Vídeo flagra pouso de avião com 424 quilos de droga no Pantanal de MT


Vídeo flagra pouso de avião com 424 quilos de droga no Pantanal de MT
Descarregamento de monomotor não demorou nem um minuto. Imagens foram captadas nesta quinta-feira (9) pela PF em Poconé.
10/05/2013 20h09 - Atualizado em 10/05/2013 20h09

Descarregamento de monomotor não demorou nem um minuto.
Imagens foram captadas nesta quinta-feira (9) pela PF em Poconé.

Renê Dióz Do G1 MT
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Imagens captadas por agentes da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (9) durante apreensão de pasta-base de cocaína na região do Pantanal mato-grossense mostram o nível de organização das quadrilhas especializadas no narcotráfico entre Bolívia e Brasil. Flagrados em vídeo, homens posteriormente presos por tráfico de drogas conseguiram descarregar 424 quilos de droga de um monomotor numa fazenda próxima à rodovia Transpantaneira, em Poconé (a 104 km de Cuiabá), em menos de um minuto.
No final de abril, a PF recebeu denúncias anônimas dando conta de movimentações anormais em pistas de pouso clandestinas localizadas dentro de fazendas próximas à Transpantaneira (rodovia estadual MT-060). Agentes federais passaram a conversar com pessoas das proximidades e a monitorar a área, explicou o superintendente em exercício da Polícia Federal, Edivaldo Waldemar Genova.
Desta forma, os policiais descobriram que estava marcada a aterrissagem nesta última quinta-feira de uma aeronave com uma quantidade de droga oriunda da Bolívia a ser distribuída no mercado ilícito, provavelmente com destino ao sudeste do país. A equipe se posicionou para flagrar o momento da chegada do monomotor, para acompanhar o descarregamento da droga e para, em seguida, prender os envolvidos. O nome da fazenda onde a ação se desenrolou não foi divulgado para preservar as investigações.
Descarregamento
A PF destacou a destreza com que o piloto do monomotor conseguiu, logo após a aterrissagem, realizar as manobras com rapidez. Após percorrer a pista de pouso, as imagens mostram o piloto virando a aeronave, em nova posição de decolagem, e ele logo aciona o motor novamente.
Pela rapidez, as imagens sugerem que a ação do grupo foi ensaiada. Não se passa nem um minuto, segundo a PF, entre o momento em que a aeronave se posiciona e a nova decolagem. Neste ínterim, cinco integrantes da quadrilha providenciam o descarregamento e a preparação para retirar a droga da fazenda, parte da operação que acabou frustrada pela polícia.
Uma deles estaciona uma caminhonete de ré ao lado da aeronave. Enquanto isso, os outros quatro abrem o monomotor e retiram deles 14 fardos de sacos plásticos com tabletes de pasta-base. Eles nem se importam com a hélice do monomotor, que já entra em atividade. Após a retirada dos fardos, o monomotor inicia a decolagem e nem usa toda a extensão da pista para levantar vôo, escapando da ação policial que logo se deflagraria.
A caminhonete, então, é preparada para partir e um outro integrante do grupo busca um carro de passeio de dentro da mata para servir de “batedor”. Segundo a polícia, o carro seguiria o trajeto na frente da caminhonete a fim de avisar os portadores da droga caso houvesse alguma barreira policial até o destino.
Três foram presos com 424 quilos de cocaína no Pantanal mato-grossense. (Foto: Assessoria/PF)PF ainda investiga quem encomendou a droga
flagrada nas imagens. (Foto: Assessoria/PF)
Investigações
De acordo com o superintendente da PF, após o flagrante a quadrilha foi presa. O motorista que estava como batedor conseguiu escapar com o carro, restando apenas três traficantes presos por tráfico internacional de entorpecentes. O que dirigia a caminhonete também foi indiciado por porte ilegal de arma (um revólver foi encontrado dentro da caminhonete).
A investigação ainda está em sua fase inicial. De posse dos números de prefixo da aeronave e das placas dos carros envolvidos, agora a polícia investiga quem contratou o grupo para descarregamento da droga. As fichas criminais dos três presos também estão sendo levantadas.
Dois confessaram terem sido contratados para descarregar a droga. O terceiro afirmou que havia sido contratado para receber uma carga de armamentos, não de drogas. Todos foram encaminhados à Penitenciária Central do Estado, antigamente conhecida como Presídio do Pascoal Ramos, em Cuiabá.
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Ustra diz que Dilma integrou grupo terrorista para implantar comunismo

10/05/2013 11h51 - Atualizado em 10/05/2013 15h16
 

Coronel reformado afirmou que lutou para evitar 'ditadura do proletariado'.
Ele falou à Comissão Nacional da Verdade e negou participação em crimes.

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília
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Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado e ex-comandante do DOI-Codi-SP entre 1970 e 1974 (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado e ex-comandante do DOI-Codi-SP entre 1970 e 1974 (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe de órgão de repressão política durante a ditadura militar, afirmou nesta sexta-feira (10) em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV) que a presidente Dilma Rousseff participou de "organizações terroristas" com intenção de implantar o comunismo no Brasil. Para Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma "ditadura do proletariado".
Ao ser consultada pelo G1, a assessoria de imprensa da Presidência da República informou que ainda não tinha conhecimento das declarações de Ustra.
De 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do II Exército, órgão de repressão política durante o regime militar.
Ele obteve na Justiça autorização para ficar calado durante o depoimento para o qual foi convocado pela Comissão Nacional da Verdade. Mas mesmo assim resolveu se manifestar. Ao chegar, pediu para fazer uma declaração inicial e depois respondeu a algumas perguntas.
“Todas as organizações terroristas, todas elas e mais de 40 eram elas, em todos os seus estatutos, seus programas está lá escrito claramente que o objetivo final era a implantação de uma ditadura do proletariado, do comunismo. O objetivo intermediário era a luta contra os militares, derrubar os militares e implantar o comunismo. Isso consta de todas as organizações”, afirmou.
Ustra se referiu à presidente Dilma Rousseff ao afirmar que não estaria falando à Comissão da Verdade se um regime comunista tivesse se estabelecido no Brasil.
“Inclusive nas quatro organizações terroristas que nossa atual presidenta da República, hoje está lá na Presidência da República, ela pertenceu a quatro organizações terroristas que tinham isso, de implantar o comunismo no Brasil. Então estávamos conscientes de que estávamos lutando para preservar a democracia e estávamos lutando contra o comunismo. [...] Se não fosse a nossa luta, se não tivéssemos lutado, hoje eu não estaria aqui porque eu já teria ido para o 'paredon'. Hoje não existiria democracia nesse país. O senhores estariam em um regime comunista tipo de  Fidel Castro [ex-presidente de Cuba]”, completou Ustra.
Agi com consciência, agi com tranquilidade, nunca ocultei cadáver, nunca cometi assassinatos, sempre agi dentro da lei e da ordem. Nunca fui um assassino, graças a Deus, nunca fui."
Carlos Alberto Brilhante Ustra, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade
Nos anos 1960, a presidente Dilma Rousseff integrou as organizações clandestinas Política Operária (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), dedicadas a combater a ditadura militar. Condenada por "subversão", ela passou três anos presa no presídio Tiradentes, em São Paulo (entre 1970 e 1972). No final dos anos 1970, no Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o PDT, de Leonel Brizola. Em 1990, filiou-se ao PT.
Instrumentos de tortura
Indagado sobre o que eram os instrumentos de tortura pau de arara e cadeira do dragão e com que frequência eram utilizados contra os presos, Ustra respondeu: “Está tudo escrito no meu livro, não vou responder”.
"A titulo de cooperação, entreguei à Comissão da Verdade um livro com mais de 600 páginas onde detalho tudo, como era feitas as prisões, os inquéritos, tudo o que aconteceu. O meu depoimento que prestei está ali. Agi com consciência, agi com tranquilidade, nunca ocultei cadáver, nunca cometi assassinatos, sempre agi dentro da lei e da ordem. Nunca fui um assassino, graças a Deus nunca fui", disse.
Durante o depoimento, o conselheiro Claudio Fontelles apresentou documentos que apontam 50 mortes no DOI-Codi durante o período em que o órgão foi chefiado por Ustra. O coronel disse que não houve mortes na sede do órgão, mas "em combate".
"Eu não vou me entregar. Eu lutei, lutei, lutei. Tudo o que eu tenho que declarar eu já disse, está no livro. Neste momento, me asseguro o direito de me manter calado reforçando a decisão do juiz da 12ª  Vara de Justiça", disse.
Exército
O coronel reformado disse que fazia parte de uma "cadeia de comando" e que cumpria ordens.
“Eu era um agente do Estado, comandante de uma unidade militar dentro da cadeia de comando. Durante meu comando, nunca fui punido, nunca fui repreendido, recebi os melhores elogios da minha vida militar”, afirmou ao fazer a declaração inicial.
Ustra disse que não era ele quem deveria estar respondendo pelas acusações, mas sim o Exército. “Quem tem que estar aqui é o Exercito Brasileiro, que assumiu por ordem do Presidente da República, a ordem de combater o terrorismo e sobre os quais eu cumpri todas as ordens, ordens legais”, declarou.

Após o fim da audiência, em entrevista à imprensa, Fonteles rebateu a declaração de Ustra. Segundo o conselheiro, não se pode cumprir ordens ilegais. “Está no nosso direito penal que só se desculpa uma pessoa quando a ordem que ela recebe e cumpre não é manifestamente ilegal. Ordem de torturar, de matar, de fazer desaparecer, isso é manifestamente ilegal”, afirmou.

Para Fonteles, Exército, Marinha e Aeronáutica “são instituições fundamentais para a democracia” e não devem ser julgadas. “Esse é o grande equívoco, não está em julgamento nem nunca deverá estar as instituições militares”, disse, “maus agentes públicos é que denegriram o nome dessas instituições”.
Ex-agente também depõe
Antes de Ustra, o ex-servidor do DOI-Codi de São Paulo Marival Chaves Dias do Canto afirmou em depoimento à CNV, que, durante a gestão do coronel reformado, cadáveres de militantes mortos em centros clandestinos de tortura eram exibidos como "troféus" a agentes do órgão.
COPY  http://g1.globo.com/

MP-RJ denuncia 4 por ameaçar fiéis que acusam pastor de estupro

10/05/2013 19h12 - Atualizado em 10/05/2013 19h54


MP-RJ denuncia 4 por ameaçar fiéis que acusam pastor de estupro

Pastor está preso desde terça-feira (7) por acusações feitas há um ano.
Marcos Pereira foi denunciado por dois casos de abuso sexual.

Do G1 Rio
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 O Ministério Público denunciou, nesta sexta-feira (10), quatro homens suspeitos de ameaçar uma das vítimas que acusam o pastor Marcos Pereira de estupro, como mostrou o RJTV. Ubirajara Moraes Pereira, Cezar Luiz Moraes Pereira, Lúcio Oliveira Câmara Filho e Daniel Candeias da Silva teriam ameaçado a vítima em março de 2012, logo após uma das denúncias contra o pastor ter sido apresentada. O MP pede ainda proteção às testemunhas em decorrência da suspeita de possíveis ligações de Marcos Pereira com o tráfico de drogas.
A  Justiça do Rio negou, na noite de quinta-feira (9), dois pedidos de liminar para libertar o pastor, que foi preso na terça-feira (7) e está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Marcos Pereira é acusado de estuprar fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. A Justiça entende que há provas do crime e indícios suficientes da autoria.
Além dos estupros, o pastor é investigado por associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e por envolvimento em quatro homicídios.
O advogado do pastor, Marcelo Patrício, alegou ao RJTV que o religioso é inocente e que está tentando reverter na Justiça a liminar que negou os pedidos de habeas corpus ao suspeito. O advogado também defende a inocência dos quatro homens denunciados nesta sexta-feira.
MP não pode denunciar 3 estupros
O pastor Marcos Pereira não responderá criminalmente por três das seis acusações de estupro contra ele porque as acusações foram feitas antes da mudança na Lei 12.015 de 2009. A legislação anterior fixava prazo de até seis meses para que a vítima denunciasse o crime de estupro, o que não aconteceu. O pastor responde por apenas dois casos.
'Estarrecedor'
Outro caso, cuja vítima é a mulher de Marcos Pereira, ainda está sendo apurado. Segundo o MP-RJ, há informações de que o filho dela com o pastor seja fruto de um estupro. O promotor Rogério Sá Ferreira afirma que os relatos das vítimas são chocantes.
"É estarrecedor. Pelos depoimentos das mulheres, a gente percebe que ele é um estuprador em série. Ele agia como se o esperma dele fosse água benta. Essas mulheres eram completamente dependentes economicamente porque moravam em alojamentos das igrejas, e emocionalmente porque viam nele um verdadeiro 'homem de Deus'. Elas não tinham condições de dizer não", disse o promotor.
Apenas por esses dois casos denunciados, o pastor pode pegar até 24 anos de prisão, se for condenado. O MP-RJ espera que Marcos Pereira seja julgado ainda este ano.
Denúncias à Justiça
Segundo o MP-RJ, o pastor agiu da mesma forma com as duas vítimas que figuram nas denúncias: jogou as mulheres na cama, arrancou a roupa delas e as forçou a praticar sexo.
Na denúncia, os promotores relatam que ele negava até mesmo material de higiene às mulheres que se recusavam a manter relações sexuais com o acusado.
"Pelos relatos das testemunhas, principalmente das mulheres, verifica-se que estamos diante de um verdadeiro depravado, degenerado, pervertido sexual, capaz de fazer as coisas mais baixas e sempre se aproveitando da sua condição de líder maior da Igreja", diz o texto de uma das denúncias, assinadas pelos promotores Rogério Lima Sá Ferreira e Adriana Lucas Medeiros.
Pastor Marcos Pereira é acusado de estupro no Rio e foi levado para o Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Seap/Divulgação)Pastor Marcos Pereira foi levado para o Complexo
Penitenciário de Bangu (Foto: Seap/Divulgação)
Relatos das vítimas
Duas vítimas que denunciaram o pastor Marcos Pereira por abuso sexual relataram ao RJTV desta quarta-feira (8) como funcionava a abordagem do religioso. Em depoimento, elas afirmaram que chegaram a morar na igreja, onde não podiam ler jornais, ver televisão e nem falar em telefones celulares.
"Quando ele pegou na minha mão, eu já fiquei na minha cabeça pensando se ele estava tentando ver se tinha algum espírito em mim, que era o que ele costumava fazer. Eu fiquei orando, ele começou aos poucos, ele foi tocando no meu corpo. Você se sente humilhada, você se sente nada, como se fosse um objeto descartável", disse uma delas.
Para outra vítima, o sistema de clausura favorecia os abusos. "Ele aproveita momentos de fragilidade, que a gente fica ali, entregue mesmo àquela ideologia que eles passam para gente", disse.
Outros crimes
Marcos Pereira também é investigado por homicídio, associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Trinta pessoas já prestaram depoimento contra o pastor. Segundo um ex-braço direito do religioso, certa vez, o pastor obrigou o amigo a guardar mochilas com aproximadamente R$ 400 mil em sua casa.
Após ouvir as vítimas, o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, revelou nesta quarta-feira (8) que o suspeito dizia às mulheres que elas estavam "possuídas" e que só iriam se livrar do "mal" caso tivessem relação sexual com um religioso. Entre as vítimas está a ex-mulher dele e uma jovem que disse ter sido estuprada dos 14 aos 22 anos. A polícia apura a possibilidade de outras mulheres terem sido abusadas.
"Ele tinha um comportamento semelhante quando estuprava as mulheres dentro da própria igreja. Ele dizia que elas estavam possuídas, demoniadas e ele fazia crer que a única forma que essas pessoas pudessem ser libertadas daquele demônio era tendo relação com uma pessoa santa", afirmou o delegado Márcio Mendonça.
A prisão
Ao ser encaminhado para a delegacia, o pastor não quis comentar a prisão e disse que não sabia quais eram as acusações. "Não tenho ideia", disse. Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio mostram o momento da prisão de Marcos Pereira.
A prisão ocorreu na Avenida Brasil, quando o pastor seguia em direção a Copacabana, na Zona Sul da cidade. Ele estava acompanhado por fiéis da igreja. Contra Marcos, havia dois mandados expedidos pela Justiça.
De acordo com as investigações, parte dos crimes ocorreu em um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana. O local seria usado pelo pastor para promover orgias e violência sexual. O imóvel, avaliado em R$ 8 milhões, está registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
O G1 entrou em contato com a assessoria da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, localizada em São João de Meriti que informou, por meio de nota, que o pastor Marcos Pereira é inocente e sua conduta como homem de Deus prova isso.  A assessoria acrecentou ainda que todos estão "indignados com a injustiça e que isso não passa de especulação".
O pastor Marcos Pereira ficou conhecido por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e no resgate de criminosos que seriam mortos por traficantes. Em 2004, ele negociou o fim de uma rebelião em um presídio do Rio de Janeiro.
Denúncia foi feita há 1 ano
O inquérito para investigar a associação do pastor Marcos Pereira com tráfico foi instaurado há um ano, depois que, em fevereiro de 2012, o líder do AfroReggae José Junior prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre supostas ameaças que o religioso teria feito ao grupo.
Segundo José Júnior, o pastor teria também participado da onda de ataques cometidas por traficantes no Rio de Janeiro, entre 2006 e 2010. Na ocasião, em nota, o religioso disse que "durante muitos anos atraímos o olhar desconfiado de muitas pessoas, o que me colocou sob investigação e monitoramento intenso e permanente dos órgãos policiais, sem que nenhuma, repito, nenhuma ligação minha ou da igreja que presido tenha sido identificada. Trabalhar com criminosos visando a sua recuperação é diferente de se envolver com criminosos, e esta fronteira eu nunca ultrapassei".
A partir dessa investigação policial apareceram as informações sobre estupros. Segundo o delegado Márcio Mendonça, "as pessoas tinham medo de denunciar" porque começaram a ser ameaçadas. Segundo os relatos ouvidos pela polícia, o medo das vítimas devia-se ao fato do pastor abrigar criminosos e guardar armas na igreja.
Segundo o delegado, o pastor Marcos Pereira estuprava as vítimas também dentro da igreja, muitas vezes em seu gabinete. "Na igreja, tem pessoas que prestam serviço para ele e que não recebem nada. Elas servem o café, ajudam na limpeza, fazem o almoço. Ele se aproveitava e abusava das pessoas naquele local mesmo.", disse Márcio Mendonça, citando ainda que o religioso praticou "atos agressivos" e que fazia orgias com homens e mulheres no apartamento em Copacabana.
Homicídio
Segundo a polícia, uma jovem assassinada em 2008 queria denunciar o pastor depois de ter sido vitima de abuso. Três pessoas foram presas suspeitas do crime, entre elas, o sobrinho do religioso.
Há também uma investigação que aponta que, além do homicídio desta jovem, que já era maior de idade, há outros homicídios. "São pessoas que teriam descoberto as orgias e aí foram assassinadas", afirmou o delegado.
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Juíza suspende concessão do Maracanã por ver 'ilegalidades'


Juíza vê ilegalidade e barra concessão do Maracanã
Liminar impede contratação de grupo com Odebrecht e Eike, vencedor da licitação.
10/05/2013 17h35 - Atualizado em 10/05/2013 19h39

Liminar desta sexta impede contratação do consórcio vencedor da licitação.
Grupo de Odebrecht e Eike ganhou concorrência; Governo vai recorrer.

Do G1 Rio
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) obteve, nesta sexta-feira (10), uma liminar que impede a contratação do consórcio vencedor da licitação para a concessão do complexo do Maracanã devido a "ilegalidades" no processo. Segundo a decisão da juíza Gisele Guida de Faria, da 9ª Vara de Fazenda Pública, o estado não pode conceder a terceiros o direito de exploração da área do entorno do complexo. Em caso de descumprimento da determinação, a multa será de R$ 5 milhões. O Governo do Rio informou que vai recorrer.
O consórcio Consórcio Maracanã SA, formado pelas empresas Odebrecht (90%), IMX (5%), de Eike Batista, e AEG (5%), foi anunciado como vencedor na tarde desta quinta (9). Procurado pelo G1, o grupo informou que não vai se posicionar sobre a decisão.
A ação civil pública do MP-RJ foi ajuizada em 9 de abril pela 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital. A decisão da juíza viu "a presença de ilegalidades que contaminam a licitação em apreço", como diz o texto da liminar.
O MP-RJ, por meio do do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, no dia 3 de maio, havia recorrido da decisão do Tribunal de Justiça, que manteve a licitação para a concessão do Complexo do Maracanã.
No dia 10 de abril, a promotoria havia conseguido uma liminar suspendendo a abertura dos envelopes com as propostas para administrar o estádio, depois de entrar com uma ação civil pública demonstrando irregularidades no processo licitatório. A liminar, no entanto, foi cassada pela presidente do TJ, desembargadora Leila Mariano, e o processo de licitação foi concluído na quinta-feira (9).
Vencedor
O Consórcio Maracanã SA venceu a licitação por decisão unânime da Comissão de Licitação, que considerou o grupo habilitado. Nenhum recurso foi apresentado pelo concorrente, o Consórcio Complexo Esportivo Cultural do Rio de Janeiro.
Essa foi a terceira fase da licitação para a concessão realizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul.
Reabertura
O estádio foi parcialmente reaberto no dia 27, para um evento-teste. Com presença de comitiva liderada pela presidente Dilma Rousseff, cerca de 25 mil pessoas — 30% da capacidade final — assistiram a um espetáculo de luzes e som antes da vitória dos Amigos de Ronaldo por 8 a 5 sobre os Amigos de Bebeto, com direito a dois gols do Fenômeno, um deles após um "elástico", drible que lembrou os bons tempos do craque.
Do lado de fora e até dentro do estádio, manifestantes se mostraram contrários à privatização do estádio. Durante o jogo, policiais chegaram a usar bombas de efeito moral para dispersar um protesto de um grupo que é a favor da permanência do antigo Museu do Índio ocupado por indígenas. No novo projeto, o atual espaço dará lugar a um museu olímpico.
 COPY  http://g1.globo.com/

Protesto de professores na Av. Paulista tem confronto com PMs

Protesto de professores na Av. Paulista tem confronto com PMs (Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo) Protesto de professores na Av. Paulista tem confronto com PMs
  • Vídeo mostra manifestante agredindo PM
  • AO VIVO: saiba como está o trânsito em SP 0/05/2013 17h18 - Atualizado em 10/05/2013 19h33

    PMs e manifestantes entram em confronto na Avenida Paulista

    Confusão começou após assembleia de professores da rede estadual.
    Grupo descontente cercou carro de som onde está diretoria do sindicato.

    Do G1 São Paulo
    189 comentários
    Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)
    Manifestantes e policiais militares entraram em confronto na tarde desta sexta-feira (10) na Avenida Paulista, na altura do Masp. A confusão começou após a assembleia de professores da rede estadual de ensino decidir encerrar a greve da categoria. Os professores estavam em greve desde 22 de abril. Descontente com o encerramento, um grupo colocou fogo em objetos na calçada do Vão Livre do Masp e na pista do sentido Consolação.
    Os professores da rede estadual de ensino suspenderam a greve após votação feita durante a assembleia. Alguns manifestantes não concordaram com a decisão e fecharam os dois sentidos da avenida por volta das 17h.
    Eles também jogaram garrafas de água, papéis e outros objetos no carro de som onde estava a diretoria do sindicato. A revolta, entretanto, não provocou espanto em Maria Izabel Noronha, presidente da Sidicato Nacional dos Professores (Apeoesp)."Toda a greve é assim. É um grupo que se põe desta forma e não temos como mudar isto."
    Para ela, os manifestantes descontentes representam uma minoria, e fazem parte de uma ala radical. "Eles falam em democracia, mas quando suas ideias não são aceitas, mantém este tipo de comportamento. Lamento que até mesmo uma parte do sindicato esteja fazendo isso. Sempre foi assim, não tenho medo deles", assevera.
    Policiais militares cercaram o veículo onde estavam os integrantes da diretoria. Houve empurra-empurra entre os PMs e os manifestantes. Alguns policiais usaram cassetetes para tentar dispersar pessoas que fechavam os dois sentidos da via.
    Às 17h45, os dois sentidos da avenida estavam liberados para o trânsito, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os manifestantes que não concordavam com o fim da greve caminhavam na Rua da Consolação em direção ao Centro.
    Pontos da negociação
    Segundo a presidente, 60% dos grevistas votaram pelo fim da greve. Ela fez uma reunião com integrantes da Secretaria Estadual da Educação que, segundo ela, acatou algumas das reivindicações.
    Entre as decisões está a diminuição do tempo que professores temporários precisam permanecer fora do cargo após término do contrato. Os professores temporários também não precisarão mais passar por outra avaliação contratual além da avaliação de qualidade feita pela secretaria. "Não tinha mais motivo em continuar uma greve com a participação de só 10% da categoria", afirmou Maria Izabel.
    O sindicato marcou outra reunião com a secretaria na próxima semana para discutir outras reivindicações. Aproximadamente duas mil pessoas se concentravam no local por volta das 16h, de acordo com a Polícia Militar.
    Em nota enviada no iníco da noite desta sexta, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), informou que o secretário Herman Voorwald recebeu novamente representantes da entidade e reafirmou a eles que acompanhará no próximo semestre o comportamento da economia para avaliar com o Governo do Estado a possibilidade de mais avanços na atual política de valorização dos profissionais da Educação.
    Manifestantes brigam durante protesto na Avenida Paulista; confusão começou com o fim da greve (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)Manifestantes brigam durante protesto na Avenida Paulista; confusão começou com o fim da greve (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)
    Reivindicações
    Tramita na Assembleia Legislativa uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total. A categoria reivindica um reajuste salarial de 36,74%.
    De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um professor que leciona para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio, com uma jornada de 40 horas semanais, recebe, por exemplo, um salário-base de R$ 2.088,27. Com o aumento, passará a receber R$ 2.257,84 em 2013. Em 2014, quando deverá ser concedido novo reajuste de 7%, os vencimentos desse professor chegarão a R$ 2.415,89. Com os novos valores, o salário dos professores de educação básica II será, ainda de acordo com a pasta, 44,1% superior ao piso nacional, que é de R$ 1.567.
    A secretaria reiterou que o governo de São Paulo “cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público.” A pasta informou também estar “à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.”
    COPY  http://g1.globo.com/

"É bom ver a luz após tantos dias", diz jovem resgatada em Bangladesh

BANGLADESH ACIDENTE


Nova Délhi, 10 mai (EFE).- A jovem resgatada nesta sexta-feira dos escombros do complexo têxtil que desabou em 24 de abril perto de Daca, capital de Bangladesh, tragédia que já deixou mais de 1 mil mortos, afirmou sentir-se feliz por voltar a "ver a luz", informou a imprensa local.
"É bom ver a luz após tantos dias", disse Reshma, de 19 anos, no hospital militar ao qual foi levada, onde os médicos declararam que não há risco de morte, segundo os jornais bengaleses "The Daily Star" e "Bdnews24".
Membros da equipe de resgate socorrem nesta sexta-feira uma mulher encontrada com vida entre os escombros do complexo têxtil que desabou em 24 de abril perto de Daca. EFE
Membros da equipe de resgate socorrem nesta sexta-feira uma mulher encontrada com vida entre os escombros do complexo têxtil que desabou em 24 de abril perto de Daca. EFE
COPIADO  http://www.efe.com

Army Leaders: Sequestration Could Hurt Fight Against Sexual Assault

May 10, 2013 7:00am
gty john mchugh raymond odierno ll 130508 wblog Army Leaders: Sequestration Could Hurt Fight Against Sexual Assault
(Image Credit: Alex Wong/Getty Images)
The secretary of the Army and the Army chief of staff have told senators that sequestration could hurt efforts to deal with sexual assaults within their branch of the military.
In a written statement submitted to the Senate Armed Services Committee on April 23, Army Secretary John McHugh and Army Chief of Staff Gen. Raymond Odierno said the across-the-board budget cuts mandated as part of the sequester could hurt their Sexual Harassment/Assault Response and Prevention Program “from slowing hiring actions, to delaying lab results which hinders our ability to provide resolution for victims.”
A Defense Department study released Tuesday showed there were 3,374 reports of sexual assault made in 2012, and DOD estimated a total of 26,000 instances of unwanted sexual contact occurred.
The Army has had the highest rate of victims reporting sexual assault compared to active duty military service among the five branches, at least since 2007.
In their oral testimony in April, the Army leaders stressed the importance of working with soldiers from their first days in the service through the rest of their military careers to ensure they see sexual harassment and assault as serious problems.
“It is just about constantly talking about this problem and constantly ensuring that people understand we are going to take this seriously. And it’s as frustrating to all of us, I know, as it is to you, senator,” Gen. Odierno told Senator Kay Hagan. “I wish I had a better answer for you frankly.”
The statement from April said the Army planned to add 829 full-time military and civilian sexual assault response coordinators and victim advocates to combat the problem within the branch.
Wednesday the Army Secretary told the Senate Armed Services Committee that the Army faces $7.6 billion in sequestration cuts between April and September. Gen. Odierno said that in part has left them with a $13-billion budget shortfall and requested Congress delay the cuts for the Army for “later years.”
“We are sacrificing readiness to achieve reductions inside the short period of the fiscal year. And unfortunately, readiness can’t ever be bought back, because there’s a time component of readiness,” he said. “It’s just not the size of the cuts but it’s the steepness of the cuts required by sequestration, especially close in, which make it impossible to downsize the force in a deliberate, logical manner that allow us to sustain the appropriate balance between readiness, modernization and end strength.”
Army Public Affairs Officer Lt. Col. S. Justin Platt told ABC News Thursday that despite sequestration, “the Army will continue provide care, support and treatment for” victims of sexual assault.
Lawmakers met with members of the Obama administration at the White House Thursday afternoon to discuss how to combat sexual assault in the military going forward.
COPY  http://abcnews.go.com/

Guatemala's Rios Montt found guilty of genocide

Guatemala leader guilty of genocide New

A court in Guatemala finds former military leader Efrain Rios Montt guilty of genocide over massacres against indigenous group in the early 1980s.

Bedfordshire child cruelty hoarders get suspended sentence

Hoarders sentenced for child cruelty

 

Scales of JusticeHoarders sentenced for child cruelty

A couple whose home was so filled with junk there was nowhere to eat except on the stairs are given suspended prison sentences for child cruelty.
A couple who filled their home with junk have been given suspended prison sentences for child cruelty.
Ambulance worker Duncan Scott, 47 and partner Claire Anderson, 46, were told by an Old Bailey judge they were lucky not to be going to jail immediately.
The pair, from Bedfordshire, pleaded guilty to four charges of child cruelty by providing inappropriate living conditions for four children.
It is thought to be the first prosecution of its kind in Britain.
The court heard there were piles of clothes in the bedrooms and toys and other items from car boot sales all over the house.
'Socialised at boot sales' Police and social workers who went to the three-bedroom terraced property found the children, all aged under 16, were eating their meals on the stairs because the kitchen was so cluttered.

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The lower bunk bed could not appear to be seen. There was nowhere to eat food other than on the stairs”
Judge John Bevan
Charles Ward-Jackson, prosecuting, said the house was "extremely untidy" but he accepted it was clean.
The couple's behaviour was criticised by social workers but this was ignored.
Judge John Bevan said despite money problems they spent all they had at car boot sales.
"She shows a number of characteristics common in individuals who hoard, frequently shopping, visiting car boot sales on a weekly basis," the judge said.
"She seems to have spent a lot of time socialising at them in order to give her a social life."
Bozzie Sheffi, representing Anderson, said her client suffered from depression and was physically exhausted.
'Dreadful photographs' Judge Bevan sentenced the couple to six months in jail, suspended for two years, and ordered them to do 150 hours of unpaid work each.
He said to the couple, who had been on bail: "You can count yourselves fortunate you are leaving by the same door you came in.
"The evidence demonstrates you were slovenly. The photographs are dreadful.
"The lower bunk bed could not appear to be seen. There was nowhere to eat food other than on the stairs."
He told Scott: "As an ambulance technician, you should have known better."
And he told Anderson: "The children were unkempt and untidy. Despite claiming you were suffering depression, you were not prevented from going to car boot sales and making the situation worse and worse."
The problem of hoarding has been highlighted by television programmes featuring individuals and families whose homes have been filled up with possessions, often leaving them unable to move properly around their homes or sleep in their beds.
COPY  http://www.bbc.co.uk/news/uk-

Abu Qatada 'would return to Jordan'

10 May 2013 Last updated at 22:50 GMT

Abu Qatada 'would return to Jordan'Abu Qatada

Radical cleric Abu Qatada will voluntarily return to Jordan if its government ratifies a treaty drawn up with the UK government, his lawyer tells a court.

Abu Qatada 'would return to Jordan'
Keith Vaz MP: "Let's agree it quickly, we could do this in a couple of hours in the House of Commons"

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Radical cleric Abu Qatada would return to Jordan voluntarily if the country ratified a treaty drawn up with the UK government, the Special Immigration Appeals Commission (Siac) has heard.
The treaty deals with the use of evidence obtained by torture.
Abu Qatada's lawyer, Edward Fitzgerald QC, told the court of the decision during the cleric's bail hearing.
David Cameron said he would be "one of the happiest people in Britain" if Abu Qatada were to leave voluntarily.
Abu Qatada faces terrorism charges there after being convicted in his absence in 1999 and sentenced to life imprisonment.
It is on these charges that, under Jordanian law, he faces a retrial. But his lawyers claim he would not get a fair trial because the evidence against him comes from people who were tortured into implicating him.
He has never been charged with an offence in the UK, although the government has been trying to deport him for almost eight years, during which time he has been in and out of jail.
Prime Minister Mr Cameron said: "We have a fully worked-out plan to get this man out of our country, and if he goes of his own accord, frankly, I'll be one of the happiest people in Britain."
The cleric is currently in prison after being arrested in March for allegedly breaching his strict bail conditions.
Last year, Siac, which adjudicates on national security-related deportations, ruled Abu Qatada should not be removed from the UK because of fears that evidence obtained through torture would be used against him in Jordan.
The government lost an appeal against the ruling and it also failed in its bid to get the case referred to the Supreme Court.
Treaty signed Home Secretary Teresa May said she was subsequently applying directly to the Supreme Court for permission to challenge the ruling.
Last month, the government signed a mutual assistance treaty with Jordan - including guarantees on fair trials.
Six home secretaries have battled to banish Abu Qatada - and the cleric has fought and fought and fought.
So make no mistake, today's statement in open court that he may now be prepared to leave is something that many in government thought they would never hear.
The reason for this major development is simple.
Abu Qatada's willingness to go comes down to the strength of legal guarantees in an extensive UK-Jordan treaty signed in March - guarantees that make it harder for him to win a deportation appeal.
The document provides very clear and unambiguous assurances of fair treatment and a trial in Jordan free of evidence extracted by torture. It goes much further than a previous deal with the UK.
And that's what his legal team have always argued: Live up to what we tell other nations - only deport people back to countries that respect basic human rights.
Mrs May says she believes the treaty will provide the courts with assurance that Abu Qatada would face a fair trial in Jordan.
Mr Fitzgerald told the court there had been a "development" in the form of the treaty being signed.
"That treaty is clearly designed to meet the requirements laid down by Mr Justice Mitting as to evidence admissible at a retrial, if there is a retrial.
"If and when the Jordanian parliament ratifies the treaty, Mr Othman will voluntarily return to Jordan."
Abu Qatada is also known as Omar Othman.
Robin Tam QC, appearing in court for the home secretary, said the treaty would be laid before the Jordanian parliament within the next few weeks, and the UK side of the process should be finished by late June.
Police raid Jordan's information minister Mohamed al-Momani has said he expects his government to ratify the treaty, saying it deals with far-ranging judicial cooperation between the two countries, which goes beyond the individual case of Abu Qatada.
He also said Jordan's prime minister and his cabinet are discussing the text dealing with judicial procedures between Jordan and the UK.
The treaty would then be sent to Jordan's 150-seat elected lower house of parliament. There, a special committee will examine the treaty's legal aspects. Afterwards, it will be dispatched to the full lower house for discussion, a vote and adoption.
Mr al-Momani said it would be "difficult" to put a timeframe on the process.
Security minister James Brokenshire said: "The home secretary's focus remains on seeing Abu Qatada returned to Jordan at the earliest opportunity. We continue to pursue this case before the courts and to work with the Jordanian government to achieve this."
Shadow home secretary Yvette Cooper said: "This could be very good news if it means Abu Qatada returns to Jordan as soon as possible - as we all agree he should stand fair trial there so justice can be done.
"Abu Qatada should have made this decision a long time ago as this legal process has dragged on far too long. We will watch the next steps closely until he departs, but I hope this saga can now be brought to an end."
Theresa May Theresa May signed the fair trial guarantee treaty with Jordan in March
The Siac court also heard on Friday that Abu Qatada's house was searched on 7 March.
Police found 17 mobiles in his house, six of which were switched on. They also found three USB sticks, an SD card, five digital media devices and 55 recordable CDs or DVDs.
Abu Qatada was arrested shortly afterwards.
Mr Fitzgerald told the court on Friday that his client should be released on bail, adding: "There comes a point when detention goes on for too long."
The hearing has been adjourned until 20 May, meaning Abu Qatada will remain in a high security jail until then.
Meanwhile, following a series of raids in London - including the one at Abu Qatada's home - police in Copenhagen arrested and charged a man but will not say who he is or what he is charged with.
Scotland Yard alerted the Danes as part of its probe into whether the preacher published extremist material online while on bail.
Although Scotland Yard has not revealed the full nature of its investigation, the BBC has obtained new documents which were recently published in the preacher's name on Islamist websites.
 COPY  http://www.bbc.co.uk/

Ohio authorities: Ariel Castro is girl's father

Ohio suspect confirmed as girl's father

Ariel Castro. Photo: 9 May 2013

The man accused of holding three women hostage for at least a decade fathered the child rescued with them, authorities confirm, citing a DNA test.


The BBC visits Lorain Avenue in Cleveland to find out how the missing girls cases impacted a community
Ariel Castro, the man accused of holding three women hostage for about a decade in Ohio, fathered a child who was also rescued from his house, US authorities have confirmed.
He has been charged with the kidnap and rape of Amanda Berry, 27, Gina DeJesus, 23 and Michelle Knight, 32.
A DNA test proved Ms Berry's six-year-old daughter, born in captivity, was his child, investigators said.
The four were rescued on Monday when Ms Berry escaped and raised the alarm.
Meanwhile, on Friday Ms Knight returned home from hospital, the last of the three to do so.
Ohio prosecutors have said they plan to seek aggravated murder charges that could carry the death penalty against Mr Castro, 52. The charges relate to alleged forced miscarriages.
'Torture chamber' On Thursday, Cuyahoga County prosecutor Tim McGinty said the murder charges were based on evidence from Ms Knight that Mr Castro had impregnated her, then physically abused and starved her to induce five miscarriages while she was being held captive.
Lillian Castro: "My son is sick and I have nothing to do with what my son did"
"This child kidnapper operated a torture chamber and private prison in the heart of our city," Mr McGinty said.
Earlier that day, Mr Castro had appeared in court in Cleveland, but did not enter a plea.
He is charged with four counts of kidnapping, covering the three initial abduction victims and the young girl, named Jocelyn, who was apparently conceived and born in captivity.
The former school bus driver also faces three counts of rape, one against each woman.
Bail was set at $8m (£5.1m), meaning he will remain in custody.
He has been placed on suicide watch and will be kept in isolation, his court-appointed lawyer Kathleen DeMetz told reporters.
According to CBS News, Mr Castro confessed to his crimes in a long, hand-written letter found in the house, which investigators believe may have been intended as a suicide note.
In the 2004-dated letter, he said he had been raped as a child by a relative, a law enforcement source told the US network.
Prosecutor Brian Murphy: "Mr Castro stands before you a captive"
Mr Castro reportedly called himself a "sexual predator", but he also asked to donate all his money to his victims after his death.
Ariel Castro's two brothers, Pedro and Onil, also appeared in court on unrelated minor charges. They had been arrested, but police found no evidence linking them to the crime.
The three women were all abducted after accepting rides from Mr Castro, according to a leaked police report.
They told officials they could only remember being outside twice during their time in captivity.
Cleveland City Councilman Brian Cummins said the women had told police they had only gone as far as a garage on the property, disguised in wigs and hats.
Mr Cummins, citing police information, said the victims had been kept apart inside the house until their captor felt he had enough control to allow them to mingle.
Ms Berry, whose disappearance in 2003 the day before her 17th birthday was widely publicised in the local media, returned to her sister's home on Wednesday.
A few hours later, Gina DeJesus, who went missing in 2004 at the age of 14, was also brought home.
COPY  http://www.bbc.co.uk/

U.N. Rights Chief Urges Faster Action to End Fighting in Syria

U.N. Rights Chief Urges Faster Action to End Fighting in Syria

Navi Pillay, the high commissioner for human rights, said she feared that international outrage had been numbed by two years of conflict.


GENEVA — Navi Pillay, the top United Nations human rights official, called Friday for “much greater urgency” in efforts to end the conflict in Syria, saying massacres carried out in recent days should spur international action.
“The increasingly brutal nature of the conflict makes international efforts to halt the bloodshed imperative,” Ms. Pillay, the high commissioner for human rights, said in a statement in Geneva. Efforts by the United States and Russia to convene an international conference on ending the two-year civil war announced this week are welcome, Ms. Pillay said, “but we need a much greater sense of urgency.”
Ms. Pillay drew attention to images of piles of bodies, including infants and small children, that purport to show the killing of dozens of civilians by pro-government militiamen in the village of Bayda and elsewhere in the Baniyas area this month. She said she believed that war crimes and crimes against humanity had been committed.
She also warned that a buildup of government forces and militia troops in the western Qusayr area near the border with Lebanon appeared to presage a government offensive and that residents were fleeing out of fear of further massacres. “We’re worried too,” said Rupert Colville, a spokesman for Ms. Pillay. “These kind of killings have not been a one-off; they’ve been repeated very savagely.”
Ms. Pillay’s statement reflected concern that the tepid international response to reports of the Bayda massacre showed that outrage outside Syria was fading under the relentless barrage of horror stories from the country.
“There needs to be a careful investigation of each and every incident like this,” Ms. Pillay said of the latest massacre reports. “We should not reach the point in this conflict where people become numb to the atrocious killing of civilians.”
United Nations investigators are receiving consistent testimony that government forces are deliberately targeting hospitals, pharmacies, bakeries, schools and other sources of life-sustaining support, and that they are shelling and rocketing civilian areas regardless of whether they had a minimal or heavy rebel presence, she said.
“But the disgraceful disregard for the protection of civilians is not restricted to the government side,” she added. “The scope of violations by antigovernment armed groups has also increased alarmingly.”
Opposition attacks in Damascus, the Syrian capital, have killed and wounded dozens of civilians, she said, and abductions by the radical Nusra Front appear to be increasing. She expressed particular concern about reports that some rebel fighters are forcing women into marriage.
The British prime minister, David Cameron, echoed some of Ms. Pillay’s sense of urgency after meeting with President Vladimir V. Putin of Russian on Friday.
"We urgently have to do more for the sake of people in Syria to break the vicious cycle that threatens to destroy Syria and that threatens to export violence and extremism around the world,” Mr. Cameron said after the meeting in Sochi, Russia, which will be the site of next year’s Winter Olympics. “As the president said, these have been good talks, purposeful talks. I believe we’ve made some real progress." 
He suggested that there had been progress toward a reconciliation with Russia on how to secure an end to the bloodshed.
“It’s no secret that we have had differing views on how best to handle the situation but we share fundamental aims: to end the conflict, to stop Syria fragmenting, to let the Syrian people choose who governs them and to prevent the growth of violent extremism,” he said.
He added, “The president and I have agreed that as permanent members of the U.N., we must help to drive this process, working with partners in the region and beyond, not just bringing the regime and opposition together at one negotiating table, but Britain, Russia, America and other countries helping shape a transitional government that all Syrians can trust to protect them.”
But Mr. Putin, who has insisted repeatedly that any change in power must be determined by the Syrian people, said only that there was agreement on wanting “a swift end to the violence and the start of a peace process and we both want to preserve Syria’s territorial integrity and sovereignty.”
Russia’s emphasis on preserving Syria’s soverignty has been a consistent refrain in its opposition to military intervention in the Syrian conflict and its opposition to any Western-led effort to remove Mr. Assad from power; Russia has instead insisted that the two sides negotiate a settlement.
Mr. Putin allowed that at Mr. Cameron’s “initiative,” they had “discussed the possible scenarios that could bring about positive development of this process, and examined the possible joint steps we could take.”
David M. Herszenhorn contributed reporting from Moscow.

  COPY  http://www.nytimes.com

Bangladesh Exults as Garment Worker, Against All Odds, Is Pulled From Rubble

‘Save Me!’ Spurs a Rescue 17 Days After Bangladesh Collapse

Rescuers working in the rubble of the toppled garment factory on Friday said they spotted a pipe moving and heard a woman crying out for help.

Agence France-Presse — Getty ImagesRescue in Bangladesh: How a woman trapped beneath the rubble of a collapsed building in Bangladesh was able to survive for over two weeks before being rescued.
DHAKA, Bangladesh — A woman trapped for 17 days beneath the rubble of a collapsed building on the outskirts of Dhaka was discovered alive on Friday and then rushed to a nearby military hospital after rescuers pulled her free.
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The woman, whose name is Reshma, had apparently been in the basement of the building, possibly in a Muslim prayer room. Rescuers, speaking live on national television from the wreckage site in Savar, said they were clearing debris on Friday afternoon when they saw a pipe moving. It turned out to be Reshma, shaking the pipe from below, trying to gain attention.
“Save me!” rescuers say they heard her shouting.
The stunning discovery transformed what had been an especially gloomy day in the recovery effort, as the death toll pushed past 1,000 victims. More than 3,000 people were believed to be working at five clothing factories in the building, Rana Plaza, when it collapsed on the morning of April 24 in what is now considered the worst disaster in the history of the garment industry.
Reshma’s rescue was broadcast on television across Bangladesh. She was wearing a purple and red salwar kameez as she was removed from the rubble. One of the rescuers, a soldier with the Bangladeshi Army, told television crews that Reshma had discovered food and water that had lasted until two days ago
Another rescuer, Lieutenant Colonel Moazzem, told Bangladesh’s state news agency that he and another soldier discovered Reshma after cutting a hole to the basement.
“I told her, ‘Mother, don’t be afraid, we are here to rescue you,’ ” said Colonel Moazzem, according to the agency. “Would you like a drink of water?” He told reporters that Reshma was given saline and biscuits before rescuers removed her from the wreckage.
Ali Ahmed Khan, director general of the Bangladesh Fire Service, said Reshma was apparently inside a Muslim prayer room, which had oxygen and enough clear space for her to stand up.
Prime Minister Sheikh Hasina was rushing to the military hospital where Reshma is being treated.
Days earlier, rescuers had given up any hope of finding more survivors and had started using heavy machinery to more quickly clear debris from the site. Before Friday, the last survivor was thought to have been a woman named Shaheena; rescuers spent more than 20 hours on April 28 trying to save Shaheena before a fire broke out, killing her. The authorities have said more than 2,000 people were rescued or escaped on their own.
Mr. Khan, the fire service director general, said work crews would “for the time being” suspend the use of heavy machinery and resume rescue searches in the remaining rubble.
“We are very delighted,” said Mr. Khan, noting that rescuers had taken pains to work carefully in case someone was still alive. “The army and fire service has been working very, very cautiously.”
The rescue brought to mind a similar scene from Haiti in 2010 when a 16-year-old girl was plucked from beneath the rubble of a collapsed house 15 days after a deadly earthquake struck outside Port-au-Prince. A Haitian man, who was buried in the rubble of a market, was found 27 days after the quake. Rescue workers said it was very rare for people trapped in rubble to survive beyond six days without food or water.
The death toll, now at 1,021, has been rising quickly in recent days, and will probably keep climbing, as work crews are now removing rubble from some of the most heavily damaged sections of the building.
Located in an industrial suburb of Dhaka, the capital, Rana Plaza exemplified many of safety problems plaguing the garment industry in Bangladesh, the world’s second-leading garment exporter, trailing only China. The authorities in Bangladesh now say the building was illegally constructed, with permits obtained through political influence. The owner, Sohel Rana, now in jail, was illegally adding upper floors to the structure at the time the building collapsed, officials said.
The accident has intensified pressure on global brands and retailers that buy clothing from factories in Bangladesh to take action to improve worker safety. In November, at least 112 workers died in a fire at the Tazreen Fashions factory, which was producing clothing for Sears, Walmart and other global brands and retailers. Earlier this week, a smaller factory fire killed at least eight people.
The Rana Plaza disaster led to nationwide mourning in Bangladesh as well as outrage because it appears that the accident could have been averted. A day before the collapse, an engineer examined cracks in the structure and warned Mr. Rana, as well as owners of the garment factories, that the building was unsafe and should be closed. Instead, workers were told to come to their factories the next morning, and not long after the shifts began, the building collapsed. 
 Julfikar Ali Manik reported from Dhaka and Jim Yardley reported from New Delhi.
COPY  http://www.nytimes.com

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