Crimes de Eike causaram 'cicatrizes profundas' na confiança de investidores, diz juiz da Lava Jato Bretas condena Eike a 30 anos de prisão em ação da Lava Jato no Rio


De acordo com a Lava Jato, Eike pagou propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral

Crimes de Eike causaram 'cicatrizes profundas' na confiança de investidores, diz juiz da Lava Jato


Bretas condena Eike a 30 anos de prisão em ação da Lava Jato no Rio

Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio

  • De acordo com a Lava Jato, Eike pagou propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, condenou o empresário Eike Batista a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro em ação penal derivada da Operação Eficiência, uma das fases da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Na sentença, divulgada nesta terça-feira (3), o magistrado também pune o ex-governador fluminense Sérgio Cabral (MDB) com 22 anos e oito meses de reclusão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas --com isso, as penas aplicadas a Cabral na Lava Jato chegam a mais de 120 anos de prisão.
Cabral já havia sido condenado em outros cinco processos na Lava Jato, sendo quatro no Rio e um no Paraná (veja abaixo). Preso desde novembro de 2016, ele responde a 25 processos na Justiça Federal.
Eike, por sua vez, foi condenado pela primeira vez. Na ação penal, ele é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões para Cabral em troca de vantagens em contratos com o estado.
Bretas observa na decisão que Eike continuará a cumprir prisão domiciliar até que se esgotem todos os recursos. No entanto, o magistrado manteve retido o passaporte do empresário, isto é, ele seguirá impedido de deixar o país.
O juiz argumentou ter considerado o fato de que Eike tinha uma viagem internacional marcada poucos dias antes de sua prisão. Também mencionou o fato de que o empresário possui dupla cidadania (brasileira e alemã).

Foram condenados:

  • Eike Batista - 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro
  • Sérgio Cabral - 22 anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
  • Flávio Godinho - 22 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro
  • Adriana Ancelmo - 4 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
  • Wilson Carlos - 9 anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
  • Carlos Miranda - 8 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Na Operação Eficiência, a força-tarefa da Lava Jato fluminense descobriu que Cabral e seus operadores financeiros mantinham mais de US$ 100 milhões no exterior. O dinheiro seria fruto do esquema de corrupção (cobrança e pagamento de propina) chefiado pelo ex-governador, segundo a denúncia, e era administrado pelos irmãos Marcelo e Renato Chebar.

O esquema

A delação premiada dos irmãos Chebar foi fundamental para as investigações da Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal) e da Receita. Diz trecho da sentença:
"Com efeito, no bojo do mencionado acordo [de delação] foi revelado que Sérgio Cabral se valeu dos serviços dos referidos irmãos, operadores do mercado financeiro, para ocultar, em contas bancárias no exterior, em nome destes ou empresas de fachada por eles constituídas, o dinheiro da propina que recebeu no Brasil e que foi remetido ao exterior, por meio de operações dólar-cabo."
"As provas de corroboração apresentadas pelos colaboradores demonstraram que Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda acumularam mais de USD 100.000.000,00 em propinas, distribuídas em diversas contas em paraísos fiscais no exterior, principalmente durante o seu mandato à frente do governo do estado."
Os doleiros revelaram que cerca de US$ 16,5 milhões acumulados por Cabral no exterior foram pagos por Eike em 2011. A propina teria sido gerada por meio de um contrato fictício de consultoria --na ocasião, os irmãos Chebar teriam sido contratados para intermediar a aquisição de uma mina na Colômbia.
O serviço nunca foi prestado, mas a offshore Arcadia Associados, criada pela dupla de doleiros no Panamá, recebeu os US$ 16,5 milhões destinados a Cabral. A contrapartida seria o favorecimento da gestão estadual a empreendimentos de Eike, que é dono do grupo EBX.
"Descreve a acusação, que à época dos fatos o empresário Eike Batista estava à frente de vários projetos e empreendimentos relacionados aos setores da infraestrutura e aos segmentos de óleo e gás, indústria naval, energia, mineração e logística portuária no estado do Rio de Janeiro", diz a sentença.
Os homens apontados como operadores financeiros de Cabral, Wilson Carlos (ex-secretário de Estado de Governo) e Carlos Miranda (tido como o "gerente da propina", segundo a Lava Jato), também foram condenados por Bretas no âmbito da Operação Eficiência. O primeiro a nove anos e dez meses de prisão, e Miranda a oito anos e seis meses de reclusão.
Já o empresário Flávio Godinho, descrito como braço direito de Eike no esquema, recebeu pena de 22 anos de prisão. Godinho é ex-vice presidente do Flamengo.
O juiz da 7ª Vara Federal Criminal também puniu a advogada Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, a quatro anos e seis meses de prisão.

Outro lado

Fernando Martins, advogado de Eike Batista, informou que irá recorrer da decisão.
Nas alegações finais do processo, a defesa do empresário havia negado todas as acusações e afirmado que as acusações da Lava Jato eram uma interpretação "criativa" dos fatos. Para os advogados, o MPF foi incapaz de provar a autoria dos crimes imputados, a começar pela propina, e pediam, além da absolvição, a anulação da ação penal.
"Com relação à suposta oferta de US$ 16.592,620,00, é dito apenas que o corréu Sergio Cabral teria solicitado o valor nos anos de 2010 e 2011, e que o pagamento teria sido efetuado em novembro de 2011, mas não há indicação precisa da data em que teria se consumado o crime de corrupção ativa", alegou a defesa, ao afirmar que "a vagueza das acusações salta aos olhos".
Por meio de nota, o advogado de Sérgio Cabral, Rodrigo Roca, criticou a condenação e disse que também vai recorrer da sentença da Operação Eficiência ao TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).
"A condenação pela Operação Eficiência era uma questão de coerência com a condenação, pelo mesmo juiz, na Operação Calicute. Ainda assim, a sentença é injusta e a pena desproporcional. Apelaremos ao Tribunal buscando a sua reforma", disse Roca.
Os advogados da ex-primeira-dama do Rio se disseram confiantes quanto a uma possível revisão da sentença de Bretas. "A defesa não tem nenhuma dúvida de que o Tribunal Regional Federal, quando julgado o recurso de apelação, certamente reformará a sentença."
A defesa de Carlos Miranda afirmou que a sentença condenatória será absorvida pelo acordo de colaboração assinado com o MPF.
A defesa de Flávio Godinho informou à reportagem que não vai se manifestar.
Os advogados de Wilson Carlos disseram que vão recorrer da sentença, pois "trata-se de condenação desprovida de prova autônoma de corroboração" e "que contraria nosso ordenamento jurídico".

As condenações de Cabral

No total, o ex-governador do RJ já foi condenado em seis ações penais na Justiça Federal --uma delas foi mantida pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), enquanto as demais, que tramitam na 7ª Vara Federal Criminal (RJ), não foram confirmadas em segunda instância até o momento (isto é, ainda há possibilidade de recurso).
As sentenças aplicadas são:
Acusado de comandar organização criminosa e receber propina referente a contratos de obras do estado
Acusado de liderar esquema de lavagem de dinheiro que ocultou cerca de R$ 317 milhões
Acusado de receber propina referente a obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio)
Acusado de lavar dinheiro com a compra de carros e imóveis

FILHOTES DA LAVA JATO: CONHEÇA OPERAÇÕES QUE MIRAM CABRAL


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Bolsonaro se envolve em discussão em aeroporto



Bolsonaro se envolve em discussão em aeroporto

Constança Rezende
Rio


O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se envolveu em uma discussão no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na tarde desta terça-feira (3). Segundo a assessoria do deputado, Bolsonaro foi abordado por uma mulher enquanto se preparava para embarcar para Brasília. A confusão foi contida e o deputado não registrou ocorrência na polícia.
O incidente vai contra as imagens que o pré-candidato costuma divulgar em suas redes sociais sendo recebido por simpatizantes em aeroportos. Durante a manhã, seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) postou um vídeo de seu desembarque em São Paulo, no momento em que um grupo de mulheres o cercou para tirar fotos, com a legenda irônica "cenas fortes de machismo".
Bolsonaro passou a manhã em São Paulo reunido com um grupo de dez comerciantes do agronegócio e investidores.
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Lula se adapta à lei eleitoral para poder se candidatar à Presidência Mal-estar econômico se instala na Argentina e consumo despenca

Lula se adapta à lei eleitoral para poder se candidatar à Presidência

AFP/Arquivos / Nelson ALMEIDAO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista com a AFP em São Paulo, em 1º de março de 2018
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba, deixou de comentar o Mundial da Rússia-2018 para um canal de TV para acatar a lei eleitoral, reafirmando sua intenção de disputar as eleições de outubro, apesar dos entraves legais que se interpõem à sua candidatura.
"Para cumprir a legislação eleitoral, que proíbe a participação de pré-candidatos em programas de rádio e TV a partir de 30 de junho, o comentário do Lula deixa de ser divulgado no programa do José Trajano na TVT", informou nesta terça-feira (3) o Partido dos Trabalhadores (PT) em um comunicado.
No entanto, Lula continuará publicando suas impressões na internet. Em sua última mensagem por escrito, divulgada na segunda-feira, ele comemorou a vitória do Brasil sobre o México por 2-0, e avaliou que se a Seleção "continuar jogando com espírito de coletividade e futebol solidário, cada jogador fazendo melhor o que sabe, temos muita chance de chegar à final".
Pouco depois, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, leu para a imprensa uma carta na qual o ex-presidente (2003-2010) proclamava sua inocência. Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.
"Não cometi nenhum crime, repito: não cometi nenhum crime. Por isso, pelo menos até que apresentem uma prova material que macule minha inocência, sou candidato à Presidência da República" nas eleições que terão seu primeiro turno em 7 de outubro, afirmou.
Líder em todas as pesquisas com um terço das intenções de voto, Lula, de 72 anos, foi condenado como beneficiário de um tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, oferecido pela empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobras. Ele enfrenta, ainda, outros seis processos, mas nega qualquer culpa e denuncia uma conspiração para impedir seu retorno ao poder.
"Se não querem que eu seja presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas", afirmou Lula.
"Chegou a hora de todos os democratas comprometidos com a defesa do Estado democrático de direito repudiarem as manobras de que estou sendo vítima, de modo que prevaleça a Constituição e não os artifícios daqueles que as desrespeitam por meio das notícias da televisão", disse o ex-presidente em sua carta.
Segundo a lei eleitoral, Lula não poderia ser candidato por ter sido condenado em segunda instância. Mas isto será definido pela corte que examinar as candidaturas, que poderão ser apresentadas entre 20 de julho e 15 de agosto.
Neste cenário, Lula parece decidido a estender os prazos o máximo possível.
"Desafio os meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça eleitoral", anunciou.

Mal-estar econômico se instala na Argentina e consumo despenca

AFP / Alejandro PAGNIA empresária Monica Pesce lamenta a queda de movimento em seu salão, na capital argentina
Encurralados por uma inflação que se imaginava que seria contida, mas avança em ritmo acelerado, os argentinos expressam seu mal-estar crescente e reduzem seus gastos - em um ciclo vicioso que eles temem que seja a reprise de um pesadelo.
"Há dias em que não entra nenhuma cliente", diz a cabeleireira Mónica Pesce em Belgrano, bairro abastado de Buenos Aires.
"Vim para cá pela densidade populacional. Tenho na minha frente um prédio de 37 andares. Mas agora, apesar de tudo, tenho um salão vazio", lamenta a mulher, viúva, cuja filha é estudante universitária.
Pesce aluga o imóvel onde fica o salão e sua casa - e as duas locações têm correções semestrais. "A inflação traz a angústia e o medo", resume.
Os salários perdem a corrida contra uma inflação turbinada pelos aumentos nas tarifas de serviços públicos e por uma constante desvalorização da moeda diante do dólar, que impacta os preços.
Os pequenos comerciantes são os primeiros a sentir o golpe das contas a pagar, as cargas trabalhistas e um panorama econômico que desperta desconfiança.
Luis Miranda tem uma pequena padaria em Villa Urquiza, no extremo norte de Buenos Aires, onde emprega oito pessoas. Em março, deu aumentos de 15% nos salários, em linha com a meta de inflação anual daquele momento.
Mas, no fim de abril, teve início uma corrida cambial que levou a uma depreciação de quase 35% da moeda somente neste ano e levou o governo a pedir um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Depois disso, o Banco Central projetou a inflação de 2018 em 27%, e o governo abandonou sua meta anterior.
"Achava que a economia ia seguir avançando como tinha sido nos dois anos de (governo do presidente Mauricio) Macri, mas em março começou a ir mal, com preços altos, e não para", lamenta Miranda.
"Neste momento, a economia é muito instável. O preço da farinha aumentou 300%, ou 400%", queixa-se.
Diferentemente de Pesce, Miranda garante que não perdeu clientes. "Mas o consumo caiu. Ninguém compra um quilo de pão. Os clientes gastam o mesmo, mas levam menos", relatou.
Para compensar a queda de receita, a padaria oferece agora pratos feitos - vendidos principalmente para pedreiros e mecânicos que trabalham nas redondezas.
De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa, as vendas a varejo caíram 2,5% nos primeiros cinco meses de 2018.
- Promessas descumpridas -
"Foi quebrada, em um período curto, uma promessa de que ia haver uma recuperação econômica", diz o sociólogo Ricardo Rouvier para explicar a irritação dos argentinos.
"As pesquisas mostram uma queda na imagem do governo. A maioria da população não vê no horizonte uma certeza de que sua situação vá melhorar", acrescenta Rouvier.
A Argentina sofreu com níveis elevados de inflação durante décadas. Atualmente, o país é uma exceção na região: é a única economia da região com um índice de preços ao consumidor de dois dígitos.
O desemprego chega a 9%, e a taxa de juros foi elevada a 40% em uma tentativa de frear a evasão de divisas.
Em junho, o FMI concedeu um crédito de 50 bilhões de dólares em três anos, encarado com receio pelos argentinos, que lembram com amargura de acordos anteriores com o organismo multilateral.
A firma Ecolatina destaca que, para superar a situação, será "central que o novo influxo de dólares que o acordo com o FMI vai gerar se oriente para estimular a produção, e não para asfixiá-la".

Produção agropecuária da América Latina crescerá 17% na próxima década, dizem FAO e OCDE

AFP / Nicolas TUCATSementes de milho orgânicas cultivadas perto de Bourdeilles, sudeste da França, em 18 de maio de 2018
A produção agropecuária e pesqueira da América Latina e do Caribe aumentará 17% na próxima década, com os cultivos de soja liderando a expansão, de acordo com um relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicado nesta terça-feira (3).
Mais da metade deste crescimento (53%) corresponderá a um aumento na produção de cultivos, 39% à pecuária e os 8% restantes à expansão da piscicultura, de acordo com o relatório "Perspectivas Agrícolas 2018-2027" realizado em conjunto pela FAO e pela OCDE e divulgado em Santiago.
Está previsto que a produção total de cultivos na região cresça 1,8% por ano até 2027. Cerca de 60% deste crescimento se deverá a melhorias no rendimento, que aumentará cerca de 11% na próxima década, liderado pelos cultivos de cereais e leguminosas.
O relatório ainda projeta que o uso agrícola da terra na região se expandirá em cerca de 11 milhões de hectares.
O cultivo de soja representará aproximadamente 62% da expansão da área cultivada na região. Neste sentido, se prevê que o Paraguai expanda significativamente sua área de cultivo de soja, enquanto o Brasil fará o chamado cultivo múltiplo, ou seja, soja e milho em um mesmo terreno.
Espera-se mesmo assim que cerca de 46% da produção de soja seja exportada - principalmente para a China - e que cerca de 54% da produção total seja processada na região.
A produção de carne crescerá 19% na próxima década, com exportações que aumentarão em quase 3 milhões de toneladas no mesmo período, o que representa um crescimento de 31% em relação aos anos de 2015 e 2017, uma expansão quatro vezes maior que nos últimos dez anos.
Três quartos deste crescimento virá do Brasil.
O setor de laticínios regional também crescerá em importância durante a próxima década, quando se espera que o consumo total aumente 18%.
Quanto ao setor de pesca, é prevista uma importante expansão da piscicultura no Brasil e no Chile, com crescimento total da produção de 43%, o que manterá a América Latina como segundo maior produtor mundial de aquicultura depois da Ásia.

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Colombia sueña con los cuartos, Neymar y Brasil esperan por Bélgica Un acuerdo sobre migración en Alemania y muchas preguntas Emil Forsberg devuelve a Suecia a unos cuartos de final en un Mundial Presidenta de la Corte Suprema polaca desafía al Ejecutivo por reforma judicial Presunto complot contra oposición iraní enturbia visita europea del presidente Rohani

Colombia sueña con los cuartos, Neymar y Brasil esperan por Bélgica

AFP / Mladen AntonovHinchas colombianos en la Plaza Roja de Moscú el 2 de julio de 2018, la víspera del importante encuentro contra Inglaterra por una plaza en cuartos de final del Mundial de Rusia
Colombia tiene una cita con la historia este martes en Moscú ante la peligrosa Inglaterra del goleador Harry Kane por un lugar en los cuartos de final del Mundial de Rusia, donde Brasil de Neymar se verá con Bélgica.
En la última jornada de octavos, Suecia derrotó 1-0 a Suiza y jugará el cruce de esta instancia contra ingleses o colombianos.
- Café colombiano o te inglés -
La selección cafetera busca igualar su gesta de Brasil-2014 y volver nuevamente a cuartos de final de un Mundial, pero deberá vencer a un joven equipo inglés que tiene al goleador de Rusia-2018, Harry Kane, con cinco tantos y que quiere seguir rompiendo redes este martes en el Spartak Stadium, en Moscú.
"Tenemos una gran oportunidad en nuestras manos. Es el partido que desde muy niño soñábamos, con estar en estas instancias", declaró el capitán colombiano Radamel Falcao García, aunque evitó ir más allá de Inglaterra, sino "paso a paso".
Colombia vive pendiente del estado físico del mediocampista James Rodríguez, que puede perderse el duelo por lesión.
El Botín de Oro de Brasil-2014 se entrenó al margen este lunes en el Spartak Stadium, aunque el seleccionador, José Pekerman, reveló que James no sufre "ninguna rotura grave", y espera poder contar con él.
AFP / Kirill KudryavtsevEl centrocampista británico Fabian Delph durante un partido contra Bélgica en la fase de grupos del Mundial de Rusia, el 28 de junio de 2018
James padece un edema menor sin ruptura fibrilar en el sóleo derecho, según el parte médico de la Federación Colombiana (FCF), que lo obligó a dejar el partido por la fase de grupos contra Senegal a los 30 minutos.
El DT inglés, Gareth Southgate, también apela a la cautela, al igual que Falcao García, y no quiere ir más allá de este martes.
"Nos enfocamos en el partido de mañana, que será contra un rival muy difícil y muy bueno. Hemos estado en esta posición antes muchas veces (en eliminatorias que después se perdieron), así que no hay que pensar en lo que puede pasar después del partido de mañana, sino centrarnos en mañana".
- Suecia confirma -
Suecia había dejado una imagen en alza en su último partido del Grupo F goleando a México por 3-0 y demostró armas para avanzar a cuartos, aún sin Zlatan Ibrahimovic en Rusia.
AFP / Olga MALTSEVALos jugadores suecos festejan la victoria de su selección 1-0 contra Suiza por octavos de final de la Copa del Mundo, en San Petersburgo, Rusia, el 3 de julio de 2018
El aburrido partido ante Suiza (1-0) tuvo una pizca de emoción solo al final cuando al minuto 90+3 el árbitro Damir Skomina cobró penal a favor de Suecia pero rectificó con el VAR (videoarbitraje) porque la falta había sido cometida fuera del área de sentencia.
Hasta el gol congenió con el trámite: un disparo de Emil Forsberg al minuto 66 se desvió en un defensa y dejó sin asunto al portero Yann Sommer.
- Löw, pese al fiasco -
El seleccionador alemán, Joachim Löw, continuará en el puesto pese al fracaso histórico de su equipo en el Mundial de Rusia, donde fue eliminado en la fase de grupos, anunció este martes la Federación Alemana de fútbol (DFB).
Löw, en el cargo desde 2006 y que llevó a la Mannschaft al título mundial en Brasil-2014, tiene contrato hasta 2022, año del Mundial de Catar, aunque antes tendrá como reto importante la Eurocopa de 2020, donde los alemanes tendrán como misión borrar su mala imagen de Rusia.
Con Löw como seleccionador, Alemania siempre alcanzó al menos las semifinales en todos los grandes torneos, con la única excepción de Rusia-2018. Además del Mundial de 2014, conquistó la Copa de las Confederaciones en 2017.
"Valoro mucho la confianza que la DFB me ha dado y siento en general mucho apoyo y ánimo, pese a las críticas justificadas por nuestra eliminación", declaró Löw tras una reunión con dirigentes de la Federación este martes.

Un acuerdo sobre migración en Alemania y muchas preguntas

AFP / John MacDougallLa canciller alemana Angela Merkel, pensativa en una sesión del Bundestag, en Berlín, el 3 de julio de 2018
Centros fronterizos para demandantes de asilo y regresos previstos hacia países de entrada a la UE son dos de los puntos incluidos en el acuerdo migratorio pactado para salvar el gobierno de Angela Merkel que causan interrogantes a nivel europeo.
Centros de tránsito
El objetivo del acuerdo es reducir el número de demandantes de asilo en el país y solucionar así el conflicto interno en el gobierno de coalición de la canciller. Para esto, se trata de impedir a los migrantes cuya "demanda de asilo depende de otro país" entrar a Alemania. La medida principal es la creación de "centros de tránsito", solución ya planteada por los conservadores alemanes durante la crisis migratoria en 2015. El concepto recuerda a las zonas extra-territoriales existentes en los aeropuertos, de donde los migrantes no autorizados pueden ser directamente reenviados.
Los rechazos serán realizados con base en acuerdos logrados con los países de ingreso de los migrantes, la solución europea tan apreciada por la canciller. En caso de que los países rechacen retomarlos, como ya dijo Italia, los migrantes serán entonces reenviados hacia Austria "con base en un acuerdo con la República austriaca".
"Clarificación"
El vecino austriaco estaría entonces en primera línea. El país dirigido por una coalición entre conservadores y extrema derecha reclamó el martes una "clarificación" de Alemania y se mostró dispuesto a tomar medidas para proteger su frontera sur con Italia y Eslovenia, por donde entran la mayoría de los migrantes, lo que podría desencadenar un efecto de dominó en Europa. La reacción de Italia en particular será muy esperada.
Los casos son relativamente poco numerosos, según el diario FAZ, con unos 18.350 migrantes ya registrados en la base de datos Eurodac entrados en enero y mediados de junio en Almania. La gran mayoría de los migrantes llegan sin haber sido registrados previamente: Alemania registró unas 68.400 primeras peticiones de asilo entre enero y mayo.
SPD bajo presión
La aplicación del acuerdo logrado entre el Partido Demócrata Cristiano (CDU) de la canciller y el ala más a la derecha de su coalición (CSU) depende también del último socio gubernamental, el Partido Social Demócrata (SPD).
El SPD rechazó fuertemente estos "centros de tránsito" en 2015. "No tenemos necesidad de enormes cárceles en la frontera", denunció Heiko Maas, actualmente ministro de Relaciones exteriores.
Pero es probable que el SPD acepte al final. Si no es así, la coalición podría estallar y el partido, ahora en plena crisis, teme más que todo que haya nuevas elecciones donde podría ser superado por la extrema derecha. "Pobre SPD", dijo el jefe de los Ecologistas, Robert Habeck.

Emil Forsberg devuelve a Suecia a unos cuartos de final en un Mundial

AFP / Gabriel BouysEl futbolista sueco Emil Forsberg celebra el gol a Suiza que le ha otorgado a Suecia el pase a cuartos de final del Mundial, el 3 de julio de 2018 en San Petersburgo, Rusia
Un solitario tanto de Emil Forsberg en el minuto 66 dio el pase a cuartos de final del Mundial de Rusia-2018 a Suecia, que derrotó por 1-0 a una selección de Suiza que no mereció empatar.
Tras su triunfo de este martes en San Petersburgo, los suecos se enfrentarán el sábado en busca de las semifinales al ganador del Colombia-Inglaterra que se juega esta misma jornada (18h00 GMT).
El equipo escandinavo no había alcanzado los cuartos de final desde que lograra la tercera plaza en Estados Unidos-94, después de una época dorada en la década de los treinta (cuarto en Francia-1938) y cincuenta (tercero en Brasil-1950 y segundo en Suecia-1958).
"No estamos satisfechos" y mantendremos nuestras ambiciones en alto, advirtió el técnico sueco Janne Andersson tras el partido. "Tenemos un gran equipo, haremos nuestro mejor esfuerzo y veremos qué sucede", en la siguiente fase, agregó.
Suiza, por su parte, continúa con su maldición en los partidos de eliminación directa de los grandes torneos, donde no ha logrado nunca salir victoriosa en ninguno de ellos cuando el formato ha sido de una fase de grupos y cruces posteriores. Sí consiguió avanzar una ronda en 1934 y 1938, cuando el torneo se disputaba a partidos mata-mata desde el inicio.
"Estamos tristes, queríamos hacer más (...), estábamos (jugando) demasiado lento, demasiado impreciso, no lo suficientemente bueno", para ser cuartofinalistas en una Copa del Mundo, admitió el técnico suizo Vladimir Petkovic.
El duelo entre dos de los octavofinalistas más sorprendentes del Mundial se lo llevó merecidamente Suecia, que contó con las mejores ocasiones de gol del partido, pese a que la posesión de la pelota (un 64%) fue para los suizos.
Tras el tanteo inicial, avisó Marcus Berg tras hacer una pared con Ola Toivonen, pero el disparo del '9' se marchó muy desviado (8) y en el posterior saque de portería, Yann Sommer se equivocó al entregar la pelota a un contrario y el propio Berg y Albin Ekdal estuvieron cerca de abrir el marcador (9).
Suecia dominaba a una Suiza que apenas podía salir de su propio campo, aunque se defendía bien de los ataques de los nórdicos, que volvieron a contar con una ocasión de gol, la más clara del primer tiempo, en otro disparo de Berg que sacó Sommer con una gran estirada (28).
La réplica suiza llegó en el 34, con un disparo desde 30 metros de Granit Xhaka que salió alto.
En el 41, Suecia volvió a tenerla, con un gran centro desde la banda de Mickael Lustig que Ekdal desperdició, sólo en el segundo palo, enviando la pelota a las nubes.
- Sin reacción de la 'Nati -
El premio a la mayor ambición sueca se plasmó pasada la hora de juego, en un balón que llegó a Forsberg en la frontal del área y, tras un amago, el centrocampista disparó a puerta y la pelota acabó en la red tras tocar en el pie de Manuel Akanji y despistar a Sommer (66).
Con el marcador en contra, Suiza trató de estirarse un poco en busca del empate, sacando a dos delanteros (Seferovic y Embolo), por dos centrocampistas (Zuber y Dzemaili).
Akanji estuvo cerca de igualar con un cabezazo que salvó bajo palos Forsberg (80) y en el descuento lo intentó Seferovic, con un remate que atajó Robin Olsen, pero los argumentos exhibidos por la Nati se quedaron muy cortos como para aspirar a jugar unos cuartos de final de un Mundial.
Los helvéticos, además, se quedaron con 10 hombres a pocos segundos del final, por la expulsión de Michael Lang, que derribó a Martin Olsson justo antes de pisar el área. En esa acción, el árbitro concedió penal antes de revisar la jugada por el video y decretar tiro libre.
De esta manera, Suecia, que llegó al Mundial tras eliminar sorprendentemente a Italia en el repechaje europeo, tratará de ganar en cuartos de final y meterse entre los cuatro primeros por quinta vez en su historia.

Presidenta de la Corte Suprema polaca desafía al Ejecutivo por reforma judicial

AFP/Archivos / Janek SkarzynskiUna manifestación frente a la Corte Suprema polaca el 23 de julio de 2017 en Varsovia
El gobierno polaco anunció este martes el pase a jubilación de la presidenta de la Corte Suprema, quien rechaza de plano abandonar su cargo, una medida prevista en una polémica reforma judicial.
Al llegar a los 65 años, la jefa de la Corte Suprema, Malgorzata Gersdorf, pasó a la jubilación, según la nueva ley sobre el Poder Judicial, indicó la presidencia del país.
Pero la magistrada rechazó esa medida. "En relación a mi estatuto de presidenta del Tribunal Supremo, no cambia tras mi conversación con el presidente de la República. Mañana iré a trabajar, porque la Constitución establece mi mandato en seis años (hasta 2020)", indicó Gerdorsf durante una compareciencia ante el parlamento.
Tras salir de una reunión con el presidente Andrzej Duda, la jueza designó a un juez de la Corte Suprema para reemplazarla "en caso de ausencia", explicó su portavoz.
Según la reforma del gobierno conservador en el poder, un tercio de los jueces polacos deben abandonar inmediatamente sus cargos e ir a la jubilación anticipada.
El conflicto no es solamente interno, sino que opone al gobierno en Varsovia con la Comisión Europea.
El gobierno no da muestras de cambiar su propuesta ni suavizar las tensiones a pesar del procedimiento de infracción de urgencia que lanzó el lunes la Comisión Europea.
Los magistrados afectados prevén ingresar a su trabajo en procesión, vistiendo sus togas y acompañando a Gersdorf, este miércoles.
El ejecutivo europeo, garante de los tratados, envió el lunes un aviso formal que Polonia tiene un mes de plazo para responder. Esta es la primera etapa de un proceso que podría llegar hasta la Corte de Justicia de la UE (CJUE) y que prevé eventuales sanciones financieras.
- Línea roja -
Desde el punto de vista de Bruselas, hay una "línea roja" que no se debe cruzar, incluso si los jueces concernidos pueden solicitar al presidente de la República continuar trabajando. Ante esta opción el mandatario no tendría cómo justificar su decisión discrecional.
Los conservadores bajaron en cinco años la edad de jubilación de los jueces con el fin de sacar a los magistrados que empezaron su carrera antes de la caída del comunismo.
AFP/Archivos / Janek SkarzynskiUna mujer protesta ante la Corte Suprema de Polonia, el 23 de julio de 2017 en Varsovia, contra una ley para cambiar el sistema judicial
Esta medida, que entra en vigor la medianoche del martes 3 de julio, afecta a 27 jueces, más de un tercio del total de magistrados en la Corte. Entre ellos, 16 pidieron al presidente prolongar su mandato, 11 no se manifestaron pero podrían intentar mantenerse en sus puestos, invocando su inamovilidad prevista por la ley fundamental, que marca el principio de independencia judicial.
Los conservadores en el poder consideran que la reforma de la Corte Suprema es parte de un esfuerzo indispensable para romper una casta de jueces, a quienes consideran corruptos y descendientes de sus predecesores comunistas.
Por el contrario, la oposición de centro, estima que el oficialista Partido Ley y Justicia (PiS) busca controlar el aparato judicial para un dominio total de las instituciones del Estado y viola uno de los principios fundamentales de la democracia que es la separación de poderes.
La postura de la Comisión Europea se inclina hacia la oposición polaca.

Presunto complot contra oposición iraní enturbia visita europea del presidente Rohani

AFP / Ruben SprichEl presidente de Irán, Hasan Rohani, en una rueda de prensa en Berna, Suiza, el 3 de julio de 2018
La visita del presidente iraní Hasan Rohani a Suiza y Austria se vio enturbiada este martes por un presunto complot para atentar contra una reunión de opositores en Francia, que provocó la detención de un diplomático iraní en Alemania.
La víspera de la llegada de Rohani a Viena, las autoridades austriacas anunciaron este martes que pidieron a Irán levantar la inmunidad al diplomático destacado en la capital, detenido el sábado en Alemania.
El ministerio austriaco de Relaciones Exteriores anunció que retira al sospechoso su estatuto diplomático, lo que será efectivo "en 48 horas".
El asunto de la inmunidad, estatuto muy protector en caso de infracción, no afectaría necesariamente la decisión de las autoridades alemanas sobre el diplomático, ya que fue detenido fuera del país donde estaba destacado, precisó el ministerio a la AFP. El sospechoso está bajo una orden de captura europea, según la misma fuente.
El diplomático podría ser extraditado próximamente a Bélgica, donde se coordinan las investigaciones sobre el caso, indicó la fiscalía de Bamberg, en el sur de Alemania.
En total, seis personas fueron detenidas por las autoridades de varios países europeos, sospechosas de haber participado en la preparación de un ataque contra una manifestación de opositores al régimen iraní el sábado cerca de París en el que participaban personalidades estadounidenses de primer plano.
El Consejo Nacional de la Resistencia iraní (CNRI), entidad cercana a los muyaidines del pueblo, afirmó el lunes que "el diplomático del régimen de los molás en Austria detenido en Alemania (...) se llama Assadollah Assadi" y lo acusa de haber sido el que pidió hacer el atentado y fue su "principal planificador".
El diplomático es sospechoso de haber estado en contacto con otras dos personas detenidas: una pareja de belgas de origen iraní arrestados en Bruselas en posesión de 500 gramos de TATP, explosivo artesanal muy inestable, y de un "mecanismo de ignición".
La pareja es acusada de querer cometer un atentado con bomba el sábado en Villepinte, cerca de París, durante una manifestación organizada por los muyaidines del Pueblo iraní (MEK), partido de oposición fundado en 1965 y prohibido por las autoridades iraníes desde 1981.
- Reunión sobre el tema nuclear en Viena -
Según el sitio del ministerio austriaco de Relaciones Exteriores, Assadi tiene rango de tercer consejero en la embajada de Irán.
El embajador de Irán en Austria fue convocado al ministerio de Relaciones exteriores desde el lunes para dar explicaciones.
El gobierno iraní afirmó que ve en esas acusaciones un complot cuando el presidente iraní, Hasan Rohani, se encuentra en Europa para abordar el tema de cooperación entre europeos e iraníes tras la retirada estadounidense del acuerdo nuclear logrado en 2015.
El contexto es tan sensible que los ministros de Relaciones Exteriores de los cinco Estados miembros del acuerdo nuclear iraní se reunirán el viernes en Viena por primera vez desde la retirada de Estados Unidos de ese pacto en mayo, según la agencia oficial iraní Irna.
La visita de Rohani es considerada de "importancia capital" en Irán para la cooperación entre la República islámica y Europa luego de la retirada estadounidense del acuerdo.
AFP/Archivos / Zakaria AbdelkafiDecenas de personas en una concentración de opositores iraníes en Villepinte, Francia, el 30 de junio de 2018
Después de una etapa en Suiza hasta el martes, el presidente iraní estará el miércoles en Viena, donde fue firmado en julio de 2015 el acuerdo internacional sobre el tema nuclear que fue negociado durante varios años. Se entrevistará con el jefe de gobierno, Sebastian Kurz, y el presidente de la República, Alexander Van der Bellen.
Están previstos la firma de memorandos de cooperación entre Irán y Austria, así como entrevistas con los medios empresariales, cuando Irán pide a Europa dar "garantías" de naturaleza económica que posibiliten a Irán seguir en el acuerdo.
La retirada unilateral de Estados Unidos del acuerdo nuclear abre en efecto la vía a nuevas sanciones estadounidenses contra Irán y las empresas de terceros países que comercian con ese país, donde han invertido.
Varios grandes grupos extranjeros, inclusive en Austria, anunciaron su intención de cesar toda actividad en Irán, o con el país, por temor a sanciones futuras.

copy  https://www.afp.com/




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