Tensão Coreias trocam fogo junto à fronteira marítima Manobras navais com fogo real perto da fronteira com o Sul


Tensão

Coreias trocam fogo junto à fronteira marítima


As Coreias do Norte e do Sul trocaram fogo de artilharia hoje junto à fronteira marítima, com Seul a pedir aos residentes de duas ilhas situadas nas imediações para se refugiarem em abrigos face ao...


por Lusa, texto publicado por Paula Mourato
As Coreias do Norte e do Sul trocaram fogo de artilharia hoje junto à fronteira marítima, com Seul a pedir aos residentes de duas ilhas situadas nas imediações para se refugiarem em abrigos face ao aumento da tensão.
"Obuses disparados pela Coreia do Norte caíram no nosso lado [da fronteira] e nós replicamos abrindo fogo", declarou um porta-voz do Estado-Maior da Armada sul-coreana à agência AFP.
Os disparos de ambos os lados aparentemente não foram dirigidos contra alvos específicos. "Até ao momento, as duas partes atiraram para o mar", disse a mesma fonte.
Os habitantes das ilhas sul-coreanas de Baengnyeong e Yeonpyeong foram aconselhados a procurar abrigos. "Nós instamos todos os moradores a refugiarem-se, sem demora, em abrigos e alguns já o fizeram", indicou um responsável local à AFP.
A Coreia do Norte tinha alertado Seul que pretendia levar a cabo durante o dia de hoje manobras navais com fogo real no Mare Amarelo, junto à fronteira marítima, as quais não são raras, apesar de ser pouco frequente o 'aviso' prévio.
Pyongyang pediu a Seul para ter sob controlo os seus navios perante os exercícios. A Coreia do Sul replicou, prevenindo que se extravasassem para o seu lado seriam seguidos de represálias.

A fronteira marítima entre as duas Coreias foi no passado palco de repetidos confrontos, alguns dos quais mortíferos.
O mais recente reporta-se a novembro de 2010, quando o Norte bombardeou uma ilha sul-coreana perto da fronteira, causando a morte de quatro pessoas e colocando a península sob a ameaça de conflito.
Batizada de "Linha do Limite do Norte", a fronteira delineada pelas forças das Nações Unidas e dos Estados Unidos, em 1953, após o fim da Guerra da Coreia é rejeitada por Pyongyang que se recusa reconhecê-la.
Para o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Wi Yong-Seop, Pyongyang "enviou a mensagem para sublinhar que as suas intenções eram hostis".
"O seu objetivo é ameaçar-nos, atiçar as tensões na fronteira no Mar Amarelo e na península em geral", acrescentou.

A ação norte-coreana, que poderá contribuir para acentuar a tensão na península, é vista como uma resposta ao "Foal Eagle", um exercício militar conjunto que Seul e Washington realizam desde o final de fevereiro e o qual se prolongará até 18 de abril.
O regime de Kim Jong-un considera a manobra conjunta como "um ensaio de invasão" do seu país, pelo que, nas últimas semanas, tem 'respondido' com uma série de lançamentos de mísseis de curto e médio alcance.    Copiado  http://www.dn.pt/

Eleições presidenciais 46 candidatos na Ucrânia, de Timochenko a Darth Vader


Eleições presidenciais
46 candidatos na Ucrânia, de Timochenko a Darth Vader

46 candidatos na Ucrânia, de Timochenko a Darth Vader


A Comissão Eleitoral encarregue de organizar as eleições presidenciais de 25 de maio na Ucrânia anunciou hoje ter registado 46 candidatos, entre os quais o milionário Petro Porochenko, que está à frente...



por AFP, traduzido por Patrícia Viegas
46 candidatos na Ucrânia, de Timochenko a Darth Vader
Fotografia © D.R.
A Comissão Eleitoral encarregue de organizar as eleições presidenciais de 25 de maio na Ucrânia anunciou hoje ter registado 46 candidatos, entre os quais o milionário Petro Porochenko, que está à frente nas sondagens, e a ex-primeira-ministra Iulia Timochenko.
Publicada após o encerramento da apresentação de candidaturas, no domingo à noite, a lista compreende um grande número de "pequenos candidatos", tais como o líder de uma comunidade judaica Vadym Rabynovitch ou o ainda o representante do Partido ucraniano da Internet Darth Vader, visto várias vezes na Praça da Independência, em Kiev, com o fato da personagem 'Darth Vader' da Guerra das Estrelas.
A campanha para as presidenciais ucranianas acelerou com a candidatura de Timochenko, que tem 53 anos e parece determinada a levar a cabo uma espécie de vingança, depois de, em 2010, ter sido derrotada por Viktor Ianukovitch.
Na sexta-feira, Petro Porochenko, cujo império familiar vai do chocolate aos media, tendo sido o único oligarca a apoiar abertamente a contestação pró-europeia, apresentou a sua candidatura. Recebeu, no dia seguinte, o apoio do ex-boxista Vitali Klitschko, que retirou a sua candidatura.
Em baixo nas sondagens, o Partido das Regiões, do Presidente deposto Ianukovitch, apresenta como candidato às presidenciais Mikhailo Dobkine, antigo governador da região russófona de Kharkhiv (no leste).
Do lado dos nacionalistas, o partido Svoboda (liberdade) apoia a candidatura do seu líder, Oleg Tiagnibok, e o grupo extremista Pravy Sektor (Setor de Direita) apoia a candidatura de Dmytro Iaroch.
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França Hollande pressionado a remodelar após derrota


França
Marine Le Pen fala de uma "nova etapa" para a Frente Nacional, que conquistou 11 câmaras. A Liga do Sul, também de extrema-direita, conquistou outras três

Hollande pressionado a remodelar após derrota


Um dia depois da pesada derrota socialista nas municipais francesas, e da conquista de 14 câmaras por parte da extrema-direita, o Presidente François Hollande é pressionado, até pelos seus apoiantes,...

por Susana Salvador, com agências
Marine Le Pen fala de uma "nova etapa" para a Frente Nacional, que conquistou 11 câmaras. A Liga do Sul, também de extrema-direita, conquistou outras três
Marine Le Pen fala de uma "nova etapa" para a Frente Nacional, que conquistou 11 câmaras. A Liga do Sul, também de extrema-direita, conquistou outras três Fotografia © Reuters
Um dia depois da pesada derrota socialista nas municipais francesas, e da conquista de 14 câmaras por parte da extrema-direita, o Presidente François Hollande é pressionado, até pelos seus apoiantes, a proceder a mudanças no Governo e na sua política, devendo falar ainda hoje anunciar as suas intenções.
Os socialistas perderam pelo menos 155 municípios de mais de nove mil habitantes, incluindo alguns que há mais de cem anos eram de esquerda, voltando a pintar o mapa francês do azul da direita. Alain Juppé, ex-chefe de diplomacia de Nicolas Sarkozy, indicou que esta "derrota pungente" da esquerda coloca responsabilidades à direita de começar a preparar já a "alternância".
A Frente Nacional, que estava praticamente ausente do mapa municipal, conquistou 11 câmaras, o que levou a líder do partido de extrema-direita, Marine Le Pen, a saudar "uma nova etapa" na história do partido. A extrema-direita, através da Liga do Sul, conquistou ainda mais três câmaras.
Menos de dois anos após a sua chegada ao poder em maio de 2012 e a dois meses das eleições europeias, onde também se anuncia outra derrota, o Presidente sofreu com este escrutínio uma derrota pessoal. Muitos eleitores de esquerda refugiaram-se na abstenção, não perdoando a Hollande a incapacidade de reduzir o desemprego, como tinha prometido.
"Hollande apanhado na armadilha de uma derrota histórica", lê-se no 'Le Monde', enquanto o 'Libération' constata que "o Presidente está nu", lembrando que Hollande, que detesta agir sobre pressão, não poderá "esquivar-se" e "deverá revelar as suas intenções muito rapidamente". De acordo com o ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, próximo do Presidente, este deverá falar ainda hoje "sem dúvida na televisão".
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Paquistão Ex-presidente Musharraf acusado de "alta traição"


Paquistão
Apoiantes do Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf

Ex-presidente Musharraf acusado de "alta traição"


O antigo Presidente do Paquistão Pervez Musharraf foi hoje formalmente acusado de "alta traição" por um tribunal especial de Islamabad.


por Lusa, texto publicado por Paula Mourato
Apoiantes do Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf
Apoiantes do Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf Fotografia © Reuters
O antigo Presidente do Paquistão Pervez Musharraf foi hoje formalmente acusado de "alta traição" por um tribunal especial de Islamabad.
Musharraf, de 70 anos, foi formalmente acusado de traição, num processo relacionado com a imposição do estado de emergência em 2007, quando suspendeu a Constituição e o Parlamento e afastou os juízes do Supremo que declararam as suas medidas inconstitucionais e ilegais.
A leitura da acusação foi proferida pela juíza Tahira Safdar durante uma audiência naquele tribunal especial, situado na capital paquistanesa, Islamabad, a qual foi adiada por diversas vezes, nomeadamente por razões de segurança.
O ex-presidente paquistanês, que compareceu pela segunda vez diante do tribunal sob a ameaça de ser preso no caso de faltar, declarou-se 'não culpado' e pediu autorização para visitar a sua mãe, que se encontra doente no estrangeiro, de acordo com o jornal Express Tribune.
O painel, composto por três magistrados, decidirá ao longo do dia se permite que Musharraf visite a sua mãe nos Emirados Árabes Unidos, onde se encontra hospitalizada.
A comparência do antigo ditador teve lugar sob fortes medidas de segurança, com 2.700 polícias, militares e paramilitares mobilizados para a capital, o que causou constrangimentos no trânsito, fazendo com que os juízes chegassem atrasados ao tribunal.

Musharraf é alvo de quatro grandes processos relativos ao período em que esteve no poder. Num deles é acusado de ter ordenado o assassínio da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 2007.
Depois de ser destituído, em 2008, o general exilou-se no Reino Unido, regressando ao Paquistão em março do ano passado para se candidatar às eleições gerais de maio seguinte, mas foi acusado e colocado sob prisão domiciliária e impedido de se candidatar.
Em novembro último, Musharraf obteve a liberdade condicional no único processo que ainda determinava a sua detenção, relativo ao ataque contra islamitas refugiados na Mesquita Vermelha de Islamabad, em 2007, que fez mais de 80 mortos.
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Vírus Ébola já matou 72 pessoas na Guiné Conacri


Vírus

Ébola já matou 72 pessoas na Guiné Conacri


O surto de Ébola que atinge a Guiné Conacri já provocou a morte de 72 das 112 pessoas infetadas, revelou hoje o chefe do governo do país, Alpha Condé

por Lusa, publicado por Patrícia Viegas
O surto de Ébola que atinge a Guiné Conacri já provocou a morte de 72 das 112 pessoas infetadas, revelou hoje o chefe do governo do país, Alpha Condé
De acordo com a mensagem difundida através da televisão estatal, Condé disse também que a ajuda da comunidade internacional permitiu adotar todas as medidas necessárias para conter o vírus.
As últimas informações permitem ser "otimistas" sobre uma rápida solução para a epidemia, afirmou Condé que dirigiu as condolências aos familiares das 72 pessoas que morreram.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou hoje que o surto estendeu-se à Libéria onde exames médicos confirmaram dois casos de Ébola.
Na Serra Leoa, que tal como a Libéria faz fronteira com a região da Guiné Conacri onde se detetou o surto, identificaram-se dois casos suspeitos, tendo as pessoas infetadas morrido.
O Senegal já ordenou o encerramento das fronteiras com a Guiné Conacri para evitar a propagação do vírus que se transmite pelo contacto direto através do sangue, fluidos e tecidos corporais das pessoas ou animais infetados.

O Ébola, que causou numerosas mortas em África nos últimos anos, é uma ameaça à saúde global e, por isso, considerado como um possível agente de guerra biológica.
PSP // PJA
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Ucrânia/anexação Medvedev faz 1ª visita de um líder russo à Crimeia

Medvedev visita uma escola na Crimeia
O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, visitou hoje a Crimeia, o primeiro líder russo a viajar para a região após a anexação à Rússia, informaram as agências de notícias.

Medvedev visita uma escola na Crimeia
Medvedev visita uma escola na Crimeia Fotografia © Reuters/Alexander Astafyev
O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, visitou hoje a Crimeia, o primeiro líder russo a viajar para a região após a anexação à Rússia, informaram as agências de notícias.
Medvedev chegou à principal cidade da Crimeia, Simferopol, acompanhado de uma grande delegação russa, que inclui ministros e vice-ministros.
Na agenda, o primeiro-ministro tem previsto presidir a uma reunião sobre o desenvolvimento económico e social da Crimeia após a sua incorporação na Rússia, acrescentam as notícias.
A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia na sequência da deposição em fevereiro do presidente ucraniano Viktor Ianukovich e a formação na Ucrânia de um governo apoiado pelo Ocidente.
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Cuba aprobará nueva Ley de Inversión Extranjera

29/03/2014 - 18:10

Cuba aprobará nueva Ley de Inversión Extranjera



La bandera de Cuba, el 18 de octubre de 2012 en La Habana
El Parlamento cubano inició este sábado una sesión extraordinaria para aprobar una nueva Ley de Inversión Extranjera que busca atraer capitales a la isla comunista, cuya economía sigue estancada a pesar de las reformas del presidente Raúl Castro.
La sesión, que comenzó hacia las 09H00 locales (13H00 GTMT), debe culminar con la aprobación de la ley y un discurso de Raúl Castro, quien ha dicho que esta norma es "crucial" para la economía cubana, que creció en 2013 apenas un 2,7%, por debajo de la meta de 3,6%, manteniendo el pobre desempeño de los años anteriores.
Esta legislación, cuyo texto no ha sido publicado, establece beneficios tributarios y garantías de que los capitales no serán expropiados, y "es de trascendental importancia para Cuba", destacó la agencia Prensa Latina.

Un buque, en el puerto cubano de Mariel, el 27 de enero de 2014
"La nueva Ley de Inversión Extranjera es la última oportunidad para que las reformas alcancen las metas de crecimiento planeado", advirtió el economista cubano Pavel Vidal, de la Universidad Javeriana de Cali, Colombia.
Esta es la primera sesión extraordinaria en cuatro años y se da por descontado que el Parlamento -en el que no hay ningún opositor entre sus 612 diputados- aprobará este mismo sábado esta nueva norma legal, que sustituye a una dictada en 1995 por Fidel Castro en la peor fase de la crisis económica sobrevenida en Cuba tras el colapso de la Unión Soviética.
Cuba se dotará de esta norma dos meses después de inaugurar el megapuerto de Mariel, 45 km al oeste de La Habana, una terminal para grandes buques portacontenedores construido en sociedad con Brasil para atender a todo el Caribe, que tendrá una zona franca industrial para empresas extranjeras.
Raúl Castro reconoció en febrero que el país tiene una "imperiosa necesidad" de captar fondos frescos, debido al déficit de inversiones que afecta en particular a la agricultura, agujero negro de la economía cubana, así como a otros sectores.
Para alcanzar tasas de crecimiento del Producto Interno Bruto (PIB) del orden de 6% a 8% como anhela el gobierno, la isla debe incrementar las inversiones a 25% ó 35% anual, muy por encima del 4,4% de 2013.

La refinería petrolífera de Cienfuegos, a 250 kilómetros de La Habana, en una imagen del 11 de febrero de 2013
"La tasa de formación de capital bruto en relación al PIB se ha mantenido en promedio en 13,6% en los últimos seis años, muy por debajo del promedio de América Latina, que ha estado sobre el 20%", dijo Vidal.
Cuba no tiene acceso a fuentes multilaterales de crédito para planes de desarrollo, como el Banco Mundial o el Banco Interamericano de Desarrollo, ni para enfrentar contingencias, como el Fondo Monetario Internacional.
- Menos impuestos, sin expropiaciones -
Para atraer capitales a Cuba, que enfrenta desde hace medio siglo un embargo estadounidense, La Habana ofrece en la nueva ley un régimen preferencial, que exime a las compañías extranjeras del impuesto sobre utilidades durante ocho años.
Después las empresas pagarán 15% de impuesto sobre las utilidades, la mitad de lo que tributan ahora, pero seguirán liberadas si reinvierten sus ganancias en la isla, según el diario Juventud Rebelde.

Una mujer pasa delante de la cafetería privada "El templo Chao Li" en La Habana, el 8 de setiembre de 2011.
Sin embargo, cuando "concurra la explotación de recursos naturales, renovables o no, puede aumentarse el tipo impositivo sobre utilidades, por decisión del Consejo de Ministros hasta un 50%", precisó el diario.
El gobierno ha prometido seguridad a los capitales para matar el fantasma de las expropiaciones realizadas en los años 60.
"Sus inversiones, por ejemplo, no podrán ser expropiadas, salvo motivos de utilidad pública o interés social", y en ese caso se harían "en concordancia con la Constitución y los tratados internacionales (...), y con la debida indemnización, establecida por mutuo acuerdo", dijo Juventud Rebelde.
Las empresas extranjeras no podrán contratar libremente trabajadores, por lo que deberán hacerlo a través de entidades empleadoras cubanas, como hasta ahora.
La ley abre la puerta a las inversiones de los cubanos emigrados, que en su mayoría viven en Miami.

El presidente cubano, Raúl Castro, habla durante la ceremonia de conmemoración del 55º aniversario de la Revolución Cubana, el 1 de enero de 2014, en Santiago de Cuba, a 900 kms de La Habana
"Cuba no irá a buscar inversión extranjera a Miami. La ley no lo prohíbe, la política no lo promueve", declaró el viernes el ministro de Comercio Exterior y la Inversión Extranjera, Rodrigo Malmierca, en la fase preliminar de la sesión parlamentaria.
La norma será aprobada en medio de temores sobre el futuro de la ayuda de Venezuela por la crisis que vive ese país un año después de la muerte del presidente Hugo Chávez.COPIADO  http://www.afp.com

NSA tinha mais de 300 relatórios sobre chanceler alemã

29/03/2014 - 17:41

NSA tinha mais de 300 relatórios sobre chanceler alemã



A chanceler alemã Angela Merkel é vista em 25 de março de 2014, em Haia
A Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana reuniu mais de 300 relatórios sobre a chanceler alemã Angela Merkel, afirmou neste sábado a revista Der Spiegel, citando informações passadas pelo ex-consultor americano Edward Snowden.
O nome da chanceler aparecia junto a outros 122 chefes de Estado cujas informações eram coletadas desde maio de 2009 pela NSA, divulgou a revista por meio de sua página na internet.
A agência americana "fez mais de 300 relatórios sobre Angela Merkel", segundo os documentos consultados pela Der Spiegel, onde aparecem também os nomes dos presidentes do Peru, da Somália e de Belarus.
Os arquivos estavam armazenados numa base de dados da NSA que "poderia ser uma prova importante" aos olhos da justiça alemã, que pretende "decidir nos próximos dias sobre a abertura de um inquérito judicial sobre as suspeitas de espionagem", conta a revista.
Desde meados de 2013, a NSA está no centro de um escândalo, quando o ex-consultor de Inteligência americano Edward Snowden revelou o alcance do programa de espionagem dos Estados Unidos, que incluía dirigentes de países aliados e amigos.
Documentos divulgados em outubro de 2013 por Snowden mostravam que a NSA havia grampeado o telefone celular de Merkel durante anos.
Essas revelações afetaram profundamente as relações entre Estados Unidos e Alemanha, onde o respeito à vida privada é um assunto de suma importância.
COPIADO  http://www.afp.com

Osborne and Alexander disown currency union talk


  • Osborne and Alexander disown currency union talk

    George Osborne and Danny Alexander
    Ministers respond to claim that UK would have to form currency union to ensure economic stability


    Osborne and Alexander try to quash UK-Scotland currency union suggestion

    Chancellor and deputy respond to minister's claim that UK would have to form currency union to ensure economic stability
    George Osborne and Danny Alexander
    Osborne and Alexander spoke out after the Guardian quoted a UK minister on Friday as saying that a currency union would eventually be agreed during lengthy negotiations if Scottish voters supported independence. Photograph: Andy Rain/EPA
    George Osborne and Danny Alexander have tried to quash any suggestion that the UK would agree to form a currency union with an independent Scotland after a minister privately conceded that one would have to be formed to ensure financial and economic stability.
    The chancellor and his Liberal Democrat deputy issued a joint statement to say that a currency union would fail because it would not be in the interests of an independent Scotland or the remainder of the UK.
    Osborne and Alexander said: "There will not be a currency union in the event of independence. The only way to keep the UK pound is to stay in the UK.
    "Walking out of the UK means walking out of the UK pound. A currency union will not work because it would not be in Scotland's interests and would not be in the UK's interests."
    The duo spoke out after the Guardian quoted a UK minister on Friday as saying that a currency union would eventually be agreed during lengthy negotiations if Scottish voters supported independence.
    The minister said: "Of course there would be a currency union. There would be a highly complex set of negotiations after a yes vote, with many moving pieces. The UK wants to keep Trident nuclear weapons at Faslane and the Scottish government wants a currency union – you can see the outlines of a deal."
    The comments forced Osborne and Alexander to put their names to a statement quickly to dismiss the comments by the minister because Westminster does not want to give any quarter to the yes camp.
    The Osborne-Alexander statement was identical, apart from an extra final sentence, to a statement already issued by a No 10 spokesperson on Friday night after the Guardian quoted a minister as saying that a currency union would eventually be agreed to ensure fiscal and economic stability on both sides of the border.
    In the final – and extra – part of their statement on Saturday, Osborne and Alexander reinforced their rejection of a currency union by saying: "Any suggestion to the contrary is wrong."
    The private admission to the Guardian by the minister, which comes after opinion polls showed an increase in support for independence despite the rejection of a currency union by the UK's main political parties, was also seized on by the SNP.
    Nicola Sturgeon, the Scottish deputy first minister, told the Guardian on Friday: "This was supposed to be the no campaign's trump card, but as the polls show it has backfired badly – the gap between yes and no has halved since November, and most Scots simply do not believe the bluff and bluster we had from George Osborne, Ed Balls and Danny Alexander.
    "Now that the card has been withdrawn, it gives an even bigger boost to the yes campaign. And it can only add to the sense of crisis which is engulfing the no campaign."
    But Osborne and Alexander insisted that a currency union would not be agreed. They said: "Scotland would have no control over mortgage rates, and would be binding its hands on tax and funding for vital public services. The Scottish government are proposing to divorce the rest of the UK but want to keep the joint bank account and credit card.
    "The UK would not put its taxpayers at risk of bailing out a foreign country and its banks. Parliament wouldn't pass it, and the people wouldn't accept it. Any suggestion to the contrary is wrong."
    Alex Salmond, the Scottish first minister, dismissed the joint rejection of a currency union last month by the Tories, Lib Dems and Labour as "bluff, bluster and bullying".
    The private remarks by the UK minister are highly sensitive because they come amid nerves on the pro-union side after polls showed Scottish voters do not believe the UK would refuse a currency union with an independent Scotland.
    A Times/YouGov poll found that Scots believe the Westminster parties are lying about their joint rejection of a currency union. The poll, which still put the pro-union camp ahead, found that 45% believe the rejection is a campaigning tactic that would be abandoned after a yes vote.
    The polls are prompting some senior figures at Westminster to look beyond the September referendum to make an assessment of the negotiations that would take place between London and Edinburgh following a yes vote. By the then the currency union would no longer be a weapon in a referendum campaign but a key element in negotiations. London would be hoping to maintain its Trident nuclear fleet at Faslane and Edinburgh would be seeking to ensure economic stability by pressing for a currency union.
    The minister, speaking on condition of anonymity, said: "You simply cannot imagine Westminster abandoning the people of Scotland. Saying no to a currency union is obviously a vital part of the no campaign. But everything would change in the negotiations if there were a yes vote."
    Jackson Carlaw, the deputy leader of the Conservatives in Scotland, highlighted the post-referendum thinking on the pro-union side when he said last month that he would man the barricades after a yes vote to argue for a currency union.
    Carlaw told BBC Scotland's political editor Brian Taylor: "If we vote for independence in September, I'll be manning the barricades with [SNP MSP] Bill Kidd, because I will be a Scot in a country that has decided to vote for independence, and I will be arguing for us to keep the pound."
    The remarks by Carlaw, which he later disowned, highlighted the possible role of Scottish MPs at Westminster after a yes vote. The House of Lords constitution committee, which is examining the post-independence negotiations, has heard that Scottish MPs would by then owe their loyalty to voters in constituencies that would be about to be a foreign country.
    Stephen Tierney, professor of constitutional theory at Edinburgh University, told the committee that it would be "intuitively not correct" for Scottish MPs to be allowed to negotiate on behalf of the UK. This would rule out Danny Alexander of the Lib Dems and Douglas Alexander of Labour – the most senior Scottish MPs at Westminster who would be senior ministers in any cabinet which includes Labour and\or Lib Dem MPs.
  • copy http://www.theguardian.com

Kerry to meet Russia's Lavrov for Ukraine talks in Paris on Sunday


  • Kerry delays return for Ukraine talks

    Secretary of state John Kerr will fly to Paris to meet with Russian foreign minister Sergei Lavrov.
    After Vladimir Putin called Barack Obama on Friday, top diplomats discuss Ukraine and agree to reconvene in Paris


    Kerry to meet Russia's Lavrov for Ukraine talks in Paris on Sunday

    • Top diplomats discuss Ukraine and agree to meet in Paris
    • Vladimir Putin calls Barack Obama late Friday

    • theguardian.com,
    Secretary of state John Kerr will fly to Paris to meet with Russian foreign minister Sergei Lavrov.
    Secretary of state John Kerr will fly to Paris to meet with Russian foreign minister Sergei Lavrov. Photograph: Jacquelyn Martin/AP
    Halfway home from Saudi Arabia, US secretary of state John Kerry has abruptly changed course. He will now stay in Europe for talks on Ukraine.
    The news followed reports from Russia that Kerry had spoken to the Russian foreign minister, Sergey Lavrov, by phone, a day after President Vladimir Putin called President Barack Obama. The Russian foreign ministry said Washington had initiated the call between Kerry and Lavrov, adding that they discussed Ukraine and plans for further contact.
    Flying from Riyadh to Ireland for a refuelling stop, Kerry decided to turn around after speaking to Lavrov from the plane. He will now travel to Paris for a meeting on Sunday, State Department spokeswoman Jennifer Psaki said on Saturday.
    Kerry had been due to return to Europe on Tuesday for a Nato foreign ministers meeting. The secretary of state was in Riyadh, as well as Rome and the Hague, with Obama this week, but was traveling on his own, including a side trip to Jordan to work on salvaging foundering Middle East peace talks while Obama visited Brussels.
    Psaki said Kerry would remain in close touch with Martin Indyk, the US ambassador to Israel, and the negotiating team in Jerusalem and Ramallah, West Bank, in case he needed to return to the region from Paris before the Nato meeting.
    Obama left for Washington Saturday with much left unresolved, but officials said he made progress during his trip to Saudi King Abdullah's desert oasis, as well as with European leaders. The president's advisers were particularly bullish about his meeting in the Netherlands with G7 allies, which agreed to indefinitely suspend Russia from the larger G8.
    "There's been a lot of movement in the last several days that suggest that Europe has been stirred to action by the events in Ukraine, and I think the president felt a degree of unity in that G7 meeting, in the EU session at Nato, and then with the individual leaders that he met with," said Ben Rhodes, Obama's deputy national security adviser.
    On Friday, the White House provided a readout of the call between Obama and Putin which read: “President Putin called President Obama today to discuss the US proposal for a diplomatic resolution to the crisis in Ukraine, which Secretary Kerry had again presented to Foreign Minister Lavrov at the meeting at the Hague earlier this week … the presidents agreed that Kerry and Lavrov would meet to discuss next steps.
    “President Obama noted that the Ukrainian government continues to take a restrained and de-escalatory approach to the crisis and is moving ahead with constitutional reform and democratic elections, and urged Russia to support this process and avoid further provocations, including the buildup of forces on its border with Ukraine.
    “President Obama underscored to President Putin that the United States continues to support a diplomatic path in close consultation with the government of Ukraine and in support of the Ukrainian people with the aim of de-escalation of the crisis. President Obama made clear that this remains possible only if Russia pulls back its troops and does not take any steps to further violate Ukraine’s territorial integrity and sovereignty.”
    Russian troops near Sevastopol, Crimea, Ukraine
    Russian military armoured personnel carriers on the road from Sevastopol in Crimea. Photograph: Baz Ratner/Reuters
    On Saturday, Russia said it had "no intention" of invading eastern Ukraine, responding to western warnings over a military buildup on the border following Moscow's annexation of the Crimean peninsula. Lavrov, speaking on Russian television, reinforced a message from Putin that Russia would settle – at least for now – for control over Crimea despite massing thousands of troops near Ukraine's eastern border. "We have absolutely no intention of – or interest in – crossing Ukraine's borders," Lavrov said.
    He added, however, that Russia was ready to protect the rights of Russian speakers, referring to what Moscow sees as threats to the lives of compatriots in eastern Ukraine since Moscow-backed Viktor Yanukovich was deposed as president in February.
    Western powers imposed sanctions on Russia, including visa bans for some of Putin's inner circle, after Moscow annexed Crimea this month following a referendum, deemed illegal by western nations, on union of the Russian-majority region with the Russia. The west has threatened tougher sanctions targeting Russia's stuttering economy if Moscow sends more troops to Ukraine.
    Nato secretary general Anders Fogh Rasmussen, in an interview with Germany's Focus magazine, said the alliance was "extremely worried", adding: "I fear that it is not yet enough for him [Putin]. I am worried that we are not dealing with rational thinking as much as with emotions, the yearning to rebuild Russia's old sphere of influence in its immediate neighbourhood."
    Vladimir Putin
    President Vladimir Putin, at an airbase outside Moscow. Photograph: Sergey Ponomarev/AP
    Putin's call to Obama, however, may be a sign that the Russian leader is ready to reduce tension in the worst east-west standoff since the Cold War. The Kremlin said Putin had suggested “examining possible steps the global community can take to help stabilise the situation”.
    Ousted president Yanukovich called on Friday for each of the country's regions to hold a referendum on their status within Ukraine, instead of the presidential election planned for 25 May.
    That election is shaping up as a context between former prime minister Yulia Tymoshenko and the billionaire Petro "the Chocolate King" Poroshenko, after boxer-turned-politician Vitaly Klitschko withdrew on Saturday. Klitschko said he would support Poroshenko.
    Lavrov called for "deep constitutional reform" in Ukraine, a sprawling country of 46 million people. "Frankly, we don't see any other way for the steady development of the Ukrainian state apart from as a federation," Lavrov said. Each region, he said, would have jurisdiction over its economy, finances, culture, language, education and "external economic and cultural connections with neighbouring countries or regions".
    There was also a bid for regional devolution within Crimea. Its Tatar community, an indigenous minority who were persecuted under Soviet rule and largely boycotted last month's referendum on joining Russia, want autonomy on the Black Sea peninsula, the Tatar leader said on Saturday.
    The Associated Press and Reuters contributed to this report
  • copy http://www.theguardian.com
  • Chile: 31 detidos durante manifestações

    29/03/2014 - 17:20

    Chile: 31 detidos durante manifestações



    Esquadrão do ar argentino faz homenagem ao Chile durante as comemorações pelo dia do combatente, em Santiago, em 28 de março de 2014
    Trinta e uma pessoas foram detidas em confrontos entre a polícia e manifestantes na madrugada deste sábado, o "Dia do Combatente" no Chile, que lembra a morte de dois jovens durante a ditadura de Augusto Pinochet.
    A polícia chilena realizou "5 prisões nas regiões e 26 na região metropolitana", segundo um comunicado divulgado neste sábado.
    "Não há registro de policiais ou civis feridos", segundo o texto.
    Os confrontos começaram na cidade de San Bernardo, ao sul de Santiago, onde um grupo de pessoas tentaram incendiar um ônibus e lançaram bombas incendiárias contra a polícia.
    Também houve tumultos nos subúrbios, como em La Pincoya e Villa França, onde foram registrados confrontos e quedas de energia.
    Incidentes são relatados a cada ano em Villa França, já que foi neste distrito onde em 29 de março de 1985 morreram os irmãos Eduardo e Rafael Vergara Toledo nas mãos da polícia durante a ditadura de Pinochet (1973-1990).
    O dia é lembrado anualmente, sempre acompanhado de incidentes, mas não é um aniversário oficial.
    copiado  http://www.afp.com/pt

    Dilma assina decreto que autoriza Exército a patrulhar Complexo da Maré

    Dilma autoriza Exército a patrulhar favelas do Complexo da Maré



    Na madrugada deste domingo, 30, o complexo será ocupado por cerca de mil homens da Polícia Militar, com o apoio de blindados da Marinha e de veículos aéreos não tripulados

    29 de março de 2014 | 11h 52

    Marcelo Gomes - O Estado de S.Paulo
    RIO - A presidente Dilma Rousseff (PT) assinou, na noite desta sexta-feira, 28, decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com o Palácio do Planalto, o decreto presidencial será publicado na edição da próxima segunda-feira, 31, do Diário Oficial da União (DOU). A GLO confere poder de polícia às Forças Armadas, isto é, autorização para patrulha, vistoria e prisões em flagrante.
    Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) ocupam o complexo - WILTON JUNIOR/ESTADÃO
    WILTON JUNIOR/ESTADÃO
    Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) ocupam o complexo
    Segundo o Ministério da Defesa, o período e o território de vigência da GLO, bem como o efetivo que será empregado na Maré, só serão divulgados após a publicação do decreto presidencial.
    Militares que participaram da preparação da ocupação, no entanto, dizem que o Exército entrará nas 16 favelas da Maré no próximo fim de semana. Na madrugada deste domingo, 30, o complexo será ocupado por cerca de mil homens da Polícia Militar, que contarão com o apoio de blindados da Marinha e de veículos aéreos não tripulados (Vants) da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Federal.
    Depois que o controle do território for retomado pelas forças de segurança, apenas a PM permanecerá na região, realizando operações de busca a traficantes, armas e drogas. No próximo fim de semana, os PMs serão substituídos pelos militares do Exército, que patrulharão as comunidades até o segundo semestre, quando serão implantadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na região.
    MANDADO DE BUSCA COLETIVO
    A Justiça do Rio expediu mandado de busca coletivo em duas favelas da Maré (Nova Holanda e Parque União) durante a ocupação do complexo, que terá início na madrugada deste domingo.
    A decisão da 39ª Vara Criminal se limitou a estas duas comunidades porque é resultado de um inquérito da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) da Polícia Civil que investiga, desde o início do ano, traficantes do Comando Vermelho que atuam na região.
    Para evitar denúncias de abusos, a Justiça determinou que apenas delegados poderão entrar nas casas dos moradores para cumprimento do mandado de busca coletivo. Para isso, a Polícia Civil deve montar uma força-tarefa com 20 delegados, que deverão entrar nas duas favelas depois que a região for retomada pela PM e pela Marinha.
    O Ministério Público Militar também planeja pedir à Justiça Militar a expedição de mandado de busca coletivo para permitir ao Exército vasculhar as residências de todas as 16 favelas da Maré, assim que o Exército entrar na região para substituir a PM. O mesmo ocorreu durante a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha, em 2010.

    copiado http://www.estadao.com.br/

    Polarização entre 2 visões de País culminou em intervenção militar - Embaixador norte-americano pediu dinheiro para apoiar golpe - Veja 50 anos depois




    Estadão Acervo/13-3-1964

    Polarização entre 2 visões de País culminou em intervenção militar


    1964

    Choque entre 2 visões de Brasil

    O conflito, que refletia a divisão do mundo entre capitalismo e comunismo, fermentava desde o início da década, ganhou as ruas e teve seu desfecho com a intervenção militar

    28 de março de 2014 | 14h 27
      Lourival Sant’Anna
      É quase sempre arbitrária e discutível a definição do momento desencadeador de um acontecimento histórico. A tentação é grande de retroceder um pouco mais na busca do ponto de inflexão, do fato definidor. Com o golpe de 64 não é diferente. Mas talvez não seja possível entender aquele ambiente sem recuar pelo menos até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930 e a implantação de seu Estado Novo (1937-45). Naquele período, o ditador populista e autoritário encarnou a figura paterna com que tanto sonham, do Descobrimento até hoje, gerações sucessivas de brasileiros, que se sentem desamparados sem um provedor, seja um senhor de escravos, imperador, marechal, coronel ou governante, ao mesmo tempo implacável, benevolente, poderoso.
      Getúlio saiu e voltou. Retomado o ciclo dos governos democráticos, foi antecedido e sucedido por presidentes mais ou menos liberais e carismáticos. Mas seu suicídio em 1954 e sua carta-testamento selaram de forma quase mágica o papel do pai austero e protetor. Ao eleger Juscelino Kubitschek em 1955, os brasileiros buscaram uma resposta mais racional para os seus anseios. JK governava com "planos de meta", que resultaram na industrialização e na interiorização do País, por meio de rodovias e da construção de Brasília. Mas o apego popular ao getulismo ficou manifesto na eleição do vice, João Goulart, ministro do Trabalho e herdeiro político de Getúlio, que teve mais votos que Juscelino.
      Conterrâneo de Getúlio, Jango, como era conhecido, rico fazendeiro de São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, tinha convite, em meados dos anos 40, para entrar para o PSD, o mesmo partido do futuro presidente JK. Foi por intervenção direta de Getúlio, amigo de seu pai, recém-saído da Presidência, que Jango entrou para o PTB gaúcho. São dados biográficos importantes, que compõem o seu perfil futuro, de trabalhista híbrido, líder indeciso, que parecia ter de ser empurrado para o seu destino quase tão trágico quanto o de seu mentor - a desistência não pelo suicídio, mas pela renúncia sem resistência, seguida do exílio.
      A posse de Juscelino teve de ser assegurada pelo general Henrique Lott, então ministro da Guerra, contra oficiais que tentaram impedi-la, por considerar a composição PSD-PTB à esquerda demais. Aí o golpe de 64 teve o seu primeiro ensaio, e as duas vertentes doutrinárias do oficialato - a legalista e a linha dura - se explicitaram. Os mandatos eram de cinco anos, sem direito à reeleição do presidente, mas os vices podiam voltar a se candidatar, e sua eleição era separada da do presidente. Em 1960, Jango consolidou sua popularidade, voltando a se eleger vice de Jânio Quadros, da coligação liderada pela UDN, principal partido conservador do País. Se no mandato anterior havia certa convergência entre o PSD e o PTB, e se Juscelino em certo sentido representava o ponto médio entre as correntes liberais e trabalhistas, com sua abordagem "social-democrata" de desenvolvimento, a eleição de 60 lançou o País na rota da divergência ideológica.
      Jânio. Precursor do populismo de direita que depois se atualizaria em figuras como Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello, Jânio foi o primeiro a dominar com maestria a mensagem dos meios de comunicação de massa. Venceu a eleição empunhando uma "vassourinha" para "varrer a corrupção" e lanchando sanduíches de mortadela nos comícios , para se identificar com os trabalhadores das grandes cidades. Excêntrico, imprevisível e intuitivo, Jânio estava longe de ser um líder liberal no sentido clássico. No seu curto mandato de sete meses, não esboçou uma política econômica coerente. No ambiente internacional envenenado pela Guerra Fria - a disputa por influência entre os Estados Unidos e a União Soviética -, explorou o arraigado sentimento anti-imperialista brasileiro ao condecorar o líder guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, ícone da Revolução Cubana de dois anos antes, que então começava a alinhar-se com o bloco comunista.

      No Comício da Central do Brasil, 18 dias antes do golpe, foto de Getúlio Vargas indica influência de sua visão de Estado intervencionista sobre Jango e líderes sindicais

      Essas ambivalências acompanhariam o drama que estava por se desenrolar, e continuariam presentes na visão de Estado paternalista, provedor e autoritário que une grande parte dos brasileiros até hoje. Mesmo que a divisão não fosse clara e linear - e talvez poucas coisas o sejam no Brasil -, havia duas visões, dois modelos, dois rumos para o País, que colidiram na composição Jan-Jan (Jânio-Jango) e nos acontecimentos seguintes.
      Em aparente manobra para angariar maior apoio no Congresso, o impulsivo Jânio renunciou em agosto de 1961, denunciando "forças ocultas" nunca vistas à luz da História. Jango recebeu a notícia em Cingapura, depois ter passado pela China comunista, em missão acertada com o presidente, como parte de sua política externa desalinhada com o esquema das duas superpotências - EUA e URSS.
      O golpe de 64 teve então o seu segundo - e mais robusto - ensaio. Exército, Marinha e Aeronáutica tinham cada uma seu ministro, que, juntamente com o da Guerra, marechal Odílio Denis, tentaram impedir a posse do vice, pelo fato de ser apoiado pelos partidos Comunista e Socialista Brasileiro (PCB e PSB). A posse foi garantida, mais uma vez, pela corrente legalista, liderada, agora da reserva, pelo marechal Lott, que fora candidato a presidente na chapa de Jango. Assim como em 1955, o general Humberto de Castelo Branco fez parte desse grupo. Dessa vez, no entanto, foi necessário um acordo, pelo qual o presidencialismo deu lugar ao parlamentarismo. Tancredo Neves, do PSD, foi eleito primeiro-ministro.
      O incidente abriu espaço para o protagonismo de Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul pelo PTB e cunhado de Jango, que promoveu a "campanha da legalidade". Um plebiscito em janeiro de 1963 traria de volta o presidencialismo. Jango, no entanto, seguiria com apoio insuficiente no Congresso e nas Forças Armadas, e cada vez mais dependente do respaldo das "massas trabalhadoras", organizadas pelos sindicatos vinculados ao PTB e crescentemente hipnotizadas pela retórica febril de Brizola, que, já como deputado federal, disputava influência nacional com seu cunhado. Brizola pressionava Jango para adotar "reformas de base". Sabendo que não havia apoio no Legislativo para elas, falava em Assembleia Constituinte (o que era traduzido por "fechar o Congresso"), e em impô-las "na marra".
      Acuado, sem alternativa de apoio, Jango, de índole conciliadora, pareceu vencer a própria relutância e atropelar a própria natureza no Comício da Central do Brasil, no Rio, no dia 13 de março de 1964, quando adotou a beligerância e a impaciência do cunhado - "vou falar em linguagem que pode ser rude", desculpou-se. Anunciou que havia assinado o decreto de reforma agrária e a nacionalização de cinco refinarias, criticou a Constituição e citou o "supremo sacrifício" de Getúlio Vargas. Bandeiras comunistas tingiam de vermelho a multidão de 150 mil a 200 mil pessoas.
      Comunismo. Em reação ao que era percebido como o risco de "comunização" do Brasil - apesar de trabalhismo e comunismo competirem entre si -, foram organizadas as "Marchas da Família com Deus pela Liberdade", com apoio da Igreja e de setores liberais. A Marcha começou em São Paulo, no dia 19, onde reuniu entre 300 mil e 500 mil pessoas, e se espalhou por várias outras cidades, totalizando 1 milhão de manifestantes. Eles defendiam a Constituição, a propriedade e a democracia.
      Em 25 de março, cerca de 2 mil marinheiros, sob influência do PCB, desafiaram o ministro da Marinha, Silvio Mota, celebrando o aniversário de uma associação que havia sido declarada ilegal. No dia 30, Jango compareceu a uma reunião de cerca de mil cabos e sargentos no Automóvel Club, no Rio, e pronunciou seu discurso mais virulento, em que falou de "represálias do povo" contra seus adversários, financiados pelo Exterior. Era uma referência ao escândalo de ajuda financeira americana à campanha de deputados. Alarmados com a possibilidade de o Brasil converter-se numa Cuba continental, os Estados Unidos patrocinaram também o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), com sede no Rio, que fazia filmes de propaganda anticomunista.
      Os dois episódios foram considerados tão provocativos para o oficialato que se especula se não foram estimulados por agentes da linha dura. Eles demoveram a maioria dos legalistas de suas hesitações - a começar por Castelo Branco, chefe do Estado-Maior. A reação foi imediata - e atropelou a cúpula. De prontidão desde o Comício da Central do Brasil, o 10.º Regimento de Infantaria, de Juiz de Fora, pôs-se em marcha às 12h30 do dia 31, rumo ao Rio. Quando entraram em contato com as tropas sublevadas na estrada, as forças supostamente legalistas se congraçaram com os companheiros e aderiram ao golpe.

      Seis dias depois, a ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, que começou em São Paulo e espalhou-se pelo País, denunciou o ‘risco comunista’

      EUA. Os Estados Unidos enviaram uma força-tarefa com um porta-aviões, quatro destróieres, duas escoltas e navios-tanque, para apoiar a intervenção militar. Mas deram meia-volta muito antes de se aproximar da costa brasileira. A rápida adesão dos comandantes levou Goulart a renunciar, partindo para o exílio no Uruguai. Castelo Branco venceu uma surda disputa de poder com o general Artur da Costa e Silva, líder da linha dura, e sagrou-se comandante da "revolução redentora da democracia", como foi chamada por seus partidários. O Congresso o elegeu presidente, e ele tomou posse no dia 15 de abril.
      A intenção dos setores civis que apoiaram o golpe - e aparentemente da ala dos militares legalistas liderados por Castelo - era evitar um possível "autogolpe" de Jango, no qual se presumia que ele fecharia o Congresso e imporia suas reformas de base, inaugurando uma "ditadura do proletariado" tropical, aqui chamada de "república sindicalista". Entretanto, Costa e Silva liderou o que entrou para a história como o "golpe dentro do golpe". Numa sequência de decretos paradoxalmente denominados "atos institucionais", a ditadura militar foi gradualmente se instalando, com o cancelamento da eleição presidencial de 1965, o banimento de partidos, a abolição dos direitos e liberdades. A cada quatro anos, um Congresso subserviente elegeu um general-presidente, escolhido antes pela cúpula das Forças Armadas.
      A ditadura durou 21 anos, deixando marcas na sociedade brasileira com a tortura e o desaparecimento de opositores. Na economia, seu legado foi ambivalente: de um lado, a inflação e o endividamento elevados; de outro, a implantação de uma importante infraestrutura no País. Toda essa história é contada em detalhes, em muitos casos inéditos, nas páginas que seguem.

      Reprodução

      Embaixador norte-americano pediu dinheiro para apoiar golpe


      1964

      Embaixador dos EUA pediu dinheiro, adido militar e armas para apoiar o golpe

      Diálogo entre o embaixador em Brasília Lincoln Gordon e John Kennedy ocorreu no primeiro dia de gravação de conversas com o presidente na Casa Branca, e graças a isso ficou registrado

      28 de março de 2014 | 15h 05
      Flávio Tavares
      A década de 1960 foi um tempo de aberta conspiração político-militar na América Latina. Os Exércitos pareciam destinar-se a preparar golpes de Estado, não a defender a integridade territorial. O Brasil estava nesse cenário. Além disso, a inflação galopante gerada pela construção de Brasília agravara a miséria rural do Nordeste e, desde a posse de João Goulart, em 1961, a reforma agrária ocupava o debate político.
      Goulart visita o presidente Kennedy em Washington  - AP - 3/4/1962
      AP - 3/4/1962
      Goulart visita o presidente Kennedy em Washington
      A reforma era uma bandeira da Aliança para o Progresso (o programa dos Estados Unidos para barrar a influência da Revolução Cubana), mas os conservadores brasileiros a repeliam, vendo nela "a alavanca do comunismo". A Guerra Fria, com o mundo dividido em áreas de domínio dos EUA e da União Soviética, exacerbava as paixões políticas e assustava todos. Entre civis e militares, esquerda e direita se enfrentavam numa disputa cega.
      Nesse contexto se desenvolve a conspiração que desemboca no golpe de Estado.
      Fui o último jornalista a estar com João Goulart no Palácio do Planalto, na tarde de 1.º de abril de 1964. Testemunhei seus derradeiros momentos, já em fuga da Capital. Acompanhei seus acertos e desacertos como governante, tal qual (desde a posse em 1961) tinha convivido com civis e militares envolvidos nas tramas da conspiração. Presenciei a sessão do Congresso, de apenas 3 minutos, na madrugada de 2 de abril, em que o senador Auro Moura Andrade declarou "vaga a Presidência da República", sem qualquer debate ou votação.
      Depois, como colunista político em Brasília, tentei penetrar nos desvãos do movimento que levou ao golpe e me fiz perguntas. Seria a revanche de 1961, quando os ministros militares não permitiram a posse do vice-presidente Goulart (por considerá-lo "pró-comunista") e foram derrotados pela mobilização iniciada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola? A conspiração se nutriu das provocações da extrema esquerda, em que o deputado Francisco Julião (com dinheiro de Cuba) armava guerrilhas contra o próprio Jango, assustando ainda mais a direita? Ou tudo ardeu pela propaganda subliminal que o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) do coronel Golbery do Couto e Silva incutiu na população e nos quartéis sobre o "perigo comunista", através dos textos e filmes de Rubem Fonseca?
      Afinal, por que um golpe, se a inflação debilitava o governo e já havia três candidatos à eleição presidencial de 1965?
      Em 1976, a historiadora norte-americana Phyllis Parker descobriu nos arquivos dos EUA os primeiros documentos "secretos" sobre a Operação Brother Sam - o deslocamento da frota naval dos EUA a 31 de março de 1964, rumo a Santos, em apoio ao general Olímpio Mourão Filho. Surgem, aí, as entranhas da conspiração. A cada 10 anos, os EUA liberam novos documentos e, assim, pôde-se reconstruir a participação de Washington nos preparativos e na execução de tudo, como revelo, agora, no livro 1964 - O Golpe.
      Na paranoia da Guerra Fria, ambos os lados se enfrentavam com fantasias, mentiras e (até) verdades. E tudo assustava. O embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, assustou-se não só com a nacionalização das empresas americanas de eletricidade e telefones por Brizola no Sul ou com sua dura pregação "anti-imperialista" pelo rádio, mas também com a lei sobre a remessa de lucros das companhias estrangeiras. E, até, com o Plano Paulo Freire, que alfabetizava em 40 horas/aula. Na época, analfabeto não votava e o governo teria 20 milhões de novos eleitores na eleição de 1965.
      A 30 de julho de 1962, Gordon leva pessoalmente ao presidente John Kennedy um terrorífico relato sobre "o avanço comunista" no Brasil. Nesse dia, a Casa Branca havia inaugurado a gravação das audiências e telefonemas presidenciais e tudo ficou registrado: o embaixador pede US$ 8 milhões para financiar candidatos nas eleições de governador ou parlamentares, e para o Ipes, "uma organização que temos lá".
      Após dizer que Jango pensa "num golpe branco" para manter-se no poder, pede um novo adido militar à embaixada, para "fortalecer os militares democratas simpáticos aos EUA" numa eventual ação militar contra Goulart. "O atual adido militar é muito burro", exclama o embaixador, e sugere a nomeação do coronel Vernon Walters.
      Em seguida, Walters chega ao Rio, recebido no aeroporto do Galeão por 13 generais brasileiros que serviram com ele na 2ª Guerra Mundial, na Itália. Seu mais íntimo amigo, porém, está ausente: o general Castelo Branco comanda o 4.º Exército no Recife e lhe manda um abraço através do general Ulhoa Cintra. O próprio Walters assim conta no livro de memórias Silent Missions. Daí em diante, Cintra será "o contato" dos conspiradores com a embaixada, como referem as mensagens de Gordon à Casa Branca e à CIA.
      Conspiração. O assassinato de Kennedy (novembro de 1963) leva à Casa Branca a "linha dura" do vice Johnson e "tudo se facilita", conta o próprio Walters. A 21 de março de 1964, o embaixador volta de Washington, após acertar detalhes do Contingency Plan, o plano militar a aplicar no Brasil, e informa que Castelo Branco "aceitou a chefia da conspiração". "De todos os militares que nos procuram há dois anos e meio, ele é o mais idôneo", enfatiza.
      Dias 27 e 29, sob o impacto da crise na Marinha, provocada pela revoltosa assembleia dos marinheiros, Gordon informa que "comunistas ocupam postos vitais nas Forças Armadas". Pede provisões urgentes de gasolina e armas para "grupos civis" em São Paulo e que os EUA "se comprometam diretamente" e enviem a frota naval, com porta-aviões, "em demonstração aberta de força, não secreta".
      "Sei o quão grave é a decisão de intervenção militar, mas devemos considerar que a derrota levará à comunização do Brasil", escreveu. Sugere que as armas cheguem em submarino e sejam descarregadas à noite, ao sul de Santos, em Iguape ou Cananéia. Os conspiradores "
      castelistas" haviam planejado o golpe para fins de abril e o embaixador se surpreende com a rebelião de Minas. Mas logo após, em 31 de março, Washington confirma que a frota já ruma para Santos, com um porta-aviões, quatro destróieres com mísseis, duas escoltas e navios-tanque. Cerca de 110 toneladas de munição, mais gás lacrimogêneo, irão em dez aviões cargueiros diretamente a Campinas. Cinco petroleiros levarão gasolina e diesel de Aruba a Santos.
      Nada disso foi preciso. Jango desistiu de qualquer resistência e, a 4 de abril, a frota naval voltou a Norfolk, de onde partira.
      * Jornalista e escritor, é autor de "1964 - O golpe".

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