No Enem 2016, só 0,08% das redações foram anuladas por desrespeito aos direitos humanos Em 70% dos casos o zero é para provas em branco. Em 2º lugar, com 16%, aparece 'fuga ao tema', quando o candidato não consegue cumprir a proposta.

Desde 1998, quando foi criado, o Enem exige que os candidatos respeitem os direitos humanos na prova de redação (Foto: Arquivo/G1)No Enem 2016, só 0,08% das redações foram anuladas por desrespeito aos direitos humanos


Em 70% dos casos o zero é para provas em branco. Em 2º lugar, com 16%, aparece 'fuga ao tema', quando o candidato não consegue cumprir a proposta.

Por Ana Carolina Moreno, G1
 


Desde 1998, quando foi criado, o Enem exige que os candidatos respeitem os direitos humanos na prova de redação (Foto: Arquivo/G1)

Desde 1998, quando foi criado, o Enem exige que os candidatos respeitem os direitos humanos na prova de redação (Foto: Arquivo/G1) Escala de notas


As 291.806 redações que acabaram com nota zero ou anuladas representam cerca de 5% do total de 5.881.231 provas de redação do Enem 2016. Veja abaixo a escala de notas do exame, segundo o Inep.
Enem 2016: escala de notas da redação
A prova do ano passado teve 5.881.213 redações; veja a quantidade de provas por faixa de pontuação
quantidade de redações291.806291.806151.335151.335736.081736.0811.370.1261.370.1261.940.5041.940.504762.603762.603428.994428.994143.818143.81855.86955.8697777nota zeroaté 300de 301 a 400de 401 a 500de 501 a 600de 601 a 700de 701 a 800de 801 a 900de 901 a 999nota mil0250k500k750k1.000k1.250k1.500k1.750k2.000k2.2…
nota zero
291.806
Fonte: MEC/Inep




er a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) anulada por causa de trechos com desrespeito aos direitos humanos foi problema apenas para uma minoria em 2016. Das quase 5,9 milhões de redações anuladas no ano passado, só 0,08% levaram zero por esse motivo. A liberdade para desrespeitar os direitos humanos sem punição é o tema de uma ação judicial movida pela Escola Sem Partido, que conseguiu aval provisório da Justiça Federal e é alvo de críticas pelo Ministério da Educação (MEC).
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número exato de candidatos que defendeu ideias contrárias aos direitos humanos ao abordar o problema da intolerância religiosa e, por causa disso, teve a prova anulada, foi 4.798.

No total, 5.881.213 provas de redação do Enem 2016 passaram pela correção. Dessas, 291.806 acabaram com a nota zero por uma série de motivos, a grande maioria (70,6% dos casos) porque o candidato ou não compareceu para fazer a prova, ou compareceu, mas deixou a redação em branco. O segundo principal motivo para a nota zero no Enem 2016 foi a fuga ao tema, que representou 16% dos casos. Veja no gráfico abaixo:Motivos para tirar nota zero na redação

Das 291.806 provas que zeraram no ano passado, só 4.798 tiveram como razão o desrespeitos aos direitos humanos
Prova em branco: 206.127Feriu direitos humanos: 4.798Fuga ao tema: 46.874Parte desconectada: 13.276Cópia do texto motivador: 8.325Texto insuficiente: 7.348Não escreveu dissertação: 3.615Outros motivos: 1.443
Fonte: MEC/Inep


Entenda a polêmica judicial

Uma decisão provisória da Justiça Federal proíbe que seja automaticamente zerada a prova que tiver desrespeito aos direitos humanos. Entretanto, o autor também não vai conseguir tirar a nota máxima.
Na semana passada, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu um trecho do edital do Enem que determinava a anulação da prova que incluísse trechos com desrespeito aos direitos humanos em qualquer parte da redação.
Entretanto, outro trecho do edital ainda mantém como regra que a "proposta de intervenção" respeite os direitos humanos. A proposta de intervenção é uma das cinco competências exigidas dos alunos, e cada uma delas vale 200 pontos. Ao desrespeitar os direitos humanos ao dissertar sobre o problema proposto, o candidato vai tirar zero apenas neste item e poderá, no máximo, tirar nota 800 na redação.

Decisão não foi publicada

Até a manhã desta quarta-feira (1º), o acórdão da decisão ainda não havia sido publicado. Ou seja, a decisão não tinha sido oficialmente tornada pública. Também por isso, no fim da manhã de quarta, o governo federal confirmou que ainda não havia sido notificado oficialmente da decisão.
Segundo a assessoria do TRF, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não podem entrar com recurso dessa decisão enquanto o acórdão não for público.
"Como é algo que está ainda sub judice, ou seja, não tem ainda consideração final, que se leve a consideração que está no edital" - Mendonça Filho
Maria Inês Fini, presidente do Inep, explicou que o Enem pede que a redação siga os direitos humanos desde 1998, quando foi aplicada a primeira edição, e que essa regra foi "celebrada durante muitos anos" pelos especialistas da área. Ele pediu que os candidatos "não só reflitam no texto os direitos humanos, mas na vida".
Ainda valem nota zero automática a presença de impropérios no texto e a inclusão de trechos desconectados ao texto, que há alguns anos rendia apenas desconto na nota, pela fuga parcial do tema, mas desde 2013 rende a nota zero para desincentivar que os estudantes pratiquem deboche.

Escala de notas


As 291.806 redações que acabaram com nota zero ou anuladas representam cerca de 5% do total de 5.881.231 provas de redação do Enem 2016. Veja abaixo a escala de notas do exame, segundo o Inep.

Enem 2016: escala de notas da redação
A prova do ano passado teve 5.881.213 redações; veja a quantidade de provas por faixa de pontuação
quantidade de redações291.806291.806151.335151.335736.081736.0811.370.1261.370.1261.940.5041.940.504762.603762.603428.994428.994143.818143.81855.86955.8697777nota zeroaté 300de 301 a 400de 401 a 500de 501 a 600de 601 a 700de 701 a 800de 801 a 900de 901 a 999nota mil0250k500k750k1.000k1.250k1.500k1.750k2.000k2.2…
nota zero
291.806
Fonte: MEC/Inep
copiado https://g1.globo.com/

Para Dodge, é 'fato incontroverso' que Aloysio Nunes recebeu R$ 500 mil não declarados da Odebrecht Ministro das Relações Exteriores disse que não houve corrupção e afirmou que a prestação de contas de sua campanha em 2010 foi aprovada pela Justiça Eleitoral.


Para Dodge, é 'fato incontroverso' que Aloysio Nunes recebeu R$ 500 mil não declarados da Odebrecht Ministro das Relações Exteriores disse que não houve corrupção e afirmou que a prestação de contas de sua campanha em 2010 foi aprovada pela Justiça Eleitoral.Por Renan Ramalho e Alessandra Modzeleski, G1, Brasília

 

O ministro Aloysio Nunes (PSDB-SP) durante entrevista para a TV Globo (Foto: Pedro França/Agência Senado)O ministro Aloysio Nunes (PSDB-SP) durante entrevista para a TV Globo (Foto: Pedro França/Agência Senado)
O ministro Aloysio Nunes (PSDB-SP) durante entrevista para a TV Globo (Foto: Pedro França/Agência Senado)






A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ser “fato incontroverso” que o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, recebeu R$ 500 mil da Odebrecht para sua campanha a senador em 2010 que não foram declarados à Justiça Eleitoral.
Em relatório de investigação enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Dodge disse, no entanto, que ainda falta apurar a origem dos recursos e a finalidade do repasse, o que é fundamental para saber se houve corrupção no episódio ou somente caixa 2.
Aloysio Nunes é investigado desde março por supostamente ter recebido propina para interceder a favor da Odebrecht em contratações da Dersa, estatal paulista responsável por obras rodoviárias no estado. O relator do caso no STF é o ministro Gilmar Mendes.
O ministro nega a suspeita e diz que as doações que recebeu em 2010 não tiveram como contrapartida qualquer ato formal ou favor prestado à construtora. Também diz que a investigação é “bem-vinda” para afastar qualquer dúvida em relação à “correção” da prestação de contas da campanha, aprovada pela Justiça Eleitoral (leia mais abaixo a nota divulgada pela assessoria do ministro).

Inquérito

No mesmo inquérito de Aloysio, também é investigado o senador José Serra (PSDB-SP) por suposto recebimento de propina na construção do Rodoanel Sul em São Paulo, na época em que era governador, entre 2007 e 2010.
Decreto assinado por Serra teria beneficiado, segundo as investigações, o consórcio formado por Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.
Na contratação, o então diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, teria pedido às empreiteiras 0,75% de cada pagamento às empreiteiras para campanhas do PSDB, em especial de Serra. O senador também nega as suspeitas.
No parecer enviado ao STF, Raquel Dodge também diz que, tanto em relação a Serra quanto a Aloysio, não haverá mais possibilidade de punir qualquer crime supostamente cometido antes de 2010.
Isso ocorre por causa da prescrição, quando a demora até o oferecimento de denúncia impede o Estado de processar os investigados. No caso dos dois tucanos, esse prazo caiu à metade porque ambos têm mais de 70 anos.
Leia a íntegra da nota à imprensa divulgada pela assessoria do ministro:
Nota à imprensa
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, não recebeu repasse ilegal da Odebrecht para sua campanha ao Senado, em 2010.
Conforme relato dos delatores, a empreiteira nunca condicionou a resolução de problemas envolvendo obras ao pagamento de vantagem indevida ou mesmo a realização de doação eleitoral. Por isso, não há que se falar em crime de corrupção, como será comprovado ao final do inquérito em curso.
No entanto, quanto à imputação de caixa 2, a investigação é bem-vinda para afastar qualquer dúvida quanto à correção da prestação de contas da campanha que, aliás, já foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.Assessoria de imprensa do ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores)

No parecer enviado ao STF, Raquel Dodge pede a continuidade das investigações com novo depoimento de Aloysio e de Carlos Armando Paschoal, executivo da Odebrecht que delatou o ministro em acordo de colaboração premiada.
Na delação, Paschoal disse que foi o próprio Aloysio quem lhe pediu doações em 2010 para campanha. Na Odebrecht, o executivo conseguiu obter R$ 500 mil, que teriam sido repassados em duas parcelas de R$ 250 mil num hotel da zona sul de São Paulo indicados por um “representante” do ministro.
Dodge também quer descobrir quem foi o intermediário de Aloysio no recebimento do dinheiro. A Polícia Federal deverá ouvir ainda Rubens Rizek, coordenador financeiro da campanha, para esclarecer a origem dos recursos e circunstâncias do repasse.

não haverá mais possibilidade de punir qualquer crime supostamente cometido antes de 2010.
Isso ocorre por causa da prescrição, quando a demora até o oferecimento de denúncia impede o Estado de processar os investigados. No caso dos dois tucanos, esse prazo caiu à metade porque ambos têm mais de 70 anos.
Leia a íntegra da nota à imprensa divulgada pela assessoria do ministro:
Nota à imprensa
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, não recebeu repasse ilegal da Odebrecht para sua campanha ao Senado, em 2010.
Conforme relato dos delatores, a empreiteira nunca condicionou a resolução de problemas envolvendo obras ao pagamento de vantagem indevida ou mesmo a realização de doação eleitoral. Por isso, não há que se falar em crime de corrupção, como será comprovado ao final do inquérito em curso.
No entanto, quanto à imputação de caixa 2, a investigação é bem-vinda para afastar qualquer dúvida quanto à correção da prestação de contas da campanha que, aliás, já foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
copiado https://g1.globo.com/politica/


Depoimento do delator Carlos Paschoal sobre o ministro Aloysio Nunes

Desigualdade entre homens e mulheres cresceu após dez anos de avanços, diz Fórum Econômico Mundial Segundo o estudo, desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234.

Mercado de trabalho
Desigualdade entre homens e mulheres volta a crescer após 10 anos
Segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial, equilíbrio virá em 2234.

Desigualdade entre homens e mulheres cresceu após dez anos de avanços, diz Fórum Econômico Mundial



Segundo o estudo, desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234.


Por France Presse
 
A  desigualdade entre homens e mulheres voltou a crescer este ano, pela primeira vez após uma década de avanços constantes em matéria de igualdade entre sexos, informou nesta quinta-feira (2) o Fórum Econômico Mundial (WEF).
O relatório anual do WEF sobre a igualdade entre homens e mulheres envolve 144 países e analisa a situação entre sexos nas áreas de trabalho, educação, saúde e política.
O estudo avalia que mantido o ritmo atual, as desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234 (por mais 217 anos), quando no ano passado a previsão era de 170 anos para se atingir este objetivo.
Pelo quarto ano consecutivo se ampliou o abismo entre sexos na área trabalhista, um retrocesso ao nível de 2008, assinala o relatório.
Globalmente, o ano de 2017 "marca um retrocesso após uma década de avanços lentos mas constantes em matéria de melhoria da igualdade entre os sexos, com a distância em escala mundial crescendo pela primeira vez desde a publicação do primeiro relatório, em 2006".
No ritmo atual, será preciso um século para acabar com a distância global entre homens e mulheres em escala mundial, contra os 83 anos calculados em 2016.
"Em 2017, não deveríamos estar constatando que a tendência de progresso a favor da igualdade se reverte", declarou um dos autores do relatório, Saadia Zahidi.
Este retrocesso se explica pelo aumento da diferença entre homens e mulheres nos quatro pilares estudados pelos especialistas.
"As áreas onde a diferença entre sexos são mais difíceis de superar são economia e saúde", enquanto "o abismo político entre os sexos é o mais escandaloso...".
Diante das tendências atuais, a distância entre sexos na área da educação poderia ser eliminada no prazo de 13 anos.
Em 2017, a Europa ocidental permaneceu como a região mais avançada em matéria de redução das desigualdades, à frente dos Estados Unidos.



O relatório anual do WEF sobre a igualdade entre homens e mulheres envolve 144 países e analisa a situação entre sexos nas áreas de trabalho, educação, saúde e política.
O estudo avalia que mantido o ritmo atual, as desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234 (por mais 217 anos), quando no ano passado a previsão era de 170 anos para se atingir este objetivo.
Pelo quarto ano consecutivo se ampliou o abismo entre sexos na área trabalhista, um retrocesso ao nível de 2008, assinala o relatório.
Globalmente, o ano de 2017 "marca um retrocesso após uma década de avanços lentos mas constantes em matéria de melhoria da igualdade entre os sexos, com a distância em escala mundial crescendo pela primeira vez desde a publicação do primeiro relatório, em 2006".
No ritmo atual, será preciso um século para acabar com a distância global entre homens e mulheres em escala mundial, contra os 83 anos calculados em 2016.
"Em 2017, não deveríamos estar constatando que a tendência de progresso a favor da igualdade se reverte", declarou um dos autores do relatório, Saadia Zahidi.
Este retrocesso se explica pelo aumento da diferença entre homens e mulheres nos quatro pilares estudados pelos especialistas.
"As áreas onde a diferença entre sexos são mais difíceis de superar são economia e saúde", enquanto "o abismo político entre os sexos é o mais escandaloso...".
Diante das tendências atuais, a distância entre sexos na área da educação poderia ser eliminada no prazo de 13 anos.
Em 2017, a Europa ocidental permaneceu como a região mais avançada em matéria de redução das desigualdades, à frente dos Estados Unidos.



Oriente Médio e África do Norte são as regiões onde o abismo é maior.
Entre os países do G20, a França ocupa a primeira posição em matéria de igualdade, seguida por Alemanha, Grã-Bretanha, Canadá, África do Sul e Argentina.




A classificação geral é dominada pelos países do Norte da Europa: Islândia, Noruega e Finlândia.

copiado  http://g1.globo.com/










Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...