doença sistêmica Especialistas investigam os impactos definitivos que podem ser gerados em diferentes áreas do corpo pela doença

Tratada como doença respiratória em suas primeiras semanas de observação, a Covid-19 se apresentou como uma doença sistêmica Foto: Editoria de arte
Tratada como doença respiratória em suas primeiras semanas de observação, a Covid-19 se apresentou como uma doença sistêmica Foto: Editoria de arte

Sequelas da Covid-19: complicações em vários órgãos indicam uma doença sistêmica

Especialistas investigam os impactos definitivos que podem ser gerados em diferentes áreas do corpo pela doença

RIO - Tratada como doença respiratória em suas primeiras semanas de observação, a Covid-19 se apresentou, pouco a pouco, como uma doença sistêmica, trazendo complicações para diferentes órgãos do corpo. A reportagem do GLOBO ouviu especialistas de diferentes áreas da medicina para saber como a doença, em seus estágios graves de evolução, vem agindo em diferentes sistemas e o que se pode esperar de sequelas definitivas para pacientes recuperados da doença. Todos afirmam: a Covid-19 ainda está sendo estudada, e a cada dia é uma descoberta.
Especialistas ouvidos: Margareth Dalcolmo, pneumologista, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e colunista do GLOBO; Eduardo Ramacciotti, cirurgião vascular, professor de Trombose e Hemostasia no Loyola University Medical Center, em Chicago, e professor de Cirurgia Vascular na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; Audes Feitosa, cardiologista da Universidade de Pernambuco (UPE) e presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Simone Brandão, médica nuclear e cardiologista e professora do Departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Vinicius Delfino, diretor científico da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
A Covid-19 afeta outros órgãos além do pulmão?
Efeitos Covid-19 Foto: Editoria de arte
Efeitos Covid-19 Foto: Editoria de arte

A Covid-19 é uma doença sistêmica. Passamos algumas semanas tratando-a como uma doença fundamentalmente respiratória, ligada a uma pneumonia viral, mas logo em seguida se viu o quanto a doença comprometia outros sistemas do corpo. A observação mostrou que havia, junto com ela, um comprometimento vascular e cardiovascular, levando com muita frequência à insuficiência renal, e também um comprometimento na coagulabilidade do sangue, caracterizando-se por um fenômeno de trombogênese, com tendência a trombose e a embolia. Além disso, foi percebida uma série de manifestações de natureza neurológica, como a perda do olfato e a perda do paladar. O fenômeno inflamatório é de tal ordem que pode causar até encefalite, que seria a inflamação no cérebro. Isto é menos comum, porque o sistema nervoso central humano é muito protegido, mas alguns pacientes evoluíram para este quadro.
 
A Covid-19 pode deixar sequelas definitivas no funcionamento destes sistemas?
Efeitos da Covid-19 Foto: Arquivo de arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Arquivo de arte

Ainda não há um "recuo histórico" e trabalhos suficientes publicados para definir as sequelas possíveis da Covid-19. A  infecção pelo virus Sars-CoV-2 é bastante nova e ainda desconhecida. Estamos aprendendo a cada dia, com dados novos que surgem muito rápido. Mas se trabalha com a possibilidade da ocorrência de sequelas em estudos de diferentes áreas. Estima-se que 81% das pessoas vão ter a forma leve da doença, sem indicação de danos permanentes aos órgãos. Já cerca de 19% vão ter a forma grave da Covid-19 e, desses, 5% podem apresentar um quadro bem crítico, evoluindo com choque e disfunção de múltiplos órgãos. Dependendo do tipo de dano causado, o paciente pode desenvolver disfunções definitivas.

As sequelas se dariam apenas em pacientes que tiveram seus quadros agravados e passaram um bom tempo na UTI?
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte

No geral, sim. As sequelas, se acontecerem, provavelmente serão naqueles que tiveram a forma grave da doença com comprometimento de múltiplos órgãos.
 
Quais seriam as sequelas no pulmão após a recuperação da doença?
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte

Quando o tempo de internação é muito extenso e o paciente permanece um longo período em ventilação mecânica, muitas vezes é exigido que ele passe por um processo gradual até que volte às suas atividades habituais, incluindo a fisioterapia pulmonar para que o órgão recupere suas funções. Mas não se sabe ainda se pacientes que evoluíram com um grave comprometimento do pulmão, de até 70 ou 80% do órgão, terá sequelas definitivas. Em caso afirmativo, seriam sequelas do ponto de vista funcional, de perda em capacidade respiratória. Sequelas tanto de natureza obstrutiva (como um enfisema ou uma bronquite crônica, levando à necessidade de medicamentos por toda a vida) como de natureza restritiva (como a fibrose de áreas nobres do pulmão). 
 
Como a Covid-19 pode afetar o coração?

Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte
Existem várias hipóteses. Por mecanismos diretos, com o vírus entrando nas células do coração e causando inflamação, ou por mecanismos indiretos, através de uma desregulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (eixo endócrino que controla o volume de líquido extracelular e a pressão arterial) que pode afetar o sistema cardiovascular de várias maneiras. O coração também pode por ser afetado pela baixa concentração de oxigênio gerada pela insuficiência respiratória, pela tempestade de citocinas (substâncias que podem deprimir a função cardíaca) e por isquemia devido à formação de coágulos na microcirculação. Há, também, relatos de infarto porque a doença predispõe à ruptura de placas e à síndrome chamada de Takotsubo (coração partido), devido a uma descarga de hormônios vasoativos.
 
A Covid-19 pode causar lesões cardíacas mesmo em indivíduos sem doenças coronárias antes da doença?
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Sim. Em casos críticos, o coração é um órgão frequentemente afetado e aí, dependendo do tipo de lesão, se isquêmica ou inflamatória, o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca.
 
Que tipo de complicações a Covid-19 pode trazer para quem tem doenças cardiovasculares preexistentes?
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de arte

Pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes, como hipertensão arterial sistêmica, miocardiopatia e ateriosclerose, estão sob maior risco. O vírus tem provocado uma inflamação do endotélio dos vasos, que é a camada de células que recobrem a parte interna dos vasos, levando a uma desregulação dos neurormônios. Pacientes com doenças cardíacas e hipertensão já têm essa desregulação e aí seriam mais predispostos. Outro problema é que qualquer quadro infeccioso demanda mais do coração e, então, um paciente com a função já comprometida é mais susceptível à piora. Existe ainda a teoria de que a porta de entrada do vírus é a enzima conversora da angiotensina 2, que está presente nos pulmões e tem ação protetora. Essa enzima está presente em maiores concentrações em quem tem doenças cardiovasculares. Talvez por isso esses doentes sejam mais suscetíveis às formas mais graves de SARS-COV-2.
 
Como o coronavírus está relacionado ao surgimento de fenômenos como trombose e embolia?
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de Arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de Arte

Estamos elucidando esse mecanismo, mas a interação entre infecções graves virais e tromboses é conhecida. De uma forma simples, o vírus ataca vários tecidos, particularmente os pulmões. Existe em alguns pacientes uma reação inflamatória anormal exacerbada, com a tempestade de citocinas, que acabam ativando a cascata de coagulação. Trombos pulmonares em Covid-19 provavelmente se desenvolvem como consequência de lesão direta dos vasos sanguíneos pela infecção viral e pela inflamação grave. Esses eventos ativam ainda mais os mecanismos envolvidos na formação dos coágulos, piorando os quadros de trombose. Como tratar essas complicações graves é o que estamos aprendendo. O importante é não piorarmos essa coagulopatia.
 
Quais os protocolos adotados com pacientes de Covid-19 em relação ao tratamento com anticoagulantes, mesmo após a alta?
Os que vínhamos usando antes da pandemia, validados por estudos clínicos sérios e descritos em guidelines internacionais. Protocolos novos inventados não ajudam em nada, pois não sabemos as consequências de aumentar a dose de anticoagulantes em uma doença tão desconhecida. Estamos iniciando estudos agora com doses diferentes de anticoagulantes para a Covid-19, mas ainda não há resposta. É em situações de catástrofe que mais precisamos de dados confiáveis, e esses dados só vêm por meio de estudos prospectivos, controlados e randomizados bem feitos.

Quais as sequelas do ponto de vista cardiovascular que pacientes recuperados da Covid-19 podem ter?
Alguns pacientes desenvolvem miocardiopatias; outros, sequelas decorrentes de AVC isquêmico; outros, hipertensão pulmonar secundária à trombose e embolia pulmonar desencadeada pela infecção. Outros desenvolvem fibrose pulmonar secundária à infecção. Já vimos três casos de tromboses arteriais associadas à Covid-19. Felizmente, muitos pacientes saem sem complicações graves.
 
Como a Covid-19 pode afetar os rins?
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de Arte
Efeitos da Covid-19 Foto: Editoria de Arte

Os rins são órgãos frequentemente acometidos diretamente pela infecção do coronavírus, especialmente nos casos moderados e graves da doença. A presença de proteína e hemácias (sangue) em quantidade um pouco maior que o normal ocorre em quase metade destes casos. Em uma porcentagem muito pequena, a infecção renal pode levar a uma pequena redução da função dos rins. Nos casos graves, a falência aguda dos rins é bastante comum, ocorrendo em 50 a 80% dos casos, devido à agressão de múltiplos órgãos, com a queda da pressão arterial, inflamação, alterações na coagulação do sangue e o uso de remédios que agridem os rins. A terapia por hemodiálise é frequente e precocemente utilizada, nestes casos.

Tal comprometimento pode gerar alguma sequela na função renal do paciente, após sua cura?
A resposta a esta pergunta não é, ainda, muito clara, mas de maneira geral casos de falência renal aguda grave, de diferentes causas, podem deixar cicatrizes renais e causar redução crônica da função renal.

Como a Covid-19 pode afetar o sistema neurológico?
Estudos mostram que a doença tem tido algumas implicações neurológicas, agindo no Sistema Nervoso Central (SNC), no periférico (SNP) e na fibra muscular. Entre os sintomas da infecção já detectados, estão a perda de olfato (anosmia) e a do paladar (ageusia), mostrando que o vírus atuou sobre nervos cranianos. Em casos mais raros, relatou-se a invasão do cérebro pelo vírus, em uma encefalite. É cedo para dizer se as consequências destas implicações acontecerão a longo prazo ou definitivamente, mas o que tudo indica é que o prolongamento dos cuidados intensivos pode ocasionar miopatia (doença da fibra muscular) e outras doenças envolvendo o sistema nervoso.

CRISE MORO Em depoimento, Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra Bolsonaro

Sergio Moro anuncia sua saída do Ministério da Justiça
CRISE MORO

Em depoimento, Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra Bolsonaro

Em mais de seis horas de depoimento, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro sobre sua atuação para intervir diretamente na Polícia Federal.
Além das mensagem que Moro já mostrou ao programa “Jornal Nacional”, da TV Globo, o ex-ministro apresentou novas provas envolvendo Bolsonaro.
A oitiva foi conduzida pela delegada Christiane Correa Machado, chefe do grupo que apura os inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal, batizado de Sinq (Serviço de Inquéritos Especiais), e por procuradores da equipe do PGR, Augusto Aras.
Moro depôs na superintendência da PF, em Curitiba, no inquérito que investiga as acusações de interferência no órgão que fez contra presidente Jair Bolsonaro ao pedir demissão de seu governo.

Pasajeros del tren Eurostar deberán llevar mascarilla

Pasajeros del tren Eurostar deberán llevar mascarilla

AFP/Archivos / JUSTIN TALLISEurostar se reserva el derecho de prohibir, a quienes no cumplan la medida, el acceso a sus trenes, que conectan Londres con París y Bruselas
Los pasajeros del tren Eurostar deberán llevar obligatoriamente mascarillas a partir de la próxima semana, en el marco de las medidas de protección contra el coronavirus, indicó la empresa este sábado.
"A partir del 4 de mayo, los pasajeros deberán portar mascarilla en nuestras estaciones y a bordo de nuestros trenes, como lo requieren los gobiernos francés y belga", indicó la compañía en su página web.
Los trenes Eurostar, que conectan Londres con París y Bruselas, continúan atravesando el Canal de La Mancha, pero con una frecuencia menor a causa de las restricciones de movimiento, los refuerzos de los controles y una demanda más baja por parte de los pasajeros.
La empresa se reserva el derecho a prohibir el acceso a sus trenes a quienes no se cubran la cara. Además, las autoridades francesas o belgas podrían infligir multas.
A partir del lunes, Bélgica pondrá nen marcha las primeras medidas para suavizar el confinamiento. Todos los usuarios de los transportes públicos deberán cubrirse la nariz y la boca, so pena de multa.
En Francia, que adoptará medidas de desconfinamiento similares a partir del 11 de mayo, también será obligatorio el uso de mascarillas en los transportes públicos.




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Caos em prisão de Manaus | AFP

Principal oleoducto de Ecuador fue reparado y está operativo

Principal oleoducto de Ecuador fue reparado y está operativo

AFP/Archivos / PABLO COZZAGLIOLa contaminación afectó a las poblaciones asentadas sobre el río Coca, cuyo caudal se conecta con otros afluentes hasta llegar al Amazonas
El principal oleoducto de Ecuador fue reparado y se encuentra operativo tras sufrir daños por un derrumbe ocurrido el 7 de abril que afectó a otras dos tuberías de hidrocarburos en la Amazonía ecuatoriana, indicó el sábado la estatal Petroecuador.
"El Sistema de Oleoducto Transecuatoriano (SOTE) se encuentra al 100% de su capacidad operativa una vez que concluyeron los trabajos de construcción y reparación", señaló la petrolera en un comunicado.
Además del SOTE, que puede transportar hasta 360.000 barriles de crudo por día hasta el Pacífico, se rompió el Oleoducto de Crudos Pesados (OCP), de propiedad privada, cuya reparación continúa.
El OCP transporta en promedio 180.000 barriles diarios de crudo ecuatoriano.
En tanto, el poliducto, una tubería de menor capacidad para trasladar combustibles refinados, está funcionando desde hace una semana, indicó una fuente de Petroecuador.
La rotura en las tuberías obligó a Ecuador a paralizar el bombeo de crudo, y las autoridades declararon la fuerza mayor para evitar contratiempos con los compromisos de exportación.
El derrumbe que rompió los ductos dejó escapar unos 15.000 barriles de crudo y combustibles, según cifras difundidas por voceros de OCP y de la estatal petrolera.
La contaminación provocó afectaciones a las poblaciones asentadas sobre las riberas del río Coca, cuyo caudal se conecta con otros afluentes hasta llegar al Amazonas.
Si bien Petroecuador emprendió tareas de mitigación, comunidades indígenas presentaron el pasado jueves ante un tribunal una acción de protección con medidas cautelares contra el Estado ecuatoriano por los daños producto del derrame.
Los indígenas amazónicos señalan que hay "aproximadamente 120 mil personas afectadas por el derrame de crudo" en las provincias amazónicas de Orellana y Sucumbíos, limítrofes con Perú, según un comunicado de la Confederación de Nacionalidades Indígenas de la Amazonía Ecuatoriana (Confeniae).
El petróleo es el principal producto de exportación de Ecuador, que 2019 le representó 7.731 millones de dólares.

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