Quem mais vai sofrer com isso? E vem mais coisas além disso. Estatal em crise Petrobras sobe preço do gás de cozinha no país Medida da estatal representa repasse de até 4% para as distribuidoras A partir de novembro Conta de luz volta a ter cobrança de taxa extra Redução nas chuvas faz governo incluir bandeira amarela na conta

Quem mais vai sofrer com isso? E vem mais coisas além disso.    Estatal em crise Petrobras sobe preço do gás de cozinha no país Victor Moriyama/Folhapress Medida da estatal representa repasse de até 4% para as distribuidoras



Duas semanas depois de reduzir os preços da gasolina e do diesel nas suas refinarias, a Petrobras comunicou às distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) uma nova política de preços do combustível.
A medida representará repasse de até 4% para as distribuidoras. O aumento depende da região e do tipo de contrato com a distribuidora.
O aumento resulta de mudanças nos contratos de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras, que passam a incluir taxas pelo uso da infraestrutura da estatal.
Empresas que usam tanques de armazenagem da Petrobras para estocar o produto pagarão mais caro agora. Os novos preços entram em vigor nesta terça-feira (1º).
O maior impacto ocorrerá na região Nordeste, onde a maior parte dos contratos terá reajuste de 4%, disseram à Folha pessoas familiarizadas com a nova política de preços.
Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o botijão de 13 quilos custa, em média, R$ 53,76 na região Nordeste.Um aumento de 4% representa para o consumidor nordestino custo adicional de R$ 2,15 por botijão.
Em São Paulo, o repasse ficará entre 1% e 4%, dependendo do contrato. O preço médio no Estado é de R$ 52,97. O repasse, portanto, ficaria entre R$ 0,53 e R$ 2,12.
Os preços, porém, são livres e distribuidoras e revendedores adotam suas próprias políticas comerciais.
"O novo aumento foi feito de forma irresponsável, pois não há uma nota sequer com as devidas explicações", disse o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, Alexandre Borajili.
A Petrobras afirmou que os novos contratos "refletirão mudanças na composição de preços de logística" do combustível e negou que a nova política seja um reajuste de preços. Segundo suas estimativas, o repasse não ultrapassará R$ 0,20 por botijão de 13 quilos, na média nacional.
A Petrobras pratica dois preços diferentes para o produto: um para a venda em botijões de 13 quilos, mais sensível pelo grande impacto no custo de vida das famílias, e outro para a venda em botijões maiores ou a granel, mais caros, usados por condomínios, comércio e indústria.
A última vez que a Petrobras reajustou o preço do GLP foi em dezembro de 2015, quando aumentou o preço para venda em grandes botijões ou a granel entre 2,5% e 5%.
GASOLINA
Duas semanas após a redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, o consumidor ainda não foi beneficiado, de acordo com levantamento semanal da ANP.
Boletim da sexta-feira (28) mostra que, na média nacional, a gasolina era vendida nos postos por R$ 3,669 por litro, 0,41% acima do cobrado uma semana antes da queda dos preços nas refinarias.
Em São Paulo, o preço médio era de R$ 3,480 por litro na semana passada, alta de 0,63% com relação ao verificado na semana anterior.
Distribuidoras e postos alegam que a alta da cotação do etanol anidro, que é misturado à gasolina, impediu o repasse dos novos preços praticados pelas refinarias.
Já o diesel foi vendido, na média nacional, a R$ 3,008 na semana passada, praticamente o mesmo valor cobrado antes da nova política.
No dia 15, a Petrobras anunciou corte de 3,2% no preço da gasolina e de 2,7% no preço do diesel, as primeiras reduções desde 2009.
Em entrevista na semana passada, o presidente da estatal, Pedro Parente, afirmou que a falta de repasse dos novos preços para o consumidor foi "decepcionante".

A partir de novembro Conta de luz volta a ter cobrança de taxa extra iStock/Devonyu Redução nas chuvas faz governo incluir bandeira amarela na conta



Chove menos, e conta de luz volta a ter cobrança de taxa extra em novembro

Do UOL, em São Paulo


A conta de luz de novembro volta a incluir a cobrança da taxa extra, a chamada bandeira tarifária. Neste mês, a bandeira será amarela, o que signfica que será cobrado R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. A informação foi divulgada na sexta-feira (28) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
As bandeiras começaram a ser cobradas em janeiro de 2015 e servem para cobrir o custo mais alto de gerar energia por meio das usinas a carvão, quando a seca prejudica os reservatórios das hidrelétricas pelo país.
De abril até outubro, não houve cobrança de taxa, porque estava em vigor a bandeira verde.

Pouca chuva, conta mais cara

Quando há pouca chuva, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas cai, o que diminui a produção de energia. Para compensar essa queda, o governo manda acionar usinas termelétricas, a carvão, que são mais caras. Foi o que aconteceu no país desde 2013.
Foi criada, então, a bandeira vermelha, cobrança extra na conta de luz para bancar esses custos maiores na produção de energia.
Neste ano, a situação melhorou: choveu mais e subiu o volume dos reservatórios das hidrelétricas. Além disso, o consumo das famílias e indústrias caiu, e novas usinas começaram a funcionar.
Por isso, a bandeira foi sendo alterada ao longo do tempo:
A Aneel pede que os consumidores façam o uso eficiente de energia elétrica e combatam os desperdícios.
(Com Reuters)

Dicas para economizar energia

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Veja como é produzida a energia na usina hidrelétrica de Itaipu38 fotos

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Com uma produção de energia anual entre 90 e 95 milhões de MWh (megawatts-hora), a usina hidrelétrica de Itaipu é a maior do Brasil. O UOL Economia foi até Foz do Iguaçu (PR) conferir como é produzida a eletricidade na gigante binacional. Veja a seguir VEJA MAIS > Imagem: Caio Coronel/Divulgação
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VIDEOANIMAZIONE Tutti i terremoti del mondo in 45 secondi: la videografica delle aree sismiche a rischio La mappa planetaria delle zone dove si è verificato il maggior numero di eventi sismici e la loro intensità 5 cose da sapere sulla sequenza di terremoti in corso


VIDEOANIMAZIONE

Tutti i terremoti del mondo
in 45 secondi: la videografica delle aree sismiche a rischio


01 novembre 2016
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La mappa planetaria delle aree dove si è verificato il maggior numero di eventi sismici e la loro intensità - di Marco Maggioni /Corriere TV  CONTINUA A LEGGERE »La magnitudo è la misura che i sismografi usano per calcolare l'energia che si sprigiona all'epicentro di un terremoto, la sua reale intensità nel punto dal quale l'energia è liberata. In questa animazione, l'intensità è resa, sulla base della scala di misurazione Mercalli, con il diametro di una sfera
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Terremoto, ancora una forte scossa: 4.8Evacuate otto case su dieci|La mappa Gli sfollati: «Mai negli hotel»|I videoRenzi: «Container pronti prima di Natale»

Terremoto, ancora una forte scossa: 4.8
Evacuate otto case su dieci|La mappa
Gli sfollati: «Mai negli hotel»|I video
Renzi: «Container pronti prima di Natale»


Prosegue lo sciame sismico
In mattinata scossa di magnitudo 4.8

La terra è tornata tremare violentemente stamani alle 8.56. Il sindaco di Ussita: Nuovi crolli. Putin telefona a Renzi: «Pronti a maggiore assistenza».

Un’altra forte scossa ha colpito stamani alle 8.56 il centro Italia. È stata di 4.8 la magnitudo del terremoto con epicentro nella provincia di Macerata tra i comuni di Acquacanina, Fiastra e Bolognola. Il calcolo è stato aggiornato in tarda mattinata dall’ Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia, che in un primo momento aveva parlato di un sisma di potenza 4.7. Il sisma, che si è sentito molto forte tra Marche e Umbria ed è stato avvertito anche in alcune zone della Capitale, è avvenuto a una profondità di 10 chilometri. Dal 30 ottobre, sono state oltre 1100 le scosse, certifica l’Ingv, e si è verificata una deformazione del suolo che si estende per un’area di circa 130 chilometri quadrati. Paura anche in Toscana: una scossa di terremoto di magnitudo 3.1 della scala Richter è stata avvertita martedì mattina con epicentro Montorsoli a Castelfiorentino (Firenze). Il sisma, durato 29 secondi, è stato registrato alle 11.47 a 7,5 chilometri di profondità. Pochi minuti più tardi c’è stata un’altra scossa di 2.6. Al momento non vengono segnalati danni a persone o cose.
Quanto durerà il contagio sismico?
Che cos’è successo domenica mattina?
«Qui sta crollando tutto»
«La scossa di stamani è stata fortissima, il maresciallo dei carabinieri mi dice che ci sono stati altri crolli in paese, e si vede del fumo»: così ha commentato a caldo il sindaco di Ussita (Macerata) Marco Rinaldi. «È un calvario, non finisce mai», aggiunge. «Ieri sera sono sceso a Porto Recanati per incontrare i miei sfollati negli alberghi: la scossa me l’ha raccontata in diretta al telefono un allevatore. Ora cerco di andare su, ma le strade sono un disastro...». Affranto anche Mauro Falcucci, il sindaco di Castelsantangelo sul Nera, epicentro della prima forte scossa di mercoledì scorso: «Qui sta crollando tutto, e quello che non crolla è pericolante: il paese sembra raso al suolo. Per fortuna l’ultima famiglia, che aveva la casa agibile, e l’ultimo albergatore si sono convinti ieri ad andare via: restano cinque allevatori, che non possono allontanarsi dal bestiame». Ma «servono con urgenza tensostrutture per le stalle, e un container per il Municipio- chiede Falcucci - ora siamo in tenda a 2 gradi sotto zero». In difficoltà pure Giuliano Pazzaglini, il sindaco di Visso, il paese montano devastato del sisma del 30 ottobre: «Non lo so se ci sono stati nuovi crolli, stiamo verificando con i tecnici un paio di situazioni urgenti, ma la scossa l’abbiamo sentita tutti quei pochi che siamo rimasti a Visso, è stata forte», sottolinea il sindaco. E poi aggiunge: «Ho sentito qualcuno sostenere che alle scosse ci si abitua, ma quando mai...». Cerca di incoraggiarli Antonio De Caro, sindaco di Bari e presidente dell’Associazione nazionale Comuni italiani: « «È un momento importante per il Paese ed è giusto che i cittadini si affidino ai sindaci, che hanno la responsabilità di guidare le loro comunità. Come diceva oggi Giuliano Pisapia, che è stato sindaco di Milano, la vita è fatta di case, di scuole, di chiese dove magari la domenica ci riuniamo, ma è fatta soprattutto di rapporti tra le persone, di comunità, di modo di stare insieme, che è l’anima della comunità che per fortuna il terremoto non può distruggere».
Terremoto, perché è impossibile (almeno finora) prevedere le scosse
Perché non si riesce a prevedere un sisma?
Danni anche a imprese agricole e allevamenti
E, oltre ai danni inestimabili per ora al patrimonio abitativo e artistico, ci sono anche i danni all’economia dei paesi travolti dal terremoto. Secondo una stima di Coldiretti, sono circa tremila le aziende agricole che nei Comuni di Lazio, Marche, Umbria e Abruzzo hanno subito danni strutturali gravi. Mentre, stando alle stime dell’associazione Aidaa, sarebbero oltre un centinaio gli allevamenti che hanno subito danni irreversibili a stalle ricoveri e si pensa che siano oltre 30.000 i bovini ed altrettanti gli animali da reddito (ovini carpini e suini) a rischio ricovero nei prossimi giorni.
La solidarietà di Putin e Abu Mazen
Solidarietà per le popolazioni colpite dal terremoto è stata espressa anche dal presidente russo Vladimir Putin che ha telefonato al presidente del Consiglio Matteo Renzi. Nel corso del colloquio, Putin ha espresso la sua vicinanza alle persone ferite nel terremoto «avvenuto nelle zone centrali dell’Italia e ha confermato la disponibilità» della Russia a «fornire gli aiuti necessari per le conseguenze della calamità naturale»: lo riferisce il Cremlino in una nota. Preoccupazione è stata espressa pure dal presidente della Palestina, Abu Mazen, in un colloquio con il capo dello Stato, Sergio Mattarella:«Siamo sicuri della capacità di vostro paese di superare questo momento difficile», ha detto Abu Mazen.
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Com medo de protestos, Temer reforça segurança no Planalto


Com medo de protestos, Temer reforça segurança no Planalto

Foto: Beto Barata/PR: <p>Brasília - DF, 25/08/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante cerimônia de Recepção da Tocha Paralímpica. Foto: Beto Barata/PR</p>
Aparato de segurança será reforçado e o procedimento de identificação também sofrerá mudanças na sede do governo federal; o objetivo é evitar o trânsito de servidores do governo Dilma e impedir a entrada de manifestantes em eventos realizados pela presidência da República

mudanças na sede do governo federal; o objetivo é evitar o trânsito de servidores do governo Dilma e impedir a entrada de manifestantes em eventos realizados pela presidência da República
1 de Novembro de 2016 às 09:34 //
247 – Com receito de protestos, Michel Temer mandou reforçar a segurança no Palácio do Planalto. O aparato de segurança será reforçado e o procedimento de identificação para a entrada na sede do governo federal também sofrerá mudanças.
O objetivo, segundo aponta reportagem do Valor Econômico, é evitar o trânsito de servidores do governo Dilma Rousseff e impedir a entrada de manifestantes em eventos realizados pela presidência da República.
"Em conversas reservadas, o presidente tem demonstrado preocupação com o clima de animosidade no país, sobretudo contra o governo federal", diz a matéria, lembrando que as manifestações vinham perdendo força no País, mas voltaram a se destacar com as ocupações dos estudantes.
Na semana passada, Temer foi irônico com manifestantes em discurso durante uma cerimônia no Planalto. Ele insinuou que o barulho do protesto que estava do lado de fora era aplausos ao governo e pediu aos empresários presentes, que participavam do evento, que oferecessem emprego ao grupo.
copiado  http://www.brasil247.com/pt/247


Com observatório, apoiadores vão monitorar ações contra Lula


Com observatório, apoiadores vão monitorar ações contra Lula

Ricardo Stuckert
Um grupo cerca de 90 pessoas, formado por intelectuais, juristas, cientistas e políticos de vários estados do Brasil, reuniu-se na noite desta segunda-feira 31 para criar um observatório que pretende acompanhar os processos em curso contra o ex-presidente Lula; o objetivo é defender o petista no que chamam de "deslegitimação" de sua imagem; "Há enorme preocupação com a forma de tratamento que Lula tem recebido", colocou o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, ao citar o vazamento de escutas ilegais; para o escritor Fernando Morais, "a perseguição política" a Lula faz parte de um "golpe do século 21", que só terminará com a inabilitação de Lula para disputar a presidência em 2018


1 de Novembro de 2016 às 06:19
247 - Um grupo cerca de 90 pessoas, formado por intelectuais, juristas, cientistas e políticos de vários estados do Brasil, anunciou na noite desta segunda-feira 31, na casa do jornalista e escritor Fernando Morais, em São Paulo, a criação de um observatório para acompanhar os processos que correm contra o ex-presidente Lula.
Entre os apoiadores estão, além de Morais, o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, o jurista Antônio Celso Bandeira de Mello, o ex-chanceler Celso Amorim, o ex-presidente do PSB Roberto Amaral, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), entre outros.
O objetivo do observatório é defender o petista no que chamam de "deslegitimação" de sua imagem. Em seu site, Nocaute, Fernando Morais colocou que o Observatório "irá monitorar todas as ações do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Polícia Federal contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva".
"Há enorme preocupação com a forma de tratamento que Lula tem recebido", colocou o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, ao citar o vazamento de escutas ilegais de Lula, segundo reportagem de Thais Bilenky, da Folha.
Para Fernando Morais, "a perseguição política" a Lula faz parte de um "golpe do século 21", que só terminará com a inabilitação de Lula para disputar a presidência em 2018. "Não é necessário prendê-lo. Basta que ele se torne ficha suja", completou.

copiado  http://www.brasil247.com/pt/247

Pequena história de uma grande farsa – I Os bons resultados econômicos foram – embora já não exuberantes como no segundo mandato de Lula – sem qualquer dúvida, o que elegeu Dilma em 2014 No final daquele ano, porém, já se brigava...


lobocord

Pequena história de uma grande farsa – I

  Os bons resultados econômicos foram – embora já não exuberantes como no segundo mandato de Lula – sem qualquer dúvida, o que elegeu Dilma em 2014 No final daquele ano, porém, já se brigava...

Pequena história de uma grande farsa – I


lobocord
Os bons resultados econômicos foram – embora já não exuberantes como no segundo mandato de Lula – sem qualquer dúvida, o que elegeu Dilma em 2014
No final daquele ano, porém, já se brigava com uma  recessão que se tornaria pesadíssima e que serviu como caldo de insatisfação para a cruzada da mídia que apontava a esquerda como corrupta e imoral.
Nel, jogou-se o poderoso fermento do inconformismo dos derrotados, com Aécio Neves à frente, o súbito ódio das corporações de estado e e o dueto Moro Globo.
A corrupção  – que, em tese, não produziu nenhum efeito macroeconômico nos tempos de bonança, curioso – passou a ser a responsável  pela crise. A derrubada do governo e a ortodoxia econômica – já semi-implantada com Joaquim Levy, aliás – deram a hegemonia – ao menos na superfície das relações de comunicação da sociedade, às saídas conservadoras como “salvação da lavoura”.
O povo, claro, não quer saber de crise e não quer saber de corrupção e, como passou a ouvir o dia inteiro e todo dia que ambas eram fruto do mesmo PT que, antes, trouxera abundância  e reforçara os mecanismos de controle e repressão aos desvios na administração – seria infindável a lista do que foi feito, a começar pela delação premiada –

Nosso povão está “na  dele” e, se o iludem, culpa de que não pôde e não soube esclarecê-lo.
A eterna baboseira da direita, e de que é preciso “liberar a iniciativa privada” – como se ele já não fosse livre para quase tudo – era repetida desde o “Bom Dia, Brasil aos “boa noite, Brasil”, embora já não houvesse nada de bom (nem de dia, nem de noite)  no Brasil dentro dos jornais, telejornais, radiojornais e ciberjornais.
Os fatos não vêm ao caso.
O Rio, apesar da incompetência e das sem-vergonhices das gestões cabralinas afundou por conta do despencar dos preços do petróleo, mas isso é um detalhe fora do powerpoint. A indústria  associada ao petróleo, assistiu quietinha à grita pelo fim do conteúdo nacional e, depois do golpe, foi pedir, pós golpe, proteção a indústria nacional de óleo e gás. Levou uma banana.
Acabou com o financiamento de empresas, mas se permitiu o financiamento censitário, prosperam sonhos de ascensão e ilusões de meritocracia de milionários como Dória, e as redes religiosas como Crivella.
Lula recebeu o governo pelo voto, mas também porque se esperava seu fracasso. Quando este não veio, puseram-se a querer faze-lo sangrar com o mensalão. Não deu…
E veio o grande salto que fez o tsunami da crise mundial virar marolinha e fazer o país desenvolver-se economicamente como há décadas não se via.
Eleita Dilma, veio o canto de sereia: faxine, Presidenta, faxine…
E a nova tática, ao gosto de uma classe média que não dá a menor bola para que a maioria viva na Índia, desde que ela viva na Bélgica.
(Parêntesis: se a Bélgica vive os pavores dos atentados, porque aqui não se viveria o pavor da violência com os nossos “refugiados sírios” do outro lado da rua?)
Então a direita, sempre esperta e criativa, largou o discurso do neoliberalismo e vestiu o “Padrão Fifa”. Não eram só os 20 centavos, mas trilhões o que estava em jogo diante da possibilidade daquele modelo nacional desenvolvimentista dar certo. E reclamava-se dos hospitais, das escolas, dos postos de saúde onde a classe média não ia, serem precários, em contraste com a modernidade dos estádios da Copa onde, afinal, só eles foram.
Daqui a pouco posto a segunda parte do texto, que faço em cooperação com um amigo discreto, que não reclama autoria, embora tenha sido o roteirista.

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Governo Golpista consegue ludibriar a Opinião Pública? Indicador do Poder de Compra das Famílias: Era Social-Desenvolvimentista X Velha Matriz Neoliberal

  Indicador do Poder de Compra das Famílias: Era Social-Desenvolvimentista X Velha Matriz Neoliberal

 

pib-1962-2016poder-de-compra-das-familias-2003-2016
A análise da inflação brasileira tem sido realizada com foco apenas nas suas mudanças conjunturais, p.ex., no estelionato eleitoral com Joaquim Levy houve um choque tarifário que elevou sua taxa (IPCA) atingir 10,7% no ano de 2015. Porém, falta uma abordagem estruturalista para explicar porque aqui o sistema complexo de preços relativos, mesmo na ausência de choques, propicia a emergência de uma taxa de inflação muito superior a outros países de mesmo porte.
Uma variação súbita de algum preço (“choque“) cria conflito distributivo em relação aos demais preços, se não há o reconhecimento de perda de poder aquisitivo como price-takers, levando a uma nova compatibilidade distributiva. O comportamento usual dos agentes, no Brasil, é de price-makers, ou seja, reativo ou indexado: todos querem a reposição inflacionária integral. Quando há um reajuste geral olhando para trás (a inflação do ano passado), e não para frente (a perspectiva de manter ou elevar o número de seus clientes e ganhar na massa de lucro), a inflação se mantém, de maneira inercial, elevada.
Nesse sentido, quando há perspectiva de aumento do mercado consumidor, devido  a maior poder aquisitivo das famílias, como houve na Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014), tal estratégia maximização de ganho de escala se viabiliza. Tanto que a taxa de inflação ficou abaixo do teto da meta (6,5%) durante dez anos (2005-2014). Bastou a volta da Velha Matriz Neoliberal (VMN) com sua ideologia de liberalização súbita de preços (antes) administrados que a taxa de inflação fugiu do controle.
Sergio Lamucci (Valor, 31/10/16) informa que o poder de compra das famílias recuou com força em 2015 e 2016, explicando a queda do consumo privado nesse período da VMN. Para 2017, a expectativa é de leve alta do indicador, mas o ritmo deverá ser insuficiente para impulsionar os gastos dos consumidores do país.
Segundo estimativas da Tendências Consultoria Integrada, depois de cair 2,8% no ano passado, o poder de compra dos brasileiros vai encolher mais 7% neste ano, descontada a inflação, em um cenário de um governo temeroso, marcado pela retração do crédito e queda da massa ampliada de renda. Em dois anos, é uma queda real de quase 10%.

O objetivo do indicador é analisar em conjunto a dinâmica da renda real, do emprego e do crédito — os “principais condicionantes do consumo das famílias”. Ele é definido a partir de:
  1. a massa ampliada de rendimentos e
  2. as captações líquidas de crédito pelas famílias, esta calculada pela diferença entre os novos empréstimos concedidos à pessoa física e os pagamentos do serviço da dívida.
A massa ampliada engloba:
  1. a massa da renda do trabalho (a combinação do salário médio real e do número de trabalhadores),
  2. a de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
  3. a do Bolsa Família e
  4. a de outras fontes, como juros e aluguéis.
Desse total de rendimentos, são deduzidas a arrecadação de Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias.
O indicador mostra que o poder de compra das famílias cresceu continuamente entre 2003 e 2014 (Era Social-Desenvolvimentista), até atingir o recorde de R$ 3,5 trilhões, em valores de setembro deste ano, atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano passado, houve uma queda real de 2,8% Foi um recuo mais tímido e totalmente puxado pelo crédito.
Em 2015, as novas concessões de empréstimos para a pessoa física com recursos livres caíram 10,7%, descontada a inflação. Já a massa ampliada de rendimentos cresceu 1,2% em termos reais, especialmente por causa do comportamento da massa de salários. Medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, ela ainda teve aumento real no ano passado, de 1,4%.
Em 2016, com seis meses do governo golpista e neoliberal, tanto o crédito quanto a massa de renda puxam o poder de compra para baixo. A queda prevista para o indicador é bem mais forte, refletindo a deterioração das condições de emprego e renda e a continuidade da retração do mercado de crédito. A estimativa é de que ele encolha para R$ 3,16 trilhões neste ano.
Nas projeções da Tendências, a massa ampliada de rendimentos vai cair 4,1% neste ano, já descontada a inflação, principalmente devido à queda de 5% previsto para a massa de salários. A de benefícios previdenciários deve ter um aumento real de 1,1%. Já os novos empréstimos para a pessoa física tendem a recuar 11,7%, prevê a consultoria.
Esse cenário ruim para o poder de compra das famílias explica a expressiva contração do consumo das famílias em 2015 e 2016. Com peso de mais de 60% no PIB, o consumo encolheu 4% no ano passado e deve recuar mais 4,3% neste ano, segundo a Tendências. Em 2015, a economia brasileira teve retração de 3,8%, devendo ter queda de mais de 3% em 2016.

Governo Golpista consegue ludibriar a Opinião Pública?


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Os golpistas apostaram que o golpe iria reverter as expectativas. Acreditavam que, daí em frente, com eles usurpando o poder executivo, tudo seria diferente e sairia a mil maravilhas. Seu exército de “chapas-brancas” foi colocado na mídia para, supostamente, serem “formadores-de-opinião”. Fracasso total (confira acima a avaliação do governo golpista)!
A falsa “opinião especializada”, como “aprendiz de feiticeiro”, acreditou que a insistente repetição cotidiana nos jornalecos brasileiros das palavrinhas mágicas “confiança”, “credibilidade”, “seriedade”, “produtividade”, “eficiência”, “eficácia”, “disciplina”, “cenário otimista”, entre outras do jargão Yuppie, usado e abusado por jovens executivos neoliberais em escalada social, bastaria para reverter as expectativas pessimistas quanto ao futuro nacional. Porém, no mundo real das vendas e dos financiamentos, não se percebe nenhuma recuperação do crescimento. Promessa vazia ou propaganda enganosa de retomada sem a objetividade de indícios firmes de melhora no ritmo de vendas não enganam a subjetividade dos tomadores de decisões de investimentos.
Um problema desafiante é  como superar a imagem mundial negativa de um país que não respeita o resultado da eleição democrática com a vitória de um determinado programa de governo: o social-desenvolvimentista.  E os golpistas tentam implementar o programa neoliberal oposto ao vencedor nas quatro últimas eleições!
O sentimento de traição ao seu voto está arraigado na maioria do eleitorado. Só será superado com nova eleição democrática.
Enquanto isso, a palavra-de-ordem é  a resistência democrática. Devemos combater o oportunismo político que tenta aproveitar a ocasião para obter sucesso em seu propósito de imobilizar os próximos governos e cortar benefícios sociais. Tudo isso em nome de manter a capacidade de pagamento de juros disparatados sem fazer uso de uma tributação progressiva sobre as rendas e as riquezas dos super-ricos das castas de guerreiros, aristocratas, comerciantes e sábios-tecnocratas/pregadores que apoiaram o golpe.
A retomada do crescimento econômico não depende apenas da subjetividade de alguns líderes empresariais. Os ludibriadores imaginam que, no capitalismo, tudo se reduz à psicologia empresarial.
Porém, os empreendedores, sem dados objetivos para apostarem na viabilidade dos projetos e sem receberem os costumeiros incentivos fiscais-creditícios, jamais investirão. Mesmo porque a alta administração das maiores empreiteiras de obras públicas se encontra “imobilizada” às voltas com a justiça…
Não adianta o ministro da Fazenda fazer sua pregação e rezar sua ladainha diária. Ele já perdeu sua credibilidade desde quando cometeu atrozes “barbeiragens” no comando do Banco Central do Brasil. Em 2004, ele levou “um susto” e freou a retomada do crescimento da economia brasileira. Em 2008, foi na contra-mão dos bancos centrais no mundo, aumentando a taxa de juros quando todos eles abaixavam. É o maior responsável pelo stop-and-go da década passada na economia brasileira!
Aliás, ele é monocórdio. Antes, só tinha um discurso: “Banco Central tem uma única meta — a taxa de inflação — e um único instrumento — a taxa de juros”. Resultado: a disparidade desta sem se importar com a taxa de desemprego e a taxa de câmbio levou à perda de competitividade da indústria brasileira. Se a FIESP golpista o apoia, ela merece ser vista como cúmplice da desindustrialização brasileira!
O “ajuste fiscal” — a única política econômica que ele adota –, apresentado como panaceia, está fracassando, pois é apenas depressivo. Simplesmente, agrava a maior depressão de toda a história econômica brasileira. Com a queda real do PIB em 7% no biênio, todos os indicadores, especialmente, o de endividamento bruto, em relação a esse denominador se agravam.
A dívida líquida do setor público alcançou R$2.699,9 bilhões (44,1% do PIB) em setembro de 2016. No ano, houve elevação de 7,9 p.p. na relação DLSP/PIB, decorrente de:
  1. o impacto da incorporação de juros (+4,8 p.p.),
  2. a valorização cambial de 16,9% no período (+3,3 p.p.),
  3. o deficit primário (+1,4 p.p.),
  4. o efeito do crescimento do PIB nominal pelo aumento dos preços (-1,3 p.p.), e
  5. o ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (-0,3 p.p.).
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.329,7 bilhões em setembro (70,7% do PIB).
A maior parte do déficit primário no mês e no ano é decorrente do saldo negativo da Previdência, que sofre com a queda brutal das receitas decorrente do aumento do desemprego e da crise econômica No ano, o déficit na Previdência Social é de R$ 112,6 bilhões, mais que o dobro dos R$ 54,2 bilhões em igual período de 2015. No mês passado, o déficit primário do governo central foi também o maior para meses de setembro em 20 anos, somando R$ 25,3 bilhões. O déficit primário acumulado no ano atinge R$ 96 bilhões, o maior desde 1997!
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Com déficit de R$ 190,5 bilhões, o resultado primário do governo central em 12 meses evidencia o tamanho do problema fiscal. A aprovação irresponsável do Congresso golpista da meta do déficit primário para o ano de R$ 170,5 bilhões comprovou sua postura de “aprovar tudo que antes negava” com seu único propósito de derrubar o governo Dilma.
Enquanto os gastos previdenciários sobem, os investimentos públicos caem. No ano, o recuo já é de 15,7% em termos reais.
Os investimentos do governo federal recuaram, no ano passado, com a volta da Velha Matriz Neoliberal (VMN) através de Joaquim Levy, a 0,9% do PIB — o mesmo nível registrado em 2008, ano do início da crise econômica mundial — e continuaram em queda de janeiro e agosto deste ano em relação a igual período de 2015, segundo dados do Tesouro Nacional.
Nesses oito meses, os investimentos totais do governo federal totalizaram R$ 34,269 bilhões, 0,54% do PIB estimado para 2016. No mesmo período do ano passado, essas despesas foram maiores: R$ 36,269 bilhões, 0,61% do PIB. Em 2014, último ano da Era Social-Desenvolvimentista, os investimentos chegaram a 1,4% do PIB, ante 1,2% do PIB em 2013.
No Ministério das Cidades, que comanda o programa Minha Casa, Minha Vida, os investimentos caíram de R$ 9,429 bilhões, no período janeiro-agosto de 2015, para R$ 5,347 bilhões neste ano. Proporcionalmente ao PIB, o recuo foi de 0,159% para 0,085%. No Ministério da Integração Nacional, os investimentos também apresentam queda, de R$ 2,473 bilhões (0,045% do PIB) para R$ 2,105 bilhões (0,03%) no período. No Ministério dos Transportes, houve um quadro de estagnação, em 0,11% do PIB.
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A fraca atividade econômica só serve para ter impacto no resultado das contas externas. A dificuldade em retomar o crescimento segura as importações e ajuda a elevar o saldo comercial, além de diminuir as remessas de lucro e dividendos das empresas ao exterior. As remessas recuaram de US$ 2,04 bilhões em setembro de 2015 para US$ 899 milhões.
Nesse quadro, a conta de transações correntes do país encerrou o mês de setembro com déficit de US$ 465 milhões, o mais baixo para o mês desde 2007. O resultado de exportações e importações contribuiu com US$ 25 bilhões dos US$ 35,6 bilhões de queda no déficit externo, que de janeiro a setembro somou US$ 13,6 bilhões, nível mais baixo desde 2007. De janeiro a setembro de 2015, o déficit foi de US$ 49,21 bilhões.
O déficit externo tem sido integralmente financiado pelo investimento direto no país, o que não significa, necessariamente, entrada, podendo ser reinvestimento. No ano, estão registrados US$ 46,33 bilhões.
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O superávit do balanço comercial brasileiro acumulado até setembro de 2016 foi comandado pelo melhor desempenho da indústria de transformação. Nos primeiros nove meses, o déficit do segmento caiu de US$ 30 bilhões no ano passado para US$ 3,6 bilhões este ano, o menor saldo negativo para o período desde 2008.
No acumulado até setembro, as exportações da indústria de transformação atingiram US$ 89,6 bilhões, com alta de 0,7% contra igual período de 2015. No mesmo período, os demais produtos recuaram 10,3%, o que fez as exportações totais caírem 3,5%. No balanço comercial como um todo, porém, foi a queda de 23,1% das importações que propiciou o saldo positivo nos primeiros nove meses.
Com essa combinação de embarques e desembarques, houve queda no superávit dos demais setores que compõem a balança – produtos agropecuários e indústria extrativista – e foi a redução da magnitude do déficit na indústria de transformação que proporcionou a melhora no saldo comercial total.
O superávit do balanço comercial total no acumulado até setembro se expandiu de US$ 10,3 bilhões para US$ 36,2 bilhões de 2015 para este ano. Os números do balanço comercial da indústria e as conclusões estão em levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
O levantamento pondera que o pequeno crescimento das exportações da indústria de transformação veio somente após quatro anos seguidos com queda no acumulado dos três primeiros trimestres. O desempenho dos embarques ainda está longe de poder ser comemorado, diz o estudo, porque estão ainda muito aquém de iguais períodos de 2008 ou do período entre 2010 e 2014. Da mesma forma que no balanço total, o declínio das importações também responderam mais pela melhora no saldo da indústria de transformação, uma vez que retrocederam 21,6%.
Na indústria de transformação, as exportações têm se recuperado de modo pontual, como em aeronaves, veículos automotivos e máquinas mecânicas. A exportação do setor automobilístico somou US$ 8,7 bilhões até setembro, com crescimento de 7,2% contra igual período do ano passado. O segmento é representativo e responde por praticamente 10% dos embarques totais de manufaturados, com uma alta que reflete não só a busca do setor externo para compensar a fraca demanda doméstica como a oportunidade dada por um câmbio que ficou mais favorável à exportação, apesar da valorização do real frente ao dólar nos últimos meses (veja gráfico abaixo). Esse movimento, que acompanha de maneira defasada o câmbio, já aconteceu em momentos anteriores e se repete agora.
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O desempenho positivo das exportações rendeu um saldo de US$ 560 milhões no setor automotivo. O valor é relativamente pequeno, mas é o primeiro superávit para o período em oito anos. O último foi de US$ 1,8 bilhão no acumulado até setembro de 2008, antes da explosão da crise mundial.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do BCB começou a baixar o juro de referência (Selic) apenas na penúltima semana de outubro de 2016, com um corte de 0,25 ponto percentual, mas nos meses anteriores o mercado já vinha antecipando o alívio monetário na curva de juros futuros.
Isso se refletiu em uma queda de três pontos percentuais nos custos de captação dos bancos, que passaram de 15,2% ao ano em dezembro de 2015 para 12,2% ao ano em setembro, segundo os dados mais recentes divulgados na nota de crédito do BCB. Porém, os bancos aumentaram as taxas médias cobradas de seus clientes no período, que passaram de 47,3% ao ano para 53,4% ao ano, no chamado crédito livre, com as taxas determinadas pelas instituições financeiras.
Além de não repassar a queda dos custos de captação aos clientes, os bancos estão aumentando as margens brutas. O chamado spread bancário, a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram de quem empresta o dinheiro, aumentou 9,1 pontos de dezembro de 2015 a setembro de 2016.
Sendo o ministro da Fazenda um ex-banqueiro, e o presidente do BCB, Ilan Goldfajn, um ex-economista-chefe de banco, eles estão se incomodando com isso? Segundo ele, esse “alívio financeiro”, para os bancos, é um dos componentes — ao lado de outros, como “a retomada da confiança e a alta da especulação na bolsa brasileira” [?!] — que deverão levar no futuro à retomada da economia. Estes financistas só enganam trouxas…
Obviamente, esse “alívio financeiro”, para os bancos, não se transmitiu para a economia real por meio do canal do crédito. A demora dos bancos em repassar a queda dos custos de captação para os clientes pode estar ligada a receios dos bancos com inadimplência em um ambiente ainda de fraca atividade e alto desemprego.
A composição do crédito também tem algum efeito estatístico sobre os juros médios cobrados dos clientes. Os bancos, segundo esse raciocínio, estariam emprestando principalmente em linhas mais caras, como cheque especial, o que eleva o juro médio do sistema.
Mas os dados do BCB mostram que o aumento de juros é generalizado, não se restringindo aos financiamentos mais caros. Entre as linhas em que os juros caíram, apenas uma delas (arrendamento mercantil de outros bens que não veículos) teve queda igual ou menor do que a redução do custo de captação dos bancos.
O Banco Central reiterou que não conta com o crédito bancário como um fator que possa puxar a economia da recessão atual, mas acha que esse poderá ser um fator de sustentação assim que a atividade estiver em trajetória de expansão.
Com a volta da VMN, o modelo seguido pelo governo temeroso é o adotado no governo FHC (1995-2002): queda contínua na relação crédito total / PIB. Veja abaixo.
Crédito Total X PIB 1994-2014
Em setembro de 2016, o volume de crédito baixou para R$ 3,110 trilhões. A relação crédito/PIB situou-se em 50,8%, ante 54% em setembro de 2015.
Todas as modalidades de crédito vêm registrando quedas generalizadas. Ainda não se vislumbra o fim da queda do crédito para pessoas jurídicas, mas sim uma desaceleração nas taxas de recuo. Isso seria demonstrado pela média móvel do crédito livre a empresas. Em abril, a queda foi de 7,6%; em maio, ficou em 8,3%; em junho, de 5,5%; em julho, 4,1%; em agosto, 3,2%; e em setembro, de 3,3%.
copiado Cidadania & CulturaConquista de Direitos Civis, Políticos, Sociais e Econômicos

Os fatos desmentem a “retomada” econômica de “gogó” Não foi surpresa a queda forte, hoje, das previsões da retração do PIB brasileiro em 2016, nas previsões que as instituições financeiras fazem para o Boletim Focus, do Banco Central. Baixaram de -3,15% para...

 nogueira

Os fatos desmentem a “retomada” econômica de “gogó”

Não foi surpresa a queda forte, hoje, das previsões da retração do PIB brasileiro em 2016, nas previsões que as instituições financeiras fazem para o Boletim Focus, do Banco Central. Baixaram de -3,15% para...

Os fatos desmentem a “retomada” econômica de “gogó”

nogueira
Não foi surpresa a queda forte, hoje, das previsões da retração do PIB brasileiro em 2016, nas previsões que as instituições financeiras fazem para o Boletim Focus, do Banco Central. Baixaram de -3,15% para 3,3% em uma semana e há poucas dúvidas de que isso vá baixar mais, nas próximas semanas.
Mesmo o “wishfull thinking” dos índices de confiança da indústria e dos serviços caíram, como revelam os dados divulgados esta manhã pela Fundação Getúlio Vargas.
Mais cedo, o professor Fernando Nogueira da Costa, no seu ótimo blog, definia a “cascata” econômica que imperava em nossos jornais:
“Os golpistas apostaram que o golpe iria reverter as expectativas. Acreditavam que, daí em frente, com eles usurpando o poder executivo, tudo seria diferente e sairia a mil maravilhas. Seu exército de “chapas-brancas” foi colocado na mídia para, supostamente, serem “formadores-de-opinião”. Fracasso total (confira aqui a avaliação do governo golpista).
A falsa “opinião especializada”, como “aprendiz de feiticeiro”, acreditou que a insistente repetição cotidiana nos jornalecos brasileiros das palavrinhas mágicas “confiança”, “credibilidade”, “seriedade”, “produtividade”, “eficiência”, “eficácia”, “disciplina”, “cenário otimista”, entre outras do jargão Yuppie, usado e abusado por jovens executivos neoliberais em escalada social, bastaria para reverter as expectativas pessimistas quanto ao futuro nacional.”
A “esperança” de um tsunami de investimentos internacionais no Brasil virou marolinha.
Interesse, mesmo, só pelo que for posto na bacia das almas e no petróleo, no qual ainda se quer a desmontagem da política de conteúdo nacional, pois fazer equipamento aqui em quantidade, nem pensar.
O Brasil é um enorme mercado, mas mercado que míngua não atrai ninguém.
Muito menos ainda num país que exibe, diante do mundo, um quadro de irracionalidade político administrativa regada a fartas doses de crise institucional, como observa Nogueira da Costa:
A retomada do crescimento econômico não depende apenas da subjetividade de alguns líderes empresariais. Os ludibriadores imaginam que, no capitalismo, tudo se reduz à psicologia empresarial.
Porém, os empreendedores, sem dados objetivos para apostarem na viabilidade dos projetos e sem receberem os costumeiros incentivos fiscais-creditícios, jamais investirão. Mesmo porque a alta administração das maiores empreiteiras de obras públicas se encontra “imobilizada” às voltas com a justiça…
Não adianta o ministro da Fazenda fazer sua pregação e rezar sua ladainha diária. Ele já perdeu sua credibilidade desde quando cometeu atrozes “barbeiragens” no comando do Banco Central do Brasil. Em 2004, ele levou “um susto” e freou a retomada do crescimento da economia brasileira. Em 2008, foi na contra-mão dos bancos centrais no mundo, aumentando a taxa de juros quando todos eles abaixavam. É o maior responsável pelo stop-and-go da década passada na economia brasileira!
Porque, afinal, a única fórmula com que se  acena para a volta do crescimento econômico é aquela que o inviabiliza: mais cortes.
Completamos seis meses de “a retomada vem aí”.
No mês que vem, no trimestre que vem, no semestre que vem…
Mesmo a queda da inflação – minúscula, é mais resultado da sazonalidade dos preços dos alimentos –  e a virada do ano é péssima para isso – e a saída das contas de inflação acumulada do choque (burro) de preços administrados que o desaparecido Joaquim Levy deu, para ajudar a arruinar o Governo Dilma.
O artigo de Fernando Nogueira da Costa é bem mais extenso e detalhado. Vale muito a leitura.

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A vida de Dilma. Ou se todos fossem iguais a você… Sou capaz de apostar que nenhum dos 367 deputados e dos 61 senadores que votaram pelo impeachment vivem na simplicidade que, hoje, na Folha, Natuza Nery descreve a vida de Dilma Rousseff em Porto..

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A vida de Dilma. Ou se todos fossem iguais a você…

Sou capaz de apostar que nenhum dos 367 deputados e dos 61 senadores que votaram pelo impeachment vivem na simplicidade que, hoje, na Folha, Natuza Nery descreve a vida de Dilma Rousseff em Porto...

A vida de Dilma. Ou se todos fossem iguais a você…

dilmapoa
Sou capaz de apostar que nenhum dos 367 deputados e dos 61 senadores que votaram pelo impeachment vivem na simplicidade que, hoje, na Folha, Natuza Nery descreve a vida de Dilma Rousseff em Porto Alegre.
Fossemos um país com vergonha e decência e estariam todos, a esta altura, a penitenciarem-se com a injustiça que praticaram.
Não, mas como são miúdos, mesquinhos, canalhas, ainda ficam criando explorações abjetas com uma simples aposentadoria do INSS, obtida aos 68 anos de idade e 40 de contribuição.
Ou com quem paga um quartinho para ela guardar o acervo presidencial o qual, por lei, é obrigada a conservar.
Ou quem porventura lhe empreste uma chácara para passar finais de semana.
Ou se por acaso ela procurar outro apartamento, maior um pouco, para comprar, qual é a empreiteira que construiu porque algo deve haver.
Depois da leitura deste texto, é difícil conter o canalhas! que nos  vem à boca.
Só lamento que o “dever de ofício” de salpicar sujeira tenha levado a repórter aos dois parágrafos que encerram a matéria.

Após impeachment, Dilma leva vida reservada no RS

Natuza Nery, na Folha
Dona Dilma” abre a porta, ao lado de Vera, sua diarista. O apartamento em Porto Alegre tem uns 70 metros quadrados no primeiro piso, com móveis amontoados, mais uns cerca de 50 metros quadrados no piso superior.
A patroa sobe lentamente uma minúscula escada de madeira já esbranquiçada pelo tempo, em caracol, segurando-se no corrimão para não pisar em falso, e vai até o segundo andar.
Lá, duas estantes de aproximadamente três metros de largura, repletas de livros, tomam conta da pequena sala de estar. Um sofá azul grande disputa o ambiente onde a ex-presidente da República passa a maior parte do tempo desde o impeachment.
“Eu queria escrever um romance policial. Gosto muito. Li muito”, diz, contemplando exemplares de sua coleção.
Um biombo corta parte do recinto e aguça a curiosidade dos visitantes. Por trás dele, um espaço de uns dois metros quadrados esconde a pequena área onde faz exercícios.
Há algumas faixas elásticas e um espaldar em madeira onde faz alongamentos. Dilma se exercita diariamente sozinha. Depois, roda de bicicleta pelas ruas do bairro Tristeza, onde mora na capital gaúcha, ao lado de dois seguranças.
Ela mostra os punhos. Desenvolveu LER (Lesão por Esforço Repetitivo) de tanto andar sobre duas rodas, hábito cultivado nos tempos de Presidência. Mas não dá sinais de que pretende parar.
Dilma não parece ter ganhado peso desde que deixou Brasília. Recebe a Folha maquiada, com o cabelo feito, de calça preta de alfaiataria e uma jaqueta laranja. Não tem mais compromissos durante a tarde de sexta-feira, 21 de outubro.
O telefone toca. A dona da casa deixa dar três toques e atende. “Tá ótimo, tá ótimo”, responde apressadamente, e devolve o aparelho à base.
É o velho e bom telemarketing. O atendente da operadora quer saber se a cliente aprova o serviço –pela conversa, não parece saber de quem se trata do outro lado da linha.
Dilma desliga e murmura: “Às vezes eu finjo ser outra pessoa. Às vezes eu sou a Janete”. E sorri, como quem se diverte com a traquinagem de enganar telefonistas.
Dona Vera sobe com duas xícaras de café. Não há móvel para apará-las.
“Estou pensando em trazer uma mesinha da casa da minha mãe, no Rio. Se tiver 60 centímetros de altura, os Correios transportam por um preço bom”, comenta.
Dilma se levanta e puxa uma cadeira de madeira, onde as xícaras são acomodadas.
Em seu quarto, há apenas uma cama e uma grande TV. Há um outro quarto abarrotado de caixas. Dilma diz que, qualquer hora dessas, pretende enfrentá-las. Nem sabe bem o que há ali.
No banheiro, o box de vidro permite ver um par de chinelos escorado na parede, na diagonal, como quem os coloca lá para escorrer a água.
Trata-se de uma típica casa de classe média. Nada parecida com os palácios em que passou a maior parte dos últimos cinco anos.
Não é estranho morar aqui depois de viver no Alvorada?, pergunta a reportagem.
“Não. O Lula até me disse: ‘para que você precisa de um lugar grande? Fica num pequeno mesmo'”.
Depois diz que se habitua a tudo. E faz planos de cultivar uma horta na ampla –e vazia– área externa do segundo andar. Ali, não há muita privacidade. Há um prédio logo ao lado e outro ainda em construção.
No edifício, não há porteiro nem garagem subterrânea. Os dois seguranças da Polícia Federal a que t­em direito como ex-presidente ficam no pilotis, sentados num banquinho de praça. Não há guarita.
Dias depois da visita da Folha, um amigo da petista contou que a síndica do prédio colocou os seguranças para o lado de fora, na garagem de um estabelecimento que fica de frente para o conjunto habitacional. Mas os moradores pediram para que voltassem, sentiam-se mais seguros com eles lá dentro.
Como está depois de tudo?
“Estou bem. Não aguento a infelicidade”, retruca.
Vai ficar em Porto Alegre mesmo? Não fica muito sozinha por aqui?
“Vou ficar, sim”, afirma, e conta que, nos fins de semana, visita o ex-marido Carlos Araújo, os dois netos e, vez ou outra, um par de amigos.
Das visitas que recebe, a melhor de todas é a de Gabriel, o neto mais velho, que passa umas duas horas por fim de semana na casa da avó. Ele desenha e vê desenhos na TV.
Dilma não parece ter engrenado na vida social. Não vai ao teatro e ao cinema, programas que sempre se ressentiu de não fazer nos tempos de mandatária. Também não sai para jantar ou almoçar fora.
“Eu tenho 68 anos. E não tem tido nada que eu esteja querendo ver por aqui.”
O livro sobre seu anos de Presidência deve ficar para depois. Sabe-se lá quanto depois. Ela não fala muito de projetos futuros. Fala menos ainda de política, como se tomasse relativa distância para colocar as coisas no lugar.
Também não toca muito no assunto impeachment. Mas afirma estar preocupada com uma onda conservadora no país.
Quase não faz comentários sobre Michel Temer. Nem esboça raiva de seu principal algoz, Eduardo Cunha, naquela sexta-feira à tarde já há três dias preso.
Queixa-se do ódio ao “lulopetismo”. E trata o antecessor com deferência e carinho.
Dona Vera serve o segundo café, mas só para a reportagem. “Já estou ficando com enjoo”, diz Dilma.
Por volta das 18h, quando dona Vera começa a rondar meio sem motivo a sala do andar de cima, a patroa intervém. “A senhora está querendo ir, né, dona Vera?”.
A funcionária responde com uma pergunta. “A senhora ainda vai precisar de mim?”
A Folha indaga se a ex-presidente teme pegar avião, ser hostilizada. “Disso? O que eu posso fazer, não ir? Não fico traumatizada.”
Alguma vez, nesta crise, chegou a chorar? “Não. [Mas] sou capaz de chorar assistindo a um filme”. Ou quando se lembra dos amigos que perdeu para a tortura.
“Eu tenho muita dó dos que morreram, imensa. Porque é gente como eu, mas que morreu aos 30 anos. Me dá uma gastura enorme. Não gosto de pensar”, lamenta.
Quase no fim da conversa, Dilma Rousseff pergunta: “Será que eles podem ler livros lá na prisão?”.
A ex-presidente não diz o nome Lava Jato, mas claramente se refere aos detidos pela operação.
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