Cantora Angela Maria morre aos 89 anos em São Paulo Ela estava internada havia 34 dias no Hospital Sancta Maggiore e foi vítima de uma infecção generalizada


Cantora Angela Maria, candidata a vereadora em São Paulo pelo PTB
 Conhecida como rainha do rádio, Angela Maria fez muito sucesso entre as décadas de 1950 e 1960 (Marlene Bergamo/Folhapress/VEJA)


Conhecida como rainha do rádio, Angela Maria fez muito sucesso entre as décadas de 1950 e 1960 (Marlene Bergamo/Folhapress/VEJA)
A cantora Angela Maria morreu neste sábado à noite, aos 89 anos, em São Paulo. Ela estava internada havia 34 dias no Hospital Sancta Maggiore e foi vítima de uma infecção generalizada.
O marido e empresário da cantora, Daniel D’Angelo, anunciou a morte de Angela Maria em vídeo publicado nas redes sociais.
 Veja também
“Com coração partido, comunico que a minha Abelim Maria da Cunha, a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus. Ela teve uma trajetória de 34 dias no hospital. Estava sofrendo muito. E hoje ela nos deixou”, disse ele.
O corpo da cantora será velado e enterrado neste domingo no Cemitério Congonhas, na zona sul da cidade.
Apelidada de Sapoti, Angela Maria fez muito sucesso entre as décadas de 1950 e 1960. Entre seus sucessos estão as músicas ‘Gente Humilde’, ‘Ave Maria no Morro’ e ‘Lábios de Mel’.
Nascida em Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro, Abelim Maria da Cunha assumiu o nome artístico de Angela Maria e começou a carreira de cantora aos 19 anos, em 1947. Gravou dezenas de sucessos e ganhou o título de “Rainha do Rádio”, graças a eleição na edição de 1954 do tradicional concurso criado pela Associação Brasileira de Rádio. A intérprete se notabilizou como uma representante do gênero samba-canção, que surgiu no Brasil nos anos 1930.
O último álbum de estúdio da artista foi “Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo”, lançado em 2017, pela gravadora Biscoito Fino. Ao longo da carreira, a cantora promoveu parcerias com Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Agnaldo Timóteo, Alcione, Cauby Peixoto, Fafá de Belém, Ney Matogrosso, entre outros. Foi candidata a vereadora da cidade de São Paulo na eleição municipal de 2012, pelo PTB, mas não se elegeu.


(Com Estadão Conteúdo)
copiado  https://veja.abril.com.br/

TCU investiga indicado de Temer à Anvisa por superfaturamento na Funasa

Rodrigo Sérgio Dias no dia em tomou posse como presidente da Funasa, em 25 de abril de 2017

TCU investiga indicado de Temer à Anvisa por superfaturamento na Funasa

Relatório de auditoria preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta o advogado Rodrigo Sérgio Dias, presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entre os responsáveis por irregularidades que ocasionaram um prejuízo de R$ 7,7 milhões à entidade. Dias foi indicado pelo presidente Michel Temer, em 19 de setembro, para uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O advogado ocupa a presidência da Funasa desde abril de 2017, quando foi nomeado ao cargo por indicação do bloco formado à época pelos partidos Podemos (então chamado PTN), Avante (à época, PTdoB) e PSL.
Antes de assumir a presidência da Funasa, Dias já atuava na fundação como diretor de Saúde Ambiental desde setembro de 2016, nomeado pelo então ministro da Saúde, Ricardo Barros, do PP. O advogado é primo do ministro das Cidades, Alexandre Baldy (Podemos), e de Elsinho Mouco, marqueteiro de Temer.
Dispêndio
A auditoria do TCU analisou três contratos de serviços de Tecnologia da Informação (TI), firmados com a Funasa em 2016 e em 2017, e chegou à soma de R$ 12,2 milhões em perdas. Mas Dias é responsabilizado por apenas um desses contratos.
Trata-se de um contrato de R$ 8 milhões com a empresa Linkcon para a implantação de uma plataforma eletrônica na Funasa para gestão de processos e documentos. Segundo relatório do ministro do TCU Augusto Sherman Cavalcanti, com data de 19 de setembro, as irregularidades decorreram de preços excessivos, pagamento por serviços não prestados e pagamento em duplicidade.
A equipe de auditores concluiu que 96,9% do valor do contrato foram superfaturados. Dias é responsabilizado por ter aprovado o empenho (reserva de recurso para gastos específicos) e a execução do contrato em que havia sido apontado o superfaturamento.
O relatório indica ainda agravantes na conduta do presidente da Funasa. Segundo o documento, Dias foi alertado duas vezes pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre os erros que cometia e, mesmo assim, decidiu seguir em frente; publicou portaria para tornar urgente a implementação do sistema eletrônico; e tinha conhecimento de que a plataforma já havia sido implantada na fundação antes da contratação.
A Funasa divulgou uma nota (leia a íntegra) informando que os processos foram suspensos e enviados para análise de uma comissão técnica independente. A assessoria da fundação afirmou ao Congresso em Foco que Rodrigo Sérgio Dias não é alvo de qualquer investigação do TCU, mesmo diante das citações formais do advogado no relatório preliminar.
“Ele é apenas o ordenador de despesas do órgão. O que está sendo feito é uma tomada de contas especial, ainda em fase inicial, para checar a regularidade do processo. Por precaução, inclusive, a direção da Funasa afastou o responsável pela área e já iniciou uma apuração interna”, argumentou a assessoria.
Ontem (quinta, 27), o TCU divulgou nota ressaltando que a decisão sobre o relatório de auditoria é preliminar e trata de indícios de irregularidades que ainda serão objeto de contraditório e ampla defesa. A nota diz também que a decisão “determinou, entre outras medidas, a autuação de tomada de contas especial e a realização de citação e audiência dos responsáveis”.
“Graves impropriedades”
O Congresso em Foco também teve acesso a um relatório preliminar da Controladoria-Geral da União (CGU), datado de julho de 2018, sobre auditoria anual de contas realizada na Funasa. Auditores avaliaram atos de gestão praticados em 2017 e indicaram “graves impropriedades” nos processos de gestão de compras e aquisições analisados.
“Dentre outras conclusões, foram apontadas ausência de planejamento das contratações, direcionamento na escolha dos vencedores do processo licitatório, realização de pagamentos indevidos ou não pactuados, bem como foram apurados prejuízos financeiros decorrentes da execução dos contratos firmados”, conclui o documento.
Além de examinar a contratação de serviços de TI, analistas da CGU também identificaram problemas na locação do prédio que sedia a fundação, na região central de Brasília, entre eles “prejuízos financeiros decorrentes de locação de área maior que a necessária para a instalação da sede da presidência da Funasa; realização de pagamentos indevidos por espaços não disponibilizados pela empresa locadora; e utilização indevida de laudo de avaliação do valor locativo relativo a locação realizada por outro órgão”.
sede da FunasaSede da Funasa em Brasília: até a locação do prédio é alvo de investigação - Foto: Divulgação / Grupo Paulo Octávio
Segundo o documento, os problemas detectados acarretaram diversos prejuízos aos cofres públicos. Os auditores recomendam apuração da responsabilidade dos agentes pelas irregularidades e adoção de medidas para recuperar os recursos federais empregados indevidamente.
Sobre a avaliação preliminar da CGU, a Funasa ainda não se manifestou.
Agressão contra mulher
Em 2014, Dias foi preso em flagrante por agressão à sua ex-mulher. O advogado responde a um processo por lesão corporal desde fevereiro de 2017. Em nota (leia a íntegra), ele nega as acusações.
“O processo citado ainda está em fase de instrução. Apesar de se encontrar em uma fase inicial, já foram colhidas provas periciais, laudos de corpo de delito e filmagens, que atestam a total inocência de Rodrigo Dias”, afirma.
Um grupo de servidoras da Anvisa, chamado “Nós por Elas – Rede de Mulheres da Anvisa”, manifestou-se por meio de nota contra a indicação de Dias para a agência reguladora. “Nos preocupa muito que nesse contexto de naturalização de discursos francamente machistas não pareça existir preocupação da Presidência da República na indicação de um réu nesse tipo de processo [por agressão à ex-mulher].”
A Associação dos Servidores da Anvisa (Univisa) teve acesso ao relatório do TCU e encaminhou o conteúdo aos senadores que integram a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A CAS é responsável por sabatinar indicados às chefias das agências reguladoras.
Em nota, a Univisa pede que a Presidência da República reveja a indicação ou que o Senado rejeite o nome de Rodrigo Sérgio Dias para a diretoria da Anvisa. “Não se trata de um ataque pessoal ao candidato ou ao governo, mas na defesa técnica, ética e da boa governança da Anvisa”, declara.
Outro lado
Por outro lado, um grupo de mulheres servidoras da Funasa divulgou uma moção de apoio a Rodrigo Sérgio Dias, com alguns depoimentos sobre o trabalho do advogado na atual gestão da fundação.
A nota afirma que Dias “tem demonstrado zelo, responsabilidade e profissionalismo na condução da missão institucional que é levar saneamento básico e saúde ambiental aos menos favorecidos”. Diz ainda que ele tem “um cuidado especial com as mulheres que integram a equipe de colaboradores que levam a Funasa a atingir suas metas e objetivos”.
Procurado pelo Congresso em Foco, o Planalto disse que não vai comentar o assunto. A presidente da CAS, senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), também foi procurada para comentar, mas até a publicação desta reportagem não enviou resposta.

copiado  https://congressoemfoco.uol.com.br

Distensión entre Merkel y Erdogan pese a "profundas diferencias" entre sus países

Distensión entre Merkel y Erdogan pese a "profundas diferencias" entre sus países

AFP / Odd Andersen El presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, saluda a su llegada al aeropuerto de Tegel, el jueves 27 de septiembre en Berlín
La canciller alemana Angela Merkel y el presidente turco Recep Tayyip Erdogan rebajaron este jueves las tensiones entre sus dos países, aunque persisten "profundas diferencias" por la cuestión de los derechos humanos y la libertad de prensa en Turquía.
El único anuncio concreto tras el encuentro entre ambos fue la posible celebración en octubre de una cumbre sobre Siria, centrada en el último bastión rebelde de Idlib, con la participación de Rusia, Turquía, Alemania y Francia.
Turquía y Alemania, donde Erdogan efectúa una visita de Estado hasta el sábado, salen de dos años de discordias. Desde el fallido golpe de 2016 contra Erdogan, Ankara reprocha a Berlín su escaso apoyo.
Las autoridades alemanas critican la deriva represiva en Turquía o el espionaje a opositores turcos en territorio alemán.
Aún hay "profundas diferencias", admitió claramente Merkel tras la reunión, aludiendo a la libertad de prensa y la situación de derechos humanos.
Pero la canciller, en un contexto de distensión entre los dos países, destacó también los intereses comunes con Ankara.
"Tenemos muchas cosas que nos unen" dijo Merkel, quien destacó el "gran significado" de la visita de Erdogan a Alemania, donde residen tres millones de habitantes de nacionalidad u origen turco.
- 'Economía estable' -
Con 7.500 empresas alemanas basadas en Turquía, Berlín necesita una "economía turca estable", explicó Merkel, en momentos en que Turquía está golpeada por una aguda crisis y la caída de su moneda.
Erdogan se felicitó de que esta visita permita fijar nuevas bases: "Hemos llegado a un consenso para reactivar los mecanismos de cooperación".
Pero el presidente turco eludió las preguntas de los periodistas sobre sus declaraciones de 2017 sobre supuestas "prácticas nazis" del gobierno alemán o sobre el fracaso de la candidatura turca al Euro-2024 de fútbol, atribuido el jueves a Alemania.
Merkel destacó que Alemania y Turquía, ambos miembros de la OTAN, tienen intereses comunes para luchar contra el terrorismo y evitar un nuevo flujo de migrantes procedentes de Siria. Turquía y Alemania acogen entre los dos a varios millones de refugiados sirios.
Erdogan, con poderes ampliados desde el inicio de su nuevo mandato en julio, se había entrevistado por la mañana con el presidente alemán Frank-Walter Steinmeier, en su residencia del castillo de Bellevue, donde recibió honores militares.
El presidente alemán aludió al tema de los presos "políticos" detenidos en Turquía, entre ellos cinco alemanes.
AFP / John MacDougall El presidente alemán, Frank-Walter Steinmeier (dcha), recibe a Recep Tayyip Erdogan frente al castillo presidencial de Bellevue, este viernes 28 de septiembre en Berlín
Varios grupos turcos y kurdos opuestos a Erdogan tienen previsto manifestarse el viernes en Berlín, y el sábado en Colonia, donde el presidente turco inaugurará una mezquita.
- 'No es suficiente' -
En la conferencia de prensa de Merkel y Erdogan, un hombre que llevaba una camiseta con la inscripción "Libertad para los periodistas" fue evacuado sin contemplaciones.
Erdogan confirmó que desea la extradición del periodista y crítico del poder turco, Can Dündar, exilado en Alemania, a quien acusa de ser un "agente" que divulgó "secretos de Estado". Fue condenado a cinco años de prisión en Turquía.
Durante una cena celebrada en honor a Erdogan, a la que no asistieron varios responsables políticos, incluida la canciller, el presidente turco volvió a abordar el caso de Dündar, lanzando una dura crítica contra Alemania.
"Cuando hay periodistas implicados en actos terroristas y que un tribunal turco los condena, ¿cómo se les puede defender?", declaró.
Horas antes, Merkel se había negado nuevamente a considerar a los partidarios del predicador Fethullah Gülen como una "organización terrorista", como lo desea Turquía, que los acusa de haber fomentado el fallido golpe de Estado de 2016. Gülen desmiente esas acusaciones.
"Tomamos en serio las informaciones de Turquía (...) pero no es suficiente", dijo la canciller, después de que Erdogan denunciara la presencia en Alemania de "centenares" de militantes pro-Gülen.

  copiado      https://www.afp.com

China y Rusia denuncian "chantaje" al exponer en la ONU sus desacuerdos con EEUU

China y Rusia denuncian "chantaje" al exponer en la ONU sus desacuerdos con EEUU

AFP / Don EMMERT El ministro de Relaciones Exteriores de China, Wang Yi, habla en la 73ª sesión de la Asamblea General en las Naciones Unidas en Nueva York el 28 de septiembre de 2018.
China y Rusia denunciaron el viernes prácticas de "chantaje" en la escena internacional, en velados cuestionamientos al presidente estadounidense Donald Trump, al exponer en la ONU sus desaveniencias con Estados Unidos en múltiples temas.
Días después de que Trump impusiera aranceles a importaciones chinas por valor de 200.000 millones de dólares, Wang prometió en la Asamblea General de las Naciones Unidas que Pekín resistirá.
"China no será chantajeada ni cederá ante la presión", dijo ante la guerra comercial entre Washington y Pekín.
El ministro ruso de Asuntos Exteriores, Serguéi Lavrov, aprovechó el mismo podio para condenar a los países que recurren al "chantaje político, la presión económica y la fuerza bruta" para impedir el surgimiento de potencias rivales.
Trump forjó una buena relación con el presidente chino Xi Jinping, pero fue señalado de ser demasiado blando con su homólogo ruso, Vladimir Putin.
Pero las relaciones de Washington con Pekín y con Moscú se deterioraron en los últimos meses, algo que quedó aún más en evidencia en la Asamblea General, la reunión diplomática anual más importante del mundo.
Wang consideró que las tensiones son naturales entre dos grandes países y negó que Pekín busque destronar a Estados Unidos como primera potencia mundial.
"Pueden producirse varias fricciones y esto no es sorprendente, y tampoco es motivo de pánico", dijo Wang en un centro de análisis en Nueva York, poco antes de hablar en la ONU.
Pero su discurso ante la Asamblea General repudió la política exterior de "Estados Unidos Primero" de Trump, la cual el mismo mandatario estadounidense defendió en un combativo discurso el martes en la ONU.
- "Campeón del multilateralismo"-
Wang se refirió a Pekín como un "campeón del multilateralismo", cuando Estados Unidos es criticado por su actual enfoque unilateral en los asuntos mundiales.
"Necesitamos reemplazar la confrontación por la cooperación y la coacción por la consulta. Debemos mantenernos unidos como una gran familia en lugar de formar círculos cerrados", dijo.
Con su característica franqueza, Trump dijo el miércoles que ya no puede considerar a Xi como un amigo, tras acusar a Pekín de interferir en la política estadounidense y de buscar su derrota en las elecciones legislativas de noviembre por su dura política comercial.
Con los aranceles estadounidenses que entraron en vigor a principios de esta semana, más de 250.000 millones de dólares en productos chinos están afectados, lo cual es cerca de la mitad de las exportaciones de China a Estados Unidos.
Wang también negó rotundamente que China esté robando tecnología de compañías estadounidenses, una afirmación que desencadenó las medidas comerciales estadounidenses.
"Esto simplemente no es verdad, esperamos que paren esas acusaciones falsas", dijo en el Consejo de Relaciones Exteriores.
El gobierno estadounidense dice que China se aprovecha de la tecnología de manera más indirecta, al exigir a las compañías extranjeras que se alíen con firmas locales para ingresar al mercado más poblado del mundo.
AFP / Angela Weiss El ministro de Asuntos Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, habla durante la 73ª sesión de la Asamblea General en las Naciones Unidas en Nueva York el 28 de septiembre de 2018.
Como Wang, el canciller ruso no mencionó a Trump por su nombre, pero quedaron pocas dudas sobre a quién se refería cuando denunció a "poderes" que promueven "enfoques unilaterales egoístas".
- "Fuerza bruta" -
"Estos poderes no dudan en utilizar cualquier método, incluido el chantaje político, la presión económica y la fuerza bruta", dijo Lavrov a la asamblea.
El ministro ruso lamentó que se estén lanzando "ataques" contra el proceso de paz de Medio Oriente, el acuerdo nuclear de Irán, los acuerdos comerciales bajo la Organización Mundial del Comercio y el pacto climático de París.
"Estamos observando una embestida de revisionismo beligerante contra el sistema moderno de derecho internacional", dijo.
Las relaciones entre las potencias occidentales y Rusia han sido tensas con la guerra en Siria, en el que Moscú apoya a las fuerzas del presidente Bashar al Asad.
Lavrov dijo que la comunidad internacional y las agencias de la ONU deben hacer que el regreso de los refugiados a Siria sea "una prioridad", en momentos en que Rusia impulsa que se destine ayuda para la reconstrucción de su aliado.
Rusia y Estados Unidos también están en desacuerdo sobre el pacto nuclear de Irán, aunque los principales aliados de Estados Unidos, Francia y Reino Unido, también han prometido defender el acuerdo que Trump abandonó en mayo.
Las relaciones con Alemania, otro aliado clave de Estados Unidos y signatario del acuerdo con Irán, también han sido tensas en los últimos meses.
En su discurso ante la ONU, el ministro de Exteriores alemán, Heiko Maas, cuestionó la política proteccionista de Trump de "Estados Unidos Primero".
Las Naciones Unidas "progresan en nuestra promesa común de 'juntos primero'", dijo Maas, cuyo partido de centroizquierda es un socio menor en la coalición de la canciller Angela Merkel.

 copiado      https://www.afp.com

Trump ordonne une enquête complémentaire du FBI sur le juge Kavanaugh

Trump ordonne une enquête complémentaire du FBI sur le juge Kavanaugh

AFP / Jose Luis Magana Des opposants à la nomination du juge Brett Kavanaugh manifestent devant le bâtiment de la Cour suprême américaine à Washington le 27 septembre 2018
Sous la pression grandissante au sein même des rangs républicains, Donald Trump a ordonné vendredi l'ouverture d'une enquête du FBI sur son candidat à la Cour suprême, accusé d'agressions sexuelles, repoussant de fait le vote très attendu au Sénat américain sur la confirmation de Brett Kavanaugh.
Le magistrat autour duquel s'est cristallisée une intense controverse cette semaine a indiqué accepter de coopérer.
Cette décision ponctue une journée d'intense bras de fer et de rebondissements au Capitole autour de la confirmation du juge Kavanaugh, 53 ans, et laisse planer l'incertitude sur son accession à la plus haute juridiction du pays.
Les démocrates demandaient depuis des jours une enquête du FBI sur les accusations de Christine Blasey Ford, 51 ans, qui affirme que M. Kavanaugh a tenté de la violer lorsqu'ils étaient lycéens.
Son témoignage poignant devant les sénateurs jeudi a ému une grande partie des Américains, les autres prenant le parti du juge, dans un pays profondément polarisé. Brett Kavanaugh a nié catégoriquement toutes les accusations le visant devant les mêmes sénateurs.
"J'ai ordonné au FBI de mener une enquête complémentaire" sur M. Kavanaugh qui ne devra pas prendre plus d'une semaine, a déclaré Donald Trump dans un communiqué. Il avait plus tôt de nouveau assuré Brett Kavanaugh de son soutien.
Les investigations seront "limitées aux accusations plausibles" portées contre le juge conservateur, a annoncé la commission judiciaire du Sénat.
C'est finalement un sénateur républicain clé pour l'issue du vote, Jeff Flake, qui est parvenu à forcer l'ouverture d'une enquête.
Dotés d'une très courte majorité au Sénat, à 51 contre 49, les républicains ne peuvent se permettre de perdre qu'une seule voix. Or Jeff Flake, sénateur modéré et très critique de Donald Trump, avait semblé dans l'après-midi conditionner son vote final en faveur de Brett Kavanaugh à la tenue de cette enquête.
- Enjeux cruciaux -
Plus tôt vendredi, M. Kavanaugh a reçu le feu vert de la commission judiciaire, dont les 21 membres ont voté strictement selon leur affiliation politique pour le recommander au vote en séance plénière de la chambre haute du Congrès.
Mais avant de voter "oui", le républicain Jeff Flake avait exigé l'ouverture d'une enquête. "Le pays est en train de se déchirer et nous devons nous assurer d'une procédure en bonne et due forme", a-t-il déclaré.
AFP / SAUL LOEB Des manifestants contre le juge Brett Kavanaugh au Sénat américain, le 28 septembre 2018
C'est dans un climat extraordinaire de vives tensions politiques et d'émotions que s'est déroulé vendredi le vote de la commission judiciaire.
Les enjeux sont cruciaux. Sous le coup de plusieurs accusations d'agressions sexuelles mais aussi perçu comme profondément ancré à droite, Brett Kavanaugh pourrait faire basculer du côté conservateur la haute cour, dont les juges sont nommés à vie.
Le Sénat a le dernier mot sur les nominations présidentielles à cette instance, arbitre des questions de société les plus épineuses comme le droit à l'avortement, le mariage homosexuel ou la régulation des armes à feu.
Devant la Cour suprême, non loin du Sénat, des dizaines de manifestants anti-Kavanaugh se sont rassemblés. Parmi eux, la musicienne Joan Baez a prononcé un discours et chanté.
- Sénateurs décisif -
AFP / Eric BARADAT La chanteuse Joan Baez dans une manifestation contre Brett Kavanaugh devant la Cour suprême américaine le 28 septembre 2018
Un grand suspense demeure sur le vote d'une poignée de sénateurs qui pourraient faire basculer la confirmation de Brett Kavanaugh.
Parmi eux, Jeff Flake avait annoncé dès vendredi matin qu'il voterait oui, avant d'être pris à partie dans les couloirs du Sénat par des femmes indignées.
"Vous me dites que mon agression ne compte pas, que ce qui m'est arrivé ne compte pas et que vous laissez les gens qui font ces choses accéder au pouvoir", a lancé l'une d'elles.
Visiblement affecté par ces échanges, et après des conciliabules avec ses collègues démocrates et républicains, il a demandé le report du vote.
Une demande applaudie par deux autres républicaines au vote incertain, Lisa Murkowski et Susan Collins, ainsi qu'un des démocrates qui pourraient au contraire voter en faveur du juge Kavanaugh, Joe Manchin.
POOL/AFP / SAUL LOEB Christine Blasey Ford et Brett Kavanaugh lors de leurs auditions devant la commission judiciaire du Sénat américain, à Washington le 27 septembre 2018
Du côté des démocrates, un sénateur élu dans les terres pro-Trump de l'Indiana et jouant sa difficile réélection, Joe Donnelly, a annoncé vendredi qu'il voterait contre Brett Kavanaugh. Face à une équation similaire, Joe Manchin et une autre démocrate, Heidi Heitkamp, réservent encore leur décision. Ils avaient tout trois voté pour le précédent candidat de Donald Trump à la Cour suprême, Neil Gorsuch.
A un peu plus d'un mois d'élections parlementaires cruciales, ces élus s'inquiètent d'une posture potentiellement coûteuse sur le plan électoral, à une époque d'une prise de conscience accrue des violences faites aux femmes.
copiado      https://www.afp.com

Trump orders FBI probe of Kavanaugh as Senate delays final vote

Trump orders FBI probe of Kavanaugh as Senate delays final vote

POOL/AFP / SAUL LOEB Christine Blasey Ford delivered emotional testimony about the assault she says she suffered at the hands of Supreme Court nominee Brett Kavanaugh 36 years ago, but the federal judge firmly denied the allegations
US President Donald Trump ordered a new FBI investigation into sexual assault allegations against his Supreme Court pick Friday, as the Senate delayed a vote on Brett Kavanaugh's nomination to make way for the probe.
After a dramatic day-long hearing at which a university professor accused Kavanaugh of pinning her down and assaulting her at a party in the 1980s, the Senate Judiciary Committee earlier Friday approved his nomination in a preliminary vote along party lines.
But committee chair Chuck Grassley then bowed to intense pressure from inside and outside Congress and announced he was asking Trump to order the new background review that "must be completed no later than one week from today."
AFP / Brendan Smialowski Senate Judiciary Committee Chairman Chuck Grassley calls for the White House to order a new FBI investigation into sexual assault allegations against Supreme Court nominee Brett Kavanaugh
Trump, who repeatedly blasted Democratic opposition to Kavanaugh as a political "con-job," agreed.
"I've ordered the FBI to conduct a supplemental investigation to update Judge Kavanaugh's file. As the Senate has requested, this update must be limited in scope and completed in less than one week," the president said in a statement.
- Threat to break ranks -
Trump's order and the decision to put off a final vote came after a key Republican senator, Jeff Flake, threatened to break ranks with his party because of the clouds hanging over Kavanaugh's head.
At least three women have now accused the 53-year-old conservative judge of sexual misconduct while drunk, as a high school and later a university student.
AFP / SAUL LOEB US Senator Kirsten Gillibrand, Democrat of New York, speaks alongside US Senator Kamala Harris (R), Democrat from California, as demonstrators protest against Judge Brett Kavanaugh's nomination outside the US Supreme Court
Democrats have repeatedly demanded those charges be assessed by the Federal Bureau of Investigation to determine if he is suitable for the lifetime high court appointment.
Flake's stunning 11th-hour move played out on national television amid heated partisan debate and raucous protests in the halls of the Capitol, where one woman cornered the Arizona senator in an elevator demanding he oppose Kavanaugh, citing her own experience with sexual assault.
"This country's being ripped apart," said Flake. "And we have to ensure that we do due diligence here."
His move earned the endorsement of another Republican seen as wavering on the nomination, Lisa Murkowski.
With the Republicans holding a narrow 51-49 majority in the Senate, that placed pressure on Trump to order the FBI probe.
- Tense showdown in Congress -
AFP / AFP The make-up of the US Supreme Court as President Donald Trump's nominee Brett Kavanaugh faces sexual assault allegations before the US Senate
Republicans see Kavanaugh as pivotal to their gaining control of the nine-member Supreme Court bench.
Trump nominated him to replace Anthony Kennedy, who for years was a swing vote between four conservative and four liberal justices.
Some conservatives hope Kavanaugh's appointment could lead to a reversal of the court's protection for women's abortion rights and for "affirmative action" programs supporting minorities in schools and jobs.
With the stakes so high, the Judiciary Committee's preliminary vote took place amid extraordinary tension. Kavanaugh's supporters and opponents squared off furiously in hearing rooms and protestors crowded the hallways of Congress chanting "November is coming!" -- a reference to the upcoming midterm elections.
"Don't look away from me! Look at me and tell me that it doesn't matter what happened to me, that you'll let people like that go to the highest court in the land," one weeping woman berated Flake as he made his way to the committee room.
The panel vote split along strict party lines with the 11 Republican members backing Kavanaugh and all 10 Democrats opposing him.
- Emotional hearing -
The vote came a day after 51-year-old university professor Christine Blasey Ford described over four hours how she says Kavanaugh assaulted her 36 years ago and how it traumatized her for decades after.
Blasey Ford said she was "100 percent" certain that a drunken Kavanaugh, along with his friend Mark Judge, were the ones that attacked her at a high school party in suburban Maryland in 1982.
After Blasey Ford's testimony, Kavanaugh hit back furiously, categorically denying the assault took place and accusing Democrats of destroying his reputation for political reasons.
"This whole two-week effort has been a calculated and orchestrated political hit fueled with apparent pent-up anger about President Trump and the 2016 election," he said. "This is a circus."
The new FBI probe will likely include interviewing accusers and witnesses that the committee had refused to hear. The other person named by Blasey Ford as having taken part in her attack, Kavanaugh's school friend Judge, said Friday he was willing to be interviewed by the FBI.
Kavanaugh meanwhile issued a statement saying he had done "everything" requested of him and would "continue to cooperate."
copiado  https://www.afp.com/en/

China y Rusia denuncian "chantaje" al exponer en la ONU sus desacuerdos con EEUU

China y Rusia denuncian "chantaje" al exponer en la ONU sus desacuerdos con EEUU

AFP / Don EMMERT El ministro de Relaciones Exteriores de China, Wang Yi, habla en la 73ª sesión de la Asamblea General en las Naciones Unidas en Nueva York el 28 de septiembre de 2018.
China y Rusia denunciaron el viernes prácticas de "chantaje" en la escena internacional, en velados cuestionamientos al presidente estadounidense Donald Trump, al exponer en la ONU sus desaveniencias con Estados Unidos en múltiples temas.
Días después de que Trump impusiera aranceles a importaciones chinas por valor de 200.000 millones de dólares, Wang prometió en la Asamblea General de las Naciones Unidas que Pekín resistirá.
"China no será chantajeada ni cederá ante la presión", dijo ante la guerra comercial entre Washington y Pekín.
El ministro ruso de Asuntos Exteriores, Serguéi Lavrov, aprovechó el mismo podio para condenar a los países que recurren al "chantaje político, la presión económica y la fuerza bruta" para impedir el surgimiento de potencias rivales.
Trump forjó una buena relación con el presidente chino Xi Jinping, pero fue señalado de ser demasiado blando con su homólogo ruso, Vladimir Putin.
Pero las relaciones de Washington con Pekín y con Moscú se deterioraron en los últimos meses, algo que quedó aún más en evidencia en la Asamblea General, la reunión diplomática anual más importante del mundo.
Wang consideró que las tensiones son naturales entre dos grandes países y negó que Pekín busque destronar a Estados Unidos como primera potencia mundial.
"Pueden producirse varias fricciones y esto no es sorprendente, y tampoco es motivo de pánico", dijo Wang en un centro de análisis en Nueva York, poco antes de hablar en la ONU.
Pero su discurso ante la Asamblea General repudió la política exterior de "Estados Unidos Primero" de Trump, la cual el mismo mandatario estadounidense defendió en un combativo discurso el martes en la ONU.
- "Campeón del multilateralismo"-
Wang se refirió a Pekín como un "campeón del multilateralismo", cuando Estados Unidos es criticado por su actual enfoque unilateral en los asuntos mundiales.
"Necesitamos reemplazar la confrontación por la cooperación y la coacción por la consulta. Debemos mantenernos unidos como una gran familia en lugar de formar círculos cerrados", dijo.
Con su característica franqueza, Trump dijo el miércoles que ya no puede considerar a Xi como un amigo, tras acusar a Pekín de interferir en la política estadounidense y de buscar su derrota en las elecciones legislativas de noviembre por su dura política comercial.
Con los aranceles estadounidenses que entraron en vigor a principios de esta semana, más de 250.000 millones de dólares en productos chinos están afectados, lo cual es cerca de la mitad de las exportaciones de China a Estados Unidos.
Wang también negó rotundamente que China esté robando tecnología de compañías estadounidenses, una afirmación que desencadenó las medidas comerciales estadounidenses.
"Esto simplemente no es verdad, esperamos que paren esas acusaciones falsas", dijo en el Consejo de Relaciones Exteriores.
El gobierno estadounidense dice que China se aprovecha de la tecnología de manera más indirecta, al exigir a las compañías extranjeras que se alíen con firmas locales para ingresar al mercado más poblado del mundo.
AFP / Angela Weiss El ministro de Asuntos Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, habla durante la 73ª sesión de la Asamblea General en las Naciones Unidas en Nueva York el 28 de septiembre de 2018.
Como Wang, el canciller ruso no mencionó a Trump por su nombre, pero quedaron pocas dudas sobre a quién se refería cuando denunció a "poderes" que promueven "enfoques unilaterales egoístas".
- "Fuerza bruta" -
"Estos poderes no dudan en utilizar cualquier método, incluido el chantaje político, la presión económica y la fuerza bruta", dijo Lavrov a la asamblea.
El ministro ruso lamentó que se estén lanzando "ataques" contra el proceso de paz de Medio Oriente, el acuerdo nuclear de Irán, los acuerdos comerciales bajo la Organización Mundial del Comercio y el pacto climático de París.
"Estamos observando una embestida de revisionismo beligerante contra el sistema moderno de derecho internacional", dijo.
Las relaciones entre las potencias occidentales y Rusia han sido tensas con la guerra en Siria, en el que Moscú apoya a las fuerzas del presidente Bashar al Asad.
Lavrov dijo que la comunidad internacional y las agencias de la ONU deben hacer que el regreso de los refugiados a Siria sea "una prioridad", en momentos en que Rusia impulsa que se destine ayuda para la reconstrucción de su aliado.
Rusia y Estados Unidos también están en desacuerdo sobre el pacto nuclear de Irán, aunque los principales aliados de Estados Unidos, Francia y Reino Unido, también han prometido defender el acuerdo que Trump abandonó en mayo.
Las relaciones con Alemania, otro aliado clave de Estados Unidos y signatario del acuerdo con Irán, también han sido tensas en los últimos meses.
En su discurso ante la ONU, el ministro de Exteriores alemán, Heiko Maas, cuestionó la política proteccionista de Trump de "Estados Unidos Primero".
Las Naciones Unidas "progresan en nuestra promesa común de 'juntos primero'", dijo Maas, cuyo partido de centroizquierda es un socio menor en la coalición de la canciller Angela Merkel.

    copiado https://www.blogger.com/blogger

Kavanaugh da un paso hacia su controversial confirmación en la Corte Suprema. Viktor Orban celebra el discurso "antiglobalización" de Donald Trump.

Kavanaugh da un paso hacia su controversial confirmación en la Corte Suprema

POOL/AFP / Erin Schaff El candidato del presidente Donald Trump a ocupar un cargo en la Suprema Corte, el juez Brett Kavanaugh, el 27 de septiembre de 2018 ante la comisión judicial del Senado en Washington DC
Con el respaldo de Donald Trump, Brett Kavanaugh superó este viernes una etapa clave en su controvertida nominación a la Corte Suprema, que será objeto de una votación final en el Senado, aunque probablemente tras una nueva investigación policial sobre las acusaciones de agresión sexual en su contra.
Kavanaugh recibió la luz verde del Comité Judicial del Senado, cuyos 21 miembros votaron estrictamente de acuerdo a su afiliación política -los 11 republicanos a favor y los 10 demócratas en contra- para recomendarlo a la votación plenaria de la Cámara alta del Congreso.
Sin embargo, la Comisión anunció que pedirá al gobierno de Trump ordenar una nueva investigación del FBI sobre el candidato.
Esto, luego de que el republicano Jeff Flake, que podría ser la llave de su confirmación, exigió que el FBI investigue los hechos de los cuales lo acusa Christine Blasey Ford, cuyo desgarrador testimonio el jueves frente a los mismos senadores electos conmovió a una gran parte de la población aunque otros tomaron partido por el juez, en un país profundamente polarizado.
"Este país está siendo destrozado", dijo Flake, un republicano moderado y crítico de Trump. "Y tenemos que asegurarnos de que sigamos el debido proceso aquí", agregó.
Ahora corresponde al líder de la mayoría republicana del Senado, Mitch McConnell, decidir el cronograma.
POOL/AFP / Andrew Harnik Christine Blasey Ford, la mujer que acusa al juez Brett Kavanaugh de haberla agredido sexualmente, el 27 de septiembre de 2018 al prestar testimonio ante una comisión del Senado de Estados Unidos en Washington DC
Los republicanos tienen una escasa mayoría en el Senado de 51 escaños, en comparación con 49 para los demócratas, y sólo pueden permitirse una baja.
El voto de la Comisión se llevó a cabo en medio de un clima extraordinario de fuertes tensiones políticas y emociones. Furiosos, varios demócratas salieron de la sala antes de la votación, en señal de protesta.
El Senado tiene la palabra final sobre los nombramientos presidenciales para la Corte Suprema, que decide sobre los temas sociales más complejos, como el derecho al aborto, el matrimonio del mismo sexo y la regulación de las armas de fuego.
- Un puñado de senadores clave -
Hay un gran suspenso por el voto de un puñado de senadores que podrían dar un puntapié a la confirmación de Brett Kavanaugh.
Entre ellos está Flake que había anunciado el viernes por la mañana que votaría sí, antes de ser atacado en los pasillos del Senado por mujeres indignadas.
"Me estás diciendo que mi agresión no cuenta, que lo que me pasó no cuenta y que dejas que las personas que hacen estas cosas lleguen al poder", dijo una de ellas, mientras que docenas de manifestantes también se reunieron en la Corte Suprema.
Visiblemente afectado, y después de las reuniones con sus compañeros demócratas y republicanos, finalmente pidió que el voto final se retrase hasta que se realice una investigación policial sobre las acusaciones contra el juez.
- Trump decidido -
La solicitud fue rápidamente aplaudida por otra republicana con un voto incierto, Lisa Murkowski y uno de los demócratas que podría votar a favor del juez Kavanaugh, Joe Manchin.
Quedan dudas sobre su decisión final, así como la de otra republicana, Susan Collins, quien defiende el derecho al aborto.
Por el lado de los demócratas, Joe Donnelly, un senador elegido elegido en tierras a favor de Trump en Indiana y jugándose una difícil reelección, anunció el viernes que votará en contra de Brett Kavanaugh.
AFP / AFP La Corte Suprema de EEUU
Enfrentado a una ecuación similar, Joe Manchin y otra demócrata, Heidi Heitkamp, todavía se reservan su decisión. Todos habían votado por el candidato anterior de la Corte Suprema de Trump, Neil Gorsuch.
A poco más de un mes de las cruciales elecciones parlamentarias, estos funcionarios electos están preocupados por una postura potencialmente costosa en términos de elecciones, en un momento de mayor conciencia de la violencia en contra de la mujer.
Los líderes republicanos, por su parte, parecen determinados en todo momento a ver a Kavanaugh sentado en la Corte Suprema. Con el presidente estadounidense a la cabeza, quien nuevamente le aseguró su apoyo el viernes. No pensé "en lo absoluto" en buscar un reemplazo para él, dijo.

Viktor Orban celebra el discurso "antiglobalización" de Donald Trump

APA/AFP / GEORG HOCHMUTH El primer ministro húngaro, Viktor Orban, llega a un encuentro informal entre jefes de estado y de gobierno de la UE en Salzburgo (Austria), el 20 de septiembre de 2018
El primer ministro nacionalconservador húngaro, Viktor Orban, celebró el viernes el discurso "antiglobalización" en la Asamblea General de la ONU del presidente estadounidense Donald Trump, al que consideró un "icono" para el movimiento soberanista.
Para el dirigente húngaro, Donald Trump adquiere cada vez más el estatus de "fenómeno, de icono [...] representando más que a sí mismo", consideró en un discurso en la radio pública.
Trump ensalzó el martes en la tribuna de la ONU la "soberanía" y denunció "la ideología de la globalización", dos de los pilares de Orban, convertido en emblema de esta corriente de pensamiento en Europa.
"Durante las últimas décadas, Estados Unidos tuvo de alguna manera la misión de hacer el mundo mejor, cuando en realidad iba contra los intereses estadounidenses", consideró Orban.
Durante las administraciones precedentes, y especialmente las de Barack Obama, "Estados Unidos pensaba saber lo que era bueno, moral, justo, y cómo debía ser el mundo", continuó.
Pero en realidad "quería imponer su voluntad al mundo entero, incluido a Hungría", dijo Orban, un admirador reivindicado del modelo de sociedad "iliberal" del presidente ruso Vladimir Putin.
Trump "decretó el fin de esta política" y ahora Hungría ya no necesita "defenderse" frente a los intentos de influencia estadounidense, celebró el dirigente húngaro.
Orban, uno de los primeros dirigentes en felicitar a Trump por su elección hace dos años, fue criticado durante la administración Obama por la entonces secretaria de Estado, Hillary Clinton, por sus ataques a la libertad de prensa, a la justicia y la sociedad civil.
Las palabras de Orban, cuyo país entró en la Unión Europea (UE) en 2004, se distancian de la opinión de la mayoría de los países europeos, mayoritariamente contrarios al giro aislacionista e imprevisible de Trump.
El Parlamento Europeo activó a mediados de septiembre el artículo 7 que puede provocar sanciones contra Hungría, en especial por sus ataques a los valores de la UE en materia de libertades públicas y de derechos de los migrantes.

   copiado https://www.blogger.com/blogger

Trump diz que Venezuela é um 'desastre' que precisa de 'limpeza'

Trump diz que Venezuela é um 'desastre' que precisa de 'limpeza'

AFP / MANDEL NGAN O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente do Chile, Sebastian Pinera, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 28 de setembro de 2018.
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente do Chile, Sebastian Pinera, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 28 de setembro de 2018.O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira ao iniciar uma reunião na Casa Branca com seu homólogo chileno, Sebastián Piñera, que a Venezuela é um "desastre" que precisa ser resolvido.
"Vamos falar da Venezuela, entre muitos outros assuntos", disse Trump à imprensa ao receber o presidente chileno, com um cumprimento simpático.
"A Venezuela é um desastre. Precisa de uma limpeza e as pessoas precisam ser cuidadas", acrescentou o presidente americano.
Nesta semana, também na ONU, Trump disse, sobre a Venezuela, que "todas as opções estão na mesa, todas. As fortes e as menos fortes". "E vocês já sabem o que eu quero dizer com força", ameaçou o presidente dos Estados Unidos em referência a uma intervenção militar.
Sobre se ele vai se encontrar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump disse: "Vamos ver o que acontece".
Na manhã desta sexta, ante a Organização dos Estados Americanos, Piñera reiterou, contudo, que não acredita na opção militar como solução para a crise na Venezuela.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se despediu nesta sexta-feirada Assembleia Geral, assegurando que a sua participação foi "uma vitória total".
"Sucesso total", declarou o questionado presidente em um vídeo gravado em Nova York, a caminho do aeroporto, e publicado em sua conta no Twitter.
"A verdade da Venezuela foi ouvida", afirmou. "Vitória na ONU. Vitória total".
"A verdade dos nossos povos prevalecerá sempre sobre o ódio e a mentira", escreveu.
Maduro condenou, por sua vez, na assembleia "a agressão permanente" de Washington, mas disse a Trump que queria se reunir com ele e apertar sua mão

  copiado https://www.blogger.com/blogger

Assembleia Geral da ONU ainda é fórum mais "adequado", diz presidente do órgão. Maduro se despede da ONU declarando 'vitória total'

Assembleia Geral da ONU ainda é fórum mais "adequado", diz presidente do órgão

AFP / Bryan R. Smith María Fernanda Espinosa Garcés, presidente da 73ª Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro de 2018 na sede da organização em Nova York
Os discursos dos 193 países-membros das Nações Unidas acontecem todo dia durante 12 horas em um auditório às vezes quase vazio, e há centenas de eventos paralelos que podem dispersar a atenção.
Para a equatoriana María Fernanda Espinosa - nova presidente da Assembleia Geral da ONU e a quarta mulher nos 73 anos de história da organização a assumir este cargo -, o grande encontro anual do multilateralismo, que acontece sempre em setembro em Nova York, continua sendo "o fórum adequado" para enfrentar as maiores crise do planeta.
A ONU "é o único lugar no mundo onde os chefes de Estado e de Governo podem vir a dizer o que pensam, ter contatos bilaterais com países muito próximos", destaca em uma entrevista à AFP esta equatoriana de 54 anos, poeta, doutora em filosofia e várias vezes ministra.
"A Europa pode, assim, falar com as ilhas Pacífico, as ilhas Pacífico com a América Latina, o Caribe com a África e a Ásia", exemplifica.
De 9H às 21H, durante uma semana, os discursos se sucedem. Poucos prestam atenção, exceto quando acontecem coisas insólitas ou alguma novidade, como a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que confiou seu bebê de três meses a seu marido durante seu discurso na tribuna.
Houve também as gargalhadas quando Donald Trump disse que seu governo era o melhor da história dos Estados Unidos. Depois disso, ele insistiu em explicar que o público riu com ele, e não dele.
"Não sei, realmente", afirma Espinosa. "Sua reação foi muito inteligente, dizendo que não esperava essa reação e rindo também. Ele acompanhou a reação do público", disse.
Para os discursos, as regras são claras: 15 minutos no máximo e evitar falar muito rápido para não complicar o trabalho dos tradutores. Mas quase não são respeitadas, nem pelo venezuelano Nicolás Maduro, que falou por 49 minutos, nem pelo chefe da diplomacia chinesa Wang Yi, que falou a uma velocidade vertiginosa.
"Os dirigentes têm estilos diferentes, eles ou elas comunicam de maneira diferente", disse a chefe da Assembleia.
"O discurso da presidente da Lituânia, uma mulher (Dalia Grybauskait), durou cinco minutos. Foi um discurso completo, poderoso. No ano passado, falou por quatro minutos. Isso quer dizer que a longa duração não tem nada que ver com a qualidade. Há um pouco de tudo, e tudo isso faz parte da diversidade na ONU", disse Espinosa.
- "Capital do poder" -
AFP / Nicholas Kamm Presidente dos EUA Donald Trump durante uma coletiva de imprensa às margens da Assembleia Geral da ONU em Nova York, no dia 26 de setembro de 2018
Com 450 eventos organizados à margem da Assembleia, o famoso hemiciclo esvaziou desde o discurso de Trump, suscitando dúvidas sobre este exercício custoso que é acompanhado por um impressionante reforço de segurança.
"Enviei no primeiro dia uma carta aos Estados-membros para pedir que estejam presentes na sala. Teve algum efeito, a sala não está completamente cheia, mas há muitas delegações que ouvem", indica.
Como as equipes resumem "as mensagens mais importantes, os líderes do mundo sabem o que se diz embora não estejam presentes fisicamente na sala".
"É verdade que há uma dispersão por causa de eventos paralelos", como este ano são "o da proibição de armas nucleares ou o da tuberculose, com centenas de ministros de Saúde" presentes em Nova York.
Mas "é simbolicamente muito importante", insiste Espinosa. "Muitos analistas dizem que o multilateralismo já não é eficaz, os líderes questionam sua validade. Ao mesmo tempo, Nova York foi esta semana a capital do poder do mundo".
Em 2017, assistiram à assembleia 115 chefes de Estado e de governo, "este ano temos mais de 130", explica.
"Isso quer dizer que 'o poder do mundo' acredita que a ONU continua sendo o fórum adequado para ter diálogos de alto nível e para tomar decisões sobre os problemas mundiais", ressaltou.
"Há muito por fazer" para as mulheres, muito pouco representadas entre os dirigentes, estima a presidenta da Assembleia. Durante seu mandato de um ano, Espinosa pretende "voltar a colocar a questão do direito das mulheres no centro da agenda da ONU".
"Vou organizar em março uma reunião exclusivamente com líderes mulheres, cerca de vinte de dirigentes políticas e chefes de empresas, para ter a voz das mulheres no poder sobre os direitos das mulheres", precisa, depois de lamentar "uma regressão bastante significativa nesses últimos dez anos" em relação a esta causa.

Maduro se despede da ONU declarando 'vitória total'

Venezuelan Presidency/AFP / HO Folheto divulgado pela Presidência venezuelana mostrando o presidente Nicolas Maduro apresentando nova moeda no quadro de novas medidas econômicas, durante a transmissão de um programa de televisão no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, em 17 de agosto de 2018 AFP PHOTO - Venezuelan Presidency
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se despediu nesta sexta-feira (28) da Assembleia Geral das Nações Unidas assegurando que a sua participação foi "uma vitória total".
"Sucesso total", declarou o questionado presidente em um vídeo gravado em Nova York, a caminho do aeroporto, e publicado em sua conta no Twitter.
"A verdade da Venezuela foi ouvida", afirmou. "Vitória na ONU. Vitória total".
"A verdade dos nossos povos prevalecerá sempre sobre o ódio e a mentira", escreveu.
O presidente americano, Donald Trump, disse na quarta-feira na ONU que "todas as opções" estão abertas com relação à Venezuela, inclusive as mais fortes.
Maduro condenou, por sua vez, na assembleia "a agressão permanente" de Washington, mas disse a Trump que queria se reunir com ele e apertar sua mão.
Com um megafone, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, participou na véspera de uma manifestação de venezuelanos em frente à ONU: "Continuaremos lutando pelos venezuelanos até que Maduro se vá!".
Seis países entraram em acordo esta semana na ONU para pedir à promotora do Tribunal Penal Internacional que investigue o governo Maduro por supostos crimes contra a humanidade.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou na quinta-feira uma resolução histórica sobre Venezuela na qual pede ao governo de Maduro que "aceite a ajuda humanitária" para solucionar os problemas de "falta de alimentos, remédios e equipamentos médicos".

 copiado https://www.blogger.com/blogger

Comissão do Senado apoia candidato de Trump à Suprema Corte dos EUA. Comissão do Senado apoia candidato de Trump à Suprema Corte dos EUA

Comissão do Senado apoia candidato de Trump à Suprema Corte dos EUA

AFP / Brendan SMIALOWSKI A Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos aprovou o candidato do presidente Donald Trump à Suprema Corte, Brett Kavanaugh
A Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira o candidato do presidente Donald Trump à Suprema Corte, Brett Kavanaugh.
Na quinta, o juiz negou em audiência as acusações de assédio sexual contra uma acadêmica.
Os membros da comissão votaram por partido: os 11 republicanos aprovaram o candidato e os 10 democratas votaram contra Kavanaugh.
Agora, sua nomeação será avaliada e submetida ao voto do plenário do Senado, onde os republicanos têm uma estreita maioria de 51 a 49.
Mas numa manobra inesperada, o republicano Jeff Flake pediu que a votação final seja adiada até a conclusão de uma investigação policial sobre as acusações contra o juiz.
"Este país está sendo destroçado", afirmou Flake, crítico de Trump e que está se retirando do Senado.
"E temos que assegurar que o devido processo seja respeitado aqui", acrescentou.
Os democratas solicitaram em diversas ocasiões uma investigação do FBI sobre as acusações apresentadas pela professora universitária Christine Blasey Ford, uma das três mulheres que acusam o juiz e que afirma ter sido agredida sexualmente por Kavanaugh há décadas.


Merkel e Erdogan diminuem tensões apesar de suas profundas diferenças

AFP / Odd Andersen Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em sua chegada em Berlim, em 27 de setembro
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, diminuíram as tensões entre os dois países na quinta-feira, apesar de "profundas diferenças" persistirem sobre a questão dos direitos humanos e da liberdade de imprensa na Turquia.
O único anúncio concreto após a reunião entre os dois foi a possível realização, em outubro, de uma cúpula sobre a Síria, centrada na última fortaleza rebelde de Idlib, com a participação da Rússia, Turquia, Alemanha e França.
Turquia e Alemanha, onde Erdogan realiza visita oficial até sábado, saem de dois anos de discórdia. Desde o fracassado golpe de 2016 contra Erdogan, Ancara censura Berlim por seu fraco apoio.
As autoridades alemãs criticam a deriva repressiva na Turquia ou a espionagem a opositores turcos em território alemão.
Ainda há "diferenças profundas", admitiu Merkel após a reunião, aludindo à liberdade de imprensa e à situação dos direitos humanos.
Mas a chanceler, em um contexto de distensão entre os dois países, destacou os interesses comuns com Ancara.
"Temos muitas coisas que nos unem", disse Merkel, ressaltando o "grande significado" da visita de Erdogan à Alemanha, onde residem três milhões de pessoas de nacionalidade ou origem turca.
- 'Economia estável' -
AFP / John MacDougall Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, recebe Recep Tayyip Erdogan, em 28 de setembro em Berlim
Com 7.500 empresas alemãs sediadas na Turquia, Berlim precisa de uma "economia turca estável", explicou Merkel, em um momento em que a Turquia é atingida por uma severa crise e pelo colapso de sua moeda.
Erdogan expressou satisfação por esta visita permitir estabelecer novas bases: "Chegamos a um consenso para reativar os mecanismos de cooperação".
Mas o presidente turco se esquivou das perguntas dos jornalistas sobre suas declarações de 2017 sobre supostas "práticas nazistas" do governo alemão ou sobre o fracasso da candidatura da Turquia para sediar a Eurocopa-2024, atribuída à Alemanha na quinta-feira.
Merkel ressaltou que a Alemanha e a Turquia, ambas membros da OTAN, têm interesses comuns para combater o terrorismo e impedir um novo fluxo de migrantes da Síria. Turquia e Alemanha acolhem vários milhões de refugiados sírios.
Erdogan, com amplos poderes desde o início de seu novo mandato em julho, havia se encontrado de manhã com o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, em sua residência no Castelo Bellevue, onde foi recebido com honras militares.
O presidente alemão fez alusão à questão dos prisioneiros "políticos" detidos na Turquia, incluindo cinco alemães.
Vários grupos turcos e curdos que se opõem a Erdogan devem se manifestar na sexta-feira em Berlim e no sábado em Colônia, onde o presidente turco vai inaugurar uma mesquita.
- 'Não é suficiente' -
Na coletiva de imprensa de Merkel e Erdogan, um homem vestindo uma camiseta com a inscrição "Liberdade para os jornalistas" foi retirado por agentes sem hesitação.
Erdogan confirmou que quer a extradição do jornalista e crítico de poder turco, Can Dundar, exilado na Alemanha, a quem ele acusa de ser um "agente" que divulgou "segredos de Estado". Ele foi condenado a cinco anos de prisão na Turquia.
Por sua vez, Merkel se recusou novamente a considerar os partidários do pregador Fetullah Gülen como integrantes de uma "organização terrorista", como desejado pela Turquia, que o acusa de ter fomentado o golpe fracassado de 2016. Gülen nega.
"Levamos a informação da Turquia a sério (...) mas não é suficiente", disse a chanceler, depois que Erdogan denunciou a presença na Alemanha de "centenas" de militantes pró-Gülen.
Em outro exemplo da agitação provocada pela visita do líder turco, vários políticos, incluindo a própria Merkel, não vão participar do banquete nesta sexta-feira em honra de Erdogan no Palácio Bellevue
 copiado https://www.blogger.com/blogger

Obama: notícias falsas e nacionalismo ameaçam democracias ocidentais. China rejeita pressão dos EUA e defende multilateralismo

Obama: notícias falsas e nacionalismo ameaçam democracias ocidentais

Ritzau Scanpix/AFP / Mads Claus Rasmussen Obama deixa o evento em Kolding
Preocupado com as democracias ocidentais tomadas pelas "fake news" e pela ascensão do nacionalismo, o ex-presidente dos EUA Barack Obama projetou um cenário sombrio da vida política americana, durante palestra na Dinamarca, nesta sexta-feira (28).
"Estou suficientemente preocupado com as tendências internacionais e americana para me manifestar", declarou Obama, convidado a falar em Kolding, diante de uma plateia de líderes empresariais e de estudantes.
"Quando você começa a ver que a nossa política não se baseia mais nos fatos, quando você começa a ver um debate que é motivado apenas por impulsos raciais, ou nacionalistas, quando você começa a ver a rejeição da ciência, do conhecimento e da lógica na política (...), isso mostra que, agora, não temos mais uma política que persiga nossas melhores tradições", criticou.
Relativamente discreto desde que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro de 2017, ele evitou se referir diretamente a seu sucessor, Donald Trump.
"Nos Estados Unidos, nós temos, talvez, mais abalos e mudanças do que esperávamos", afirmou, conseguindo risos dos presentes.
Dizendo-se preocupado com a falta de engajamento da população na vida pública, ele lembrou da importância "nos Estados Unidos, na Europa e em outros países de lutar (...) para afirmar os ideais da nossa Constituição".
"Quando uma população é passiva e mal informada e não presta atenção, é aí que mora o maior perigo", insistiu Obama.
"Há uma verdadeira urgência que a gente veja o que está acontecendo na Polônia, por exemplo, ou na Hungria (...) há uma mudança, cujas implicações são válidas para toda Europa", advertiu.

China rejeita pressão dos EUA e defende multilateralismo

AFP / Don EMMERT O chanceler chinês, Wang Yi
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, adotou uma linha dura na disputa comercial com os Estados Unidos ao afirmar, na Assembleia Geral da ONU, que seu país não cederá à chantagem, ou a pressões.
Dias depois de o presidente americano, Donald Trump, ter aplicado novas tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, Wang garantiu que Pequim vai resistir.
"A China não será chantageada, nem cederá diante da pressão", afirmou Wang na ONU.
O ministro chinês também se referiu a Pequim como uma "defensora do multilateralismo", em um momento em que os Estados Unidos são criticados por sua abordagem unilateral de assuntos mundiais.
"A China sempre defendeu a ordem internacional e buscou o multilateralismo", disse Wang na ONU, elogiando seu "respeito" pelas decisões decorrentes das negociações.
Ele disse que "nenhum país pode sustentar sozinho" os principais desafios que o mundo enfrenta hoje, "ou ficar imune a seus efeitos".
O ministro das Relações Exteriores chinês defendeu novamente o acordo nuclear iraniano de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram em maio.
Em relação à Coreia do Norte, Wang encorajou a aproximação de Washington e Pyongyang, enquanto defendeu que a ONU "crie condições mais favoráveis" para a desnuclearização.
- Erro estratégico -
Mais cedo, em declarações a um influente grupo de especialistas em Nova York, Wang tinha adotado um tom mais conciliatório e afastado temores de que a China busque destronar os Estados Unidos como maior potência mundial.
Referindo-se ao recente trabalho de pesquisadores americanos que afirmam que a China está intensificando seus esforços para alcançar uma posição hegemônica no mundo, Wang disse: "Quero dizer muito claramente que este é um erro de cálculo estratégico grave".
"É uma presunção errada que será extremamente prejudicial aos interesses americanos e ao futuro dos Estados Unidos", disse o ministro chinês ao Council on Foreign Relations, um think tank de Nova York.
Nos últimos anos, a China aumentou significativamente seu domínio no mundo, especialmente na América Latina e na África.
Wang lamentou que essa suspeita sobre a ambição hegemônica da China tenha sido ampliada e estendida, alertando que poderia "levar a novas suspeitas e dificultar a abordagem de questões específicas".
As relações entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, deterioraram-se rapidamente após uma boa conexão inicial.
Com sua característica franqueza, Trump disse na quarta-feira (26) que não pode mais considerar Xi um amigo, acusando Pequim de interferir na política americana e de buscar sua derrota nas eleições de meio de mandato em novembro por causa de sua posição dura no comércio.
Wang negou categoricamente que a China esteja roubando tecnologia de empresas norte-americanas, uma alegação que provocou as medidas comerciais contra o gigante asiático. "Isso simplesmente não é verdade. Esperamos que essas falsas acusações parem", disse ele.
O governo americano diz que a China tira proveito da tecnologia de forma mais indireta, exigindo que empresas estrangeiras se aliem a empresas locais para entrar no mercado mais populoso do mundo.
Wang insistiu em que o processo de aliança de negócios era "aberto e transparente".
Autoridades americanas dizem que a China é o maior mercado do mundo e que os sócios se apropriam dos conhecimentos técnicos.
copiado https://www.blogger.com/blogger

Eleições 2018: Denúncias de crimes eleitorais no Rio vão de compra de votos com legumes a ameaças do tráfico

 Urna e bandeira

 Na região metropolitana do Rio, o Ministério Público pediu a abertura de 77 investigações, 35 delas na capital, 34 na Baixada, duas em São Gonçalo, município vizinho a Niterói, cinco em Niterói e uma em Maricá.

Eleições 2018: Denúncias de crimes eleitorais no Rio vão de compra de votos com legumes a ameaças do tráfico

Direito de imagem TSE Image caption Na região metropolitana do Rio, o Ministério Público pediu a abertura de 77 investigações, 35 delas na capital, 34 na Baixada, duas em São Gonçalo, município vizinho a Niterói, cinco em Niterói e uma em Maricá.
Numa rua do Rio de Janeiro, perto de uma igreja, há uma casa branca onde mora uma antiga vereadora. Todos os sábados, a partir das 9h, ela distribui legumes para moradores da região em troca de votos para seu irmão, prefeito de outra cidade e candidato a deputado federal.
Num bairro da zona oeste da capital, região onde milicianos exercem poder, um grupo deles ameaça quem não declarar voto em um policial militar que é candidato a deputado federal e impede propaganda de outros candidatos.
Em outra região, traficantes que circulam exibindo armas ameaçam moradores que colocam adesivos ou placas de candidatos em suas casas ou carros, principalmente de um candidato específico. Eles dizem que esses moradores sofrerão represálias, terão seus veículos danificados e serão expulsos de suas casas.
Pastores de uma igreja recebem ameaças para deixar uma candidata a deputada federal fazer campanha durante cultos. "Dias antes dos cultos, indivíduos (não identificados), em dois carros, um auto de cor preta placa xxxx e um auto de cor prata placa xxxxx, vão na igreja para realizar as ameaças".
Os casos citados acima são exemplos da realidade pré-eleitoral no Rio de Janeiro, segundo denúncias anônimas. O Estado está sob intervenção militar até 31 de dezembro e nos último anos viu assassinatos de políticos se tornarem mais frequentes, entre eles, o da vereadora Marielle Franco, que segue sem solução.


Um levantamento da BBC News Brasil junto ao Disque-Denúncia e no site do Ministério Público do Rio traçou o perfil dessas denúncias. Não foi possível verificar o resultado delas porque a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro, responsável por analisar as investigações, não respondeu às perguntas enviadas por e-mail e negou pedido de entrevista. O TRE também não havia respondido até a publicação deste texto.
Marielle FrancoDireito de imagem Mário Vasconcelos/CMRJ
Image caption Assassinatos de políticos se tornaram mais frequentes nos últimos anos, entre eles, o da vereadora Marielle Franco
Por serem anônimas, não é possível confirmar a veracidade das denúncias. No entanto, especialistas em direito eleitoral ouvidos pela BBC News Brasil dizem que o tipo de crime que elas descrevem é típico do que se vê nas ruas do Estado no período de campanha.
O Ministério Público estadual pediu a abertura de 77 investigações - 35 delas na capital, 34 na Baixada, duas em São Gonçalo, município vizinho a Niterói, cinco em Niterói e uma em Maricá.
De acordo com o Ministério Público do Rio, denúncias recebidas são enviadas à promotoria eleitoral, que instaura um procedimento para verificar a veracidade e determinar a coleta de provas.
Depois que essa investigação acaba, os autos do procedimento são encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral, do Ministério Público Federal. Cabe a essa instância propor ações, enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral, ou arquivamentos.

Obras e cirurgias em troca de votos

A Central Disque-Denúncia recebeu, desde o início de 2018, 102 denúncias de crimes eleitorais no estado do Rio. 30% delas vieram da capital, seguido de São Gonçalo, com 13,4%, e Nova Iguaçu com 8,25%. Os candidatos da zona oeste do Rio, onde ficam bairros como Campo Grande e Santa Cruz, foram os mais denunciados, com cerca de 15% do total.
Há casos em que o candidato oferece um serviço em troca de voto. Uma denúncia fala que candidatos a deputado estadual e federal abordam médicos de um hospital na Baixada Fluminense para indicar pacientes para furarem filas de cirurgia. "O objetivo dos candidatos é garantir o voto desses pacientes. Enquanto isso, pacientes que também precisam ser atendidos seguem sem atendimento."
Num pronto-socorro de São Gonçalo, funcionários favorecem pacientes no agendamento de consultas e na distribuição de remédios em troca de votos para um candidato ao Legislativo estadual.
Na região dos bairros de Colégio, Irajá e Vila da Penha, o MP pediu investigação por possível crime de abuso de poder político relativo à instalação de aparelhos de exercício dentro de um condomínio particular, e não de um Minha Casa, Minha Vida.
Em Irajá, óculos estariam sendo distribuídos, com a promessa de visita de assistente social em troca de votos para um candidato ao governo do Estado, o que configura abuso de poder político. O mesmo crime está sendo investigado em Santa Cruz em benefício de um candidato a deputado federal.
Exército no RioDireito de imagem EBC
Image caption O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o pedido de apoio das forças federais em 41 municípios do estado para as eleições de outubro.
Chegaram ao Disque-Denúncia, também, casos de distribuição de material de construção, cestas básicas, promessas de empregos nas escolas e postos municipais, e até a realização de um baile funk promovido pela milícia em busca de votos para um candidato.
Ainda sobre grupos criminosos que controlam territórios, há denúncias de traficantes autorizando um determinado candidato a realizar campanha dentro da comunidade, recebendo em troca dinheiro em espécie.
Outra categoria de denúncia diz respeito ao uso de recursos e serviços públicos para beneficiar a campanha de um candidato: verba pública sendo utilizada para transportar eleitores em vans e ônibus; ex-secretários usando funcionários, veículos e o espaço da secretaria para fazer a própria campanha.
Também há, segundo as denúncias, funcionários de firmas terceirizadas, que prestam serviço para a prefeitura de um município, sendo obrigados a votar em secretários da própria prefeitura e servidores público fazendo campanha para candidato.
Em Nova Iguaçu, candidatos a deputado federal distribuem atestados médicos falsos para cabos eleitorais justificarem aos empregadores a ausência nos dias em que atuarão nas campanhas.
Há também muitos exemplos de propaganda eleitoral irregular, por exemplo, nas zonas eleitorais que abarcam os bairros de Cavalcanti, Engenheiro Leal, Madureira, Tomás Coelho, Vaz Lobo e Vicente de Carvalho e Santa Cruz.

Crimes comuns no resto do Brasil

Segundo a advogada especialista em direito eleitoral Carla Karpstein e presidente da comissão de direito eleitoral da OAB do Paraná, o perfil nacional de crimes eleitorais é similar ao constatado no levantamento da BBC News Brasil: a vasta maioria é de casos de compra de votos e abuso de poder econômico - oferecer algo ao eleitor em troca de voto - e propaganda eleitoral irregular.
Ela diz que os crimes diminuíram nos últimos anos graças a mudanças na legislação eleitoral e culturais. "É mais difícil você ver um candidato efetivamente oferecendo coisas em troca do voto. Os candidatos hoje têm mais medo das consequências de serem pegos, de serem denunciados em redes sociais. Mudou também o comportamento da população, que tem mais acesso à informação. Tudo isso tornou a eleição mais transparente e reduziu a importância do dinheiro, público ou privado."
Urnas lacradasDireito de imagem Marcelo Camargo/EBC
Image caption Especialistas dizem que o Ministério Público Eleitoral não tem estrutura para dar conta de todas as investigações; crimes são similares em todo o Brasil
Ela diz que essa mudança aconteceu principalmente a partir de 2006. "Em 2008, houve a proibição de showmício, depois outdoor, [propaganda em] muros. Tudo isso para evitar derramamento de dinheiro."
"No entanto", pondera, "na região Norte e Nordeste, esses crimes são mais comuns, por exemplo. Onde o IDH é maior você terá menos candidatos fazendo isso e mais denúncias; onde é menor, verá mais candidatos e menos denúncias. Fatores educacionais e culturais variam, mesmo", diz ela.
No entanto, ela diz que a qualidade da investigação não é a ideal. "O MP não tem estrutura própria para investigar tudo de forma profunda. Há uma evolução, mas se a denúncia não chega com fotos, com o endereço certo, ou a estrutura daquela zona eleitoral não permite ao funcionário ir lá identificar [o suposto crime], é muito difícil", diz ela.

Tráfico e milícia: particularidades do Rio

No Rio, soma-se a esse perfil a atuação de grupos criminosos. Segundo Vânia Aieta, professora de direito eleitoral da Uerj, há lugares onde a justiça eleitoral não consegue entrar. "Ameaça de traficante e milícia é a realidade das periferias do Rio de Janeiro", diz ela, principalmente na zona oeste e na Baixada Fluminense.
Segundo ela, há cabos eleitorais ligados ao tráfico. "O cara chega a dar uma promessa exata de quantos votos ele entrega. Ele, em geral, tem cópias dos títulos dos eleitores", diz ela.
Título de eleitorDireito de imagem Rafael Neddermeyer
Image caption "É impressionante o controle que criminosos têm da população que controlam", diz professora da Uerj
"Os problemas de grande violência no Rio não são enfrentados. Fala-se muito da violência, mas o combate a isso é para inglês ver. O MP atua muito na capital, mas na Baixada e no interior, não tem condição, por falta de estrutura, de combater os crimes onde as coisas mais graves ocorrem. Há muita repressão de plaquinha, adesivinho na capital, coisas que não têm cardeal importância, enquanto o eleitor segue vitimado, escravizado nas áreas comandadas por criminosos."

copiado  https://www.bbc.com/

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...