Nassif: O Xadrez da volta da doutrina da segurança nacional ......a Inteligência deve participar do processo de avaliação de riscos e vulnerabilidades relativos a alvos potenciais daquelas ameaças, visando a concorrer para a proteção das infraestruturas críticas nacionais”.

Nassif: O Xadrez da volta da doutrina da segurança nacional

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"Em um Xadrez passado alertamos para a tendência do governo interino de intensificar as ações de segurança nacional, como uma ameaça concreta à democracia. O decreto no. 8.793, de 29 de junho, que fixa a Política Nacional de Inteligência é o passo mais ousado nessa direção"; a afirmação é do jornalista Luis Nassif; segundo ele, o decreto, assinado pelo interino Michel Temer e pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Sergio Westphalen Etchegoyen, "confere poderes e atribuições que podem facilmente resvalar para o autoritarismo e para o desrespeito aos direitos humanos"
 Luis Nassif, do GGN - Em um Xadrez passado alertamos para a tendência do governo interino de intensificar as ações de segurança nacional, como uma ameaça concreta à democracia.
O decreto no. 8.793, de 29 de junho passado, que fixa a Política Nacional de Inteligência é o passo mais ousado nessa direção (aqui).
Assinado pelo interino Michel Temer e pelo Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Sergio Westphalen Etchegoyen, o decreto visa criar uma política para armar o país contra ameaças trazidas por esses tempos cibernéticos e de terrorismo.
Contempla a proteção de forças de conhecimento nacional, medidas contraespionagem cibernética, contraterrorismo etc. Mas confere poderes e atribuições que podem facilmente resvalar para o autoritarismo e para o desrespeito aos direitos humanos. E isso, em uma etapa da vida nacional de radicalização e de instrumentalização política dos instrumentos de investigação.
Confere ao GSI e à Política Nacional de Inteligência o poder de monitorar movimentos, manifestações, cooptar funcionários públicos para a função de segurança e até monitorar cientistas brasileiros no exterior.
O decreto define assim as atividades de inteligência e contrainteligência:
I – Inteligência: atividade que objetiva produzir e difundir conhecimentos às autoridades competentes, relativos a fatos e situações que ocorram dentro e fora do território nacional, de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental e a salvaguarda da sociedade e do Estado;
II – Contrainteligência: atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a Inteligência adversa e as ações que constituam ameaça à salvaguarda de dados, conhecimentos, pessoas, áreas e instalações de interesse da sociedade e do Estado.
Movimentos populares podem ser facilmente enquadrados nessas categorias. Hoje em dia, procuradores açodados montam ações até para impedir manifestações políticas em universidades. Mas suas decisões são submetidas ao Judiciário. No caso das ações de inteligência, não há instância capaz de monitorar e contar os abusos.
O parágrafo seguinte é significativo:
Cumpre à Inteligência acompanhar e avaliar as conjunturas interna e externa, buscando identificar fatos ou situações que possam resultar em ameaças ou riscos aos interesses da sociedade e do Estado. O trabalho da Inteligência deve permitir que o Estado, de forma antecipada, mobilize os esforços necessários para fazer frente às adversidades futuras e para identificar oportunidades à ação governamental.
E tudo isso protegido pelo manto do silêncio.
A atividade de Inteligência exige o emprego de meios sigilosos, como forma de preservar sua ação, seus métodos e processos, seus profissionais e suas fontes. Desenvolve ações de caráter sigiloso destinadas à obtenção de dados indispensáveis ao processo decisório, indisponíveis para coleta ordinária em razão do acesso negado por seus detentores. Nesses casos, a atividade de Inteligência executa operações de Inteligência - realizadas sob estrito amparo legal -, que buscam, por meio do emprego de técnicas especializadas, a obtenção do dado negado.
Mais que isso, o decreto define que “capacidades individuais e coletivas, disponíveis nas universidades, centros de pesquisa e demais instituições e organizações públicas ou privadas, colaborem com a Inteligência”.
Como ameaças ao Estado nacional, o decreto define “a espionagem, propaganda adversa, desinformação, a sabotagem e a cooptação”. Propaganda adversa era o termo utilizado pelos militares para coibir qualquer crítica ao regime.
O decreto estipula também “ações preventivas concertadas entre os organismos de Inteligência de diferentes países, e desses com suas estruturas internas”, visando impedir a “deflagração de crises em áreas de interesse estratégico do Estado”.
Quem define o interesse estratégico, obviamente, é o GSI.
Há algumas ameaças óbvias, como “criminalidade organizada; narcotráfico; terrorismo e seu financiamento; armas de destruição em massa; e atividades ilegais envolvendo comércio de bens de uso dual e de tecnologias sensíveis”.
Mas o decreto inclui um vasto campo de possibilidades que permitem o subjetivismo na análise dos riscos. Como, por exemplo, quando menciona “interferência externa no processo decisório ou que autoridades brasileiras sejam levadas a atuar contra os interesses nacionais e em favor de objetivos externos antagônicos. A interferência externa é uma ameaça frontal ao princípio constitucional da soberania”.
O que seria “interferência externa”? Um movimento popular pode ser enquadrado como interferência externo de um bolivarianismo, castrismo ou outro ismo qualquer?
“Deve constituir também motivo de constante atenção e preocupação a eventual presença militar extrarregional na América do Sul, podendo ser caracterizada como ameaça à estabilidade regional”.
O capítulo 6 define as “Ações Contrárias ao Estado Democrático de Direito”.
“São aquelas que atentam contra o pacto federativo; os direitos e garantias fundamentais; a dignidade da pessoa humana; o bem-estar e a saúde da população; o pluralismo político; o meio ambiente e as infraestruturas críticas do País, além de outros atos ou atividades que representem ou possam representar risco aos preceitos constitucionais relacionados à integridade do Estado.
Identificar essas ações e informar às autoridades governamentais competentes é tarefa primordial da atividade de Inteligência, que assim estará proporcionando aos governantes o subsídio adequado e necessário ao processo de tomada de decisão”.
Mais uma vez, caberá ao GSI definir quem se enquadra nessas ações.
Não ficará nisso. Monitorará também os cientistas brasileiros que forem trabalhar no exterior.
Paralelamente, a cooperação técnico-científica mundial demanda a presença de especialistas brasileiros em vários pontos dos cinco continentes.
Nesse cenário, torna-se imprescindível para a Inteligência conhecer as principais ameaças e vulnerabilidades a que estão sujeitas as posições e os interesses nacionais no exterior, como forma de bem assessorar o chefe de Estado e os órgãos responsáveis pela consecução dos objetivos no exterior.
Assim como no período militar, o decreto prevê “treinamento de servidores públicos encarregados de temas e missões sensíveis e pela implementação efetiva de contramedidas de segurança corporativa indispensáveis à segurança e ao desenvolvimento da atividade de Inteligência”.
No final, há um capítulo relativo à proteção das infraestruturas críticas nacionais.
“Ameaças como terrorismo, organizações criminosas transnacionais e grupos de diferentes origens e com distintos interesses ligados a atos de sabotagem devem ser monitoradas, como forma de minimizar as possibilidades de sucesso das ações que visem a interromper ou mesmo comprometer o funcionamento das infraestruturas críticas nacionais.
Nesse cenário, a Inteligência deve participar do processo de avaliação de riscos e vulnerabilidades relativos a alvos potenciais daquelas ameaças, visando a concorrer para a proteção das infraestruturas críticas nacionais”.

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Machado apresentará novas provas ao STF De acordo com os termos do acordo de delação, divulgados hoje, após decisão de Zavascki, Sérgio Machado vai devolver R$ 75 milhões. Desse total, R$ 10 milhões deverão ser pagos 30 dias após a homologação, que ocorreu no mês passado, e R$ 65 milhões parcelados em 18 meses. Por ter delatado os supostos repasses de recursos da Transpetro para políticos, Machado vai cumprir pena em regime domiciliar diferenciado.

Machado apresentará novas provas ao STF

A defesa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado informou nesta sexta (1º) ao STF que vai apresentar novas provas para serem anexadas aos depoimentos de delação premiada prestados por ele na Lava Jato; segundo os advogados, Machado está levantando dados complementares aos depoimentos prestados e pede mais 20 dias para finalizar o trabalho; nos depoimentos, o ex-presidente da Transpetro disse que repassou propina para mais de 20 políticos, entre eles o vice-presidente em exercício Michel Temer; de acordo com Machado, Temer pediu a ele doações para a campanha de Gabriel Chalita (ex-PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012, o que o vice nega, mas o delator diz ter como provar; no total, Machado afirma que repassou ao PMDB “pouco mais de R$ 100 milhões”; trechos da delação do ex-presidente da Transpetro derrubaram três ministros do governo interino (Romero Jucá, Fábio Silveira e Henrique Alves) e implicaram o presidente do Senado Renan Calheiros, o senador Aécio Neves e o ex-presidente da República José Sarney
1 de Julho de 2016 às 21:03 //
André Richter, da Agência Brasil - A defesa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado informou hoje (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai apresentar novas provas para serem anexadas aos depoimentos de delação premiada prestados por ele na Operação Lava Jato.
Na petição, a defesa informa que Machado está levantando dados complementares aos depoimentos prestados e pede mais 20 dias para finalizar o trabalho.
O acordo assinado por Machado com a Procuradoria-Geral da República diz que novas informações podem ser apresentadas pelo delator em 60 dias, mas não especifica o período inicial da contagem do prazo. Por esse motivo, os advogados pediram autorização do ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da Lava Jato no STF, para anexar novas provas.
Machado ficou no comando da subsidiária da Petrobras de 2003 a novembro de 2014. Ele disse que políticos indicavam aliados para cargos em empresas estatais para conseguir “o maior volume possível de recursos ilícitos tanto para campanhas eleitorais quanto para outras finalidades”. Segundo Machado, a função dos diretores indicados era administrar as empresas e “arrecadar propina para os políticos que os indicaram”.
Nos depoimentos, o ex-presidente da Transpetro disse que repassou propina para mais de 20 políticos de vários partidos. Em outro depoimento, ele afirmou que foram repassados ao PMDB “pouco mais de R$ 100 milhões”, que tiveram origem em propinas pegas pelas empresas que tinham contratos com a Transpetro.
De acordo com os termos do acordo de delação, divulgados hoje, após decisão de Zavascki, Sérgio Machado vai devolver R$ 75 milhões. Desse total, R$ 10 milhões deverão ser pagos 30 dias após a homologação, que ocorreu no mês passado, e R$ 65 milhões parcelados em 18 meses. Por ter delatado os supostos repasses de recursos da Transpetro para políticos, Machado vai cumprir pena em regime domiciliar diferenciado.
COPIADO  http://www.brasil247.com/pt/2

Criminalização da política é demagogia de ladrões Nos distantes tempos em que eu fazia o secundário, em matemática e física, as fórmulas – que são o estabelecimento de uma regra válida em dadas situações – eram demonstradas. Partia-se do que já...


tecnicosCriminalização da política é demagogia de ladrões

Nos distantes tempos em que eu fazia o secundário, em matemática e física, as fórmulas – que são o estabelecimento de uma regra válida em dadas situações – eram demonstradas. Partia-se do que já...


Criminalização da política é demagogia de ladrões

tecnicos
Nos distantes tempos em que eu fazia o secundário, em matemática e física, as fórmulas – que são o estabelecimento de uma regra válida em dadas situações – eram demonstradas. Partia-se do que já se sabia para alcança-las e, caprichosamente, ao final da demonstração de sua validade, escreviam-se as letras CQD, como queríamos demonstrar. Os mais antigos, o mesmo em latim: quod erat demonstrandum.
Pois o “latinista” Michel Temer entende mesmo é de demagogia, remando à vontade nas águas da demagogia
A nova lei das estatais, a pretexto de garantir que as empresas sejam administradas por “técnicos”, como se essa condição os fizesse honrados e vedando aos políticos, a priori, a ocupação de postos de direção é tão “furada” que se pode demonstrar com uma simples ida ao quadro negro das vergonhas que furtaram milhões  do povo brasileiro.
Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Renato Duque (este acusado, mas não confesso, como os outros) e Pedro Barusco,  por acaso, teriam suas nomeações vedadas pela nova lei?
Não.
A lei, acaso, impede que um ex-diretor ou ex-presidente de banco ponha as mãos nas rédeas do Banco Central, onde 0,001% de diferença em taxas representa milhões e milhões em um só dia?
Não.
A lei impede que um político reconhecidamente honesto, que ocupou cargos públicos sem acumular patrimônio, vive com austeridade e passou por todas as lupas e microscópios que sobre sua vida se colocou ocupe, com estas qualidades, uma diretoria de estatal onde sua honradez seja um traço valioso?
Sim.
Portanto, isso não passa de demagogia. Do simples, fácil e falso exercício da criminalização dos políticos e, com isso, da política.
Simples assim de demonstrar como é falsa a proposição e aquilo que de falso se faz só tem um propósito: enganar os trouxas.
Quod erat demonstrandum.

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A fraude do impeachment de Dilma — e a corrupção de Temer. Por Glenn Greenwald Além da Miriam, Sardenberger: “Temer está comprando o impeachment com reajustes”. Ouça


glenn

A fraude do impeachment de Dilma — e a corrupção de Temer. Por Glenn Greenwald

Ele tornou-se indispensável. Quebrou e ajudou a quebrar o coro monocórdio da grande imprensa. Glenn Greenwald é leitura imperdível, quando faz um balanço crítico dos últimos acontecimentos. Sem mais – desnecessárias – apresentações, seu novo artigo,...

A fraude do impeachment de Dilma — e a corrupção de Temer. Por Glenn Greenwald

glenn
Ele tornou-se indispensável. Quebrou e ajudou a quebrar o coro monocórdio da grande imprensa. Glenn Greenwald é leitura imperdível, quando faz um balanço crítico dos últimos acontecimentos. Sem mais – desnecessárias – apresentações, seu novo artigo, de hoje, no site The Intercept.
Desde o começo da campanha para impedir a presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff, a principal justificativa era de que ela havia se utilizado do artifício conhecido como “pedaladas” (“peddling”: atraso ilegal de pagamentos aos bancos estatais) para mascarar a dívida pública. Mas nesta semana, enquanto o Senado conduz o julgamento do impeachment, esta acusação foi suprimida: o relatório de peritos do Senado concluiu que “não há indício de ação direta ou indireta de Dilma” em nenhuma destas manobras orçamentárias. Como colocou a Associated Press: “Auditores independentes contratados pelo Senado brasileiro disseram em relatório divulgado na terça-feira que a presidente suspensa Dilma Rousseff não agiu na modificação da contabilidade de que foi acusada no julgamento de seu impeachment”. Em outras palavras, os próprios técnicos do Senado esvaziaram o primeiro argumento na defesa de que o impeachment era outra coisa que não um golpe.
O relatório não isenta Dilma totalmente, concluindo que Dilma abriu linhas de crédito sem a aprovação do Congresso, o que é parte do caso do impeachment. Mas foi a acusação das pedaladas que dominou todo o debate.

Além da Miriam, Sardenberger: “Temer está comprando o impeachment com reajustes”. Ouça

Não foi só a Míriam Leitão. Carlos Alberto Sardenberg desceu a língua na ampliação de gastos promovida por Michel temer para “ir levando” a situação até consumar o impeachment de Dilma. Diz que o governo...

Além da Miriam, Sardenberger: “Temer está comprando o impeachment com reajustes”. Ouça

feiticeiros
Não foi só a Míriam Leitão.
Carlos Alberto Sardenberg desceu a língua na ampliação de gastos promovida por Michel temer para “ir levando” a situação até consumar o impeachment de Dilma.
Diz que o governo tem dois discursos.
Um, político, de que tem de “aceitar essas demandas do Congresso até a votação do impeachment”:
– Então está comprando o impeachment com estes reajustes e com estas medidas.
O outro, segundo ele, é “lorota”: dizer que isso não terá impacto porque “já estava previsto”.
Que os colunistas do ultraextraneoliberalismo querem que se corte em tudo o que diz respeito ao Estado não é  novidade.
Mas que tenham resolvido apertar Temer, é.
Algo há, diria o velho Brizola…
Claro que Sardenberg arranja, no final do comentário, um jeito de referir-se de maneira desqualificante a Dilma.
Mas pode crer que, além do culto mercadista  e da evidente utilização política dos gastos públicos, há pesquisa nesta história.
Eles sabem para onde está indo seu “eleitorado”, o setor empresarial.
Escute e veja como é duro o comentário.

 COPIADO  http://www.tijolaco.com.br/blog/fu



Funaro vai deixar nu esquema mafioso de Eduardo Cunha Ação-relâmpago de Janot e Teori desmonta acordo Cunha-Temer

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Funaro vai deixar nu esquema mafioso de Eduardo Cunha

Dilson Bolonha Funaro não é um maneiroso operador financeiro, cheio de salamaleques e gentilezas. O episódio da “carta de renúncia” exigido do ex-diretor da Caixa e agora delator Fábio Cleto para ser operador das...

Funaro vai deixar nu esquema mafioso de Eduardo Cunha

mafia
Dilson Bolonha Funaro não é um maneiroso operador financeiro, cheio de salamaleques e gentilezas.
O episódio da “carta de renúncia” exigido do ex-diretor da Caixa e agora delator Fábio Cleto para ser operador das propinas destinadas a Eduardo Cunha (80%, ficando 12 % com Funaro e 4% com o próprio Cleto e um assecla de Funaro) não é o único.
Sonia Racy, no Estadão, narra que em sua fortaleza, em Vargem Grande do Sul, Serra da Mantiqueira paulista, onde mandava e desmandava, já foi preso por ameaçar um vizinha de por abaixo sua casa com ela dentro.
É intimo do prefeito e do vice-prefeito, com quem vai a festas e solenidades.
Salim Schahin, que firmou acordo de delação premiada na Lava Jato diz que Funaro lhe telefonou  dizendo que sabia onde o filho do depoente morava e onde o neto estudava e  que “iria arrebentar” seu carro.
Quando foi contratado pelo Grupo Bertin – frigorífico, depois metido em investimentos em energia, Funaro partiu para a agressão dentro da empresa, ao ponto de ser lavrado um boletim de ocorrência policial.
É mesmo esquentadinho e responde a um processo por desacatar um policial chamado a intervir numa discussão que travou em uma loja, chamando-o de “policial de merda”.
Logo vai se ver que o esquema é, até nisso, mafioso.

Ação-relâmpago de Janot e Teori desmonta acordo Cunha-Temer

É evidente a relação entre o rápido desfecho policial da delação de Fábio Cleto, ex-pupilo de Eduardo Cunha como representante da Caixa no Fundo de Investimentos do FGTS e nova fase da Operação Salva...
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Lava Jato Grupo de Cunha usou carta renúncia como 'garantia' para esquema Grupo de Cunha usou carta renúncia como 'garantia' para esquema As tratativas começaram pelo corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que entregou seu currículo a Cunha e repassou ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo), que era líder do PMDB na Câmara

Lava Jato

Grupo de Cunha usou carta renúncia como 'garantia' para esquema

As tratativas começaram pelo corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que entregou seu currículo a Cunha e repassou ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo), que era líder do PMDB na Câmara

 

O ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto afirmou aos investigadores da Lava Jato que após ganhar indicação para ocupar o cargo foi obrigado a deixar uma carta renúncia assinada como garantia de que atenderia ao grupo do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Cleto contou que as negociações para que fosse nomeado para o cargo começaram em 2011. As tratativas começaram pelo corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que entregou seu currículo a Cunha e repassou ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo), que era líder do PMDB na Câmara.
Após passar por uma entrevista no Ministério da Fazenda, Cleto foi avisado por Funaro que teve seu nome aprovado. Segundo o ex-vice-presidente da Caixa, já nessa ocasião Funaro deu a entender que haveria em algumas operações o pagamento de propina, a qual deveria ser dividida.
De acordo com o delator, no mesmo dia em que sua nomeação, Funaro o chamou no escritório. O encontro foi marcado por Alexandre Margotto, assessor do corretor.
Em frente ao escritório, em um carro estacionado, Margotto apresentou três vias de uma carta de renúncia ao cargo de Vice-Presidente da Caixa, como se tivesse sido escrita por Fábio CIeto, endereçadas a Henrique Eduardo Alves.
O delator disse que foi informado por Margotto que deveria assinar as cartas sob pena de ser exonerado, tendo este último assim procedido. "As três vias da carta, que ficaram com Alexandre Margotto, eram uma espécie de 'garantia': caso qualquer solicitação não fosse acatada por Cleto, Funaro apresentaria a carta, levando à renúncia do cargo e à indicação de outra pessoa", afirmou a Procuradoria-Geral da República.
Fortaleza
Cleto afirmou aos procuradores que o esquema consistia em ele repassar para Cunha e Funaro todos os projetos que estavam em tramitação dentro da área da FI-FGTS e da Carteira Administrada e o estágio em que se encontravam. Segundo ele, Cunha e Funaro passavam como deveria ser seu voto em cada projeto.
Cleto disse que o pedido de propina às empresas era feito por Cunha e Funaro.
Ao pedir busca e apreensões em endereços ligados a Funaro, a PGR destacou ao Supremo o luxo do corretor.
"O Ministério Público recebeu informações sobre um dos possíveis endereços desse agente delitivo. De acordo com os dados, trata-se de verdadeira "fortaleza" construída em Vargem Grande do Sul/SP, que conta inclusive com um heliporto", diz a Procuradoria.
"Ainda de acordo com as informações, Funaro até agora vinha com frequência ao local, chegando às sextas-feiras à tarde e partindo aos domingos, no final do dia, sempre de helicóptero e acompanhado de seguranças. [...] Confirmando que o imóvel é usado por Lúcio Bolonha Funaro e sua família".

COPIADO  http://www.otempo.com.br/capa/

Doleiro ameaçou atear fogo em casa de delator com os filhos dentro, diz PGR Apontado como o operador de propinas de Cunha, Lúcio Funaro teria ameaçado pelo menos três delatores. Foi preso nesta sexta-feira

Doleiro ameaçou atear fogo em casa de delator com os filhos dentro, diz PGR

Doleiro ameaçou atear fogo em casa de delator com os filhos dentro, diz PGR



Funaro ameaçou atear fogo em casa de delator com os filhos dentro, diz PGR

Apontado como o operador de propinas do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria ameaçado pelo menos três delatores

Por: Marcela Mattos, de Brasília - Atualizado em
Lúcio Bolonha Funaro, corretor de câmbio que intermediou operações para dirigentes da Bancoop, durante CPI das ONGs no Senado Federal, em 2010
Lúcio Bolonha Funaro, corretor de câmbio que intermediou operações para dirigentes da Bancoop, durante CPI das ONGs no Senado Federal, em 2010(Lula Marques/Folhapress)
Apontado como o operador do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro foi preso na manhã desta sexta-feira não apenas por causa das suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa no âmbito de esquema do petrolão. Conforme pedido de prisão preventiva apresentado pela Procuradoria-Geral da República e acatado pelo Supremo Tribunal Federal, Funaro também representava um risco à vida de ao menos dois delatores da Lava Jato, tendo inclusive ameaçado atear fogo na casa de um deles. Detalhe: com os filhos dentro.
Ao destacar elementos que indicam "concreta periculosidade" do operador, o ministro Teori Zavascki chamou atenção para trecho do documento assinado Rodrigo Janot em que apontou que Funaro chegou a ameaçar o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto e seus familiares em razão de desentendimentos no pagamento de propinas.
No início de 2012, narrou Janot, Fábio Cleto e Lúcio Funaro acabaram brigando por causa das cobranças "agressivas". O fator culminante para a separação dos dois "foi quando Funaro ameaçou colocar fogo na casa do depoente, com os filhos dentro".
Janot destacou ainda que a "ousadia" do operador "é conhecida no meio em que circula" e citou episódio em que Funaro ameaçou de morte Milton Schahin, dono do grupo Schahin, em razão de disputa econômica. "Ora, se Funaro é capaz de ameaçar de morte um ancião em razão de disputas comerciais, não há dúvidas de que não se rogará a prejudicar a investigação sobre os fatos que o incriminam", afirmou o procurador.
O delator Nelson José de Mello, ex-diretor da fabricante de produtos de saúde e bem-estar Hypermarcas, também relatou ter sofrido ameaças de Funaro. Ao cobrar insistentemente o pagamento de propinas, o doleiro, em tom ameaçador e agressivo, disse a Mello que ele não sabia "com quem estava se metendo" e pediu para repensar a posição de não pagar a dívida porque "tinha um amigo e não valia a pena perder isso".
Diante das investidas de Funaro, que ocorreram até recentemente, o ex-diretor tentou se desvencilhar do operador: chegou a mudar de endereço, de telefone celular e até apagou aplicativos no telefone. Sem sucesso. Em fevereiro deste ano, Nelson Mello recebeu uma correspondência do operador em que pedia para entrar em contato com ele e, no mesmo dia, uma ligação em sua residência cobrando um encontro.
Em meio à resistência de entrar em contato com o doleiro, Mello recebeu, em março, uma ligação da secretária de Eduardo Cunha deixando o recado de que o peemedebista precisava falar com ele "com urgência". No pedido de prisão, Janot aponta para uma "estreita" relação entre Cunha e Funaro.
 COPIADO  http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/e

Projeto que pune abuso de autoridade não é tramoia de Renan; é garantia da democracia Texto original é de 2009, de autoria de Raul Jungmann, e incorpora propostas de comissão formada sob os auspícios do Supremo


Projeto que pune abuso de autoridade não é tramoia de Renan; é garantia da democracia


Blog Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo


Projeto que pune abuso de autoridade não é tramoia de Renan; é garantia da democracia

Texto original é de 2009, de autoria de Raul Jungmann, e incorpora propostas de comissão formada sob os auspícios do Supremo

Por: Reinaldo Azevedo
Eu sempre fico especialmente incomodado quando a imprensa, em vez de ajudar a esclarecer, investe na confusão. Na maioria das vezes, nem é por má-fé. Mas não é menos verdade que jornalistas, no geral, são muito suscetíveis ao que eu chamaria de “lobby do bem”. O que se isso quer dizer? Acabam vocalizando, muitas vezes, a voz de verdadeiros militantes políticos porque entendem que estes estão… do lado do bem!
Querem ver uma coisa? O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) — sim, é aquele dos 11 inquéritos; nem ele tenta esconder —, quer que o Senado discuta um projeto que atualiza a Lei de Abuso de Autoridade. Sim, o país tem uma: é a 4.898, de 1965. Está desatualizada.
Muito bem! Imediatamente, a questão foi vista como uma forma de tolher a Lava Jato, já que ele próprio é investigado em 11 inquéritos. Aí a coisa fica difícil! Não é possível que a gente tenha de submeter agora toda e qualquer coisa ao filtro ou à luz da Lava Jato. Que ela siga fazendo o seu trabalho, mas o país é maior do que isso.
Atenção! O texto que pode começar a ser debatido no Senado é de autoria do então deputado Raul Jungmann (PPS-PE), hoje ministro da Defesa. Não saiu só da sua cachola, não. Foi fruto do trabalho produzido por uma comissão integrada pelo então desembargador Rui Stocco, pelo agora ministro do Supremo Teori Zavascki, por Everardo Maciel, ex-secretário da Receita, e pelo doutor Luciano Felício Fuck, assessor do ministro Gilmar Mendes.
Antes que alguém saia berrando por aí que a lei contra o abuso de autoridade busca coibir a Lava Jato — QUE NÃO EXISTIA EM 2009 —, convém que o texto seja lido. A íntegra está aqui.
Atenção, trata-se de projeto que busca combater o abuso de autoridade, não o exercício da legalidade. Abuso de quem? De qualquer um que fale em nome do estado: seja o presidente da República, seja o guarda de trânsito.
Eu estou enganado, ou combater o abuso de autoridade, preservando direitos fundamentais do cidadão contra o assoberbamento do agente estatal, é coisa das democracias avançadas?  
De fato, a demanda por uma lei que defina com mais clareza o crime de abuso de autoridade, punindo a conduta com mais rigor, é do Supremo. A comissão que redigiu as propostas, que resultou no projeto de Jungmann, foi instalada em 2009 pelo ministro Gilmar Mendes, quando presidia o Supremo.
Leiam o projeto. É curto. E me digam um só dispositivo ali que poderia limitar a Lava Jato — a menos, claro!, que a operação pretenda se comportar ao arrepio da Constituição.
No Artigo 2º, com efeito, estabelece o projeto:
São sujeitos ativos dos crimes previstos nesta lei:
I – agentes da Administração Pública, servidores públicos ou a eles equiparados;
II – membros do Poder Legislativo;
III – membros do Poder Judiciário;
IV – membros do Ministério Público.
Como se vê, ninguém está acima da lei ou tem autorização para praticar abuso de autoridade. E estou certo de que os membros do Ministério Público não pretendem gozar dessa prerrogativa, certo?
Leio uma reportagem em que se diz, em tom meio escandalizado, que o novo texto pode punir o abuso até com a perda da função pública. Ora, isso já está na lei de 1965.
Acho curioso que dois artigos, em particular, estejam sendo vistos como “anti-Lava jato”, a saber:
Art. 12. Ofender a intimidade, a vida privada, a honra ou a imagem de pessoa indiciada em inquérito policial, autuada em flagrante delito, presa provisória ou preventivamente, seja ela acusada, vítima ou testemunha de infração penal, constrangendo-a a participar de ato de divulgação de informações aos meios de comunicação social ou serem fotografadas ou filmadas com essa finalidade.
Pena – detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência.
Art. 13. Constranger alguém, sob ameaça de prisão, a depor sobre fatos que possam incriminá-lo:
Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem constrange a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo.
Ora, por que seriam? A operação, por acaso, faz ou pretende fazer uma dessas coisas?
O Artigo 15 trata do uso de algemas. Lá se diz ser abuso de autoridade:
“Submeter o preso ao uso de algemas, ou de qualquer outro objeto que lhe tolha a locomoção, quando ele não oferecer resistência à prisão, nem existir receio objetivamente fundado de fuga ou de perigo à integridade física dele própria ou de terceiro:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.”
O que há de errado com esse texto? Algemas não devem ser um instrumento de humilhação. Ou alguém defende o contrário?
Não! O projeto que pune o abuso de autoridade não protege bandidos da Lava Jato. O texto oferece garantias ao cidadão comum, a todos nós, contra ilegalidades praticadas por agentes do estado.
De fato, os setores xiitas do Ministério Público podem não gostar do Artigo 26, onde se lê:
“Art. 26. Induzir ou instigar alguém a praticar infração penal com o fim de capturá-lo em flagrante delito:
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (anos) anos, e multa.
Parágrafo único. Se a vítima é capturada em flagrante delito, a pena é de detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.”
E por que essa ala do MP não gostaria disso? Porque endossa um anteprojeto de lei, no bojo das tais dez medidas contra a corrupção, que cria “o teste de integridade do agente público”. Trata-se de um despautério.
Quem vê Deltan Dallagnol falando não imagina que ele quer isto, prestem atenção:
“Art. 2º A Administração Pública poderá, e os órgãos policiais deverão, submeter os agentes públicos a testes de integridade aleatórios ou dirigidos, cujos resultados  poderão ser usados para fins disciplinares, bem como para a instrução de ações cíveis, inclusive a de improbidade administrativa, e criminais.”
Art. 3º Os testes de integridade consistirão na simulação de situações sem o conhecimento do agente público, com o objetivo de testar sua conduta moral e predisposição para cometer ilícitos contra a Administração Pública.
Art. 4º Os testes de integridade serão realizados preferencialmente pela Corregedoria, Controladoria, Ouvidoria ou órgão congênere de fiscalização e controle.
Art. 5º Sempre que possível e útil à realização dos testes de integridade, poderá ser promovida a sua gravação audiovisual.
Art. 6º Os órgãos que forem executar os testes de integridade darão ciência prévia ao Ministério Público, de modo sigiloso e com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, e informarão a abrangência, o modo de execução e os critérios de seleção dos examinados, podendo o Ministério Público recomendar medidas complementares.”
Ou por outra: essa medida que o Ministério Público diz combater a impunidade é um caso flagrante e escancarado de abuso de autoridade. É claro que o caminho não é esse. Isso é coisa de estado fascista ou comunista. Precisamos combater a corrupção seguindo as regras da democracia e do estado de direito.
Concluo
O projeto que pune o abuso de autoridade é uma garantia para todos os cidadãos. Não vai proteger Renan Calheiros ou qualquer outro investigado nem vai diminuir as prerrogativas da Lava Jato. A menos, claro, que a Lava Jato tenha alguma intenção ainda não revelada de se colocar acima da Constituição.
Não tem, né?


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Como é que Cunha aguenta? Onde ele põe a vergonha? É uma perplexidade genuína. Boa parte de nós já teria colapsado; ele segue impassível, crime após crime



Como é que Cunha aguenta? Onde ele põe a vergonha?



Blog Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura



Como é que Cunha aguenta? Onde ele põe a vergonha?

É uma perplexidade genuína. Boa parte de nós já teria colapsado; ele segue impassível, crime após crime

Por: Reinaldo Azevedo

Fico cá me perguntando de onde vem a resiliência do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Eu me espanto que, em público, ele não se mostre nem mesmo abatido. Por mais, digamos, frio que o sujeito seja, em algum momento, notam-se esgares de um esmorecer. Nele, nunca! Parece infatigável e inatingível. E olhem que a sua biografia passou a persegui-lo de forma contundente.
Por que digo isso? Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, afirmou em sua delação premiada que teve reuniões semanais com Cunha durante quatro anos para tratar de um esquema de propina envolvendo o FI-FGTS e que o parlamentar embolsou 80% dos recursos desviados desse fundo.
A delação de Cleto deu origem à operação Sépsis, deflagrada nesta sexta. Os encontros com Cunha, segundo o delator, teriam ocorrido no apartamento funcional do peemedebista e depois na residência oficial da Presidência da Câmara, quando ele assumiu o comando da Casa, em fevereiro de 2015.
Cleto relatou que uma empresa de Eike Batista pagou propina a ele próprio e a Cunha para obter recursos do fundo de investimentos do FGTS. Cleto chegou ao alto escalão da Caixa por indicação de Cunha. Segundo ele mesmo, em contrapartida, tinha de passar informações privilegiadas ao parlamentar referentes às empresas que pleiteavam recursos do FI-FGTS, fundo de investimentos ligado ao banco estatal.
De acordo com Cleto, Cunha extorquia essas empresas e partilhava a propina com ele e com Lúcio Funaro. Numa dessas divisões, em 2012, o então vice da Caixa se desentendeu com o suposto operador de Eduardo Cunha. Funaro, então, “ameaçou colocar fogo na casa de Cleto, com os filhos dentro”, conforme trecho da delação.
Nova denúncia
Pois é… E o Ministério Público Federal ofereceu outra denúncia contra Cunha por esse seu suposto envolvimento com um esquema de corrupção na Caixa. A acusação também tem como alvo Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo; Funaro; seu assessor, Alexandre Margotto, além de Cleto. Esta é a terceira denúncia contra Cunha na Lava Jato.
Mas não é só isso. Com a cara mais limpa do mundo, nega as acusações todas, sugere uma espécie de conspiração, como a não entender por que, afinal, ele está na lista de praticamente todos os delatores. Alguns deles nem tinham vínculos entre si. É claro que o que vai agora não é direito, mas apenas perplexidade: por que tantos se ocupariam de acusar um inocente?
Convenham: mesmo quando o sujeito é um profissional, algum constrangimento sobrevém. Não a Cunha. Ele parece entender que tudo isso é parte do jogo. Na sua cabeça, é muito provável, são ossos a serem deglutidos pelo ofício. Vive uma realidade que não tem como perdurar.
Cunha poder ser julgado primeiro por seus pares em razão do processo por quebra de decoro. Vamos ver o que vai dizer a CCJ.  Tem tudo para ser cassado. Se isso não acontecer, é certo que, pelo crivo do Supremo, ele não passa.

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Brasil Cunha e Henrique Alves são denunciados pela PGR Os dois peemedebistas também são alvos de outra investigação sigilosa que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo serviços ilícitos prestados a empreiteiras

Cunha e Henrique Alves são denunciados por esquema na Caixa

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Cunha e Henrique Alves são denunciados pela PGR

Os dois peemedebistas também são alvos de outra investigação sigilosa que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo serviços ilícitos prestados a empreiteiras

Por: Thiago Bronzatto, de Brasília - Atualizado em
Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves
Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves: alvos da PGR(Adriano Machado/Reuters e Frankie Marcone/Folhapress)
Na manhã desta sexta-feira, integrantes da alta cúpula do PMDB no Congresso acordaram de cabelo em pé com a nova fase da operação Lava-Jato. Por volta das 6h, delegados e agentes da Polícia Federal bateram à porta da casa de dois supostos operadores do partido: o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, ligado ao presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e preso preventivamente, e o lobista Milton Lyra, amigo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Tanto um como outro já estavam na mira dos investigadores. A suspeita principal é que eles operavam um esquema de pagamentos de propinas para parlamentares do PMDB em troca da liberação de dinheiro público para diversas empresas.
De acordo com documentos obtidos por VEJA, Eduardo Cunha e o ex-ministro e deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República num inquérito sigiloso. Os dois peemedebistas foram acusados de terem participação "na implantação e no funcionamento do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à Caixa Econômica Federal", entre 2011 e 2015. A fraude, segundo os investigadores, consistia na cobrança de propinas de empresários para a liberação de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa.
Além de Cunha e Henrique Alves, também foram denunciados como integrantes do esquema o doleiro Lúcio Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e seu sócio Alexandre Margotto. Em sua delação premiada, Cleto admitiu que foi cooptado por Funaro e Cunha, com o aval de Henrique Alves, para atuar com a missão de direcionar os repasses de recursos do FI-FGTS para empresas escolhidas por Cunha. Estima-se que ao menos 6 bilhões de reais em projetos foram destravados mediante pagamentos de propinas. Um deles foi a aquisição pelo FI-FGTS de títulos de dívida no valor de cerca de 1 bilhão de reais emitidos pela fabricante de papel e celulose Eldorado, controlada pela holding J&F, dono do frigorífico JBS. Com a operação, tanto Cunha como Funaro e Cleto teriam embolsado dinheiro sujo.
Leia também:
Delator revela caminho das propinas para operador de Renan e do PMDB
Nova investigação - A dupla Eduardo Cunha e Henrique Alves, ao lado do empreiteiro Léo Pinheiro, sócio da OAS, também é investigada por suspeitas de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. "Advieram graves e consistentes indícios de que Eduardo Cunha prestava diversos serviços ilícitos em prol de empreiteiras, atuando como verdadeiro longa manus e defensor dos interesses empresariais", diz o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em seu pedido de instauração de um novo inquérito. Segundo os investigadores, Cunha e Léo Pinheiro "estabeleceram relação de simbiose, isto é, verdadeira 'troca' de benefícios, em que um atendia aos interesses do outro, mediante retribuição financeira".
Um exemplo da relação de negócio entre o parlamentar e o empreiteiro é a rolagem da dívida pública de São Paulo, a pedido de Léo Pinheiro. "Referida 'rolagem' ocorreria em favor do Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tema que foi tratado no Projeto de Lei Complementar 238/2013, de relatoria de Eduardo Cunha", diz Janot. Em contrapartida, Cunha recebeu "doações de campanha" da OAS em diferentes ocasiões. O Procurador-Geral da República ainda sustenta que o presidente afastado da Câmara "também atuou em favor de empreiteiras em relação à concessão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), especialmente para intermediar contatos com o então Ministro da Aviação Civil Moreira Franco".
Mais detalhes na edição de VEJA que chega às bancas neste sábado
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Brasil Cunha ficava com 80% da propina em esquema na Caixa, afirma delator Justiça: Supremo autoriza Cunha a frequentar a Câmara Brasil: STF arquiva ação em que Cunha acusa força-tarefa Brasil: Funaro acusa Cleto de cobrar para retirá-lo de delação

Cunha ficava com 80% da propina em esquema na Caixa, afirma delator

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Empresário da Setal omitiu propina de R$ 103 milhões em acordo de delação

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Mendonça, que foi sócio do estaleiro Setal, demorou 19 meses para relatar o suborno de US$ 32 milhões. No depoimento original sobre as duas plataformas, feito à Polícia Federal de Curitiba em 30 de outubro de 2014, ele foi vago sobre eventuais subornos no caso da P51 e P52

Por: Reinaldo Azevedo
Por Márcio Cesar Carvalho, na Folha:
O empresário Augusto Mendonça omitiu em seu acordo de delação com procuradores que houve pagamento de propina de US$ 32 milhões, o equivalente hoje a R$ 103 milhões, nos contratos da Petrobras para a construção de duas plataformas para exploração de petróleo, a P51 e a P52. Trata-se de um dos maiores subornos da Lava Jato.
A omissão foi apontada pelo juiz federal Sergio Moro em audiência em que o empresário era testemunha em uma ação penal que tem como réu Zwi Skornicki, lobista de um estaleiro de Cingapura.
Mendonça, que foi sócio do estaleiro Setal, demorou 19 meses para relatar o suborno de US$ 32 milhões. No depoimento original sobre as duas plataformas, feito à Polícia Federal de Curitiba em 30 de outubro de 2014, ele foi vago sobre eventuais subornos no caso da P51 e P52.
Disse apenas que “ouviu comentários de que haveria pagamentos de comissões a Renato Duque”, referindo-se ao ex-diretor da Petrobras preso em Curitiba sob acusação de receber propina na estatal e que foi indicado pelo PT, segundo procuradores.
Em audiência na Justiça no último dia 16, o “ouviu falar” de Mendonça virou uma propina de US$ 32 milhões. Ele contou que as duas plataformas foram contratadas em 2003 e 2004 por US$ 1,6 bilhão (R$ 5 bilhões) e que houve o pagamento de 2% de comissão, ou US$ 32 milhões.
(…)
A omissão de informações em uma delação pode ter duas consequências, a depender da avaliação do Ministério Público e do juiz: 1) Mendonça pode ser chamado para complementar as lacunas; e 2) o acordo pode ser rompido, sem que as informações que ele relatou deixem de ser usadas.
COPIADO  http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/empresario-da-setal-omitiu-propina-de-r-103-milhoes-em-acordo-de-delacao/

STF autoriza quebra de sigilo de Cunha, mas nega o de Lobão O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou a quebra do sigilo telefônico...


 


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  1. Eduardo Cunha pede ao STF quebra de seu sigilo telefônico e o do senador Edison Lobão

    STF autoriza quebra de sigilo de Cunha, mas nega o de Lobão

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou a quebra do sigilo telefônico...

STF autoriza que Cunha vá à Câmara, mas só para se defender de acusações


Janot defende Cunha na condução do processo do impeachment na Câmara

Bases de PSDB, PSB e PPS resistem a acordo para sucessão de Cunha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou a quebra do sigilo telefônico do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nas investigações da Lava Jato, mas rejeitou o afastamento do segredo telefônico do senador Edison Lobão (PMDB-MA).
As quebras dos sigilos dos parlamentares foram requeridas pela defesa de Cunha na ação penal, na qual Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em propina de contratos de navios-sonda da Petrobras. O deputado foi transformado em réu e responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O período do afastamento de sigilo será referente ao dia 18 de setembro de 2011, no período entre 19 e 21 horas", para tentar buscar dados sobre a localização de Cunha na época.
A ideia da defesa é desconstruir a tese de que Cunha pressionou o empresário Julio Camargo a retomar o pagamento de propina pelo negócio.
Para Teori, não há elementos que justifiquem a quebra de dados de Lobão. "Não se verifica situação de imprescindibilidade do afastamento de sigilo de terceiro, senador da República, que não é investigado nesta ação penal, para "desconstruir possíveis conjecturas" (fl. 3.037v.) sobre suposta ligação telefônica narrada em depoimento em colaboração premiada, que, por sua vez, não é determinante para comprovar os fatos narrados na denúncia", disse o ministro.
O ministro afirmou ainda que a ausência de dados de Cunha "não necessariamente exclui a existência dos fatos narrados na denúncia".
Camargo assinou acordo de delação premiada e afirmou que deputados aliados do peemedebista apresentaram requerimentos em comissões da Câmara pedindo informações a autoridades sobre a empresa Mitsui, prestadora de serviços da Petrobras e com quem Camargo mantinha negócios.
A Folha revelou em abril de 2015 que o nome "dep. Eduardo Cunha" aparece como autor dos arquivos de computador em que eles foram redigidos.
Ouvido pelos investigadores, Camargo contou ainda ter desembolsado US$ 5 milhões em suborno para Cunha, por meio do lobista Fernando Baiano.
Na peça assinada pelos advogados do deputado afastado, Cunha diz que a quebra dos sigilos telefônicos dele próprio e de Lobão poderá comprovar que Julio Camargo mentiu em seus depoimentos.
Camargo relata que, sentindo-se chantageado pelos requerimentos, pediu ajuda a Lobão, à época Ministro das Minas e Energia.
Segundo o delator, num encontro na Base Aérea do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o então ministro disse que a estratégia de pressão via Câmara estava sendo capitaneada por Cunha e que, em seguida, Lobão ligou para o parlamentar fluminense na frente de Camargo.
"Esse fato é falso. Justamente por isso o Ministério Público Federal não produziu nenhuma prova de que tal ligação tenha ocorrido, tendo-se limitado a pedir a relação de placas que entraram na Base Aérea. A suposta entrada de pessoas em um local não faz prova do que as pessoas fizeram nesse local", argumenta a defesa.
Os advogados pedem a violação do sigilo referente ao dia em que o empresário e o senador se encontraram no aeroporto do Rio.
Na peça, Cunha contesta a versão de que tenha sido o responsável pelos requerimentos, pede acesso aos depoimentos de todos os delatores que fizeram-lhe acusações e lista uma série de deputados que integravam sua tropa de choque para serem ouvidos como testemunhas no processo.

COPIADO  http://www1.folha.uol.com.br/poder/

STF autoriza que Cunha vá à Câmara, mas só para se defender de acusações

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) volte à Câmara para fazer sua defesa no processo de cassação, desde que comunicado previamente ao tribunal.
Teori, no entanto, negou pedido da defesa de Cunha para que fosse liberado a frequentar seu gabinete para o exercício de atividades partidárias.
O ministro seguiu parecer enviado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em maio, o Supremo determinou o afastamento de Cunha do mandato e do comando da Câmara sob acusação de que ele usava o cargo para atrapalhar as investigações contra ele na Justiça e no Conselho de Ética da Câmara.
"Assim, ressalvadas as situações indicadas pelo Ministério Público - de ingresso do requerente na Câmara, na qualidade de usuário de serviço certo e determinado ou para o exercício de direito individual, desde que comunicado previamente a essa Corte" - há de se entender que a sua presença em ambiente do Congresso, notadamente em gabinete, só se justifica para o exercício de atividade parlamentar, que está suspenso".
O advogado Ticiano Figueiredo, que defende Cunha, disse que "apesar de ser uma decisão dura por um lado, em que viola o direito de um parlamentar eleito exercer sua função pública, por outro a decisão do ministro Teori deixa claro que ele pode comparecer à Câmara dos Deputados para exercer seu direito de defesa. Com essa decisão, me parece que o pedido de prisão do Ministério Público, de uma vez por todas, foi esvaziado".
Ao STF, Janot afirmou que a decisão do Supremo que determinou a suspensão do mandato e da presidência da Câmara não permite que Cunha frequente livremente à Casa, mas não o impede de ingressar no ambiente para questões específicas e de forma restrita.
"Não se concebe que o requerente possa frequentar livremente à Câmara como se ainda estivesse no exercício do seu cargo eletivo. Isso, contudo, não impede que ele possa, na qualidade de usuário de serviço certo e determinado ou para o exercício de direito individual, desde que comunicado previamente a essa Corte, ingressar naquela Casa Legislativa", escreveu Janot.
Apesar da Procuradoria ter defendido que não cabe a Cunha reavaliar questões sobre suas emendas parlamentares - verbas que são destinadas aos redutos eleitorais dos políticos, Teori disse que não trataria do assunto por ser uma questão interna da Câmara.
Janot também defendeu a redução de benefícios concedidos a Cunha pelo comando da Casa após a suspensão do mandato, mas o ministro não fez considerações sobre isso.
Segundo o procurador-geral, "na qualidade também de parlamentar suspenso do exercício do cargo, o requerente faz jus ao pagamento do subsídio integral, a assistência à saúde e à esquema de segurança básico destinado a qualquer parlamentar, além do reconhecimento honorífico e protocolar de sua condição. Nada porém justifica a manutenção das demais prerrogativas todas as colegiadas ao efetivo exercício do mandato e ao cargo de presidente da Câmara".
Contrariando a orientação de técnicos, a Mesa Diretora decidiu manter benefícios para o peemedebista, como salário de R$ 33,7 mil, avião, carro, seguranças e R$ 92 mil de verba de gabinete para pagar funcionários, além do uso da residência oficial da Câmara.
COPIADO  http://www1.folha.uol.com.br/poder/

Cunha ficou com 80% das propinas de esquema da Caixa, diz delator Ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto afirma que teve reuniões semanais com o deputado afastado, durante quatro anos, para tratar de esquema envolvendo FI-FGTS

Cunha ficou com 80% das propinas de esquema da Caixa, diz delator

Ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto afirma que teve reuniões semanais com o deputado afastado, durante quatro anos, para tratar de esquema envolvendo FI-FGTS 
Não devemos nada', diz irmão de dono da JBS 
STF autoriza quebra de sigilo pedida por Cunha
O ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto afirmou em sua delação premiada que teve reuniões semanais com o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante quatro anos para tratar de um esquema de propina envolvendo o FI-FGTS e que o parlamentar embolsou 80% dos recursos desviados.
Sua delação deu origem à operação Sépsis, deflagrada nesta sexta-feira (1).
Os encontros teriam ocorrido no apartamento funcional de Cunha e depois na residência oficial da Presidência da Câmara, quando o peemedebista assumiu o comando da Casa em fevereiro de 2015.
Cunha e Cleto foram denunciados pela Procuradoria ao STF pelo esquema na Caixa. Também foram alvos o corretor de valores Lúcio Funaro – preso nesta sexta – o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Alexandre Margotto, assessor de Funaro.
Além dos dois, o esquema envolvia o corretor de valores Lucio Bolonha Funaro e seu assessor Alexandre Margotto. Segundo a Procuradoria-Geral da República, "do valor total da propina informada, a divisão era a seguinte: 80% para Eduardo Cunha, 12% para Funaro, 4% para Cleto e 4% para Margotto.
A PF cumpriu nesta sexta-feira 19 mandados de busca e apreensão, sendo 12 em São Paulo. A ação é autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte. A delação de Cleto é a base desse braço da investigação.
Ele afirma que a Eldorado Brasil Celulose, do grupo J&F, controlador da JBS, pagou a ele R$ 680 mil em propina.
Também disse que cobrou vantagem indevida de uma série de empresas que apresentavam projetos no âmbito de sua vice-presidência.
"Nas reuniões, Cleto, violando dever de sigilo funcional, passava a Eduardo Cunha todos os projetos que estavam em tramitação dentro da área do FI-FGTS e da Carteira Administrada assim como o estágio em que se encontravam. Cleto tinha acesso às informações porque recebia a pauta do que seria levado a votação com duas semanas de antecedência à reunião. Tais fatos deveriam permanecer em sigilo", escreveu o procurador-geral da República Rodrigo Janot.
"Eduardo Cunha ou Funaro passavam a Fábio Cleto qual deveria ser a sua posição na votação de cada projeto, se favorável, contrária ou neutra no processo de aprovação. Por vezes, Eduardo Cunha respondia imediatamente, mas em outras situações pesquisava a empresa, entrava em contato com seus representantes e posteriormente dava a ordem a Cleto. Também ocorria de haver pedido de protelação do projeto, por exemplo com pedido de vista. De toda sorte, após aprovadas as operações, Eduardo Cunha ou Funaro confirmavam a Fábio Cleto se havia sido cobrada propina e qual valor. Além dos encontros semanais, Cleto conversava com Eduardo Cunha via BlackBerry Messenger (BBM)", completou.
PAGAMENTOS NA SUÍÇA
Cleto afirmou aos investigadores que tinha contatos estritamente técnicos e não havia abertura para falar de propina. Segundo ele, cabia a Funaro e Eduardo Cunha solicitar e receber a propina. "A divisão dessa tarefa entre Eduardo Cunha e Lúcio Bolonha Funaro dependia da relação com a empresa: o mais próximo solicitava e recebia a propina."
Inicialmente, Cleto abriu uma conta na Suíça, em nome da offshore Lastal. Em verdade, foram três as contas da ofjslwre Lastal utilizadas para o recebimento de propina por Fábio Cleto. A primeira foi aberta na Suíça, no Banco Julius Bar. Fábio Cleto era o beneficiário (Benificial Owner) da referida conta. A offshore Lastal foi aberta em Belize, conhecido paraíso fiscal.
No final de 2013, Fábio Cleto fechou a conta da Lastal. Na sequência, abriu duas novas contas a primeira no banco Heritage, na Suíça, e a outra no Uruguai, na Corretora Victor Paulier. Os recursos da conta do Julius Bar foram transferidos para o Uruguai e os novos depósitos feitos pela construtora Carioca Engenharia foram na conta da Lastal, no Banco Heritage, na Suíça, a partir de junho de 2014.
OUTRO LADO
Em nota, Cunha informou que "não recebi e nem combinei com quem quer que seja qualquer vantagem indevida de nenhuma natureza". Disse que não tem "operador, gestor financeiro ou qualquer coisa do gênero e também não autorizei ninguém a tratar qualquer coisa em meu nome".
Ele chamou de "histórias fantasiosas" as acusações de Fábio Cleto e disse que ele é "réu confesso" e que deve responder pelas irregularidades que praticou.
Em nota, a Eldorado informou: "A Eldorado confirma que a Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas dependências em São Paulo na manhã de hoje. A companhia desconhece as razões e o objetivo desta ação e prestou todas as informações solicitadas. A Eldorado sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade. A companhia se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais". 
COPIADO  http://www1.folha.uol.com.br/poder/

Euro2016Polónia-Portugal. Adeptos polacos agridem portugueses e atiram cadeiras Carlos Queiroz: "Hoje a Polónia é o nosso Brasil" Começou a segunda parte em Marselha (1-1)







Polónia-Portugal. Adeptos polacos agridem portugueses e atiram cadeiras





Três horas antes do encontro entre as seleções polaca e portuguesa, fãs da Polónia agrediram pessoas que se encontravam numa das avenida de acesso ao estádio
A cidade de Marselha, em França, despertou hoje com a alegria calorosa dos adeptos polacos, que começaram a 'aquecer' os 'motores' e deram espetáculo antes do Polónia-Portugal, dos quartos de final do Euro2016 de futebol.
Em dia de duelo no Estádio Vélodrome, marcado para as 21:00 locais (20:00 em Lisboa), as 'hostes' foram abertas desde muito cedo e nem os quase 30 graus que os termómetros marcavam foram impeditivos para as gentes que vieram do 'frio'.
A ensombrar esse clima de festa, cerca de 100 adeptos polacos provocaram alguns distúrbios junto ao Estádio Vélodrome, tendo mesmo agredido alguns portugueses, situação que foi rapidamente solucionada pelo forte contingente policial que está no local.
Três horas antes do início do encontro entre Portugal e Polónia, numa das avenidas de acesso ao estádio, um grupo de adeptos polacos, aparentemente composto por ultra-radicais, começou primeiro a atirar as cadeiras das inúmeras esplanadas que existem na zona e de seguida agrediram algumas pessoas que estavam no local, incluindo portugueses.
Em poucos minutos, a polícia interveio e dispersou os adeptos polacos, apesar de alguns ainda terem tentado entrar em confronto, mas sem sucesso.
Este incidente não perturbou, para já, a grande festa que os restantes adeptos polacos têm feito em Marselha, tendo estes 'invadido' o Porto Velho de Marselha, onde estavam em clara maioria relativamente aos portugueses, e transformaram um dos principais pontos turísticos da cidade numa autêntica 'fan zone', particularmente um dos restaurantes junto à água.
No 'Au Vieux Port', os fãs polacos foram incentivados por um 'índio' de leste, que se revelou o animador de serviço e, de microfone em mão, deu início a uma verdadeira festividade na esplanada do restaurante, sob os gritos de 'Polska, Polska, Polska'.
Do outro lado da estrada, vários carros da polícia já tratavam de fazer a vigilância, procurando garantir a segurança de um local que foi palco de confrontos entre adeptos russos e ingleses, a 11 de junho.
De resto, pelo menos um carteirista foi travado na sua tentativa de furto, o mesmo não sucedendo, mais à frente, com algumas pessoas que procuravam vender bilhetes no 'mercado negro'.
Apesar das forças policiais e militares bem presentes no Porto Velho, a 'candonga' funcionou às 'claras' e sem oposição aparente, em busca de adeptos interessados em assistirem ao encontro entre polacos e portugueses.
Portugal defronta hoje a Polónia, nos quartos de final do Europeu de 2016, num encontro agendado para as 21:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio Vélodrome, em Marselha, e que será dirigido pelo alemão Felix Brych.
copiado http://www.dn.pt/

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