O bobo de um bilhão de dólares A hipocrisia é a a irmã siamesa do moralismo. Quando o irmão entra em cena, ela chega com a imensa prole: o santarrão, o “tolinho”, o distraído, o “espero que a Justiça cumpra seu... Temer quer anular delação de Odebrecht, diz Folha

hipocrisia é a a irmã siamesa do moralismo. Quando o irmão entra em cena, ela chega com a imensa prole: o santarrão, o “tolinho”, o distraído, o “espero que a Justiça cumpra seu...A hipocrisia é a a irmã siamesa do moralismo.

Quando o irmão entra em cena, ela chega com a imensa prole: o santarrão, o “tolinho”, o distraído, o “espero que a Justiça cumpra seu papel” e outros tantos.
A partir disso é que se deve analisar o suposto conteúdo das declarações de Marcelo Odebrecht, evidentemente que vazadas e traduzida na versão dos advogados de Michel Temer presentes ao interrogatório.
As expressões pinçadas da fala de quatro horas, porém, nos dão a pista do papel que, depois de quase dois anos de cadeia, o herdeiro de Emílio Odebrecht se dispôs a fazer.
Melhor ainda se prestarmos atenção a um singelo parágrafo do que publicaram Bela Megale, Mario Cesar Carvalho e Walter Nunes, em junho passado na Folha, um mês após a subida de Michel Temer ao poder, tratando do que eles chamam de súbita “conversão” do empresário:
Marcelo era inicialmente contra a colaboração, mas dobrou-se às evidências apresentadas por seu pai, Emílio Odebrecht: ou delata ou o grupo quebra. As dívidas chegam a R$ 90 bilhões. Finalmente ele topou.
Ele topou, exatamente porque não é bobo e sabe como funcionam as cortes, inclusive e principalmente o velho adágio: “Rei Morto, Rei Posto”.
Ponha-se o estimado leitor e a atenta leitora no lugar do mais verde advogado e saberá, de imediato, a quem deve ser apontado o dedo e quem deve ser “aliviado”, em troca do “topar”.
Porque não há conversão, como num milagre de fé.
O que há são negociações para firmar um acordo que, como todo acordo, é feito para satisfazer interesses. As declarações de fé ficam pela pitada romântica que os folhetins devem ter, como aquela fala de outro “convertido”, Paulo Roberto Costa – a quem agora o MP quer anular a delação, por achar que ele seguiu escondendo dinheiro –  ao dizer-se “enojado” com a sua própria roubalheira.
Haverá “danos colaterais” no governismo, é inevitável na avalanche de dinheiros que sempre rolou – e e muito preferencialmente para a a direita – nas campanhas políticas, nas caixas 1 e 2. ‘Mamãe” Hipocrisia, Michel Temer e todos os outros vão dizer que era tudo legal e contabilizado.
Mas o grosso da artilharia será voltado para atingir os governos de Dilma e Lula, mesmo que com histórias absolutamente inverossímeis como a tal de ter havido um acerto com o Refis de 2009 e que a contrapartida por ele tenha se dado só em 2014.
O Refis de 2009, para quem não se lembra, foi uma das medidas tomadas para permitir que as empresas abaladas pelo “tsunami” de 2008 e muita gente “boa” se beneficiou dele para isso e para outras coisas. A Globo, por exemplo, para acertar as contas daquela famosa sonegação dos direitos de transmissão da Copa de 2002, a do “processo desaparecido” na Receita. Na lei brasileira, mesmo que você tenha sonegado abertamente, extingue-se o processo se o sonegador paga a dívida, deixa de ser crime…
Por isso, ontem, antes do vazamento do depoimento de Marcelo Odebrecht, escrevi que o país não pode ficar parado à espera do que dizem bandidos.
Bilionários não são bobos. Políticos não são bobos, procuradores e juízes também não são. E menos, muito menos ainda, é a mídia.
A corte não é boba e nela bobos não há.

bobo


Temer quer anular delação de Odebrecht, diz Folha

“A defesa do presidente Michel Temer estuda questionar a legalidade dos depoimentos de delatores da Odebrecht, incluindo o do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, diz a Folha. O argumento...“A defesa do presidente Michel Temer estuda questionar a legalidade dos depoimentos de delatores da Odebrecht, incluindo o do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, diz a Folha.
O argumento é que tudo foi produto de “vazamentos”.
O que, até agora, não foi produto de vazamentos, atropelos, delações impostas na base do “ou dedura ou fica em cana”?
Os sites de extrema direita começam a divulgar versões que não se sabe o quanto são fantasiosas do depoimento de Marcelo Odebrecht.
Uma delas, inverossímil até o talo, de que a Odebrecht teria acertado uma ajuda de campanha em 2010 que teria sido paga em 2014.
Curioso é que nada sobre Temer aparece, embora isso seja o centro da questão, porque cassar Dilma, já  cassada, é no mínimo um pleonasmo jurídico.
E que o conteúdo do depoimento em relação a Temer não “vaze”, embora já seja de conhecimento público.
Do que vazou, é difícil acreditar que possa ir além do “ela sabia” das contribuições de campanha. Dilma não é Temer e quem a conhece sabe que ela jamais trataria de pagamentos e valores, como fez o vice-presidência.
Mas é vergonhoso como, a esta altura, o sigilo das delações continue servindo a dois objetivos espúrios: o de permitir que se manipule o seu conteúdo e , como faz Temer,  usar o segredo de Polichinelo para procurar anular ou protelar o processo até que, em outubro, ele possa ter nomeado três dos sete juízes que irão julgá-lo.
Faça a si mesmo uma pergunta: estivesse você no lugar de Marcelo Odebrecht , a quem você pouparia e sobre que você “descarregaria”?
Pois é.
Só, perdoem-me o palavreado gaúcho, só juristas “cabaçudos” podem acreditar que uma delação premiada seja uma confissão sincera e não um negócio friamente calculado.
prontofalei
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Temer x Padilha: como guilhotinar um amigo para o ‘N1 Varejo presidencial é clima de fim de feira

Temer x Padilha: como guilhotinar um amigo para o ‘N1’

Ontem, o colunista Jorge Bastos Moreno, com toda a sua expertise em Michel Temer perguntava porque Jorge Yunes desfila com a cabeça de Padilha pela Esplanada dos Ministérios e naquele seu jeito oblíquo de narrar,...


Ontem, o colunista Jorge Bastos Moreno, com toda a sua expertise em Michel Temer perguntava porque Jorge Yunes desfila com a cabeça de Padilha pela Esplanada dos Ministérios e naquele seu jeito oblíquo de narrar, dizia que Michel Temer era amado como um filho pelo amigo “mula”.
Hoje, na Folha, Monica Bergamo responde de forma mais direta à pergunta de Moreno:
Amigos e assessores do núcleo pessoal de Michel Temer elogiaram a iniciativa do empresário José Yunes de se antecipar às investigações e declarar que foi “mula” do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Eles acreditam que o presidente foi preservado e até salvo pela atitude.A informação de Yunes de que um “pacote” foi entregue em seu escritório pelo doleiro Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, a pedido do ministro da Casa Civil explodiu como uma bomba e pode custar o cargo a Padilha.
“Essa história iria ser vazada de qualquer forma”, escreveu a Temer um de seus amigos e consultores. “Quando fosse revelada, o Zé [José Yunes] perderia o protagonismo da versão verdadeira e seria muito difícil as pessoas e a imprensa não desconfiarem que o destino do dinheiro não fosse outro senão o grupo do amigo N1 [o próprio Temer]”, segue o consultor.
Na opinião do mesmo amigo, Yunes acabou erguendo uma grade de proteção a Temer. “Foi melhor [Yunes] falar a verdade e jogar no colo do Padilha do que acabar caindo no seu colo e no colo do seu governo.” Yunes só teria falhado ao não deixar claro que fez o que fez para “não ficar na mão de pessoas investigadas” nem “sofrer pressão de pessoas encarceradas”.
Monica, gentilmente, deixa ao leitor a conclusão da autoria da “grade de proteção”.
Padilha, como se sabe, pediu licença para ser operado sábado.
Mas já tinha entrado na faca na quinta, quando o velho amigo de Temer cortou sua cabeça em praça pública.
guilho

Varejo presidencial é clima de fim de feira

Certamente não é por gosto que Michel Temer assumirá, pessoalmente, o troca-troca com a Câmara dos Deputados para a aprovação – “no que der” – da reforma da Previdência. Porque passar, tal como está,...


Certamente não é por gosto que Michel Temer assumirá, pessoalmente, o troca-troca com a Câmara dos Deputados para a aprovação – “no que der” – da reforma da Previdência. Porque passar, tal como está, nem mesmo nos seus delírios noturnos ele sabe ser impossível.
É absoluta e desastrosa necessidade.
A confirmação de que a licença médica de Eliseu Padilha se estenderá por até três semanas, dada por Sonia Racy, no Estadão– talvez a agonia política do quase ex-Ministro da Casa Civil não dure tanto – ratifica o que todos vêm percebendo: caíram ou foram para o canto do tabuleiro todas as peças em torno do Rei e ele passa a ter se defender com movimentos próprios, que são extremamente limitados quando se é Presidente da República.
Isso é uma regra básica que, aliás, Temer ignorou no seu famoso jantar no Palácio do Jaburu, quando pediu quantia certa e com destino (já não tão certo) ao empresário Marcelo Odebrecht , o que lhe rende os “pacotes” em que se vê embrulhado agora.
É que há distância entre intenção e gesto. Da intenção, no máximo,  poderia tratar aquele homem que queria ser rei e se tornou, afinal, pela traição. O gesto fica para outra hora, nunca a mesma, e para seus auxiliares.
Mesmo que as moedas sonantes, agora, sejam “apenas” cargos e influências, igual não conviria que o próprio Presidente tivesse da tratar, nos seus detalhes, dos gestos da cooptação, sobretudo com uma clientela bem menos discreta que Marcelo Odebrecht.
Não conviria, mas não há outro jeito, porque aquilo que sobrou a Temer para usar como interposta pessoa é menos que nada, é contraproducente.
O que era possível quando tinha Cunha, Geddel e Padilha, o “Trio Parada Dura” para lidar com o baixo clero, não é possível fazer diretamente, ainda mais agora que há sinais cada vez mais evidentes de que a mídia parou de lhe dar encobrimento total, como na tardia “descoberta” da Globo de que o “Fora Temer” desfilou no Carnaval.
A ida de temer para o balcão é – e seus “clientes” nada bobos percebem – o clima de fim de feira de um governo que, com tudo na mão – da mídia à inflação – só conseguiu em seus dez meses de usurpação do poder degastar-se e sofrer baixas.
Há um clima de “não me deixem só” em Brasília.
backto copiado http://www.tijolaco.com.br/

Ex-homem de ouro de Temer, Alves diz que US$ 833 mil “brotaram” em sua conta O Globo noticia que o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves reconhece em sua defesa que tinha uma conta na Suíça desde 2008, mas que não sabe o que são os US$...

Ex-homem de ouro de Temer, Alves diz que US$ 833 mil “brotaram” em sua conta

 O Globo noticia que o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves  reconhece em sua defesa  que tinha uma conta na Suíça desde  2008, mas que não sabe o que são os US$...

Ex-homem de ouro de Temer, Alves diz que US$ 833 mil “brotaram” em sua conta

 O Globo noticia que o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves  reconhece em sua defesa  que tinha uma conta na Suíça desde  2008, mas que não sabe o que são os US$ 832.975,98  que nela estão depositados.
Ele diz que, dele, só U$ 980,00, usados para abrir a conta.
O resto, diz não ter ideia como apareceu.
Que coisa, não é?
Se achassem 10 dólares dentro de uma gaveta do Lula, ele estaria preso.
Mas os quase 900 mil de Alves são “geração” espontânea, devem ter sido obra de alguém que errou o depósito e acabou colocando o dinheiro lá.

Alves, que era um dos “notáveis” de Temer na primeira composição do ministério do golpe, durou um mês no cargo, derrubado pelas gravações de Sérgio Machado.
O dinheiro, suspeita-se, é propina da Carioca Engenharia para liberação de recursos para a obra do Porto Maravilha.
Se é, Eduardo Cunha sabe tudo sobre isso.
Cunha, como se sabe, não esquece de um dólar sequer, imagine de 833 mil.
henriqueesquecidocopiado http://www.tijolaco.com.br/

ALTERAÇÕES Temer sanciona mudanças na estrutura da EBC, com vetos A lei acaba com o Conselho Curador, põe fim ao mandato do presidente da estatal e diz que a empresa será administrada por um Conselho de Administração e por uma diretoria executiva

ALTERAÇÕES

A lei acaba com o Conselho Curador, põe fim ao mandato do presidente da estatal e diz que a empresa será administrada por um Conselho de Administração e por uma diretoria executivaAGÊNCIA ESTADO

O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a lei que altera a estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A lei acaba com o Conselho Curador, põe fim ao mandato do presidente da estatal, que poderá ser substituído a qualquer momento, e diz que a empresa será administrada por um Conselho de Administração e por uma diretoria executiva, contando ainda com o Conselho Fiscal e o Comitê Editorial e de Programação. O texto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (2) e consiste na conversão da Medida Provisória 744/2016 em lei.
Pela lei, o Comitê Editorial e de Programação deverá ser integrado por profissionais da área de comunicação representando segmentos da sociedade. O mandato de seus integrantes será de dois anos, sem recondução, e dentre as condições exigidas para ocupar uma vaga no colegiado estão o notório saber e a inexistência de filiação partidária.
Entre os vetos, o presidente Temer retirou da lei os trechos que permitiam ao Comitê Editorial e de Programação deliberar sobre planos editoriais propostos pela diretoria executiva para os veículos da EBC, deliberar sobre alterações na linha editorial da programação veiculada pela EBC e convocar audiências e consultas públicas sobre conteúdos produzidos.
"Os dispositivos contrariam a motivação central da Medida Provisória que ora se converte em lei, registrada em sua Exposição de Motivos, de buscar conferir maior flexibilidade e eficiência de gestão à EBC, recomendando-se assim o veto ao caráter deliberativo e cogente do recém-instituído Comitê Editorial e de Programação e aos dispositivos conexos", justificou o presidente nas razões dos vetos encaminhadas ao Congresso.
Temer ainda vetou o dispositivo que previa mandato de 4 anos para os membros da diretoria executiva da EBC e rejeitou um outro que determinava a nomeação do diretor-presidente da estatal pelo presidente da República, após aprovação de sua indicação pelo Senado Federal.
O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a lei que altera a estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A lei acaba com o Conselho Curador, põe fim ao mandato do presidente da estatal, que poderá ser substituído a qualquer momento, e diz que a empresa será administrada por um Conselho de Administração e por uma diretoria executiva, contando ainda com o Conselho Fiscal e o Comitê Editorial e de Programação. O texto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (2) e consiste na conversão da Medida Provisória 744/2016 em lei.
Pela lei, o Comitê Editorial e de Programação deverá ser integrado por profissionais da área de comunicação representando segmentos da sociedade. O mandato de seus integrantes será de dois anos, sem recondução, e dentre as condições exigidas para ocupar uma vaga no colegiado estão o notório saber e a inexistência de filiação partidária.
Entre os vetos, o presidente Temer retirou da lei os trechos que permitiam ao Comitê Editorial e de Programação deliberar sobre planos editoriais propostos pela diretoria executiva para os veículos da EBC, deliberar sobre alterações na linha editorial da programação veiculada pela EBC e convocar audiências e consultas públicas sobre conteúdos produzidos.
"Os dispositivos contrariam a motivação central da Medida Provisória que ora se converte em lei, registrada em sua Exposição de Motivos, de buscar conferir maior flexibilidade e eficiência de gestão à EBC, recomendando-se assim o veto ao caráter deliberativo e cogente do recém-instituído Comitê Editorial e de Programação e aos dispositivos conexos", justificou o presidente nas razões dos vetos encaminhadas ao Congresso.
Temer ainda vetou o dispositivo que previa mandato de 4 anos para os membros da diretoria executiva da EBC e rejeitou um outro que determinava a nomeação do diretor-presidente da estatal pelo presidente da República, após aprovação de sua indicação pelo Senado Federal.
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Quem é contra o combate à corrupção? Deputado distrital critica a “adoção legislativa à brasileira” e cita como exemplos de apropriação indevida de projetos de lei de iniciativa popular a Ficha Limpa e, agora, as dez medidas de combate à corrupção

Deputado distrital critica a “adoção legislativa à brasileira” e cita como exemplos de apropriação indevida de projetos de lei de iniciativa popular a Ficha Limpa e, agora, as dez medidas de combate à corrupção

POR CHICO LEITE | 02/03/2017 09:15 

O recente episódio do retorno à Câmara dos Deputados do projeto de lei das 10 medidas contra a corrupção, determinado pelo Supremo Tribunal Federal, suscita uma reflexão sobre o estágio da nossa democracia representativa e sobre as dificuldades que ela enfrenta no seu processo de amadurecimento, algumas das quais inaceitáveis. E nem falo, aqui, por ora, das profundas alterações realizadas no texto original, que o desfiguraram.
ABr
Lei da Ficha Limpa chegou ao Congresso com mais de 1,5 milhão de assinaturas de apoio
O projeto, encabeçado pelo Ministério Público Federal com amplo apoio da sociedade civil, contou com mais de dois milhões de assinaturas. Cumpriu, assim, o requisito constitucional para a iniciativa popular daquela que, depois da Lei da Ficha Limpa, é a mais significativa jornada rumo àquilo que costumo chamar de “processo civilizatório da política brasileira”.
No entanto, como a Câmara não contava com estrutura para conferir as assinaturas, um grupo de deputados “adotou” a proposta e apresentou um projeto de lei com o mesmo conteúdo, o qual passou a tramitar.
O que seria uma medida para dar curso à tramitação acabou resultando, portanto, na apropriação da iniciativa do povo, cujo esforço cidadão restou reduzido, no plano formal, a dois parágrafos na justificação do projeto que ora tramita com subscrição parlamentar. A apropriação, aliás, já ocorrera com outros projetos, entre os quais o da Ficha Limpa. Verdadeira apropriação indébita.
Mais uma vez, portanto, o Parlamento desperdiçou uma oportunidade de demonstrar estima verdadeira pela participação política do povo brasileiro.
Então, depois da coleta das assinaturas em favor das 10 medidas, continua imprescindível o engajamento da cidadania, agora perante o Congresso Nacional, para que, ao fim, possamos alcançar uma lei tão significativa para o aprimoramento da nossa política como foi a Ficha Limpa. Afinal, não há dúvida de que é essa a vontade popular, mas, pelo que se viu até aqui, não será fácil concretizá-la.
Para além disso, convém que seja uma lei da qual a marca da origem nobre, a legítima iniciativa do povo, não seja suprimida no processo legislativo formal. Ainda é tempo. Fará bem ao nosso processo civilizatório político que os representantes, desta vez, aproveitem a oportunidade de demonstrar estima verdadeira pelos representados e prestigiem a iniciativa popular. Adoção legislativa à brasileira, que seja das medidas para combater a cultura da corrupção, conforme proposto por mais de dois milhões de cidadãos.
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Petição pede afastamento imediato de distritais envolvidos na Operação Drácon 01/03/2017 18:59 Objetivo da campanha é acumular 300 assinaturas para pressionar a autoridades para tomar providências contra os cinco deputados denunciados pelo Ministério Público


Petição pede afastamento imediato de distritais envolvidos na Operação Drácon

Objetivo da campanha é acumular 300 assinaturas para pressionar a autoridades para tomar providências contra os cinco deputados denunciados pelo Ministério Público

POR GABRIEL PONTES | 01/03/2017 18:59 
Reprodução
Objetivo da petição é acumular 300 assinaturas e entregar ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça do DF
 
Em protesto de apoio às denúncias da Operação Drácon, um grupo da sociedade civil criou uma petição pública online para reunir assinaturas e pressionar a autoridades para tomar providências contra os cinco deputados envolvidos. O objetivo é reunir 300 assinaturas, até as 18h desta quarta-feira (1), 253 pessoas já haviam assinado o documento online.
No texto, o grupo chamado Resgatar Brasília diz que as denúncias envolvendo os deputados distritais são “gravíssimas”. A campanha diz que os parlamentares envolvidos “não estão preocupados com a população do Distrito Federal e sim com seus interesses próprios e escusos”. São citados na Drácon: Bispo Renato (PR), Celina Leão (PPS), Julio Cesar (PRB), Cristiano Araújo (PSD) e Raimundo Ribeiro (PPS).
A Operação Drácon envolveu os cinco deputados que ocupavam a Mesa Diretora no primeiro biênio desta legislatura (2015-2016). Eles chegaram a ser afastados da Mesa, mas retornaram seus postos após liminar. Apenas a então presidente, Celina Leão (PPS), continuou fora da Mesa. Atualmente, todos exercem seus mandatos normalmente.
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Odebrecht diz que doou R$ 120 milhões por caixa dois à chapa Dilma/Temer

Odebrecht diz que doou R$ 120 milhões por caixa dois à chapa Dilma/Temer

Em depoimento a ministro do TSE, empreiteiro confirma encontro com o presidente Michel Temer e diz que negociação de repasses para o PMDB foi feita entre executivo da empreiteira e Eliseu Padilha. “Eu era o otário da corte”, disse o empresário, segundo o Estadão
“Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”, diz Marcelo Odebrecht
Em depoimento ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente da maior empreiteira do país, declarou que repassou o equivalente a R$ 120 milhões (4/5 de um total de R$ 150 milhões), por meio de caixa dois, para a campanha de Dilma e Michel Temer, em 2014. O empreiteiro tratou com naturalidade a prática de doações sem registro à Justiça eleitoral. “Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”, afirmou Marcelo Odebrecht, segundo relato do jornal O Estado de S. Paulo.
Uma parte dos recursos não contabilizados na Justiça eleitoral foi entregue em espécie ao marqueteiro João Santana, afirmou. Ele também confirmou a presença do presidente Michel Temer em jantar, no Palácio do Jaburu, em que foi negociado repasse de mais de R$ 10 milhões ao PMDB. Marcelo Odebrecht negou, contudo, ter acertado diretamente os valores com Temer. A negociação, conforme o relato dele, foi feita entre Cláudio Melo Filho, executivo da empreiteira, e o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também presentes ao jantar. O empresário admitiu que parte dessa doação pode ter sido feita por caixa dois.
Marcelo Odebrecht foi ouvido em Curitiba, onde está preso há um ano e meio, por quase quatro horas pelo ministro Herman Benjamin, que relata a ação movida pelo PSDB que pede a cassação da chapa Dilma/Temer no TSE. A defesa do peemedebista tenta separar as contas dos dois partidos, alegando que o vice não pode ser responsabilizado por atos da ex-aliada.
Segundo o empresário, R$ 50 milhões foram repassados pela empreiteira à chapa em contrapartida pela votação da medida provisória do Refis, de 2009, ainda no governo Lula, que beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht. O executivo contou que as negociações foram feitas entre ele, João Santana e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Marcelo disse que alertou Dilma, em encontro no México, que os pagamentos do marqueteiro do PT estavam “contaminados” porque eram feitos por meio de offshores usadas pela Odebrecht para liberação de propina.
Ainda em seu depoimento, Marcelo Odebrecht ressaltou que a Odebrecht não era a única empresa a doar, por meio de caixa dois, para conquistar apoio político. Segundo ele, a prática é “natural”, mas envolve também o pagamento de propinas. O empresário foi condenado, em 2016, a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa no esquema de desvios na Petrobras.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o empreiteiro contou, ainda, que foi procurado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), na reta final da campanha presidencial de 2014. Ele disse que foi procurado pelo ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) Osvaldo Borges e que acertou com ele uma ajuda a candidatos apoiados pelo tucano. O jornal não especifica valores nem se os repasses foram declarados à Justiça eleitoral ou se foram feitos por caixa dois.
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Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...