Brasil A prisão do génio que elegeu sete presidentes João Santana, mais do que publicitário, era um dos raros conselheiros de Dilma. Foi detido esta semana na operação Lava-Jato



João Santana, mais do que publicitário, era um dos raros conselheiros de Dilma. Foi detido esta semana na operação Lava-Jato


A prisão do génio que elegeu sete presidentes



Santana ajudou Dilma a vencer duas presidenciais; uma como desconhecida, outra sob contestação



João Santana, mais do que publicitário, era um dos raros conselheiros de Dilma. Foi detido esta semana na operação Lava-Jato
Acusado de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro, o infalível publicitário de Lula de Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT) chorou durante o depoimento de dez horas à polícia. O caso não era para menos: após décadas de ganhos milionários, caiu em desgraça ao ser engolido pelo gigantesco escândalo de corrupção do momento no Brasil.
O caso relatado no parágrafo acima deu-se em 2005: o escândalo era o Mensalão e o publicitário em causa Duda Mendonça, o homem que em 1994 contratou o então jornalista João Santana para a sua empresa de marketing político. Até ver, a história repetiu-se: o infalível e milionário Santana, "marqueteiro" oficial do PT, foi atropelado esta semana pelo Petrolão. Não se sabe se vai chorar perante as autoridades, mas é provável que tenha, como o ex--chefe, a carreira destruída.
Mais do que um publicitário de sucesso, Santana era também um dos raros conselheiros a quem Dilma Rousseff, uma das sete presidentes que ajudou a eleger (e reeleger) no Brasil e no estrangeiro, dava ouvidos. "Ela, com justa fama de ouvir pouco ou quase nada os seus auxiliares, sempre levava em conta os conselhos dele", escreveu o colunista de O Globo Ricardo Noblat, que foi chefe de Santana, quando este ainda era jornalista.
Com a prisão, a presidente não perde apenas um conselheiro: perde também argumentos na ação, movida pela oposição, sobre supostas irregularidades no financiamento da campanha de 2014, e que, no limite, pode levar à perda do seu mandato. Daí a comoção que a última detenção mediática da operação Lava-Jato causou no Palácio do Planalto.
João Cerqueira de Santana Filho nasceu, ironicamente, numa cidade baiana chamada Tucano, o animal-símbolo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), maior força da oposição, a 5 de janeiro de 1953, sob o signo de Capricórnio. E o zodíaco para ele nãoé irrelevante. Espiritual, tem "uma relação misteriosa e quotidiana", segundo o próprio, com Ettore Majorana, um físico italiano desaparecido em 1938, aos 32 anos. É dele também uma profecia esotérica revelada em 2013 à revista Época: "Gosto muito da definição espiritual de que o Brasil é o laboratório do Espírito Santo, aqui ocorrerão as grandes tramas neopolíticas, neoestéticas e ciberétnicas neste século." Na juventude estudou hipnotismo e quiromancia.
Nessa fase, já com a alcunha de Patinhas por ser zeloso com o dinheiro, foi membro da banda Bendegó, cruzou-se com os também baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, consumiu maconha e outras drogas. Viciou-se apenas em nicotina - quatro maços - antes de trocar a música pelo jornalismo. Passou por títulos como Veja, Jornal do Brasil e O Globo até coassinar na revista Isto É uma história de capa em 1992 que levaria ao impeachment de Collor de Mello. Dois anos depois, foi convidado a juntar-se a Duda Mendonça já como "marqueteiro".
Foi ele quem insistiu, perante Mendonça e a cúpula do PT, em manter Lula como candidato do partido em 2002, depois de três derrotas consecutivas do ex-sindicalista. E com Mendonça fora de combate por estar envolvido no Mensalão, Santana assumiu o marketing do PT a tempo de reeleger Lula um ano depois de rebentar o escândalo. Passou a "génio" no partido, reputação que só aumentou com as duas vitórias de Dilma, na primeira uma desconhecida e na segunda sob forte contestação.
Agressivo, redigiu a tática que fez de Marina Silva uma aliada dos banqueiros e tornou Aécio Neves um boémio, ambos concorrentes de Dilma nas eleições de 2014. Em 2008 já sugerira que um rival era gay, em eleição (nesse caso perdida) para a prefeitura de São Paulo.
Elegeu ainda presidentes em mais quatro países: Maurício Funes (El Salvador, 2009), Danilo Medina (República Dominicana, 2012), José Eduardo dos Santos (Angola, 2012) e Nicolás Maduro (Venezuela, 2012). Ficou rico. Tem seis imóveis espalhados pelo Brasil e fortuna de 50 milhões de dólares, segundo avaliação, por baixo, de um amigo.
No meio da agitada vida profissional, casou-se sete vezes, a última das quais com a sócia Monica Moura, responsável pelas questões terrenas da vida do marido - clientes, fornecedores, imprensa e até o contacto com os dois filhos dele, Suriá Luirí e Aylê Axê, os quatro netos e as seis ex-mulheres. Santana janta fora todas as noites com Monica - "a mulher da minha vida". Ela escolhe os vinhos, ele os mariscos.
Amante de literatura
Em 2012, o publicitário teve ainda tempo de escrever o seu único romance, Aquele Sol Negro Azulado, no qual, diz quem leu, divide o órgão sexual feminino em 14 tipos diferentes. Amante, portanto, de literatura, foi desafiado pela revista Época a revelar os seus autores preferidos - surpreendeu ao enviar uma lista de 56 escritores. E a seguir uma dos 80 músicos favoritos, incluindo um cantor brega brasileiro e um compositor erudito da Estónia.
Preso, ao lado de Monica, pelo juiz Sérgio Moro, Santana pode ser a última estrela do lulismo a tombar no meio dos escândalos, depois de ex-braços direitos do presidente, de ex-príncipes da alta finança, de ex-tesoureiros do partido e do seu ex-chefe, o ex-génio do marketing Duda Mendonça.

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rússia Mulher suspeita de decapitar criança foi detida em Moscovo



Polícia russo guarda o local onde a mulher foi apreendida, diante de uma estação de metro em Moscovo.
A mulher foi filmada à entrada de uma estação de metro com o que parece ser uma cabeça decapitada
A polícia russa deteve esta segunda-feira uma mulher suspeita de decapitar uma criança. A mulher tinha sido vista e filmada à entrada de uma estação de metro em Moscovo com o que aparenta ser a cabeça da vítima na mão, a falar sozinha. Foi intercetada e detida pela polícia e encontra-se à espera de uma avaliação psiquiátrica.
De acordo com uma declaração da polícia de Moscovo, citada pela televisão britânica BBC, a mulher é suspeita de ter decapitado a criança, de quem era ama, cujo corpo foi encontrado num apartamento queimado no nordeste da capital russa. "De acordo com informações preliminares, a ama da criança (...) esperou que os pais e a criança mais velha saíssem do apartamento e depois, por razões ainda desconhecidas, matou a criança, pegou fogo ao apartamento e saiu do local", lê-se na declaração.
A mulher terá cerca de 39 anos, e a polícia indica que será originária da região da Ásia Central, sem esclarecer com mais precisão o seu país de nascimento, embora a imprensa russa indique que a suspeita nasceu no Uzbequistão. Encontra-se agora a aguardar uma avaliação psiquiátrica, para que seja determinado se é capaz de compreender o que fez.
A vítima tinha entre três e quatro anos de idade e terá sido decapitada pela ama, que depois levou a cabeça da criança para a rua. Vídeos amadores publicados nas redes sociais mostram uma mulher vestida de preto e a usar um hijab, lenço que cobre o cabelo e o pescoço, a circular de braços erguidos, com uma cabeça decapitada numa das mãos, à frente de uma estação de metro em Moscovo. De acordo com a BBC, nalguns vídeos é possível ouvir: "Allahu Akhbar" (Deus é grande) e "Sou uma terrorista. Sou a vossa morte".
De acordo com testemunhas citadas pela imprensa russa, a mulher terá andado para a frente e para trás com a cabeça, a gritar, durante mais de 20 minutos antes de ser detida.

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rússia Gorbatchov desafia Putin a construir democracia real


O último dirigente soviético tem mantido uma atitude muito crítica face ao presidente russo.
O último dirigente soviético, Mikhail Gorbatchov, exortou hoje o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, a construir uma "democracia real" onde as decisões não dependam de uma única pessoa porque "ninguém é dono da verdade absoluta".
"Não é possível que todas as decisões confluam para uma única pessoa. Ninguém tem o monopólio da verdade", escreveu Gorbatchov em artigo publicado no jornal Novaya Gazeta.
Gorbatchov, que esta semana faz 85 anos, assegurou ser "evidente que o atual modelo de gestão não funciona, seja na política ou na economia".
"Não há propostas alternativas. Não vem gente nova. Há que regressar ao caminho da democracia real. É isso que nos falta: democracia", assinalou.
O veterano político mostrou-se "convencido" que "sem a participação ativa das pessoas em busca das soluções não se pode sair do círculo vicioso de problemas em que o país se encontra".
No entanto, reconheceu que os conceitos de "democracia dirigida e vertical do poder", introduzidas por Putin, contribuíram para estabilizar a situação, em particular no âmbito económico e na sequência da "deflação de 1998".
"Devemos ultrapassar as tendências autoritárias na política interna (...). Efetivamente, a situação estabilizou. Mas foi em prejuízo da democracia real, de um parlamento, de tribunais e meios de comunicação independentes", comentou.
Gortatchov destacou ainda que a recuperação "foi devida sobretudo aos elevados preços do petróleo e do gás nos mercados internacionais" e apelou ao fim das divisões na sociedade russa: "Não se deve ir buscar nem inimigos, nem uma quinta coluna, nem agentes estrangeiros. É necessária uma consolidação em torno de torno de objetivos comuns. Creio que é possível. Acredito na Rússia", escreveu.
Nos últimos anos Gorbatchov tem mantido uma atitude muito crítica face a Putin, mesmo que a nível de política externa tenha apoiado a suas decisões em relação à Ucrânia e Síria. No final de 2011, na sequência dos protestos antigovernamentais contra as acusações de fraude eleitoral, pediu abertamente a demissão das autoridades.
Em resposta, Putin assegurou que Gorbatchov deveria "ter lutado de forma mais insistente, consequente e ousada pela integridade territorial do nosso Estado [soviético] e não esconder a cabeça debaixo da areia, deixando o traseiro ao ar".
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Varoufakis é o novo conselheiro do Partido Trabalhista britânico Varoufakis alerta para decomposição da União Europeia


O economista grego foi o responsável pela condução das negociações da Grécia com os seus credores durante os primeiros dias do Governo do Syriza.
O ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis vai assessorar o Partido Trabalhista britânico, revelou o seu líder, Jeremy Corbyn, em declarações publicadas ontem no diário local Islington Tribune.
"Varoufakis é interessante, porque, obviamente, passou por todas as negociações - com o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional", indicou Corbyn. O grego, que se demitiu do cargo a 6 de julho, dedica-se agora a fazer campanha a favor de uma reforma democrática da União Europeia.
Corbyn, que se reuniu no mês passado com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para debater uma reforma da UE, sustentou que "a forma como a Grécia foi tratada é horrível" e que, por isso, "todos deveríamos aproximar-nos" desse país.
Sobre o ex-ministro das Finanças grego, o líder trabalhista confirmou que se reuniu com o responsável da Economia no partido, John McDonnell, e que aquele vai assessorar o seu partido "de alguma maneira".
Fontes do Partido Trabalhista disseram ao diário britânico The Guardian que Varoufakis não tem um papel de assessoria formal dentro da formação política, mas acrescentaram que, em finais do próximo mês, proferirá uma conferência sobre nova economia na qual assessorará o partido sobre questões de finanças.
No ano passado, Varoufakis revelou que mantinha "conversações" com o Partido Trabalhista britânico e disse então que o seu "conselho a essa formação política" era que "se afastasse da austeridade".
Em pleno debate sobre a permanência do Reino Unido na UE, Corbyn assegurou que fará campanha para o referendo de 23 de junho próximo, a favor de que o país permaneça dentro do bloco comunitário.
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EU referendum: Boris Johnson calls Cameron's Project Fact 'baloney'


Boris Johnson calls Cameron's argument 'baloney'

Violences en marge du démantèlement partiel de la « jungle » de Calais


  • La « jungle » de Calais : dessiner un démantèlement en direct Post de blog
  • La justice autorise l’expulsion des migrants de la zone sud de la « jungle » de Calais
  • Calais : les limites des solutions d’hébergement proposées aux migrants
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    Violences en marge du démantèlement partiel de la « jungle » de Calais

    Le Monde.fr | • Mis à jour le

    Après la validation par le tribunal administratif de Lille de l’arrêté d’expulsion de la « jungle » pris par la préfecture du Pas-de-Calais, et alors que l’Etat s’est engagé à une « évacuation progressive », l’expulsion des migrants qui vivent dans la zone sud du camp de Calais a débuté, lundi 29 février.

    Deux bulldozers et une vingtaine de personnes d’une entreprise privée mandatée par l’Etat ont commencé vers 8 h 30 à démonter une vingtaine d’abris situés sur une zone de 100 m2. Une trentaine de fourgons de CRS et deux camions antiémeute sont stationnés à l’entrée ouest, route de Gravelines, et les accès à la « jungle » sont filtrés, rapportait Nord-Eclair. Une centaine de policiers sont mobilisés dont trois compagnies de CRS et la brigade anticriminalité (BAC).
    Après une matinée plutôt calme, la situation s’est tendue en début d’après-midi. A la suite d’un départ de feu sur le site, des projectiles ont été lancés sur les CRS par des migrants. Des militants de No Border – 150 personnes, selon la préfecture – ont pris part aux affrontements, a constaté une journaliste de BBC News, qui évoque une « escalade rapide de la violence », et l’usage par la police de gaz lacrymogène et de canons à eau.

    « Intimidation des migrants »

    Les forces de l’ordre ont pour but de « sécuriser » les maraudes sociales censées offrir des solutions d’hébergement aux migrants du bidonville, a indiqué la préfecture du Pas-de-Calais.
    « De nombreux activistes extrémistes ont empêché le bon déroulement de ces opérations : en intimidant les migrants à ne pas accepter les propositions d’hébergement ; en empêchant plusieurs migrants de monter dans un bus à destination d’un centre d’accueil et d’orientation ; en insultant des maraudeurs et en taguant plusieurs de leurs gilets floqués “République française” ».
    Des actes que la préfète Fabienne Buccio, présente sur place, impute à « des activistes pour la plupart britanniques », qui auraient également « empêché des migrants de monter dans les bus [pour se rendre dans les centres d’accueil et d’orientation] alors qu’ils en avaient fait le choix ». Une activiste no border britannique – un mouvement altermondialiste qui lutte pour l’abolition des frontières – a été interpellée lors de cette opération, ont indiqué deux sources policières.
    Alors que les ouvriers sont à l’œuvre, les maraudes sociales continuent, mais les agents de l’État sont désormais accompagnés par des policiers.

    Les « lieux de vie » devraient rester en place

    Le tribunal administratif de Lille a rejeté, le 25 février, le recours des associations qui s’opposaient à l’évacuation de la partie sud du camp de Calais, à l’exception des « lieux de vie » (école, théâtre, centre juridique…) qui devraient rester en place. Près de 1 000 migrants se trouveraient encore dans la moitié sud de la « jungle » selon l’Etat, un chiffre contesté par les associations qui ont procédé au comptage de quelque 3 500 migrants encore sur place, dont 350 mineurs isolés.
    Par ailleurs, la zone nord, qui abrite dans des tentes et cabanes entre 1 100 et 3 500 réfugiés selon les sources, n’est pas concerné par cet ordre de démantèlement.
    Le premier ministre, Manuel Valls, avait assuré le 23 février que l’évacuation prendrait « le temps nécessaire » pour apporter une « réponse humanitaire » aux migrants en quête d’un passage vers la Grande-Bretagne. La préfecture avait confirmé qu’il n’y aurait pas d’expulsions par la force. « On va continuer le travail engagé avec les associations pour convaincre les migrants de partir pour être mis à l’abri » ailleurs que dans la « jungle », selon la même source.
    Une vingtaine de salariés d'une entreprise de travaux publics ont commencé à démonter des abris dès le début de la matinée dans la partie sud du bidonville de Calais, où vivent de 800 à 1 000 migrants selon la préfecture, 3 450 selon les associations.
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    Une vingtaine de salariés d'une entreprise de travaux publics ont commencé à démonter des abris dès le début de la matinée dans la partie sud du bidonville de Calais, où vivent de 800 à 1 000 migrants selon la préfecture, 3 450 selon les associations.
    PASCAL ROSSIGNOL / REUTERS
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JxSí i la CUP ignoren el Parlament i tramitaran les lleis de ruptura Els grups presenten un informe a la Mesa per continuar amb les tres normes

JxSí i la CUP ignoren el Parlament i tramitaran les lleis de ruptura

Els grups presenten un informe a la Mesa per continuar amb les tres normes promulgades per la declaració del 9-N per ponència conjunta amb tots els grups parlamentaris

JxSí i la CUP ignoren el Parlament i tramitaran les lleis de ruptura

Els grups presenten un informe a la Mesa per continuar amb les tres normes

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Junts pel Sí i la Candidatura d'Unitat Popular (CUP) donaran suport al tràmit de les tres lleis independentistes promulgades per la declaració del 9-N per ponència conjunta amb tots els grups parlamentaris a la reunió de la Mesa del Parlament d'aquest dimarts  Els grups independentistes han pactat aquest dilluns a la reunió de coordinació setmanal un document que demà presentaran a la Mesa en què justifiquen la decisió de seguir endavant amb aquesta fórmula, que van qüestionar els juristes del Parlament.
En l'escrit, que actua com un "contrainforme" davant del que van presentar els experts de la cambra a la reunió de la setmana passada, argumenten que es vol limitar la ponència conjunta "presumint un resultat final determinat" i que en qualsevol ponència per redactar lleis la finalitat és "elaborar el text de la proposició sense premissa".
El text respon als juristes que no es pot interpretar de forma literal la premissa de l'article 126 del Reglament del Parlament que "tots els grups han d'estar representats" perquè es pugui desenvolupar una llei per ponència conjunta, perquè això "significaria el dret de veto d'un sol grup respecte d'un procediment legislatiu". Junts pel Sí i la CUP incideixen que amb aquest mecanisme qualsevol partit es pot unir durant l'elaboració de les lleis sobre l'ordenament jurídic, la hisenda i la seguretat social de la hipotètica república encara que al principi no formés part del grup redactor.
"En tot cas el màxim consens és desitjable però no s'estableix com un requisit formal sent l'únic requisit formal el dels dos grups parlamentaris o una cinquena part dels diputats en la seva iniciativa", explica l'informe dels secessionistes, que també responen als juristes que "la creació de la ponència amb el suport de dos grups sol·licitants que representen la majoria de la Cambra -72 diputats- i el suport majoritari de la Mesa no es pot considerar com un fet arbitrari".
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Lula e Dilma estão mesmo se distanciando?

Lula e Dilma estão mesmo se distanciando?

A ausência da presidente Dilma Rousseff na festa de 36 anos do PT e seu apoio a medidas como a reforma da Previdência e a abertura parcial do pré-sal, com controle ainda da Petrobras, alimentam os rumores de que o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores estariam definitivamente rompidos; no entanto, a percepção não bate com os movimentos recentes da presidente Dilma, que já fez duas trocas pedidas por Lula – Jaques Wagner no lugar de Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa no lugar de Joaquim Levy – e deve oficializar a terceira nesta segunda-feira 29, com a saída de José Eduardo Cardozo; o fato concreto é que para um eventual terceiro governo Lula, melhor será encontrar um país com a situação fiscal equacionada; ou seja: mesmo que não apoie publicamente a reforma da Previdência, Lula poderá ser seu beneficiário
247 – Bastou que a presidente Dilma Rousseff não fosse à festa de 36 anos do PT para que diversos analistas políticos especulassem sobre o rompimento das relações entre o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores.
No entanto, se essa tese fosse verdadeira, não faria sentido algum que o ministro José Eduardo Cardozo, um dos mais próximos conselheiros de Dilma, deixasse o comando da Justiça.
Ainda não se sabe quem será seu substituto, mas sempre se soube que Cardozo era um espinho atravessado na garganta do PT e do ex-presidente Lula por, supostamente, não ter controle da Polícia Federal.
Caso se confirme a saída de Cardozo, será a terceira troca de peso no segundo governo Dilma sugerida por Lula. As anteriores foram as substituições de Joaquim Levy por Nelson Barbosa, na Fazenda, e de Aloizio Mercadante por Jaques Wagner, na Casa Civil. E se Dilma e Lula estivessem tão afastados, como se apregoa, nada disso teria acontecido.
Previdência e pré-sal
Os rumores desse eventual distanciamento entre a presidente e seu antecessor se acentuaram depois que ela colocou a reforma da Previdência como prioridade e fez um acordo para que fosse aberta a exploração do pré-sal para empresas estrangeiras, desde que a Petrobras não manifeste interesse pelas áreas. A primeira medida é considerada essencial por economistas de diversas tendências para equacionar a questão fiscal. A segunda é uma demanda da cadeia produtiva do setor de óleo e gás, que entrou em colapso desde a Operação Lava Jato.
Em notas na imprensa, Lula deixou vazar que a abertura do pré-sal foi uma "derrota". Da mesma forma, ele também tem evitado dar declarações em apoio à reforma da Previdência. Mas isso acontece não em razão de um rompimento definitivo com a presidente Dilma. Acontece apenas porque, cada vez mais, Lula se reposiciona como candidato à presidência da República em 2018. Ou seja: enquanto Dilma tem a responsabilidade de governar, Lula não pode perder o apoio de sua militância e de sua base social.
O aparentemente distanciamento, na prática, pode servir para confundir os adversários, ajudando ainda a presidente Dilma a atravessar as turbulências da crise política. Se os dois estivessem mesmo rompidos, Cardozo não estaria deixando o comando da Justiça.
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A força que protege Lula

A força que protege Lula

Ricardo Stuckert / Instituto Lula:
Ao mostrar que Lula é o melhor presidente da história para 37% dos brasileiros, Datafolha mostra que, no centro do maior e mais prolongado escândalo midiático que o Brasil já conheceu, a Lava Jato não foi capaz de cumprir sua missão política real: eliminar Lula e o PT da cena política; é o que afirma o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; “Isso permite prever que novos ataques continuarão, cada vez mais próximos de Lula e Dilma”, diz; “Colocando Lula num patamar altamente competitivo, os 37% mostram que o eleitorado tem uma grande identidade com as conquistas ocorridas no país a partir de 2003, lembrando o risco que o governo Dilma corre quando ameaça se afastar delas”, acrescenta

A força que protege Lula

Ricardo Stuckert / Instituto Lula:
O último DataFolha explica por que, a depender do juiz Sergio Moro, força-tarefa do Ministério Público e da mídia grande, a Operação Lava Jato não irá terminar tão cedo.
Embora já tenha produzido um massacre jurídico-midiático como nunca houve na política brasileira, realizando prisões cinematográficas em ritmo semanal por dois anos consecutivos, seguidas de vazamentos espetaculares destinadas a manter o país com a respiração em suspenso, do ponto de vista do seu alvo político a Lava Jato é um fracasso relativo.
Deixando de lado eufemismos morais e proclamações de tom messiânico, a operação ainda não deu conta de sua missão principal: eliminar o Partido dos Trabalhadores da cena política e, para isso, destruir a personalidade pública de Luiz Inácio Lula da Silva.
Programada para “deslegitimar a classe política”, como Sergio Moro deixa claro no artigo sobre As Mãos Limpas Italiana, a Lava Jato se encontra na metade do caminho, ainda que tenha realizado um desastre político enorme, em grande medida injusto, sem fundamentos jurídicos apropriados pelo Estado Democrático de Direito.
Desse ponto de vista, e imaginando que o país poderá cumprir o calendário eleitoral sem atropelos golpistas, nem Lula nem o PT deveriam ter direito de chegar a 2018 como uma força política-eleitoral expressiva. Mesmo que não seja capaz de vencer a eleição presidencial, este condomínio construído em volta de Lula também poderia reunir r condições de polarizar a resistência a um novo governo, voltado para revogar as conquistas da última década e meia.
Problema: para 37% dos brasileiros, informa Data Folha, Lula continua sendo o melhor presidente que o país já teve, um patamar sem comparação que se encontra a anos-luz de outros antecessores.
É um número ainda mais notável quando se recorda que Lula obteve essa aprovação dias depois da prisão do publicitário João Santana, da retomada de investigações sobre o tríplex, o sítio em Atibaia e outras notícias negativas. É bom sublinhar também que, do ponto de vista técnico, este desempenho – altamente competitivo por qualquer critério político – foi obtido numa pesquisa onde a avaliação era rebaixada artificialmente por um questionário no qual as perguntas se limitavam a apontar pontos negativos.
Como sabe qualquer calouro de sociologia, se o objetivo era apurar como Lula é visto pela maioria dos brasileiros, teria sido indispensável incluir, para uma avaliação mais isenta e adequada, os pontos positivos cumpridos em seus dois mandatos.
Os 37% mostram que a luta não terminou. Neste patamar, nenhum eventual candidato presidencial pode ser desprezado. Nem se pode assegurar que seja porta-voz de um projeto político extinto, que o eleitor não reconhece, não valoriza nem pode reavaliar positivamente em futuro próximo, quando tiver condições de olhar para fatos e argumentos com alguma frieza e liberdade de raciocínio.
É por essa razão, que é possível prever novos ataques, até porque a oposição mostra-se tão frágil, tão carente de raízes reais junto ao eleitorado, que todo cuidado é pouco. Seus principais concorrentes conseguem perder intenções de voto mesmo quando são tratados a pão de ló – o que também se vê no Data Folha.
Não me parece absurdo constatar uma diferença importante. Lula tem caído com ajuda da mídia, da Lava Jato – e também da crise econômica – mas os líderes da oposição são derrubados por méritos próprios.   
Pode-se prever não só novas cargas diretas contra Lula e seu círculo mais próximo, mas também contra  empresários que, de uma forma ou de outra, integraram o tripé socioeconômico que deu sustentação as mudanças ocorridas a partir de 2003, alimentado pela “perspectiva de ganhos mútuos com a ampliação de um mercado de massas – vantajosa para as empresas, para a sustentação eleitoral dos governos Lula-Dilma e para os assalariados em geral, em especial para a parcela superexplorada dos brasileiros,” como argumento na página 19 do livro A Outra História da Lava Jato.
Essa situação contém uma advertência para o governo e seus aliados, também. Os 37% de Lula se explicam por uma identidade política construída a partir de 2003, que a população reconhece e aprova, ainda que, em 2016, esteja enfrentando uma das mais graves recessões de nossa história econômica. Mais do que nunca, cabe ao governo preservar e fortalecer essa identidade, mostrando lealdade as conquistas e direitos obtidos no período.
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Calais Clashes as French authorities pull down homes in 'Jungle' camp Police fire teargas at migrants who threw stones, and shelters set on fire, after authorities dismantle dozens of makeshift shacks in refugee camp EU refugee crisis Teargas fired at refugees on Greece-Macedonia border

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