Câmara deve votar hoje projeto que amplia terceirização; ENTENDA Saiba o que muda se lei for aprovada. Cunha diz que projeto será votado nesta seman

Câmara deve votar hoje projeto que amplia terceirização; ENTENDA
Saiba o que muda se lei for aprovada.
Cunha diz que projeto será votado nesta seman

Projeto de lei da terceirização deve ser votado nesta terça; entenda

Projeto não estabelece limites ao tipo de serviço que pode ser terceirizado.
Saiba o que muda se lei for aprovada e quem é a favor e quem é contra.

Marta Cavallini Do G1, em São Paulo
A Câmara dos Deputados deve iniciar nesta terça-feira (7) a votação do projeto de lei 4330/2004, que regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho. Se aprovado, será encaminhado diretamente para votação no Senado.
O projeto tramita há 10 anos na Câmara e vem sendo discutido desde 2011 por deputados e representantes das centrais sindicais e dos sindicatos patronais. Ele prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade e não estabelece limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização. Além disso, prevê a forma de contratação tanto para empresas privadas como públicas.
Representantes dos trabalhadores argumentam que a lei pode provocar precarização no mercado de trabalho. Empresários, por sua vez, defendem que a legislação promoverá maior formalização e mais empregos.

O que é terceirização?
Na terceirização uma empresa prestadora de serviços é contratada por outra empresa para realizar serviços determinados e específicos. A prestadora de serviços emprega e remunera o trabalho realizado por seus funcionários, ou subcontrata outra empresa para realização desses serviços. Não há vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das prestadoras de serviços.

Atualmente, é a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determina que a terceirização no Brasil só deve ser dirigida a atividades-meio. Essa súmula, que serve de base para decisões de juízes da área trabalhista, menciona os serviços de vigilância, conservação e limpeza, bem como “serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador”, “desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta” do funcionário terceirizado com a empresa contratante.
Quais os pontos polêmicos da proposta?
O PL 4330/04 envolve quatro grandes polêmicas, que têm causado protestos das centrais sindicais: a abrangência das terceirizações tanto para as atividades-meio como atividades-fim; obrigações trabalhistas serem de responsabilidade somente da empresa terceirizada – a contratante tem apenas de fiscalizar; a representatividade sindical, que passa a ser do sindicato da empresa contratada e não da contratante; e a terceirização no serviço público. Já os empresários defendem que a nova lei vai aumentar a formalização e a criação de vagas de trabalho.
O que diz o projeto de lei 4330
O que muda na prática
O contrato de prestação de serviços abrange todas as atividades, sejam elas inerentes, acessórias ou complementares à atividade econômica da contratante.
Proposta permite que qualquer atividade de uma empresa possa ser terceirizada, desde que a contratada esteja focada em uma atividade específica. Segundo o relator, o objetivo é evitar que a empresa funcione apenas como intermediadora de mão de obra, como um “guarda-chuva” para diversas funções.
A empresa contratante é subsidiariamente responsável pelas obrigações trabalhistas dos funcionários da prestadora de serviços/devedora.
O terceirizado só pode cobrar o pagamento de direitos da empresa tomadora de serviços quando a contratada não cumpre as obrigações trabalhistas e após ter respondido, previamente, na Justiça. Ou, quando a empresa contratante não fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas pela prestadora de serviços. A contratante terá de fiscalizar mensalmente o pagamento de salários, horas-extras, 13º salário, férias, entre outros direitos.
A administração pública pode contratar prestação de serviços de terceiros, desde que não seja para executar atividades exclusivas de Estado, como regulamentação e fiscalização.
A administração pública pode contratar terceirizados em vez de abrir concursos públicos e será corresponsável pelos encargos previdenciários, mas não quanto às dívidas trabalhistas. Sempre que o órgão público atrasar sem justificativa o pagamento da terceirizada, será responsável solidariamente pelas obrigações trabalhistas da contratada. O texto proíbe, porém, a contratação de empresa terceirizada por pregão eletrônico se o valor destinado à mão de obra ficar acima de 50% do valor total do contrato de prestação de serviços.
O recolhimento da contribuição sindical compulsória deve ser feito ao sindicato da categoria correspondente à atividade do terceirizado e não da empresa contratante.
Os terceirizados não serão representados por sindicados das categorias profissionais das tomadoras de serviços. O argumento é que isso favorecerá a negociação e a fiscalização em relação à prestação de serviços.
O que pode ser terceirizado?
O projeto de lei amplia a terceirização para a atividade-fim, ou seja, a atividade principal. Atualmente, por exemplo, uma empresa de engenharia não pode contratar um engenheiro terceirizado, mas o serviço de limpeza pode ser feito por um prestador de serviço. Da mesma forma montadoras não podem terceirizar os metalúrgicos, e os bancos, os bancários, por serem funções para atividades-fim. Hoje só é permitido terceirizar as atividades-meio ou apoio das empresas, ou seja, pessoal da limpeza, recepção, telefonia, segurança e informática, por exemplo.

Quem responde pelos direitos trabalhistas?
O projeto propõe que a responsabilidade da empresa contratante pelo cumprimento dos direitos trabalhistas do empregado terceirizado, como pagamento de férias e licença-maternidade, seja subsidiária, ou seja, a empresa que contrata o serviço é acionada na Justiça somente se forem esgotados os bens da firma terceirizada, quando a contratada não cumpre as obrigações trabalhistas e após ter respondido, previamente, na Justiça. Ao mesmo tempo, a empresa contratante poderia ser acionada diretamente pelo trabalhador terceirizado, mas apenas quando não fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada.
No caso da responsabilidade subsidiária, o terceirizado só pode cobrar o pagamento de direitos da empresa tomadora de serviço após se esgotarem os bens da terceirizada. Já na solidária, como é atualmente, o terceirizado pode cobrar tanto da empresa que terceiriza quanto da tomadora de serviços.

A empresa contratante terá de fiscalizar mensalmente o pagamento de salários, horas-extras, 13º salário, férias, entre outros direitos.

Quem irá representar esses trabalhadores?
Outra questão se refere à representação sindical, se fica a cargo da categoria da empresa contratante ou da empresa prestadora de serviços. No setor bancário, por exemplo, os terceirizados não serão representados pelo Sindicato dos Bancários, que teriam mais poder de negociação. Portanto, o terceirizado que trabalha num banco, por exemplo, não usufruiria dos direitos conquistados pela classe bancária.

A proposta prevê que os empregados terceirizados sejam regidos pelas convenções ou acordos trabalhistas feitos entre a contratada e o sindicato dos terceirizados. As negociações da contratante com seus empregados não se aplicariam aos terceirizados.

Defensores argumentam que isso aumentará o poder de negociação com as entidades patronais, bem como será favorecida a fiscalização quanto à utilização correta da prestação de serviços.

Críticos apontam que ao direcionar a contribuição ao sindicato da atividade terceirizada e não da empresa contratante, o trabalhador terceirizado será atrelado a sindicatos com menor representatividade e com menor poder de negociação.

Terceirização no serviço público
Também está previsto no projeto que a administração pública poderá contratar terceirizados, desde que não seja para executar atividades exclusivas de Estado, como regulamentação e fiscalização. Assim, a administração direta e indireta poderá recorrer à forma de contratação de prestadores de serviços, no lugar de abrir concursos públicos.

Para defensores, isso significa que a administração pública é solidariamente responsável quanto aos encargos previdenciários (órgão pode ser acionado como corresponsável na Justiça), mas não quanto às dívidas trabalhistas. E o projeto se limita a empresas públicas e sociedades de economia mista, como Petrobras, Correios e Caixa Econômica Federal.

Críticos argumentam que a democratização do ingresso no serviço público por meio de concurso publico vai acabar, que a qualidade do serviço público a ser prestado poderá piorar com a contratação de prestadoras de serviços em qualquer atividade, pois não haverá como avaliar a competência dos funcionários, e a retirada de responsabilidade do órgão do pagamento das dívidas trabalhistas, isentando-a dos prejuízos, prejudicará os trabalhadores.

Quem é contra e quem é a favor?
A proposta divide opiniões entre empresários, centrais sindicais e trabalhadores. Os empresários argumentam que o projeto pode ajudar a diminuir a informalidade do mercado. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a lei pode representar a geração, no futuro, de 700 mil empregos/ano em São Paulo e mais de 3 milhões no Brasil.
Já os sindicatos representantes dos trabalhadores acreditam que a aprovação do projeto de lei pode levar a uma precarização das condições de trabalho. Entre as queixas mais recorrentes daqueles que trabalham como terceirizados estão a falta de pagamento de direitos trabalhistas e os casos de empresas que fecham antes de quitar débitos com trabalhadores.
Entre as entidades que estão a favor do projeto de lei estão as Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Comércio (CNC), da Agricultura (CNA), do Transporte (CNT), das Instituições Financeiras (Consif) e da Saúde (CNS), além do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por assinatura, cabo, MMDS, DTH e Telecomunicações (Sinstal) e Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark).
Entidades sindicais representantes dos trabalhadores como a CUT, a Força Sindical, sindicatos dos bancários de todo o país e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também são contra a aprovação do PL 4330.
O relator do projeto, o deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA), defende que é preciso e permitir a terceirização para qualquer atividade, desde que a empresa contratada seja especializada na execução do serviço em questão. Dessa forma, uma montadora de automóveis, por exemplo, poderia contratar várias empresas responsáveis pela montagem dos diferentes componentes de um carro.
Sandro Mabel, autor do projeto e deputado até janeiro deste ano, justifica as mudanças pela necessidade de a empresa moderna ter de se concentrar em seu negócio principal e na melhoria da qualidade do produto ou da prestação de serviço. Para ele, ao ignorar a terceirização, os trabalhadores ficaram vulneráveis, por isso, as relações de trabalho na prestação de serviços a terceiros demandam intervenção legislativa urgente, no sentido de definir as responsabilidades do tomador e do prestador de serviços e, assim, garantir os direitos dos trabalhadores.
Estimativas
O Ministério do Trabalho não tem números oficiais de terceirizados no país. De acordo com um estudo da CUT em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o total de trabalhadores terceirizados em 2013 no Brasil correspondia a 26,8% do mercado formal de trabalho, somando 12,7 milhões de assalariados.

Os estados com maior proporção de terceirizados, segundo o estudo, são São Paulo (30,5%), Ceará (29,7%), Rio de Janeiro (29,0%), Santa Catarina (28%) e Espírito Santo (27,1%), superior à média nacional de 26,8%.

Já de acordo com o Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem), com apoio da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), a terceirização empregava, em 2014, 14,3 milhões de trabalhadores formais no país. O setor é composto por 790 mil empresas, que faturam R$ 536 bilhões ao ano. Os dados foram coletados de 60 entidades representativas do setor.

Argumentos das centrais sindicais
Ainda de acordo com um estudo da CUT em parceria com o Dieese, o trabalhador terceirizado tem maior rotatividade no mercado. Eles permanecem 2,6 anos a menos no emprego do que o trabalhador contratado diretamente e têm uma jornada de 3 horas semanais a mais. Além disso, recebem em média salários 24,7% menores, e a cada 10 acidentes de trabalho fatais, oito ocorrem entre trabalhadores terceirizados, devido à falta de treinamento e investimentos em qualificação.
Direitos assegurados aos trabalhadores dentro do PL 4330
Empresa contratante não pode colocar terceirizados em atividades distintas das que estão previstas no contrato com a empresa prestadora de serviços.
A empresa contratante deve garantir as condições de segurança e saúde dos trabalhadores terceirizados.
Quando for necessário treinamento específico, a contratante deverá exigir da prestadora de serviços a terceiros certificado de capacitação do trabalhador para a execução do serviço ou fornecer o treinamento adequado antes do início do trabalho.
A contratante pode estender ao trabalhador terceirizado os benefícios oferecidos aos seus empregados, como atendimento médico e ambulatorial e refeições.
A empresa prestadora de serviços que subcontratar outra empresa para a execução do serviço é corresponsável pelas obrigações trabalhistas da subcontratada.
O contrato entre a contratante e a terceirizada deve conter a especificação do serviço e prazo para realização (se houver). A prestadora de serviços (contratada) deve ainda fornececer comprovantes de cumprimento das obrigações trabalhistas para a empresa contratante.
 copiado  http://g1.globo.com

Dilma diz que redes sociais têm sido palco de discriminação e preconceito Presidente discursou nesta terlça (7) durante evento no Palácio do Planalto. Ela defendeu que haja tolerância e respeito entre os usuários da internet.


  Redes são palco de preconceito, afirma Dilma (G1)

ofensas na web
Redes são palco de preconceito, afirma Dilma
Ela lançou pacote contra violações.
07/04/2015 12h44 - Atualizado em 07/04/2015 12h44

Dilma diz que redes sociais têm sido palco de discriminação e preconceito

Presidente discursou nesta terlça (7) durante evento no Palácio do Planalto.
Ela defendeu que haja tolerância e respeito entre os usuários da internet.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília

  A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (7) durante o lançamento de ações de combate à violação de direitos humanos na internet que as redes sociais têm sido usadas como “palco” para publicações de mensagens de discriminação e preconceito.Na avaliação da presidente, algumas pessoas têm usado a liberdade de expressão no ciber espaço para desrespeitar as pessoas. No discurso, ela defendeu que haja tolerância es respeito entre os usuários.
“No Brasil, as redes sociais têm sido placo de manifestações de caráter ofensivo, preconceituoso, discriminatório e de grave intolerância, escondidas no anonimato que as redes sociais permite ou o distanciamento que promovem. Algumas pessoas se sentem à vontade para expressar todo tipo de agressão e mentiras, de ferir a honra e a dignidade de outras pessoas”, disse a presidente.
“Como extensão da nossa vida real, o mundo virtual, a internet deveria também ser regida pelas mesmas regras éticas, comportamentais e de civilidade que nós queremos que ocorram na sociedade, no nosso dia a dia. No entanto, não é isso que vem ocorrendo”, completou.
Ações
O pacote de ações lançado nesta terça prevê três “eixos” para as medidas que serão adotadas no combate à violação de direitos humanos na internet, como a pornografia infantil, discriminação, homofobia, racismo e preconceito contra a mulher.
Entre as ações, estão o lançamento de um portal por meio do qual será possível denunicar violações de direitos na web; divulgação de dicas de segurança para os usuários da rede mundial de computadores; e parcerias com empresas para fazer com que o ambiente virtual seja “livre de violações”.
Segundo o governo, 85,9 milhões de brasileiros têm acesso à internet, o que faz com que o país ocupe o terceiro lugar no ranking mundial de acesso à rede. “Se cada usuário fizer sua parte, a internet se tornará um lugar ainda melhor, e é o que queremos” diz a propaganda institucional do governo.
Estas ações constarão de portaria assinada nesta terça pelos ministros Ideli Salvatti (Direitos Humanos), José Eduardo Cardozo (Justiça), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres), Nilma Gomes (Igualdade Racial), Renato Janine Ribeiro (Educação) e Ricardo Berzoini (Comunicações).
copiado  http://g1.globo.com/politica

Saúde Há uma doença que está a travar a ação dos jihadistas


16:39 - 07 de Abril de 2015


Chama-se Leishmaniose e provoca úlceras na pele, febre, perda de glóbulos vermelhos e destruição do fígado. Se não for tratada atempadamente, pode levar à morte. Já foram detetados 100 mil casos.
Mundo
Há uma doença que está a travar a ação dos jihadistas
Reuters
Falta de higiene, poluição e desnutrição. Estão reunidos os requisitos para a propagação da doença que está a levar à morte muitos militares que combatem em prol do Estado Islâmico.
De acordo com o Mirror, foram detetados no Iraque e na Síria 100 mil novos casos de Leishmaniose, uma estirpe provocada por parasitas e transmitida pela picada de certos tipos de iflebotomíneos (insetos).
Esta parece ser a doença que pode travar a ação dos jihadistas, já que leva ao aparecimento de úlceras na pele, febre, perda de glóbulos vermelhos e destruição do fígado. Se não for tratada a tempo, é fatal.
Contudo, os militares do ISIS recusam-se a receber tratamento e levaram mesmo a que profissionais dos Médicos Sem Fronteiras desistissem e fugissem das zonas em conflito.
Raqqa, a capital do califado islâmico, é a região onde o perigo de contrair a doença é mais eminente.
copiado  http://www.noticiasaominuto.com/

PSDB traça plano para capitalizar protestos ( O PSDB, nada fez por Minas leia)

PSDB traça plano para capitalizar protestos

 O governador Fernando Pimentel(foto) disse ontem durante a apresentação dos dados do balanço do governo, que é muito grave a situação financeira de Minas Gerais Já na abertura de sua fala o governador pediu a compreensão dos mineiros para as dificuldades que seu governo vai enfrentar. Um dos convocados por Pimentel para expor a situação do Estado, conforme levantamento feito por uma auditoria, o secretário da Fazendo José Afonso Bicalho afirmou que a situação orçamentária de Minas Gerais vinha se deteriorando há alguns anos. O secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães, garantiu Minas nunca teve "Déficit Zero". Ele apontou problemas em grandes áreas como saúde, educação, segurança pública e gestão de recursos hídricos. O diagnóstico apresentado pelo governador e sua equipe aponta rombo orçamentário de R$ 7,2 bilhões. Segundo Bicalho, nos últimos oito anos a dívida do Estado subiu de R$ 52 bilhões para R$ 94 bilhões. Para apresentar os dados ao povo, o governo criou o hotsite "Diagnóstico MG", que reúne as principais dificuldades da atual gestão, divididas em dez grandes temas. Na área de Gestão e Obras, a situação classificada no hotsite como "no fundo do poço” Magalhães reforçou que a atual gestão não está buscando culpados e que os problemas passíveis de investigação vão ser encaminhados aos órgãos competentes, que agora terão liberdade para atuar.

PSDB tenta se aproveitar dos protestos organizados para o próximo domingo 12 para herdar o sentimento de insatisfação; para isso, começa uma força-tarefa para fortalecer seu papel na oposição, com uma campanha nacional de filiação, que ficará sob o comando do ex-deputado José Aníbal (PSDB-SP), e maior atuação no Congresso, onde pretende protocolar uma proposta de reforma política; presidente da legenda, senador Aécio Neves (PSDB-MG), planeja ir às ruas pela primeira vez a fim de compor o coro pelo impeachment da presidente Dilma; ex-presidente FHC pediu 'oposição nas ruas' em artigo no último domingo
7 de Abril de 2015 às 12:01

247 – O PSDB inicia esta semana um plano para atrair os insatisfeitos com o governo federal e fortalecer seu papel como partido de oposição. Uma campanha nacional de filiação, a ser comandada pelo ex-deputado José Aníbal (PSDB-SP), acontece na esteira dos protestos organizados para o próximo domingo 12, que pedirão o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e pretende gerar uma filiação em massa à legenda.
Outro ponto da estratégia é trocar lideranças nos 200 maiores diretórios municipais que, na avaliação dos tucanos, têm fraco desempenho na formação de bancadas. "Vamos fazer um esforço para dinamizar o partido onde não está dando sinal de vida faz tempo, onde não elege vereadores, deputados e teve desempenho abaixo da média na eleição presidencial", detalhou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).
O partido também pretende protocolar na Câmara seu projeto de reforma política essa semana. Seis propostas englobam o projeto: voto distrital misto, mandato presidencial de cinco anos sem reeleição, fim das coligações proporcionais, contagem de tempo de TV apenas do candidato e vice que compõem a chapa e cláusula de barreira.
Depois de apenas incentivar os críticos ao governo a irem às ruas, Aécio deve comparecer pessoalmente pela primeira vez nos protestos. No último domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo em que defende que "a oposição, além de ir às ruas para apoiar os movimentos populares e reformistas, deve assumir sua parcela de responsabilidade na condução do País para dias melhores".
 copiado  http://www.brasil247.com/pt/

O governador Fernando Pimentel(foto) disse ontem durante a apresentação dos dados do balanço do governo, que é muito grave a situação financeira de Minas Gerais Já na abertura de sua fala o governador pediu a compreensão dos mineiros para as dificuldades que seu governo vai enfrentar. Um dos convocados por Pimentel para expor a situação do Estado, conforme levantamento feito por uma auditoria, o secretário da Fazendo José Afonso Bicalho afirmou que a situação orçamentária de Minas Gerais vinha se deteriorando há alguns anos. O secretário de Planejamento e Gestão Helvécio Magalhães, garantiu Minas nunca teve "Déficit Zero". Ele apontou problemas em grandes áreas como saúde, educação, segurança pública e gestão de recursos hídricos. O diagnóstico apresentado pelo governador e sua equipe aponta rombo orçamentário de R$ 7,2 bilhões. Segundo Bicalho, nos últimos oito anos a dívida do Estado subiu de R$ 52 bilhões para R$ 94 bilhões. Para apresentar os dados ao povo, o governo criou o hotsite "Diagnóstico MG", que reúne as principais dificuldades da atual gestão, divididas em dez grandes temas. Na área de Gestão e Obras, a situação classificada no hotsite como "no fundo do poço” Magalhães reforçou que a atual gestão não está buscando culpados e que os problemas passíveis de investigação vão ser encaminhados aos órgãos competentes, que agora terão liberdade para atuar.
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A morte de um menino e a síndrome de Pilatos da sociedade


  • Comunidade em pauta
    Comunidade em pauta
     A  morte de um menino e a síndrome de Pilatos da sociedade
    Esta semana mais uma vez foi marcada pela dor. Muitas dores, a maior de todas, as mães perderem seus filhos para a insanidade e a violência seletiva de outros homens. Não podemos de maneira alguma mensurar a dor das famílias que, no período de  24 horas, tiveram suas vidas marcadas de forma trágica para sempre.
    Mal digerimos os dez anos da chacina da Baixada, e fomos assaltados pelas notícias das mortes em favelas do Complexo do Alemão. Em um momento em que se pede a redução da maioridade penal, uma criança, um  menino de 10 anos, Eduardo de Jesus Ferreira, é brutalmente assassinado por estar com algo na mão, brincando em um beco. Como diz o MC Raphael Calazans, “o beco é a esquina do asfalto”, ou seja , é nele o ponto de encontro, da paquera, a passagem, isso é favela, o beco é a área de lazer da favela, sempre foi.
    Dava pra ver que se tratava de um menino bem franzino. Mais uma vítima em nossa tão estranha sociedade, que se consterna com maus tratos aos animais, mas não demonstra nenhuma compaixão com crianças pobres e negras, que têm nos becos e vielas das favelas o seu playground.
    Mônica Francisco
    Mônica Francisco
    É preciso com urgência rever as práticas cotidianas do contingente policial nas favelas, onde atuam e lembrando, pagos também com o suor dos trabalhadores do Alemão. Sem dúvida estamos vendo a cada dia que é preciso que haja mudanças contundentes ou teremos um horizonte nebuloso. Não há sequer o direito constitucional à livre manifestação, isso demonstrado na atuação das forças policiais na manifestação pacífica da Sexta-feira Santa e na denúncia de que moradores estavam sendo supostamente  impedidos de descerem para se juntar aos outros moradores presentes ao ato de sábado.
    Não podemos crer que haja de verdade um desejo de promover uma melhor qualidade de vida aos moradores das favelas ocupadas por policiais, em unidades específicas, quando em uma manifestação pacífica de pesar e de dor, há provocação e atitudes violentas por parte da representação armada do Estado.
    Os cidadãos do Complexo do Alemão também pagam impostos, também trabalham e também contribuem para a vida política da cidade e do estado. No tratamento dispensado aos moradores e moradoras do Alemão, principalmente, é entender que se trata de um medieval jogo de punição, suplício e espetáculo, assistido e aplaudido por grande parte da sociedade.
    Um espetáculo que custa caro aos cofres públicos e que se propõe a mudar a usual e histórica prática do estado, de uma economia política de morte, por uma contenção no escoamento de vidas tão jovens e tão preciosas. Sim, porque toda vida é preciosa, mesmo que quem a detenha não tenha consciência disso.
    Que possamos buscar o renascimento de nossa esperança, já que estamos em clima de Páscoa. Que passemos da barbárie seletiva e consentida, de uma sociedade com síndrome de Pilatos, que se omite ante a injustiça, que como disse um importante sacerdote, tem mais de Herodes do que de Jesus, a uma sociedade mais justa e humana.
    Herodes ordenou a morte das crianças e Jesus pediu que elas não fossem impedidas de se achegarem a ele. E assim começamos abril, torcendo por uma semana bem melhor e para que vivamos dias melhores.
    "A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos de Resistência, à GENTRIFICAÇÃO e ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO e à REMOÇÃO!"
    *Membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.(Twitter/@ MncaSFrancisco) 
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Operação Zelotes: um grande escândalo, uma pequena repercussão. Suposta fraude em impostos tem cifras bilionárias, que deveriam ir para saúde e educação, mas não ganha destaque.

  • Operação Zelotes: um grande escândalo, uma pequena repercussão

     CONCLUSÃO:

    “Escândalos que vêm do setor público, como a Operação Lava Jato, não perdem o protagonismo na grande mídia”. “Mas quando as suspeitas recaem sobre empresas privadas, o caso vira coadjuvante e merece menos destaque, mesmo quando o dano é maior e recai sobre o cidadão brasileiro.”

    Operação Zelotes: um grande escândalo, uma pequena repercussão 
  • Suposta fraude em impostos tem cifras bilionárias, que deveriam ir para saúde e educação, mas não ganha destaque.
  • .A Operação Zelotes, que investiga suposto esquema de fraude para sonegação de impostos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), estima que o total  envolvido pode chegar a R$ 19 bilhões. Se confirmado, o valor desviado soma recursos suficientes para criar aproximadamente 18 mil leitos de hospitais ou beneficiar aproximadamente 34 milhões de habitantes com obras de saneamento.  Só para se ter uma ideia, recente projeto de construção de hospitais públicos no Rio Grande do Sul, somando mil leitos, totalizaria um investimento de R$ 110 milhões, valor que representa aproximadamente um décimo do dinheiro destinado a obras de saneamento para a mesma região que beneficiaria 16 cidades e uma população aproximada de 1,8 milhão de habitantes.
    A comparação fica ainda mais grave quando se analisa a peculiaridade das supostas irregularidades: propinas seriam pagas para reduzir ou eliminar o pagamento de impostos. Impostos que servem justamente para oferecer para a população saúde, educação, transporte, saneamento...
    As possíveis irregularidades que vieram à tona com a deflagração da Operação Zelotes podem lesar o cidadão brasileiro de uma maneira muito mais direta do que qualquer outro escândalo do leque de corrupções que o país tem colecionado. E o prejuízo abrange valores muito maiores do que outros escândalos como o mensalão e a Operação Lava Jato, embora não mereça por parte da grande mídia o mesmo destaque, e nem por parte da sociedade a mesma indignação.
    Um bom exemplo é o visibilidade dada ao fato de a empresa de consultoria do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu ter recebido R$ 39 milhões em sete anos (entre 2006 e 2013). Pois na Operação Zelote, numa única operação o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, teria pago R$ 50 milhões para aliviar uma condenação fiscal de R$ 4 bilhões. Quais dos casos se lê mais na mídia?
    Como se não bastasse, há ainda outras características que chamam a atenção: as multinacionais supostamente envolvidas no escândalo do Carf. Ford, Santander, BankBoston, entre outras, fazem parte da investigação por terem supostamente pago propina para evitar pagar impostos. Paralelamente, acionistas americanos estão entrando na Justiça contra a Petrobras, por prejuízos na bolsa devido ao escândalo na estatal. Agora, qual o prejuízo mais grave do ponto de vista da ética para empresas estrangeiras: um caso de corrupção que impacta nas ações de uma empresa na bolsa - uma operação sabidamente de risco - ou sonegar imposto deliberadamente, dinheiro que deveria ser usado diretamente para benefício da população?
    Vale destacar que duas destas empresas são dos Estados Unidos, país que aplica tradicionalmente fortes punições aos sonegadores, como multas milionárias e até prisões. Um notório exemplo é de Al Capone, gângster que apesar de cometer vários crimes, só foi preso pela polícia dos EUA quando foi flagrado sonegando impostos, em 1931. Será que deve-se evitar sonegar impostos apenas no país deles?
    Os investimentos em ações de empresas, sejam elas privadas ou estatais, são considerados de alto risco e sem garantia de retorno aos investidores, além de sujeitas a diversos fatores, tanto internos quanto externos, sejam eles relacionados à má administração, baixa produção ou especulação pura. Já os impostos pagos funcionam como pagamento, sejam pelo direito de prestar atividades em território nacional ou até mesmo pela ocupação de um terreno. A concessão dada a uma empresa para prestar atividades no país em troca do pagamento de impostos não é, dessa forma, um investimento de risco ou de retorno duvidoso. É uma receita garantida, que é incluída no orçamento do governo.
    conclusão
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Padilha recusou coordenação política, diz líder do PMDB Morre o jornalista Reinaldo Azevedo Porém, continuam cheios de vida Lula, Dilma e o PT, que todos os dias lutam para escapar da mesma artilharia usada diariamente pelo finado Reinaldo Azevedo da finada Veja

Dipp questiona validade da delação de Youssef Zelotes:delação premiada pode complicar Gerdau De acordo com a defesa, a denúncia baseia-se apenas nas palavras de delatores, como Youssef. Clique aqui para ler o parecer de Dipp. Clique aqui para ler o pedido de HC.

 

Dipp questiona validade da delação de Youssef

:
Segundo Gilson Dipp, ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o acordo atual do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato, negociado com o juiz Sergio Moro, é inválido; o motivo: num pacto anterior, de 2003, fechado com o próprio Moro, ele mentiu e omitiu o nome de seu principal cliente: o ex-deputado federal José Janene (PP-PR), réu do chamado mensalão, morto em 2010 por problemas cardíacos; ‘Provas coletadas a partir do acordo são 'imprestáveis’", diz Dipp, que questiona a credibilidade de um delator que, em 2003, mentiu para o próprio Moro; "Uma vez quebrada a confiança, não há mecanismo jurídico ou processual capaz de restabelecê-la", menciona em trecho do parecer; Dipp questiona ainda o fato de Youssef ter permanecido com um imóvel de R$ 3,7 milhões em seu acordo

7 de Abril de 2015 às 05:23

247 – O ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Gilson Dipp questionou a validade do acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato.
Segundo ele, o acordo atual não considera que ele descumpriu um pacto anterior, de 2003, e não tem credibilidade, já que ele omitiu o nome de seu principal cliente: o deputado federal José Janene (PP-PR), réu do chamado mensalão, morto em 2010 por problemas cardíacos. Janene teria sido a ponte do doleiro para ‘entrar’ na Petrobras.
‘Provas coletadas a partir do acordo são "imprestáveis"’, diz Dipp. "Uma vez quebrada a confiança, não há mecanismo jurídico ou processual capaz de restabelecê-la", menciona em trecho do parecer.
Em pedido de habeas corpus, o advogado da Galvão Engenharia, José Luis Oliveira Lima, também questiona o fato de Youssef ter ficado com apartamento avaliado em R$ 3,7 milhões. Segundo os próprios procuradores, imóvel é produto de lavagem de dinheiro desviado da Petrobras.
Leia aqui reportagem de Mario Cesar Carvalho sobre o assunto.
Leia, abaixo, reportagem do Consultor Jurídico:
Delação de Youssef é inválida, afirma ex-ministro Gilson Dipp
Um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal busca anular a delação premiada do doleiro Alberto Youssef, um dos protagonistas da operação “lava jato”, e todas as provas produzidas a partir dos seus depoimentos. Quem assina é o ministro aposentado Gilson Dipp, que deixou em 2014 sua cadeira no Superior Tribunal de Justiça. Ele avalia que, quando um delator quebra as regras do acordo, como Youssef já fez uma vez, o Estado não pode confiar nele de novo, a ponto de aceitar uma nova colaboração.
documento enviado ao STF chama a atenção por ter sido elaborado pelo idealizador das varas especializadas em lavagem de dinheiro no país. Ex-corregedor nacional de Justiça, Dipp presidiu uma comissão de juristas montada no Senado para elaborar anteprojeto de reforma do Código Penal e é autor do livro A Delação ou Colaboração Premiada - Uma análise do instituto pela interpretação da lei (Editora IDP). 
O ministro aposentado escreveu o parecer a pedido do escritório Oliveira Lima, Hungria, Dallacqua e Furrier Advogados, que defende executivos da Galvão Engenharia.
Ele aponta que, em 2003, Youssef prometeu deixar atividades criminosas quando assinou sua primeira delação, no chamado caso Banestado. No ano passado, o juiz federal Sergio Fernando Moro considerou quebrado o acordo, pois o Ministério Público Federal disse que o doleiro continuava atuando na evasão de divisas e lavando dinheiro. Mesmo assim, sete dias depois, o próprio MPF deu uma segunda chance a Youssef, para receber informações sobre a “lava jato”.
Dipp diz que os procuradores da República foram omissos ao ignorar o episódio no documento que oficializou a segunda oportunidade. “Não há, sequer, uma menção à quebra do acordo pela prática de crime posterior.” A informação é importante porque o perfil do delator é um dos critérios que precisam ser levados em conta para a concessão do benefício, conforme o artigo 4º da Lei das Organizações Criminosas (12.850/2013).
“Resta evidenciado que o colaborador não preenche esse requisito, deduzido da própria sentença que o condena, que aferiu negativamente sua personalidade e antecedentes criminais”, afirma o parecer. “A lei deu como pressuposto lógico a sinceridade da intenção das partes de comprometerem-se com os limites da colaboração sem reservas. Principalmente porque a instituição desse mecanismo processual tem enorme repercussão (...) sobre o regime de execução penal e terceiros interessados e/ou atingidos pelo acordo.”
O ministro reconhece que a Lei das Organizações Criminosas não proíbe a segunda chance. Mas defende que outras normas com “parentesco” entre si impõem limites: a Lei Anticorrupção (12.846/2013), voltada para pessoas jurídicas, fixa que novos acordos de leniência só podem ser feitos num intervalo de três anos, mesmo prazo estabelecido pela Lei do Cade (12.529/2011). “A contemporaneidade das leis é evidente. E, assim, a inspiração legislativa não poderia ser diferente quanto à implementação da sanção ao acordante infiel”, diz.
Youssef já havia virado delator em 2003, no caso Banestado, mas descumpriu o acordo. Dipp conclui que a segunda delação premiada “mostra-se imprestável por ausência de requisito objetivo — a credibilidade do colaborador — e requisito formal — omissão de informações importantes no termo do acordo”, tornando “imprestáveis” todos os atos e provas que vieram a partir do que declarou Youssef.  
Despacho ilegal
O acordo mais recente com o doleiro foi homologado em dezembro pelo ministro Teori Zavascki, do STF. Com base no parecer, a defesa do executivo Erton Medeiros Fonseca, diretor da Galvão Engenharia, quer agora que o despacho seja considerado ilegal. “Evidentemente, a homologação do acordo ofendeu o princípio constitucional do devido processo legal e produziu prova ilícita”, alegam os advogados José Luis Oliveira Lima, Jaqueline Furrier, Rodrigo Dall’Acqua e Camila Torres Cesar.
A tese é defendida em pedido de Habeas Corpus apresentado ao presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski. Embora a corte costume rejeitar HCs contra ato de seus próprios membros, os advogados alegam que o Plenário nunca debateu o tema tendo como pano de fundo os autos envolvendo o reconhecimento de uma delação premiada. Também solicitam decisão liminar para a liberdade do cliente.
A defesa questiona ainda termos do acordo que liberaram o uso de bens a familiares de Alberto Youssef, como um imóvel para sua ex-mulher. Os advogados dizem que a medida é ilegal, já que o MPF relaciona o patrimônio do doleiro a desvios na Petrobras e nenhuma lei permite esse tipo de benefício patrimonial.
Erton Medeiros Fonseca está preso em caráter preventivo desde novembro de 2014, quando a “lava jato” teve como alvo representantes de grandes empreiteiras. Ele foi acusado de integrar um “clube” de empresas que fraudaria contratos da Petrobras. De acordo com a defesa, a denúncia baseia-se apenas nas palavras de delatores, como Youssef.  
Clique aqui para ler o parecer de Dipp.
Clique aqui para ler o pedido de HC.

Zelotes:delação premiada pode complicar Gerdau

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Em depoimento na Superintendência da PF em Brasília, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda, confirmou o uso de empresas de fachada e laranjas para vender facilidades no orgão, causando um prejuízo estimado em R$ 19 bilhões, e manifestou interesse em um acordo para redução de pena; disse ainda que era ele quem escrevia os votos que o conselheiro e auditor aposentado da Receita Federal José Ricardo Silva apresentaria no Carf; o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, é suspeito de pagar a maior propina do esquema: R$ 50 milhões para cancelar uma dívida tributária de R$ 4 bilhões 
7 de Abril de 2015 às 05:32

247 - O conselheiro Paulo Roberto Cortez, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda, sinaliza o primeiro acordo de delação premiada na operação Zelotes, da Polícia Federal.
Em depoimento, divulgado pelo “O Globo”, na Superintendência da PF em Brasília, Cortez confirmou o uso de empresas de fachada e laranjas e manifestou interesse em um acordo para redução de pena.
Ele explicou que era ele quem escrevia os votos que o conselheiro e auditor aposentado da Receita Federal José Ricardo Silva apresentaria no Carf. Cortez tem uma empresa com a sócia de José Ricardo, Adriana Ribeiro, para “branquear” pagamentos de clientes pela prática de advocacia administrativa.
A Operação Zelotes fisgou uma quadrilha especializada em vender facilidades no Carf, causando um prejuízo estimado em R$ 19 bilhões. O grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, é suspeito de pagar a maior propina do esquema: R$ 50 milhões para cancelar uma dívida tributária de R$ 4 bilhões. nego
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ALERTA BRASIL PML: terceirização é retrocesso civilizatório ALERTA BRASIL PML: terceirização é retrocesso civilizatório ALERTA BRASIL - Matéria sábia aumenta o capital dos ricos, trazendo mais vantagens, irão rasgar a CLT. Nós não queremos retrocessos nos nossos direitos. Quantos políticos e parentes irão ser beneficiados? Os pobres irão ficar mais pobres. Quanto ao nosso Petróleo seria entregar aos mais ricos e os trabalhadores dependentes e mais escravos e seus direitos sendo violado.

 

PML: terceirização é retrocesso civilizatório

 

"Na melhor das hipóteses, projeto 4330 quer reduzir trabalhador brasileiro a escravo de ganho – aquele que, antes da Abolição, vendia mercadorias na rua e voltava para casa com uns trocados no bolso", diz o jornalista Paulo Moreira Leite, sobre o projeto que amplia as possibilidades de terceirização no mercado de trabalho; "depois de arrematar, na campanha de 2014, a formação do mais conservador Congresso desde a democratização do país, patrocinando candidaturas de acordo com seu feitio e interesse, as grandes empresas instaladas no país estão cobrando a conta", diz ele; leia a íntegra
7 de Abril de 2015 às 07:28

Marcada para hoje, na Câmara de Deputados, a votação do projeto de lei 4330, que permite a terceirização sem limites dos contratos de trabalho, representa um encontro dos brasileiros com sua história. Ao contrário de outros momentos da evolução de um país, porém, desta vez o encontro representa uma tentativa do obrigar o Brasil e os brasileiros a andar para trás.
Na prática a eventual aprovação do 4330 é muito mais do que uma tentativa de abolir uma legislação que assegura um padrão mínimo de direitos a quem, biblicamente, paga o próprio sustento com o suor do rosto. Considerando a importância essencial do trabalho na vida das pessoas e na segurança das famílias, o projeto representa um retrocesso civilizatório. Nem a ditadura militar de 1964, articulada e promovida pelos adversários históricos da Consolidação das Leis do Trabalho, e que assegurava suas vontades com fuzis e canhões, ousou promover um ataque dessa natureza. Como novidade legal, o regime militar a aboliu a estabilidade no emprego, que impedia demissões de quem completava dez anos na empresa. Mas a ditadura criou o FGTS, que permitiu a cada assalariado fazer suas economias e, em caso de demissão, sacar um dinheiro para enfrentar uma maré previsível de dificuldades e até pagar a casa própria. Meio século depois, até a sobrevivência do FGTS está em risco, num jogo de esconde-esconde que envolve as responsabilidades das empresas que irão responder pela contratação dos trabalhadores.
Em 1988, quando o país formulou a Constituição em vigor, o debate envolvia a ampliação de direitos. Ocorreram melhorias parciais mas o processo de criação de outras melhorias foi bloqueado por uma aliança conservadora que se impôs na ultima fase de votação. Agora, quer-se abolir conquistas que contribuíram, decisivamente, para que o país se tornasse uma nação de renda média, com serviços públicos que deixam muito a desejar mas apresentam vantagens reconhecidas em comparação com economias semelhantes. As leis trabalhistas brasileiras tem um elemento insuportável para uma parcela da elite brasileira porque suas leis e benefícios permitem uma espécie de distribuição de renda permanente e institucionalizada, a margem da luta selvagem dos mercados.
Como bem demonstrou o professor Wanderley Guilherme dos Santos, o combate a CLT é a única questão relevante que unificou nossa classe dominante nos últimos 70 anos.
Em 2015, não há exagero em dizer que o principal argumento a favor da terceirização retoma a retórica que permitiu aos escravocratas do século XIX fazer do Brasil o penúltimo país do continente a abolir o cativeiro. Pode ser uma tese deselegante. A lembrança de que fomos um país que por mais de três séculos sobreviveu com a exploração de negros acorrentados nunca será agradável -- mas é indispensável para se entender a cultura do trabalho que permanece no país, e que estará em jogo na votação da 4330.
Dizia-se, nas vésperas do 13 de maio de 1888, que o fim da escravidão iria gerar custos imensos e traumas de diversa natureza a economia, trazendo gastos impagáveis para quem seria obrigado a honrar essa novidade imensa e subversiva que era o salário. O máximo que se admitia, até então, eram os escravos de ganho, uma espécie de terceirizado do século XIX brasileiro. No contexto escravocrata, era um pequeno avanço, vamos combinar. Com cestas e sacos no ombro, eles saíam pelas ruas das cidades para vender produtos do trabalho dos escravos de casa e da fazenda. Como estímulo, tinham direito a embolsar uma pequena parcela daquilo que entregavam na Casa Grande. Numa visão miserável sobre a evolução das sociedades, não se enxergava o progresso permitido apenas a sociedades de homens livres -- seja na economia, na política, na cultura.
O que se diz, agora, é que os custos do emprego formal se tornaram incompatíveis com os investimentos e o crescimento. Sem muitos retoques, o que se quer é o retorno do escravo de ganho. Vamos receber por cocada vendida, por roupa costurada?
Na década de 1990, quando a elite brasileira importou as propostas da contrarevolução conservadora de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, os célebres analistas de recursos humanos diziam que o trabalho de vendedor ambulante, desses que vende guarda-chuva numa barraquinha, podia ser mais conveniente e promissor do que de um operário registrado na industria de automóveis, com férias e 13o. Isso era dito em palestras, reproduzido em jornais e revistas. Era uma forma de sustentar a tese que empregos ruins, mal remunerados, podiam beneficiar um número maior de pessoas, enquanto empregos bons, com benefícios pouco mais do que elementares, estimulavam a preguiça e o comodismo.
A dificuldade, nessa teoria, é que ela é desmentida em todos seus aspectos por fatos ao alcance de todos. Fica difícil sustentar que as leis trabalhistas prejudicam a maioria dos brasileiros quando se verifica que, entre 2003 e 2014, o número de empregos formais passou de 29,5 milhões para 47,5 milhões, conforme dados do RAIS. No mesmo período o desemprego caiu de 12,3% para 5,3% em 2013, o patamar mais baixo já registrado, diz o IBGE.
O aspecto escandaloso do 4330 encontra-se aí. O país sabe, por experiência própria, que não representa nenhum benefício real para a maioria dos brasileiros. A década de 1990, das privatizações e da desregulamentação, também foi o apogeu dessa forma selvagem de terceirização que é a informalidade. A taxa de desemprego aberto saltou de 8,4% em 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, para mais de 12%, um crescimento superior 50%. Embora tenha anunciado o fim da Era Vargas no discurso de posse, FHC enfrentou uma resistência que não permitiu um ataque frontal a CLT, obrigando a um ataque pelas bordas. A economia transformou-se numa máquina de destruição de empregos formais: foram menos 129 339 em 1995, menos 582 000 em 1998, 1menos 98 000 em 1999, informa o Caged. A participação dos salários no PIB caiu três pontos do PIB.
O projeto 4330 não será debatido e quem sabe aprovado por nenhuma causa nobre, nenhuma razão benéfica. Não passa de uma utopia negativa e retardatária, que tem sido critica e abandonada, sistematicamente, pelos países onde a informalidade se tornou a regra. Na conjuntura brasileira, é acima de tudo uma oportunidade econômica, um negócio de ocasião.
Depois de arrematar, na campanha de 2014, a formação do mais conservador Congresso desde a democratização do país, patrocinando candidaturas de acordo com seu feitio e interesse, as grandes empresas instaladas no país estão cobrando a conta. Este ambiente de liquidação explica o esforço para colocar em votação uma proposta vergonhosa.
Do ponto de vista político, nada tão atual para demonstrar a urgência de uma reforma política. Do ponto de vista social, poucas vezes os interesses de pobres e ricos, de trabalhadores e empresários, ficaram tão evidentes. Sem o imenso caixa financeiro do setor privado, autorizado a alugar a democracia a seu prazer e gosto -- e corromper sempre que possível -- a 4330 nunca teria sido mais do que um dos muitos projetos folclóricos que circulam pelo Congresso e ninguém tem coragem de colocar em votação pela certeza do ridículo.
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