Opinião · Carta aberta ao derrotado Aécio Neves Já se passaram 36 dias da sua derrota. E nesse período o senhor não fez outra coisa a não ser dar vazão a um ressentimento doentio, apontando o dedo acusador para quem lhe venceu Brasil sobe três posições em ranking global de corrupção


Opinião
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Bepe Damasco, 3/12/14

Já se passaram 36 dias da sua derrota. E nesse período o senhor não fez outra coisa a não ser dar vazão a um ressentimento doentio, apontando o dedo acusador para quem lhe venceu Brasil sobe três posições em ranking global de corrupção

Em uma escala de 0 a 100, em que zero significa muito corrupto e 100 livre de corrupção, o país alcançou nota 43, um ponto a mais do que no ano passado, quando ficou no 72º lugar entre 177 países; esse ano, o Brasil ficou na 69ª posição
3 de Dezembro de 2014 às 09:29

Giselle Garcia - Correspondente da Agência Brasil/EBC O Brasil ficou em 69º lugar entre os 175 países avaliados pelo Índice de Percepção da Corrupção, divulgado hoje (3) pela organização Transparência Internacional, referência mundial no assunto. No ano passado, o país tinha ficado em 72º lugar entre 177 países. O relatório, elaborado desde 1995, é baseado em dados e pesquisas sobre corrupção, fornecidos por diferentes instituições e analisados por especialistas.
Empatados com o Brasil na 69º colocação, estão mais seis países: Bulgária, Grécia, Itália, Romênia, Senegal e Suazilândia. Em uma escala de 0 a 100, em que zero significa muito corrupto e 100 livre de corrupção, o país alcançou nota 43, um ponto a mais do que no ano passado. Nas Américas, o Brasil ficou atrás de países como o Chile e o Uruguai e à frente da Argentina e da Venezuela. Dentre os países que formam o bloco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o índice brasileiro ficou atrás apenas do sul-africano (67°) e à frente do indiano (85º), do chinês (100º) e do russo (136º).
O mau desempenho dos Brics é citado no relatório. "A corrupção em grandes economias não só bloqueia os direitos humanos básicos para os mais pobres como também cria problemas de governança e instabilidade. Economias em desenvolvimento cujos governos se negam a ser transparentes e toleram a corrupção, criam a cultura da impunidade", aponta o documento.
Nenhum dos 175 países avaliados atingiu nota 100 e mais de dois terços ficaram abaixo de 50. Mais uma vez, a Dinamarca lidera o ranking como o país com o menor índice de corrupção no setor público e alcançou nota 92. Em segundo lugar, está a Nova Zelândia, com nota 91. Completando a lista dos cinco primeiros colocados estão a Finlândia em terceiro, a Suécia em quarto, e a Noruega e a Suíça, ambos em quinto lugar.
Em último no ranking estão a Coreia do Norte e a Somália, ambos em 174º, com oito pontos. No relatório, China (nota 36), Turquia (nota 45) e Angola (nota 19) são citados como países que tiveram o pior desempenho em 2014. A China e a Angola perderam quatro pontos, enquanto a Turquia perdeu cinco.
"Escolas mal equipadas, medicamentos falsificados e eleições decididas pelo dinheiro são algumas das consequências de um setor público corrupto. Subornos e esquemas de corrupção não só roubam os recursos dos mais vulneráveis, mas também acabam com a justiça e com o desenvolvimento econômico e destroem a confiança pública no governo e nos líderes políticos", avalia o relatório da Transparência Internacional.
No documento, o caso de corrupção na Petrobrás, no Brasil, e o assassinato de cerca de 40 estudantes por gangues no México, são citado como exemplos da "falta de progresso significativo no combate à corrupção nas Américas". "Esses dois países – em vez de fazer uso positivo de sua influência como líderes geopolíticos – mostram sinais de estagnação e até de atraso ao permitir o abuso de poder e o desvio de recursos em benefício de poucos", analisa Alejandro Salas, diretor da Transparência Internacional para as Américas.
Salas acredita que, para garantir mudança na região, os líderes precisam trabalhar em questões-chave: "acabar com a impunidade, removendo políticos e servidores públicos corruptos do poder e garantindo mecanismos que permitam aos cidadãos denunciar; garantir publicidade e transparência às finanças públicas; reduzir a desigualdade pela incorporação da transparência, para que o investimento social seja direcionado aos que precisam e não por critérios políticos; e criar registros públicos dos proprietários de companhias, para evitar que os corruptos se escondam atrás de companhias secretas, lavando dinheiro e crescendo com a pilhagem de esquemas de corrupção".
O diretor da Transparência Internacional para as Américas também falou sobre a responsabilidade dos cidadãos, que "tendem a se ver como vítimas passivas da corrupção". "Essa passividade é parte do problema e ajuda a explicar o motivo pelo qual a situação não melhora. Não faz sentido deixar as reformas e as ações anticorrupção nas mãos de poucos líderes. É surreal acreditar que aqueles que se beneficiam da corrupção serão os mesmos que vão erradicá-la", enfatizou. Salas pontua que os cidadãos são responsáveis pela corrupção quando pagam propina a um servidor público, quando elegem políticos corruptos e quando agem com apatia e renunciam à sua capacidade de gerar mudanças.
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Cantor Lobão estava entre os barrados na chapelaria Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores


Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores



Rosana Hessel
Publicação: 03/12/2014 11:09 Atualização: 03/12/2014 13:01

Tumulto: manifestantes barrados na chapelaria (Celia Perrone/CB/D.A Press)
Tumulto: manifestantes barrados na chapelaria

O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores. Manifestantes foram impedidos de acessar as galerias e houve tumulto na chapelaria. O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) iniciou os trabalhos sob protestos da oposição por volta das 10h20 - ou seja, 20 minutos após o horário marcado pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros avisou que vai primeiro apreciar os vetos que trancam a pauta para depois analisar o requerimento de recontagem do deputado Mendonça Filho (DEM-PE): "O senhor segura a sua excelência que nós vamos apreciar o seu requerimento".

Polêmico: cantor Lobão flagrado no protesto (Celia Perrone/CB/D.A Press)
Polêmico: cantor Lobão flagrado no protesto
Após a discussão, Renan abriu a recontagem no painel. Às 11h20, havia 188 deputados e 36 senadores no plenário. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) reclamou da ausência de cidadãos nas galerias. 'agora quando é para apagar as digitais da presidente de um crime. baixaram as portas. Baixou o espírito de Hugo Chaves na presidente", disse ele pedindo o encerramento da sessão. "Esse Congresso não é venezuelano", afirmou.

Líder do Democratas na Câmara, Mendonça Filho criticou a violência contra os manifestantes nas galerias de ontem, que acabou interrompendo a sessão para a votação do projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que elimina a meta fiscal do governo federal para 2014, solicitou a verificação de presença porque alegou que não havia quórum para a reabertura hoje.

“Mais uma vez o governo não faz a maioria aparecer e quer ganhar no grito”, disse Mendonça Filho solicitando o encerramento da sessão por falta de quórum mínimo no momento, que são 257 deputados e 41 senadores. Ele apelou para o bom senso de Chinaglia. “Não se contamine com esse autoritarismo, deputado”, emendou.

O deputado petista manteve sua posição alegando que a sessão poderia ser reiniciada porque, ontem, ela não foi encerrada. “O quórum foi conquistado ontem. Como a sessão foi suspensa, ele está mantido. Estamos dando continuidade à sessão de ontem”, alegou. “Nós não temos quórum. Por favor encerre a sessão”, reiterou Mendonça Filho. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também pediu a palavra e reivindicou a recontagem no painel.
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Manifestantes voltam a ser barrados no Congresso, em polêmica votação

 
Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores

Rosana Hessel
Publicação: 03/12/2014 11:09 Atualização: 03/12/2014 13:01

Tumulto: manifestantes barrados na chapelaria (Celia Perrone/CB/D.A Press)
Tumulto: manifestantes barrados na chapelaria

O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores. Manifestantes foram impedidos de acessar as galerias e houve tumulto na chapelaria. O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) iniciou os trabalhos sob protestos da oposição por volta das 10h20 - ou seja, 20 minutos após o horário marcado pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros avisou que vai primeiro apreciar os vetos que trancam a pauta para depois analisar o requerimento de recontagem do deputado Mendonça Filho (DEM-PE): "O senhor segura a sua excelência que nós vamos apreciar o seu requerimento".

Polêmico: cantor Lobão flagrado no protesto (Celia Perrone/CB/D.A Press)
Polêmico: cantor Lobão flagrado no protesto
Após a discussão, Renan abriu a recontagem no painel. Às 11h20, havia 188 deputados e 36 senadores no plenário. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) reclamou da ausência de cidadãos nas galerias. 'agora quando é para apagar as digitais da presidente de um crime. baixaram as portas. Baixou o espírito de Hugo Chaves na presidente", disse ele pedindo o encerramento da sessão. "Esse Congresso não é venezuelano", afirmou.

Líder do Democratas na Câmara, Mendonça Filho criticou a violência contra os manifestantes nas galerias de ontem, que acabou interrompendo a sessão para a votação do projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que elimina a meta fiscal do governo federal para 2014, solicitou a verificação de presença porque alegou que não havia quórum para a reabertura hoje.

“Mais uma vez o governo não faz a maioria aparecer e quer ganhar no grito”, disse Mendonça Filho solicitando o encerramento da sessão por falta de quórum mínimo no momento, que são 257 deputados e 41 senadores. Ele apelou para o bom senso de Chinaglia. “Não se contamine com esse autoritarismo, deputado”, emendou.

O deputado petista manteve sua posição alegando que a sessão poderia ser reiniciada porque, ontem, ela não foi encerrada. “O quórum foi conquistado ontem. Como a sessão foi suspensa, ele está mantido. Estamos dando continuidade à sessão de ontem”, alegou. “Nós não temos quórum. Por favor encerre a sessão”, reiterou Mendonça Filho. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também pediu a palavra e reivindicou a recontagem no painel.
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Fechado a casa do Povo Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar mudança na meta fiscal - 2014 O Congresso Nacional é a casa do povo brasileiro. Fechar a casa do Povo? voltando o passado? - Os primeiros efeitos do AI-5 foram percebidos naquela mesma noite. O Congresso é fechado. 1968

 Os primeiros efeitos do AI-5 foram percebidos naquela mesma noite. O Congresso é fechado. O presidente Juscelino Kubitschek, ao sair do Teatro Municipal do Rio –onde tinha sido paraninfo de uma turma de formandos de engenharia– foi levado para um quartel em Niterói, onde permaneceu preso num pequeno quarto por vários dias, sem roupa para trocar e nada para ler. O governador Carlos Lacerda foi preso no dia seguinte pela PM da Guanabara. Após uma semana em greve de fome, conseguiu ser libertado. Para driblar a censura, o "Jornal do Brasil" tenta dar a dimensão dos acontecimentos na sua seção de meteorologia: "Previsão do tempo:
Tempo negro.
Temperatura sufocante.
O ar está irrespirável.
O país está sendo varrido por fortes ventos.
Máx.: 38º, em Brasília.Mín.:5º, nas Laranjeiras.
(Publicado no Jornal do Brasil, no dia seguinte à decretação do AI-5)
 Os deputados e senadores são eleitos pelo povo, através do voto direto. Os deputados representam o povo brasileiro e são eleitos pelo sistema proporcional. Já os senadores, que representam os estados brasileiros, são eleitos pelo sistema majoritário. Os deputados possuem um mandado de quatro anos, enquanto os senadores de oito anos.

Introdução

O Congresso Nacional é uma instituição política que exerce o Poder Legislativo. É composto pela Câmara dos Deputados (formada pelos deputados federais) e pelo Senado Federal (formada pelos senadores). As principais atividades dos congressistas relacionam-se às funções de legislação e fiscalização dos outros poderes. A sede do Congresso Nacional localiza-se em Brasília, capital do nosso país.
Deputados e Senadores 
Os deputados e senadores são eleitos pelo povo, através do voto direto. Os deputados representam o povo brasileiro e são eleitos pelo sistema proporcional. Já os senadores, que representam os estados brasileiros, são eleitos pelo sistema majoritário. Os deputados possuem um mandado de quatro anos, enquanto os senadores de oito anos.

Principais atribuições e funções do Congresso Nacional:

- Criação e modificação de leis, com sanção do Presidente da República;

- Aprovar e ou modificar projetos de lei com origem no Executivo;

- Convocar plebiscitos e autorizar referendos;

- Autorizar o Presidente da República em atos militares (declaração de guerra ou de paz);

- Analisar os relatórios referentes à execução dos programas de governo do executivo;

- Escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União (TCU);

- Apreciar os atos de concessão e funcionamento de emissoras de televisão e rádio;

- Mudar a sede do Congresso por período temporário;

- Aprovar o estado de defesa ou de sítio em casos de necessidade;

- Estabelecer planos de desenvolvimento nacionais ou regionais (com sanção presidencial);

- Participação na elaboração e funcionamento do sistema tributário (com sanção do Presidente da República);

- Autorizar a exploração de recursos hídricos e minerais em terras indígenas;

- Fiscalizar o cumprimento das regras de funcionamento do Congresso.

Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar meta fiscal

  • Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar meta fiscal

    Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar meta fiscalNa chapelaria, cerca de 50 pessoas levantam cartazes e bandeiras, gritando “queremos entrar” e “abaixo a ditadura”

    País

    Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar mudança na meta fiscal

    Agência Brasil
    Enquanto deputados e senadores tentam consenso no plenário sobre a continuidade ou encerramento da sessão do Congresso iniciada por volta das 10h e convocada para a votação de dois vetos e da PLN 36/2014, as galerias permanecem fechadas e, do lado de fora do Congresso, manifestantes tentam convencer os seguranças a permitir a entrada.
    O PLN 36/2014 altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para retirar a meta de superávit do governo para este ano.
    >> Tumulto nas galerias adia votação de mudança na meta fiscal
    Sessão do Congresso teve tumulto nesta terça-feira
    Sessão do Congresso teve tumulto nesta terça-feira
    De acordo com a Polícia Legislativa, a decisão de barrar a entrada de manifestantes é do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que ontem (2) à noite já havia tentado esvaziar as galerias para impedir os protestos. Parlamentares da oposição reagiram e se juntaram aos manifestantes e a confusão levou Calheiros a suspender a sessão, convocando a reabertura da votação para esta manhã.
    Na chapelaria, entrada principal do Legislativa, cerca de 50 pessoas levantam cartazes e bandeiras, gritando “queremos entrar” e “abaixo a ditadura”.  Os manifestantes começaram há pouco a fazer um apitaço. Policiais militares estão posicionados na entrada da Câmara dos Deputados e do Senado para reforçar a segurança da Polícia Legislativa.
    O deputado Simplício Araújo (SDD- MA) deixou a sessão para tentar tranquilizar os manifestantes, avisando sobre a possibilidade de a votação do projeto ser adiada para a próxima semana. As pessoas, no entanto, mantiveram os gritos de “essa casa é nossa” e “queremos entrar”.  O senador Aécio Neves (PSDB-MG) passou pelo grupo de protesto e foi saudado ao entrar no Congresso.
    Tags: brasil, economia, ORÇAMENTO, renan, votação
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Operação Lava jato » Costa: “O que acontecia na Petrobras, acontece no Brasil inteiro” María Martín São Paulo O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirma que se arrepende de ter aceitado o cargo por indicação política. O também ex-diretor Cerveró nega conhecer esquema de propinas e desvio Operação Lava Jato ‘ressuscita’ os quase extintos doleiros As histórias de ‘Greta Garbo’, o herdeiro e o cardiopata. Operação Lava Jato começou com estranho presente de luxo “Temos os que pagaram. Faltam os que receberam”


 
-Todas as esferas do menor ao maior escalão, eu creio, que exista vantagens pessoais, apenas se houve investigação in loco periodicamente, acha.
Dulce.


 

Costa: “O que acontecia na Petrobras, acontece no Brasil inteiro”

María Martín São Paulo
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirma que se arrepende de ter aceitado o cargo por indicação política. O também ex-diretor Cerveró nega conhecer esquema de propinas e desvio
Paulo Roberto Costa fala durante a CPI da Petrobras. / EVARISTO SA (AFP)

“O que acontecia na Petrobras, acontece no Brasil inteiro”

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirma que se arrepende de ter aceitado o cargo


Paulo Roberto Costa no Congresso por segunda vez. / Agência Brasil

Paulo Roberto Costa, delator do maior escândalo de corrupção do país, compareceu por segunda vez à Comissão Parlamentar de Investigação mista (CPMI) da Petrobras prometendo silêncio, mas acabou pedindo a palavra. Costa afirmou que nunca precisou de apoio político em nenhum dos cargos que ocupou na Petrobras desde 1977, mas ponderou que, desde o Governo Sarney, os altos cargos demandam apoio político. “Infelizmente aceitei uma indicação para ser diretor de abastecimento”, afirmou Costa, nomeado a pedido do Partido Progressista (PP). “Aceitei esse cargo e me deixou aqui onde estou hoje. Estou arrependido e gostaria de não ter feito isso”, disse.
No desabafo, Costa afirmou que assumiu o papel de delator porque sua família lhe questionou: “Por que só você vai pagar por isto?”. “Passei seis meses na carceragem de Curitiba, até que, por ter uma alma mais pura, resolvi fazer a delação de tudo o que acontecia na Petrobras. E não só lá: isso acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, nos aeroportos e nas hidrelétricas. É só pesquisar”, disse Costa no início de sua intervenção.
O engenheiro mecânico e ex-diretor de Abastecimento da petroleira foi convocado para uma acareação com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, a quem teria apontado, durante um dos seus depoimentos prestados em acordo de delação premiada, como beneficiário do esquema com o qual foram desviados 10 bilhões de reais, segundo os cálculos das autoridades judiciais.
Cerveró negou conhecer qualquer esquema de desvio de dinheiro e propinas na petroleira e, portanto, ser beneficiário deles. “Eu desconheço, portanto não existia”, reiterou. O ex-diretor da área Internacional manteve sua defesa de que a compra da refinaria Pasadena nos Estados Unidos foi um "bom negócio" que se "encaixava perfeitamente dentro dos requisitos estratégicos da companhia" e nunca serviu de plataforma para um suposto esquema de propinas.
Diante de perguntas mais especificas sobre o conteúdo dos seus depoimentos no âmbito da operação Lava Jato, Costa repetiu que reafirmava cada uma das suas palavras ditas diante as autoridades judiciais e policiais, mas que não podia entrar em detalhes, por conta do acordo. Assim, à pergunta do solicitante da acareação Enio Bacci (PDT- RS) sobre quantos políticos estariam envolvidos no suposto esquema de propinas Costa respondeu: "Me deixa em uma situação constrangedora, mas digamos que algumas dezenas".
Beneficiário de uma delação premiada que reduzirá sua pena, Costa já prestou, desde agosto, 80 depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público. As delações não são públicas, mas informações vazadas à imprensa registram, entre outras acusações, que 3% do valor dos contratos com empreiteiras eram repassados como propinas a partidos políticos. Outra informação que consta dos depoimentos é que, em 2009, a Casa Civil, então comandada pela hoje presidenta Dilma Rousseff, teve conhecimento por e-mail das supostas irregularidades em algumas obras da Petrobras. Na audiência desta terça-feira, Costa confirmou que enviou o e-mail a pedido da própria Casa Civil, ao contrário da informação publicada pela imprensa, que dava conta de que a mensagem seria indício de insubordinação, já que desconsiderava hierarquias.

Operação Lava Jato começou com estranho presente de luxo

Pedro Cifuentes Curitiba
Policiais revelam que a investigação da Petrobras surgiu do monitoramento de três especialistas em lavagem de dinheiro
  • Assim é Sergio Moro, o juiz que sacode o Brasil

    Investigação na Petrobras começou com um estranho presente de luxo

    Operação Lava Jato surgiu de monitoramento de especialistas em lavagem de dinheiro

    No início, agentes envolvidos nem suspeitavam que apuração levaria ao grande escândalo


    Alberto Youssef chega para depoimento à Justiça em Curitiba, em outubro. / Denis Ferreira Netto (Estadão Conteúdo)
    Na sede regional da Polícia Federal em Curitiba, onde trabalham os agentes que deram início à Operação Lava Jato, o ambiente é de prudente satisfação. “Jamais imaginamos um caso tão grande… Nem em sonho”, admite Marcio Adriano Anselmo, o delegado que iniciou a maior investigação por corrupção na história brasileira. Anselmo tampouco imaginaria que uma modesta investigação contra três especialistas em lavagem de dinheiro, em Brasília e São Paulo, acabaria por conduzi-lo a Londrina (sua cidade natal, a 400 quilômetros de Curitiba), feudo do contrabandista Alberto Youssef, um velho conhecido da PF, cujas confissões acabariam detonando um escândalo de ressonância mundial.
    Há 16 meses, em julho de 2013, Anselmo havia voltado seu foco para Carlos Habib Chater, um doleiro que havia anos operava em Brasília. Chater havia sido recentemente vinculado a um polêmico ex-deputado de Londrina, José Janene (PP-PR), morto em 2010. Mantinha uma rede de lavagem de dinheiro criada por seu pai (preso, como ele, há dois meses), e a PF sabia que fazia contatos em São Paulo com outro doleiro, Raúl Henrique Srour, que havia sido condenado em 2005 na chamada Operação Banestado, mas já terminara de cumprir pena. A partir de agosto, quando a Justiça autorizou escutas telefônicas, descobriu-se também que Chater trocava continuamente mensagens telefônicas sobre suas atividades com um desconhecido. “Era uma operação de pequena para média”, diz Anselmo. “Não tínhamos nem ideia do que iríamos encontrar.”
    A equipe de Anselmo era formada por mais dois agentes. A investigação prosseguiu de forma discreta durante várias semanas. Depois de analisar milhares de operações bancárias, os três policiais vislumbraram um esquema com empresas fantasmas e transferências injustificadas. Avançaram lentamente, até que no começo de outubro o caso teve seu primeiro ponto de inflexão: a pessoa que tantas mensagens trocava com Charter via smartphone era Alberto Youssef, o mesmo especialista em lavagem de dinheiro que, num acordo de colaboração em 2004, havia se livrado de uma pena muito mais longa na Operação Banestado – por coincidência, o primeiro caso financeiro importante julgado pelo jovem juiz Sergio Moro, da 13ª. Vara Criminal Federal de Curitiba.
    “Não podíamos acreditar que fosse Youssef”, conta Anselmo. “Foi um momento inesquecível.” Além de levar o caso para Curitiba, a descoberta significava que o doleiro e contrabandista havia violado seu acordo de delação premiada; estava novamente na ativa. Continuaria em operação o esquema supostamente desbaratado anos antes? A palavra Petrobras, até então, não aparecia nem remotamente no caso. Mas o reaparecimento de Youssef aproximava os policiais de outro foco importante da investigação: a escorregadia figura de Nelma Kodama, “a Dama do Mercado”, influente doleira paulista que, além do mais, era amante de Youssef. Kodama havia se safado do caso Banestado porque “foi a única pessoa a quem Youssef não delatou”, segundo os policiais, “seja por amor ou para que continuasse o negócio”. “Ela sempre havia movimentado grandes quantias de dinheiro, somas muito elevadas vinculadas a grandes comerciantes do setor de importação e exportação. Mas até aquele momento havia conseguido se livrar. […] Era uma pessoa muito complicada, considerava-se inalcançável, mostrava muita confiança em si mesma.”
    “Continuávamos sendo uma equipe muito pequena, mas mesmo assim continuamos puxando o fio”, recorda outro agente. Mas faltavam as provas… “Era possível que se tornasse um caso maior do que o esperado, mas nem isso.” A palavra ‘Petrobras’ só apareceu pela primeira vez nos autos da Operação Lava-Jato em janeiro deste ano. Foi, como tantas vezes, por um descuido: especificamente um presente. Os agentes comprovaram que Youssef acabava de comprar um carro de luxo (300.000 reais) em nome de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa petroleira de capital misto. “Achamos isso muito estranho”, afirma um agente. “O salário de um diretor da Petrobras pode superar os 100.000 reais (40.000 dólares) mensais.” Com um meio-sorriso, Anselmo relembra que “foi aí que a temperatura começou a subir de verdade”. Os policiais se lembraram de que o falecido ex-deputado Janene, sócio de Chater, havia sido o responsável por colocar Paulo Roberto Costa à frente da Diretoria de Abastecimento da empresa, em 2004. E ampliaram o campo de atuação: “Começamos a investigar outras pessoas e, pela primeira vez, compreendemos que podia se tratar de um caso histórico”.
    O carro dado por Youssef a Costa era justificado como sendo o pagamento por supostos “serviços de consultoria”. Havia milhares de notas fiscais por “serviços de consultoria”. Poucas semanas depois, veio à tona uma gigantesca máquina de lavagem de dinheiro. Os suspeitos transferiam somas elevadas ao estrangeiro, usando uma rede com mais de cem empresas de fachada e centenas de contas bancárias que remetiam milhões de dólares para a China e Hong Kong. As companhias, pura cosmética financeira, simulavam importações e exportações com o único propósito de receber e mandar dinheiro, sem comércio algum de produtos ou serviços reais.
    As autoridades judiciais calculam que a quantia desviada chega a 10 bilhões de reais. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes e do desvio de recursos públicos (nesse caso, como seria posteriormente revelado, em obras encomendadas pela Petrobras a grandes empreiteiras, com orçamentos de bilhões de reais, dos quais eram sistematicamente desviados pelo menos 3% em subornos). Posteriormente, e independentemente da origem do dinheiro lavado, os valores eram reintroduzidos no sistema mediante negócios de postos de gasolina, lavanderias e hotéis.
    O chamado Petrolão veio a público em 17 de março, quando a Polícia Federal deteve 24 pessoas (entre eles os doleiros mencionados nesta reportagem) por evasão de divisas em seis Estados. A imprensa brasileira ainda não citava o nome da Petrobras no noticiário. Ele só apareceria três dias depois, quando Paulo Roberto Costa foi detido, após a comprovação de que estava destruindo documentos relativos à sua longa relação com Youssef. Ambos chegaram a um acordo de colaboração com a Justiça e se tornaram delatores em troca de uma redução da pena. “Aí é que o caso explodiu”, admite Anselmo. Os três policiais passaram a ser quinze (cinco delegados e dez agentes). A investigação ganhou proporções gigantescas, com suspeitas crescentes sobre a implicação de altos executivos de empresas e políticos que eram citados nos depoimentos dos arrependidos.
    Youssef, Costa e um diretor da empresa de engenharia Toyo-Setal, Julio Camargo, revelaram a existência de um clube de 13 empreiteiras que dividiam entre si os contratos com a Petrobras. As revelações indicavam que parte do dinheiro pago em subornos durante 10 ou 15 anos se destinava aos cofres de vários partidos políticos. Um duro golpe no establishment empresarial, político (e possivelmente bancário) do Brasil: as construtoras investigadas são responsáveis por oito das dez maiores obras do país. O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, afirmou com preocupação que o caso tem potencial para parar o Brasil, caso as nove maiores empresas sob suspeita sejam finalmente declaradas inidôneas para assinar contratos com o setor público.
    Há pouco mais de duas semanas ocorreu o segundo momento que o delegado Anselmo e sua equipe (e também muitos brasileiros) jamais irão esquecer: a detenção, na sexta-feira, dia 14, de 21 diretores de nove grandes empresas que juntas somavam contratos no valor de 59 bilhões de reais com a maior empresa da América Latina. Batizaram a operação de Juízo Final. O sábado, dia 15, como lembraram com orgulho na sede da PF em Curitiba, era o Dia da República. E no domingo, dia 16, o aniversário da Polícia Federal. Nesse mesmo dia, 16 meses depois de o delegado Anselmo voltar seu foco para a casa de câmbio que Carlos Chater mantinha num posto de gasolina em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff declarou, na Austrália, que a Operação Lava-Jato “poderia mudar o Brasil para sempre”.

“Temos os que pagaram. Faltam os que receberam”

P. C. Curitiba
Agentes envolvidos na Operação Lava Jato aguardam o momento em que as investigações chegarão aos políticos
  • Partidos estimam que até 100 políticos sejam pegos na Lava Jato

    “Temos os que pagaram. Faltam os que receberam”

    Agentes da PF aguardam momento em que as investigações atingirão políticos corruptos


    Depois de 16 meses de investigação, o juiz Sergio Moro acumulou informação suficiente para passar à última fase da Operação Lava Jato: a instauração dos processos contra os políticos que acumularam subornos milionários, muito superiores às quantidades-limite estipuladas para as doações legais a partidos políticos. A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal já receberam a informação do caso e as declarações dos supostos corruptores: é questão de tempo que o surgimento de deputados e senadores (protegidos pelo foro privilegiado) propicie o trânsito parcial da causa a essas instituições radicadas em Brasília. “Temos os que pagaram. Faltam os que receberam”, resume um agente que participa da investigação.
    As ramificações do caso Petrobras já chegaram aos Estados Unidos, onde a petrolífera estatal brasileira também está sendo investigada, e à Suíça, para onde viajaram nesta semana investigadores do caso para auxiliar no rastreamento de ativos ilegais supostamente enviados por Fernando Soares, o ‘Baiano’, citado pelos delatores como operador do PMDB nos subornos da Petrobras. A inquietação entre os partidos políticos já se tornou pública. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou no sábado que os políticos cuja implicação for comprovada serão expulsos da formação. “Temos o compromisso histórico de combater implacavelmente a corrupção”, publicou Falcão na página oficial do partido na internet.
    A Comissão Parlamentar que investiga as irregularidades da empresa estatal (criticada por sua lentidão) assistirá nesta terça-feira à aguardada acareação entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o delator premiado Paulo Roberto Costa, e o ex-diretor de Negócios Internacionais, Nestor Cerveró, acusado pelo primeiro de receber pagamentos ilegais derivados de contratos da empresa. O juiz Moro, enquanto isso, mantém a prisão preventiva dos principais diretores de empreiteiras detidos (que pela legislação brasileira pode se estender até seis meses), à espera de novas revelações e de que continuem a pingar declarações dos presos confessando sua culpa no âmbito de um acordo de colaboração com a Justiça.
    Quando a Polícia Federal de Curitiba procurava um nome para a Operação Lava Jato, um dos candidatos foi ‘Operação Iceberg’. “Tinha um alcance escandaloso, completamente imprevisto”, comenta uma fonte muito próxima do caso. “Os empreiteiros eram só a superfície da trama”, conclui. “Veremos o que acontecerá agora”.
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APÓS TUMULTO » Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores

APÓS TUMULTO »

Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal Falta de quórum volta a causar polêmica em nova sessão sobre meta fiscal O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores
Rosana Hessel
Publicação: 03/12/2014 11:09 Atualização: 03/12/2014 11:39

O Congresso Nacional abriu a sessão desta quarta-feira com o placar de presença da sessão tumultuada de ontem: 424 deputados e 59 senadores. O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) iniciou os trabalhos sob protestos da oposição por volta das 10h20 - ou seja, 20 minutos após o horário marcado pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros avisou que vai primeiro apreciar os vetos que trancam a pauta para depois analisar o requerimento de recontagem do deputado Mendonça Filho (DEM-PE): "O senhor segura a sua excelência que nós vamos apreciar o seu requerimento".

Após a discussão, Renan abriu a recontagem no painel. Às 11h20, havia 188 deputados e 36 senadores no plenário. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) reclamou da ausência de cidadãos nas galerias. 'agora quando é para apagar as digitais da presidente de um crime. baixaram as portas. Baixou o espírito de Hugo Chaves na presidente", disse ele pedindo o encerramento da sessão. "Esse Congresso não é venezuelano", afirmou.

Líder do Democratas na Câmara, Mendonça Filho criticou a violência contra os manifestantes nas galerias de ontem, que acabou interrompendo a sessão para a votação do projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que elimina a meta fiscal do governo federal para 2014, solicitou a verificação de presença porque alegou que não havia quórum para a reabertura hoje.

“Mais uma vez o governo não faz a maioria aparecer e quer ganhar no grito”, disse Mendonça Filho solicitando o encerramento da sessão por falta de quórum mínimo no momento, que são 257 deputados e 41 senadores. Ele apelou para o bom senso de Chinaglia. “Não se contamine com esse autoritarismo, deputado”, emendou.

O deputado petista manteve sua posição alegando que a sessão poderia ser reiniciada porque, ontem, ela não foi encerrada. “O quórum foi conquistado ontem. Como a sessão foi suspensa, ele está mantido. Estamos dando continuidade à sessão de ontem”, alegou. “Nós não temos quórum. Por favor encerre a sessão”, reiterou Mendonça Filho. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também pediu a palavra e reivindicou a recontagem no painel.
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CIDADES// #TOMAVERGONHADEPUTADO» Parlamentares assinam requerimento e blindagem cai na Câmara Legislativa CLDF aprova venda de títulos da dívida ativa Renan Calheiros suspende votação da LDO após confusão ...

 

 âmara aprova projeto que autoriza a venda de títulos da dívida ativa A negociação da dívida foi aprovado em dois turnos pelos distritais, contra a vontade do governador eleito, Rodrigo Rollemberg
Flávia Maia
Arthur Paganini
Publicação: 03/12/2014 07:28 Atualização: 03/12/2014 07:58
Por 15 votos a favor, dois contra e uma abstenção, a Câmara impôs a primeira derrota importante ao governador eleito (Crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Por 15 votos a favor, dois contra e uma abstenção, a Câmara impôs a primeira derrota importante ao governador eleito


O governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), saiu derrotado ontem na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) durante a votação do projeto de lei que cria o Fundo Especial da Dívida Ativa (Fedat). Contrário à proposta, ele se empenhou pessoalmente na derrubada da matéria e enviou o coordenador-geral da transição, Hélio Doyle, para mobilizar deputados contra o texto defendido pelo governador Agnelo Queiroz (PT) e pelo vice Tadeu Filippelli (PMDB). Com 15 votos a favor, dois contra, de Paulo Roriz (PP) e Celina Leão (PDT), além da abstenção de Liliane Roriz (PRTB), o projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos numa tacada só. Para entrar em vigor, depende agora da sanção e da regulamentação para que investidores possam comprar créditos da dívida ativa do GDF.

Para o grupo de Rollemberg, o projeto garante a Agnelo uma ampliação orçamentária capaz de maquiar as contas no fim de sua gestão. Já o Executivo atual sustenta que a medida, além de legal, garante o pagamento das dívidas e o rendimento de juros. Para economistas ouvidos pelo Correio, o projeto pode ser considerado uma manobra contábil para salvar as contas públicas.

Com o Fedat, o GDF vai comercializar com investidores as dívidas de contribuintes e capitalizar dinheiro na tentativa de não entregar a administração no vermelho. São considerados dívida ativa aqueles débitos que os contribuintes têm em aberto com a Secretaria de Fazenda, como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU).

Renan Calheiros suspende votação da LDO após confusão ...


www.correiobraziliense.com.br/.../renan-calheiros-suspende-votacao-da-l...
15 horas atrás - Brasília, 2 de dezembro de 2014 ... A confusão começou durante o pronunciamento na tribuna da senadora Vanessa Grazziotin ... Berzoini, chegou bem cedo ao Plenário e disse que iria acompanhar a votação do PLN 36.Renan Calheiros suspende votação da LDO após confusão com manifestantes A senadora Vanessa Grazziotin declarou ter sido chamada de vagabunda enquanto defendia a presidente Dilma Publicação: 02/12/2014 20:32 Atualização: 02/12/2014 20:49
Um grupo de manifestantes começou a tumultuar a sessão do Congresso Nacional para a votação do projeto de lei que altera a meta fiscal de 2014 na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A confusão começou durante o pronunciamento na tribuna da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), que estava defendendo a presidente Dilma. Foram vaias e xingamentos que acabaram fazendo com que o presidente do Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) suspendesse a sessão, iniciada por volta das 18h25, em função de a senadora declarar ter sido chamada de vagabunda.



Vários parlamentares da oposição foram até a galeria para tentar acalmar os ânimos dos manifestantes e evitar que eles fossem expulsos. “Não houve gritos de xingamento. A palavra de ordem era vá para Cuba”, disse o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que foi um dos que subiu e depois foi até a mesa para evitar que a plateia fosse expulsa.

A expectativa da base é retomar a audiência para a votação do PLN 36. O ministro-chefe das Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Ricardo Berzoini, chegou bem cedo ao Plenário e disse que iria acompanhar a votação do PLN 36. Renan continua aguardando a normalização dos ânimos para reabrir a sessão.
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PML denuncia atentado da oposição à democracia

PML denuncia atentado da oposição à democracia

"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília; de acordo com PML, a oposição mobilizou "arruaceiros para impedir o Congresso de exercer sua soberania para debater e votar proposta de Dilma sobre orçamento"; na prática, tentativas de cassar prerrogativas do Legislativo lembram golpes de Estado e assaltos fascistas ao poder; PML condenou também a atitude de Aécio Neves, que, segundo ele, se afastou das instituições democráticas

3 de Dezembro de 2014 às 07:26

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, avalia que a oposição, liderada pelo PSDB, promoveu ontem um atentado contra a democracia.
"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz ele. "Mobilizando arruaceiros profissionais e voluntários da baderna, engajados numa dessas ONGs cujo nome  parece inspirado em entidades de exilados cubanos da Flórida, parlamentares oposicionistas criaram um ambiente de violência e tumulto nas galerias do Congresso. No final de uma jornada de tensão, conflito e violência, conseguiram  impedir que a maioria dos parlamentares presentes cumprissem seu dever constitucional mais elementar: votar, soberanamente, com os votos recebidos do eleitorado, na proposta que julgassem melhor."
A cena, diz ele, lembrou golpes de estado do passado. "Os brasileiros não têm boa memória daqueles momentos em que deputados e senadores foram impedidos cumprir suas obrigações. Na maioria das vezes, foram cenas que antecederam golpes de Estado. A diferença é que isso costumava ocorrer com a presença intimidadora de soldados pelo Congresso e arredores, numa paisagem ilustrada por tanques e baionetas. Ontem, a coreografia era outra. Lembrava os clássicos assaltos ao poder, de origem fascista, com vocação para atacar instituições democráticas."
PML condena também a atitude de Aécio Neves. "Presente a casa poucos dias depois de ter afirmado que perdeu a eleição para uma “organização criminosa”, Aécio Neves saiu em defesa da baderna. Disse, conforme relato da Folha de S. Paulo: “A população brasileira acordou. As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. E algumas querem vir [ao Congresso]. Nós vamos fechar as galerias?” Com essa postura, o candidato presidencial do PSDB dá um novo passo para se afastar das instituições democráticas."
Leia a íntegra em "Como nos golpes de Estado"
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