Farc rejeitam chamado à desmobilização após morte de líder

Farc rejeitam chamado à desmobilização após morte de líder

Agência AFP
A guerrilha das Farc rejeitou no sábado o chamado à desmobilização feito pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, após a morte em combate na sexta-feira de seu líder Alfonso Cano, e prometeu substituí-lo.
Na primeira reação à morte do líder rebelde, o Secretariado (dirigência) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assegurou em um comunicado que continuará na luta.
"A paz na Colômbia não nascerá de nenhuma desmobilização guerrilheira, e sim da abolição definitiva das causas que dão origem ao levante. Há uma política definida e essa é a que continuará", afirma a declaração publicada no site da Agência Anncol.
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"Não será esta a primeira vez em que os oprimidos e explorados da Colômbia choram um de seus grandes líderes. Nem tampouco a primeira em que o substituirão com a coragem e a convicção absoluta na vitória", afirmaram os chefes rebeldes no comunicado.
Mais cedo, o presidente colombiano - que multiplicou suas aparições, três entre sexta-feira e sábado - assegurou que, após a morte de Cano, as Farc deveriam renunciar às armas e escolher o caminho do diálogo e da paz.
"As Farc, em sua carreira absurda de violência, que já alcança quase meio século, chegaram a um ponto de inflexão", advertiu Santos em um discurso transmitido pela televisão no país.
"Cano poderia ter feito a paz comigo, mas perdeu a oportunidade (...) décadas de violência não conseguiram nada, não melhoraram nada, só significaram dor e morte, só ajudaram a perpetuar a pobreza e o atraso", acrescentou.
"A porta para o diálogo não está fechada com chave, mas insisto de que precisamos de sinais muito claros, de que o terrorismo pare", disse Santos pouco antes em Popayán, capital de Cauca.
Cano, de 63 anos, um ex-universitário de classe média cujo verdadeiro nome era Guillermo León Sáenz, ascendeu à liderança das Farc em 2008, após a morte por causas naturais de seu fundador, Manuel Marulanda "Tirofijo".
Poucos dias antes da posse do presidente Santos, em agosto de 2010, Cano divulgou um vídeo no qual o convocava ao diálogo em busca de uma saída pacífica para o conflito armado na Colômbia, honrando a sua fama de "moderado" dentro da guerrilha. Mas, aparentemente, não houve nenhum contato direto neste momento entre a enfraquecida guerrilha e o governo.
Santos considerou que a morte de Cano é o golpe "mais contundente" sofrido pelas Farc.
"Muitos analistas diziam que Cano era insubstituível pela ascendência" que tinha na guerrilha. "O que sabemos é que quem o substituir não terá esta capacidade de comando e controle sobre as Farc", fundadas em 1964, ressaltou.
Já a família de Cano pediu, através de um comunicado divulgado no sábado, a paz da Colômbia, ao considerar que "esta guerra fratricida demonstrou ser um holocausto inútil".
As Farc, que, segundo o ministério da Defesa, têm cerca de 8 mil guerrilheiros, substituirão a princípio Cano por algum membro do "secretariado".
Em seu discurso em Popayán, Santos lembrou dos reféns em poder das Farc, 18 deles policiais e militares. "Não nos esquecemos deles e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para sua libertação", disse.
A ex-senadora Piedad Cordoba (Partido Liberal), ex-mediadora em processos de libertação de reféns, também manifestou sua preocupação por estes fatos, em declarações à imprensa.
De Washington, a responsável da Administração Antidrogas (DEA) americana, Michele Leonhart, comemorou o que considerou "um formidável golpe contra as Farc, a organização narcoterrorista mais proeminente no mundo".
O corpo de Cano, morto em combates no departamento (província) de Cauca na sexta-feira à tarde, foi levado primeiro ao necrotério de Popayán e, na noite de sábado, chegou a Bogotá.
Cano, de espessa barba e grandes óculos, tornou-se conhecido ao liderar a delegação negociadora da guerrilha nas negociações realizadas em Caracas, em 1991, e Tlaxcala (México), em 1992.
Posteriormente, participou nos frustrados diálogos com o governo do conservador Andrés Pastrana (1998-2002) na zona do Caguán, na Colômbia, onde, no entanto, não teve um papel de destaque.
Sua morte seguiu a de Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, o líder militar da guerrilha, abatido em um bombardeio em setembro de 2010 na Colômbia.
Em março de 2008, o Exército também anunciou a morte do então número dois das Farc, Raúl Reyes, em um bombardeio contra seu acampamento em território equatoriano, a poucos quilômetros da fronteira comum.
Tags: alfonso cano, COLÔMBIA, desmobilização, Farc, futuro, GUERRILHA, reação

Peres: ataque contra Irã é mais provável que ação diplomática

Internacional

Peres: ataque contra Irã é mais provável que ação diplomática

Portal Terra
O presidente israelense, Shimon Peres, advertiu neste domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã é maior que a de uma ação diplomática, dias antes da publicação de um informe da Agência Internacional de Energia Atômica sobre o programa nuclear de Teerã.
"A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática", afirmou o presidente em declarações ao jornal Israel Hayom.
"Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos vão se aproximando da bomba atômica", acrescentou. "Não temos que revelar nossas intenções ao inimigo", explicou.
Peres fez estas declarações antes da divulgação, na próxima terça-feira, do informe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano, que os especialistas israelenses consideram "alarmante".
Segundo o jornal israelense Haaretz, o informe da AIEA terá uma "influência decisiva" no Governo.
O Irã rejeitou de antemão as supostas acusações do informe da AIEA sobre a dimensão militar de seu programa nuclear, disse o chanceler iraninao Ali Akbar Salehi, citado pela imprensa neste domingo.
A AIEA entregará aos seus membros na terça ou quarta-feira um informe que apresenta novos indícios sobre supostos esforços do Irã para desenvolver bombas nucleares e mísseis para transportá-las, segundo diplomatas.
"A propaganda (ocidental) começa a dizer que o próximo informe da AIEA apresentará documentos sobre uma atividade do Irã na questão de mísseis, mas a agência já havia dito antes ao apresentar os documentos e nós já contestamos", disse Salehi, segundo a agência Isna.
"Consideramos que estes documentos são falsos e repetimos que não têm fundamento", acrescentou o ministro.
Teerã sempre desmentiu que esteja buscando construir uma bomba nuclear.
Já o chanceler francês, Alain Juppé, defendeu neste domingo o endurecimento das sanções internacionais aplicadas ao Irã e considerou, no entanto, que um ataque israelense contra o país "poderia criar uma situação totalmente desestabilizadora para a região".
A hipótese de um ataque de Israel contra as instalações nucleares do Irã ganhou força nos últimos dias, alimentada por informações da imprensa sobre um debate que divide o Governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O ministro da Defesa, Ehud Barak, desmentiu na segunda-feira informações de que teria decidido com Netanyahu atacar o Irã. Mas logo em seguida acrescentou que "podem ser criadas situações no Oriente Médio nas quais Israel deverá defender seus interesses vitais de maneira independente, sem ter que se apoiar em outras forças regionais ou de outros lugares".
Segundo o jornal Haaretz, a maioria dos 15 membros do gabinete israelense de segurança se opõe por enquanto a um ataque contra o Irã e é a única instância que pode tomar uma decisão desta gravidade.
Muitas autoridades israelenses destacam que Israel não pode lançar uma operação como esta sem coordená-la previamente com os Estados Unidos e sem a aprovação deste país.
Israel é considerado uma potência nuclear regional, mas nunca confirmou nem desmentiu dispor de armamento atômico. Segundo fontes estrangeiras, teria um arsenal de 200 ogivas nucleares e de vetores adequados para fazer uso delas.
Tags: ataque, diplomacia, guerra, irã, Israel, ofensiva, Oriente Médio, shimon peres

Líder da oposição pede demissão de primeiro-ministro grego

Líder da oposição pede demissão de primeiro-ministro grego

Atenas (Grécia) - O líder da oposição na Grécia, Antonis Samaras, disse hoje que o atual primeiro-ministro, George Papandreou, tem de renunciar ao cargo para que o partido da Nova Democracia participe de uma solução para acabar com o impasse político no país. As declarações foram transmitidas pelo canal de televisão pública Net.

A crise sobre a continuidade do primeiro-ministro ganhou força depois que ele defendeu, na semana passada, a convocação de referendo para decidir sobre um novo acordo de resgate fechado com a União Europeia (UE). A ideia preocupou líderes da UE e fez com que diversos deputados aliados pedissem a renúncia de Papandreou.

Na última sexta, o primeiro-ministro ganhou uma moção de confiança do Parlamento grego para continuar no comando do governo, com maioria apertada de 153 votos a favor e 145 contra.  Trabalhando para formar um governo de coalizão, ele disse que fará o possível para que a Grécia tenha um novo governo e não passe a imagem de que não deseja continuar como integrante da Comunidade Europeia.

 Com informações da Agência Brasil COPIADO : http://odia.ig.com.br/portal/mundo

Berlusconi garante ter maioria parlamentar

Berlusconi garante ter maioria parlamentar

Roma - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou neste domingo que, apesar das últimas deserções de deputados da coalizão governista, o Executivo possui o apoio da maioria no Parlamento.

"Apesar dos abandonos, que espero que possam retornar, temos até a maioria. Comprovamos os números nas últimas horas e temos a maioria", garantiu Berlusconi, em discurso por telefone durante o congresso do movimento Ação Popular.

A imprensa italiana informa que, diante da importante votação da próxima terça-feira, quando será necessário aprovar o documento com as contas do Estado de 2010, o número de deputados da coalizão governista caiu para 306 devido aos últimos abandonos, por isso não se conseguiria aprovar o texto.

Enquanto estava na Cúpula do G20 em Cannes (França), Berlusconi perdeu o apoio de dois deputados de seu partido - Alessio Bonciani e Ida D'Ippolito -, que passaram a fazer parte do grupo da União da Democracia Cristã e de Centro (UDC).

Segundo a imprensa, já seriam 20 os deputados que estariam pensando em votar contra o Governo na terça-feira. Mas Berlusconi reiterou que, segundo suas contas, têm a maioria e destacou que seu Governo pretende permanecer até 2013, quando termina a atual legislatura. "Não acreditamos em Governos de união nacional, nem Governos técnicos. Nós continuaremos governando, mas, se no final não for possível, a única alternativa seriam as eleições antecipadas", ressaltou o premiê.

Berlusconi fez um apelo aos partidos da oposição para que votem as reformas econômicas previstas por seu Governo para reduzir a dívida e fomentar o crescimento, como pedido pela União Europeia. "Não votá-las não significa ir contra a maioria, mas contra a Itália". "Nosso país se encontra diante da dupla ameaça: a da especulação nos mercados e a especulação política sobre a crise na tentativa de buscar uma maneira de chegar ao poder. Não podemos, portanto, deixar a Itália em mãos desta esquerda", acrescentou.

Já o líder do Partido Democrata, Pier Luigi Bersani, anunciou que se está pensando na possibilidade de apresentar uma moção de censura. "Não sei o que acontecerá na terça-feira, mas discutiremos com os demais partidos na oposição e cogitaremos apresentar um voto de censura".
COPIADO :  http://odia.ig.com.br/portal/mundo/

Forças de segurança matam quatro pessoas na Síria, dizem ativistas

Forças de segurança matam quatro pessoas na Síria, dizem ativistas

Atualizado em  6 de novembro, 2011 - 09:21 (Brasília) 11:21 GMT
Ativistas de oposição da Síria informaram neste domingo que quatro civis foram mortos pelas forças de segurança do país.
As mortes ocorreram na cidade de Homs, no quarto dia de violência desde que o governo sírio informou que vai aceitar os termos do plano de paz da Liga Árabe e retirar os soldados das áreas residenciais.
O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al-Arabi, alertou para o que ele chamou de consequências catastróficas para a região se o plano de paz fracassar.
Segundo o correspondente da BBC para o Oriente Médio há indicações de que a Liga Árabe possa voltar a se reunir para decidir sobre a expulsão da Síria.
COPIADO : http://www.bbc.co.uk/portuguese

Mercado em Bagdá é atingido por ataques coordenados

Mercado em Bagdá é atingido por ataques coordenados

Atualizado em  6 de novembro, 2011 - 16:07 (Brasília) 18:07 GMT
A polícia iraquiana informou neste domingo que ao menos oito pessoas foram mortas em ataques a bomba na capital do país, Bagdá.
Um mercado no bairro de Shurja foi alvo de três ataques, que ocorreram quase simultaneamente.
O local estava lotado de moradores, que compravam alimentos para as celebrações do Eid al-Adha, um dos feriados mais importantes do calendário islâmico.
O atentado ocorreu mesmo com medidas de segurança extras que foram implementadas por causa do movimento do feriado. Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas.
De uma maneira geral, a violência no Iraque vem caindo desde que atingiu níveis recordes, entre 2006 e 2007. No entanto, ataques contra civis continuam sendo comuns.
A violência vem aumentando, especialmente em Bagdá, nos últimos meses, à medida que os últimos soldados americanos se preparam para deixar o país, no fim do ano.
Segundo dados oficiais, 258 pessoas foram mortas em episódios violentos em outubro no Iraque.
O número levantou temores de que a violência volte a disparar uma vez que os EUA deixem inteiramente a cargo dos iraquianos a segurança do país.
COPIADO : http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_

Vídeos: Não deu certo? O jeito é rir! ( http://br.msn.com)

Comissão Especial terá mais 20 sessões para examinar o projeto de Lei Geral da Copa


Comissão Especial terá mais 20 sessões para examinar o projeto de Lei Geral da Copa

Brasília - A Comissão Especial da Câmara encarregada do parecer sobre o projeto de Lei Geral da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de 2014 deverá ter mais 20 sessões para terminar sua tarefa, o dobro das previstas inicialmente. Como o projeto ainda terá que passar pelo Senado se for aprovado na Câmara, e como o Congresso entra em recesso em dezembro, só em 2012 a apreciação deverá ser concluída pelo Poder Legislativo.

A ampliação dos trabalhos foi solicitada à Mesa da Câmara pela Comissão, que aguarda a resposta favorável para elaborar um novo cronograma de trabalho. A intenção é ouvir cerca de 50 pessoas em audiências públicas, realizar quatro seminários fora de Brasília e votar o relatório final antes do recesso parlamentar, em princípio no dia 6 de dezembro, conforme o cronograma estabelecido pelo relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).

Se o cronograma for mantido, a solução será realizar audiências públicas com mais de um bloco de convidados, mas isso dependerá de acertos entre a presidência e a relatoria da Comissão. Até agora foram realizadas duas dessas audiências - uma para ouvir o então ministro do Esporte, Orlando Silva, e outra tendo como convidados representantes de entidades de defesa do consumidor e do governo. Já estão aprovados requerimentos para ouvir o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o ex-jogador e atual deputado federal Romário (PSB-RJ), que também é membro da Comissão, faltando apenas definir as datas dessas audiências.

O que já está confirmado é a audiência pública na próxima terça-feira (8) com o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, e com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local da Copa, Ricardo Teixeira.  A audiência está marcada para as 10 horas, segundo a secretaria da Comissão Especial.

Serão realizados também cinco seminários regionais para discutir com a sociedade e com o governo o projeto de Lei Geral da Copa, em quatro cidades-sede da competição: em Salvador e em Porto Alegre (datas ainda não confirmadas), em Brasília (dia 24/11), em Manaus (28/11) e em São Paulo (1/12).

Como a Comissão Especial não tem poder conclusivo para decidir sobre o projeto, ele só poderá receber emendas no plenário da Câmara, antes da votação do relatório final, cabendo aos membros da Comissão apenas o direito de apresentar sugestões para o parecer do relator Vicente Cândido. Depois de votado pelos deputados o projeto será apreciado pelo Senado, e, caso receba emendas, voltará à Câmara para deliberação sobre as alterações feitas pelos senadores.

As informações são da Agência Brasil
COPIADO : http://odia.ig.com.br/

Kadafi teria R$ 2,8 bilhões em propriedades no Reino Unido, diz jornal.


O DIA ONLINE - ir para a capa
Kadafi teria R$ 2,8 bilhões em propriedades no Reino Unido, diz jornal

Londres (Inglaterra) - O ex-ditador líbio Muamar Kadafi, morto no mês passado durante a guerra civil em seu país, tinha um império imobiliário avaliado em 1 bilhão de libras (cerca de R$ 2,8 bilhões) no Reino Unido, revela neste domingo o jornal britânico "Sunday Times".

segundo o periódico, Kadafi comprou imóveis residenciais em bairros de luxo em Londres, assim como edifícios comerciais e um prédio alugado por um hospital privado. Essas propriedades fazem parte da rede de investimento global idealizada por Kadafi, que morreu no dia 20 de outubro ao ser capturado pelos revolucionários líbios na cidade de Sirte.

Durante o conflito civil na Líbia, as Nações Unidas congelaram ativos de mais de 100 bilhões de libras (cerca de R$ 280 bilhões) pertencentes ao regime de Trípoli.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio pediu a analistas financeiros e agentes imobiliários em Londres que ajudem a identificar os investimentos que o regime de Kadafi possuía no Reino Unido.

Entre as propriedades identificadas pelo jornal, estão um complexo de escritórios na City (distrito financeiro de Londres), denominado Beaufort House, no valor de 150 milhões de libras (cerca de R$ 420 milhões), e outros dois blocos de escritórios - Jardine House e 14 Cornhill -, avaliados em 145 milhões de libras (cerca de R$ 405 milhões).

Um dos imóveis pertencentes ao antigo regime de Kadafi é o prédio utilizado pelo hospital privado Wellington, no bairro londrino de St John's Wood.

Propriedade da empresa Jawaby Property Investment Limited, uma subsidiária da Corporação Nacional de Petróleo da Líbia, o prédio em questão é alugado por 1,4 milhão de libras (cerca de R$ 3,9 milhões) por ano. Um porta-voz do hospital disse que a direção do estabelecimento não tinha conhecimento do vínculo do edifício ao regime do ex-ditador quando começou a alugá-lo em 2008.

Um dos filhos de Kadafi, Saif al-Islam, viveu em Londres. Considerado o sucessor do pai no antigo regime, ele estudou na London School of Economics (LSE) e atualmente está em paradeiro desconhecido.

As informações são do IG

Atentado suicida em mesquita deixa seis mortos no Afeganistão

Atentado suicida em mesquita deixa seis mortos no Afeganistão

Cabul (Afeganistão) - Pelo menos seis pessoas, incluindo um alto comandante da Polícia, morreram neste domingo em um atentado suicida em uma mesquita na província de Baghlan, no norte do Afeganistão, informou o oficial de inteligência coronel Sikandar à agência de notícias local "Pajhwok".

O ataque ocorreu na localidade de Hassan Khel quando os fiéis trocavam a tradicional saudação pelo começo da festividade islâmica do Eid al-Adha. O terrorista detonou a carga explosiva que levava em seu corpo, enquanto um comandante da Polícia, identificado como Abdul, abandonava a mesquita após a oração.

De acordo com esta versão, a explosão causou a morte do comandante policial e de cinco guardas de segurança, enquanto outras cinco pessoas ficaram feridas. Já a agência de notícias afegã "AIP", que cita fontes de segurança anônimas, elevou o número de mortos a sete.

Segundo a imprensa local, o comandante Abdul era um aliado próximo do general Rashid Dostum, antigo "senhor da guerra" e principal referência da minoria uzbeque afegã.

O norte do Afeganistão é relativamente estável em comparação com a zona fronteiriça com o Paquistão - habitada pela etnia pashtun, própria dos talibãs -, mas a região não é imune à violência dos insurgentes, que estão presentes em todo o país.

As informações são do IG
COPIADO : http://odia.ig.com.br/

Aroeira - http://odia.ig.com.br/portal/especiais/aroeira

COPIADO :http://odia.ig.com.br/portal/especiais/aroeira/NOVEMBRO
Aroeira? Ah, aquele cara das charges do DIA...
Os personagens da vida pública brasileira e mundial são alvos constantes de seus desenhos precisos. Com crítica e ironia, ele ilustra a primeira página do DIA. O teste da aceitação, já foi feito: em uma banca de jornal ficou observando o que os leitores achavam de suas charges. O resultado? "Surpreendente", diz. Uma ou outra pessoa o reconhece nas ruas. "Você não é aquele cara que foi entrevistado no programa da TV?" A maioria conhece, no entanto, apenas seus traços - uma prova do reconhecimento de seu talento. Mas, afinal, quem é Renato Luiz Campos Aroeira?

Aviação israelense mata palestino na Faixa de Gaza -

Aviação israelense mata palestino na Faixa de Gaza
05 de novembro de 2011 17h34 atualizado às 18h00

 

Um militante da Jihad Islâmica morreu e outros três palestinos ficaram feridos na noite deste sábado em um ataque da aviação israelense contra a região de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, segundo fontes locais.
Oficiais israelenses confirmaram o ataque aéreo, que procurava "terroristas" que atiraram contra tropas do Exército hebreu na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
AFP
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COPIADO :  http://noticias.terra.com.br/

Acordo com Liga Árabe não muda rotina de violência na Síria

5/11/2011 - 13h03

Acordo com Liga Árabe não muda rotina de violência na Síria

ASHRF FAHAM
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA EM DAMASCO

Protestos e repressão violenta continuam acontecendo por todo o país, enquanto diplomatas se reúnem para pensar novas medidas
O acordo entre o governo sírio e a Liga Árabe --anunciado há dois dias e que previa a remoção do aparato militar de cidades como Homs, Hama e Deraa e em áreas residenciais no subúrbio de Damasco-- não surtiu o efeito esperado, pelo menos nos primeiros dias.
Manifestantes continuam desafiando o regime com protestos em várias cidades enquanto as forças de segurança insistem na repressão violenta e prisões em massa. Até o final da tarde de sexta-feira foram registradas 18 mortes, a maioria em Homs, e duas de ativistas alvejados quando tentavam cruzar a fronteira com a Jordânia.
Foi possível constatar, ainda, que além de novos "check points" espalhados pelos subúrbios, a presença ostensiva da polícia e das forças armadas continua na mesma intensidade dos últimos meses na região central de Damasco, principalmente nos arredores da praça Midan --onde protestos têm ocorrido desde o início das revoltas, há oito meses.

Reuters
Manifestantes protestam na sexta-feira (4) contra o ditador Bashar Assad em Hula, próximo a Homs, na Síria
Manifestantes protestam na sexta-feira (4) contra o ditador Bashar Assad em Hula, próximo a Homs, na Síria

Mas nem isso impediu que um grupo com cerca de 150 manifestantes percorresse as ruas estreitas da vizinhança entoando cantos contra o presidente para dificultar o trabalho de repressão.
Diferentes grupos da oposição, incluindo o Conselho Nacional Sírio (SNC, na sigla em inglês) repudiaram a iniciativa da Liga Árabe e alegam que qualquer tentativa de diálogo com o atual regime será prontamente rejeitada.
Um diplomata egípcio que está na Síria participando dos encontros da liga árabe e pediu para não ser identificado qualificou as reuniões do grupo como "completamente inúteis, até o momento". "As condições impostas pela Síria são vagas, eles podem afirmar que não estão sendo cumpridas a qualquer momento, para justificar o não cumprimento das promessas que fizeram no acordo --o que já está acontecendo, nos primeiros dias", explicou.
PROMESSAS E CONDIÇÕES
O governo de Bashar Assad impôs três condições para atender às reividicações da Liga Árabe. Em primeiro lugar, a cessão imediata da "guerra midiática" encabeçada pelas emissoras Al Jazeera e Al Arabia, que têm transmitido protestos e flagrantes de violência em tempo real, diariamente.
O governo sírio alega que as emissoras do Qatar e da Arábia Saudita, respectivamente, tem municiado ativistas com aparelhos móveis e telefones via satélite para "tirar proveito da situação e intensificar o caos no país".
Outra condição é o monitoramento e compromisso dos vizinhos Líbano e Jordânia para combater a entrada de armas e munições por ambas as fronteiras. Bashar Assad evitou, entretanto, qualquer menção às fronteiras com a Turquia e Iraque.
Por sim, a retomada do diálogo nacional entre o regime e oposição, medida vigorosamente rejeitada por opositores que afirmam existir uma oposição "fabricada" pelo governo sírio pronta para representá-los caso o diálogo aconteça.
Em contrapartida, o regime alegou que libertaria, antes do "aíd" (feriado muçulmano que vai de domingo a quinta-feira) todos os presos políticos que cumprem pena ou aguardam julgamento desde março, retiraria todo o aparato militar presente em várias cidades, liberaria a entrada e garantiria livre acesso a mídia internacional no país.
Membro do Conselho Nacional Sírio, o ativista Louay Safi afirma que medidas mais duras precisam ser tomadas.
"A expulsão da Síria pela liga ou novas sanções do conselho de segurança seriam bem-vindas, ou algo nesse sentido, ou, como adiantamos no dia do acordo, nada mudará, o regime está apenas tentando ganhar tempo, enquanto tanques continuam assombrando nossas cidades, jornalistas sendo presos e ativistas políticos aguardando pela anistia", disse Safi.
Ashrf Faham é o pseudônimo de um jornalista brasileiro que está na Síria.

Para CGU, governo falha em sistemas digitais anticorrupção

05/11/2011 - 07h00

Para CGU, governo falha em sistemas digitais anticorrupção

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, avalia que o serviço estatal de desenvolvimento sistemas digitais "não tem dado conta" da demanda dos ministérios.
Para Hage, fraudes poderiam ser evitadas se o serviço fosse mais eficiente, por exemplo, com a implantação plena do Sincov (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse), ainda incompleto.
Leia a transcrição da entrevista de Jorge Hage
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Confira especial sobre o programa
"O Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados] não tem condições de atender às demandas de todos os Ministérios da Esplanada, essa que é a verdade. Tudo atrasa", declarou o ministro.
Hage falou sobre o assunto no programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Na entrevista, o ministro falou também sobre a Lei de Acesso a Informações Públicas, aprovada pelo Senado em 25 de outubro. O texto ainda deve ser sancionado pela presidente da República.
Segundo Hage, Dilma Rousseff pode vetar um ponto do texto: a criação da comissão de reavaliação de dados composta por integrantes dos Três Poderes para classificar o grau de sigilo dos documentos.
A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Jorge Hage. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição está disponível em texto.
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A IMPORTÂNCIA REAL DO PROFESSOR - Por: José Acaci* Natal rn

20/09/2011  COPIADO : http://www.sintern.org.br/posts/

A IMPORTÂNCIA REAL DO PROFESSOR

Por: José Acaci*
Se você é um bom advogado,
se é juiz, ou se é um engenheiro,
se hoje você tem muito dinheiro,
deve ter estudado pra danado.
Parabéns por você ter alcançado,
pois merece essa honra com louvor,
não esqueça que antes de ser doutor,
você foi um aluno no passado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.
Professor que acorda sempre cedo,
pra chegar sempre no horário certo,
sua vida é como um livro aberto,
sua história tem sempre um grande enredo.
Se adoece ele chega a sentir medo
de não poder mostrar o seu valor,
pede a Deus para livrá-lo da dor,
pra na sala outra vez ser abraçado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.
No trabalho incessante mete o peito,
Descobrindo maneiras de ensinar,
Está sempre disposto a explicar,
E explica sempre de um novo jeito,
Pra falar dele, eu sei que sou suspeito,
Mas eu quero gozar este sabor,
De cantar para o mundo seu valor,
E dizer que de amor ele é cercado,
Eu só quero que fique registrado
A importância real do professor.
Se na sua labuta ele se cansa,
Pede a Deus que lhe dê mais energia,
Mais saúde e mais sabedoria,
E nessa caminhada ele avança.
Sua própria história se entrança,
Com a história do bravo lutador,
Enalteço seu nome e seu valor,
E lhe digo: “És um bem aventurado”.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.

*Além de cordelista, José Acaci é professor de matemática

Polícia prende mais um no caso dos grampos - Londres (AE)

Copiado : http://tribunadonorte.com.br/
Polícia prende mais um no caso dos grampos
Londres (AE) - Autoridades britânicas detiveram um homem não identificado de 48 anos nesta sexta-feira, na investigação relacionada aos grampos telefônicos feitos pelo extinto tabloide News of the World, da News Corporation. O homem foi detido em conexão com uma das vertentes da investigação, a de que repórteres do extinto tabloide subornaram policiais para obter informações. Em separado, a News International, unidade britânica da News Corporation, abriu oficialmente um plano, há muito esperado, para compensar financeiramente as vítimas das escutas telefônicas feitas pelo tabloide - uma alternativa adotada pela empresa para evitar, possivelmente, ter que pagar indenizações ainda maiores às vítimas nos tribunais.

A Scotland Yard, disse que o homem de 48 anos preso nos arredores de Londres, na manhã de hoje, ainda não foi acusado, informa o Wall Street Journal. Em janeiro, a polícia britânica reabriu a investigação sobre as escutas telefônicas feitas pelo News of the World. Após seis meses, a polícia abriu uma segunda investigação, sobre as acusações de que os editores do defunto tabloide subornaram policiais em troca de informações. A News Corporation, empresa do magnata midiático Rupert Murdoch, fechou o News of the World em julho. O jornal tinha a edição de domingo mais disputada da Grã-Bretanha.

Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados

COPIADO : http://odia.ig.com.br/

Síria acusa EUA de apoiar rebeldes armados

Damasco (Síria) - O Governo sírio acusou neste sábado os Estados Unidos de apoiar e financiar o que classificou como "grupos terroristas" que atuam no país, após Washington desaconselhar os rebeldes sírios de se renderem em troca da anistia prometida por Damasco.

Segundo uma fonte anônima do Ministério das Relações Exteriores sírio citada pela agência de notícias oficial "Sana", os EUA "revelaram novamente sua flagrante ingerência nos assuntos internos da Síria".

A fonte cita como prova dessa suposta ingerência as declarações realizadas nesta sexta-feira pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland. "Não recomendaria a ninguém que se entregasse às autoridades do regime neste momento", foram as palavras de Nuland.

Para Damasco, essas "declarações irresponsáveis" só têm como objetivo "incitar à revolta e apoiar os atos de assassinato e terrorismo cometidos por grupos armados contra cidadãos sírios", segundo a fonte oficial síria.

Da mesma forma, o regime de Bashar al Assad reivindicou à comunidade internacional que enfrente as políticas que "contradizem a legislação internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao combate contra o terrorismo e seu financiamento".

O Ministério do Interior sírio ofereceu nesta sexta-feira uma anistia imediata aos opositores ao regime que pegaram em armas mas não tenham cometido crimes violentos.

As informações são da EFE

Murió el máximo líder de las FARC

El máximo comandante de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, FARC, Alfonso Cano, murió en combate con las fuerzas militares colombianas en una región montañosa del departamento del Cauca, en el suroeste de Colombia.
El jefe rebelde perdió la vida en un enfrentamiento armado que se produjo tras el bombardeo de su campamento en la zona rural de Suárez.
Cadáver de Alfonso Cano
El cadáver de Alfonso Cano, tal como fue mostrado a la prensa en la zona de Suárez.
El ministro de Defensa de Colombia, Juan Carlos Pinzón, dijo en una rueda de prensa, en Bogotá, que Cano había caído abatido mientras intentaba romper el cerco tendido por los efectivos del ejército.
Según las autoridades colombianas ya está plenamente confirmada la identidad de Cano.
Aún no está confirmado si también murió la compañera sentimental del máximo jefe guerrillero, conocida con el alias de "Patricia".
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Pinzón pidió al resto de los hombres que permanecen activos en las FARC a entregar las armas: "No les queda mejor opción que la desmovilización", dijo.

Triunfo

Desde la ciudad de Cartagena, en el norte de Colombia, el presidente Juan Manuel Santos dijo "Cayó el número uno de las FARC".
"Debemos insistir hasta traerle a los colombianos un país en paz"
Presidente de Colombia, Juan Manuel Santos.
Según Santos, la muerte de la muerte de Alfonso Cano es "un golpe histórico".
"Debemos insistir hasta traerle a los colombianos un país en paz", dijo Santos al indicar que aún falta mucho por hacer para lograr la desmovilización de las FARC.
Hace dos meses el líder rebelde se había trasladado al departamento del Cauca huyendo de la ofensiva de las fuerzas militares colombianas.
Desde el mediodía de este viernes se estuvieron escenificando combates que se extendieron por más de 10 horas entre las fuerzas militares colombianas y el sexto frente de las FARC en la zona rural de Suárez que culminaron con la caída del jefe rebelde.

Incertidumbre

Alfonso Cano
El máximo jefe de las FARC murió tras 10 horas de combates entre las fuerzas militares de Colombia y los rebeldes en una región montañosa del departamento del Cauca.
Tras varios golpes recientes sufridos por las FARC en una campaña que ya alcanza casi al medio siglo, la desaparición de Cano abre un período de incertidumbre dentro de la organización guerrillera que debe traducirse en una reorganización de su máxima dirigencia, compuesta por siete miembros.
Los posibles candidatos a ocupar el puesto de Cano son Timoleón Jiménez, más conocido como Timochenko o Rodrigo Londoño, de quien se afirma que es partidario de una línea dura.
Iván Márquez, cuyo nombre verdadero es Luciano Marín, es un negociador y en el pasado sostuvo conversaciones con el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, en Caracas, respecto a la liberación de rehenes de las FARC.
Colombia afirma que se encuentra en Venezuela, pero Caracas desmiente esas versiones.
El tercer nombre que circula como reemplazante de Cano es el de Pastor Alape, seudónimo de Féliz Antonio Muñoz, quien opera en una vasta región del centro de Colombia.
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Europa 'pedinte' não pode escolher a quem pedir, diz analista

Europa 'pedinte' não pode escolher a quem pedir, diz analista

Atualizado em  3 de novembro, 2011 - 08:33 (Brasília) 10:33 GMT
Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Foto: Getty Images
Para diretor do G20 Research Group, europeus devem deixar de lado qualquer tipo de orgulho
Os países europeus em dificuldades financeiras tentam a partir desta quinta-feira, na reunião de cúpula do G20 realizada em Cannes, na França, convencer os grandes países emergentes, como o Brasil e a China, a ajudá-los. Para analistas ouvidos pela BBC Brasil, os europeus devem deixar de lado um possível orgulho e admitir que não têm condições de deixar a crise sozinhos.
"Pedintes não podem escolher a quem pedir", afirma John Kirton, professor da Universidade de Toronto e diretor do G20 Research Group, que se dedica a acompanhar e analisar a atuação do grupo que reúne as principais economias do planeta.
Para ele, as resistências na opinião pública europeia à busca de ajuda entre os antigos "pobres" e a possível submissão às condições impostas para essa ajuda, como ter de seguir a cartilha de políticas do FMI, devem ser deixadas de lado por conta da necessidade.
"Certamente os italianos, por exemplo, não gostariam de receber ordens do Brasil ou da Rússia, mas se a Itália não conseguir equilibrar suas contas irá à falência e precisará de um resgate. E os países desenvolvidos sozinhos não têm condição de resgatá-los, quem pode fazer isso é o G20", diz.
Uma posição semelhante foi manifestada por Thomas Bernes, diretor-executivo do Centro para Inovação em Governança Internacional (CIGI) e especialista em G20. Para ele, "o orgulho europeu será ferido, mas há um crescente reconhecimento de que mais esforços serão necessários para conter a crise".
Clique Leia mais na BBC Brasil: Com Europa à espera de ajuda, Dilma chega a Cannes

Interesse dos emergentes

Muitos analistas avaliam que é do interesse dos países emergentes ajudar a tirar os países europeus da crise, já que esse é um mercado importante de exportações para eles, além do fato de que um aprofundamento da crise teria um forte impacto global.
"É geralmente do interesse dos países emergentes agir cooperativamente no contexto do G20. Eles podem decidir ajudar mesmo sem estabelecer condições para isso", afirma o economista Ignacio Angeloni, editor do G20 Monitor, publicado pelo cento de estudos belga Bruegel.
Para John Kirton, "a Europa é um importante mercado para as exportações da China, que sabe que não pode deixar a Europa afundar".
"O governo chinês não quer arriscar um aumento do desemprego na indústria do país e a possível instabilidade social que isso pode trazer. Por isso, creio que farão de tudo para ajudar a evitar uma crise financeira global", diz.
Os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que se reuniram na manhã desta quinta-feira para discutir uma posição comum a respeito da crise europeia, já manifestaram que se dispõem a ajudar, mas desde que a ajuda seja canalizada por meio do FMI.
Para Kirton, o Brasil pode ter um papel-chave na definição de uma possível ajuda dos emergentes à Europa, por ter passado recentemente pela mesma situação, de estar "do outro lado do balcão", como receptor de ajuda do FMI após a crise asiática, de 1998.
"Se olharmos a história da última década, o Brasil na crise asiática era consumidor de segurança financeira, agora é produtor de segurança financeira", diz. "Dos países dos Brics, só a Rússia, que declarou moratória em 1998, também passou pela mesma situação", afirma.
Clique Leia mais: Possível ajuda de emergentes gera na Europa temor de 'colonização às avessas'

Agenda ofuscada

A reunião anual de cúpula do G20, que começa oficialmente no início da tarde desta quinta-feira, vem tendo sua agenda ofuscada pelas discussões sobre a crise europeia e, principalmente, pelo anúncio da Grécia de que submeteria o plano de resgate do país anunciado na semana passada a um referendo, o que provocou pânico nos mercados financeiros na terça-feira.
Para Thomas Bernes, "a crise na zona do euro vai claramente consumir todo o oxigênio, deixando pouco tempo e atenção para a agenda mais ampla".
Poucos creem que a cúpula, ainda que consiga um apoio financeiro dos demais países do G20 aos europeus, sirva para dissipar definitivamente a crise, mas na avaliação de John Kirton, poderá ter o efeito de abrir espaço para o avanço posterior da agenda mais ampla do G20, surgida após a crise de 2008 com o objetivo de evitar a repetição de crises semelhantes.
Ele cita como exemplos a questão da regulação e dos controles no sistema financeiro, o estabelecimento de medidas para estabilizar os preços de commodities ou a reforma do FMI, que poderiam ajudar a reduzir o impacto da atual crise e a evitar novas crises.
Para Ignazio Angeloni, a crise europeia está dentro das competências do G20, que "já agiu com sucesso como gerenciador da crise em 2008 e poderá contribuir novamente na atual situação".
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Documento do G20 cita 'solidez' de finanças públicas brasileiras

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Documento do G20 cita 'solidez' de finanças públicas brasileiras

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 16:58 (Brasília) 18:58 GMT
Dolar/AFP
Países com superávit devem estimular a demanda doméstica
O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes, na França, como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar.
A citação, em um anexo ao comunicado chamado "Plano de Ação para Crescimento e Empregos", aparece em meio à definição das medidas que cada país do grupo poderá adotar para ajudar na recuperação econômica global.
Segundo o documento, Brasil, Austrália, Canadá, China, Alemanha, Coreia e Indonésia, que se encontram nessa situação, se comprometem "a deixar suas medidas automáticas de estabilização (como corte ou elevação de juros, por exemplo) funcionarem e a tomar medidas adicionais para apoiar a demanda doméstica se a situação econômica piorar".
Os países europeus, por sua vez, se comprometem, no texto, a adotar uma série de medidas para ajudar na recuperação da crise e garantir a estabilidade da zona do euro.
Entre elas estão medidas para o saneamento das contas públicas, em especial nos países "que enfrentam dificuldades específicas em seus mercados para dívida soberana" e para aumentar a confiança no setor bancário.
O plano de ação prevê ainda que, no médio prazo, os países com superávit comercial (como a China, a Alemanha e o Japão, não citados nominalmente no documento), devem adotar medidas para estimular a demanda doméstica. Isso evitaria as distorções provocadas pelo peso excessivo que as exportações têm sobre essas economias.
O texto diz ainda que a China, criticada pela política de câmbio controlado que manteria sua moeda artificialmente desvalorizada, se compromete a "seguir para uma conversibilidade gradual do iuan e reduzir o ritmo de acumulação de reservas".

Dilma nega 'virada protecionista' do Brasil

Dilma nega 'virada protecionista' do Brasil

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 16:14 (Brasília) 18:14 GMT
Dilma Rousseff/AFP
Dilma: o país precisa se proteger de desequilíbrios provocados por 'guerra cambial'.
Em entrevista coletiva após o encerramento da reunião de cúpula do G20, em Cannes, nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff negou que país esteja vivendo uma virada protecionista, em referência às críticas a medidas como o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis importados anunciada pelo governo em setembro.
Dilma afirmou que o Brasil defende o livre comércio internacional, mas precisa adotar medidas para se proteger dos desequilíbrios provocados pela chamada "guerra cambial".
"A questão do livre comércio tem que passar também pela questão cambial. Obviamente nós temos que nos proteger também. Não é protecionismo", afirmou.
Segundo ela, o Brasil defende a retomada das negociações para a Rodada Doha de liberalização do comércio global, mas disse que elas enfrentam "uma série de contradições que impedem que ela ande".
Ela citou "políticas que manipulam as taxas de câmbio" e disse que os líderes do G20 reconheceram que "é preciso criar um ambiente de estabilidade cambial para discutir a Rodada Doha de maneira efetiva".
Segundo ela, a crise econômica intensificou o problema, com medidas de expansão monetárias como os programas americanos de "flexibilização quantitativa", e com os juros baixos praticados nos países desenvolvidos, que provocam fluxos de capitais para os países em desenvolvimento e o fortalecimento de suas moedas.
No comunicado final dos líderes do G20 divulgado ao final do encontro, eles se comprometem a "não introduzir novas medidas para restringir o comércio antes de 2013 e suspender todas as medidas protecionistas que já foram implementadas".

Economia americana tem falta de mão-de-obra especializada


Economia americana tem falta de mão-de-obra especializada

Atualizado em  4 de novembro, 2011 - 15:00 (Brasília) 17:00 GMT
Trabalhador americano/Getty Images
Há falta de trabalhadores especializados em algumas áreas nos EUA
Apesar da alta taxa de desemprego, que caiu de 9,1% em setembro para 9% em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho dos EUA, alguns setores da economia americana sofrem com falta de mão-de-obra especializada.
Em áreas como tecnologia da informação, mineração, serviços de saúde e indústria manufatureira, empregadores relatam dificuldade em conseguir profissionais com a qualificação necessária.
Uma pesquisa recente feita pela consultoria Deloitte em conjunto com o Manufacturing Institute, entidade que representa o setor manufatureiro, calcula que 600 mil vagas permanecem abertas na indústria manufatureira porque os empregadores não conseguem encontrar funcionários o nível de instrução desejada.
O problema da falta de mão-de-obra especializada não é novo nos Estados Unidos. Mas o fato de que persiste mesmo em um momento em que 13,9 milhões de americanos estão desempregados surpreende alguns analistas.
"Algumas pessoas acham estranha a ideia de que os empregadores possam ter dificuldade em recrutar profissionais especializados em um momento em que há tanto excesso de trabalhadores procurando por empregos", disse à BBC Brasil a analista Madeleine Sumption, do Migration Policy Institute, em Washington.
"Mas o alto desemprego não significa que certos profissionais especializados não sejam difíceis de encontrar. Há algumas ocupações específicas em que a demanda permanece muito forte", afirma.
"De certo modo, estamos limitando um recurso enorme com o qual sempre havíamos contado, que é a imigração de engenheiros, cientistas e outros profissionais altamente especializados para se unirem à força de trabalho dos Estados Unidos"
Gary Gereffi, diretor do Centro de Globalização, Governança e Competitividade da Duke University
Imigrantes
Sumption cita dados do setor de saúde, onde a taxa de desemprego para profissionais especializados é de 3%, bem menor que o total de 9%. "Esta é uma economia que ainda está à procura de trabalhadores. Geralmente, profissionais altamente especializados."
Segundo a analista, diante desse cenário, muitos profissionais de outros países podem pensar em imigrar para os Estados Unidos e aproveitar a oportunidade.
Sumption alerta, no entanto, que profissionais de outros países podem enfrentar dificuldades, como adaptar a licença para exercer a profissão às regras americanas.
Em outros casos, diz Sumption, a capacitação e a experiência dos imigrantes podem não ser as mesmas exigidas pelo mercado americano, o que obrigaria os trabalhadores estrangeiros a investir em nova capacitação.
Outra barreira pode ser o idioma. "Algumas pessoas podem ter o conhecimento técnico necessário, mas se não falam inglês, não conseguirão exercer sua profissão aqui."
O professor Gary Gereffi, diretor do Centro de Globalização, Governança e Competitividade da Duke University, observa que há também um problema da "fuga de cérebros a contrário" nos Estados Unidos.
O aumento das restrições a vistos para imigrantes após os atentados de 11 de setembro de 2001 fez com que muitos profissionais estrangeiros voltassem a seus países de origem após fazer Mestrado ou Doutorado em universidades americanas.
"De certo modo, estamos limitando um recurso enorme com o qual sempre havíamos contado, que é a imigração de engenheiros, cientistas e outros profissionais altamente especializados para se unirem à força de trabalho dos Estados Unidos", afirma Gereffi.
Guerra por talentos
De acordo com o professor Arie Lewin, da Fuqua School of Business da Duke University, na Carolina do Norte, as empresas americanas enfrentam uma "guerra por talentos".
Um estudo conduzido por Lewin concluiu que, quando muitas empresas começaram a demitir engenheiros em 2009, no auge da recessão, provocando um aumento na taxa de desemprego para a categoria, elas na verdade estavam descartando profissionais que não eram considerados os melhores em suas áreas.
"Por um lado, as empresas estão aprendendo a operar com menos engenheiros e a contratar profissionais temporariamente, para projetos específicos. Ao mesmo tempo, elas estão cortando funcionários que são bons, mas não são os melhores", disse Lewin à BBC Brasil.
A falta de mão-de-obra especializada é também apontada pelo estudo de Lewin como um dos principais motivos que levam muitas empresas a terceirizar suas atividades para outros países.
Lewin observa que até mesmo empresas de médio porte estão aumentando seus investimentos em terceirização e alerta para o risco de que a "guerra por talentos" já tenha se transformado em um problema global.
De acordo com Gereffi, o problema também é de demanda, e não tanto de oferta de mão-de-obra especializada, já que há muitas pessoas com especialização que estão desempregadas ou subempregadas.
"Uma vez que esteja claro onde a demanda estará, onde o governo e as empresas privadas planejam investir, acredito que, com tantas boas instituições acadêmicas, poderemos gerar os talentos necessários", afirma.
Especialistas temem os efeitos de longo prazo, caso a carência de profissionais especializados se mantenha no mercado de trabalho americano por muito tempo.
"Mais e mais inovação será feita fora dos Estados Unidos", diz Lewin.
COPIADO : ttp://www.bbc.co.uk/portuguese/notici

Barcos com ajuda humanitária estão chegando a Gaza, diz ativista

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/04/barcos-com-ajuda-humanitaria-estao-chegando-gaza-diz-ativista-925735801.asp#ixzz1cmh4GC3c
JERUSALÉM - O ativista palestino Rana Baker afirmou nesta sexta-feira que dois barcos de ajuda humanitária estão chegando à costa da Faixa de Gaza e vão conseguir violar o bloqueio naval imposto por Israel ao local. De acordo com Baker, as embarcações estão a 130 quilômetros de concluir a viagem e ainda não foram interceptadas pela Marinha israelense. Nos dois barcos, há mantimentos, material de ajuda humanitária e 27 ativistas pela causa palestina, ainda segundo Baker.
Israel defende que o bloqueio naval à Gaza é necessário para impedir que armas cheguem nas mãos de grupos extremistas palestinos, como o Hamas. O governo de Jerusalém propõe que os ativistas mandem os mantimentos por terra e evitem conflitos. No ano passado, nove turcos foram mortos quanto resistiram a uma operação israelense para deter uma flotilha similar a que está próxima a Gaza nesta sexta-feira.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/11/04/barcos-com-ajuda-humanitaria-estao-chegando-gaza-diz-ativista-925735801.asp#ixzz1cmh4GC3c
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