Para CGU, governo falha em sistemas digitais anticorrupção

05/11/2011 - 07h00

Para CGU, governo falha em sistemas digitais anticorrupção

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, avalia que o serviço estatal de desenvolvimento sistemas digitais "não tem dado conta" da demanda dos ministérios.
Para Hage, fraudes poderiam ser evitadas se o serviço fosse mais eficiente, por exemplo, com a implantação plena do Sincov (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse), ainda incompleto.
Leia a transcrição da entrevista de Jorge Hage
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Confira especial sobre o programa
"O Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados] não tem condições de atender às demandas de todos os Ministérios da Esplanada, essa que é a verdade. Tudo atrasa", declarou o ministro.
Hage falou sobre o assunto no programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Na entrevista, o ministro falou também sobre a Lei de Acesso a Informações Públicas, aprovada pelo Senado em 25 de outubro. O texto ainda deve ser sancionado pela presidente da República.
Segundo Hage, Dilma Rousseff pode vetar um ponto do texto: a criação da comissão de reavaliação de dados composta por integrantes dos Três Poderes para classificar o grau de sigilo dos documentos.
A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Jorge Hage. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição está disponível em texto.
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A IMPORTÂNCIA REAL DO PROFESSOR - Por: José Acaci* Natal rn

20/09/2011  COPIADO : http://www.sintern.org.br/posts/

A IMPORTÂNCIA REAL DO PROFESSOR

Por: José Acaci*
Se você é um bom advogado,
se é juiz, ou se é um engenheiro,
se hoje você tem muito dinheiro,
deve ter estudado pra danado.
Parabéns por você ter alcançado,
pois merece essa honra com louvor,
não esqueça que antes de ser doutor,
você foi um aluno no passado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.
Professor que acorda sempre cedo,
pra chegar sempre no horário certo,
sua vida é como um livro aberto,
sua história tem sempre um grande enredo.
Se adoece ele chega a sentir medo
de não poder mostrar o seu valor,
pede a Deus para livrá-lo da dor,
pra na sala outra vez ser abraçado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.
No trabalho incessante mete o peito,
Descobrindo maneiras de ensinar,
Está sempre disposto a explicar,
E explica sempre de um novo jeito,
Pra falar dele, eu sei que sou suspeito,
Mas eu quero gozar este sabor,
De cantar para o mundo seu valor,
E dizer que de amor ele é cercado,
Eu só quero que fique registrado
A importância real do professor.
Se na sua labuta ele se cansa,
Pede a Deus que lhe dê mais energia,
Mais saúde e mais sabedoria,
E nessa caminhada ele avança.
Sua própria história se entrança,
Com a história do bravo lutador,
Enalteço seu nome e seu valor,
E lhe digo: “És um bem aventurado”.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.

*Além de cordelista, José Acaci é professor de matemática

Polícia prende mais um no caso dos grampos - Londres (AE)

Copiado : http://tribunadonorte.com.br/
Polícia prende mais um no caso dos grampos
Londres (AE) - Autoridades britânicas detiveram um homem não identificado de 48 anos nesta sexta-feira, na investigação relacionada aos grampos telefônicos feitos pelo extinto tabloide News of the World, da News Corporation. O homem foi detido em conexão com uma das vertentes da investigação, a de que repórteres do extinto tabloide subornaram policiais para obter informações. Em separado, a News International, unidade britânica da News Corporation, abriu oficialmente um plano, há muito esperado, para compensar financeiramente as vítimas das escutas telefônicas feitas pelo tabloide - uma alternativa adotada pela empresa para evitar, possivelmente, ter que pagar indenizações ainda maiores às vítimas nos tribunais.

A Scotland Yard, disse que o homem de 48 anos preso nos arredores de Londres, na manhã de hoje, ainda não foi acusado, informa o Wall Street Journal. Em janeiro, a polícia britânica reabriu a investigação sobre as escutas telefônicas feitas pelo News of the World. Após seis meses, a polícia abriu uma segunda investigação, sobre as acusações de que os editores do defunto tabloide subornaram policiais em troca de informações. A News Corporation, empresa do magnata midiático Rupert Murdoch, fechou o News of the World em julho. O jornal tinha a edição de domingo mais disputada da Grã-Bretanha.

Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados

COPIADO : http://odia.ig.com.br/

Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados

Damasco (Síria) - O Governo sírio acusou neste sábado os Estados Unidos de apoiar e financiar o que classificou como "grupos terroristas" que atuam no país, após Washington desaconselhar os rebeldes sírios de se renderem em troca da anistia prometida por Damasco.

Segundo uma fonte anônima do Ministério das Relações Exteriores sírio citada pela agência de notícias oficial "Sana", os EUA "revelaram novamente sua flagrante ingerência nos assuntos internos da Síria".

A fonte cita como prova dessa suposta ingerência as declarações realizadas nesta sexta-feira pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland. "Não recomendaria a ninguém que se entregasse às autoridades do regime neste momento", foram as palavras de Nuland.

Para Damasco, essas "declarações irresponsáveis" só têm como objetivo "incitar à revolta e apoiar os atos de assassinato e terrorismo cometidos por grupos armados contra cidadãos sírios", segundo a fonte oficial síria.

Da mesma forma, o regime de Bashar al Assad reivindicou à comunidade internacional que enfrente as políticas que "contradizem a legislação internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao combate contra o terrorismo e seu financiamento".

O Ministério do Interior sírio ofereceu nesta sexta-feira uma anistia imediata aos opositores ao regime que pegaram em armas mas não tenham cometido crimes violentos.

As informações são da EFE

Murió el máximo líder de las FARC

El máximo comandante de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, FARC, Alfonso Cano, murió en combate con las fuerzas militares colombianas en una región montañosa del departamento del Cauca, en el suroeste de Colombia.
El jefe rebelde perdió la vida en un enfrentamiento armado que se produjo tras el bombardeo de su campamento en la zona rural de Suárez.
Cadáver de Alfonso Cano
El cadáver de Alfonso Cano, tal como fue mostrado a la prensa en la zona de Suárez.
El ministro de Defensa de Colombia, Juan Carlos Pinzón, dijo en una rueda de prensa, en Bogotá, que Cano había caído abatido mientras intentaba romper el cerco tendido por los efectivos del ejército.
Según las autoridades colombianas ya está plenamente confirmada la identidad de Cano.
Aún no está confirmado si también murió la compañera sentimental del máximo jefe guerrillero, conocida con el alias de "Patricia".
clic Lea también: Los golpes más fuertes contra las FARC
Pinzón pidió al resto de los hombres que permanecen activos en las FARC a entregar las armas: "No les queda mejor opción que la desmovilización", dijo.

Triunfo

Desde la ciudad de Cartagena, en el norte de Colombia, el presidente Juan Manuel Santos dijo "Cayó el número uno de las FARC".
"Debemos insistir hasta traerle a los colombianos un país en paz"
Presidente de Colombia, Juan Manuel Santos.
Según Santos, la muerte de la muerte de Alfonso Cano es "un golpe histórico".
"Debemos insistir hasta traerle a los colombianos un país en paz", dijo Santos al indicar que aún falta mucho por hacer para lograr la desmovilización de las FARC.
Hace dos meses el líder rebelde se había trasladado al departamento del Cauca huyendo de la ofensiva de las fuerzas militares colombianas.
Desde el mediodía de este viernes se estuvieron escenificando combates que se extendieron por más de 10 horas entre las fuerzas militares colombianas y el sexto frente de las FARC en la zona rural de Suárez que culminaron con la caída del jefe rebelde.

Incertidumbre

Alfonso Cano
El máximo jefe de las FARC murió tras 10 horas de combates entre las fuerzas militares de Colombia y los rebeldes en una región montañosa del departamento del Cauca.
Tras varios golpes recientes sufridos por las FARC en una campaña que ya alcanza casi al medio siglo, la desaparición de Cano abre un período de incertidumbre dentro de la organización guerrillera que debe traducirse en una reorganización de su máxima dirigencia, compuesta por siete miembros.
Los posibles candidatos a ocupar el puesto de Cano son Timoleón Jiménez, más conocido como Timochenko o Rodrigo Londoño, de quien se afirma que es partidario de una línea dura.
Iván Márquez, cuyo nombre verdadero es Luciano Marín, es un negociador y en el pasado sostuvo conversaciones con el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, en Caracas, respecto a la liberación de rehenes de las FARC.
Colombia afirma que se encuentra en Venezuela, pero Caracas desmiente esas versiones.
El tercer nombre que circula como reemplazante de Cano es el de Pastor Alape, seudónimo de Féliz Antonio Muñoz, quien opera en una vasta región del centro de Colombia.
COPIADO : http://www.bbc.co.uk/mundo/

Europa 'pedinte' não pode escolher a quem pedir, diz analista

Europa 'pedinte' não pode escolher a quem pedir, diz analista

Atualizado em  3 de novembro, 2011 - 08:33 (Brasília) 10:33 GMT
Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Foto: Getty Images
Para diretor do G20 Research Group, europeus devem deixar de lado qualquer tipo de orgulho
Os países europeus em dificuldades financeiras tentam a partir desta quinta-feira, na reunião de cúpula do G20 realizada em Cannes, na França, convencer os grandes países emergentes, como o Brasil e a China, a ajudá-los. Para analistas ouvidos pela BBC Brasil, os europeus devem deixar de lado um possível orgulho e admitir que não têm condições de deixar a crise sozinhos.
"Pedintes não podem escolher a quem pedir", afirma John Kirton, professor da Universidade de Toronto e diretor do G20 Research Group, que se dedica a acompanhar e analisar a atuação do grupo que reúne as principais economias do planeta.
Para ele, as resistências na opinião pública europeia à busca de ajuda entre os antigos "pobres" e a possível submissão às condições impostas para essa ajuda, como ter de seguir a cartilha de políticas do FMI, devem ser deixadas de lado por conta da necessidade.
"Certamente os italianos, por exemplo, não gostariam de receber ordens do Brasil ou da Rússia, mas se a Itália não conseguir equilibrar suas contas irá à falência e precisará de um resgate. E os países desenvolvidos sozinhos não têm condição de resgatá-los, quem pode fazer isso é o G20", diz.
Uma posição semelhante foi manifestada por Thomas Bernes, diretor-executivo do Centro para Inovação em Governança Internacional (CIGI) e especialista em G20. Para ele, "o orgulho europeu será ferido, mas há um crescente reconhecimento de que mais esforços serão necessários para conter a crise".
Clique Leia mais na BBC Brasil: Com Europa à espera de ajuda, Dilma chega a Cannes

Interesse dos emergentes

Muitos analistas avaliam que é do interesse dos países emergentes ajudar a tirar os países europeus da crise, já que esse é um mercado importante de exportações para eles, além do fato de que um aprofundamento da crise teria um forte impacto global.
"É geralmente do interesse dos países emergentes agir cooperativamente no contexto do G20. Eles podem decidir ajudar mesmo sem estabelecer condições para isso", afirma o economista Ignacio Angeloni, editor do G20 Monitor, publicado pelo cento de estudos belga Bruegel.
Para John Kirton, "a Europa é um importante mercado para as exportações da China, que sabe que não pode deixar a Europa afundar".
"O governo chinês não quer arriscar um aumento do desemprego na indústria do país e a possível instabilidade social que isso pode trazer. Por isso, creio que farão de tudo para ajudar a evitar uma crise financeira global", diz.
Os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que se reuniram na manhã desta quinta-feira para discutir uma posição comum a respeito da crise europeia, já manifestaram que se dispõem a ajudar, mas desde que a ajuda seja canalizada por meio do FMI.
Para Kirton, o Brasil pode ter um papel-chave na definição de uma possível ajuda dos emergentes à Europa, por ter passado recentemente pela mesma situação, de estar "do outro lado do balcão", como receptor de ajuda do FMI após a crise asiática, de 1998.
"Se olharmos a história da última década, o Brasil na crise asiática era consumidor de segurança financeira, agora é produtor de segurança financeira", diz. "Dos países dos Brics, só a Rússia, que declarou moratória em 1998, também passou pela mesma situação", afirma.
Clique Leia mais: Possível ajuda de emergentes gera na Europa temor de 'colonização às avessas'

Agenda ofuscada

A reunião anual de cúpula do G20, que começa oficialmente no início da tarde desta quinta-feira, vem tendo sua agenda ofuscada pelas discussões sobre a crise europeia e, principalmente, pelo anúncio da Grécia de que submeteria o plano de resgate do país anunciado na semana passada a um referendo, o que provocou pânico nos mercados financeiros na terça-feira.
Para Thomas Bernes, "a crise na zona do euro vai claramente consumir todo o oxigênio, deixando pouco tempo e atenção para a agenda mais ampla".
Poucos creem que a cúpula, ainda que consiga um apoio financeiro dos demais países do G20 aos europeus, sirva para dissipar definitivamente a crise, mas na avaliação de John Kirton, poderá ter o efeito de abrir espaço para o avanço posterior da agenda mais ampla do G20, surgida após a crise de 2008 com o objetivo de evitar a repetição de crises semelhantes.
Ele cita como exemplos a questão da regulação e dos controles no sistema financeiro, o estabelecimento de medidas para estabilizar os preços de commodities ou a reforma do FMI, que poderiam ajudar a reduzir o impacto da atual crise e a evitar novas crises.
Para Ignazio Angeloni, a crise europeia está dentro das competências do G20, que "já agiu com sucesso como gerenciador da crise em 2008 e poderá contribuir novamente na atual situação".
COPIADO : http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Documento do G20 cita 'solidez' de finanças públicas brasileiras

COPIADO : http://www.bbc.co.uk/portugues

Documento do G20 cita 'solidez' de finanças públicas brasileiras

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 16:58 (Brasília) 18:58 GMT
Dolar/AFP
Países com superávit devem estimular a demanda doméstica
O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes, na França, como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar.
A citação, em um anexo ao comunicado chamado "Plano de Ação para Crescimento e Empregos", aparece em meio à definição das medidas que cada país do grupo poderá adotar para ajudar na recuperação econômica global.
Segundo o documento, Brasil, Austrália, Canadá, China, Alemanha, Coreia e Indonésia, que se encontram nessa situação, se comprometem "a deixar suas medidas automáticas de estabilização (como corte ou elevação de juros, por exemplo) funcionarem e a tomar medidas adicionais para apoiar a demanda doméstica se a situação econômica piorar".
Os países europeus, por sua vez, se comprometem, no texto, a adotar uma série de medidas para ajudar na recuperação da crise e garantir a estabilidade da zona do euro.
Entre elas estão medidas para o saneamento das contas públicas, em especial nos países "que enfrentam dificuldades específicas em seus mercados para dívida soberana" e para aumentar a confiança no setor bancário.
O plano de ação prevê ainda que, no médio prazo, os países com superávit comercial (como a China, a Alemanha e o Japão, não citados nominalmente no documento), devem adotar medidas para estimular a demanda doméstica. Isso evitaria as distorções provocadas pelo peso excessivo que as exportações têm sobre essas economias.
O texto diz ainda que a China, criticada pela política de câmbio controlado que manteria sua moeda artificialmente desvalorizada, se compromete a "seguir para uma conversibilidade gradual do iuan e reduzir o ritmo de acumulação de reservas".

Dilma nega 'virada protecionista' do Brasil

Dilma nega 'virada protecionista' do Brasil

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 16:14 (Brasília) 18:14 GMT
Dilma Rousseff/AFP
Dilma: o país precisa se proteger de desequilíbrios provocados por 'guerra cambial'.
Em entrevista coletiva após o encerramento da reunião de cúpula do G20, em Cannes, nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff negou que país esteja vivendo uma virada protecionista, em referência às críticas a medidas como o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis importados anunciada pelo governo em setembro.
Dilma afirmou que o Brasil defende o livre comércio internacional, mas precisa adotar medidas para se proteger dos desequilíbrios provocados pela chamada "guerra cambial".
"A questão do livre comércio tem que passar também pela questão cambial. Obviamente nós temos que nos proteger também. Não é protecionismo", afirmou.
Segundo ela, o Brasil defende a retomada das negociações para a Rodada Doha de liberalização do comércio global, mas disse que elas enfrentam "uma série de contradições que impedem que ela ande".
Ela citou "políticas que manipulam as taxas de câmbio" e disse que os líderes do G20 reconheceram que "é preciso criar um ambiente de estabilidade cambial para discutir a Rodada Doha de maneira efetiva".
Segundo ela, a crise econômica intensificou o problema, com medidas de expansão monetárias como os programas americanos de "flexibilização quantitativa", e com os juros baixos praticados nos países desenvolvidos, que provocam fluxos de capitais para os países em desenvolvimento e o fortalecimento de suas moedas.
No comunicado final dos líderes do G20 divulgado ao final do encontro, eles se comprometem a "não introduzir novas medidas para restringir o comércio antes de 2013 e suspender todas as medidas protecionistas que já foram implementadas".

Economia americana tem falta de mão-de-obra especializada


Economia americana tem falta de mão-de-obra especializada

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 15:00 (Brasília) 17:00 GMT
Trabalhador americano/Getty Images
Há falta de trabalhadores especializados em algumas áreas nos EUA
Apesar da alta taxa de desemprego, que caiu de 9,1% em setembro para 9% em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho dos EUA, alguns setores da economia americana sofrem com falta de mão-de-obra especializada.
Em áreas como tecnologia da informação, mineração, serviços de saúde e indústria manufatureira, empregadores relatam dificuldade em conseguir profissionais com a qualificação necessária.
Uma pesquisa recente feita pela consultoria Deloitte em conjunto com o Manufacturing Institute, entidade que representa o setor manufatureiro, calcula que 600 mil vagas permanecem abertas na indústria manufatureira porque os empregadores não conseguem encontrar funcionários o nível de instrução desejada.
O problema da falta de mão-de-obra especializada não é novo nos Estados Unidos. Mas o fato de que persiste mesmo em um momento em que 13,9 milhões de americanos estão desempregados surpreende alguns analistas.
"Algumas pessoas acham estranha a ideia de que os empregadores possam ter dificuldade em recrutar profissionais especializados em um momento em que há tanto excesso de trabalhadores procurando por empregos", disse à BBC Brasil a analista Madeleine Sumption, do Migration Policy Institute, em Washington.
"Mas o alto desemprego não significa que certos profissionais especializados não sejam difíceis de encontrar. Há algumas ocupações específicas em que a demanda permanece muito forte", afirma.
"De certo modo, estamos limitando um recurso enorme com o qual sempre havíamos contado, que é a imigração de engenheiros, cientistas e outros profissionais altamente especializados para se unirem à força de trabalho dos Estados Unidos"
Gary Gereffi, diretor do Centro de Globalização, Governança e Competitividade da Duke University
Imigrantes
Sumption cita dados do setor de saúde, onde a taxa de desemprego para profissionais especializados é de 3%, bem menor que o total de 9%. "Esta é uma economia que ainda está à procura de trabalhadores. Geralmente, profissionais altamente especializados."
Segundo a analista, diante desse cenário, muitos profissionais de outros países podem pensar em imigrar para os Estados Unidos e aproveitar a oportunidade.
Sumption alerta, no entanto, que profissionais de outros países podem enfrentar dificuldades, como adaptar a licença para exercer a profissão às regras americanas.
Em outros casos, diz Sumption, a capacitação e a experiência dos imigrantes podem não ser as mesmas exigidas pelo mercado americano, o que obrigaria os trabalhadores estrangeiros a investir em nova capacitação.
Outra barreira pode ser o idioma. "Algumas pessoas podem ter o conhecimento técnico necessário, mas se não falam inglês, não conseguirão exercer sua profissão aqui."
O professor Gary Gereffi, diretor do Centro de Globalização, Governança e Competitividade da Duke University, observa que há também um problema da "fuga de cérebros a contrário" nos Estados Unidos.
O aumento das restrições a vistos para imigrantes após os atentados de 11 de setembro de 2001 fez com que muitos profissionais estrangeiros voltassem a seus países de origem após fazer Mestrado ou Doutorado em universidades americanas.
"De certo modo, estamos limitando um recurso enorme com o qual sempre havíamos contado, que é a imigração de engenheiros, cientistas e outros profissionais altamente especializados para se unirem à força de trabalho dos Estados Unidos", afirma Gereffi.
Guerra por talentos
De acordo com o professor Arie Lewin, da Fuqua School of Business da Duke University, na Carolina do Norte, as empresas americanas enfrentam uma "guerra por talentos".
Um estudo conduzido por Lewin concluiu que, quando muitas empresas começaram a demitir engenheiros em 2009, no auge da recessão, provocando um aumento na taxa de desemprego para a categoria, elas na verdade estavam descartando profissionais que não eram considerados os melhores em suas áreas.
"Por um lado, as empresas estão aprendendo a operar com menos engenheiros e a contratar profissionais temporariamente, para projetos específicos. Ao mesmo tempo, elas estão cortando funcionários que são bons, mas não são os melhores", disse Lewin à BBC Brasil.
A falta de mão-de-obra especializada é também apontada pelo estudo de Lewin como um dos principais motivos que levam muitas empresas a terceirizar suas atividades para outros países.
Lewin observa que até mesmo empresas de médio porte estão aumentando seus investimentos em terceirização e alerta para o risco de que a "guerra por talentos" já tenha se transformado em um problema global.
De acordo com Gereffi, o problema também é de demanda, e não tanto de oferta de mão-de-obra especializada, já que há muitas pessoas com especialização que estão desempregadas ou subempregadas.
"Uma vez que esteja claro onde a demanda estará, onde o governo e as empresas privadas planejam investir, acredito que, com tantas boas instituições acadêmicas, poderemos gerar os talentos necessários", afirma.
Especialistas temem os efeitos de longo prazo, caso a carência de profissionais especializados se mantenha no mercado de trabalho americano por muito tempo.
"Mais e mais inovação será feita fora dos Estados Unidos", diz Lewin.
COPIADO : ttp://www.bbc.co.uk/portuguese/notici

Barcos com ajuda humanitária estão chegando a Gaza, diz ativista

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/04/barcos-com-ajuda-humanitaria-estao-chegando-gaza-diz-ativista-925735801.asp#ixzz1cmh4GC3c
JERUSALÉM - O ativista palestino Rana Baker afirmou nesta sexta-feira que dois barcos de ajuda humanitária estão chegando à costa da Faixa de Gaza e vão conseguir violar o bloqueio naval imposto por Israel ao local. De acordo com Baker, as embarcações estão a 130 quilômetros de concluir a viagem e ainda não foram interceptadas pela Marinha israelense. Nos dois barcos, há mantimentos, material de ajuda humanitária e 27 ativistas pela causa palestina, ainda segundo Baker.
Israel defende que o bloqueio naval à Gaza é necessário para impedir que armas cheguem nas mãos de grupos extremistas palestinos, como o Hamas. O governo de Jerusalém propõe que os ativistas mandem os mantimentos por terra e evitem conflitos. No ano passado, nove turcos foram mortos quanto resistiram a uma operação israelense para deter uma flotilha similar a que está próxima a Gaza nesta sexta-feira.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/04/barcos-com-ajuda-humanitaria-estao-chegando-gaza-diz-ativista-925735801.asp#ixzz1cmh4GC3c
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Sistema Paulo Freire - (Material maravilhoso) - http://forumeja.org.br

Copiado : http://forumeja.org.br/

Sistema Paulo Freire


Registro de um círculo de cultura no Gama/DF (1963) com a presença de Paulo Freire, onde um alfabetizando carregando o filho, verbaliza e mostra sua descoberta - TU JÁ LÊ - no uso dos "peda­ços" (sílabas) da palavra TIJOLO. 
Após experimentos iniciais no MCP e na CEPLAR, Paulo Freire sistematizou a alfabetização de adultos no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife e, em 1963, realizou a experiência de Angicos, no Rio Grande do Norte. O sucesso dessa experiência, alfabetizando 300 pessoas em 40 horas, e a vitalidade dos movimentos sociais no período, especialmente estudantil, provocou a escalada do sistema em todo o país. Em fins de 1963 foi elaborado o Plano Nacional de Alfabetização, visando alfabetizar cinco milhões de jovens e adultos em dois anos. O PNA teve início no Estado do Rio de Janeiro, mas foi interrompido logo após o golpe militar de 1964.
 
 Prof. Osmar Fávero - Universidade Federal Fluminense - UFF

Apresentação

Da vasta obra de Paulo Freire, no Brasil e no exterior, foram selecionados apenas os materiais relativos aos “primeiros tempos”, relacionados às experiências iniciais de alfabetização e educação de adultos, a saber: os textos de fundamentação sobre o sistema de alfabetização, elaborados pela equipe do SEC - Serviço de Extensão Cultural da então Universidade do Recife, publicados em Estudos Universitários, Revista de Cultura dessa universidade n. 4, abril-junho 1963; o dossier das experiências de Angicos e de Brasília, ambas realizadas em 1963, e o Programa Nacional de Alfabetização (PNA), iniciado nos primeiros meses de 1964, na Baixada Fluminense, e suspenso pelo golpe militar, a partir de 31 de março do mesmo ano. As pastas deste módulo foram organizadas com os referidos materiais, na ordem acima.
Esse período está apresentado no artigo de Osmar Fávero, “Paulo Freire: primeiros tempos”, reproduzido do livro Paulo Freire: a práxis político pedagógico do educador, organizado por Silvana Ventorin, Marlene de Fátima C. Pires e Edna Castro de Oliveira (Vitória: EdUFES, 2000). A concepção de Paulo Freire sobre a educação de adultos está contida em seu livro Educação como prática da liberdade (Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1ª ed. 1967), que traz em apêndice a explicação das fichas de cultura e do processo de alfabetização propriamente dito. Por sua vez, a experiência de Angicos encontra-se inteiramente registrada e comentada no diário elaborado por Carlos Lyra e publicado sob o título As quarenta horas de Angicos: uma experiência pioneira de educação (São Paulo: Cortez Ed., 1996). Em outra perspectiva, está também historiada por Calazans Fernandes e Antonia Terra, em 40 horas de esperança; o método Paulo Freire: política e pedagogia na experiência de Angicos (São Paulo: Ed. Ática, 1994).
A repercussão da experiência de Angicos foi enorme, sobretudo pelo caráter inovador do “sistema de alfabetização”, com forte conteúdo político-ideológico, e pela rapidez com que conseguia alfabetizar (40 horas). A cerimônia de encerramento da experiência, em abril de 1963, e a reportagem de Antonio Callado, no Jornal do Brasil, em janeiro de 1964 dão uma idéia desta repercussão. Seu êxito impulsionou experiências semelhantes em vários estados, numa verdadeira escalada, dando origem ao PNA, proposto pelo MEC. Sob coordenação de Paulo Freire e aplicando seu “sistema”, deveriam ser alfabetizados cinco milhões de jovens e adultos, em dois anos. A experiência inicial do PNA, iniciada na Baixada Fluminense no início de 1964, foi desmontada nos primeiros dias do golpe militar de abril do mesmo ano e todo seu material confiscado pelos militares. O projeto de implantação em Sergipe, segunda área-piloto, não chegou a ser iniciado.
Para a experiência na Baixada Fluminense, as fichas de cultura foram elaboradas por Francisco Brennand, famoso ceramista do Recife, constituindo-se em uma obra de arte. Os 116 slides contendo estas fichas e as situações de aprendizagem que introduzem as palavras geradoras, o desdobramento delas e a formação de novas palavras e pequenas frases, foram encontrados após ficarem 30 anos guardados numa geladeira, em Natal. Apesar do cuidadoso trabalho de recuperação, parte do material apresenta o desgaste natural do tempo e das más condições de sua conservação.
A análise mais bem documentada e melhor realizada desses “primeiros tempos” de Paulo Freire está contida no livro de Celso de Rui Beisiegel, Política e educação popular; a teoria e a prática de Paulo Freire no Brasil (São Paulo: Ática, 1982; Coleção Ensaios, 85; 4. ed., Brasília: Liber Livro, 2008). Vanilda Pereira Paiva, em História da educação popular no Brasil (São Paulo: Loyola, 6a ed. 2003), narra com detalhes a montagem do PNA e em Paulo Freire e o nacionalismo-desenvolvimentista (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira; Fortaleza: Ed. UFC, 1980) também explora, sob uma perspectiva crítica, estes primeiros tempos”.

Experiência de Angicos

A repercussão da experiência de Angicos foi enorme, sobretudo pelo caráter inovador do “sistema de alfabetização”, com forte conteúdo político-ideológico, e pela rapidez com que conseguia alfabetizar (40 horas). A cerimônia de encerramento da experiência, em abril de 1963, e a reportagem de Antonio Callado, no Jornal do Brasil, em janeiro de 1964 dão uma idéia desta repercussão. Seu êxito impulsionou experiências semelhantes em vários estados, numa verdadeira escalada, dando origem ao PNA, proposto pelo MEC.

Do material didático do “método de alfabetização”, sistematizado em 1962/1963 por Paulo Freire, foram reproduzidos os esquemas originais elaborados no SEC – Serviço de Extensão Cultural da então Universidade do Recife, para a experiência de Angicos. A série de slides utilizada nesta experiência, embora não esteja completa, é original. Os documentos relativos à experiência (levantamento do universo vocabular, pesquisa sobre o perfil dos alunos etc.) são cópias dos originais do diário de campo elaborado por Carlos Lyra, na sua maioria reproduzidos em seu livro As 40 horas de Angicos.

Vídeos

"Angicos: uma experiência política" -  Paolo Vittoria
Entrevista com Marcos José de Castro Guerra, sobre a experiência de 40 horas em Angicos (1962) desenvolvida com sistema de alfabetização de Paulo Freire.
Duração: 44´52´´

Local e Data: Natal/RN, em dezembro de 2005.

As Quarenta Horas de Angicos
O filme trata da prática educativa sistematizada por Paulo Freire em 1963, na cidade de Angicos, Rio Grande do Norte. O sucesso dessa experiência, alfabetizando 300 pessoas em 40 horas, e a vitalidade dos movimentos sociais no período, especialmente estudantil, provocou a escalada do sistema em todo o país.
Em fins de 1963 foi elaborado o Plano Nacional de Alfabetização, visando alfabetizar cinco milhões de jovens e adultos em dois anos. O PNA teve início no Estado do Rio de Janeiro, mas foi interrompido logo após o golpe militar de 1964.
Disponível em duas partes:

Experiência de Brasília

Livros

Educação como prática da liberdade
resenha
l íntegra
Paulo Freire - 1ª edição
Educação como prática da liberdade

Paulo Freire - 19ª edição
 
Capa e
contracapa da 4ª edição
Resenha: Política e educação popular
Celso Beisiegel
Resenha: 40 horas de esperançaCalazans Fernandes e Antônia Terra
Resenha: As 40 horas de AngicosCarlos Lyra

Paulo Freire - Diafilme

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

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