Presidente da OAB-RJ defende renúncia imediata de Demóstenes
"O senador Demóstenes, mais do que qualquer outro, já deveria ter renunciado", afirmou Damous. O presidente da OAB-RJ lembrou que durante vários anos Demóstenes foi "uma ativa vestal do Senado, clamando pela condenação de diversas autoridades acusadas de corrupção". O episódio envolvendo o Senador, segundo Damous, mostra que "o combate à corrupção deve ser tratado de forma séria e profunda e não pautado pela busca dos holofotes". Diversas gravações feitas pela Polícia Federal revelam o envolvimento do político com Cachoeira. Na última quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandovski, autorizou a quebra do sigilo bancário do senador.
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Andamento dos trabalhos legislativos está atravancado
Levantamento feito pelo Terra junto às secretarias das mesas da Câmara e do Senado aponta que os congressistas terão, no máximo, 53 sessões de votação até o fim do ano. E esse número ainda pode ser menor. Há duas semanas, por exemplo, a Câmara impôs uma derrota significativa ao governo ao se negar a apreciar a Lei Geral da Copa no plenário - é fato que uma semana depois o texto foi aprovado sem muitas dificuldades. Mas é justamente esse clima de toma lá, dá cá que pode e vem paralisando o andamento dos trabalhos legislativos.
O atraso na votação da Lei Geral, apenas para citar esse caso, se deu porque parte dos deputados cobravam do governo uma definição sobre a votação do Código Florestal. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), dá o tom do clima que reina no salão verde. "Quando não se tem acordo de um ponto importante, que é o novo Código Florestal, e onde há uma vontade de parcela significativa dos deputados em votar a matéria, é obvio que isso vai em cadeia tomando conta de todos os debates e discussões na Casa", avalia Maia, para temeridade do governo. À espera
Na fila de votações da Câmara e do Senado, projetos como a própria Lei Geral da Copa e o Código Florestal (que ainda dependem do crivo dos senadores) são considerados prioritários para o governo. Mas há, ainda, os royalties do pré-sal, a regulamentação da terceirização, o Plano Nacional de Educação 2011-2020, o marco regulatório das agências reguladoras, a reforma política, os projetos sobre combate à corrupção e a redução da alíquota de ICMS incidente sobre as operações interestaduais de bens e mercadorias importados, que pode pôr fim à guerra fiscal entre os Estados.
São projetos, cada qual, com uma importância significativa para o País. Mas essa preocupação parece não ocupar a cabeça dos parlamentares. Em sua maioria, deputados e senadores estão de olho na movimentação eleitoral e preferem utilizar a relação com o governo mais como moeda de troca para seus projetos políticos do que pensar propriamente na população.
Uma amostra dessa relação foi o discurso feito pelo líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), durante a votação da Lei Geral da Copa, na última quinta-feira. Respondendo às críticas de que seria o "líder do fisiologismo", Alves defendeu a liberação de emendas por parte do governo e a indicação de apadrinhados políticos para cargos nos diversos escalões do governo federal.
Integrantes da base de apoio ao governo reclamam que aproximadamente R$ 1 bilhão está bloqueado pelo Ministério do Planejamento. São emendas referentes a dezembro do ano passado. "Emenda é direito nosso. O Orçamento era para ser impositivo há muito tempo", disse o líder do PMDB.
Está nessa cobrança por emendas, também, o pano de fundo que interessa a pelo menos um quinto dos membros do Congresso Nacional. Estima-se que, pelo menos, 130 parlamentares deixarão Brasília para se candidatar a algum cargo nas eleições de outubro. A bem da verdade, o Congresso ficará vazio entre julho e novembro - ou seja, nada de votações.
"Na medida em que nós escolhemos as principais matérias e a gente votar as principais matérias, sem nenhuma exceção, eu acho que o parlamento cumpre bem o seu papel. O processo eleitoral é só no segundo semestre. E aí tem uma tradição de haver um ritmo menor, mas isso compõe esse planejamento", disse ao Terra o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia. A próxima semana promete ser ainda mais morna, pelo menos em termos de votações. Com o feriado da Páscoa, o Congresso deve funcionar até, no máximo, quarta-feira. E, com a crise envolvendo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tomando conta dos bastidores políticos, já é certo que nenhum projeto será apreciado pelos plenários.
Tags: câmara, feriado, Governo Federal, líder, senado
Em uma gravação de janeiro de 2011, Cachoeira estava em Miami e acertou com o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, a volta ao Brasil por Brasília. Apontado como o araponga do grupo, Dadá informou a Cachoeira que iria procurar Ferreirinha. Minutos depois, Dadá volta a falar com Cachoeira e avisa: "Ele falou que pode vir aqui por Brasília". O chefe da Alfândega da Receita no aeroporto, Wagner de Castro, não foi monitorado, mas é citado como alguém que teria ajudado o grupo. Procurados pelo jornal, os servidores negaram as acusações.
Entre os participantes, 64% concordaram totalmente com a afirmação “ler bastante pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica”. Mas 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e 25% gostam muito. Entre os não leitores, a principal razão para não ter lido nos últimos meses é a “falta de tempo”, apontada por 53% dos entrevistados. No topo da lista aparecem também justificativas como “não gosto de ler” (30%) ou “prefiro outras atividades” (21%). A professora Vera Aguiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), explicou que a falta de hábito de leitura no país é cultural. “Nossa cultura é muito oral. Se a gente pensa na religião, nas festas como o carnaval ou nos esportes como o futebol, percebe que o brasileiro prefere atividades exteriores que envolvam muitas pessoas”, aponta a pesquisadora da Faculdade de Letras da PUC-RS. Vera defende que mesmo sendo uma questão cultural, é possível mudar o quadro com ações de incentivo à leitura. Ela acredita que nas últimas décadas houve um incremento grande de programas voltados para o estímulo da leitura, mas as iniciativas ainda não tiveram o efeito esperado. “Há várias iniciativas de vários setores da sociedade – governos municipais, estaduais e federal, ONGs [organizações não governamentais], universidades – mas mesmo assim é pouco. Essas ações precisam ser mais articuladas”.
Para Maria Antonieta Cunha, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do programa do Livro Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, o brasileiro associa a leitura à obrigação e não ao prazer. Um trecho do estudo que evidencia essa tese são as respostas dos entrevistados à pergunta “qual é o significado da leitura para você”. Mais de 60%, acham que ler uma “fonte de conhecimento para a vida”, “fonte de conhecimento para atualização profissional” (41%) e “fonte de conhecimento para a escola” (35%). Para a professora, os resultados indicam que a maioria das pessoas não associa diretamente a leitura a uma atividade de lazer.
“A questão é que nós não temos a leitura como um valor social. A pessoa não conseguiu descobrir que a leitura trabalha, mais do que tudo, com a transcendência, que é o grande item do ser humano. É aquilo que diz Fernando Pessoa: a literatura é uma confissão de que a vida não basta”, disse Maria Antonieta durante o lançamento da pesquisa.
O estudo também demonstra que o hábito da leitura está conectado com a frequência à escola. Entre os que estudam estão apenas 16% do total da população de não leitores. Mesmo entre aqueles considerados leitores, a média de obras lidas é 1,4 para quem não está estudando ante 3,4 para quem estuda (considerando os últimos três meses). “Que escola é essa que nós temos que não consegue desenvolver leitores para a vida inteira?”, pergunta Maria Antonieta.
A representante do Ministério da Cultura defende que as escolas e as bibliotecas, apontadas como um local desinteressante pelos entrevistados, precisam ter bons mediadores de leitura. “São professores verdadeiramente capazes de fazer o olhinho do aluno brilhar ao ouvir uma história. Para isso o próprio professor precisa ser um apaixonado pela leitura”.
Gravações da Polícia Federal mostram que Carlinhos Cachoeira pediu a ajuda a Demóstenes para impedir a convocação do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, para depor numa comissão da Câmara, em maio do ano passado, informou o jornal Folha de S. Paulo.
Outros arquivos de áudio gravados pela PF mostram que Carlinhos Cachoeira utilizou servidores da Infraero e da Receita Federal para obter facilidades na entrada e saída de mercadorias contrabandeadas no aeroporto de Brasília.
Durante as investigações, ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, os diálogos mostram que o chefe da Alfândega da Receita no Aeroporto de Brasília, Wagner de Castro, foi chamado para solucionar um impasse envolvendo malas de Cláudio Abreu, diretor da Delta Construções.
Segundo a reportagem, o diretor da Delta aparece, em outras gravações, dizendo que Castro foi 'solícito', e que, por isso, faria uma visita a ele para "agradecer a cortesia dele e levar uma agenda pra ele".
Em nota, a construtora Delta informou que as "áreas de relacionamento institucional da empresa e o presidente do Conselho de Administração do Grupo Delta, Fernando Cavendish, desconhecem o teor, a motivação e a natureza do diálogo". >> Gravações mostram favores de Demóstenes para empresário >> Governo beneficia Delta Construções com isenção fiscal >> Contratação sem licitação da Delta Construções paralisa obras em Cumbica
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Em uma gravação de janeiro de 2011, Cachoeira estava em Miami e acertou com o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, a volta ao Brasil por Brasília. Apontado como o araponga do grupo, Dadá informou a Cachoeira que iria procurar Ferreirinha. Minutos depois, Dadá volta a falar com Cachoeira e avisa: "Ele falou que pode vir aqui por Brasília". O chefe da Alfândega da Receita no aeroporto, Wagner de Castro, não foi monitorado, mas é citado como alguém que teria ajudado o grupo. Procurados pelo jornal, os servidores negaram as acusações.
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O ex-assessor garante que passou, desde então, a ser chantageado por três parlamentares fluminenses, supostamente envolvidos em esquema de corrupção dentro de órgãos de saúde do Rio.
Os deputados acusados são Nelson Bornier (PMDB), Aúreo (PRTB) e Marcelo Matos (PDT), que teriam exigido o direito de indicação de diretores de hospitais federais no Rio de Janeiro.
Oliveira disse que foi chantageado após aceitar dinheiro de um deputado hoje sem mandato, Cristiano (PTdoB), para pagamento de uma dívida de sua campanha a uma prefeitura no interior da Bahia, nas eleições de 2008.
Ao jornal Folha de S. Paulo, Bornier desmente a suposta chantagem sobre o ex-assessor do ministro.
Dados do Ministério da Saúde dão conta que 40 contratos da pasta com instituições médicas --como contratos de obras, locação de equipamentos e fornecimentos de medicamentos-- foram suspensos desde o início do ano passado. A revisão de contratos teria resultado em economia de mais de R$ 50 milhões.
Perguntado sobre o assunto, Padilha afirmou que soube da história apenas através da "Veja". O ministro afirmou, também, que entro em contato com a Polícia Federal e solicitou investigações sobre o caso.
Ainda de acordo com ele, a Controladoria Geral da União (CGU) iniciou uma auditoria, ainda em andamento, que revisa contratos de todos os seis hospitais federais em operação no Rio de Janeiro.
"Consideramos o fato extremamente grave, que se associa a outros fatos graves que o ministério detectou desde que começou a reforma administrativa dos hospitais do Rio, em fevereiro de 2011. Os fatos serão apurados até o fim, vamos tentar reaver os recursos desviados da saúde".
Tags: Alexandre, Assessor, Corrupção, da saúde, de, federais, hospitais, janeiro, Ministério, Padilha, propina, Rio Copiado : http://www.jb.com.br/
Fila na estreia de Jogos Vorazes em cinema de Los Angeles, dia 22 de março.
LOS ANGELES (AFP) - O filme de ação e fenômeno entre os adolescentes "Jogos Vorazes" permaneceu no topo da bilheteria norte-americana pela segunda semana consecutiva, ultrapassando com facilidade outros sucessos, segundo números provisórios da indústria publicados neste domingo.
O filme, que estreou arrecadando a cifra recorde de 152,5 milhões de dólares na semana passada, alcançou em sua segunda semana de exibição 250 milhões de dólares em apenas 10 dias, afirmou a empresa especializada Exhibitor Relations em seu site. O que significa que arrecadou 60 milhões de dólares em apenas um fim de semana.
Uma multidão de fãs se aglomerava nos cinemas para ver o filme, baseado na trilogia de livros para adolescentes "Jogos Vorazes" de Suzanne Collins, em que uma menina de 16 anos, interpretada por Elizabeth Banks, luta para ganhar uma partida mortal organizada por um governo tirano em um futuro decadente.
Em um distante segundo lugar estava o novo filme "Fúria de Titãs 2" que arrecadou 36 milhões. Na sequência do filme de 2010, os deuses perdem controle sobre os titãs presos e Perseu é convocado para salvar seu pai Zeus, livrar-se dos titãs e salvar a humanidade.
Também teve um decepcionante primeiro fim de semana "Espelho, Espelho meu", a visão contemporânea do conto de fadas Branca de Neve, que obteve apenas 22 milhões de dólares. A interpretação de Julia Roberts como a rainha malvada que busca o controle do reino enquanto a exilada princesa Lily Collins, usa a ajuda de sete rebeldes para reconquistá-lo, não ganhou a simpatia do público.
Em quarto lugar ficou a comédia sobre dois policiais que investigam icógnitos uma rede de narcotráfico em uma escola secundária "21 Jump Street", que obteve 15 milhões em seu terceiro fim de semana nos cinemas, em um total de 94 milhões acumulados.
Em quinto lugar, ficou a animação "O Lorax: em busca da trúfula perdida" com um fim de semana onde foram obtidos 9 milhões e um total de 190 acumulados depois de quatro semanas de exibição.
O fracasso de crítica da Disney, que soma grandes perdas econômicas, "John Carter: Entre dois mundos" ficou na sexta posição ao conseguir 2,25 milhões de dólares em sua quinta semana nos cinemas.
A Disney já anunciou que espera perder cerca de 200 milhões de dólares com este filme sobre um ex-soldado da Guerra Civil magicamente transportado para Marte e baseado no livro "Tarzan" de Edgar Rice Burroughs.
A estreia de "Salmon Fishing in the Yemen", uma reportagem de Lasse Hallstrom sobre uma aposta de um especialista em criação de peixes para levar o esporte da pesca ao deserto conseguiu arrecadar 1,75 milhão e ficar na sétima posição.
Na oitava posição, "Ato de Valor", um filme de guerra que obteve 1,5 milhão, enquanto a comédia "Projeto X: uma festa fora de controle", na nona posição, arrecadou um milhão de dólares.
"As Mil Palavras", de Eddie Murphy, encerrou a classificação que também obteve um milhão.
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MADRI (AFP) - A batalha judicial pelo tesouro da fragata espanhola "Nossa Senhora das Mercedes" chegou a Gibraltar, onde descendentes latino-americanos dos proprietários da mercadoria naufragada lutam para obter da Espanha parte das moedas de ouro e prata.
O território sob a administração britânica entrou na disputa entre a Espanha, os caçadores de tesouro dos Estados Unidos e alguns países da América Latina, em um caso que remonta ao império espanhol.
Mathilde Daireaux Kinsky, uma argentina residente na Colômbia, afirma que parte da carga do navio "Nossa Senhora das Mercedes", afundado pelos ingleses durante uma batalha naval em 1804, pertencia a seu antepassado Diego de Alvear e Ponce de León.
Este general espanhol, responsável pelos territórios da América, não estava a bordo do navio, mas perdeu no naufrágio a sua esposa e sete filhos, além de seu precioso ouro, explicou Daireaux à AFP.
"Nossa motivação não é o dinheiro, procuramos respeitar a memória dos meus familiares que morreram a bordo do Mercedes", disse esta mulher de 49 anos, uma das seis descendentes que reivindicam o tesouro nos tribunais de Gibraltar.
A Odyssey Marine Exploration, uma empresa americana especializada em busca de navios naufragados no mar, encontrou o tesouro, moedas de ouro e prata cunhadas em territórios latino-americanos, no fundo do mar de Portugal em 2007.
A companhia transportou a maior parte do tesouro para a Flórida, mas um tribunal americano concedeu, no mês passado, o direito das 23 toneladas de moedas e outros objetos avaliados em 350 milhões de euros (470 milhões de dólares) ao governo espanhol, que o levou para Madri.
Mas centenas de ouro e prata permanecem bloqueados, afirma Daniel Feetham, um advogado dos queixosos.
"Os descendentes apresentaram uma queixa na Suprema Corte de Gibraltar, e há uma liminar para impedir que as moedas deixem a jurisdição", explicou.
"Muitas pessoas confundem a importância desses bens porque são moedas. Mas não, tudo isso é patrimônio espanhol, cultural e histórico e, portanto, tudo é importante para os nossos propósitos", disse uma fonte do Ministério da Cultura Espanhol.
O tribunal americano determinou que o tesouro pretencia a Espanha pelas leis de soberania, mas os descendentes insistem no fato de que o navio era comercial e que trasportava uma carga pertencente aos seus antepassados.
Paradoxo do destino, dois séculos depois da Grã-Bretanha afundar o "Nossa Senhora das Mercedes", e seus ancestrais com ele, estes descendentes colocam suas esperanças em um tribunal de território britânico.
Manifestante sírio protesta contra o regime de Bashar al-Assad em frente ao Congresso, em Istambul
ISTAMBUL (AFP) - Os "Amigos do povo sírio" pediram neste domingo ao regime sírio, que continua com seus bombardeios sangrentos, para aplicar o plano de paz, mas não comentaram a ideia de armar os rebeldes.
"O grupo dos Amigos saudou os esforços do emissário especial Kofi Annan e expressou seu apoio à aplicação integral de seu mandato", afirmam os 83 países reunidos em Istambul em uma declaração final conjunta.
O grupo "pediu para o emissário especial determinar uma data limite para as próximas etapas, que incluem o retorno ao Conselho de Segurança da ONU se as matanças continuarem", acrescentou o documento.
O regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, comprometeu-se na terça-feira a aplicar o plano, mas a continuação da violência gera dúvidas em muitos países sobre as intenções da Síria.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou neste domingo que Assad "se equivoca" se acredita que pode derrotar a oposição.
Em coletiva de imprensa em Istambul, Clinton considerou que a "oposição (ao regime de Assad) está ganhando em intensidade, não perdendo" e que o presidente sírio está atuando como se pudesse esmagar os opositores.
"Se Assad continua, como está fazendo, sem por fim à violência", nunca implantará o plano de paz que firmou com o enviado da ONU e da Liga Árabe Kofi Annan, disse a secretária de Estado.
A secretária de estado Hillary Clinton em coletiva depois da abertura da conferência dos Amigos da Síria.
Segundo Clinton "é claro que quer esperar para ver se suprime totalmente a oposição. Acredito que se equivoca se é isso que pensa".
O plano de Annan defende o fim de qualquer forma de violência para todas as áreas sob supervisão da ONU, o fornecimento de ajuda humanitária às áreas afetadas pelos combates e a libertação das pessoas detidas arbitrariamente.
O chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, informou, durante um contato com a imprensa fora da conferência, que o comunicado final declara "que o Conselho Nacional Sírio (CNS) é o principal interlocutor". "Pedimos ao conjunto das forças da oposição que se reúnam sob sua direção", declarou o ministro.
Juppé revelou, além disso, que os países representados na coletiva dos "Amigos de Siria" tinham constituído um grupo de trabalho para elaborar eventuais sanções contra Damasco que se reunirá em "cerca de quinze dias" em Paris.
Houve ausências importantes na reunião de Istambul, como Rússia, China e Irã, os principais apoios do regime sírio.
Kofi Annan e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, também não estavam presentes.
Os "Amigos do povo sírio" destacaram o direito da população síria à autodefesa, fortemente defendido pela manhã pela Turquia como meio de pressão suplementar sobre a Síria.
"O grupo expressou seu apoio às medidas legítimas tomadas pela população para se proteger", disse a declaração.
A questão de armar os rebeldes, especialmente o Exército Livre da Síria (ELS), pedido pela oposição síria e os países árabes, não foi mencionado.
Arábia Saudita e Qatar pediram essa ajuda, a que os Estados Unidos se opõem.
Burhan Galiun, presidente do CNS, principal coalizão da oposição, anunciou que seu movimento pagará um salário aos membros do ELS.
"O CNS assumirá o pagamento de salários fixos a todos os oficiais, soldados e resistentes membros do ELS", declarou.
Fontes que pediram anonimato na coletiva disseram que três ou quatro países árabes, entre eles a Arábia Saudita e Qatar, darão milhões de dólares para financiar esse programa.
O chefe da Liga árabe, Nabil al Arabi, pediu aos participantes para pressionar o Conselho de Segurança da ONU para aplicar medidas contra o regime de Bashar al-Assad.
Pelo menos 16 pessoas morreram neste domingo na Síria, entre elas oito soldados em combates ou ataques rebeldes no leste e noroeste do país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Peregrinos cristãos marcham durante procissão de Ramos em Jerusalém
JERUSALÉM (AFP) - Milhares de católicos, entre os quais diversos palestinos dos Territórios ocupados, participaram neste domingo da tradicional procissão de Ramos em Jerusalém, que percorre o trajeto entre o Monte das Oliveiras e a zona antiga, em um ambiente festivo, constatou a AFP.
O porta-voz da polícia de Jerusalém, Shmulik Ben Ruby, estimou o número de peregrinos em 15.000. No ano passado, a procissão reuniu 10.000 fiéis, segundo a polícia israelense.
Vinte ônibus com capacidade para 50 pessoas chegaram para o evento a partir dos Territórios Palestinos, declarou à AFP Xavier Abu Eid, porta-voz da OLP (Organização para a Libertação da Palestina).
"Nos esforçamos em fazer com que todos aqueles que conseguiram uma permissão viessem", disse Abu Eid.
Os cristãos da Cisjordânia e Gaza precisam de uma permissão de entrada dada pelas autoridades israelenses para participar de festas religiosas na Cidade Santa.
Na aldeia cristã de Taybé, perto de Ramallah, a cerca de 20 km de Jerusalém, um terço das solicitações foram aceitas, informou um morador, enquanto seus colegas entoavam cantos de Páscoa em árabe.
Cada paróquia palestina - Taybé, Zababdé, Bir Zeit, Ramallah, Naplusa, entre outras - levava um cartaz com a distância que a separa de Jerusalem com a palavra "Palestina".
No centro do desfile podiam ser vistas bandeiras com as cores palestinas, proibidas em Jerusalém, assim como alguns vestidos tradicionais bordados.
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A collection of dresses worn by singer Whitney Houston stand on display ahead of an auction
LOS ANGELES (AFP) - Fans and collectors snapped up a selection of gowns, stage clothes and jewelry belonging to Whitney Houston at auction Saturday, weeks after the Grammy-winning star's shock death.
Prices reached more than five times their reserve on some items, including two pairs of earrings worn in the 1992 movie "The Bodyguard" for $2,880 (estimate $600-800) and $7,040 (estimate $1,000-2,000).
The Houston effects were on offer on the first of a two-day "Hollywood Legends" sale at Julien's Auctions in Beverly Hills -- just down the road from where the singer died on February 11 aged 48.
A stage-worn beaded bustier went under the hammer for $19,200, more than three times its estimate of $4,000-6,000, while a brown satin vest from "The Bodyguard" sold for $3,520, (reserve price $400-600).
A small wardrobe's worth of dresses were pounced on by eager buyers, including one gray velvet gown which sold for $11,520, against an estimate of only $1,000-2,000.
Houston died in her hotel room bathroom on the eve of the music industry's annual Grammys show in Los Angeles. Coroners said on March 22 that she had died of drowning, with heart disease and cocaine use as contributing factors.
Other items sold Saturday included a Christopher Reeve costume from "Superman IV: The Quest for Peace," estimated at $20-30,000, which went for $35,200.
A dress worn by Princess Diana in 1992 -- a beaded pewter chiffon evening gown by designer Catherine Walker -- sold for $108,000, well above its $60-80,000).
Treasures due to go under the hammer on Sunday include a bamboo cane owned by Charlie Chaplin, with a reserve price of $20-30,000.
Clark Gable's riding jacket from "Gone With The Wind" is estimated to go for $10,000-$15,000, while Charlton Heston screen robe, staff and tablets from "The Ten Commandments" are also up for grabs.
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Iraqi Oil Minister Hussein al-Shahristani speaks during an interview with AFP in Baghdad
BAGHDAD (AFP) - Iraq is "working very hard" with Washington and Tehran to reduce tensions over Iran's threat to close the Strait of Hormuz, a key global oil chokepoint, Baghdad's top energy official said on Sunday.
Deputy Prime Minister for Energy Affairs Hussein al-Shahristani said such a move would lead to a "great shortage" in supply from oil producers like Saudi Arabia, Kuwait and Iran itself, and added that closure of the waterway would drive prices sharply higher.
Shahristani said he thought current oil prices were "reasonable" and added that as Iraq increased its oil production, it would offer more crude to the market, while noting that Iraq would consider "very seriously" requests from customers impacted by sanctions against Iran over its nuclear programme.
"Iraq is working very hard on the political level with the US and with Iran to try to avoid" hostilities around the Strait of Hormuz, Shahristani told AFP in an interview in English in his Baghdad office.
He added: "Iraq depends to a large extent on its exports from the southern terminals that go through the Strait of Hormuz, so of course we'll be very concerned. We are taking all actions possible politically, to discuss this issue, to defuse any possible military activities in the area."
Shahristani said Iraq was looking to increase exports along a pipeline to Turkey and repair another pipeline connecting the country to the Mediterranean via Syria, but admitted such moves "would not substitute ... our major export route through the Strait of Hormuz."
Last month, Iraq's cabinet moved to diversify its oil export routes and guard against a closure of the strait.
Baghdad said on Sunday that its oil exports in March were the highest for a single month since 1989, and energy officials hope to ramp up output dramatically in the coming years.
Iran has threatened retaliation for fresh Western sanctions over its nuclear programme, including a possible disruption of shipping through the Strait of Hormuz, a Gulf chokepoint for global oil shipments, including 80 percent of Iraq's oil exports.
Shahristani noted: "If there is closure of the Strait of Hormuz ... there will be great shortage in the supply of crude oil from a number of countries, including Saudi Arabia, Kuwait, Iran itself and the Emirates. And we expect the price of crude oil will be much higher than where it is now."
The deputy premier said, however, that oil prices at their current levels, just above $100 per barrel in New York, were "reasonable."
"The oil price has not really hindered the economic recovery in different parts of the world," the former Iraqi oil minister said.
"Yes, of course there are economic hardships in Europe, the euro crisis, elsewhere, but this hasn't been due to oil prices.
"For the time being, we neither find any visible effect of the oil price on economic development, neither do we see any shortage of supply on the market," he said.
"On the contrary, we believe there is sufficient oil in the market, and there is really no crisis, or there is no imbalance in the supply and demand. If, however, we reach that point, of course, we will have to take actions as necessary."
Asked whether Iraq was benefiting from sanctions against Iran by picking up Tehran's former crude clients, he replied: "It has always been our policy to look for customers for our Iraqi oil, and whoever comes to us, we will look at their request very seriously."
"I don't think these are customers who are coming because of the sanctions on Iran, but there has always been a line up of customers for Iraqi crude oil," he added.
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The Empire State Building (C) turns off its lights
NEW YORK (AFP) - New York's Empire State Building, the Eiffel Tower in Paris, and the Sydney Opera House were plunged into darkness for the annual Earth Hour campaign, leading a global effort to raise awareness about climate change.
In a twist to this year's Earth Hour, Dutch astronaut Andre Kuipers was to observe from the International Space Station countries around the world turn off the lights for 60 minutes and post photos.
From Sydney's sparkling harbor to Egypt's Tahrir Square, and huge neon billboards that normally light up New York's Times Square, thousands of cities and businesses opted to go dark across some 150 countries and territories.
"Let us stand together to make of our world a sustainable source for our future as humanity on this planet," former South African president Nelson Mandela urged in a message sent to Twitter, using the hashtag "#EarthHour."
Organizers said the official YouTube channel for Earth Hour was seeing some 20,000 visits per minute as the day rolled on.
Among US East Coast landmarks hitting the light switch was the under-construction "Freedom Tower" in lower Manhattan, steadily rising above the New York skyline in place of the destroyed World Trade Center towers, as well as the headquarters of the United Nations.
Secretary General Ban Ki-moon said the UN was turning off its lights "in solidarity with the men, women and children -- 20 per cent of all humankind -- who live with no access to electricity," adding that the Earth Hour movement was "a symbol of our commitment to sustainable energy for all."
The Sydney Opera House and the Sydney Harbour Bridge are darkened
The towering Washington National Cathedral also plunged into darkness to raise awareness about the urgent need to arrest global warming.
The Pacific island nation of Samoa was the first to make the symbolic gesture, with New Zealand's city landscapes later dramatically darkened as lights on buildings such as Auckland's Sky Tower were cut.
In Australia, where the event was conceived, harborside buildings went dark, along with most big office buildings as some Sydneysiders picnicked on the harbor foreshore by moonlight.
Japan's Tokyo Tower interrupted its sunset-to-midnight lighting to take part, as organizers said the Earth Hour was an opportunity to pray for last year's earthquake and tsunami disaster.
In Hong Kong the city's skyscrapers turned out their lights dimming the usually glittering skyline. Tourists and locals snapped pictures, although many were unaware of what was behind the switch-off.
Since it began in Sydney in 2007, Earth Hour has grown to become what environmental group WWF says is the world's largest demonstration of support for action on carbon pollution.
A total of 5,251 cities took part in 2011, as the movement reached 1.8 billion people in 135 countries, it says. Newcomers to the worldwide initiative include Libya and Iraq.
The Octavio Frias de Oliveira bridge over the Pinheiros river in Sao Paulo, has its lights partially off
"Earth Hour 2012 is a celebration of people power -- the world's largest mass environmental event in support of the planet," said chief executive of WWF-Australia Dermot O'Gorman.
"And we're seeing hundreds of millions of people in different countries around the world take actions to go beyond the hour in support of positive actions for climate change and the planet."
In Beijing, Olympic Park's two landmark monuments, the Bird's Nest and Water Cube, were spending an hour in darkness.
In the Indian capital New Delhi lights at three iconic monuments, India Gate, Qutub Minar and Humayun's Tomb, were switched off, while in Mumbai people gathered on the streets to light candles.
"We have a lot of power cuts in our neighborhood so we're used to going without power, but my kids want to turn out the lights for Earth Hour -- they've been learning about energy conservation at school," Delhi mother-of-two Sangeeta Dayal said.
As the initiative passed through the time zones, Dubai's Burj Khalifa, the world's tallest tower, went dark in the United Arab Emirates.
The Acropolis hill is pictured with its lights switched off
In debt-stricken Greece, lights were turned off at the Acropolis and at town halls across the country.
In Paris, darkness fell across a string of monuments and buildings including Notre Dame cathedral, and the Bastille and old Garnier opera houses.
The lights at the Eiffel Tower, however, were only turned off for five minutes for security reasons.
As the hour pushed east across the globe, Rio de Janeiro's joined the movement, dimming its lights on central monuments and tourist attractions, as 130 cities across Brazil also joined in to go dark.
The effort was also being observed from the International Space Station, where Kuipers is hoping to share photos and live commentary as he watches from above.
"There is no better way to raise awareness for the future of the most beautiful planet in the universe," he said earlier this month.
Myanmar opposition leader Aung San Suu Kyi smiles as she leaves after visiting a polling station
YANGON (AFP) - Myanmar's opposition claimed a historic victory on Sunday for pro-democracy leader Aung San Suu Kyi in her first bid for a seat in parliament, sparking scenes of jubilation among supporters.
Thousands of people clapped and cheered outside
Suu Kyi
's National League for Democracy (NLD) headquarters in Yangon after the party announced the Nobel Peace Prize laureate had won a parliamentary seat after by-elections.
Some people danced in the street while others wept with joy at the news, which if confirmed would mark a stunning turnaround for the former political prisoner, who was locked up by the former junta for most of the past 22 years.
"We have been waiting for this day for a long time. I'm so happy," said NLD supporter Kalyar, who goes by one name.
Suu Kyi said that the vote could not be considered "a genuinely free and fair election" but did not announce a boycott
Suu Kyi won an estimated 99 percent of the votes in Kawhmu constituency, according to NLD official Soe Win, based on the party's own tally. There was no independent confirmation and official results were expected within a week.
The party also claimed it was on course to win all 44 seats it contested in Sunday's by-elections, in which a total of 45 seats were at stake -- not enough to threaten the army-backed ruling party's huge majority in parliament.
US Secretary of State Hillary Clinton, in Istanbul for a meeting of the "Friends of Syria" group, said Washington was committed to supporting the nascent reforms in Myanmar that have been cautiously welcomed by the West.
"While the results have not yet been announced, the United States congratulates the people who participated, many for their first time in the campaign and election process," Clinton told reporters.
Observers believe Myanmar's new quasi-civilian government wanted Suu Kyi to win a place in parliament to burnish its reform credentials and smooth the way for an easing of Western sanctions.
A European Union official invited to observe the vote hailed "very encouraging" signs at the roughly dozen polling stations her team visited.
Myanmar: voters flock to the polls in landmark by-elections Duration:00:32
"However, that's definitely not enough to assume that it is indicative of how the process was conducted in other parts of the country and certainly not enough to talk about credibility of elections," Malgorzata Wasilewska said.
Many of Suu Kyi's supporters had earlier waited for hours in searing heat to catch a glimpse of the 66-year-old in the rural Kawhmu constituency, two hours' drive from Yangon, where her main rival was a former military doctor with the ruling Union Solidarity and Development Party.
Voters, some in traditional ethnic Karen dress, queued patiently to cast their votes. In stark contrast to life under the junta, many openly expressed their support and affection for "The Lady".
"There's only been one person for us for 20 years," said Tin Zaw Win.
"We believe in her and want to vote for her. Almost my whole village will vote for Aunt Suu," he added.
Some people complained that their names were missing from the voter lists, although it was unclear how many were affected.
"I want to vote for Mother Suu but they haven't given me my ballot paper so I'm here to demand it," Zin Min Soe told AFP at a polling station.
"They can't just lose my vote," he said.
The NLD also complained of ballot-paper irregularities, notably that wax had been put over the check box for the party, which could be rubbed off the ballot later to cancel the vote.
An election commision official shows a ballot paper during counting
It was not immediately clear how widespread irregularities were.
"This is happening around the country," NLD spokesman Nyan Win told AFP. "I have sent a complaint letter to the union election commission."
In the run-up to the eagerly awaited vote, the party decried alleged intimidation of candidates and other irregularities, and Suu Kyi said the poll could not be considered "a genuinely free and fair election".
A 2010 general election, won by the military's political proxies, was plagued by complaints of cheating and the exclusion of Suu Kyi, who was released from seven straight years of house arrest shortly afterwards.
The NLD swept to a landslide election victory in 1990, but the generals who ruled the country formerly known as Burma for decades until last year never recognised the result.
Supporters of Aung San Suu Kyi's National League for Democracy (NLD) celebrate outside the NLD headquarters
The seats being contested Sunday were made vacant by MPs who joined the government. The next general election is due in 2015.
After almost half a century of military rule, the junta in March last year handed power to a new government led by President Thein Sein, one of a clutch of former generals who shed their uniforms to contest the 2010 poll.
Since then, the regime has surprised even its critics with a string of
reforms
such as releasing hundreds of political prisoners.
But remaining political detainees, fighting between government troops and ethnic rebels, and alleged human rights abuses remain major concerns for Western nations which have imposed sanctions on the regime.
A US lawmaker who has drafted sanctions against Myanmar said it was premature to ease pressure despite Sunday's vote.
Representative Joe Crowley said it was "important to keep things in perspective."
"Far too many political prisoners are still locked behind bars, violence continues against ethnic minorities and the military dominates not only the composition but the structure of the government," he said.
"Now is not the time for the international community to rush toward lifting pressure on Burma," he added, referring to Myanmar by its former name.
Unlike in 2010, the government allowed foreign observers and journalists to witness Sunday's polls. More than six million people were eligible to vote.copiado : http://www.afp.com/
Andrew Hogg, directeur de communication de la branche exploration et production de Total lors d'une conférence de presse à Aberdeen, le 30 mars 2012
ABERDEEN (Royaume-Uni) (AFP) - Total attendait dimanche l'approbation de l'autorité de sûreté britannique pour intervenir sur sa plateforme d'Elgin en mer du Nord, tout en peaufinant son plan d'intervention pour colmater la fuite de gaz qui perdure depuis une semaine.
L'autorité de sûreté britannique, Health and Safety Executive (HSE), "a reçu le rapport de Total sur les risques" que présente la situation de sa plateforme, "et le processus d'examen de ces documents est en cours", a indiqué dimanche à l'AFP un porte-parole de l'autorité britannique.
Le HSE se refuse cependant "à spéculer sur la durée" dont il a besoin pour se prononcer sur le rapport du groupe pétrolier français.
L'avis du HSE est non contraignant, toutefois le patron de Total, Christophe de Margerie, avait expliqué samedi attendre "l'autorisation (des autorités britanniques) pour envoyer des pompiers spécialisés" sur la plateforme. Total a confirmé dimanche que le PDG de Total faisait alors référence au HSE.
"Il n'est pas question que nous mettions notre personnel en danger", a insisté Andrew Hogg, directeur de communication de la branche exploration et production du groupe, précisant attendre l'avis du HSE "dans les deux jours".
La plateforme du champ d'Elgin, située à 240 km des côtes écossaises et où travaillaient plus de 200 personnes, est totalement évacuée depuis lundi, après la découverte d'une importante fuite de gaz. Total a reconnu qu'il s'agissait de son "plus gros incident en mer du Nord depuis au moins dix ans".
Le groupe a précisé dimanche qu'il allait faire dans l'après-midi un point situation sur le plan d'intervention.
Photo du groupe Total et datée du 30 mars 2012 de sa plateforme en mer du Nord où est survenue une explosion
Quatre navires anti-incendie se maintiennent actuellement en bordure de la zone d'exclusion décrétée autour de la plateforme, et une équipe d'experts et d'ingénieurs, réunie au sein d'une cellule de crise à Aberdeen (Ecosse), se tient prête à se rendre sur les lieux.
Un hélicoptère effectue aussi régulièrement des vols de reconnaissance avec des caméras infra-rouge pour surveiller la situation, tandis qu'un avion de transport militaire Hercules est en stand-by en Angleterre en cas de recours à des dispersants, afin de dissiper plus rapidement le gaz.
"Nous voulons vérifier la tête du puits et nous assurer que nous disposons du matériel dont nous avons besoin pour nous attaquer à la fuite", a expliqué Andrew Hogg. "L'équipe que nous enverrons comprendra des spécialistes dans le contrôle des puits et du personnel familier de la structure de la plateforme."
Alors que l'extinction, annoncée samedi, de la torchère sur le site a réduit le risque d'explosion, Total travaille toujours sur deux scénarios pour colmater la fuite, a confirmé Andrew Hogg dimanche: l'injection directe de boues dans le puits concerné et le forage de puits de dérivation pour détourner le gaz.
La première option, la plus rapide à mettre en oeuvre, requiert toutefois, pour vérifier sa faisabilité, l'intervention de techniciens sur la plateforme afin de s'assurer que la haute pression subsistant dans le puits permet d'injecter les boues.
La deuxième option est le forage de deux puits de dérivation, afin de soulager la pression dans le puits d'où provient la fuite de gaz -- une opération difficile qui nécessiterait de percer des kilomètres de roches puisque l'origine de la fuite se trouve à environ 4.000 mètres en-dessous du plancher marin.
Ce scénario, qui peut prendre jusqu'à six mois, nécessite le déplacement de deux plateformes de forage. "Ces deux plateformes terminent leur travail là où elles sont, et la première devrait arriver" cette semaine sur zone, a précisé Andrew Hogg.
Alors que le site laisse toujours échapper environ 200.000 m3 de gaz par jour, Total estimait dimanche que "l'impact sur l'environnement était relativement négligeable". Un navire de Greenpeace, avec à son bord une douzaine de spécialistes, est attendu lundi sur zone pour mesurer le degré de pollution.
ALGER (AFP) - L'avocate algérienne mandatée par le père de Mohamed Merah pour porter plainte contre le Raid (unité d'élite de la police française) a affirmé dimanche à Alger détenir des preuves de "la liquidation" du tueur de Toulouse.
"Nous détenons deux vidéos identiques de 20 minutes chacune dans lesquelles Mohamed Merah dit aux policiers +pourquoi vous me tuez?+ (...) +je suis innocent+", a déclaré lors d'une conférence de presse Me Zahia Mokhtari, qui devrait se rendre en France dans les jours à venir pour déposer plainte devant la justice française.
"Des personnes au coeur de l'événement, et qui voulaient que la vérité éclate, m'ont remis ces vidéos", a ajouté l'avocate. Elle a précisé qu'elle en réservait la "divulgation" à la justice française et insisté sur leur authenticité.
Sollicité par l'AFP, le ministère de l'Intérieur français n'a fait aucun commentaire.
Selon Me Mokhtari, "Merah (Mohamed) a été manipulé et utilisé dans ces opérations par les services français et a ensuite été liquidé pour que la vérité ne voie pas le jour".
Dès le lendemain de la mort de Mohamed Merah, le RAID avait au contraire affirmé avoir "donné sa chance jusqu'au bout" au tueur réfugié dans son appartement. "Si un assaut a été lancé, c'est par Merah", a déclaré à l'AFP le chef de cette unité d'élite de la police, Amaury de Hauteclocque.
Le chef du RAID a affirmé que Mohamed Merah lui a dit, après avoir interrompu les négociations: "je suis un moudjahidine, je veux mourir les armes à la main, vous allez m'abattre et je suis très fier, très honoré de lutter contre le RAID, je vais essayer d'(en) tuer le plus possible".
De son côté, le procureur de Paris, François Molins, avait déclaré le 22 mars que "les premières constatations (permettaient) de confirmer toute la détermination de Merah et sa volonté d'en découdre avec les forces de l'ordre, quelles qu'en soient les conséquences pour lui comme pour les policiers".
Capture d'écran d'images France2 diffusées le 21 mars 2012 montrant Mohamed Merah au volant d'une voiture
Me Mokhtari a indiqué qu'elle remettrait à la justice française "une première liste de trois noms, ceux d'un responsable des services français et de deux autres personnes de nationalités différentes qui +travaillaient+ avec Mohamed Merah pour qu'elles soient entendues dans cette affaire".
Le chef de la Direction centrale du renseignement intérieur (DCRI), Bernard Squarcini, avait affirmé mardi à l'AFP que Mohamed Merah n'était "ni un indic de la DCRI, ni d'autres services français ou étrangers".
Par ailleurs, une source proche de la Direction générale de la sécurité extérieure (DGSE) avait qualifié de "grotesques" des informations du quotidien italien Il Foglio qui assure sur son site internet que Mohamed Merah voyageait avec la couverture des services secrets français.
Selon l'avocate, Mohamed Merah avait par ailleurs "demandé à parler avec la presse mais cela lui avait été refusé".
Des avocats français "veulent nous aider", a ajouté Me Mokhtari, sans citer de nom. Elle a ajouté avoir "confiance en la probité et l'impartialité de la justice française".
Mohamed Merah, 23 ans, avait été tué le 22 mars lors de l'intervention des policiers du Raid dans son appartement à Toulouse (sud-est), après 32 heures de siège.
Les 11, 15 et 19 mars, il avait tué sept personnes: trois parachutistes, trois écoliers et un enseignant juifs à Toulouse et Montauban.
Des soldats maliens patrouillent près de la base militaire de Kati, le 1er avril 2012
BAMAKO (AFP) - Les rebelles touareg maliens ont pris dimanche le contrôle de Tombouctou, dont la chute consacre leur mainmise sur la quasi-totalité du nord du Mali, suscitant une inquiétude croissante dans la région.
Impuissante à endiguer cette progression fulgurante, et sous pression des pays voisins, la junte militaire en place depuis moins de deux semaines à Bamako a promis le retour au pouvoir civil et un gouvernement de transition, sans pour autant fixer de calendrier.
Confronté au double "défi malien" d'un putsch militaire et d'une insurrection touareg au nord du Mali, un pays membre de la Cédéao (Communauté économique des Etats d'Afrique de l'Ouest), le président en exercice de l'organisation, l'ivoirien Alassane Ouattara, a annoncé dimanche soir un nouveau sommet régional lundi à Dakar.
Dans l'après-midi, le Mouvement national pour la libération de l'Azawad (MNLA), principale composante, a revendiqué la prise de la ville et de sa région.
Le chef de la junte militaire Amadou Sanogo (c) s'exprime à Bamako, sur la base militaire de Kati, en présence de responsables du gouvernement malien, le 1er avril 2012
Un jeune civil a été tué par un éclat d'obus près de la grande mosquée, selon un habitant.
La junte a dépêché au moins un émissaire à Tombouctou pour négocier un cessez-le-feu avec les rebelles, a annoncé dimanche à l'AFP son chef, le capitaine Amadou Haya Sanogo.
Mohamed Ag Erlaf, un ancien ministre, a rencontré Mohamed Najim, l'un des responsables militaires du MNLA qui, selon lui, "a promis d'assurer la sécurité des populations".
Avec Tombouctou, Kidal et Gao, les trois capitales administratives du Nord du pays, les rebelles contrôlent environ la moitié du territoire au terme d'une avancée foudroyante de trois jours.
C'est justement pour éviter ce scénario que la junte avait renversé le 22 mars le président Amadou Toumani Touré, l'accusant d'avoir été incapable d'endiguer l'
offensive
touareg depuis janvier.
Malgré le putsch, l'avancée des Touareg, dont beaucoup sont rentrés lourdement armés de Libye où ils avaient soutenu le régime Kadhafi, s'est amplifiée sans rencontrer de vraie résistance ces derniers jours, bénéficiant même des défections, comme celle du colonel Elhadj Ag Gamou, le chef de la garnison de Kidal, lui-même Touareg.
Les rebelles s'étaient emparés dans la nuit de dimanche à lundi de Gao, ville de 90.000 habitants abritant l'état-major militaire pour toute la région Nord.
--Promesses de transition et d'élections--
La junte a promis dimanche le retour à un pouvoir civil et une transition vers des élections à une date non précisée.
Des soldats maliens à l'entrée de la base militaire de Kati, le 1er avril 2012
"Nous prenons l'engagement solennel de rétablir à compter de ce jour la Constitution (...) ainsi que les institutions républicaines", a déclaré le capitaine Sanogo en annonçant "des consultations avec toutes les forces vives du pays dans le cadre d'une convention nationale" pour permettre "la mise en place d'organes de transition en vue de l'organisation d'élections apaisées, libres, ouvertes et démocratiques".
Il a confirmé que la junte n'y participerait pas, mais sans préciser la durée ni les termes de cette transition. Il n'a pas évoqué le sort du président Touré.
Le chef de la junte s'exprimait aux côtés du médiateur ouest-africain, chef de la diplomatie burkinabè, Djibrill Bassolé.
La Communauté économique des Etats de l'Afrique de l'Ouest (Cédéao) avait avoir brandi la menace d'un "embargo diplomatique et financier" d'ici lundi et mis une force d'intervention de 2.000 hommes en "alerte".
La rébellion compte plusieurs composantes, dont il est difficile de mesurer l'exacte influence sur le terrain, et qui dépend des zones d'opération: les deux principale sont le MNLA et le groupe islamiste Ansar Dine du chef touareg Iyad Ag Ghaly, principal artisan de la prise de Kidal.
Mali: le chef de la junte annonce "rétablir" la Constitution. Durée: 48 s.
Selon certaines sources, des éléments d'Al-Qaïda au Maghreb islamique (Aqmi) combattent avec les rebelles, ce que le MNLA, d'obédience laïque, dément.
Le Mouvement pour l'unicité et le jihad en Afrique de l'Ouest (Mujao), une dissidence d'Aqmi dirigée par des Maliens et des Mauritaniens, a également revendiqué sa participation à l'offensive.
Les hommes du Mujao contrôlent aujourd'hui l'un des deux camps militaires de Gao, tandis que le MNLA est installé dans l'autre caserne en périphérie de la ville.
Toujours à Gao, les portes de la prison civile ont été ouvertes par des inconnus et de nombreux bâtiments, dont des administrations et des hôtels réputés servir de l'alcool, ont été saccagés.
Monedas de plata de la fragata 'Nuestra Señora de las Mercedes', en febrero pasado.
MADRID (AFP) - La batalla judicial por el tesoro de la fragata española 'Nuestra Señora de las Mercedes' llegó hasta Gibraltar, donde descendientes latinoamericanos de los propietarios de la mercancía hundida luchan para obtener de España parte de las monedas de oro y plata.
El territorio bajo administración británica se sumó así a la disputa entre España, los cazadores de tesoros estadounidenses y algunos países de América Latina, en un caso que remota a los días del Imperio español.
Mathilde Daireaux Kinsky, una argentina residente en Colombia, afirma que parte de la carga de la nave 'Nuestra Señora de la Mercedes', hundida por los ingleses durante una batalla naval en 1804, pertenecía a su antepasado Diego de Alvear y Ponce de León.
Este general español, destinado a los territorios de América, no se encontraba a bordo del buque, pero perdió en su hundimiento a su esposa y a siete de sus hijos, además de sus preciosas monedas de oro, explicó Daireaux a AFP.
"Nuestra motivación no es monetaria, tratamos de hacer respetar la memoria de mis familiares que murieron a bordo de la Mercedes", afirma esta mujer de 49 años, uno de los seis descendientes que reclaman el tesoro en los tribunales de Gibraltar.
Odyssey Marine Exploration, una empresa estadounidense especializada en la búsqueda de barcos naufragados en alta mar, encontró el tesoro -principalmente monedas de oro y plata acuñadas en los territorios iberoamericanos- en el fondo marino de Portugal en 2007.
La compañía transportó la mayor parte del tesoro hasta Florida, donde tiene su sede, vía Gibraltar, un soleado enclave de pubs británicos y cabinas telefónicas rojas situado en la entrada del Mediterráneo.
Un tribunal estadounidense concedió el mes pasado el tesoro -23 toneladas de monedas y otros objetos valorado en 350 millones de euros- al Gobierno español, que lo trasladó en avión a Madrid.
Pero varios cientos más de monedas de oro y plata se quedaron en las aduanas de Gibraltar, bloqueados durante el proceso judicial, explica Daniel Feetham, abogado de los querellantes.
"Los descendientes presentaron una demanda ante la Corte Suprema de Gibraltar y hay aquí una orden judicial que impide que estas monedas salgan de la jurisdicción", precisó. "De momento no se prevé una audiencia", agregó.
"Muchas personas confunden la importancia de estos bienes porque se trata de monedas. No, todo esto es patrimonio histórico y cultural español y por tanto todo es importante a efectos nuestros", consideró una fuente del ministerio español de Cultura.
La voluntad de España "es que pueda disfrutar de ello el mayor número de personas", aseguró.
El tribunal estadounidense dictó que el tesoro pertenece a España por leyes de soberanía, pero los querellantes insisten en que se trataba de un buque comercial que trasportaba una carga que pertenecía a sus antepasados.
Y para reclamar lo que le falta del Tesoro, España tendría que batallar ante la justicia de Gibraltar, una perspectiva complicada por desacuerdos diplomáticos entre Londres y Madrid.
España cedió Gibraltar a Gran Bretaña en 1713 pero reclama desde hace tiempo que se le devuelva su soberanía, lo que Londres se niega a hacer contra el deseo de los gibraltareños.
Paradoja del destino, dos siglos después de que Gran Bretaña hundiera el 'Nuestra Señora de las Mercedes', y a sus antepasados con él, estos descendientes ponen sus esperanzas en un tribunal de territorio británico, señala uno de ellos, Rafael Mariano Fernández De Lavalle.
Este colombiano afirma que España nunca cumplió su promesa de compensar por la pérdida a su ancestro, José Antonio De Lavalle y Cortés.
"Este proceso jurídico, a diferencia de lo que se piensa en España, no ha terminado, en Gibraltar pelearemos hasta que tengamos aliento y tenemos fe en su justicia y en sus estamentos públicos", asegura. copiado : http://www.afp.com/
Kurdistán deja de exportar petróleo por litigio con gobierno central iraquí
BAGDAD (AFP) - La región autónoma del Kurdistán iraquí anunció este domingo haber suspendido sus exportaciones petroleras debido a un litigio financiero con el gobierno central de Bagdad que los enfrenta desde hace meses.
"La exportación de petróleo del Kurdistán fue interrumpida hoy (domingo) ya que el gobierno federal de Bagdad no ha cumplido con sus compromisos financieros", según un comunicado del ministerio de Recursos Naturales kurdo.
"Tras consultar con las compañías productoras, el ministerio decidió a regañadientes suspender las exportaciones hasta nueva orden. No ha habido ningún pago desde hace 10 meses y las autoridades federales no han manifestado la intención de pagar", añade.
"Esperamos que se trate de una medida temporal", explica el comunicado, que califica la situación de "desafortunada".
"A partir de ahora, la producción se desviará hacia el mercado local para ser tratada y refinada con el fin de que genere una fuente de ingresos alternativa para las empresas", recalca el ministerio.
El Kurdistán había amenazado el lunes con poner fin a sus exportaciones de crudo si Bagdad no pagaba las deudas contraídas con él, que estima en "casi 1.500 millones de dólares".
El vice primer ministro iraquí, Husein Shahristani, les había aconsejado, en una entrevista con la AFP, que "antes de proferir amenazas, tomaran en cuenta el (montante de ingresos del) petróleo que reciben del resto del país, que es mucho más importante que lo que ellos producen".
El Kurdistán y Bagdad discrepan sobre numerosos temas, entre los que destaca desde hace unos meses la oposición del gobierno central a que la compañía estadounidense ExxonMobil y la francesa Total se implanten en la región autónoma, además de estarlo en otras zonas del país.
Erbil y Bagdad se disputan además por la soberanía de una franja de 650 km rica en hidrocarburos que se extiende sobre cuatro provincias y abarca la ciudad de Kirkuk. Los expertos consideran este asunto como una de las principales amenazas que pesan sobre la estabilidad de Irak a largo plazo.
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Brigadistas luchando contra el incendio en Fragas do Eume este domingo.
A CAPELA, A Coruña (AFP) - Un fuego que afecta desde el sábado al parque natural coruñés de Fragas do Eume sigue ardiendo tras haber calcinado más de 750 hectáreas, mientras en la vecina región de Asturias siguen activos otros 21 incendios forestales, informaron este domingo las autoridades.
"Continúa activo el fuego en el concejo (municipio) de Capela, que podría haber afectado, según las últimas estimaciones provisionales, a una superficie de 750 hectáreas, de las que 500 serían de arbolado y 250 de monte raso", informó la consellería de Medio Rural y Marítimo gallego.
El fuego comenzó a primera hora de la tarde del sábado y afecta al parque natural gallego de Fragas do Eume, un bosque atlántico protegido por su riqueza ecológica, que se extiende sobre una superficie de unas 9.000 hectáreas.
El incendio obligó a evacuar el sábado a 200 personas en las aldeas de O Coto, Vilariño, A Ribeira y Teixido.
Un total de 21 brigadas de bomberos, 30 camiones autobombas, 3 buldózer, 14 agentes forestales y dos técnicos, así como 275 miembros de la Unidad Militar de Emergencias (UME) están trabajando en las labores de extinción de ese incendio.
Estos efectivos de tierra están apoyados desde el aire por cinco helicópteros y cuatro aviones.
"Ahora toca apagar, pero sin perder de vista que hay alguien que quema, y por lo tanto cuando hay alguien que quema, es muy difícil poder olvidar que hay gente quemando, y quemando el patrimonio más valioso que tenemos", dijo el presidente gallego, Alberto Núñez Feijóo, dejando ver que el fuego ha sido intencionado.
Los servicios de emergencia gallegos han conseguido controlar otro foco en la misma localidad de Capela, fuera de la zona protegida, pero se mantiene activo un fuego en el municipio orensano de Lobios, que habría quemado unas 20 hectáreas.
Un brigadista durante la extinción del incendio en Fragas do Eume, este domingo.
El martes un bombero había muerto en Galicia mientras luchaba contra otro incendio.
En la vecina región de Asturias siguen activos 21 incendios en 15 municipios contra los que luchan 320 efectivos con el apoyo de ocho aeronaves.
Contactada por AFP, una portavoz de los servicios de emergencia asturianos afirmó que todavía no hay datos de superficie quemada porque todos los medios aéreos se dedican a extinguir el fuego.
Hasta que no apaguemos los fuegos, no se pondrán a medir, afirmó esta portavoz.
España vive, según los meteorólogos, el invierno más seco desde los años '40, lo que ha favorecido los incendios.
Según los últimos datos del ministerio español de Agricultura, entre el 1 de enero y el 29 de febrero el país registró 3.092 incendios forestales, un 55,3% más que la media para este período en los últimos diez años.
La superficie afectada hasta esa fecha era de 13.542 hectáreas, un 24,1% superior a la media.
copiado : http://www.afp.com/
Clinton: Asad "se equivoca" si cree que puede derrotar a la oposición siria
ESTAMBUL (AFP) - La secretaria de Estado norteamericana Hillary Clinton afirmó este domingo que el presidente sirio Bashar al Asad "se equivoca" si cree que puede derrotar a la oposición.
En conferencia de prensa en Estambul, donde tuvo lugar la reunión de los Amigos de Siria, Clinton estimó que la "oposición (al régimen de Asad) está ganando en intensidad, no perdiendo" y que el presidente sirio está actuando como si pudiera aplastar a los opositores.
"Si Asad continúa, como lo está haciendo, sin poner fin a la violencia", nunca implementará el plan de paz que acordó con el enviado de Naciones Unidas y la Liga Árabe Kofi Annan, sostuvo la secretaria de Estado.
Según Clinton "es claro que quiere esperar para ver si suprime totalmente a la oposición. Creo que se equivoca si es eso lo que piensa".
Castro recibe a Chávez, que prosigue tratamiento contra cáncer en Cuba
LA HABANA (AFP) - El presidente Raúl Castro recibió a su homólogo y amigo venezolano, Hugo Chávez, quien arribó a Cuba la noche del sábado para continuar el tratamiento médico de radioterapia contra el cáncer que inició la semana pasada, informó este domingo el diario Juventud Rebelde.
"Chávez viajó acompañado por el canciller Nicolás Maduro y poco antes de partir de su país ratificó que regresa a Cuba para continuar con el tratamiento médico de radioterapia iniciado la pasada semana", señaló el periódico.
Raúl Castro y Chávez sostuvieron "un breve y animado diálogo" al pie de la escalerilla del avión en la terminal aérea de La Habana, en el cual estuvo presente además el canciller cubano Bruno Rodríguez, agregó.
El mandatario venezolano, que viajó acompañado de su hija María Virginia y uno de sus nietos, había partido desde el aeropuerto de Maiquetía, en Venezuela, donde fue despedido por el vicepresidente Elías Jaua, algunos de sus ministros y el alto mando militar, según imágenes del canal oficial VTV.
"Iré a cumplir con un compromiso, con una batalla que me trajo la vida, una nueva batalla, pero de la cual pido a Dios y a Cristo redentor me ayuden, además del amor del pueblo, a vencer esta batalla", había dicho el gobernante en una intervención transmitida en cadena de radio y televisión desde Caracas.
Chávez, de 57 años, explicó que se someterá a sesiones de radioterapia durante los próximos cinco días y que luego deberá descansar un par de días en Venezuela para reanudar el tratamiento, que prevé completar a lo largo de cinco semanas.
"Son cinco sesiones de radioterapia (...), durante cinco días consecutivos y luego hay dos días de reposo y luego otra sesión y otra más hasta la quinta. Con esto yo tengo fe en que no va a volver la amenaza que se vino incubando dentro de mi cuerpo", expresó.
O vice-presidente dos EUA, Joseph Biden. EFE/Arquivo
Washington, 1 abr (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou neste domingo o pré-candidato republicano, Mitt Romney, por estar "defasado" com a realidade da classe média americano e manter uma "mentalidade da Guerra Fria" sobre política externa.
"Não me recordo de um candidato presidencial no passado recente que pareça não entender, pelo que diz, o que as pessoas de classe média pensam e com o que estão preocupadas", disse Biden em entrevista ao programa "Face the Nation" do canal "CBS".
O vice-presidente insistiu que as eleições de novembro "são sobre a classe média. E nada do que Romney está oferecendo soluciona estes problemas. Seria voltar às velhas políticas".
Romney, ex-governador de Massachusetts, lidera a corrida pela candidatura republicana à Casa Branca e teve que enfrentar acusações similares por vir de uma família rica e reconhecer uma receita de US$ 21 milhões anuais.
Além disso, Biden ironizou os conhecimentos em política externa de Romney, que recentemente qualificou a Rússia como o inimigo político número 1 dos EUA.
"A resposta de Romney foi incrivelmente reveladora", afirmou o vice-presidente.
"Age como se estivéssemos em plena Guerra Fria. Não sei onde esteve, mas isto não é 1956. Demonstra o pouco que o governador Romney sabe de política internacional", ressaltou Biden.
O partido republicano realizará na próxima terça-feira um novo capítulo de suas primárias em Wisconsin, Maryland e no distrito de Columbia para escolher o adversário do presidente Barack Obama nas eleições presidenciais de novembro.
Por enquanto, Romney tem larga vantagem sobre os demais candidatos, o ex-senador pela Pensilvânia, Rick Santorum, o ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, e o congressista do Texas Ron Paul.
Brasilia, 1 abr (EFE).- Los helicópteros cedidos por Brasil para participar en el operativo de liberación de diez rehenes de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), que tendrá lugar a partir de mañana, partieron hoy de territorio brasileño, informaron a Efe fuentes del Comité Internacional de la Cruz Roja.
Los dos helicópteros Cougar 532UE facilitados por el Gobierno brasileño para la operación despegaron poco antes de las 12.00 hora local (15.00 GMT) desde Sao Gabriel da Cachoeira, próximo a la frontera con Colombia, según una fuente del Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR), organización que participa en el dispositivo.
Está previsto que los aparatos aterricen en la ciudad colombiana de Villavicencio (centro), desde donde está previsto que mañana inicien el rescate de los primeros rehenes.
La líder del grupo Colombianos y Colombianas por la Paz (CCP), Piedad Córdoba, que actúa como mediadora y colabora en la operación, había explicado previamente que la entrega de rehenes será realizada en dos etapas, mañana y el miércoles.
Los secuestrados que la guerrilla colombiana se ha comprometido a liberar son los militares Luis Alfonso Beltrán Franco, Luis Arturo Arcia, Robinson Salcedo Guarín y Luis Alfredo Moreno Chagüeza.
Con ellos, también deberán recobrar la libertad los policías Carlos José Duarte, César Augusto Lasso Monsalve, Jorge Trujillo Solarte, Jorge Humberto Romero, José Libardo Forero y Wilson Rojas Medina, todos secuestrados entre 1998 y 1999.
Brasil, que ha participado en otras tres ocasiones en operaciones de esta índole, ha aportado dos helicópteros y sus tripulaciones, formadas por un total de 20 oficiales y soldados del Ejército.