Michel Temer abre caminho para interferência editorial na EBC Mídia brasileira construiu narrativa novelizada do impeachment



(este texto contém atualizações)
Michel Temer foi para a China e deixou a caneta presidencial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Coube a ele deixar gravado seu nome num claro enfraquecimento da empresa pública de comunicação do governo federal, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Os governos do PT sempre foram acusados de tentar cercear a mídia e criar veículos chapa-branca para exaltar os feitos de sua administração. O fato é que a primeira medida provisória enviada pelo novo governo ao Congresso abre margem justamente para uma interferência descontrolada do governo na linha editorial e na programação da EBC.
A Medida Provisória acaba com o Conselho Curador da empresa. Trata-se de um grupo formado por 22 pessoas, sendo 15 representantes da sociedade civil e um representante dos servidores da EBC, além de quatro do governo federal, um do Senado e um da Câmara dos Deputados.

“A EBC passa automaticamente de pública a governamental. Esse elemento de gestão que é a existência de um Conselho, onde a maioria é da sociedade, com papel e caráter deliberativo sobre conteúdos e zela pelo principio de comunicação pública na Empresa, como está na Lei. Então você, eliminando essa instância, você passa automaticamente a decisão sobre conteúdo para dentro da EBC”, explica a então presidente do extinto Conselho, Rita Freire – atuante em movimentos sociais feministas e no Fórum Mundial de Mídia Livre, além de integrante do conselho internacional do Fórum Social Mundial.

função desse grupo é clara: “Existe para zelar pelos princípios e pela autonomia da Empresa Brasil de Comunicação, impedindo que haja ingerência indevida do Governo e do mercado sobre a programação e gestão da comunicação pública”.
“Trata-se de um formato democrático que atende à demanda dos movimentos sociais. A partir de agora, a EBC é, sim, chapa branca. Vai ter censura ideológica e regras de comportamento. Isso tira o aspecto democrático da emissora”, avalia a professora da Universidade Federal Fluminense Heloísa Machado, pesquisadora do tema.
Agora, evitar a ingerência caberá pessoalmente a Michel Temer. A MP estabelece que a nomeação dos diretores da empresa – como os de “jornalismo”, “produção” e “conteúdo e programação” – passa a ser atribuição direta dele. Até agora, essa função cabia ao Conselho de Administração da empresa.
“O governo passa agora a decidir sobre o conteúdo dos veículos de comunicação. A EBC veio cumprir a Constituição Brasileira, que determina que a comunicação no país deve ser complementar: a pública, a privada e a estatal. Sendo a estatal as da Câmara e do Senado, que tem obrigação de prestar informações sobre a atividade destes órgãos”, reitera Freire.
Brasília - Ricardo Melo, o presidente da EBC participa de sessão solene em homenagem aos 40 anos da Rádio Nacional FM (Wilson Dias/Agência Brasil)
Ricardo Melo, o presidente da EBC, exonerado do cargo nesta sexta-feira de manhã.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Sobre o Conselho de Administração da EBC, mais uma mudança relevante e que reforça o provável caráter chapa-branca que a empresa assumirá no novo governo. Embora Temer tenha incluído um representante dos trabalhadores (posição extinta com o encerramento do Conselho Curador), ele incluiu mais dois assentos para o governo, com representantes dos ministérios da Educação e da Cultura. Outra mudança simbolicamente relevante é que a indicação do diretor-presidente da empresa passa a ser atribuição de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, área notadamente política do governo. Antes, cabia à Secretaria de Comunicação Social.

Melo exonerado pela segunda vez

A mexida na EBC não parou por aí. No exercício do cargo de presidente, Rodrigo Maia assinou hoje a exoneração de Ricardo Melo da presidência da empresa. Indicado pelo governo Dilma Rousseff, o jornalista, tinha sido exonerado logo no início do governo interino, mas foi recolocado no posto por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal. Agora, volta a ser retirado do comando para dar lugar a Laerte Rímoli, também jornalista e assessor da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) e que assumiu, no fim de 2015, a diretoria de comunicação da Câmara dos Deputados a convite do então presidente Eduardo Cunha (PMDB).
Machado explica que, segundo o regimento, as posses do presidente da República e da EBC não podem coincidir, para que o segundo atravesse pelo menos dois governos, garantindo independência à empresa: “O que fez ao exonerar Ricardo Melo é inconstitucional. Ele está rompendo com a legalidade e abrindo precedente para que os próximos presidentes façam o mesmo”.
Melo vai recorrer novamente ao STF.
ATUALIZAÇÃO: No fim da tarde, o governo voltou atrás e exonerou Laerte Rímoli.
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The Trump Supporter Running Hungary Is Building a Wall to Keep Muslims Out

Robert Mackey

The Trump Supporter Running Hungary Is Building a Wall to Keep Muslims Out

Having successfully hogged the media spotlight for a day with his surprise trip to Mexico City this week, Donald Trump might now be scanning the globe for another foreign capital to visit. If so, don’t be surprised to see Trump Force One landing soon in Budapest, and being greeted warmly by Hungary’s prime minister, Viktor Orban.
Twice in recent weeks, Orban has effectively endorsed Trump, praising the American’s anti-immigrant rhetoric, aimed particularly at Muslims, as in keeping with the Hungarian leader’s own efforts to seal his country’s southern border with a wall and to block the resettlement of Syrian refugees in order “to keep Europe Christian.”
Hungary is even holding a Brexit-inspired referendum on immigration policy next month, which will most likely give Orban’s government a mandate to reject the European Union’s plan to compel the country to accept about 1,200 refugees. And last week, as the Hungarian journalist Szabolcs Panyi noted, the prime minister announced plans to build “a more massive defense system” on Hungary’s border with Serbia to reinforce the tall fence erected last year to block migrants seeking refuge from war and poverty.
Earlier efforts to frighten off migrants with intimidating YouTube videos and scarecrows pinned to the fence have apparently not proved entirely successful.
While their worldviews could hardly be more similar, it was not until July that Orban first made his support for Trump clear, during an address to ethnic Hungarians living in the Romanian region of Transylvania.
“Let me say in the context of this whole migration affair,” Orban said on July 23, “the outcome of the American presidential election is not at all indifferent for us.”
Apparently praising Trump’s dystopian acceptance speech at the Republican convention, Orban explained: “The Republican presidential candidate said yesterday that immigration is a bad thing and it must be stopped; no one can enter America who does not respect the American values, who does not subject himself to the laws, and does not accept the customs they have. Those who fail to do these things should not come, and that is that — this is clear talking.”
By contrast, he said, the current administration in Washington, and the Democratic nominee for president, Hillary Clinton, have a view at odds with his own. “President Obama spoke about this openly at the NATO summit: Everyone who is opposed to immigration was classified as a bad guy,” Orban said. “So the Americans take the view that immigration is not something negative, but something that should be encouraged, and those who fail to see any value in it conjure up the worst examples of the spirit of the twentieth century. The American President said harsh things like this.”
Orban continued by invoking the fear often invoked by white nationalists in Europe and the United States, of being overrun, displaced or subjugated by Muslim immigrants.
“I do not criticize the Americans,” Orban said. “I just want to make clear that what is right in their view destroys us, and I therefore cannot endorse it. The truth is that, from an American viewpoint, I understand that they see something positive in immigration, as this is how the United States came about, but they should see that, in this story, we are the Indians.”
During a visit to Brazil for the closing ceremony of the Olympics, Orban reiterated his support for the Republican candidate, telling Folha de São Paulo: “Trump’s foreign policy would be best for us.” Orban did not mention Clinton by name, but he claimed that “The Democrats think there should be no control of the entry of migrants into Europe, which is very dangerous.”
Trump, he added, “is against the policy of democracy promotion in other countries, and I agree with him.”
Since Orban came to power in 2010, he has bristled against criticism that his government has undermined liberal democracy with attacks on freedom of the press and the independence of the judiciary.
During her tenure as secretary of state, Clinton visited Budapest and expressed concern over the Orban government’s anti-democratic tendencies and disregard for the rights of the Roma minority while standing next to the prime minister.
In 2014, after Orban was reelected, he said his goal was to build “an illiberal state” with a nationalist outlook, praising Russia, Turkey, and China as examples of “successful” nations, “none of which is liberal and some of which aren’t even democracies.”
In May, when Bill Clinton criticized a “Putin-like” Orban for apparently deciding that “democracy is too much trouble,” and turning his country instead into an “authoritarian dictatorship,” the Hungarian prime minister claimed that the former president was merely a puppet of the Hungarian-born philanthropist George Soros.
“Behind the leaders of the Democratic Party we must see George Soros,” Orban said, invoking the man whose efforts to build civil society in his native land have made him Enemy Number One to the ruling party. “The mouth is Clinton’s but the voice is of George Soros.”

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Golpistas governam para o mercado, não para o Brasil


Golpistas governam para o mercado, não para o Brasil

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"Lula diz que um avanço fundamental o seu governo, que permitiu ao Brasil sair do mapa da fome e diminuir a pobreza, a miséria, a desigualdade e a exclusão social no Brasil, foi ter incluído os pobres no orçamento, destinar recursos substanciais para as políticas sociais. O governo golpista quer excluí-los de novo", aponta Emir Sader, sociólogo e colunista do 247; "Uma sociedade não se reduz ao mercado. O mercado só inclui os consumidores, os que possuem poder aquisitivo. É como se a sociedade se reduzisse aos que podem frequentar os shopping centers, numa seleção que só permite o ingresso dos que podem comprar os produtos de luxo vendidos nesses templos do neoliberalismo", analisa

Golpistas governam para o mercado, não para o Brasil

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A desqualificação do Estado serve para a direita estreitar o tamanho do país às dimensões do mercado. Quando diz que a Constituição não cabe no orçamento, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está retomando o velho clichê da ingovernabilidade: os direitos reconhecidos pelo Estado não podem ser atendidos pela economia, sob o risco do fantasma a inflação e do déficit público (o lema do PP, o partido da direita espanhola, em umas eleições anteriores era: não há para todos). Se trata então de voltar a promover o cruel processo de exclusão social, de expulsão de milhões de brasileiros da esfera da cidadania, em que passaram a ser sujeitos de direitos, para povoar de novo o Mapa da fome a que buscam condenar o Brasil.
Um governo com um presidente golpista do PMDB se refere assim à Constituição que Ulysses Guimarães, o mais importante presidente desse partido, assim como presidente da Assembleia Constituinte, chamou de Constituição Cidadã, porque reconhecia direitos negados pela ditadura.
Lula diz que um avanço fundamental o seu governo, que permitiu ao Brasil sair do mapa da fome e diminuir a pobreza, a miséria, a desigualdade e a exclusão social no Brasil, foi ter incluído os pobres no orçamento, destinar recursos substanciais para as políticas sociais. O governo golpista quer excluí-los de novo.
Uma sociedade não se reduz ao mercado. O mercado só inclui os consumidores, os que possuem poder aquisitivo. E' como se a sociedade se reduzisse aos que podem frequentar os shopping centers, numa seleção que só permite o ingresso dos que podem comprar os produtos de luxo vendidos nesses templos do neoliberalismo.
A sociedade está composto por milhões de indivíduos, com suas necessidades e suas identidades. O processo democrático consiste em transforma-los em cidadãos, isto é, em sujeitos de direitos. Foi isso o que aconteceu em escala ampla no Brasil neste século e que as elites querem brecar, porque não suportam que todos tenham acesso a direitos básicos, que elas consideram privilegio seu. Porque direitos para poucos não são direitos, são privilégios.
As elites sempre governaram para poucos, para um 1/3 da população, que são os que lhes interessam como consumidores dos produtos de luxo que lhes interessam vender, como trabalhadores qualificados para suas empresas, o resto é excedente. Por isso o governo golpista pretende usar o desemprego como mecanismo de pressão sobre os salários e como variável de controle da inflação. Se milhões de pessoas diminuem seu poder de compra, diminui a pressão sobre os preços. Ao invés de retomar o desenvolvimento econômico e, com ele, o orçamento dos governos, para atender a mais e mais pessoas, o governo golpista, com seu ajuste, exclui a milhões e milhões de pessoas, as que não cabem no seu orçamento e no mercado.
Mas um ajuste dessas proporções só pode passar com repressão sistemática da resistência da população, que conquistou direitos e que não se resigna pacificamente a voltar à situação de exclusão a que sempre tinha sido submetida. Jovens não aceitam voltar a ser excluídos das universidades, mulheres voltar a ser submetidas a condições ainda mais restritivas no direito ao aborto, trabalhadores terem que sofrer os efeitos de negociações que atropelam a CLT, brasileiros que não tolerarão voltar a perder a democracia, que nos custou tanto para conquistar.
Governar para o mercado é contar apenas com o apoio do mercado, isto é, das grandes corporações, de uma ínfima minoria da população. E' adequar-se às demandas do capital financeiro, o único setor que lucra com a recessão, com o endividamento de governos, de empresas e das pessoas, o que só aprofunda a miséria e a exclusão social. Supõe a blindagem do governo pela mídia monopolista, pelo Congresso eleito pelo poder do dinheiro e pela repressão.
Democracia política só existe com democracia social, que por sua vez, para incluir a toda a população, supõe um modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, como o Brasil teve ao longo deste século. Por isso a luta atual é pela democracia, pelo desenvolvimento econômico e pela inclusão social. Pela derrubada do governo do mercado e pela eleição de um governo que governe para o Brasil.
copiado  http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247

Quase 90% querem eleições já em consulta do Senado

Quase 90% querem eleições já em consulta do Senado

Mídia Ninja / Beto Barata:
A destituição de Dilma Rousseff da Presidência da República na última quarta-feira 31 deu fôlego à proposta de eleições diretas em diversos movimentos sociais e em uma consulta pública do Senado Federal, a partir da PEC 20/2016, de autoria do senador Walter Pinheiro (sem partido-BA); pelos votos apurados no início da noite deste sábado 3, quase 90% dos participantes eram favoráveis a novas eleições presidenciais antes de 2018 (84.144 votos favoráveis e 10.281 contrários à antecipação de eleições); além da consulta, pesquisa Ipsos mostra rejeição de 68% a Michel Temer
3 de Setembro de 2016 às 18:45 //
Jornal do Brasil - A destituição de Dilma Rousseff da Presidência da República na última quarta-feira (31) deu fôlego à proposta de eleições diretas em diversos movimentos sociais e em uma consulta pública do Senado Federal, a partir da PEC 20/2016 (Proposta de Emenda à Constituição). Pelos votos apurados neste sábado (3) às 17h30, quase 90% dos participantes eram favoráveis a novas eleições presidenciais antes de 2018 (77.648 votos favoráveis e 10.087 contrários à antecipação de eleições).
Consulta está aberta à população no site do Senado Federal
 
 
Pela PEC, de autoria do senador Walter Pinheiro (sem partido-BA), atualmente afastado da função para assumir o cargo de secretário de Educação do governo da Bahia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será o responsável pela convocação e regulamentação do plebiscito, ao qual o eleitor deverá responder “sim” ou “não” para a seguinte pergunta: Devem ser realizadas, de imediato, novas eleições para os cargos de presidente e vice-presidente da República?
Link do e-Cidadania na página do Senado Federal
De acordo com a PEC, se o número de votos em favor da realização de novas eleições imediatas for igual ou superior à maioria dos votos válidos, o TSE convocará o novo sufrágio para 30 dias após a proclamação do resultado do plebiscito. Pelo texto, o mandato dos eleitos finaliza em 31 de dezembro de 2018.
A iniciativa do plebiscito segue a mesma linha de proposições elaboradas por um grupo de senadores que, recentemente, apresentou outra proposta, a PEC 20/2016, que prevê novas eleições presidenciais em outubro deste ano. Em consulta no portal do Senado, mais de 80% manifestaram apoio à proposta – 55 mil pessoas já participaram da consulta: 46.552 favoráveis e 9.216 contrários. Os cidadãos podem se manifestar, opinando aqui.
"A consulta no portal funciona como uma espécie de escuta. Pode servir para o Senado se sintonizar com a vontade da população de mudar os rumos da administração. A opinião dos cidadãos pode servir como uma pressão popular, já que muitos senadores disseram que iam esperar a opinião das pessoas para se posicionar", disse Walter Pinheiro.
copiado  http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247

CDS Cristas sem margem para recuar mesmo sem o apoio do PSD Orçamento: CDS apresenta propostas, Passos demarca-se Líder da oposição grega para Passos: "Vamos ser primeiros-ministros"

O Papa manda seu recado O Papa Francisco arranjou, na sua simplicidade, um “jeitinho” de mandar seu recado para o Brasil, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida nos jardins do Vaticano. “Convido-os a rezar para que...

  papagolpe

O Papa manda seu recado vídeo 

O Papa Francisco arranjou, na sua simplicidade, um “jeitinho” de mandar seu recado para o Brasil, na inauguração de uma imagem de  Nossa Senhora Aparecida nos  jardins do Vaticano. “Convido-os a rezar para que...
“Convido-os a rezar para que ela continue protegendo todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste. Que ela proteja os pobres, os descartados, os idosos abandonados, os meninos de rua. Que proteja os descartados que se encontram nas mãos dos exploradores de todo tipo. Que ela salve o seu povo, com a justiça social e o amor de seu Filho, Jesus Cristo”.
Francisco lembrou a que imagem foi resgatada do rio por trabalhadores pobres e  que espera que ela olhe de modo especial, por todos aqueles que precisam de emprego, de educação e por aqueles que estão privados da dignidade.
As reservas do Vaticano como governo golpista, apesar de muitos cardeais de igreja brasileira, logo ficarão evidentes.
copiado  http://www.tijolaco.com.br/blog/

Papa abençoa nos Jardins Vaticanos escultura em homenagem a Nossa Senhora Aparecida - OSS_ROM
03/09/2016 10:54
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco abençoou na manhã deste sábado (03/9), nos Jardins Vaticanos, um monumento em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
Em suas breves palavras espontâneas, o Papa disse:
“Estou contente de que a imagem de Nossa Senhora Aparecida esteja aqui nos Jardins. Em 2013, havia prometido retornar, no próximo ano, a Aparecida. Não sei se será possível. Mas, pelo menos, estou mais próximo dela aqui. Convido-os a rezar para que ela continue protegendo todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste. Que ela proteja os pobres, os descartados, os idosos abandonados, os meninos de rua. Que proteja os descartados que se encontram nas mãos dos exploradores de todo tipo. Que ela salve o seu povo, com a justiça social e o amor de seu Filho, Jesus Cristo”.
Francisco concluiu exortando a pedir a ela, com amor, por todo o povo brasileiro. Ela, recordou o Papa, foi encontrada por pobres trabalhadores; que hoje ela seja encontrada, de modo especial, por todos aqueles que precisam de trabalho, de educação e por aqueles que estão privados da dignidade.
Por fim, o Santo Padre convidou os presentes a rezar a Ave Maria. Depois, pediu que cantassem um canta dedicado a Nossa Senhora Aparecida.
O Papa se despediu dos presentes, - entre os quais se encontravam autoridades civis e religiosas do Brasil, com destaque para Dom Raimundo Damasceno Assis, - concedendo a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)


copiado http://br.radiovaticana.va/news/2016/09/03/papa_aben%C3%A7oa_est%C3%A1tua_de_nossa_senhora_aparecida/1255510

Golpe 16, o livro. À venda no site, as ideias de quem não se vende aos golpistas O 64 de Michel Temer já começa em 1968. Por Jari da Rocha

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A soma das vergonhas – 17 de abril, 12 de maio e 31 de agosto – é proporcional à indignação que sentimos pelo cinismo, tanto da imprensa (e das caras e bocas de jornalistas amestrados), como deste governo deslegitimado pela própria mesquinhez.
Usados como grande desculpa, por mídia e golpistas, o falso clamor das ruas se esfacela diante das mazelas de uma farsa tão mal feita que até o mais afoito paneleiro já se deu conta do papel de otário.
Enquanto estes, envergonhados, se escondem em assuntos de corte e costura, outros vão à luta para reaver o que lhes foi roubado. O voto, os direitos adquiridos e a liberdade plena de ir e vir, de protestar e de exercer sua cidadania de fato.
Observe-se que muitos ainda falam num país dividido como se isso fosse um problema, pois, segundo eles, melhor seria um país unido pela ‘paz’ da ignorância e da passividade.
Esses mesmos que repetiram incansavelmente a ‘ideia’ de que havia uma censura e uma ditadura petista-bolivarista-esquerdista, são os que agora se calam diante dos abusos e da repressão policial.
A repressão é a arma recorrente de golpistas, pois sem legitimidade, não têm o que dizer a não ser negar o golpe e agredir quem diz o contrário. Ditadura, censura de quem, do PT?
Ocorre que mesmo que tentem calar os cidadãos que se expressam nas ruas ou nas redes sociais ou os blogs que descontroem incansavelmente as mentiras propagadas, não será mais possível esconder o que o mundo já sabe e o que mais da metade da população brasileira também sabe. Que é golpe.
A elite tem medo do povo e por isso é agressiva. A repressão que estamos presenciando para tentar eliminar a reação legítima contra o roubo do poder do povo e pelas demais injustiças que já estão na ordem do dia, tem limite.
Por isso, o 64 de Michel Temer começa em 1968.
Porque a repressão inicial de 1964, contra sindicatos, comunistas, petebistas chocava menos, como tudo neste país choca menos quando é no porão.
A classe média, que marchara com Deus pela Família nas ruas de 64, ainda demoraria a sentir os casetetes do golpe.
Naquela edição, o golpe fez sua vítima que se tornou símbolo, quando assassinou o estudante secundarista Edson Luiz. A passeata dos cem mil, no dia 26 de junho de 1968, no centro do Rio de Janeiro, fez a ficha de incrédulos (do golpe) cair, mas também que o governo militar decretasse, meses depois, o AI-5, o mais duro ato institucional contra as liberdades.
Desta vez, no mesmo dia em que a democracia foi golpeada pelos ‘votos’ de 61 senadores, os brucutus já estavam nas ruas “batendo e mandando prender” e novamente um símbolo nos alerta sobre o estado que querem impor.
Débora Fabri, a estudante que ficou cega de um olho, durante protestos no centro de São Paulo, poderia ser esse símbolo, mas, pela disposição violenta deste governo (característica de governos ditatoriais, como este) ainda lhes falta ver um corpo tombar.
Os déspotas de hoje não usam farda e óculos escuros. Enquanto sorriem diante das câmeras, ordenam que o aparato bélico do estado baixe o sarrafo em jovens estudantes, jornalistas, advogados e professores.
Há, no entanto, uma diferença brutal nesses 52 anos. A consciência política, principalmente entre os jovens. Estudar numa faculdade não é mais um privilégio, mas um direito. (Assim como vários outros direitos que foram concedidos ao povo que mais precisa.)
A perda de privilégios sempre aguça o ódio dos mesquinhos.
O erro da direita foi ter deixado um Luiz Inácio mostrar ao povo que é possível viver com dignidade, que a fome era só uma desculpa cretina e que as oportunidades devem ser para todos e todas.
A perseguição a Lula não é à toa. E ele sabe disso mais do que ninguém, por isso deu a senha: “existem milhares de Lula” como uma espécie de procuração da coragem, determinação e consciência política.
A direita tem um problema sério. Eliminar essa praga que se alastra feito epidemia: o legado imaterial de Lula. O Brasil nunca mais será o vira-lata de antes, mesmo que prendam Lula, mesmo que o matem.
Pouco mais de uma década foi suficiente para se ter consciência, pela primeira vez na história desse país, que o Brasil pode ser grande e benevolente com os filhos seus.
Os protestos não vão parar. A cada dia mais e mais pessoas estão indo às ruas para mostrar que não se leva mais, assim na mão grande, a esperança, a liberdade e os direitos de um povo.
O golpe é uma vergonha descarada.
Quanto a Michel, que se tornou o símbolo máximo da traição nacional, o adúltero imoral da democracia, resta-lhe ser escrachado por onde passa, afinal, quem vai confiar num golpista e traidor?
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O 64 de Michel Temer já começa em 1968. Por Jari da Rocha

A soma das vergonhas – 17 de abril, 12 de maio e 31 de agosto – é proporcional à indignação que sentimos pelo cinismo, tanto da imprensa (e das caras e bocas de jornalistas amestrados),...

Golpe 16, o livro. À venda no site, as ideias de quem não se vende aos golpistas

“Quem não anuncia, se esconde”, moral da história de uma das muitas histórias do Millor Fernandes é regra que continua valendo hoje, 60 anos depois  de ele a ter escrito. Então sigo o conselho...
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“Quem não anuncia, se esconde”, moral da história de uma das muitas histórias do Millor Fernandes é regra que continua valendo hoje, 60 anos depois  de ele a ter escrito.
Então sigo o conselho consagrado e coloco à venda aqui o livro Golpe 16, uma coletânea de textos produzidos por blogueiros no fragor da batalha pela manutenção da legalidade democrática.
Tarefa que reúne, em 224 páginas, impressões de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães,Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira , Tarso Cabral Violin e por este autor do Tijolaço , organizados pelo Renato Rovai.
Um livro que gostaríamos de não ter escrito, mas que era e é o dever de quem ama o povo brasileiro e suas liberdades.
O livro estará nas livrarias, nos próximos dias, mas diversos de nós estamos fazendo venda direta nos blogs, porque  isso ajuda a nos manter.
Para isso, basta clicar neste link GOLPE 16- EU QUERO COMPRAR, preencher o formulário e receber, via e-mail, o boleto para o pagamento, pelo mesmo preço das livrarias (R$ 35)  e R$ 7 de remessa postal, valor será igual para quem quiser e puder comprar mais de um para presentear amigos.
Como este blog tem uma equipe formada por um só – eu mesmo – passei a manhã aprendendo a  fazer um formulário de dados para o cadastramento e a emissão de boletos para os leitores, pelo que já peço desculpas pela redução das postagens, que pretendo retomar com mais intensidade agora à tarde.
Quem tiver de escolher entre a contribuição que já dá a este blog e a compra do livro, escolha o livro. É uma maneira de me fazer sentir que dou aos meus leitores algo mais que  meus sentimentos, minhas palavras e  meus pensamentos, gentil significado do cumprimento à moda árabe.
copiado  http://www.tijolaco.com.br/blog/

O jornalismo é a mãe! Temer é um Sarney à procura de um Plano Cruzado. Um perigo Tiranete trapalhão: Governo renomeia Melo e desnomeia Rimoli na EBC

O jornalismo é a mãe!

Um rapagote que funciona na coluna de Lauro Jardim esmera-se, hoje, em fornecer o endereço onde a mãe de Dilma Rousseff tem – “há décadas”, admite ele – um apartamento na Zona Sul do...
Um rapagote que funciona na coluna de Lauro Jardim esmera-se, hoje, em fornecer o endereço onde a mãe de Dilma Rousseff tem – “há décadas”, admite ele – um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro. Dá o endereço e publica foto da portaria.
Certamente, mesmo sendo um imbecil, tem ideia do clima de ódio e radicalização  que existe hoje.
Certamente sabe que expõe, dado o tempo de amebíase mental que vivemos hoje, uma mulher de quase 70 anos e sua mãe, de quase 90, se não mais, a todo tipo de mentecapto.
O menino, já grandinho, que o fez, preserva-se nestes tempos politicamente corretos.
Onde no máximo se discute o Biscoito Globo.
Os mais antigos, como eu, comiam e davam, generosamente, bolachas.

Tiranete trapalhão: Governo renomeia Melo e desnomeia Rimoli na EBC

Mais cedo escrevi  sobre o arreganho de Michel Temer editando uma medida provisória só para poder demitir Ricardo Melo da presidência da EBC e nomear o queridinho de Moreira Franco e Eduardo Cunha, Laerte...

Tiranete trapalhão: Governo renomeia Melo e desnomeia Rimoli na EBC

ebcdoido
Mais cedo escrevi  sobre o arreganho de Michel Temer editando uma medida provisória só para poder demitir Ricardo Melo da presidência da EBC e nomear o queridinho de Moreira Franco e Eduardo Cunha, Laerte Rimoli no lugar.
Deu chabu.
O Diário Oficial tem duas edições hoje.
O número 170 e o número 170 -A.
No primeiro, o mandalete de Temer nomeia Rimoli e defenestra Mello.
Só que alguém correu a avisar que não poderia fazer a violência por medida provisória.
Que ia levar outra traulitada do Supremo.
E saiu outro diário “desnomenando” Rimoli e restabelecendo Melo.
Não, o maluco não sou eu.
Pode olhar nas páginas da Imprensa Nacional o primeiro jornal – aqui – e o segundo, aqui.
Nem para serem perversos e mesquinhos estes caras têm competência?
copiado  http://www.tijolaco.com.br/blog/

EUA Milhares de pássaros apanhados no olho do furacão Hermine A chuva de animais existe mesmo.E há uma explicação científica


Imagens de radar Doppler do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos mostram o fenómeno
O furacão Hermine, que esta semana atingiu os Estados Unidos, apanhou e levou consigo milhares de pássaros do Golfo do México para o sudeste do país. Imagens de radar Doppler do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos mostram o fenómeno.
Este tipo de transporte forçado, que já aconteceu aquando do furacão Arthur em 2014, é um fenómeno apreciado pelos ornitólogos amadores, já que há a possibilidade de espécies raras dos trópicos serem levadas para latitudes superiores.
Por outro lado, as tempestades têm por vezes impactos significativos na mortalidade das aves.
O furacão Hermine perdeu intensidade e passou à categoria de tempestade tropical depois de tocar terra no estado norte-americano da Florida, na sexta-feira, onde causou um morto. As autoridades temem que a tempestade cause mais inundações, enquanto prossegue viagem para norte ao longo da costa leste.
 copiado  http://www.dn.pt/portugal/

PSD Líder da oposição grega para Passos: "Vamos ser primeiros-ministros"

Kyriacos Mitsotakis diz que só uma alternativa de centro-direita pode ajudar a combater o populismo de esquerda, ao qual cola Costa e Tsipras
O líder da oposição grega classificou esta noite o governo de António Costa de "populista", alinhando nas declarações de alguns notáveis sociais-democratas nas últimas semanas, como Paulo Rangel e Miguel Poiares Maduro. Durante um jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Kyriacos Mitsotakis considerou que é "absolutamente fundamental que os partidos de centro-direita [como o PSD e a Nova Democracia] apresentem uma alternativa política que mobilize as pessoas no sentido de rejeitaram os populismos e os nacionalismo como solução."
Kyriacos Mitsotakis alerta que "o populismo não é apenas de direita, também é de esquerda, que é o que existe na Grécia e em Portugal", numa alusão aos governos de António Costa e de Alexis Tsipras. Para o presidente da Nova Democracia, da família política do PSD, "o que acontecer à Grécia e o que acontecer politicamente em Portugal será muito relevante para o resto da Europa", uma vez que acredita que tanto ele como Passos Coelho estão "habilitados a combater o populismo, com razão e seriedade".
O líder da oposição grega mostrou grande cumplicidade com o presidente do PSD e chegou mesmo a dizer: "Acredito vamos ser os dois primeiros-ministros ao mesmo tempo". O PSD está, aliás, a participar no programa de governo da Nova Democracia (que lidera as sondagens na Grécia) e a ex-ministra das Finanças e vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, vai mesmo deslocar-se a Atenas para colaborar com o partido grego.

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PSDPassos afina com Mitsotakis visão que supere "insuficiências" de Costa e Tsipras





Líder do PSD diz ser "muito útil" que a "experiência grega possa ser avaliada aos olhos dos portugueses"
O presidente do PSD, Passos Coelho, esteve esta tarde reunido cerca de meia hora com o líder da oposição grega, Kyriacos Mitsotakis, resumindo no final do encontro que "o que melhor se extrai" da conversa é que "tratando-se ambos de líderes da oposição nos cabe, tanto na Grécia como em Portugal, olhar para o futuro e apresentar uma visão de estratégia para o futuro que possa superar aquilo que são as insuficiências daquilo que são os modelos que estão a ser executados nos dois países".
Passos Coelho afirmou ainda ser "muito importante" contar com Mitsotakis, o líder do partido Nova Democracia, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, já que "para Portugal interessa bastante conhecer o melhor possível a história que se veio desenvolvendo na Grécia, não apenas no passado mais remoto, mas também naquilo que está neste momento a decorrer em termos de ajustamento económico-social e orçamental".
O antigo primeiro-ministro acrescentou ainda ser "muito útil que a experiência grega possa também a ser avaliada aos olhos do portugueses" e confessou que trocou também "algumas impressões sobre a situação europeia e a importância que nesse contexto o Partido Popular Europeu pode ter no sentido de responder ao novo contexto das circunstâncias que decorrem da saída do Reino Unido na União Europeia".
Passos conversou ainda com Mitsotakis sobre "as reformas que é preciso fazer para que quer a União Económica e Monetária, quer a UE no seu conjunto, possa vencer estes populismo emergentes e ao mesmo tempo satisfazer aquilo que são as expetativas dos cidadãos europeus."
Passos disse ainda que o PPE é "uma plataforma de partidos que oferecem nesta altura uma visão mais inconformada e que melhor pode liderar essa reforma europeia que é tão necessária para superar bem as dificuldades sobretudo políticas que decorreram da saída do Reino Unido União Europeia."
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Sánchez dá a entender que irá tentar reunir apoios para investidura Depois das tentativas falhadas de Rajoy, volta a falar-se na possibilidade de um acordo entre PSOE, Podemos e Ciudadanos



Depois das tentativas falhadas de Rajoy, volta a falar-se na possibilidade de um acordo entre PSOE, Podemos e Ciudadanos


Sánchez, na sexta-feira, durante a investidura falhada de Rajoy
Depois das tentativas falhadas de Rajoy, volta a falar-se na possibilidade de um acordo entre PSOE, Podemos e Ciudadanos
Pedro Sánchez começou a abrir o jogo, deixando pistas sobre o que lhe vai na mente. O secretário-geral do PSOE deixou ontem um apelo aos "partidos da mudança" para que procurem chegar a um acordo "de forma a acabar com o fracasso do governo de Mariano Rajoy". Depois da investidura falhada do líder do Partido Popular, Sánchez mostra-se disposto a liderar um executivo "limpo, social e justo", dando a entender que irá procurar reunir apoios para tentar uma investidura como primeiro-ministro.
Ainda assim, o secretário-geral dos socialistas não desvendou quais são os partidos que pretende seduzir e, segundo o jornal ABC, "evitou o contacto com os jornalistas para não ter de responder a perguntas".
A matemática, no entanto, não ajuda as pretensões de Sánchez. Pablo Iglesias e outros dirigentes da coligação Unidos Podemos, por diversas vezes, já desafiaram o líder do PSOE a procurar uma plataforma alternativa a Rajoy. Mas, mesmo que Sánchez aperte as mãos com Iglesias, a soma daria apenas 156 deputados e ficariam a faltar 20 para a necessária maioria absoluta. Mais uma vez Albert Rivera pode ser a variável chave para resolver a equação. Os votos favoráveis do Ciudadanos garantiriam o sucesso de uma eventual tentativa de investidura de Pedro Sánchez.
O casamento entre PSOE e Ciudadanos está longe de ser impossível, até porque os dois partidos chegaram a assinar um acordo de investidura quando Sánchez, na sequência das eleições de 20 de dezembro, aceitou submeter-se à votação no Parlamento. Mais difícil é imaginar Iglesias e Rivera a apertarem as mãos, mas em política não há impossíveis.
Depois de Sánchez ter ontem dado a entender que pretende procurar uma solução alternativa, Iglesias não perdeu tempo a dar um primeiro passo rumo a uma aproximação a Rivera. "Ciudadanos e Podemos não podem governar juntos, mas poderíamos pedir o apoio de Rivera a um governo nosso com o PSOE", afirmou o líder da coligação de esquerda.
Segundo o El Mundo, várias fontes socialistas indicaram que nos próximos dias Pedro Sánchez procurará conversar por telefone com Rivera e Iglesias para avaliar a viabilidade dessa opção.
Na semana passada, Rivera afirmou que está disposto a perder toda a sua credibilidade pelo bem de Espanha. Resta saber se o líder do Ciudadanos entenderá que, para o bem do país, é melhor um governo do PSOE com o Podemos do que um regresso às urnas.
Outra possibilidade de Sánchez, caso fracasse o acordo a três entre PSOE, Ciudadanos e Podemos, é procurar apoio junto dos partidos regionais com pretensões independentistas. Do ponto de vista político essa é uma solução mais complicada. As forças regionais dificilmente darão o sim ao PSOE sem a garantia de poderem realizar referendos sobre a soberania das suas regiões. Esse cenário colocaria em causa a integridade territorial de Espanha e essa é uma linha vermelha que os socialistas não podem arriscar pisar.
As próximas semanas serão determinantes para perceber o que poderá acontecer, principalmente tendo em conta que a 25 de setembro haverá eleições regionais na Galiza e no País Basco. Um mau resultado do PSOE pode enfraquecer Pedro Sánchez e baralhar as negociações de apoios.
Ontem, José Luis Zapatero, ex-primeiro-ministro socialista, veio mais uma vez apelar a um acordo entre partidos. "Fazer um pacto não significa atraiçoar. Antes de convocar novas eleições, é preciso apelar à responsabilidade dos partidos", sublinhou o ex-chefe de governo, numa mensagem que o El País interpreta como um recado a Pedro Sánchez e como um apelo para que os socialistas se abstenham numa eventual nova tentativa de investidura de Mariano Rajoy.
O que fará o rei? De acordo com o El Mundo, é possível que Felipe VI não volte a chamar os líderes partidários para uma nova ronda de consultas e decida ficar à espera que alguém se apresente com os apoios necessários para uma investidura.
Caso nenhum candidato consiga ser investido até 31 de outubro, o rei Felipe VI será obrigado a dissolver o Parlamento e a convocar novas eleições, que seriam as terceiras em apenas um ano. Pelos prazos constitucionais, a consulta popular deveria ser a 25 de dezembro, mas prevê-se que os partidos cheguem a um acordo para encurtar a campanha eleitoral e realizar as eleições no dia 18.


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Mais quatro colégios em risco de fechar e já há cinco em 'lay-off'


Ainda à espera de validação de turmas, escolas mais pequenas estão em risco. Colégios GPS estão a reduzir horários e salários




2016-09-04

Mais quatro colégios em risco de fechar e já há cinco em 'lay-off'



Colégio D. João V é um dos afetados pelo lay-off


Ainda à espera de validação de turmas, escolas mais pequenas estão em risco. Colégios GPS estão a reduzir horários e salários
Há mais quatro colégios em risco de fechar esta semana e que ameaçam processar o Estado se tiverem que o fazer. A decisão está dependente da aprovação das turmas de continuidade que pediram ao Ministério da Educação e que a uma semana do início das aulas estão por decidir. Existem ainda outros "quatro ou cinco colégios do grupo GPS" que estão já em regime de lay-off, ou seja, a reduziram o horário e, consequentemente, o salário aos professores e funcionários.
Ao DN, o conselho de administração do grupo, confirma o processo e responsabiliza o Estado, embora não confirme o número de escola abrangidas, indicação que foi dada por Manuel Bento, do movimento Defesa da Escola Ponto. "As escolas com contrato de associação têm óbvia necessidade, e até o dever, face ao incumprimento dos contratos por parte do Estado, e da consequente diminuição abrupta de receitas, de tentar preservar o maior número possível de postos de trabalho", apontam os responsáveis do GPS. Um processo de ajustamento "da estrutura das escolas à nova realidade decidida unilateralmente pelo atual governo", acrescentando que as escolas recorreram ao lay-off na expectativa "de que a decisão do Governo seja anulada pelos tribunais". Garantem ainda que o critério que está a ser aplicado é o da "equidade de horas entre todos os docentes" e quando tal não é possível são atribuídas mais horas aos que têm mais anos de serviço.
Os privados que estão a fechar ou em risco são aqueles que perderam o financiamento das turmas de início de ciclo e que começaram a ver recusadas as de continuidade (6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 12.º anos) porque têm menos alunos que o limite previsto na lei - 26.
Ontem, no DN, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, já justificava que estas eram turmas que não eram aprovadas no público e que também não o seriam no privado, por não cumprirem os mínimos legais.

Os colégios que vierem a fechar vão processar o Estado por incumprimento dos contratos



Os colégios que vierem a fechar vão processar o Estado por incumprimento dos contratos e pedir compensações pelos danos do encerramento da atividade, confirmaram ao DN a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) e o movimento Defesa da Escola Ponto. "Todos os estabelecimentos irão acionar o Estado judicialmente. Os lesados não vai prescindir dos seus direitos e a associação naturalmente prestará todo o apoio no sentido de garantir que os danos causados por este incumprimento dos contratos sejam indemnizados", garante a AEEP, lamentando que só agora estejam a ser validadas e recusadas turmas.
Foi o que aconteceu ao Instituto São Tiago, em Proença-a-Nova, que soube na quinta-feira que três turmas foram recusadas por terem apenas 7, 9 e 10 alunos. Este corte acabou por levar o instituto a decidir, nesse dia, a fechar portas.
"Há um conjunto enorme de colégios que ainda não têm turmas validadas. E no caso dos mais pequeninos, diria que estaremos a falar de três, quatro colégios que durante a próxima semana podem fechar", admite Manuel Bento, sem revelar as instituições em causa, para não as pressionar. Também a AEEP não quis revelar os casos e disse preferir aguardar pela anúncio dos próprios.
O responsável do movimento explicou apenas que "estamos a falar dos colégios mais pequenos, como o São Tiago, que tinha apenas 60 alunos. Por exemplo, ainda ontem [na sexta-feira] me telefonou um desses diretores que não tinha ainda turmas aprovadas e que ia passar o fim de semana a estudar a forma de defender a aprovação das mesmas junto do ministério".
A estes casos de encerramento mais iminente juntam-se "alguns que até deviam fechar já mas vão fazer um esforço grande para continuar, pelo menos mais este ano, mas sem turmas de início de ciclo é uma morte anunciada". Manuel Bento não tem dúvidas que os colégios que agora fecharam - Ancorensis, em Caminha, e São Tiago, em Proença-a-Nova - e os que estão em risco muito provavelmente iam encerrar em 2018, quando chegassem ao fim os contratos assinados em 2015, e que segundo os colégios previam a abertura de turmas de início de ciclo (5.º, 7.º e 10 anos) todos os anos, mas que o governo entende que apenas previam a continuidade dos ciclos iniciados em 2015.
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