O professor que viralizou com aula de computação sem computador e chamou atenção da Microsoft Richard Appiah Akoto postou fotos em que desenha um gráfico na lousa para falar de um dos programas da empresa de tecnologia a seus alunos de uma escola de Kumasi, em Gana.


Não existem obstáculos quando o educador tem interesse de educar. Dulce.

O professor Akoto, de Gana, desenha na lousa o gráfico explicando um programa da Microsoft; seus alunos precisam fazer um teste de informática, mas não têm computadores (Foto: Innocent Frimpong )
Professor que ensina Word sem computador viraliza nas redes 

Por BBC




O professor Akoto, de Gana, desenha na lousa o gráfico explicando um programa da Microsoft; seus alunos precisam fazer um teste de informática, mas não têm computadores (Foto: Innocent Frimpong )
Um professor da cidade de Kumasi, em Gana, que ensina tecnologia da computação sem computadores para crianças virou um sucesso na internet.
Em fotos que ele mesmo postou no Facebook, o professor aparece desenhando em uma lousa um gráfico que explica a interface do Microsoft Word, famoso processador de texto.
"Ensinar informática em uma escola de Gana é muito divertido", escreveu.
Após as imagens terem sido compartilhadas milhares de vezes, a Microsoft prometeu enviar a ele alguns computadores.
O professor se apresenta como Owura Kwadwo, mas seu verdadeiro nome, segundo o site Quartz Africa, é Richard Appiah Akoto.
Em sua mensagem na rede social, ele escreveu: "Eu amo meus alunos, então faço o que precisar para eles entenderem o que estou ensinando".
Segundo o Quartz, a escola onde Akoto dá aulas não tem nenhum computador desde 2011, apesar de os estudantes serem obrigados a prestarem um exame de informática para passar para o colegial.
"Esta não foi a primeira vez (que desenhei). Faço isso sempre que estou na sala de aula", disse Akoto ao site Quartz.
Sobre as fotos terem viralizado, ele afirmou ter ficado surpreso, já que sempre posta imagens na rede social. "Eu não sabia que elas ganhariam a atenção das pessoas dessa forma."

Após ver a foto, a empresária Rebecca Enonchong enviou pelo Twitter uma mensagem para a Microsoft África, destacando que o professor estava ensinando o uso de um produto da empresa sem ter acesso a ele. Ela escreveu: "Com certeza vocês podem dar a ele os recursos adequados para isso".
Dois dias depois a Microsoft disse que enviaria um computador para o professor Akoto, assim como material educacional.
copiado https://g1.globo.com/educacao/noticia/o-professor-que-viralizou-com-aula-de-computacao-sem-computador-e-chamou-atencao-da-microsoft.ghtml

Hey @MicrosoftAfrica, he’s teaching MS Word on a blackboard. Surely you can get him some proper resources. https://twitter.com/africatechie/status/967705443110998017 
Supporting teachers to enable digital transformation in education is at the core of what we do. We will equip Owura Kwadwo with a device from one of our partners, and access to our MCE program & free professional development resources on http://education.microsoft.com 
Professor que ensina Word sem computador viraliza nas redes (Innocent Frimpong )

Putin promete reduzir pobreza na Rússia e revela míssil 'invencível' Em discurso pré-eleição, presidente insiste em garantir bem-estar da população e apresenta novas armas



POR 








O presidente russo Vladimir Putin discursa a parlamentares sobre objetivos do próximo mandato ao qual vai concorrer em março - YURI KADOBNOV / AFP

MOSCOU - A menos de 20 dias para as eleições presidenciais na Rússia, o presidente Vladimir Putin prometeu nesta quinta-feira melhorar o nível de vida dos russos e reduzir a pobreza que definiu como "inadmissível" durante o mandato de seis para o qual vai concorrer em 18 de março. O chefe de Estado começou seu discurso anual diante do Parlamento, adiado no fim do ano passado, insistindo na necessidade de melhorar o bem-estar da população russa por meio do investimento em infra-estrutura e saúde para evitar que o país fique em atraso, além de revelar o desenvolvimento de um míssil intercontinental "imbatível" quando falou sobre novos testes para arsenal nuclear russo.

O presidente apresentou uma série de novas armas, incluindo drones submarinos e um míssil nuclear que, segundo ele, poderia "alcançar qualquer lugar no mundo" sem ser detectado por sistemas de defesa de outros países. Segundo Putin, essas armas foram desenvolvidas em consequência da saída americana do Tratado de Mísseis Antibalísticos, assinado em 1972 com a União Soviética. A saída foi anunciada em 2001 pelo presidente George W. Bush, com o argumento de que ele prejudicava a capacidade dos Estados Unidos de se defender de "ataques de terroristas ou de de Estados párias".

Putin disse que os Estados Unidos fracassaram em levar a sério a capacidade nuclear russa e em negociar adequadamente os acordos de controle de armas. Esforços americanos para conter a Rússia não funcionaram, disse ele.

— Ninguém nos ouviu. Espero que nos ouçam agora.

Em uma apresentação audiovisual, ele anunciou o "míssil de cruzeiro de voo baixo, difícil de localizar, com uma carga útil nuclear de alcance praticamente ilimitado e trajeto de voo imprevisível, que pode ultrapassar linhas de intercepção e é invencível diante de todos os sistemas existentes e futuros de defesa aérea e antimísseis". Mísseis de cruzeiro são armas de longo alcance e precisas, capazes de levar grandes cargas explosivas.

Putin disse que Moscou consideraria um ataque nuclear contra seus aliados como uma ofensiva contra a própria Rússia, e responderia imediatamente.

— Nós consideraríamos qualquer uso de armas nucleares contra a Rússia ou aliados como um ataque nuclear contra o nosso país. A resposta seria imediata — disse Putin, em discurso a parlamentares russos, numa aparente referência à recente Revisão da Postura Nuclear dos Estados Unidos, divulgada no início de fevereiro, que defende o desenvolvimento de armas nucleares táticas que possam ser usadas em um primeiro ataque.

Ele afirmou que a doutrina nuclear russa é defensiva e, diferentemente da americana, só prevê retaliação em caso de ataque atômico.

Em uma das animações da apresentação, um míssel lançado da Rússia é mostrado sobrevoando o Atlântico, circulando o extremo Sul da América do Sul e se dirigindo para o Pacífico norte na direção dos Estados Unidos.

CORTAR A POBREZA PELA METADE

Na primeira metade de seu discurso, o presidente russo também disse que vai melhorar o sistema previdenciário como o aumento de pensões e criar mais postos de assistência médica. Ele também pediu aos parlamentares pelo dobro do gasto em instra-estrutura urbana, com aceleração da construção de novas residências durante os próximos seis anos. No entanto, ele não detalhou como tais medidas seriam financiadas.

— Os próximos anos serão decisivos para a vida do país — afirmou o presidente em um discurso de grande apelo eleitoral. —Temos que resolver uma das tarefas-chave da próxima década: prover um crescimento seguro e a longo prazo real aos cidadãos, e reduzir a taxa de pobreza pelo menos à metade em seis anos.


O número de pobres no país caiu, segundo Putin, de 42 milhões no ano 2000 a quase 20 milhões atualmente. A tendência de queda desacelerou em seu último mandato (2012-2018) em consequência da recessão econômica.

— O atraso, este é o nosso inimigo — disse Putin, que enfatizou a importância dos avanços tecnológicos para que a Rússia, com um "potencial colossal", não fique de fora da "revolução tecnológica". — A Rússia agora é um país de liderança com uma poderosa economia estrangeira e potencial de defesa. Mas do ponto de vista da extremamente importante tarefa de garantir a qualidade de vida e bem- estar, nós, claro, não alcançamos o nível que exigimos. Mas temos que fazer isso, e faremos.

NOVO MANDATO ESPERADO

Putin está há mais de 18 anos no comando da Rússia, como presidente ou primeiro-ministro. Agora é candidato a um quarto mandato de seis anos nas eleições presidenciais, que provavelmente vencerá ante a falta de uma oposição forte.

O principal líder da oposição russa, o ativista Alexei Navalny voltou a ser detido pela polícia no fim de fevereiro. Novamente acusado de organizar protestos ilegais, Navalny pode enfrentar até 30 dias de prisão, uma pena que o manteria atrás das grades durante o restante do período pré-eleitoral e no próprio dia da votação, se for considerado culpado na investigação aberta contra ele.

O político de 41 anos tem sido repetidamente detido por organizar alguns dos maiores protestos da Rússia nos últimos anos, manifestando-se contra o que descreve como o estilo de vida luxuoso do presidente Vladimir Putin e de seu círculo íntimo, com acusações de tráfico de influência, corrupção e enriquecimento ilícito.


A Comissão Eleitoral Central da Rússia formalizou, no fim do ano passado, o impedimento de Navalny na disputa pela Presidência em março de 2018. O órgão leva em consideração uma condenação passada contra ele em um caso de fraude. Ele poderia concorrer contra Putin se tivesse recebido dispensa especial ou se sua condenação tivesse sido cancelada.

Na ocasião, Navalny prometeu liderar uma campanha para boicotar a eleição, caso não pudesse se candidatar. Embora o opositor diga que sabe que Putin será reeleito para o quarto mandato, sua campanha de boicote tem como objetivo reduzir a participação dos eleitores para tentar tirar o brilho de uma vitória do presidente.

Já o governo diz que as eleições serão justas, e que Navalny e seus defensores têm um nível de apoio mínimo e tentam irresponsavelmente "fomentar uma raiva social" que pode gerar turbulência.
copiado https://oglobo.globo.com/mundo/



EDUCAÇÃO A INFLUÊNCIA DE MARX NA EDUCAÇÃO Educador para o educando O conceito de práxis em Marx

A INFLUÊNCIA DE MARX NA EDUCAÇÃO

A influência de Marx na educação, Educação, Filosofia, Filosofia de Marx, Sociedade, Professor, projeto moderno de educação é otimista, A educação ligou-se estreitamente à esperança da libertação social.

A INFLUÊNCIA DE MARX NA EDUCAÇÃO
Roberto Giancaterino*
“O trabalho de um homem perpetua quando atravessa os tempos”.

RESUMO 
Educar é um desafio social. Assim sendo, esta prática pode tornar-se um instrumento mobilizador para com a situação atual em que vive a população ou ainda ser um meio de alienação. Convém ressaltar, que são inúmeros os interesses políticos, sociais e econômicos que coordenam toda a ação pedagógica e fazem da educação sinônimo de acomodação. Criticar ou contradizer qualquer que seja o trabalho político desenvolvido é motivo de repressão, de anarquia e/ou vandalismo. Ao povo é preciso aceitar a situação de pobreza, dominação e exploração, opor-se é ser revolucionário. Portanto, é preciso que o homem cidadão busque no seu passado um princípio filosófico de vida para que assim seja capaz de refletir a atualidade. 


Palavras-chave: Educação, Filosofia, Filosofia de Marx, Sociedade, Professor. 

INTRODUÇÃO 

Marx acreditava que a educação era parte da superestrutura de controle usada pelas classes dominantes. Por isso, ao aceitar as idéias passadas pela escola à classe dos trabalhadores (que Marx denominava classe proletária) cria uma falsa consciência, que a impede de perceber os interesses de sua classe. Assim, Marx concebia uma educação socializada e igualitária a todos os cidadãos. 

Versar sobre os paradigmas e suas contribuições para o processo educacional, não é um trabalho fácil, exige a localização da relação sujeito-objeto como um eixo central. A história da filosofia tem demonstrado ser esta preocupação e é um dos principais problemas da filosofia. Assim, compreender a relação sujeito-objeto é compreender como o ser humano se relaciona com o ambiente, com a natureza, em suma, com a vida (Gramsci, 1991). 

Marx não via com bons olhos uma educação oferecida pelo Estado-Nação burguês, capitalista, basicamente por desacreditar no currículo que ela traria e na forma como seria ensinado. Mesmo que tenha defendido a educação compulsória em 1869, Marx opunha-se a qualquer currículo baseado em distinções de classe. Defendia a educação técnica e industrial, mas não um vocacionalismo estreito, essas idéias tiveram um impacto posterior na educação, especialmente no que diz respeito à educação tecnológica. 

Para Ghiraldelli Junior (2003), as idéias de Marx, conta-se tipicamente, a percepção do mundo social pela categoria de classes, definida pelas relações com os processo econômicos e produtivos, a crença no desenvolvimento da sociedade além da fase capitalista através de uma revolução do proletariado. Na prática, o marxismo é um comprometimento com as classes exploradas e oprimidas, e com a revolução que deverá melhorar sua situação. 

Um ponto forte do marxismo [1] como filosofia é que ela fornece uma visão da transformação social e promove uma visão da ação humana determinada a levar adiante essa transformação. Ela retrata um mundo onde as coisas não são fixas e luta por mudança. Por essas características, o marxismo, muitas vezes, tem um apelo àqueles que se vêem como oprimidos. Além disso, enfatiza um ideal de poder social para as classes menos favorecidas, dessa forma, têm um forte elo para aqueles que vivem sob regimes ou em circunstâncias que demonstram pouca preocupação com a classe mais pobre. 

No Brasil as obras de Marx começaram a ser mais divulgada depois da fundação do Partido Comunista do Brasil, isto é, a partir de 1930. Ainda nesta época o educador Paschoal Lemme considerado marxista, publica um trabalho sobre o ensino dos adultos e organiza cursos para operários no Distrito Federal. 

Neste documento pode ser visto algumas características do marxismo que o influenciava. Contudo, Lemme (1988:213), “argumentou que só algum tempo mais tarde, principalmente, a partir de 1933, influenciado pelos acontecimentos político-sociais que vinham se desenrolando no mundo e no país, é que se interessou mais de perto pelo estudo dessas questões, ou seja, as obras de Marx”. Vale salientar, os pressupostos do pensamento neoliberal estão povoando a educação nacional e disputam uma nova configuração educacional, especialmente no que diz respeito às políticas de formação profissional. 

Todavia, todo e qualquer processo relacionado com a educação é lento, o que induz a persistência e luta dos ideais, pois somente então poderá haver a concretização do saber teórico com a prática, o que será motivo de muitas contradições e ao mesmo tempo de aprendizagem, e isto, têm início em cada um de nós. 

Antigamente, a educação existia principalmente para a sobrevivência. As crianças aprendiam as habilidades necessárias para viver. Gradualmente, entretanto, as pessoas passaram a usar a educação para uma grande variedade de funções. 

Hoje em dia, a educação ainda pode ser usada para sobrevivência, mas também ajuda proporcionar um melhor uso do tempo dando maior refinamento à vida social e cultural. O homem depende da educação e ela está presente no seu cotidiano. Porém, existem diferentes concepções de educação e diferentes modelos. Sua prática vai além da escola e abrange desde sociedades primitivas até as sociedades mais desenvolvidas e industrializadas. 

Assim como a prática da educação desenvolveu-se, as teorias da educação seguiram o mesmo caminho, no entanto, tornou-se fácil não vermos a conexão entre a teoria filosófica e a prática educacional bem como lidar como a prática separada da teoria. 
Para Ozmon e Craver (2004), a filosofia da educação começou quando as pessoas se tornaram conscientes da educação como uma atividade humana diferenciada. As sociedades pré-alfabetizadas não tinham os objetivos em longo prazo e os sistemas sociais complexos dos tempos modernos nem possuíam as ferramentas analíticas dos filósofos modernos, mas mesmo a educação da pré-alfabetização envolvia uma atitude filosófica com relação à vida. Em essência a filosofia da educação é aplicação de princípios fundamentais da filosofia à teoria e ao trabalho da educação. 

Para Enguita (2004), um dos debates mais insistentes e repetidos em torno da instituição escolar, sempre foi à questão de evidenciar o seu papel, que era reprodutor ou transformador, isto é, se contribuía para conservar a sociedade ou mudá-la. Até certo ponto, era trivial, pois, por um lado nenhuma sociedade poderia substituir sem formar seus membros em certos valores, habilidades, etc. e, por isso, toda educação é reprodutora; mas ao mesmo tempo, nenhuma sociedade atual seria, sem a escola, o mesmo que chegou a ser com ela, e, por isso, toda educação é transformadora. 

Pela educação o ser humano aprende como se criam e recriam as invenções de uma cultura em uma sociedade. Cada povo, cada cultura, apresenta sua educação. Ela pode ser imposta por um sistema centralizado de poder ou existe de forma livre entre os grupos. Pela educação se pensa tipos de homens, pois ela existe no imaginário das pessoas e na ideologia dos grupos sociais, cuja missão é transformar sujeitos e mundos em algo melhor a partir da imagem que se tem uns dos outros (Brandão, 1984). 

A educação tende a ser considerada como elemento conservador da sociedade, mas por ser um instrumento formador e de expressividade em qualquer tipo de sociedade, não pode e nem deve ser vista dentro de limites fechados, analisada independentemente do contexto sócio-político e econômico em que vive tal sociedade. Deve ser encarada como parte integrante e necessária de um sistema, já que é usada de acordo com seus interesses. 

Podemos dizer que a educação é um reflexo da política adotada em um país e do interesse desse país em coordená-la, é um dos maiores instrumentos de dominação em massa dentro de um sistema, perdendo apenas para a mídia que é acessada por muito mais pessoas do que o sistema educativo. 

Neste contexto, Delors (2004:82) lembra:
Um dos principais papéis reservados à educação consiste antes de tudo, dotar a humanidade de capacidade de dominar o seu próprio desenvolvimento. Ela deve, de fato, fazer com que cada um tome o seu destino nas mãos e contribua para o progresso da sociedade em que vive, baseando o desenvolvimento na participação responsável dos indivíduos e das comunidades.
Reinventar a educação é urgente além de que é preciso dessacralizá-la para se crer nela e acreditar ainda que, diferentes tipos de homem criam diferentes tipos de educação. Mais do que poder, a educação atribui compromissos entre as pessoas, a educação da comunidade, da escola, a oposição entre a educação-de-educar e a educação-de-instruir, a passagem da aprendizagem coletiva para o ensino particular, o controle do Estado, faz lembrar a educação grega. 

Em todas as classes se cria e recria uma cultura de classe e formas de educação do povo. A cultura popular faz parte de sistemas populares de vida e de representação da vida, e tem uma lógica e densidade dentro da própria sociedade. 

Para promover educação para uma sociedade em mudança, é necessário saber que se educa para a mudança, como parte e resultado dela. Educa-se não só para que o indivíduo desempenhe melhores os mesmos e antigos papéis, mas, sobretudo, para que se desempenhem novos papéis em uma sociedade que se renova, tornando os indivíduos os próprios fatores conscientes da renovação social e para que se saiba que um processo de mudança social exige a mudança da estrutura social, para que assim se possa atender às novas e crescentes exigências do homem numa sociedade emergente. 
Neste sentido, Brzezinski, (apud Libâneo, 1998:32) assim assinala:
Presente em novas realidades econômicas e sociais, especialmente os avanços tecnológicos na comunicação e informação, novos sistemas produtivos e novos paradigmas do conhecimento, impõem-se novas exigências sobre a qualidade da educação e, por conseqüência, sobre a formação dos educadores.
Estamos diante de produtos inovadores e de grande impacto social, agora entram em cena o computador aliado à Internet e taxado como “máquinas de ensinar”, que trazem uma superinformação contraditória, a desinformação de uma grande parte da população que não possui acesso a esses instrumentos tecnológicos e nem ao menos a simples leitura e escrita para uso crítico. 

Como entender que nunca a humanidade teve tanta capacidade científica e técnica para satisfazer as necessidades humanas e chegamos ao novo século com mais da metade da população excluída? Da mesma forma, a escola não tem recursos para utilizar-se desses meios inovadores na educação para trabalhar com as exigências da atual sociedade. 

Todavia, o projeto moderno de educação é otimista sobre as possibilidades da natureza humana e também o é do ponto de vista histórico, porque contribui para a libertação exterior do homem e da mulher em relação aos poderes que os fazem menores de idade, situando o indivíduo na sociedade e no mundo, dependendo do que ele faz e constrói. 

A educação ligou-se estreitamente à esperança da libertação social daqueles que obtivessem frutos que a educação promete, configurando uma sociedade aberta e móvel, na qual a hierarquia estabelecida em relação ao binômio educação-profissão substitui as hierarquias devidas à origem social (Imbernón, 1999). 

Sabe-se que a prática de ensino e de aprendizagem não muda como um decreto. As mudanças exigidas passarão por uma espécie de revolução cultural, que será vivida pelos professores e só então poderão ser repassadas aos alunos. É inegável que o professor deve ser um profissional competente e compromissado com seu trabalho, com visão de conjunto do processo de trabalho escolar. Deseja-se um profissional capaz de pensar, planejar e executar o seu trabalho e não mais aquele ser habilidoso para executar o que os outros concebem. 

Os filósofos educacionais, independentes de sua teoria particular, sugerem que a solução para os nossos problemas pode ser mais bem alcançada por meio de um pensamento crítico e ponderado sobre a relação entre mudanças perturbadoras e as idéias resistentes (Ozmon e Craver, 2004). 

A mudança é um processo que vai se construindo aos poucos, de acordo com o nível de desenvolvimento de cada sociedade, como conseqüência das mudanças de maneiras para suprir suas necessidades, o homem muda também os padrões de cultura no decorrer dos anos, porém: “muda a sociedade e somente mais tarde muda a educação” (Libâneo, 1998:153). 

Lembrando que, a filosofia da educação, apenas se torna significativa quando os educadores reconhecem a necessidade de pensar claramente sobre o que estão fazendo e de ver o que estão fazendo em um contexto maior de desenvolvimento individual e social. Uma vez que, o estudo da filosofia não garante que as pessoas serão melhores pensadores ou educadores, mas propõe perspectivas válidas que nos ajudam a pensar de maneira mais clara. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Com base nas idéias de Marx pode-se inferir que educar é um desafio social. Assim sendo, esta prática pode tornar-se um instrumento mobilizador para com a situação atual em que vive a população. É preciso superar uma sociedade voltada à produção aos bens de consumo, que despreza a natureza humana e histórica. O ser humano precisa ser respeitado em sua totalidade, em suas potencialidades, modo de expressão e de pensar, ter o direito a uma educação igualitária baseada em princípios democráticos e não de escravidão. 

Lembrando que, em vez de serem independentes das mazelas da sociedade, as escolas são umas das partes integrais do sistema capitalista e, como tal, seu potencial para a reforma está bastante limitado. Apenas com a reforma do sistema político e econômico o ensino poderá ter algum efeito na emancipação dos menos favorecidos. 

A dialética por si abre caminhos para a busca e concretização destes ideais, entretanto, é uma luta constante e necessita muita perseverança, sendo a educação uma alternativa de se elucidar tais problemas. Faz-se conveniente evoluir um pensamento e atos, pois somente assim o homem se sentirá capaz no que realiza. 
Neste sentido, Marx contribuiu para a educação do homem moderno, em sua teoria educacional, o marxismo, mistura a teoria e a prática e apresenta aos aprendizes a necessidade crucial da atividade racional e um sentido de responsabilidade social necessário para uma existência mais humana. 
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[1] Em termos teóricos, o marxismo é adesão e algumas das idéias centrais de Marx.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 12. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. 

DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. 9. ed. São Paulo: Cortez, Brasília, DF: MEC, UNESCO, 2004. 

ENGUITA, Mariano F. A face oculta da escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. 

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Filosofia e história da educação brasileira. Barueri, SP: Manole, 2003. 

GRAMSCI, Antonio. A concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. 

IMBERNÓN, Francisco (org.). A educação no século XXI. Os desafios do futuro imediato. Editora Grão, 1999. 

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 1998.

LEMME, Paschoal. Memórias. São Paulo, Cortez / Brasília, INEP, v.2, 1988. 

OZMON, Howard A.; CRAVER, Samuel M. Fundamentos filosóficos da educação. 6. ed. Porto Alegre: Artimed, 2004. 


Roberto Giancaterino* 
FORMAÇÃO ACADÊMICA: Pós-Doutorado em Educação, Doutor em Filosofia. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Docência do Ensino Superior, Ciências da Educação, Valores Humanos Transdisciplinares, Administração e Supervisão Educacional. Filósofo, Físico, Matemático e Pedagogo. 

HISTÓRICO PROFISSIONAL: Docente no Departamento de Pós-Graduação em Educação nas Faculdades Interlagos de Educação e Cultura (FINTEC), Santo Amaro, São Paulo e Professor de Física e Matemática da Rede Pública Estadual em São Bernardo do Campo, São Paulo. Escritor, Pesquisador, Palestrante e Seminarista na Área Educacional.

Publicado por: ROBERTO GIANCATERINO

copiado http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-influencia-marx-na-educacao.htm
 Educador  para o educando.

A postura que se espera de todo bom educador é a de dar importância à individualidade e ao que foi vivenciado pelo educando. O professor deve se utilizar do meio no qual o aluno está inserido para que este possa apreender mais facilmente os ensinamentos dados.
Problemas que afetam aos alunos devem ser combatidos pelo professor por meio de atividades que  visem a mostrá-los que cada um tem seu potencial. Na existência de barreiras, cabe  ao professor buscar soluções  viáveis   aos  conflitos, fazendo com que  o aluno  supere-os e, assim,  os objetivos  do projeto  pedagógico sejam alcançados. 

Função:
A função do educador é trabalhar o social buscando ferramentas viáveis para que os alunos tenham interesse e  se sintam bem dentro da sala de aula. Cabe ao professor  procurar desenvolver atividades prazerosas e lúdicas  para que eles sintam prazer no aprender. Deve-se mostrar ao educando sua capacidade, seu potencial, seus direitos e deveres, formando-os cidadãos críticos, encaminhando-os para exercício da plena cidadania. A função do educador  é ouvir o aluno sem bloquear seus anseios e seus ideais, com propósito  de fomentar seu crescimento cultural.
O professor deve acreditar em cujo grupo trabalhe, propondo metas e buscando atingir os objetivos, pois somente assim os seus ensinamentos terão sentindo. Se o grupo não confia no professor, perde o interesse de aprender e, com isso, não se mantem ativo em de sala de aula.
Para que o professor alcance o desenvolvimento do grupo e atinja suas metas, é preciso que tenha a convicção de que cada aluno possui seu conhecimento prévio. Deve-se trabalhar com o cotidiano de cada aluno. Agindo desta forma, o professor aprende ensinando e haverá um maior aproveitamento da proposta pedagógica.   Dulce.



O conceito de práxis em Marx
(Karl Marx)




Desde os tempos mais remotos da história do pensamento têm-se pensado muito sobre questões relativas aos conceitos de teoria e prática, no entanto, poucas vezes conseguiu-se fazê-lo sem uma espécie de divisão entre os mesmos, ou seja, em raras situações vemos um pensamento “aceitável” que bem justifique uma interpolação teórico-prática, um bom exemplo disso seria a filosofia de Aristóteles, que pretende fazê-la através do conceito da vida teorética, mas não é sobre Aristóteles a finalidade deste trabalho, e sim de uma outra personagem não menos importante na história do pensamento, Karl Marx, ou mais precisamente, como ele conceituou a teoria e a prática sem o divisionismo funesto que tantos outros o fizeram, e desde já poderemos dizer que a sua resposta diz respeito a um termo deveras conhecido pelos conhecedores de sua obra, isto é, o que denominou-se práxis. 
Para esse momento iremos definir a práxis nos termos de que ela seja a atividade do sujeito que de algum modo aproveita algum conhecimento ao interferir no mundo, transformando esse mesmo mundo ao passo que transforma também a si mesmo. Expliquemos o que seja isso. Esta atividade do sujeito é muito importante para entendermos o seu pensamento, pois é ela fundamental ao mesmo tempo em que condição necessária para a efetivação da práxis, então, esta atividade poder-se-ia denominar trabalho. 
É dessa forma, portanto, que se configura a noção de práxis. Este trabalho é diferente dos outros tipos de trabalho (dos trabalhos dos animais). Nos Manuscritos econômicos filosóficos. 
É uma relação dialética entre as mesmas, porém, uma dialética própria desenvolvida por Marx, diferente da dialética dos seus predecessores, Hegel, por exemplo; isso se deve ao fato de que Marx confere aos homens o poder sobre o conhecimento e que os mesmos podem julgar aquilo que conhecem ou julgam conhecer, além do mais, a dialética em Marx se dá num plano mais histórico-empírico do que os outros. 
Na práxis, o sujeito age conforme pensa, a prática “pede” teoria, as decisões precisam ter algum fundamento consciente, as escolhas devem poder ser justificadas. Na práxis, o sujeito projeta seus objetivos, assume seus riscos, carece de conhecimentos. Na oitava das “Teses sobre Feuerbach”, Marx distingue explicitamente a práxis e a “compreensão” [“Begreifen”] da práxis (quando afirma que os mistérios em que a teoria tropeça são solucionados na práxis e na compreensão da práxis). (MARX, vol. III). 
A teoria, então, tem que “morder” as diferentes ações transformadoras, e pode não conseguir fazê-lo, ou pode “mordê-las” muito deficientemente. Em todo caso, fica claro que a interferência da construção do conhecimento na práxis, para Marx, se reveste de uma dramaticidade e assume uma importância que a gnosiologia hegeliana jamais reconheceria. 
Uma boa ilustração do trabalho como agente da práxis é relativo aos conceitos de real e concreto. Para que haja uma concretude da ação, é necessário que o indivíduo possua consciência sobre o ato, caso contrário ela designaria o real. O concreto é, pois, uma exclusividade do homem, que por sua vez, tendo consciência dos seus atos, tem também pleno domínio sobre a natureza. A práxis é ação com conhecimento. 
Nesses termos podemos então dizer que sem um desses elementos, a teoria e a prática, não existiria o que Marx chamou de práxis, nem ao menos existiria sem a noção de trabalho, pois é esse trabalho a “causa eficiente” da práxis. 
Percebe-se nitidamente que o trabalho considerado por Marx não é um simples trabalho qualquer. O trabalho feito pelo homem requer mais que um esforço. Ela necessita da consciência. Esta consciência é garantida pela razão do homem. A práxis, nesse sentido, é o trabalho feito pelo homem com consciência; em outras palavras, para que haja a práxis é necessário haver um trabalho teleológico. 
A teleologia é uma palavra de origem grega, cujo seu radical diz respeito à idéia de fim, ou de finalidade, isto é, finalidade, em grego, é thélos. A finalidade, nesse sentido, é o que move a realização do trabalho. É o que Aristóteles chamaria de “causa final”. Um trabalho sem finalidade qualquer animal pode fazer, e diferente desses, o homem, detentor da razão, não faz nada que seja alheio ou diferente dela, a sua essência é essa. Tendo em vista essas idéias, a noção de práxis é de muita serventia quando Marx caracteriza o seu materialismo, pois a práxis é um fator importante na constituição desse conceito uma vez que ela é a base da dialética consoante às relações de produção. O trabalho, dessa maneira, agregada com a noção da finalidade (thélos) constituem a práxis. Por fim, a práxis mantém uma tal relação com o trabalho (o trabalho com finalidade) que seria uma tarefa difícil entender o pensamento marxiano

copiado http://resumos.netsaber.com.br/resumo-128671/o-conceito-de-praxis-em-marx

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