Bolsonaro reconhece dificuldade de aprovar reforma da Previdência agora, mas diz que vai tentar. Ex-ministro Joaquim Levy é sondado para equipe econômica de Bolsonaro



Bolsonaro 
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) reconheceu nesta quinta-feira que é difícil o Congresso aprovar nas semanas que restam de trabalho neste ano a reforma da Previdência, mas disse que vai avaliar o que pode ser feito a respeito.
Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirmou que é possível aproveitar alguma coisa da reforma do presidente Michel Temer que está em tramitação no Congresso. no Rio de Janeiro 25/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

BRASÍLIA (Reuters) - O time econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) sondou o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy para fazer parte do governo, afirmou uma fonte a par do assunto nesta quinta-feira.
Levy, durante reunião do Banco Mundial em Hanói, Vietnã 31/3/2018 REUTERS/Kham/Pool
 
A posição que o ministro poderá ocupar não foi comentada pela fonte, que pediu anonimato. O interesse por eventual participação de Levy no governo vem do apreço de Paulo Guedes, indicado por Bolsonaro à Fazenda, por seu trabalho. Ambos têm doutorado em economia pela ultraliberal Universidade de Chicago.
Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mas saiu antes de completar seu primeiro ano no cargo diante de discordâncias sobre o afrouxamento nos esforços fiscais, em meio à recessão econômica e à intensa crise política, que emperrou ou atenuou muitas das medidas de ajuste que propôs ao longo de sua gestão. Ele também foi secretário da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro governo de Sérgio Cabral.
Além de promover uma forte tesourada nas despesas, como ministro buscou sem sucesso uma grande reversão em subsídios, a diminuição de recursos destinados para o Sistema S e a recriação da CPMF.
Reagindo ao quadro de franca deterioração nas contas públicas e falta de coesão no governo para atacar o problema, o Brasil perdeu, sob a gestão de Levy como ministro da Fazenda, o grau de investimento pelas agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’s.
Depois de deixar o ministério, Levy assumiu o posto de diretor financeiro do Banco Mundial, onde segue até hoje. Procurado via assessoria de imprensa da instituição, não comentou.

INDEFINIÇÃO SOBRE BNDES

A mesma fonte disse à Reuters que o nome para chefiar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “ainda não foi decidido”.
Também destacou que os nomeados para o comando das estatais no governo Bolsonaro “não necessariamente” sairão da lista definida para a equipe da economia na transição, que já conta com 11 integrantes além de Guedes.
No grupo, estão Rubem Novaes e Carlos da Costa, nomes que já foram ventilados na imprensa como possíveis escolhas para o BNDES.
Veja abaixo 12 nomes da economia que integrarão a equipe de transição:
1. Paulo Guedes - indicado ao comando do Ministério da Economia, que irá unir as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)
2. Adolfo Sachsida - pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado na Universidade do Alabama
3. Carlos da Costa - ex-diretor de Planejamento, Crédito e Tecnologia do BNDES, tem mestrado e doutorado em Economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)
4. Marcos Cintra - PhD em Economia em Harvard, é professor da FGV e presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)
5. Abraham Weintraub - diretor-executivo no CES (Centro de Estudos em Seguridade), é formado em Economia pela USP, tem mestrado em Administração pela FGV e MBA Internacional pela FGV/Brasil, CUHK/China, RSM/Holanda, UNC/USA e TEC/México
6. Arthur Weintraub - formado em Direito pela USP, tem mestrado e doutorado na área de Previdência
7. Hussein Kalout - cientista político e atual secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, é professor de Relações Internacionais e pesquisador licenciado de Harvard
8. Roberto Castello Branco - diretor na Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio, ex-diretor da Vale e ex-conselheiro da Petrobras, tem doutorado em Economia pela FGV e pós-doutorado pela Universidade de Chicago
9. Waldery Rodrigues Junior - atual coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é formado em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com doutorado em Economia pela UnB
10. Carlos Von Doellinger - ex-secretário de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, ex-presidente do Banerj, tem mestrado em Economia e é pesquisador aposentado do Ipea
11. Marcos Troyjo - graduado em Ciência Política e Economia pela USP, doutor em Sociologia das Relações Internacionais pela USP, diplomata, integrante do Conselho Consultivo do Fórum Econômico Mundial e diretor do BRICLab da Universidade Columbia
12. Rubem Novaes - PhD em Economia pela Universidade de Chicago e colaborador do Instituto Liberal-RJ, foi professor da EPGE/FGV, diretor do BNDES e presidente do Sebrae
RI Bolsonaro no Rio de Janeiro 25/10/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) reconheceu nesta quinta-feira que é difícil o Congresso aprovar nas semanas que restam de trabalho neste ano a reforma da Previdência, mas disse que vai avaliar o que pode ser feito a respeito.
Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirmou que é possível aproveitar alguma coisa da reforma do presidente Michel Temer que está em tramitação no Congresso.
Reportagem de Rodrigo Viga Gaier
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Moro promete agenda anticorrupção em Ministério da Justiça e Segurança de Bolsonaro


Juiz Federal Sérgio Moro 30/05/2017 REUTERS/Rafael Marchante 

Moro promete agenda anticorrupção em Ministério da Justiça e Segurança de Bolsonaro Federal Sérgio Moro 

30/05/2017 REUTERS/Rafael Marchante

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Justiça, em uma versão ampliada, e disse que tomou a decisão para poder implementar uma agenda anticorrupção no país.
“Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, afirmou Moro em nota, assim que deixou a casa do presidente eleito, no Rio de Janeiro.
“Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, afirmou o magistrado, que vai liderar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Pouco depois da nota do magistrado, o presidente eleito usou sua conta no Twitter para fazer o mesmo anúncio e dizer que a agenda de Moro anticorrupção, anticrime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis serão o norte do seu governo. Em vídeo divulgado mais tarde, Bolsonaro disse ainda que o futuro ministro terá liberdade total para trabalhar.
Moro, 46 anos, reuniu-se com Bolsonaro nesta manhã para acertar os últimos detalhes. Ao deixar o local, estava acompanhado do economista Paulo Gueres, que comandará o superministério da Economia no futuro governo.
Segundo Bolsonaro, ambas as partes chegaram a “100 por cento de acordo” durante a conversa, quando Moro apresentou o que gostaria de fazer à frente do cargo e indagou se teria meios e liberdade para perseguir uma agenda de combate à corrupção, de acordo com o presidente eleito.
Moro, juiz responsável pela operação Lava Jato em Curitiba, terá que deixar a carreira para assumir o ministério, já que a legislação impede que magistrados da ativa assumam outras funções de governo.
O juiz afirmou ao chegar ao Rio, na manhã desta quinta, que sua decisão dependia de Bolsonaro concordar com algumas condições que teria para assumir o cargo.
Fontes ouvidas pela Reuters, antes do encontro, já haviam confirmado que Moro estava decidido a aceitar o cargo. Em conversas anteriores com emissários de Bolsonaro, as condições do juiz já haviam sido apresentadas e aceitas. A conversa com Bolsonaro serviu para formalizar o convite.
Moro queria estar à frente de um Ministério da Justiça ampliado, em que volte para a pasta a Segurança Pública —separada pelo governo de Michel Temer—, o comando de todas as forças de segurança e também o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, que faz as auditorias e investigações internas do governo federal.
Com a decisão de Bolsonaro e sua equipe econômica de enxugar ministérios, a Justiça volta a incorporar o atual Ministério da Segurança Pública, área que não está dentro das especialidades de Moro.
“Obviamente não é uma especialidade dele a segurança pública, mas bem assessorado e com a inteligência que lhe é peculiar, tomará as decisões adequadas nessa área”, afirmou o presidente eleito no vídeo.
A segunda condição seria o compromisso do governo com as chamadas 10 medidas contra a corrupção, compiladas pelo Ministério Público em uma série de leis que não chegaram a ser aprovadas pelo Congresso. O próximo ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi o relator na Câmara.
Mesmo antes do encontro, a Justiça Federal já preparava a substituição de Moro na 13ª Vara Federal, responsável pela Lava Jato. Decidiu-se que será aberto um processo interno de substituição, em que outros juízes se candidatam a assumir a vara. A prioridade é dada por antiguidade entre os que se candidatarem.
Além disso, está definido, segundo disse na véspera uma fonte à Reuters, que os processos da Lava Jato não serão redistribuídos, mas ficarão na 13ª com o novo juiz que assumir o posto.
“A operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências”, afirmou Moro na nota divulgada nesta quinta-feira.
Entre essas audiências, está a oitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo sobre o sítio de Atibaia, prevista para 14 de novembro. Seria o primeiro encontro entre Lula —preso em Curitiba desde abril desde ano pela condenação no processo do tríplex do Guarujá— e o juiz que o condenou desde a prisão.
Antes mesmo da decisão de Moro ser anunciada, a defesa do ex-presidente, nas alegações finais do processo, entregues na quarta-feira, destacou as negociações de Moro com Bolsonaro e o considerou comprometido para julgar Lula.

REAÇÃO

Petistas e aliados de Lula consideram Moro um dos principais algozes do ex-presidente e já teciam críticas sobre uma eventual participação dele no governo Bolsonaro, o presidente eleito que encarnou durante o pleito o discurso antipetista.
A candidata a vice-presidente derrotada na chapa do PT, Manuela D’Ávila (PCdoB), reagiu no Twitter à escolha de Moro para fazer parte do novo governo. “Ao aceitar o convite para ser Ministro da Justiça, Sérgio Moro decide tirar a toga para fazer política”, disse.
Na véspera, a ex-corregedora Nacional de Justiça e ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou à Reuters que considerava “precipitado” uma eventual decisão de Moro de ocupar o Ministério da Justiça.
“Acho precipitado ele sair e pedir exoneração. Detona a carreira de juiz para começar uma carreira nova, acho isso um pouco arriscado”, disse Eliana, que havia declinado do convite para assumir essa pasta após ter sido sondada por interlocutores de Bolsonaro.
Para a ex-ministra do STJ, Moro tinha uma carreira promissora, embora já tenha prestado “grande serviço” à nação com a Lava Jato.
Embora tenha ressaltado o que classificou como atuação imparcial do magistrado, Eliana Calmon admitiu que a nomeação de Moro para o Ministério da Justiça poderia abrir margem para críticas de petistas e simpatizantes de Lula de atuação partidária do juiz à frente da Lava Jato.
Reportagem adicional de Ricardo Brito, em Brasília
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A fundação do Estado policial

A fundação do Estado policial

Para quem não percebeu, o registro: amanhã, ainda que não se formalize imediatamente a aceitação, por Sérgio Moro, do cargo de “superministro” da Justiça, é a data da fundação do novo estado policial brasileiro, agora já saindo de sua fase larval para começar a tomar sua forma adulta.
A montagem é cuidadosa: não será só colocar sob um comando incontestável, o de Moro, a Polícia, o Ministério Público e o poder Judiciário, intimidado, a seu reboque.
Será dar-lhe, também, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o que significa, na prática, colocar sob seu controle toda a vida econômico-financeira dos cidadãos e das empresas.
“Grampeia-se” assim a intimidade do bolso de todos, posto sob lupa e, como se sabe, “de perto, ninguém é normal”
A “engenharia” é simples: escolhem-se os “culpados”, então manda-se separar as “provas” as eles relativas.
Abre-se, então, a “investigação”.
Com o “devido processo legal” assim invertido, de que ilegalidade se vai reclamar?
PS. Vou voltando a escrever, com dificuldades, do poço de uma dengue impiedosa que, somada à derrota da democracia, é de moer qualquer um. Espero voltar aos meus deveres o mais breve possível, mas não posso deixar de apontar que, nesta história do “super-Moro” há mais que uma jogada de propaganda: há a cooptação da Justiça e um laço que amarra o resto de autonomia que se poderia esperar do Supremo. 
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Ryanair insiste en hacer pagar su equipaje de mano en Italia

Ryanair insiste en hacer pagar su equipaje de mano en Italia

dpa/AFP / Bernd SettnikPasajeros de Ryanair realizan el check-in en el aeropuerto de Schoenefeld, Alemania, el 28 de septiembre de 2018
La compañía aérea irlandesa de bajo coste Ryanair anunció este jueves que apelará la orden de la autoridad italiana reguladora de la competencia que quiere obligarle a aceptar de forma gratuita el equipaje de mano de sus pasajeros.
En virtud de una nueva política de equipaje anunciada a finales de agosto por la primera compañía europea, los pasajeros de Ryanair deben pagar un suplemento para poder embarcar una maleta pequeña con ellos en el avión.
Pero el miércoles, la autoridad reguladora de la competencia en Italia ordenó a Ryanair suspender el nuevo sistema que tenía que empezar a aplicarse este jueves. La orden afecta también a otra compañía de bajo coste, la húngara Wizz Air, que decidió instaurar una política similar.
"Vamos a apelar esta decisión de inmediato", respondió una portavoz de la compañía irlandesa interrogada por la AFP.
"Una autoridad de competencia no tiene competencia sobre todo lo que está vinculado con la seguridad aérea y la puntualidad. Nuestra política es transparente y beneficia a los clientes", agregó.
Al anunciar su nueva política, Ryanair subrayó que quería reducir el tiempo de embarque incitando a más pasajeros a facturar sus maletas, incluidas las de tamaño cabina. En su opinión, esto reduciría los retrasos y en última instancia beneficiaría a los viajeros.
Según las nuevas normas, los pasajeros solo pueden transportar gratuitamente un bolso de mano o una mochila pequeña que se pueda guardar debajo del asiento.

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EEUU aumenta las presiones contra Venezuela con sanciones contra el sector del oro

EEUU aumenta las presiones contra Venezuela con sanciones contra el sector del oro

AFP/Archivos / Federico PARRAEl presidente venezolano, Nicolás Maduro, durante una conferencia de prensa en Caracas el 1 de octubre de 2018
Estados Unidos aumentó este jueves las presiones contra Venezuela al anunciar sanciones contra las exportaciones de oro, acusando al país de ser junto a Cuba y Nicaragua una "troika de la tiranía".
El asesor de Seguridad Nacional de la Casa Blanca, John Bolton, dijo en un discurso en Miami que las nuevas sanciones golpearán al sector del oro que "ha sido utilizado como un bastión para financiar actividades ilícitas, llenar sus arcas y apoyar a grupos criminales".
"Hoy estoy muy orgulloso de compartir que el presidente Trump firmó un decreto ejecutivo para imponer nuevas y duras sanciones contra Venezuela", dijo el funcionario, a menos de una semana de las elecciones de mitad de mandato en Estados Unidos.
La Casa Blanca publicó este jueves el decreto. Bolton explicó a la prensa que las sanciones entrarán en vigor de forma inmediata y que supondrán un peso "insoportable" para el gobierno venezolano.
AFP/Archivos / Yuri KADOBNOVEl Consejero de Seguridad Nacional de Estados Unidos, John Bolton, el 23 de octubre de 2018 en Moscú durante una rueda de prensa
Al ser preguntado sobre la posibilidad de una intervención en Venezuela Bolton respondió: "No veo que eso vaya ocurrir".
El país se encuentra sumido en una aguda crisis política y económica con una inflación, que según el FMI va a alcanzar el 1.350.000% este año.
La ONU estima que desde 2015 cerca de 1,9 millones de personas han emigrado de Venezuela.
Bolton, que siempre ha sido considerado un partidario de la línea más dura en política exterior, denunció a Cuba, Venezuela y Nicaragua como "la troika de la tiranía" y dijo que el presidente estadounidense va a tomar "acciones directas contra estos tres regímenes".
Según las sanciones ya existentes, ni Venezuela ni la petrolera estatal PDVSA pueden transar deuda en Estados Unidos, lo que en la práctica cierra el mercado al país. Las prohibiciones también afectan al presidente venezolano, Nicolás Maduro, a su esposa, y a varios ministros y líderes chavistas.
"Bajo el mando del presidente Trump, Estados Unidos va a tomar acciones directas contra estos tres regímenes para defender el imperio de la ley, la libertad, la decencia humana mínima en nuestra región", afirmó Bolton en el discurso.
El alto funcionario dijo que Estados Unidos espera con ansias "ver cómo cada vértice del triángulo cae: en La Habana, en Caracas y en Managua".
Y agregó que mientras llega ese día, las personas de la región "pueden estar seguras de que Estados Unidos está con ellas contra las fuerzas de la opresión, el totalitarismo y la dominación".
En su discurso, Bolton dijo que la elección del política de extrema derecha en Brasil, Jair Bolsonaro, y del conservador Iván Duque en Colombia, que ya está en el poder, son "signos positivos para el futuro de la región".
- "No más canales secretos" con Cuba -
Bolton, que habló desde la Torre de la Libertad (Freedom Tower), un emblemático edificio en el centro de Miami donde se recibía a los cubanos llegados entre 1960 y 1970, también anunció que Estados Unidos sumó más entidades vinculadas con los militares cubanos o con los servicios de inteligencia a la lista de empresas con restricciones en Estados Unidos.
"El Departamento de Estado sumó dos decenas de entidades adicionales, que son propiedad o que están controladas por los militares cubanos o los servicios de inteligencia, a la lista de entidades con las cuales las transacciones financieras están prohibidas para las personas en Estados Unidos", afirmó.
Bolton dijo que la medida incluye acciones concretas para impedir que los dólares estadounidenses lleguen a los militares cubanos, al sector de la seguridad y a los servicios de inteligencia.
Su discurso coincidió con el momento en que la Asamblea General de la ONU rechazaba un intento de Estados Unidos de criticar el historial de los derechos humanos en Cuba y condenó por 27º año consecutivo el bloqueo de Washington.
"En este gobierno, no va a haber más canales secretos entre Cuba y Estados Unidos. Nuestra política es transparente para que el pueblo estadounidense y el mundo vean", agregó Bolton en relación al diálogo comenzado por el expresidente estadounidense Barack Obama durante su gobierno que puso fin en 2015 a medio siglo de ruptura diplomática entre ambos países.
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EUA acusa empresas da China e de Taiwan de roubar segredos da Micron

EUA acusa empresas da China e de Taiwan de roubar segredos da Micron

AFP / Jim WATSONO procurador-geral americano, Jeff Sessions
O procurador-geral americano, Jeff Sessions, apresentou nesta quinta-feira (1) acusações contra uma empresa chinesa e outra taiwanesa pelo roubo de segredos comerciais da fabricante americana de chips Micron, estimando o prejuízo em 8,75 bilhões de dólares.
De acordo com Sessions, este caso faz parte de um programa apoiado por Pequim para roubar segredos industriais e comerciais dos EUA.
"Vistos em conjunto, esses casos e muitos outros mostram uma imagem sombria de um país empenhado em roubar para abrir caminho no desenvolvimento econômico e às custas dos Estados Unidos", disse Sessions.
"Esse comportamento é ilegal, é errado, é uma ameaça à nossa segurança nacional e deve parar", acrescentou.
A acusação apresentada no tribunal distrital de San Jose, Califórnia, alega que a estatal chinesa Fujian Jinhua Integrated Circuit Co. e a empresa privada taiwanesa United Microelectronics Corporation (UMC), juntamente com três executivos desta última, conspiraram para roubar segredos comerciais da Micron.
De acordo com o processo, o objetivo era ajudar a UMC e a Fujian Jinhua a desenvolverem chips DRAM, usados em muitos processadores digitais.
A acusação acrescenta que os três executivos taiwaneses - Stephen Chen Zhengkun, He Jianting e Kenny Wang Yungming - trabalharam anteriormente na Micron e roubaram sua tecnologia quando se uniram à UMC com o propósito expresso de transferi-la para a Fujian Jinhua.
Chen era um executivo sênior da Micron, depois liderou a UMC e mais tarde tornou-se presidente da Fujian Jinhua.
O movimento representou uma grande ameaça para a Micron, empresa avaliada em cerca de US$ 100 bilhões e que controla entre 20% e 25% do mercado mundial de chips DRAM.
A acusação é feita quatro meses depois que a Fujian Jinhua ganhou uma disputa de patentes contra a Micron em um tribunal chinês, obtendo um pedido para que a empresa americana suspendesse as vendas na China de mais de uma dúzia de produtos.
Em retaliação, o Departamento de Comércio americano impôs fortes restrições à capacidade da Fujian Jinhua de comprar maquinário e materiais para suas fábricas na segunda-feira.
Além das acusações criminais anunciadas nesta quinta-feira, o Departamento de Justiça entrou com uma ação civil para bloquear as importações de qualquer produto da UMC e da Fujian Jinhua usando tecnologia roubada da Micron


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Bruxelas desmente acordo sobre serviços financeiros após Brexit Novo Nordisk, líder mundial da insulina, demite 1.300 funcionários

Bruxelas desmente acordo sobre serviços financeiros após Brexit

AFP / Ben STANSALLMichel Barnier fala aos jornalistas
O chefe dos negociadores da União União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, desmentiu nesta quinta-feira que Reino Unido e Bruxelas tenham chegado a um acordo sobre os serviços financeiros, como havia informado o jornal britânico The Times.
"Artigos na imprensa enganosos sobre o Brexit e os serviços financeiros", escreveu Barnier em um tuíte.
"Um lembrete: a UE pode acordar e retirar alguns serviços financeiros de forma autônoma. Como já acontece com outros países terceiros, a UE está disposta a manter um diálogo regulamentar com o Reino Unido com absoluto respeito da autonomia de ambas as partes", garantiu o negociador europeu.
Barnier desmente, assim, a informação do jornal britânico de que "os negociadores britânicos e europeus concluíram um acordo de princípio sobre todos os aspectos de uma futura associação nos serviços e intercâmbio de dados".
"A UE garantirá às empresas britânicas o acesso aos mercados europeus enquanto a regulamentação financeira permanecer alinhada com a da Europa", completou o jornal a respeito do acordo, citando fontes do governo britânico.
Contactadas pela AFP, fontes do Ministério britânico para o Brexit indicaram apenas que "nada é definitivo até que se alcance um acordo sobre tudo" relacionado à saída da UE.
Desde o início das negociações sobre o Brexit, em junho de 2017, os serviços financeiros ocupam parte importante das discussões.
Londres deseja um acordo que permita às empresas britânicas seguir operando na Europa, em particular para proteger a praça financeira da City.

Novo Nordisk, líder mundial da insulina, demite 1.300 funcionários


Scanpix Denmark/AFP/Arquivos / Liselotte SabroeA Novo Nordisk fabrica quase metade da insulina do mundo





A empresa farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, líder mundial da insulina, anunciou nesta quinta-feira a demissão de 1.300 pessoas como parte de um plano de reestruturação de suas atividades de pesquisa e desenvolvimento.
"A massa salarial deve ser reduzida em 1.300 empregados até o fim de 2018 e a maior parte desta redução já aconteceu", afirma o grupo em um comunicado.
Novo Nordisk anunciou também nesta quinta-feira uma queda de 8% do lucro líquido, a 9 bilhões de coroas (1,37 bilhão de dólares), em consequência do câmbio desfavorável.
O faturamento aumentou, a 27,6 bilhões de coroas (4,2 bilhões de dólares).
Nos primeiros nove meses de 2018, as vendas de medicamentos para diabetes e obesidade - responsáveis pela maior parte do faturamento da empresa - registraram queda de 1%.
A Novo Nordisk domina 46% do mercado de insulina.
A farmacêutica afirmou que "este movimento reflete recentes ajustes em nossa estratégia global para nos adaptarmos a novas realidades dos mercados" e que não houve demissões no Brasil.


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PF vai investigar tentativa de obstrução do caso Marielle

PF vai investigar tentativa de obstrução do caso Marielle

AFP / MAURO PIMENTELUma placa com a inscrição "Rua Marielle Franco ", é levantada durante um comício de campanha de Fernando Haddad no Rio de Janeiro, em 23 de outubro de 2018
A Polícia Federal vai investigar a existência de uma organização de "agentes públicos e milicianos" que procura obstruir o esclarecimento do assassinato há oito meses da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, informou nesta quinta-feira o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann.
A investigação foi aberta a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, devido a "graves denúncias" feitas por duas testemunhas sobre a existência de uma "organização criminosa que envolve agentes públicos, milicianos, organizações criminosas e a contravenção".
Esse grupo pretende "impedir que se chegue aos mandantes e executores reais do duplo homicídio", afirmou Jungmann em coletiva de imprensa em Brasília.
Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram executados a tiros em 14 de março deste ano, no Estácio, no Rio de Janeiro. A apuração do assassinato está a cargo da Polícia Civil.
As denúncias foram colhidas nas últimas semanas e Dodge ainda pediu proteção para testemunhas, afirmou Jungmann.


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Keiko Fujimori é levada para uma prisão de Lima


Keiko Fujimori é levada para uma prisão de Lima

AFP / ERNESTO BENAVIDESUm veículo da polícia leva a líder da oposição Keiko Fujimori à prisão de Santa Mónica, em Lima, em 1º de novembro de 2018
A líder opositora peruana Keiko Fujimori foi levada nesta quinta-feira (1) para uma prisão de Lima, um dia depois de a Justiça lhe impor prisão preventiva por 36 meses, acusada de receber contribuições ilegais da empreiteira Odebrecht, informou o Instituto Nacional Penitenciário.
Keiko, de 43 anos, foi para o Estabelecimento Penitenciário de Mulheres de Chorrillos, no sul da capital peruana, depois da decisão de um tribunal na quarta.
Em sua entrada na prisão houve alguns inconvenientes devido à presença de simpatizantes do partido Força Popular que gritavam "Keiko, valente, aqui está sua gente!".
"A única medida necessária em seu caso é, sem dúvidas, a prisão preventiva", pois ela interferiu nos poderes do Estado, como o Congresso, e tentou obstruir a Justiça, argumentou o juiz na quarta-feira.
Após o anúncio da decisão do juiz, Keiko abraçou seu marido, Mark Vito Villanella, antes de ser conduzida à prisão por vários agentes da polícia.
"É duro, mas ela é uma mulher forte. Pode passar três ou 10 anos na prisão, ela não vai deixar a política", disse Villanela.
Ao acatar o pedido de um procurador anticorrupção, o juiz Richard Concepción Carhuancho decretou prisão preventiva por 36 meses à primogênita do ex-presidente Alberto Fujimori, cujo partido controla o Congresso, mas agora enfrenta uma crise interna.
O magistrado indicou que existia a "suspeita grave" de que Keiko dirigia uma "organização criminosa de fato dentro do partido" fujimorista, que lavava dinheiro de origem ilícita.
A ordem de prisão preventiva foi pedida pelo procurador José Domingo Pérez, que a acusa de receber 1,2 milhão de dólares dados de forma ilegal pela empreiteira para a sua campanha de 2011.
AFP / Gustavo IZUS, Nicolas RAMALLOKeiko Fujimori 
A advogada de Keiko, Giuliana Loza, disse à rádio RPP que na segunda-feira apelará da medida. "Não estivemos diante de um juiz imparcial", comentou Loza.
O juiz afirmou que essa "organização criminosa" integrada por 13 pessoas tomava as decisões no partido fujimorista passando "por cima do comitê político" e da bancada parlamentar.
O objetivo da organização era "ter acesso ao poder político e, uma vez no poder, cometer crimes de corrupção", expressou Carhuancho, que agora precisa resolver os pedidos de prisão de outros 10 acusados no mesmo caso. A audiência continuará na segunda-feira.
O juiz levou quase oito horas para fundamentar a sua decisão, argumentando que o Tribunal Constitucional fixou um "padrão muito mais exigente" para a prisão preventiva quando, em junho, libertou o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa Nadine Heredia.
Eles eram os únicos políticos peruanos que, antes de Keiko, foram presos (nove meses) pelo caso da Odebrecht. Heredia esteve detida na mesma prisão de Keiko.
Enquanto isso, Miguel Torres, coordenador do Força Popular, disse à imprensa que "Keiko é a primeira presa política no Peru".
O juiz Carhuancho baseou a sua sentença contra Keiko na "autoria mediata", do jurista alemão Claus Roxin, a invocada anteriormente pela Justiça para condenar seu pai.

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ONU rejeita tentativa dos EUA de criticar Cuba e condena bloqueio


ONU rejeita tentativa dos EUA de criticar Cuba e condena bloqueio

AFP / STRA Assembleia Geral da ONU condenou duramente, pelo 27º ano seguido, o bloqueio americano imposto há mais de 50 anos à Cuba
A Assembleia Geral da ONU condenou duramente, pelo 27º ano seguido, o bloqueio americano imposto há mais de 50 anos a Cuba, rejeitando a tentativa dos Estados Unidos de criticar o histórico dos direitos humanos em Cuba.
A resolução que pede o fim do embargo imposto a Cuba em 1962 foi apoiada por 189 países e rejeitada apenas pelos Estados Unidos e por Israel, como no ano passado. Não houve abstenções, e a Ucrânia e a Moldávia não votaram.
As oito emendas apresentadas pelos Estados Unidos com um apelo a Cuba para pôr fim às restrições à liberdade de expressão e de reunião, à perseguição de dissidentes e pela libertação de prisioneiros políticos não reuniram o apoio necessário. Elas só foram apoiadas por Estados Unidos, Israel e Ucrânia e uma das Ilhas Marshall.
Mais de 65 países, incluindo os da União Europeia, se abstiveram e mais de 110 recusaram.
O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, descreveu-as como "um truque desonesto" para "criar confusão, abusar do tempo e produzir fadiga" em um longo discurso perante a Assembleia.
"O governo dos Estados Unidos não tem a menor autoridade para criticar Cuba nem ninguém em matéria de direitos humanos", disse o chanceler, afirmando que o bloqueio causa "incalculáveis danos humanos" a Cuba e representa "um genocídio".
O governo cubano garante que desde que o presidente americano John F. Kennedy impôs o embargo a Cuba, em fevereiro de 1962, menos de um ano após Fidel Castro declarar o caráter socialista da revolução cubana, ele provocou prejuízos de mais de 134,499 bilhões de dólares no câmbio atual.
- EUA: 'só perdedores' -
Uma ruidosa salva de palmas tomou a imensa sala da assembleia após o voto contra o embargo.
"Sempre me desconserto quando escuto os aplausos nesta sala em momentos como este. Porque não há vencedores hoje. A ONU perdeu. Rejeitou a oportunidade de falar em nome dos direitos humanos", lamentou a embaixadora americana diante da ONU, Nikki Haley.
"A maioria dos cubanos perdeu. Foram abandonados mais uma vez aos caprichos brutais da ditadura de Castro. Foram abandonados pela ONU e pela maioria dos governos do mundo", disse Haley.
Da Rússia, onde está nesta quinta-feira, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, comemorou a vitória. "Os Estados Unidos sofrem 10 derrotas em uma. Os povos do mundo votaram em Cuba porque sabem que nossa causa é realmente justa. Cuba respeita a si mesma. Fidel e Raúl pela Revolução e pelo povo cubano", tuitou.
Haley afirmou que o voto anual para condenar o bloqueio contra Cuba "é uma perda de tempo". "Nos 27 anos que temos esse debate, nada mudou em Cuba", afirmou.
Em 2016, pela primeira e única vez, os Estados Unidos se abstiveram de votar contra a resolução em um contexto de aproximação bilateral do governo de Barack Obama em direção à ilha, após mais de meio século de inimizade entre Washington e Havana, que incluiu a reabertura de embaixadas em ambas as capitais em 2015.
Mas desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca em 2017, as relações entre os dois países são tensas e as respectivas embaixadas funcionam ao mínimo.
A ONU foi, assim, novamente palco das crescentes tensões entre Cuba e Estados Unidos.
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