Conselho de Ética tenta votar relatório do caso Cunha ACOMPANHE A COBERTURA COMPLETA→ A tropa começou a agir rsrs. O TEMPO PASSA E VAI ENROLANDO RSRS

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  • O deputado Zé Geraldo (PT-PA) diz que a estratégia de Cunha é levar até o processo até o reces…
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    16h32
    O deputado Manoel Junior (PMDB-PB) tem a palavra. Ele se defende da acusação feita pelo deputado Zé Geraldo (PT-PA).
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    16h31
    O deputado Zé Geraldo (PT-PA) diz que o governo não tem interesse em prolongar o processo contra Cunha, e afirma que os deputados do PT no Conselho de Ética estão prontos para votar a admissibilidade do processo.
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    16h29
    O deputado Zé Geraldo (PT-PA) diz que a estratégia de Cunha é levar até o processo até o recesso pelo ano eleitoral e continuar na presidência da Câmara.
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    16h28
    O deputado Zé Geraldo (PT-PA) diz que o deputado Eduardo Cunha teve sua campanha financiada pela Operação Lava-Jato.
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    16h25
    Outros deputados reclamam do fato de ele ter usado a palavra "pagamento".
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    16h25
    O deputado Zé Geraldo (PT-PA) cita o fato de o deputado Manoel Junior (PMDB-PB) ter ganhado a presidência de uma Comissão Especial de Seguro Privado como pagamento por defender Cunha no Conselho de Ética.
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    16h24
    O deputado Zé Geraldo (PT-PA) tem a palavra. Ele se diz impressionado com a organização do "time" de deputados que defendem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele afirma que Cunha tem mecanismos para isso.
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    16h23
    O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), releu o regimento a respeito do assunto e disse que irá consultar a assessoria jurídica verificar a questão.
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    16h22
    Os deputados discutem o andamento do processo caso o voto do relator seja rejeitado. O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), disse anteriormente que caso o voto seja rejeitado, um deputado que votou contra deverá ser escolhido para manifestar um novo voto e pedir pelo arquivamento do processo.
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    16h15
    O deputado Marun diz que é preciso se livrar de uma injustiça de criar a cassação de quem não merece.
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Aprenda a evitar erros ao declarar o seu imposto de renda Tire suas dúvidas sobre a declaração do IR 2016 VídeoQuanto do seu salário vai para o governo? Foto: Reprodução / Reprodução ListaVeja como e quem deve declarar o Imposto de Renda 2016

Como Eduardo Cunha se tornou o "rei da manobra" no Congresso? Atalhos e conhecimento jurídico Saiba o que pensa a "Tropa de Choque" de Eduardo Cunha

  • Pedro Ladeira/Folhapress
    Como Cunha se tornou o 'rei da manobra' no Congresso?


    Leandro Prazeres e Felipe Amorim
    Do UOL, em Brasília
    Ouvir texto

    • Pedro Ladeira - 16.dez.2015/Folhapress
      Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados
      Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados
    A forma com que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), utiliza o regimento interno da Casa para favorecer suas posições políticas e a estratégia de defesa adotada no processo que tramita contra ele no Conselho de Ética da Câmara fizeram com que ele ganhasse apelidos que variam de "mago do regimento" a "rei da manobra". Mas até onde essa fama é verdade ou mito?
    Cunha chegou à Câmara dos Deputados em 2007 depois de fazer carreira como executivo da antiga Telerj e da Xerox. Ele também passou um breve período como deputado estadual no Rio de Janeiro (entre 2001 e 2003). A fama de "rei da manobra" ganhou força nos últimos dois anos, quando o político conseguiu ao mesmo tempo reverter ou acelerar votações de seu interesse e praticamente paralisar o processo por quebra de decoro parlamentar que tramita contra si no Conselho de Ética da Câmara.
    A tentativa de reconstruir a trajetória que levou Cunha ao apelido esbarra no pequeno número de pessoas da sua equipe dispostas a falar abertamente sobre ele. Com o chefe alvo de processos no Conselho de Ética e no STF (Supremo Tribunal Federal), os assessores mais próximos preferiram não se manifestar sobre o assunto.


    Cunha é economista formado no início da década de 80 pela Universidade Cândido Mendes. E é justamente a ausência de uma formação acadêmica em direito que chamou a atenção de Mozart Vianna, servidor aposentado da Câmara que atuou durante quase 24 anos como secretário-geral da Mesa Diretora. O cargo é uma espécie de "braço-direito" do presidente da Casa e é o encarregado por, entre outras coisas, auxiliar na condução das sessões no plenário. Vianna é tido por colegas e políticos como um dos maiores especialistas no regimento interno da Câmara.

    "Para alguém que não tem formação em direito, ele surpreende. Naquela época (em que Cunha era líder do PMDB), as pessoas me falavam que ele levava coisas para estudar em casa durante a noite. Ele mostrava um grande domínio das normais regimentais. Discutia, debatia de igual para igual com qualquer um sobre as normas regimentais", diz Vianna.

    André Dusek/Estadão Conteúdo
    Maioridade penal, reforma política, sessões do Conselho de Ética: Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se tornou conhecido pela habilidade em usar o regimento a seu favor
    Vianna diz também que parte da habilidade de Cunha com as leis é resultado de sua atuação como vice-líder e líder do PMDB. "Além de relatar algumas matérias da área econômica, ele também estudava muito para dar a orientação à bancada sobre outros projetos de lei. Quando ele dava uma orientação, a gente via que ele tinha estudado o assunto profundamente", explica.

    O assessor parlamentar Adsmar Freire tem 43 anos de experiência na Câmara  e trabalhou com Cunha na liderança do PMDB. Ele diz que uma das características mais marcantes do então líder do partido era uma pastinha que ele carregava debaixo do braço.
    Ele vivia com aquela pastinha para cima e para baixo. Tinha tudo ali. Medida provisória, emenda, projetos de lei. Ele é muito inteligente e, quanto ao regimento, ele enxergava as coisas muito à frente dos outros. Nesse aspecto, ele está acima de muitos
    Adsmar Freire, servidor da Câmara

    O atual secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Sílvio Silva, trabalha lá há 42 anos e compara Cunha a figuras como Ulysses Guimarães. E mais: diz que, quando o assunto é o regimento, Cunha é mais informado até que o vice-presidente Michel Temer (PMDB), advogado e constitucionalista e que presidiu a Câmara por três mandatos (1997 a 2001 e entre 2009 e 2010).

    "Já vi muitos presidentes bons nesse assunto, mas como o Cunha, não vi nenhum. Ele conhece todos os atalhos que o regimento dá", explica Silva.

    Atalhos e conhecimento jurídico

    E é usando esses "atalhos" que Cunha causa tanta polêmica. No dia 1º de julho de 2015, a Câmara dos Deputados rejeitou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 171 que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade, uma das principais bandeiras de Cunha. Um dia depois, Cunha colocou um texto sobre o mesmo tema em votação com algumas modificações em relação ao texto que havia sido reprovado no dia anterior e a redução da maioridade foi, então, aprovada. A manobra foi chamada de "pedalada regimental" por deputados contrários à proposta e virou até piada na internet.

    Outra articulação famosa aconteceu durante votação da reforma política. Após ver a proposta que incluía as doações empresariais para partidos e candidatos ser rejeitada pelo plenário, Cunha, que era a favor do financiamento privado de campanhas, conseguiu o apoio de partidos de oposição como o PSDB e colocou a matéria novamente em votação um dia depois. O novo texto excluía as doações empresariais a candidatos, mas mantinha o financiamento empresarial de partidos. A matéria foi aprovada. As duas "pedaladas" de Cunha causaram a ira de opositores.
    Advogados que já tiveram atuação próxima ao deputado dizem que o conhecimento jurídico dele, de fato, impressiona. Segundo um deles, foi Cunha que formulou a tese de que por ser o terceiro na linha sucessória da Presidência da República, ele não poderia ser processado por atos supostamente praticados em mandatos anteriores. A ideia foi utilizada na defesa de Cunha à denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o parlamentar no STF. Ele é suspeito de ter recebido propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato.

    Mesmo sentindo-se à vontade o suficiente para sugerir teses à sua própria defesa, Cunha, segundo um advogado ouvido pela reportagem do UOL, mostra disposição a aprender. "Quando é uma questão do regimento interno, ele diz: 'É isso!'. Mas quando é uma dúvida em relação a uma lei, ele pergunta: e esse artigo?", diz um advogado.

    Na disputa com os advogados sobre qual a melhor estratégia jurídica para defendê-lo, a determinação de Cunha em afirmar seus pontos de vista é difícil de ser vencida. "Procuramos dar forma jurídica [à ideia de Cunha] para fazer o pedido.  Até porque, imagina se a gente não usa o que ele diz e depois perde na Justiça?"

    Não é bem assim...

    Para pelo menos dois opositores a Cunha, porém, o mito que se criou em torno do "rei da manobra" não se sustenta. "Ele conhece o regimento como qualquer um de nós. O que ele tem é poder político. Conhecer o regimento e não ter poder político não adianta nada. Ele só consegue fazer o que faz porque ainda tem um grupo que lhe dá suporte", diz o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos responsáveis pela ação que originou o processo no Conselho de Ética.
    Outro opositor, o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), também desmistifica a aura de "mago".
    Ele não tem nada de gênio. O que ele faz é usar o seu poder político para se defender. Conhecer o regimento não faz dele um mago. O problema é ele usar isso para se beneficiar
    Júlio Delgado, deputado e opositor de Cunha

    A reportagem do UOL entrou em contato com a assessoria de imprensa de Eduardo Cunha. Por telefone, um de seus assessores informou que ele não iria dar entrevista sobre o assunto, mas disse que o presidente da Câmara "estuda bastante o regimento e as matérias que tramitam pela Casa".

    Saiba o que pensa a "Tropa de Choque" de Eduardo Cunha

     
     copiado  http://www1.folha.uol.com.br/poder
     

Janot pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Cunha 76% apoiam saída de Cunha, diz Datafolha 'Eu não preciso ter popularidade', diz Cunha (Sabe que volta, Color voltou rsrs.)


Janot pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Cunha


  • 76% apoiam saída de Cunha, diz Datafolha
  • 'Eu não preciso ter popularidade', diz Cunha 
  •   (Sabe que volta, Color voltou rsrs. Dulce.)

    Janot pede ao STF abertura de 3º inquérito contra Cunha na Lava Jato


    Pedro Ladeira - 1º.fev.16/Folhapress
    Brasilia, DF, Brasil - 01.02.2016 - Solenidade de abertura do STF. O presidente ministro Ricardo Lewandowski preside e os presidentes da câmara e do senado, dep. Eduardo Cunha e senador Renan Calheiros, participam. O PGR Rodrigo Janot também participa. No plenário do STF. Foto: Pedro Ladeira / Folhapress
    Rodrigo Janot (à esq.) e Eduardo Cunha na posse do STF

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedido de abertura de um terceiro inquérito para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras.
    A nova linha de investigação leva em conta a delação premiada de empresários da Carioca Engenharia, que acusam o peemedebista de ter recebido propina em contas no exterior.
    Os desvios estariam ligados à liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, no Rio, do qual a Carioca Engenharia obteve a concessão em consórcio com as construtoras Odebrecht e OAS. A acusação foi feita pelos empresário Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior em colaboração premiada.
    Essa liberação ocorreria por influência do aliado de Cunha Fábio Cleto, que ocupou uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal e também o conselho do fundo de investimento do FGTS.
    Apesar da conexão entre outros casos envolvendo Cunha na Lava Jato, o novo inquérito foi pedido ao STF porque o esquema sobre o fundo de investimento do FGTS é considerado um fato novo.
    O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, terá que autorizar a nova investigação.
    Em dezembro, a revista "Época" revelou que os delatores da Carioca Engenharia citaram três contas bancárias no exterior informadas por Cunha para receber propina. A Folha mostrou, em janeiro, que a tabela de transferências no exterior entregue pelos delatores inclui mais duas contas bancárias e que, segundo depoimento deles, a última dessas contas teria sido repassada por Cunha em uma visita dele ao escritório da empresa em São Paulo.
    As transferências informadas à PGR totalizam US$ 3,9 milhões entre 2011 e 2014, saindo de contas na Suíça dos delatores para cinco contas no exterior que eles afirmam terem sido indicadas pelo próprio Cunha.
    Segundo a Folha apurou, procuradores encontraram o elo entre o esquema para liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, no Rio, e os recursos que seriam desviados de contrato da Petrobras para um campo de exploração em Benin, na África, e que teriam Cunha como beneficiário.
    A ligação entre as movimentações financeiras atribuídas ao peemedebista no exterior seria Esteban Gárcia no Merrill Lynch, no Estados Unidos.
    Outro inquérito já em andamento no Supremo investiga se contas secretar por Cunha e familiares na Suíça foram abastecidas com recursos desviados de contratos da Petrobras na África. O Supremo determinou o bloqueio e o sequestro de R$ 9,6 milhões que foram encontrados nessas contas.
    O deputado já foi denunciado por Janot ao Supremo por suspeita de ter recebido US$ 5 milhões em propina de contratos de navios-sonda da estatal. O julgamento da acusação neste caso está marcada para quarta, mas a defesa de Cunha tenta adiar.
    A defesa do ex-presidente disse que ainda não tomou conhecimento do novo pedido da PGR para se manifestar. Cunha nega ligação com o esquema de corrupção da Petrobras.
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Juiz de Sergipe manda prender VP do Facebook em São Paulo

Juiz de Sergipe manda prender VP do Facebook em São Paulo

Facebook:
Agentes da Polícia Federal prenderam o vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan, quando desembarcava de um voo no Aeroporto de Guarulhos (SP); pedido de prisão está relacionado com o descumprimento de uma ordem judicial para que o Facebook quebrasse o sigilo de mensagens de investigados envolvidos em tráfico de drogas; ordem de prisão partiu do juiz de Sergipe Marcel Maia Montalvao
1 de Março de 2016 às 11:34
247 - A Polícia Federal prendeu preventivamente nesta terça-feira (1) o vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan. Ele foi detido por agentes da Delegacia de Repressão Entorpecentes/SP quando desembarcava de um voo no Aeroporto de Guarulhos (SP).
O executivo estava a caminho do trabalho, no bairro do Itaim Bibi, zona sul da capital paulista. O pedido de prisão foi feito pelo juiz de Sergipe Marcel Maia Montalvao.
A decisão está relacionada com o descumprimento de uma ordem judicial para que o Facebook quebrasse o sigilo de mensagens de investigados envolvidos em tráfico de drogas.
As mensagens teriam sido trocadas por meio do aplicativo Whatsapp, que pertence à empresa de tecnologia. O caso tramita em segredo de justiça no Juízo Criminal da Comarca de Lagarto, em Sergipe.
Segundo nota da PF de Sergipe, o requerimento de informações contidas na página do Facebook eram "imprescindíveis para produção de provas a serem utilizadas em uma investigação de crime organizado e tráfico de drogas".
Diego é argentino e mora no Brasil. Ele prestou depoimento na Superintendência de Polícia Federal em São Paulo, onde permanecerá preso à disposição da Justiça, segundo informações da Agência Brasil.

 copiado  http://www.brasil247.com/pt/

Delegados da PF divulgou nota ...em Juazeiro/BA" (leia mais). PF estão na Constituição", escreve a jornalista (leia aqui).

Em luto, PF se rebela contra novo ministro

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Subordinada ao Ministério da Justiça, a Polícia Federal encontrou uma forma inusitada de protestar contra a substituição de José Eduardo Cardozo por Wellington Cesar Lima e Silva no comando da pasta; em sua página no Facebook, a corporação trocou a imagem do perfil para um brasão com uma faixa preta, representando luto; quase duas horas depois da troca da imagem, a PF postou uma mensagem atribuindo o luto à morte de um policial na Bahia; ontem, após o anúncio de que Cardozo deixaria o cargo, a Associação de Delegados da PF divulgou nota demonstrando "extrema preocupação" e defendendo a "independência funcional para a livre condução da investigação criminal"; a colunista do Tereza Cruvinel afirma em artigo que a troca no ministério deveria levantar o seguinte debate no País: Qual é a Polícia Federal de que o Brasil precisa?
1 de Março de 2016 às 11:29
247 - Subordinada ao Ministério da Justiça, a Polícia Federal encontrou uma forma inusitada de protestar contra a substituição de José Eduardo Cardozo por Wellington Cesar Lima e Silva no comando da pasta.
Em sua página no Facebook, a corporação trocou a imagem do perfil para um brasão com uma faixa preta, representando luto. Ontem, após o anúncio de que Cardozo deixaria o cargo, a Associação de Delegados da PF divulgou nota demonstrando "extrema preocupação" com a saída do ministro "em razões de pressões políticas para que controle os trabalhos da Polícia Federal".
No texto, a PF também defende a "independência funcional para a livre condução da investigação criminal". "Nesse cenário de grandes incertezas, se torna urgente a inserção da autonomia funcional e financeira da PF no texto constitucional", pede a corporação.
Quase duas horas depois da troca da imagem do brasão no Facebook, a PF postou a seguinte mensagem: "Com pesar a Polícia Federal confirma o falecimento do policial federal Wilson Teixeira Queiroz Netto (41) durante assalto ocorrido na noite de ontem (29),
A nota foi criticada por Tereza Cruvinel, colunista do 247, em artigo nesta segunda. "Nem a absoluta independência operacional nem a autonomia financeira da PF estão na Constituição", escreve a jornalista (leia aqui).
Segundo ela, a troca no ministério da Justiça "deveria servir a um debate construtivo, se isso existisse no Brasil, sobre a Polícia Federal de que o Brasil precisa."
copiado  http://www.brasil247.com/pt/

PGR pede 3º inquérito para investigar se Eduardo Cunha recebeu propina Presidente da Câmara é suspeito de receber R$ 52 mi; ele não quis comentar. PGR também pediu apuração de doação feita a Henrique Eduardo Alves.

suposta propina

PGR pede 3º inquérito para investigar Cunha

A suspeita é de que o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do Porto Maravilha – no montante de cerca de R$ 52 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara ainda não foi informado do pedido do Ministério Público Federal e por isso, não vai comentar. A OAS e a Odebrecht também informaram que não vão comentar porque não foram notificadas.
Os recursos seriam vantagens indevidas pela aquisição de títulos da prefeitura do Rio de Janeiro pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS). Segundo as investigações, Cunha era próximo do então vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que integrava o conselho curador do FGTS. O dinheiro do fundo seria utilizado para permitir as obras do porto. A defesa de Cleto não foi localizada pela reportagem.
Para que o inquérito que investigará Cunha seja aberto, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, terá que autorizar a instauração da investigação.
A investigação se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e Ricardo Pernambuco, filho e pai, respectivamemte. Os dois citaram, além de Cunha, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Mário Góes – as citações sobre os dois são apuradas no Paraná.
Conforme os delatores, Cunha teria recebido propina no valor de 1,5% dos títulos comprados pelo FI-FGTS, paga em 36 parcelas. A primeira transferência de dinheiro teria sido feita no Israel Discount Bank no valor de quase US$ 4 milhões.
Para Janot, as informações apresentadas pelos dois são "robustas" e fundadas. Além dos depoimentos, há documentos bancários que comprovam transferências, extratos de contas na Suíça, e-mails e anotações.
Henrique Eduardo Alves
Dentro do mesmo inquérito, o procurador também quer apurar doações intermediadas por Eduardo Cunha feitas supostamente ao ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), quando ele concorreu ao cargo de governador do Rio Grande do Norte, em 2014.
Segundo os delatores da Carioca, Cunha teria pedido doação para sua campanha para deputado federal, mas, diante da impossibilidade apresentada pela empresa, o agora presidente da Câmara solicitou doação para Henrique Alves. A empresa teria repassado R$ 300 mil para a campanha de Henrique Alves de 2014 ao governo do Rio Grande do Norte, segundo os delatores.

A defesa de Henrique Eduardo Alves afirmou que todas as doações para a campanha ao governo do Rio Grande do Norte foram legais e estão disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral. Segundo a defesa, o ministro está à disposição para esclarecimentos.
De acordo com a PGR, "além de solicitação de vantagem indevida [por parte de Cunha], [os fatos sobre Hernique Alves] podem constituir, conforme a verdadeira destinação dos recursos, indício de falsidade de prestação de contas à Justiça Eleitoral".
Outras apurações sobre Cunha
Eduardo Cunha já é alvo de duas investigações no Supremo. A primeira apura se ele recebeu pelo menos US$ 5 milhões de suposta propina que se originou de contrato de navios-sonda da Petrobras.

Janot denunciou em agosto do ano passado o presidente da Câmara pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o Supremo decidirá na próxima quarta-feira (2) se transformará ou não Cunha em réu em uma ação penal. A defesa pediu adiamento do julgamento.
O segundo inquérito apura se ele é dono de contas não declaradas na Suíça e se recebeu no exterior propina decorrente de um contrato de exploração de Petróleo feito com a Petrobras em Benin.
Nessa investigação, Janot pediu autorização para Suíça para denunciar Cunha pelos crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal. A autorização é necessária porque a investigação começou na Suíça, e evasão e sonegação não são crimes naquele país. Se não for concedida, o parlamentar ainda poderá ser denunciado por outros crimes, como corrupção.
Cunha também é alvo de um pedido de afastamento do cargo, feito pela Procuradoria. Janot argumenta que o presidente da Câmara usa o cargo para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Delação dos empresários da Carioca
Nos depoimentos feitos dentro da delação, os empresários citam encontros com Eduardo Cunha e transferências de conta de Ricardo Pernambuco, na Suíça, para contas indicadas pelo deputado, também na Suíça. Eles entregaram e-mail citando transferência de 181 mil francos suíços. Segundo a PGR, documentação bancária sobre o inquérito que veio da Suíça confirma o recebimento desse dinheiro.
Os encontros narrados teriam ocorrido na Câmara dos Deputados e no Rio de Janeiro, além de reuniões ocorridas no escritório da empresa em São Paulo.
Segundo Janot, os fatos apresentados pelos empresários comprovam ainda suspeitas presentes no principal inquérito da Lava Jato em andamento no Supremo, o que apura se existiu uma organização criminosa para fraudar a Petrobras e outros órgãos, como BR Distribuidora, Transpetro e Caixa Econômica Federal. Atualmente, cerca de 40 pessoas são investigadas por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção.
"Considerando que Eduardo Cunha é suspeito de integrar o alto escalão da organização criminosa que atuou não apenas na Petrobras, mas também em diversos outros órgãos e entes públicos, torna-se imprescindível ao bom andamento da investigação envolvendo os fatos veiculados na presente colaboração que a apuração seja feita em conjunto com as demais peças desse grande quebra-cabeça criminoso denominado Operação Lava Jato," afirmou Janot.
Além disso, Janot pediu que a delação dos empresários seja juntada ao inquérito que apura se Cunha tinha contas na Suíça.
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