Grande tragédia africana, a maior guerra que acontece em todos os tempos, “A fome”.

Grande tragédia africana, a maior guerra que acontece em todos os tempos, “A fome”.




Muita gente morre crianças e adultos e nada foi feito para salvar algumas pessoas. A maior tragédia do mundo por causa da seca dos últimos 60 anos afeta a Somália, o Quênia, a Etiópia, a Uganda. Muito triste essa realidade. Vamos ajudar. A África pede socorro. Existem direitos humanos somente para crimes? E esse crime contra humanidade? Crianças e adultos que morrem por falta de água e alimento?
Onde fica o direito dessa comunidade que morre por falta de alimento.
O mundo deveria ao invés de gastar com guerras, tentar ajudar essa parte do mundo que vive essa tragédia de misérias, de fome e mortes. Não investe um pouco com a fome desse povo que precisa de urgência de ajuda, que pode ser chamada de calamidade mundial.
Esse descaso mundial e a falta de humanidade dos grandes governantes nos fazem entender que não estão ligandos com que acontece na África. Será que isso acontecerá com as grandes potências? O tratamento que se dar a terra?
A energia nuclear que interferir nos ecossistemas, um ecossistema que já está sendo prejudicados brutalmente por problemas do planeta terra e esses exemplos todos sabe. Desmatamentos para enriquecimentos de pessoas que muitas vezes matam e ficam por isso mesmo. Qual o País que dará o primeiro passo contra a devastação de humanos O G 7? G 8 E O G 20? (Serão os ministros das finanças e governadores de bancos centrais desses países). Quem sabe os EUA, União Européia e o Japão que comandam politicamente as instituições econômicas mundiais (como o FMI e o Banco Mundial).

Dulce.

Saint-Exupéry diz....

“Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, porque cada pessoa é única para nós e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai sozinho, nem nos deixa só.
Leva um pouco de nós mesmos e nos deixa um pouco de si mesmos.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida, a prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso.”
Saint-Exupéry

Lenda da cobra e o vaga-lume.

Conta a lenda que uma vez uma cobra começou a perseguir um vaga-lume.

Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a cobra nem pensar em desistir.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...

No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...

- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não.

- Eu te fiz algum mal?
- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver você brilhar....


Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.

Educação sem avanço!!

O pior salário pago no Brasil, entre todas as categorias as quem tenham o papel principal em uma sociedade, onde formam todas as categorias é o educador.
Salário do Professor no Brasil. Categoria Beneficiada pela constituição, entretanto lei que os gestores não cumprem. A lei garante uma remuneração mínima.
No ano de 2008, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma emenda constitucional que institui o piso salarial nacional para os professores. A categoria é a única do País a ter o benefício assegurado na Constituição Federal. Nessa lei os Municípios e Estados teriam para começar a parti r de 1º de janeiro de 2010 uma remuneração mínima de R$ 950,00 para educadores que tivesse o ensino médio completo, hoje esse valor é de 1.024,00 correção feita pelo MEC quando o piso se tornou obrigatório em todo País.
Hoje em dia ninguém quer mais ser professor, passar anos em uma faculdade para não ter um salário digno, pois o professor não tem condições de pagar uma pós, comprar livros para adquirir mais conhecimentos e entre outras coisa de primeira necessidade para viver.
Tenho observado que o percentual muito grande de professor não tem domínio no conhecimento, muitos falam corretos mas não têm o domínio na língua materna.
Como algumas profissões, deveria ter uma avaliação para profissionais da educação e periodicamente. Tenho observado uma baixa grande de conhecimento, uma simples declaração se não tiver pronta, já elaborada, há dificuldade no domínio da escrita como se expressar no documento expedido entre outros.
Em relação ao professor, ainda é uma educação bancárias e muito pouco eu posso dizer que 2% atua com a pesquisa e a interdisciplinaridade. (Pensar a interdisciplinaridade enquanto processo de integração recíproca entre várias disciplinas e campos de conhecimento "capaz de romper as estruturas de cada uma delas para alcançar uma visão unitária e comum do saber trabalhando em parceria", conforme afirma Palmade (1979), é sem dúvida, uma tarefa que demanda, de nossa parte, um grande esforço no rompimento de uma série de obstáculos ligados a uma racionalidade extremamente positivista da sociedade industrializada.)
Sem qualificação adequada, jogando professores estagiários sem uma investigação de como esses conteúdos estão sendo passado, sem revisão do mestre e orientador, essas aulas não serão bem proveitosas para o alunado e assim é no meu Estado, muitos nem recebem seus salários se não correr em busca desse direito.
Hoje ser professor é uma alternativa do profissional que não tem outra opção no campo profissional, carga horária com os turnos matutino, vespertino e noturno para poder viver.Por isso a educação agoniza nesse País, nenhuma proposta política para médio prazo para formar cidadãos críticos, pensantes capazes de desenvolver não somente seus deveres conforme a Carta magna mas também o direito de educação, saúde e segurança.
Dulce.

O método de Paulo Freire e suas fases de aplicação!

As 40 horas de Angicos, o método de Paulo Freire e suas fases de aplicação!

As 40 horas de Angicos:

Angicos era uma cidade pequena no sertão do Rio Grande do Norte, onde pela primeira vez Paulo Freire usou seu famoso método de alfabetização de adultos. Se realizou assim; Antes da hora: aconteceu o levantamento do universo vocabular que foram 400 palavras, dsepois houveram a chegada de professores voluntários e tudo isso foi financiado pela Aliança para o Progresso, que era para que a América Latina progredisse, e SERCEN, que implanta, administra, organiza a reforma educacional no RN. Vale ressaltar que 75% da população era analfabeta e a taxa de mortalidade era altíssima.

Já nas 40 horas, que teve seu inicio em 18/01/1963, primeiro houve uma apresentação do programa. Na primeira hora trabalhou-se o conceito antropológico de cultura, onde houve a diferenciação de objeto de natrureza e objeto de cultura que é o homem. A investigação do professor é mais pra saber se eles entenderam.

Depois das 40 horas houve a alfabetização de 300 trabalhadores rurais. E Paulo Freire foi convidado a implantar um programa nacional de alfabetização de adultos.

As etapas do método. Primeiro ocorre uma investigação temática, que é procura mesmo dos temas significativos dos educandos, do universo deles e da comunidade em que eles viviam. Depois a tematização, que é o explorar da palavra. E a problematização que vai um pouco mais além onde o professor desafia o aluno a ter uma postura mais conscientizada.

O método. Tudo parte da realidade do educando. Que tem as palavras geradoras que é o levantamento do universo vocabular dos alunos, depois a silabação e as palavras nova onde se forma mais palavras com as sílabas das palavras já conhecidas e assim a conscientização que é a discussão sobre os diversos temas surgidos a partir das palavras geradoras.

As fases de aplicação. São cindo fases: A primeira é o levantamento do universo vocabular. A segunda é silabação das palavras selecionadas, seguia uma seqüência da mais simples para a mais complicada. A terceira era a criação de situações inseridas na realidade local, onde são discutidas com o intuito de abrir perspectivas para a análise crítica consciente de problemas locais e até mesmo nacionais. A quarta fase era a criação de fichas de palavras para a decomposição das famílias fonéticas, são tipo uns roteiros para os debates mas nada muito rígido. A quinta fase era a coscientização a partir de novas palavras.

Paulo Freire teve uma grande influencia no campo educacional lutou pela a escola pública nos anos 80 em São paulo, participa do programa de formação de professores, programa de alfabetização de jovens e adultos, participou do MOVA em São Paulo e outras diversas atitudes.
CONTEÚDO COPIADO DO
http://blogs.multimeios.ufc.br/
SITE:http://blogs.multimeios.ufc.br/paulofreire/2010/06/21/as-40-horas-de-angicos-o-metodo-de-paulo-freire-e-suas-fases-de-aplicacao/
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Livro didático "Por uma vida melhor".O Ministério Público Federal (MPF) .www.nominuto.com

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Início / Notícias / Brasil Sábado, 02/07/2011 às 07h43
MPF arquiva processo sobre livro que defendia "norma popular" da língua portuguesa
Livro causou polêmica porque tem frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada.
Por Redação, com informações da Agência BrasilTamanho do texto: A Imprimir

Foto: Reprodução

Livro didático "Por uma vida melhor".O Ministério Público Federal (MPF) arquivou o inquérito civil instaurado contra o Ministério da Educação (MEC) para apurar irregularidades na distribuição para turmas de jovens e adultos do livro didático Por uma vida melhor.

O livro causou polêmica porque tem frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar de “jeito errado”, mas devem atentar para o uso da norma culta, cujas regras precisam ser dominadas.

De acordo com o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira, “não há elementos plausíveis indicativos de que o livro Por uma vida melhor esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa”.

Cerca de 484 mil exemplares da obra foram distribuídos. Desde o início da polêmica, o MEC se negou a recolher o material sob o argumento de que eles não estavam incorretos, mas apresentam o debate sobre as variações linguísticas.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender o livro. Por causa da polêmica, o ministro Fernando Haddad foi convocado ao Senado para explicar a questão e foi criticado pela oposição.

No pedido de arquivamento do caso, ele defende que a discussão sobre o livro na mídia transmitiu “a ideia de que o livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.

O procurador argumentou que “o estudo do comportamento da língua, pelo contrário, reafirma o papel social do Estado em fomentar o respeito à dignidade da pessoa humana e afastar preconceitos, entre os quais o linguístico, que, como comprovado pelas recentes publicações jornalísticas, infelizmente ainda existe no nosso meio”.

Machado de Assis " Um Apólogo" ... Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!....




Machado de Assis Um Apólogo
Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".
copiado  http://www.releituras.com/machadodeassis_apologo.asp



Uma história que apresenta uma doutrinação moral. Uma narrativa presente na nossa vida.Com humor maravilhoso esse tema é o retrato vivo da ingratidão humana.
Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana Nesta interferência ele faz uma intertextualidade, (leitura de uma texto dentro de outro texto), a comparação com a deusa da caça Diana e seus ágeis cães.Fico fascinada, narrativa que pode ser lida para incentivar os jovens a ser um leitor.Muito divertido e faz o sujeito ser um pensante.

Dentre outras maravilha do tesouro que Machado de Assis nos deu de herança.

Biografia e Bibliografia
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Um Apólogo

Machado de Assis


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
-Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".
Projeto Releituras — Todos os direitos reservados. O Projeto Releituras — um sítio sem fins lucrativos — tem como objetivo divulgar trabalhos de escritores nacionais e estrangeiros, buscando, sempre que possível, seu lado humorístico,
satírico ou irônico. Aguardamos dos amigos leitores críticas, comentários e sugestões.
A todos, muito obrigado. Arnaldo Nogueira Júnior. ® @njo

"É uma coletividade rica pelas diferentes visões políticas e de vida. E é muito legal você vê dez comissões funcionando; vê companheirismo e unidade, mesmo na diferença; vê que a população está feliz por a gente estar representando simbolicamente a insatisfação de todos"

http://tribunadonorte.com.br
http://tribunadonorte.com.br/noticia/movimento-que-nasceu-e-cresceu-nas-redes-sociais/186713
NatalNatal, 27 de Junho de 2011 | Atualizado às 09:41 Movimento que nasceu e cresceu nas redes sociais
Publicação: 26 de Junho de 2011 às 00:
Margareth Grilo
Repórter Especial

"E o pulso ainda pulsa...". O refrão entoado pelo cantor, Arnaldo Antunes, na música "O Pulso", cabe, na medida, para explicar o atual momento nos bastidores do Coletivo Fora Micarla. Nove dias depois da desocupação da Câmara Municipal de Natal, os estudantes, garantem, têm fôlego para muito mais. As manifestações, na rede mundial de computadores, e nas ruas, continua firme.
Júnior SantosMarcos Aurélio Garcia é um dos integrantes do Fora MicarlaMarcos Aurélio Garcia é um dos integrantes do Fora Micarla

"Até que tudo cesse, nós não cessaremos", afirma Marcos Aurélio Garcia de Lemos, 28 anos, da Comissão de Imprensa do Coletivo. Marcos Aurélio faz militância política e social desde 1996. Ingressou no movimento estudantil aos 13 anos. "Esse foi o momento mais belo, mais marcante na luta de classes nesses 15 anos que me dedico à militância. Em onze dias o movimento ganhou consistência política e organicidade única".

O movimento que parou a sede do Poder Legislativo por dez dias reúne estudantes do ensino médio, universitários, sindicalistas, trabalhadores, militantes partidários e integrantes de segmentos organizados da sociedade civil. A maioria, jovens entre 17 e 35 anos, familiarizados com a conectividade, com o compartilhamento de informações e com os sites de relacionamento na internet. São adeptos do Twitter, do Facebook, do Orkut e de tantas outras redes.

Como muitos, em outros continentes e mesmo no Brasil, usaram essa "existência virtual" não apenas para manifestar e potencializar suas insatisfações, mas para mobilizar e fazer o movimento transbordar para as ruas. "O negócio era extravasar, ir para as ruas, mostrar que é preciso mudar a cultura política, essa representatividade falha. Não adianta ficar só criticando no Twitter", afirmou a concluinte do curso de Direito, Natália Bastos Benavides, 23 anos, integrante da comissão jurídica do Coletivo.

Em entrevista na manhã da quinta-feira, 23, feriado de Corpus Christi, Natália Benevides, Hélio Miguel Santos Bezerra, 25 anos, e Natália de Sena Alves, 23 anos, lembraram que, aqui, a mobilização social dos jovens teve como ponto de partida a luta pelo Passe Livre, em 2006. De lá para cá, o ativismo nas redes de relacionamento na internet se fortaleceu.

Em dezembro de 2010, foram as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus e este ano, em abril contra os preços dos combustíveis. Nos dois casos, os protestos migraram das redes sociais digitais para as ruas. "A internet foi uma ferramenta importante para mobilizar, principalmente a classe média, porque não é apenas quem usa a escola pública; o posto de saúde que está descontente", disse Natália Sena.

Nas últimas semanas, o movimento Fora Micarla ganhou destaque nacional e chegou a ser denominado pela revista Carta Capital, em reportagem sobre o assunto, como "ciberativismo". Os jovens que integram o Coletivo Fora Micarla preferem outra definição: "Ativismo Ciberinterativo". Na noite de quinta, 23, as manifestações no Rio Grande do Norte foram destacadas no programa "Entre Aspas", da Globo News.

Gil Giardelli, professor de pós-graduação na disciplina de Redes Sociais, da Escola Superior de Propaganda e Marketing e Marcos Nobre, professor de Filosofia da Unicamp falaram sobre o ressurgimento da mobilização de jovens e destacaram as mídias sociais como "a era das grandes verdades", que rompe um cinturão de autodefesa do sistema político.

Na entrevista, citaram a mobilização dos jovens no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo, como um grande processo na construção de uma sociedade em rede. A exemplo do que acontece na Espanha, onde mais de 60 mil pessoas foram às ruas mobilizadas pelas redes sociais. "No Rio Grande do Norte, eles criaram, nas redes sociais, uma coordenação nova. Disseram olha está todo mundo reclamando, um de saúde, outro de educação, outro de transporte. Vamos nos juntar. Isso é um grande processo", destacou Giardelli.

Os manifestantes do Fora Micarla tem consciência da dimensão do ativismo que estão fazendo. "A interação com a população foi muito grande. O movimento ganhou vida orgânica. Até porque nossa luta é toda na vida real, no cotidiano. Nós somos ativistas das lutas reais da rua", argumenta Marcos Aurélio.

A grande diferença, em relação a momentos anteriores, completa, é que "agora, sabemos usar novas ferramentas de comunicação para nos mantermos mais conectados e mais interativos". Para Giardelli e Nobre os jovens estão dizendo o que todo mundo já sabia. "Eles estão falando assim: nossos sonhos não cabem mais em suas urnas", resumiu Giardelli.

Diversidade e pluralidade são a marca do grupo

Quem acompanhou de perto os dez dias de ocupação da Câmara Municipal percebeu que a diversidade é a marca do Coletivo Fora Micarla. Reúne do jovem ciclista e universitário, de 19 anos, Renato Galdino, a trabalhadores, como o guia de turismo, Rinaldo Sampaio de Andrade, 32 anos. Ele começou a militância sindical aos 14 anos, numa época - destacou - em que para mobilizar precisava gastar "muito gogó e panfleto".

Em 18 anos de militância sindical, disse que nunca viveu um momento tão marcante. "É bela essa ciberinteratividade com a população. Minha geração não tinha internet, facebook, twitter. Tinha que gastar o gogó mesmo", comentou Rinaldo. Depois de uma semana cansativa (a do acampamento), descansou. Dormiu a noite da sexta-feira e quase todo o dia do sábado, em casa. No dia seguinte, contou, já estava preparado para recomeçar. "Não tem mais como pensar a vida, sem o movimento. Ele está em primeiro plano. Agora, é arranjar mais força, mobilizar mais gente e expandir". Nesses dias, concilia o trabalho e as atividades do movimento. Na quarta-feira, 22, ele e outros manifestantes se envolveram em conflito com seguranças legislativos, inconformados com a limitação do acesso à Câmara.

Terminou com parte do rosto, próximo ao olho direito, machucado. Mas não desistiu. Permaneceu em frente à Câmara até final da sessão e comemorou a leitura do requerimento de instalação da CEI dos Contratos. Rinaldo classifica o momento como "fantástico". "Fico maravilhado, vendo realmente que um outro mundo é possível. Que podemos questionar e impor outro ritmo".

A horizontalidade, a pluralidade e autogestão são fundamentos que, segundo ele, fazem toda a diferença. "É uma coletividade rica pelas diferentes visões políticas e de vida. E é muito legal você vê dez comissões funcionando; vê companheirismo e unidade, mesmo na diferença; vê que a população está feliz por a gente estar representando simbolicamente a insatisfação de todos", resumiu.

Comissão jurídica está articulada

A Comissão Jurídica do Coletivo Fora Micarla arrancou do Poder Judiciário algo que poucos acreditavam: o habeas corpus coletivo preventivo, mais tarde derrubado pelo Pleno de Desembargadores do Tribunal de Justiça, mas, no final do mesmo dia, mantido pelo Superior Tribunal de Justiça. O trabalho foi desenvolvido em conjunto por Natália Benevides, Hélio Miguel e Natália de Sena. Já o recurso ao STJ, foi assinado pelo advogado Daniel Pessoa.

Nesta semana, os alunos retomaram a rotina das aulas, mas já com uma nova demanda na bagagem: acompanhar e fiscalizar os movimentos da CEI dos Contratos. "Nosso trabalho e o de todo mundo do Coletivo não parou e não vai parar". Outros estudantes de Direito devem entrar na comissão. "Muitos estão querendo participar mais de perto do Coletivo. Vamos poder fazer um revezamento e acompanhar mais atentamente tudo. É muito bom vê que inspiramos essa participação", disse Hélio Miguel, que agora retoma os projetos finais do curso.

Embora tenham alcançado vitórias, uma no campo político e outra no campo institucional, a experiência para os estudantes de Direito gerou decepção com o judiciário do RN. "Mostrou que o Pleno é uma aula de como o Direito não deve ser", sintetizam os três concluintes de Direito. "Toda aquela visão romântica do judiciário caiu por terra. Em parte, a confiança só foi restabelecida com a decisão de STJ", disse Hélio Miguel.

Natália Sena completou: "tanto a manobra da presidência da Câmara que extinguiu a CEI dos Aluguéis, quanto a decisão do juiz de suspender o habeas corpus no domingo foi uma lição que valeu para aprendermos a ter estratégias, a nos antecipar. Hoje, estamos cientes de que não devemos confiar cegamente. É para mudar essa cultura, que vê primeiros os interesses privados, antes do público, que vamos lutar".

Os três têm uma certeza: para eles, o exercício do Direito, depois dessa empreitada, será "dez mil vezes melhor". Natália Benevides acredita que a indignação e a esperança darão gás ao movimento. "Como dizia Paulo Freire a 'justa raiva' é que move o cidadão e acredito que a possibilidade real de sermos sujeito de uma mudança e isso é que dará gás, dará força para voltar às ruas, quantas vezes forem necessárias. É isso que dá força a muitos estudantes em fim de semestre de colocarem a luta como prioridade".

Natália Sena resumiu o que pensa; "há uma unanimidade negativa latente em todas as classes. Poder compartilhar essa indignação e ir às ruas pedir mudanças, foi muito bom. Nunca pensei que um mês antes de me formar ia viver uma experiência como essa. É um momento histórico e não podia deixar passar. Tinha mesmo que sacrificar vida pessoal e acadêmica".

No caso deles, o projeto Lições de Cidadania, do curso de Direito, os levou a ter contato com a comunidade do Leningrado, onde puderem identificar os problemas estruturais, de saúde e educação. "Entramos no movimento com propriedade de conhecimento dos problemas da cidade", comentou Hélio Miguel.

"Senti medo da polícia, de levar pancada"

Alguns momentos no acampamento montado o pátio da Câmara foram tensos. Que o diga Renato Galdino, 19 anos. "Senti medo da polícia, de levar pancada. Todo dia era dia da polícia ir nos retirar. Mas não podia deixar que o medo me dominasse. Nossa mobilização era pacífica. E a gente precisava resistir e produzir".

Na manhã da última quarta-feira, 22, dia de instalação da CEI dos Contratos, ele fazia um trabalho em grupo, no setor I, do Campus. À tarde, tinha compromisso: acompanhar a sessão na Câmara. E foi um dos primeiros a chegar. Depois, participou da caminhada até a sede da prefeitura e, à noite, já estava sentado no chão da praça, na plenária dos manifestantes.
Ele foi um dos que enfrentou a família. "Minha mãe foi na Câmara, me viu deitado num canto de parede. Ela disse que eu tinha abandonado a família; que não concorda com aquela ocupação. Pegou minha mochila e foi embora", contou. Por um momento, disse, pensou em ir para casa, mas os companheiros deram força e ele resolveu ir atrás da mãe e conversar. "Foi mais de uma hora esclarecendo o movimento. Depois, ela entendeu, me abraçou e disse para eu ficar com Deus". Hoje, a mãe de Renato já está tranqüila. Ele voltou aos estudos. Faz o 3º período de Serviço Social.

Novas armas para chamar a atenção

Foi apoiada em pernas-de-pau de aproximadamente um metro, que a universitária Louise Caroline Gomes Branco, 22 anos, percorreu os 1.500 metros que separam a Praça Cívica da Câmara Municipal de Natal. A intervenção foi na quarta-feira, 22, às 15h20 e era mais uma das ações do Coletivo Fora Micarla. Louise estava ansiosa e animada para acompanhar a instalação da CEI dos Contratos.
Rodrigo SenaNas ruas, jovens fazem caminhada e apitaço para chamar a atenção da população para movimentoNas ruas, jovens fazem caminhada e apitaço para chamar a atenção da população para movimento

E não poderia ser de outra forma. A estudante do 7º período do curso de Ciências Sociais da UFRN participa das ações do Fora Micarla desde o primeiro ato, no dia 25 de maio. Esse ato reuniu centenas de estudantes no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira. Depois, veio a segunda mobilização, no dia 09 de junho. Daí por diante, Louise se juntou aos que já estavam acampados no pátio do poder legislativo.

Permaneceu por lá até a sexta-feira, 17, quando foi firmado o acordo, garantindo a instalação da CEI. Na quarta, 22, ele chegou à Câmara, mas não conseguiu entrar. As galerias já estavam lotadas. Permaneceu na frente do prédio, portando nas costas uma grande borboleta colorida, fazendo barulho e protestando contra o governo municipal. Louise disse que comemora muito o fato dessa mobilização está acontecendo em Natal. "É um momento muito engrandecedor, novidade para um estado como o nosso, sem visibilidade". Num primeiro momento, antes das mobilizações de rua, Louise compartilhava no facebook sua insatisfação com a gestão municipal. Ela não tem filiação partidária. Declara-se "meio arquinista". Como muitos, abriu mão da família e de casa para se dedicar às mobilizações. "Minha rotina mudou toda. Abri mão de muita coisa, até faltei algumas aulas, mas isso faz parte da vida de quem é militante".

Antes da ocupação da Câmara, ela saia de casa às 7h. Ia pra faculdade e ficava por lá até meio-dia. Por um período chegou a trabalhar nos semáforos, na parte da tarde, fazendo malabares. Mas as atividades de rua estavam atrapalhando os estudos e ela decidiu parar e ficar em casa para estudar. Nas últimas semanas, se dedica, 24 horas, ao Coletivo Fora Micarla. "Após dez dias de acampamento, o cansaço bate, é normal, mas não significa que vamos abrandar", avisa a estudante.

Bate-papo

» José Antônio Spinelli, Sociólogo

Como o senhor avalia o momento de politização dos jovens e uso das redes sociais na internet?

As mobilizações juvenis têm uma grande capacidade de contágio e geralmente antecipam movimentos que, depois, se espraiam para o conjunto da sociedade. E as redes sociais deram aos movimentos uma maior capilaridade, um poder de aglutinação sem precedentes, uma força mobilizadora potente e um nível de liberdade que escapa ao controle de qualquer um.

Esse fenômeno é uma tendência ou moda passageira?

Minha esperança é que seja uma tendência e não simplesmente uma moda. Pensando objetivamente, parece mesmo tratar-se de uma tendência que veio para ficar, haja visto o caráter mundial do fenômeno e a possibilidade muito concreta de a internet se massificar, incentivando a formação e a extensão das redes sociais.

O movimento #Fora Micarla é um exemplo da força das redes sociais na internet?

Com certeza. Foi a partir das redes que o movimento nasceu, se expandiu, cresceu, foi às ruas e ganhou apoio, simpatia e adesão do grosso da população, chamando a atenção da mídia tradicional.

Os jovens se sentem mais estimulados ao mobilizar por meio das mídias virtuais?

Sim, porque se trata de um meio dinâmico, instantâneo, ágil, flexível.

Do ponto de vista de comportamento, quais as mudanças que já se configuram e como lidar com elas?

Há muita controvérsia a esse respeito e os estudos de caráter científico sobre as redes ainda estão em sua fase inicial. Algo que se pode afirmar é que as redes sociais na internet [como qualquer rede social] reforçam os laços identitários entre seus participantes. Nas redes sociais na internet, a comunicação é interativa, favorecendo uma sociabilidade dialógica e o processo de construção de subjetividades que se enriquecem no processo de interreconhecimento.

Ao disseminar informações em rede, o jovem sente mais poder e mais coragem?

Sem dúvida. Eles podem se dar conta de que atuando em conjunto podem mudar a realidade, podem transformar pensamentos em forças sociais criadoras ou destrutivas.

Que diferença o senhor vê entre essa mobilização atual e outras do passado, como o Fora Collor?

As esperanças eram as mesmas: transparência na política, participação nas decisões que afetam a nossa vida, liberdade, democracia. Os meios é que são diferentes. Na época do movimento contra o ex-presidente Collor, assim como no movimento Diretas-Já, a mídia tradicional aderiu tardiamente e a comunicação entre os participantes do movimento se fazia na base do boca a boca. Hoje, com a internet, se dispõe de um meio instantâneo, que permite a comunicação imediata, em tempo real e relativamente livre da intervenção das autoridades. Mas movimento nas ruas, como passeatas e ocupações de espaços públicos, continua e continuará sendo um momento de celebração coletiva, de comunhão democrática.

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Paulo Freire "Defendendo o salário dos professores"

http://www.antroposmoderno.com/textos/freire.shtml

À LUIZA ERUNDINA
Defendendo o salário dos professores

Prezada Erundina:

Se há algo que não precisamos fazer, você e eu, é tentar convencer, você a mim, eu a você, de que é urgente, entre em seus números de mudanças neste país, mudar a escola pública, melhorá-la, democratizá-la, superar seu autoritarismo, vencer seu elitismo. Este é no fundo, seu sonho, meu sonho, nosso sonho. A materialização dele envolve, de um lado o resgate de uma dívida histórica com o magistério, de que salários menos imorais são uma dimensão fundamental, de outro, a melhoria de condições de trabalho, indispensáveis à materialização do próprio sonho. Sutre estas condições, a possibilidade de trabalho coletivo para a efetivação da reorientação curricular e a formação permanente dos educadores e das educadoras, o que não se pode realizar a não ser mudando-se também o que se entende hoje por jornada de trabalho nas escolas.

Se há muito estou certo e absolutamente convencido hoje de que, só na medida em que experimentarmos profundamente a tensão entre a "insanidade" e a sanidade, em nossa prática política, de que resulta nos tornarmos autenticamente sãos é que nos faremos capazes de separar dificuldades só aparentemente intensas possíveis que nos apresentam na busca da concretização de nossos sonhos.

Na verdade, querida Erundina, é isso o que você vem sendo e é isso o que você vem fazendo ao longo de sua vida de militante, amorosa da verdade, defensora dos ofendidos, entregue sempre à boniteza doida de servir.

O texto que se segue, de produção coletiva, amorosamente militante também, é uma espécie de grito manso, de apelo, em busca da concretização de nosso sonhos.

Do amigo

Paulo Freire

http://www.antroposmoderno.com/textos/freire.shtml

Salário do professor em Natal, rn..O salário de um professor em início de carreira, é de R$ 739,00.

Área do leitor

Jornal Tribuna do Norte

Natal
Natal, 03 de Maio de 2011 | Atualizado às 11:09
Professores do Estado entram em greve na segunda-feira
Publicação: 29 de Abril de 2011 às 11:06



Professores e servidores da rede pública estadual entram em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira. A decisão tomada em assembleia, ontem, é segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN uma resposta ao governo que até agora não atendeu à reivindicação de aplicação da tabela salarial à categoria. Os 19 mil professores ativos questionam que seus salários estão defasados em relação a outras categorias e que o governo não estaria oferecendo o mesmo tratamento.

elisa elsiePresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociaçãoPresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociação
Em entrevista por telefone na manhã desta sexta-feira, a coordenadora do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, afirmou que a governadora chegou a enviar uma carta à instituição. “Mas essa carta é absolutamente evasiva. Ao mesmo tempo que se mostra interessada em resolver, diz que não tem como”. “Queremos o mesmo tratamento que o Governo concede a outras categorias”, afirmou.

De acordo com o Sindicato, o salário de um professor em início de carreira, é de R$ 739,00. O cumprimento da tabela que trata dos vencimentos da categoria elevaria esse piso para R$ 1.759,50 podendo chegar a R$ 3.519,00 de um professor com doutorado, por exemplo.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a responsável pela pasta, Bethania Ramalho, ainda não foi informada oficialmente pelo sindicato sobre a greve, e só se pronunciará quando rece...........

Pensando exclusivamente desenvolvimento cultural do alunado.

Inserir o aluno na biblioteca com trabalho voltado para o gosto pela leitura.
Desenvolver suas capacidades para fazer suas atividades.
Informar uso de direitos e deveres dentro da escola e suas dependências.
Inseri a biblioteca como uma ferramenta no auxílio ao educando para seus problemas.
Trabalhar a afetividade e o incentivo de permanência mesmo quando ociosos com jogos.
Desenvolver no aluno sua capacidade de resolver suas questões, uma intervenção que estimule ao desempenho sozinho em suas atividades.
Informar de suas competências e capacidades intelectuais, conscientizando-os do fazer do aprender e do criar.

Hipótese (suposição)

Todos os indivíduos que estão fora da faixa etária escolar e que procuram se matricular em uma escola, seja ela de ensino fundamental ou de ensino médio, mas não têm condições de percorrerem sozinhos o caminho do aprendizado, precisam de um facilitador para auxiliar no seu desenvolvimento cultural. O professor da biblioteca se prontifica, juntamente com o pessoal de apoio pedagógico e com os gestores. É nesta perspectiva que entra o trabalho da biblioteca de observação feito pelo grupo de estudo da escola, exprimindo os vários tipos de relações existentes entre a comunidade escolar e o educando com o objetivo de contribuir com o currículo escolar, detectando as dificuldades, bem como aprontando soluções.

O desafio é da necessidade na formação do educando, integrando o aluno e os educadores à Biblioteca. E em conjunto com planejamentos, técnicas de trabalhos, relacionadas aos conteúdos curriculares e extras curriculares, pela atitude avaliativa, usando metodologia à realidade vivenciada, métodos que sejam pertinentes ao contexto escolar
Trabalho com resultados em médio prazo.

Biblioteca, "Processo de Construção do Letramento"

“Ler é viajar pelo passado presente e futuro; é percorrer todos os recantos da terra sem sair do lugar” Fanny Abramovich
Ao ministrar uma disciplina seja especificamente de língua portuguesa ou outra qualquer, o professor é o facilitador da compreensão ativa dos textos, isso acontece fora e dentro da realidade vivenciada do educando.
Sabendo dos esforços dos professores, no intuito de contribuição no desenvolvimento escolar, a Biblioteca Comunitária entra como auxiliadora das matérias do currículo escolar. Sendo uma ferramenta facilitadora para caminhar o aluno em maior aproveitamento da leitura e da pesquisa e assim, a biblioteca deixa de ser simples encarregados da conservação dos livros de arquivos de registros, empréstimos, etc.
Ficando (ao) responsável da biblioteca o desafio de elaborar anualmente, Plano de Trabalho que seja concernente ao currículo escolar com proposta dos conteúdos, juntamente com os professores que estão em sala de aula.
 Contudo que esses trabalhos sejam elaborados com metas pertinentes no sentido que o aluno tenha interesse a freqüentar mais a biblioteca e levando livros para casa.
Justificativa (por quê?)

Apesar das transformações dos avanços, dos esforços de muitos professores, o atual quadro que se tem no Brasil, em evolução na transformação de leitores, continua de pouca eficácia. Mesmo com a chegada de novas tecnologias, computadores, vídeo e a internet não se conseguem um avanço no desempenho da leitura, o conhecer destas ferramentas acaba tornando desmotivador a freqüentar a biblioteca e ao exercício da leitura.
Na necessidade de competir com essas novas tecnologias, devemos formar grupos com pretensão de fazer trabalhos que desenvolva o alunado a uma cultura de leitura.
Linha de trabalho conforme a proposta do projeto.

Criar condições para o aluno ter interesses de levar livros para casa.
Fortalecer permanecia do aluno na biblioteca.
Biblioteca inserida no compromisso com a aprendizagem do alunado e toda comunidade.
Criar condições favoráveis para o aluno permanecer e sentir bem dentro da biblioteca.
Fortalecer a permanecia do professor e aluno nas atividades de sala de aula.
Compartilhar nas pesquisas juntos Professor e Aluno.
Criar condições para as pesquisas para aluno e comunidade.
DULCE - RN

Ultima Entrevista a Paulo Freire 1° parte

Madre Teresa

http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/madre_teresa/materias.php?local=0&id=1618




Experiências

Madre Teresa nos partilha algumas de suas muitas, edificantes e maravilhosas experiências, que tivera ao cuidar e amar dos milhares de menos privilegiados:

"Uma noite, saímos às ruas e recolhemos quatro pessoas das ruas. Uma delas, no entanto, estava num estado terrível. Eu disse as outras irmãs que cuidassem das outras, que eu me encarregaria de cuidar da que estava no pior estado. Então, fiz tudo que meu amor poderia fazer. Cuidei dela, a pus na cama, e então vi um lindo sorriso em seu rosto. Ela apenas pegou em minha mão e disse-me: “Muito obrigado” e morreu.

Não pude deixar, então, de examinar minha consciência diante dela. Foi então que perguntei: O que teria feito eu em seu lugar? E minha resposta foi muito curta e simples: Eu teria tentado atrair um pouco de atenção a mim mesma. Eu teria dito: “ Eu estou faminta, estou morrendo, estou com fome, estou com fome e frio.” ou algo parecido.

Mas, ela me deu muito mais, me deu seu amor incondicional, e faleceu com um grande sorriso no rosto."












"Ouve outro caso, de um homem que recolhemos, com vermes por todo o corpo, o qual após o termos trazido ao Lar, nos disse: “Tenho vivido como um animal nas ruas, mas vou morrer como um anjo, tratado e cuidado”. Após termos retirado todos os vermes de seu corpo, tudo o que disse com um grande e belo sorriso foi: “ Irmã, estou voltando para casa, para Deus” e morreu. Foi tão belo este momento. Ver a grandeza daquele homem, que pôde falar aquilo sem culpar ninguém, sem comparar com nada, verdadeiramente como um anjo.

Esta é a grandeza das pessoas ricas de espírito, mas pobres materialmente."

Paulo Freire - An Incredible Conversation

Karl Marx

Paulo Freire - Karl Marx (subtitled)

Paulo Freire -Entrevista 1/2

Paulo Freire

Ultima Entrevista a Paulo Freire 1° parte

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