Cidade líbia de Sabratha tenta voltar à normalidade após ocupação jihadista

  • 01/03/2016 - 21:00

    Cidade líbia de Sabratha tenta voltar à normalidade após ocupação jihadista



    Imagem das ruínas da cidade de Sabratha, na Líbia, registrada em 29 de fevereiro de 2016
    A vida está voltando lentamente ao normal em Sabratha, após o choque causado pela breve ocupação do centro desta cidade líbia pelos jihadistas do Estado Islâmico, expulsos ao final de violentos combates.
    Em 24 de fevereiro, cerca de 200 jihadistas tomaram o quartel-general das forças de segurança e vários edifícios graças a um ataque noturno. Cinco dias antes, um ataque aéreo dos Estados Unidos contra um acampamento do EI nos arredores de Sabratha matou 50 pessoas e, provavelmente, um dos líderes da organização.
    Os habitantes da cidade, 70 km a oeste de Trípoli, trancaram-se durante quatro dias em suas casas, assustados com essa demonstração de força do EI e os posteriores combates entre militantes e jihadistas.
    Finalmente, as milícias proclamaram sua "vitória" no sábado e, no domingo, a maioria dos mercados e lojas reabriram, apesar de não haver tantos clientes, como de costume.
    "Foi um choque para todos. Os jihadistas invadiram casas nos arredores da cidade, e de repente apareceram no centro de Sabratha para proclamar seu emirado", relatou à AFP Mohamad, comandante de uma milícia local que participou na luta.
    "Mas nós os derrotamos e expulsamos, e a vida começa a recuperar a normalidade", acrescentou o miliciano, observando que o EI "não tem base popular aqui".
    Nos combates morreram cerca de quarenta milicianos. Do lado jihadista o número de vítimas é desconhecido.
    A circulação tem sido retomada timidamente. As escolas devem permanecer fechadas até a "normalização completa da situação", segundo as autoridades, enquanto os bancos vão reabrir ainda esta semana.
    "Estamos aterrorizados. Tememos por nossas crianças e nossas famílias", diz Osama al-Jedi, um vizinho de Sabratha, no mercado de frutas e legumes.
    "Estamos felizes com o restabelecimento da segurança, e com a ajuda de Deus eles não voltarão mais", confidencia.
    O prefeito da cidade, Hussein al-Daudi, pediu na segunda-feira a todos os residentes para "fazer com que a vida volte ao normal, abrindo suas lojas, padarias e empresas".
    A cidade de Sabratha está sob o controle de milícias que integram a coalizão Fajr Libia (Amanhecer da Líbia, em árabe), que assumiu o controle, em agosto de 2014, de Trípoli e várias regiões do oeste do país.
    Pouco depois, Fajr Libia instalou uma autoridade paralela (um governo e um parlamento) em Trípoli, forçando as autoridades reconhecidas pela comunidade internacional a buscar exílio em Tobruk, no leste do país.

    Um membro das milícias de Fajr Líbia participa de uma operação contra o grupo Estado Islâmico em Sabratha, na Líbia, em 28 de fevereiro de 2016
    O caos se estabeleceu na Líbia desde a queda e a morte em 2011 do ditador Muammar Khaddafi. A crise propiciou o surgimento no país do EI, que controla a cidade de Sirte, 450 km a leste de Trípoli, e que desde então tenta estender sua influência.
    Em meio aos combates e com tantos atores, parece difícil encontrar uma solução política a curto prazo.
    A ONU busca promover um governo de unidade nacional, capaz de lidar com os jihadistas, mas sem sucesso até agora.
    Uma situação que um habitante de Sabratha resume: "O que estamos vendo é o resultado de divergências políticas. Os políticos são os principais culpados, eles são os que abriram o caminho para os extremistas."

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Forbes: mundo tem menos multimilionários em 2016 e Bill Gates lidera ranking

  • 01/03/2016 - 20:40

    Forbes: mundo tem menos multimilionários em 2016 e Bill Gates lidera ranking



    (Arquivo) O americano Bill Gates, em Washington, Estados Unidos, em 1º de dezembro de 2015
    O número de multimilionários no mundo caiu neste ano, pela primeira vez desde 2009, assim como a fortuna global, informou nesta terça-feira a revista Forbes, que voltou a apontar o americano Bill Gates como o homem mais rico do planeta.
    A lista anual de 2016 da revista abarca 1.810 multimilionários, 16 a menos que há um ano, e sua fortuna em conjunto ficou em 6,48 bilhões de dólares, uma redução de 570 milhões de dólares em um ano, segundo a Forbes.
    A publicação afirma que pela primeira vez a fortuna média desses multimilionários caiu para 3,6 bilhões de dólares, cerca de US$ 300 milhões a menos que no ano passado.
    A Forbes explicou esse retrocesso como relativo devido à instabilidade da bolsa, a queda dos preços do petróleo e o dólar forte, com uma redistribuição da riqueza no mundo.
    Só dois dos primeiros 20 da lista do ano passado se mantiveram na mesma posição em 2016, segundo a classificação.
    Bill Gates, co-fundador do gigante Microsoft, permaneceu pelo terceiro ano consecutivo como o homem mais rico do mundo: sua fortuna foi de 75 bilhões de dólares, 4,2 bilhões a menos que no ano anterior, e o empresário americano Warren Buffett ficou em terceiro, com 60,8 bilhões.
    O mexicano Carlos Slim caiu da segunda para a quarta posição, depois que sua fortuna passou de 77,1 bilhões de dólares em 2015, a 50 bilhões nesse ano.
    Aos 31 anos, o fundador do Facebook Mark Zuckerbeg foi quem teve o melhor ano, com uma fortuna que aumentou de 11,2 bilhões para 44,6 bilhões, subindo da décima sexta posição para a sexta.
    Um total de 66 milionários tem menos de 40 anos e a lista inclui 190 mulheres, das quais de maior fortuna é a francesa Liliane Bettencourt, com 36,1 bilhões.
    Os Estados Unidos contam com a maior quantidade de multimilionários (540), seguidos pela China (251) e pela Alemanha (120).

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Casos de doping do Rio-2016 serão julgados diretamente pelo TAS

  • 01/03/2016 - 20:40

    Casos de doping do Rio-2016 serão julgados diretamente pelo TAS



    (Arquivo) Para reforçar a independência da luta antidoping nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, os casos serão julgados em primeira instância pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS)
    Para reforçar a independência da luta antidoping nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, os casos serão julgados em primeira instância pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), e não mais pelo Comitê Olímpico Internacional, como era o caso nas edições anteriores.
    "Esta medida tem como objetivo proteger os atletas limpos. A nova divisão antidoping do TAS substituirá a comissão antidoping do COI", explicou nesta terça-feira um porta-voz do COI, Mark Adams.
    A novidade faz parte do pacote de reformas da Agenda 2020, iniciado em 2014 pelo presidente do COI, Thomas Bach, para dar mais transparência à entidade.
    Os casos de doping em Olimpíadas costumavam ser julgados por uma comissão de disciplina do COI, que organizava as audiências dos atletas flagrados e decidia das sanções, inclusive da possível retirada de medalhas.
    Com a nova medida, aprovada nesta terça-feira pela comissão executiva do próprio COI, os casos serão levados a um pequeno grupo de juízes do TAS que se reunirá no local dos Jogos.
    Os atletas poderão recorrer das punições perante outra divisão do TAS, que também estará no Rio, e será formada por outros juízes.
    Normalmente, o TAS, maior juridição do esporte mundial, atua apenas na sua sede, em Lausanne na Suíça, e é acionado em última instância, para recorrer das decisões.


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Supremo anula parcialmente poderes de controle do Parlamento venezuelano

  • 01/03/2016 - 20:30

    Supremo anula parcialmente poderes de controle do Parlamento venezuelano



    O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, em Caracas, no dia 23 de dezembro de 2015
    O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela anulou parcialmente nesta terça-feira as faculdades de controle do Parlamento sobre os poderes públicos, freando a planejada remoção de juízes desta corte pela oposição que controla o Legislativo.
    Em uma sentença de sua Sala Constitucional, o TSJ determinou que o controle da Assembleia Nacional - controlada pela oposição - se limita ao Executivo, eliminando a possibilidade de supervisionar os poderes Judiciário, Eleitoral e Cidadão.
    O controle político "se estende fundamentalmente ao Poder Executivo Nacional e não ao restante dos Poderes Públicos (...), tampouco sobre o poder público estatal, nem sobre o poder público municipal", segundo a sentença.
    O TSJ reduziu os poderes do Legislativo para remover seus magistrados e declarou inconstitucional a revisão realizada por uma comissão parlamentar sobre a nomeação de 34 juízes do máximo tribunal por parte do Parlamento anterior de maioria chavista, a poucos dias de terminado o seu mandato, em dezembro passado.
    Nesta terça-feira, a Assembleia Nacional, onde a oposição conta com ampla maioria qualificada, se dispõe a discutir um relatório deste comitê, que recomenda revogar estes juízes.

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Ex-presidente do IPCC é acusado de assédio sexual

01/03/2016 - 20:20

Ex-presidente do IPCC é acusado de assédio sexual



(Arquivo) O ex-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, Rajendra Pachauri, durante uma coletiva de imprensa em Berlim, Alemanha, no dia 13 de abril de 2014
A polícia indiana acusou nesta terça-feira o ex-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, acusado de assédio sexual por uma de suas colegas e agora terá de comparecer perante um tribunal em Nova Délhi.
"Completamos a ata de acusação e o tribunal irá decidir quando será o início da audiência", disse à AFP Virender Dalal, investigador.
A acusação ocorre um ano depois que uma de suas colegas de trabalho o acusou de enviar mensagens de texto e e-mails inapropriados.
As acusações contra Pachauri incluem violência sexual, assédio criminoso e intimidação, de acordo com o advogado da mulher, Prashant Mendiratta.
"Vamos precisar de tempo para examinar as atas de imputação [de mais de 1.400 páginas], mas em princípio afirma que há provas", disse o advogado à AFP.
Pachauri, de 75 anos, está em liberdade sob fiança e nega as acusações, garantindo que seu e-mail e telefone foram hackeados. O caso o obrigou a renunciar ao cargo de presidente do IPCC, um organismo independente da ONU, em fevereiro do ano passado.

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Calais 'Jungle': 'Pregnant' refugee slits wrists as makeshift home is demolished by police on second day of operation







A "pregnant" refugee has slit her wrists in an apparent suicide attempt after failing to stop her makeshift home being demolished in the Calais “Jungle” camp.
The Associated Press reported that the womanm said to be pregnant, stood on their shelter’s rooftop as demolition teams moved in for a second day of clearing work on Tuesday.
The couple, believed to be Kurdish-Iranians, warned police not to come closer but as officers moved in, the woman sliced her wrists.
Her condition was not immediately known but reporters at the scene said she was conscious as the man was beaten with batons and both were removed from the roof.
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Children flee as Calais Jungle evicted by police with tear gas
A crowd of activists were kept behind a police cordon as the eviction unfolded and could be heard crying and shouting for police to stop.
The desperate scenes came as authorities continued to demolish an area of the squalid camp where thousands of asylum seekers from the Middle East and Africa are living as they attempt to reach the UK.
Local councillors claim no more than 1,000 people are affected by the eviction plan but humanitarian groups have put the total at more than triple that figure after conducting their own survey.
Tanya Freedman, from Help Refugees, told The Independent her group’s research put the total at around 3,500 and counted the available places for relocation at just 1,156 in the whole of France.
Only 300 places remain in shipping containers converted into refugee housing in Calais, she said, while much of the other accommodation being offered to migrants was in holiday camps elsewhere that will be turned back over to tourists in the spring.
Rumours that migrants being relocated will be forced to apply for asylum in France, rather than continue to the UK, or face being deported were causing refugees to reject the scheme.
“Some people are packing their bags and leaving but they aren’t getting on the buses provided by the prefecture and we don’t know where they’re going,” Ms Freedman added.
“A lot of families are just moving into the northern part of the camp, there’s a feeling of resignation.”
Around 100 tents and shelters were destroyed on Monday as angry clashes broke out and fires swept through the camp.
Calais-jungle-demolitions3.jpg
French riot police in front of a burning shelter at the start of the demolition of a part of the Jungle migrant camp in Calais, France, 29 February 2016.
Riot police fired tear gas at crowds of asylum seekers who reportedly threw stones and other missiles, while others were seen attempting to stop lorries heading towards the Channel Tunnel and board before being forced back off the motorway overnight.
Ginny Howells, UK emergency manager for Save the Children, described the scene at the camp as “very chaotic” on Tuesday morning.
“They are all just incredibly worried and anxious,” she said.
“People are dispersing into the northern part of the camps - it's really just moving the problem to other camps, which are in a worse condition."
Ms Howells claimed children taking shelter in a Save the Children youth centre on the site had been affected by tear gas on Monday.
Calais-jungle-demolitions.jpg
Refugees block a truck on the highway near the so-called Calais Jungle make-shift camp at the start of the expulsion of a part of 'the Jungle' in Calais, France, 29 February 2016
She expected further clashes and ”more of the same“ as the demolition continued.
It is the largest in successive rounds of demolitions aiming to destroy squalid parts of the sprawling camp, near the entrance to the Channel Tunnel and ferries to England, and move refugees away from a motorway that has seen frequent disruption and clashes as groups attempt to board lorries.
Prefect Fabienne Buccio, who had ordered the camp evacuated and dismantled earlier this month, was present for the start of demolitions on Monday.
Her office accused some activist groups of “intimidation” tactics, claiming they were manipulating migrants into refusing to accept government offers of shelter.
About 4,000 people are estimated to live in the camp - down from 6,000 in December – and the refugees’ presence has driven far-right sentiment in both Britain and France.
A judge in Lille ruled last Thursday that a partial clearance should go ahead, apart from public buildings and social spaces, including schools and places of worship.
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Riot police extinguish a fire during Monday's clashes
Campaigners had called for a postponement to remove people from the slum, saying that there is not enough new accommodation for people to move to.
Meanwhile, the refugee crisis is reaching crisis point elsewhere in Europe as border restrictions by Austria, Slovenia, Macedonia and other nations is trapping thousands of homeless migrants in Greece after they arrive on smugglers' boats from Turkey.
More than 130,000 refugees and migrants have arrived in Europe by sea so far this year, according to the latest UN figures, mostly Syrians, Afghans and Iraqis crossing from Turkey to Greece.
Asylum seekers are arriving at roughly eight times the rate seen during the same period in 2015, which was a record-breaking year as conflicts across the Middle East and Africa drove the worst refugee crisis since the Second World War.
 
Additional reporting by agencies
copy  http://www.independent.co.uk

Goodbye to private messages? Widely criticised new UK spying laws 'to get even worse' New laws allow police to look at your entire internet history Tax and immigration officers granted powers to hack phones Parliament launches scathing attack on Snoopers' Charter

Goodbye to private messages? Widely criticised new UK spying laws 'to get even worse'

Most popular messaging apps, from WhatsApp to iMessage, will never be the same again if controversial new powers are granted

Passos admite que pode voltar ao governo após intervenção de Marcelo


Passos na sede do PSD a entregar a candidatura à liderança do partido


Presidente e candidato à liderança do PSD quer voltar a ser a maior potência autárquica. Sobre coligação com CDS, nem uma palavra

Ligação encontrada entre Zika e distúrbios neurológicos graves de Guillain-Barré

Além de estar associado ao nascimento de bebés com microcefalia, crescem suspeitas de que o Zika causa síndrome de Guillain-Barré


A perita Tarun Dua falou na Organização Mundial de Saúde para apresentar os resultados do estudo.
Além de estar associado ao nascimento de bebés com microcefalia, crescem suspeitas de que o Zika causa síndrome de Guillain-Barré
Os cientistas confirmaram que o vírus Zika, que está a espalhar-se na América Latina e que se pensa estar associado a nascimentos de bebés com microcefalia, pode também desencadear distúrbios neurológicos graves.
Uma equipa de investigadores apresentou a "primeira demonstração de uma ligação entre o vírus Zika e a síndrome de Guillain-Barré", referiu o professor Arnaud Fontanet, responsável da unidade de epidemiologia das doenças emergentes no Instituto Pasteur, em Paris, que coordenou o estudo publicado hoje, terça-feira, na revista médica britânica 'The Lancet'.
O estudo foi realizado a partir dos dados recolhidos na Polinésia Francesa, onde houve um surto de Zikaentre outubro de 2013 e abril de 2014, afetando dois terços da população.
A doença provocou em 20% a 30% dos casos uma falha respiratória e, nos países mais ricos, cerca de 5% dos infetados acabaram por morrer. Esta síndrome neurológica rara manifesta-se depois da ocorrência de outras infeções virais (como gripe e dengue) mas também, e de forma não negligenciável, seguidamente a uma infeção bacteriana (campylobacter).
Com mais de 1,5 milhões de casos no Brasil e milhares noutros países, incluindo mais de 40.00 casos na Colômbia, os investigadores alertam para a necessidade de reforçar os tratamentos intensivos, em particular fora das cidades.
"Nas zonas que vão ser afetadas pela epidemia do vírus Zika, é preciso pensar, nos casos em que for possível, em reforçar as capacidades de tratamento intensivo porque sabemos que há um certo número de pacientes que vão desenvolver a síndrome de Guillain-Barré e, desses, 30% vão precisar de assistência respiratória", disse à AFP o cientista principal da investigação.
Primeiro caso de contágio de zika por transmissão sexual em Françacopiado  http://www.dn.pt/mundo/

Os 11 estados que ameaçam tornar a candidatura de Trump imparável

Sondagens dão o milionário a ganhar quase todas as primárias desta super terça-feira. Do lado democrata, Hillary em clara vantagem sobre Sanders


Trump é dado como vencedor em quase todos os estados desta superterça-feira
Sondagens dão o milionário a ganhar quase todas as primárias desta super terça-feira. Do lado democrata, Hillary em clara vantagem sobre Sanders
Governadores - como Chris Christie de New Jersey, congressistas e senadores. Nos últimos dias têm-se multiplicado os apoios à candidatura de Donald Trump à nomeação republicana para as presidenciais de 8 de novembro nos EUA. Mas há quem, como o senador Ben Sasse, não aceite imaginar o magnata do imobiliário na Casa Branca e tenha já garantido que se for ele o nomeado do partido, terá de encontrar "uma terceira opção". Ao todo são 14 os estados hoje a votos. 11 do lado republicano e 11 do lado democrata (alguns não coincidem. E Trump está à frente em quase todas as sondagens. Se o milionário de 69 anos vencer a super terça-feira, os analistas parecem convencidos da inevitabilidade da sua nomeação.
Trump imparável, portanto? Talvez. Depois de vencer três das quatro primeiras primárias, este é o primeiro verdadeiro teste do magnata em termos nacionais. E tudo indica que se vai sair bem. Isto apesar da última polémica em torno do apoio de um líder do grupo supremacista branco Ku Klux Klan (KKK) à sua candidatura. Perito em sair ileso de uma chuva de críticas - como aconteceu quando chamou violadores e traficantes aos imigrantes mexicanos ou quando sugerir banir os muçulmanos de entrar nos EUA -, Trump foi desta vez acusado por recusar condenar o apoio de David Duke durante o fim de semana. E logo pôs as culpas na CNN que, segundo ele, lhe terá dado "um mau auricular", o que o terá impedido de ouvir a pergunta sobre este assunto nas melhores condições. "Mal se ouvia o que eles diziam", explicou o magnata à NBC.


A explicação não convenceu os adversários. Tanto Ted Cruz como Marco Rubio criticaram o silêncio de Trump quanto ao apoio de um membro do KKK. O senador da Florida, que muitos na ala moderada dos republicanos veem como a melhor hipótese de derrotar Trump, garantiu: "Não me interessa se o auricular estava estragado - o KKK apoiou-o e ele recusou criticá-lo. Como é que alguém assim pode ser o nosso nomeado?"
Numa campanha reduzida a três (o governador John Kasich e o neurocirurgião Ben Carson estão muito longe nas sondagens), Rubio tem liderado as críticas a Trump, num esforço para travar a sua nomeação, recorrendo por vezes a insultos, como quando insinuou que o rival fez "xixi nas calças" durante o último debate republicano.
Também Ted Cruz não hesitou em atacar Trump, acusando o milionário de não querer revelar o sua declaração das finanças por ter ligações a figuras da máfia de Nova Iorque. Senador do Texas, as sondagens colocam Cruz à frente no seu estado, mas nos restantes, Trump é claramente dominante.
Segundo a CNN, à medida que os adversários foram desistindo, Trump tem conseguido ficar com os seus votos, recolhendo agora quase metade dos votos republicanos (49%) a nível nacional. Neste estudo da ORC, Marco Rubio não passa dos 16% e Ted Cruz dos 15%. A explicação talvez venha na mesma sondagem, mas noutra pergunta: aquela à qual 35% dos inquiridos responderam que Trump é o mais honesto dos candidatos republicanos, bem à frente de Carson com 22%. E mais: é também no milionário que a maioria (51%) confia para resolver os problemas da América.
Hillary vem impulsionada pela vitória de sábado na Carolina do Sul


Hillary em clara vantagem
Com as votações de hoje concentradas sobretudo no Sul, Hillary Clinton parte em vantagem sobre Bernie Sanders do lado democrata. Reforçada pela vitória clara nas primárias de sábado na Carolina do Sul, a ex-primeira dama beneficia do peso do eleitorado negro em estados como Alabama, Arkansas (onde o marido Bill foi governador), Georgia, Tennessee ou Virgínia.
Ontem, os candidatos estiveram no Massachusetts, outra das primárias desta superterça-feira. Mas mesmo num estado liberal como este - em teoria mais propício à mensagem antissistema do autodenominado "socialista democrático" Sanders -, Hillary mantém a vantagem. Mesmo que mais curta: 47%, contra 44%, segundo um estudo na Universidade do Massachusetts.
Depois da vitória estrondosa no New Hampshire, Sanders reagiu à derrota na Carolina do Sul baixando as expectativas para a super terça-feira. E a nível nacional, a sondagem ORC para a CNN coloca-o bem atrás de Hillary, com 55% para a ex-primeira dama, contra 38% para o senador do Vermont. Mas quando se trata da honestidade do candidato, as posições invertem-se, com 59% dos inquiridos a considerar o Sanders mais honesto, contra 36% para Hillary.
Para Sanders, um dos objetivos, portanto, é manter-se na corrida e esperar até abril e maio quando as primárias democratas regressam a estados mais liberais e com populações mais brancas, logo mais abertas à sua mensagem. Dinheiro, não lhe faltará, ou não tivesse a sua campanha revelado que em fevereiro Sanders recolheu mais de 36 milhões de dólares.
copiado  http://www.dn.pt/mundo/

impacto de R$ 300 bilhões Cunha adia votação de projeto que altera juros da dívida dos estados


Cunha adia votação de projeto que altera juros da dívida dos estados

Projeto traria impacto para a União de R$ 300 bilhões, segundo governo.
Análise da proposta era prevista para esta terça e ficará para próxima semana.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
Após pedido do governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cancelou a sessão marcada para o início da tarde desta terça-feira (1ª) destinada a votar o projeto de decreto legislativo 315, de autoria do senador Espiridião Amim (PP-SC), que altera o formato de cobrança dos juros das dívidas dos Estados com a União. A análise da proposta ficou para a próxima terça (8).
“O governo pediu o adiamento e o presidente concordou, após me consultar. Vai haver uma reunião entre a presidente da República e governadores, na próxima sexta-feira, para tentar chegar a um acordo. Eu espero que o acordo não seja só de prazo para pagamento, mas também de indexador [da dívida]. Se for só prazo, é imoral. Vai fazer com que a próxima geração pague juros escorchantes. Como existe a possibilidade de acordo, não custa dar mais prazo para votar o decreto”, disse Amin ao G1.
O projeto de decreto é considerado uma pauta bomba pela equipe econômica, pois reduziria a dívida dos Estados com a União em R$ 300 bilhões, de R$ 463 bilhões para R$ 163 bilhões, conforme cálculos do Ministério da Fazenda. Isso viria da mudança dos juros que incidem sobre a dívida, de compostos por simples.
O projeto de decreto susta a indexação de juros compostos para a correção das dívidas. Assim, se for aprovado, terá que haver uma nova negociação para decidir o indexador.
"O que ganharíamos com o decreto? Ganharíamos negociação. O decreto susta o atual índice. Não cria índice", disse Esperidião Amin.  Mais cedo nesta terça, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), destacou que já há uma negociação em curso com governadores sobre pagamento de dívidas com a União e pediu mais tempo para concluir as conversas antes de o decreto ser colocado em votação.
“O melhor caminho é dialogar com os governadores. Essa proposta pode causar um abalo fiscal no país. Vamos mostrar à sociedade que não tem como votar essa medida”, afirmou o petista. Nesta segunda (29), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira, já havia se manifestado para classificar de “grave equívoco” o projeto de decreto.
saiba mais
"A proposição desse decreto se baseia em tese infundada do cálculo de juros no Brasil, no nosso entender. Os contratos vigentes há mais de 20 anos se utilizam de juros compostos. O decreto se baseia na justificativa de que, nessa revisão dos indexadores, deveria ser aplicado os juros simples. O entendimento da União é que deve continuar a se aplicar a metodologia comum a todos os países do mundo, que é a de juros compostos", declarou Oliveira.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda declarou também que, em sendo aprovado esse decreto, não será mais possível levar adiante a mudança do indexador das dívidas dos Estados e, também, o alongamento da dívida deles com a União - processos que estão em andamento.
Com a mudança do indexador, que foi regulamentada no fim do ano passado pelo governo federal, o governo passou a corrigir os débitos pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano. Antes, os débitos de prefeituras e governos estaduais com a União eram corrigidos pelo IGP-DI mais 6% a 9% ao ano, o que os tornava mais caros. A alteração na base de cálculo das dívidas foi sancionada ano passado.
Recentemente, o governo federal concordou e fez uma proposta para alongar o prazo das dívidas estaduais em 20 anos e em conceder um limite maior de crédito aos estados, o que aliviaria o caixa e baixaria o superávit primário dos Estados.
Em contrapartida, pediu um controle mais rigoroso da expansão de gastos com pessoal e custeio dos Estados, além de apoio ao processo de unificação das legislações do ICMS e ao retorno da CPMF, entre outros. Para ter validade, porém, o processo de alongamento das dívidas em até 20 anos precisa passar pelo Congresso Nacional.

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