Inaceitável - Sem salário, funcionários do Theatro Municipal fazem protesto artístico no Rio

Sem salário, funcionários do Theatro Municipal fazem protesto artístico no Rio

Tomaz Silva/Agência Brasil
Orquestra sinfônica faz apresentação de protesto em frente ao Theatro MunicipalImagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Léo Rodrigues
Da Agência Brasil
31/10/2017 21h45

Com um repertório variado, que foi do clássico ao samba, o coro, o balé e a orquestra sinfônica do Theatro Municipal mobilizaram centenas de pessoas nesta terça (31), em um protesto artístico contra o atraso dos salários dos funcionários da instituição. A situação atinge tanto os artistas quanto os funcionários técnicos e administrativos. Eles alegam que não receberam o salário de setembro, não tiveram qualquer sinalização de que receberão o de outubro e também aguardam o 13º do ano passado.
Inaugurado em 1909, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro tem cerca de 550 funcionários. Atualmente, é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e sofre os impactos da crise financeira que atinge o governo estadual. No dia 9 de maio, os funcionários já haviam realizado uma manifestação semelhante. Na ocasião, conseguiram receber os salários devidos de 2017. Mas o 13º de 2016 continuou pendente e os pagamentos dos meses seguintes voltaram a atrasar.
Por outro lado, a Escola de Dança Maria Olenewa, sediada no Theatro Municipal, não foi atingida pela crise. Atualmente, seus recursos são garantidos pela Associação de Amigos da Escola de Dança Maria Olenewa (Amadança), uma entidade sem fins lucrativos criada em 1985, que gere as atividades usando recursos obtidos com a contribuição mensal dos alunos, doações e bilheteria de apresentações.
O ato de hoje foi realizado na escadaria do Theatro Municipal e se encerrou ao som da música Apesar de Você, de Chico Buarque, cantada com a participação do público.

"Os funcionários querem trabalhar. o Theatro Municipal só continuou com as portas abertas durante todo este ano porque os funcionários se nagaram a cruzar os braços. Esta casa é uma responsabilidade cultural do Poder Público. As pessoas pagam impostos para ter cultura a sua disposição. Esta não é uma casa para dar lucro, para render dinheiro. É um teatro para retornar às pessoas aquilo que elas já pagam diariamente", afirmou o violinista Ayran Nicodemo, presidente da Associação da Orquestra do Theatro Municipal.
Tereza Cristina Ubirajara é bailarina do Theatro Municipal há 36 anos. Hoje ela não dança mais, porém integra cenas como personagem. Para Tereza Cristina, além do impacto financeiro resultante do atraso dos salários, os artistas sofrem com o abalo psicológico. "Exercemos profissões em que não podemos errar. Você não pode subir ao palco atordoado com seus problemas particulares, sem foco no que está fazendo. Precisamos de ter o mínimo de estabilidade emocional e psíquica. Mas essa situação é desumana", desabafou a bailarina.
Tereza Cristina ressaltou que esta é a maior crise que vivenciou em sua longa carreira na instituição. "Nossa luta é para dançar, cantar e tocar. Este é o teatro mais tradicional do nosso país. E nós, artistas, estudamos e nos aperfeiçoamos até na véspera da aposentadoria. O que queremos é exercer nossa profissão, aplicar os nossos conhecimentos."
Tomaz Silva/Agência Brasil
Corpo de baile, que cancelou nova temporada do Lago dos Cisnes, participa do protestoImagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Espetáculo cancelado

Diante da situação, foi cancelada a nova temporada do famoso espetáculo romântico de balé O Lago dos Cisnes. Cerca de 6,5 mil ingresso já haviam sido vendidos para as apresentações, que deveriam ter começado no último dia 29 e iriam até 8 de novembro.
"É o balé mais difícil do repertório clássico. E, para que seja executado, os bailarinos precisam estar em sua alta performance. Com os salários atrasados, muitos não conseguem vir diariamente para ensaiar", disse Pedro Ismael Olivero, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Públicas da Ação Cultural do Estado do Rio de Janeiro (Sintac) e também da Associação do Corpo Coral do Theatro.
Segundo Pedro, além de atrasar os salários, o governo estadual não tem honrado compromissos com o custeio da instituição. "O teatro hoje é mantido pela verba de bilheteria. Há mais de dois anos, o governo estadual não repassa o que deveria. A produção é feita através de verbas captadas pela Lei Rouanet [Lei Federal 8.313/1991]. Antigamente, o governo do Rio de Janeiro garantia cerca de R$ 14 milhões apenas para produção. Isso nos anos 1990 e 2000. Agora isso não existe mais. E para custear a manutenção também não está chegando nada", afirmou.

Pendências

Tomaz Silva/Agência Brasil
Atraso de salários não diz respeito apenas aos funcionários do Municipal, diz a SefazImagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Agência Brasil tentou, sem sucesso, contato com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Por sua vez, a Secretaria de Estado de Fazenda e Planejamento (Sefaz) informou, em nota, que os servidores ativos do Theatro Municipal receberam integralmente, no dia 6 deste mês, os salários de agosto. "No que diz respeito a setembro, estão pendentes os pagamentos para um total de 474 funcionários ativos, cujo valor líquido soma R$ 2,019 milhões."
A Sefaz admite um atraso de 18 dias corridos, por considerar que o salário de setembro deveria ter sido quitado até 13 de outubro, e que deve o 13º salário de 2016. "O atraso não diz respeito exclusivamente aos servidores do Theatro Municipal, mas a diversas secretarias e órgãos do Estado. Esse atraso não resulta de desimportância atribuída pela administração estadual ao Theatro, mas sim da falta de recursos disponíveis em caixa. Os salários serão pagos o mais rapidamente possível, de acordo com a disponibilidade de recursos", diz a nota.
De acordo com a Sefaz, a crise do Rio de Janeiro foi provocada pela depressão econômica que assolou todo o país a partir do início de 2015, sendo amplificada pela queda do preço do barril de petróleo e pela redução dos investimentos da Petrobras. Sediada no estado, a Petrobras esfriou suas atividades em consequência do avanço das investigações da Operação Lava Jato, na qual a Polícia Federal investiga esquemas de propina envolvendo a estatal.
"No último dia 5 de setembro, foi homologada a adesão do governo do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, que possibilitará o reequilíbrio fiscal e financeiro do Rio de Janeiro", acrescenta a Sefaz. De acordo com a secretaria, será possível agora fazer um empréstimo de R$ 2,9 bilhões e colocar em dia todos os salários dos servidores estaduais.
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ONU: lacuna "preocupante" entre promessas e cortes de emissões Ouvir / Baixar Agência ONU Meio Ambiente apresentou relatório nesta terça-feira; segundo estudo, promessas nacionais feitas pelos países no Acordo de Paris representam apenas um terço da ação necessária para alcançar metas climáticas.

ONU: lacuna "preocupante" entre promessas e cortes de emissões

Ouvir / Baixar
Agência ONU Meio Ambiente apresentou relatório nesta terça-feira; segundo estudo, promessas nacionais feitas pelos países no Acordo de Paris representam apenas um terço da ação necessária para alcançar metas climáticas.
Motociclistas em Hanoi, Vietnã. Metade da população mundial vive em áreas urbanas. Foto: ONU/ Kibae
Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.
A agência ONU Meio Ambiente divulgou um novo relatório afirmando que as promessas nacionais feitas pelos países no Acordo de Paris representam apenas um terço da ação necessária para alcançar metas relacionadas ao clima e evitar os piores impactos da mudança climática.
O documento alerta que até com a plena implementação das atuais Contribuições Determinadas Nacionalmente haveria, até 2100, um aumento da temperatura de pelo menos três graus Celsius, maior do que o objetivo do Acordo que é dois graus Celsius.
Maior determinação
As conclusões estão em conformidade com os pedidos do secretário-geral a Estados-membros e empresários para que mostrem maior determinação para implementar o Acordo de Paris e de forma mais ambiciosa.
Segundo a ONU Meio Ambiente, governos devem urgentemente aumentar sua ação climática para ajudar a fechar esta lacuna. Entre as atividades listadas no relatório está o investimento em energia limpa.
Notícias Relacionadas: 
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Segurança em crise Após fala de ministro, oficiais da PM ameaçam entregar postos no RJ

Divulgação 
Segurança em crise Após fala de ministro, oficiais da PM ameaçam entregar postos no RJ 

Oficiais da PM do Rio ameaçam entregar os postos após declarações de ministro da Justiça

Paula Bianchi
Do UOL, no Rio
  • Pezão rebateu críticas de Torquato: 'governo e PM não negociam com criminosos'
    Pezão rebateu críticas de Torquato: 'governo e PM não negociam com criminosos'
As declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, causaram alvoroço entre os oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Mais cedo, um grupo foi até o quartel-general da corporação, no centro da capital, exigir uma resposta firme do comandante-geral, Wolney Dias. Alguns oficiais, conforme a reportagem apurou, ameaçaram até entregar os postos.
Torquato afirmou, em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza, do UOL, publicada nesta terça-feira (31), que o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não controlam a Polícia Militar. Para ele, o comando da PM no Rio decorre de "acerto com deputado estadual e o crime organizado." O ministro ainda acrescentou que "comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio".
Tanto o governador quanto o secretário de Segurança, Roberto Sá, só se manifestaram, por meio de nota, por volta das 12h30.

Veja também:

Pezão declarou que "o governo do Estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos". Segundo o governador, as escolhas de comandos de batalhões e delegacias fluminenses são decisões técnicas. Ele ainda afirmou que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos.
Também acusou o ministro de nunca tê-lo procurado para tratar das críticas.
Já Sá se disse "indignado" com as afirmações e reafirmou que as investigações indicam que o tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, que comandava o 3º BPM (Batalhão da Polícia Militar), foi vítima de tentativa de assalto. O oficial foi atacado a tiros em uma rua do Méier, bairro da zona norte carioca.
Torquato declara-se convencido de que o assassinato do comandante do batalhão não foi resultado de um assalto. ''Esse coronel que foi executado e ninguém me convence que não foi acerto de contas."
O ministro relatou que conversou sobre o assunto com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e com o secretário de Segurança. Encontrou-os na última sexta-feira (27), em Rio Branco (AC), numa reunião com governadores de vários Estados. "Eu cobrei do Roberto Sá e do Pezão", relata Torquato.
Procurado pelo UOL, o comando da PM afirmou que não ocorreu nenhuma movimento de oficiais no quartel-general da corporação nesta terça-feira (31).
Com a morte do tenente-coronel, o Estado chegou a 113 PMs assassinados em 2013. Segundo policiais ouvidas pelo UOL, a insatisfação é geral.
A tropa reclama, em especial, das más condições de trabalhos --há relatos de batalhões em que os policiais fazem vaquinhas para abastecer as viaturas e trabalham com coletes a prova de balas vencidos--, e dos atrasos no salário.
"Não há como trabalhar como a polícia trabalha. Trabalhamos 45 dias, mas recebemos 30", diz o coronel Fernando Belo, presidente da associação de oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ao referir-se às horas extras trabalhadas pelos policiais sem prazo para serem quitadas. "Não recebemos o 13º salário de 2016, dificilmente vamos receber o de 2017."
No fim da tarde, o comando da PM publicou uma nota de repúdio às declarações do ministro. "As declarações do Ministro da Justiça, Torquato Jardim, vinculando comandantes de batalhões da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro ao crime organizado, são de uma irresponsabilidade inadmissível e merecem o nosso mais veemente repúdio", diz o texto.
Para a corporação, "ao generalizar acusações sem qualquer base comprobatória contra uma instituição bicentenária, as declarações do Ministro Jardim revelam, no mínimo, desrespeito e desprezo ao esforço descomunal empreendido por milhares de policiais militares que, não obstante a dificuldades de toda ordem, não têm medido esforços para defender a sociedade do nosso estado".

Crise na segurança

O Rio passa por uma escalada de violência. Na última quinta-feira (26), o comandante do 3º BPM (Méier), tenente-coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, 48, foi assassinado a tiros no Méier. Mais cedo, no mesmo dia, uma adolescente de 12 anos foi vítima de bala perdida quando deixava uma festa evangélica na Rocinha, favela na zona sul.
No começo da semana passada, uma turista espanhola morreu depois que um policial militar atirou contra o carro em que ela estava, junto com outros turistas, segundo a Polícia Civil. Os agentes falaram que o veículo furou uma blitz, mas o motorista nega. Momentos antes da morte, dois PMs haviam sido baleados por criminosos na Rocinha.
Desde setembro, traficantes se enfrentam pelo controle da venda de drogas na região da Rocinha. Por uma semana, quase mil homens das Forças Armadas e polícias fizeram um cerco à favela --parte do contingente de cerca de 8.500 militares que reforçam a segurança no Estado desde o fim de julho.
Em agosto, o governo do Rio decidiu reduzir em 30% o efetivo das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) como forma de aumentar o número de policiais nas ruas, movimento que foi considerado um recuo no programa implantado em 2008 para tentar retomar áreas dominadas pelo tráfico de drogas.
Na primeira semana deste mês, pesquisa Datafolha mostrou que, se pudessem, 72% dos moradores iriam embora do Rio por causa da violência. O desejo de deixar a cidade é majoritário em todas as regiões e faixas socioeconômicas --foram ouvidas 812 pessoas, e a margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nas últimas semanas, segundo o Datafolha, um terço dos moradores mudou sua rotina e presenciou algum disparo de arma de fogo. O levantamento revela que 67% das pessoas ouviram algum tiro recentemente.
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'Abuso do direito à livre expressão' Frota e MBL têm 48h para apagarem ofensas a Caetano Veloso na web

Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Agência Estado 
'Abuso do direito à livre expressão' Frota e MBL têm 48h para apagarem ofensas a Caetano Veloso na web 
Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Agência Estado
13.mar.2016 - O ator Alexandre Frota participa de protesto contra o governo Dilma Rousseff (PT) na av. Paulista, em São PauloImagem: Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Agência Estado
Do UOL, em São Paulo
31/10/2017 18h22
O juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari Machado Manfrenatti, da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou um prazo de 48 horas para que Alexandre Frota e Kim Kataguiri, Renan dos Santos e Vinicius Aquino, lideranças ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL), apaguem postagens ofensivas ao cantor Caetano Veloso e sua mulher, a empresária e produtora cultural Paula Lavigne, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
O casal entrou na Justiça com uma ação por danos morais depois que o ator e perfis ligados ao grupo passaram a acusar Caetano de pedófilo após a recuperação de uma entrevista de 1998 de Paula para a Playboy em que ela afirma ter perdido a virgindade com o marido aos 13 anos.
Reprodução/Instagram/paulalavigne
Paula Lavigne e Caetano VelosoImagem: Reprodução/Instagram/paulalavigne
A decisão pede que "o réu remova as imagens/publicações/postagens de fls. 08, 09, 55, 57 e 58, bem como qualquer menção imputando ao autor a prática de atos de pedofilia das redes sociais em que se encontrem, no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais)."
O juiz ainda destaca no documento que uma cópia da decisão será enviada ao Twitter para que a rede social "exclua o respectivo conteúdo nos termos da presente decisão."
Horas após a divulgação da decisão, Alexandre Frota declarou em seu Twitter não ter sido informado da decisão. E ainda debochou com emojis de risada: "Caetano está tão incomodado porque? (sic)" 
Já Paula Lavigne comemorou a decisão. "MBL e Frota correndo pra apagar tudo nas redes! Tem outros na lista pra sair liminar. Ofensa não é liberdade de expressão é crime!"
Em sua decisão, o juiz avalia que houve abuso ao direito à livre expressão. "Verificando as publicações indicadas pelo demandante em sua petição inicial, é possível extrair, em exame superficial, que foram dirigidas ofensas caluniosas e injuriosas à pessoa do requerente, o que traduz, a princípio, abuso do direito à livre expressão/manifestação conferido pela Constituição Federal".
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O país do “a gente se vira”. Emprego sobe por “bico” e viração” No duro caminho para a formalização das relações de trabalho estamos andando para trás. A “recuperação do emprego” que os jornais anunciam hoje é uma expressão absolutamente imprópria. O emprego não aumentou. O que...

bicoshuck

O país do “a gente se vira”. Emprego sobe por “bico” e viração”

No duro caminho para a formalização das relações de trabalho estamos andando para trás.
A “recuperação do emprego” que os jornais anunciam hoje é uma expressão absolutamente imprópria.
O emprego não aumentou.
O que aumentou foi o “bico”, a “viração”, o “biscate”, o “por conta própria”.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (abril-maio-junho de 2017). No confronto com o trimestre de julho-agosto-setembro 2016, houve queda de -2,4% (menos 810 mil).
A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,9 milhões de pessoas) cresceu 1,8% em relação ao trimestre abril-maio-junho (mais 402 mil pessoas). Em relação ao mesmo período de 2016, houve alta de 4,8% (mais 1,1 milhão de pessoas).
Ideal para o momento que vai se abrir, com a nova (anti)lei trabalhista, que vai liberar o trabalho “de banco”.
Não, não o de bancário, esta categoria cada vez menor e mais explorada. É o de banco, mesmo: você fica sentado esperando o patrão chamar para trabalhar apenas na hora que ele quer, ganhando um trocado.
A empresas estão “abrindo vagas”, dizem as notícias de hoje. Será o “bico” legal, onde se usa o trabalhador na hora de ganhar mais dinheiro e, em seguida, dá dez-mil réis e manda embora


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Ministro da Justiça diz que PM do Rio é sócia do crime e o MP, nada? Aguarda-se, há horas, que o Ministério Público, estadual e federal, tome alguma providência diante do que disse – e confirmou – o Ministro da Justiça. Torquato Jardim. Como se sabe, o ministro afirmou, diretamente...

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Ministro da Justiça diz que PM do Rio é sócia do crime e o MP, nada?

Aguarda-se, há horas, que o Ministério Público, estadual e federal, tome alguma providência diante do que disse – e confirmou – o Ministro da Justiça. Torquato Jardim.
Como se sabe, o ministro afirmou, diretamente que “os comandantes de batalhão (da PM)  são sócios do crime organizado no Rio”.
Se não implicasse numa pena de crimes previstos no Código Penal, civil e militar, viola a Lei 11.343, de 2006, que tipifica o crime de associação com o tráfico de drogas.
O que o Ministro fez foi, publicamente, afirmar que se está praticando um crime.
Onde está p MP? Onde está a Polícia Federal? Onde está a Inspetoria Geral das Polícias Militares, órgão do Estado Maior do Exército?
Os oficiais-generais da Operação de Garantia da Lei e da Ordem que se realiza no Rio vão trabalhar em coordenação com “comandantes de batalhão (que)  são sócios do crime organizado”?
Desculpem, isso não se reduz a um bate-boca político entre ministro e governador.
É uma “notícia crime”, que impõe a ação, mesmo sem representações formais, às procuradorias de Justiça da União e do Estado.
Quer dizer que por um suposto aluguel de apartamento se mobiliza centenas de policiais e dezenas de procuradores e, diante da denúncia de que policiais militares que comandam milhares de homens armados estão associados a traficantes de drogas, todo mundo fica “paradinho”?
O Ministro da Justiça deveria, a esta hora, estar sendo convidado a dar esclarecimentos sobre o que tem de informações sobre isso.
Mas parece que nossa imprensa está mais interessada na picaretagem que ia colocar um “home theater” no presídio onde está Sérgio Cabral. Essa vagabundagem fuleira das autoridades prisionais é nada diante do fato de uma força armada de 47 mil homens da PM do Rio estar sendo comandada por sócios do tráfico.
Em qualquer país sério do mundo, a esta altura, a procuradora Raquel Dodge estaria cercada por um batalhão de repórteres exigindo explicações sobre a denúncia de um ministro de Estado – e da Justiça! – de que os comandantes de batalhões de policiais militares são sócios do tráfico.
Que Justiça, que Polícia e que Imprensa!
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Vem temporal na rede: HC de Gilmar mantém Cabral no Rio Juíza que proibiu Caetano já foi afastada por corrupção


gilmarcabral

Vem temporal na rede: HC de Gilmar mantém Cabral no Rio

O ministro Gilmar Mendes vai ver desabar mais um temporal de impropérios nas redes sociais com a decisão de conceder habeas corpus a Sérgio Cabral para não ser transferido para um presídio federal, como determinou, num chilique, o submoro juiz Marcelo Bretas.
Tecnicamente, a decisão de Gilmar é correta, porque não existe qualquer razão para acreditar que Cabral tenha feito uma ameaça ao juiz ao dizer que sua família trabalhava com bijuterias, o que i próprio Bretas havia dito, bem antes, numa entrevista promocional ao Estadão.
Não havia porque achar, portanto, que “espiões” de Cabral estivessem “arapongando” o juiz. Aliás, Cabral é ladrão, mas não é burro: qualquer atentado à integridade física do juiz ou de sua família ia piorar ainda mais a sua desastrosa situação.
Colunistas conservadores e insuspeitos de qualquer “antilavajatismo” como Elio Gaspari disse que Bretas revelou, com a ordem de transferência, mostra de uma ” destemperada onipotência”.
A ordem poderia ter sido revertida no TRF do Rio ou no STJ. Ocorre que os nossos tribunais superiores estão todos contaminados pela moléstia “punitivista, acima de tudo”.
O problema é que a desmoralização de Gilmar Mendes, conquistada por antiguidade e por merecimento, desmoraliza suas decisões, mesmo quando juridicamente corretas.
Porque no Brasil de hoje Justiça se tornou sinônimo de vingança.

Juíza que proibiu Caetano já foi afastada por corrupção

ida

É fácil ser intransigente com os outros.
A Dra. Ida Inês Del Cid,deve ter sentido isso quando foi afastada da magistratura ao ser flagrada  em conversas telefônicas com Sidnei Garcia, vice-presidente da Associação Comercial da cidade e acusado de compor um grupo de 18 pessoas que usariam, segundo o Ministério Público, 22 postos de combustível para lavar dinheiro para o PCC.
Quem o publicou a foi a a Folha, em 22 de junho de 2007 , dizendo que “o suposto envolvimento (…) com pessoas apontadas como integrantes do PCC começou a ser investigado quando o empresário Prado comprou, no fim de 2005, uma casa de R$ 600 mil de Gildásio Siqueira Santos, também acusado de colaborar com a facção criminosa.
Após a conclusão do negócio, Santos entrou na Justiça e alegou não ter recebido integralmente o valor do imóvel. Prado, por sua vez, afirma ter feito, a pedido de Santos, parte dos pagamentos em contas de terceiros indicados por ele.
Coube a magistrada Maria Eugênia Pires julgar a causa. Ela deu ganho a Santos, que conseguiu ficar com o imóvel. Prado alega que a juíza não apreciou as comprovações de que quitou o imóvel.Revoltado com o que classifica como golpe, Prado investigou Santos e descobriu a rede de postos. As informações dele acabaram na polícia e vários telefones foram grampeados.
Nos grampos para rastrear Santos, a polícia flagrou conversas de Sidnei Garcia com Ida Inês.
Garcia tratava Ida Inês como “My Love” e ela devolvia: “palhaço”, “trouxa” e “amore”. Em outra gravação, a juíza diz a Garcia: “Ei…Eu podia estar matando, roubando, me prostituindo. Estou me arrumando”.
Pois é, Meretíssima – não a tratarei de “My Live”,por compostura – a senhora invadiu a liberdade de milhares de pessoas com as suposições que, talvez, tenham justificado invadir a sua, provavelmente de forma injusta.
Possivelmente aquele processo foi parar no nada, mas no nada não há de parar o que tira a barraca onde aquele povo pode morar.
Risco de incêndio, desastre , catástrofe, eles vivem todo santo dia.
O que a senhora fez foi lhes tirar o dia santo, em que se veriam algo da amizade e da solidariedade do “Brasil famoso”.
Deus lhe dê em dobro, E
Excelência, todo o cuidado que a senhora tem o os sentimentos morais dos pobres, certamente muito menores que os seus, se acabam na humilhação pública que a senhora lhes impôs, a mesma que, por acusações mais graves que aquelas um dia a senhora sofreu.


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