Contra o golpe Reportagens e imagens sobre a resistência no Brasil e no mundo. A Brigada Herzog em cooperação com junge Welt e Midia NINJA

Contra o golpe

Reportagens e imagens sobre a resistência no Brasil e no mundo. A Brigada Herzog em cooperação com junge Welt e Midia NINJA

Zur deutschen Version wechseln (para a versão em alemão)

Parceiros do projecto

»Midia Ninja – Reportagens independentes, jornalismo e ação« é uma rede de mídia esquerda descentralizada do Brasil, a qual publica na internet últimas notícias, reportagens investigativas, fotos e vídeos. Vê-se com uma alternativa à tradicional imprensa do país. ninja.oximity.com
A Brigada Herzog é uma organização democrática, apartidária e antifascista, que tem como meta definida transmitir uma visão plural de eventos no Brasil. A rede de informação com tradutores voluntários conta também com o eco da imprensa internacional, a fim de quebrar a hegemonia da mídia corporativa.
www.brigadaherzog.com
Junge Welt é um jornal impresso independente de esquerda da Alemanha, distribuído nacionalmente com circulação diária. A politica editorial, com sede em Berlin, é marxista e internacionalista, contra a política expansionista da NATO e da UE. As reportagens e análises sobre os processos políticos na América Latina contribuem significantemente para o perfil do jornal.
jungewelt.de
É uma tragédia. No Brasil, o povo é roubado e o pior ladrão sentou-se confortável na cadeira da presidenta eleita. Este Michel Temer montou um governo exclusivo de homens brancos e ricos. Ultimamente encontra-se uma "Elite" reacionária na Política, Economia e no Poder Judiciário. Esta não tem o direito de governar o maior país da América do Sul com a sua diversidade étnica, social e cultural. O afastamento de Rousseff não é uma punição pelos erros políticos que ela cometeu, mas uma vingança pelo sucesso da política de esquerda nos últimos treze anos, a favor da inclusão social, na luta contra a pobreza, o racismo e a misoginia. A farsa do impeachment é o resultado de uma campanha midiática agressiva. E uma saída para um grupo de políticos, o qual deseja segurança durante as investigações de corrupção. O maior roubo não são os milhões vindos de fontes obscuras – tais transações já comandaram círculos também em outra parte do mundo. O crime real é dirigido contra os 54 milhões de pessoas, que em outubro de 2014, deram voz a Dilma Rousseff e sua agenda progressista, e muitos mais. Não há voto para Temer e sua aliança de direita muito menos para a transição neoliberal. Onde a mídia manipula, para aonde os governos desviam o olhar, onde as empresas veem oportunidades, nós - representantes do público – chamamos pelo nome de golpe a disfarçada mudança democrática do poder. Chamamos à memória de 1964, quando os EUA já apoiou um golpe de Estado no Brasil. Nossas reportagens mostram detalhes da luta de milhões pelo Estado de Direito e pela democracia, pela legítima presidenta e por Lula da Silva, que como primeiro trabalhador no comando do país, lutou contra a fome e a miséria e agora pretendem criminalizá-lo. Com eles, nós manteremos viva a memória das muitas vítimas do "tempo de chumbo", de pessoas como o jornalista comunista Vladimir Herzog, o qual o Regime de 1975 torturou e matou. Os golpistas de hoje - não passarão!
Peter Steiniger

O poder das mulheres em Brasilia

Este golpe de Estado aprofundou a crise política no país e suscita protestos diários da população em todos os cantos dentro e fora do Brasil. Onde quer que os protagonistas da mudança estejam, seja em aeroportos, em público no Brasil ou no exterior, são recebidos com hostilidade. Amendrontados, eles se escondem atrás dos seguranças. Na capital Brasília, são as mulheres que, indiscutivelmente, desempenham o papel principal de resistência, com suas cores, tons e forca. Logo após validado, que a forca reacionária afastaria Dilma Rousseff do governo, as mulheres resistiriam contra uma ditadura militar e lotaram as ruas, em 19 de abril, em frente ao Palácio do Planalto. Elas desejavam fazer um público "Abraçaço em Dilma" e entregá-la milhares de rosas vermelhas. Especialmente após o início do impeachment em 12 de maio, quando as ativistas se acorrentaram e, em seguida, ocuparam a rampa do Planalto, e não por fim a "Marcha das Flores", em 29 de maio, quando as manifestantes derrubaram as grades de proteção e seguiram até a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal.
E haverá sempre mais ações e protestos dessas "Rosas Guerreiras", com cor, beleza e barulho.
Rodrigo Pilha

Coletivo em Montreal

A preocupação com os progressos realizados pelos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff no campo dos direitos humanos no Brasil, levou o "coletivo Brasil Montreal" – um grupo formado por brasileiros engajados politicamente no Canadá – para ações contra a agenda conservadora e neoliberal daqueles políticos que apoiam o impeachment de Rousseff.
A primeira manifestação foi realizada em 31 de março, o dia de ações globais exatamente 52 anos depois do golpe militar na pais sulamericano. Os cartazes lembravam os 21 anos do período negro da ditadura no Brasil: "1964 nunca mais". Nem a chuva nem o frio ocorridos nas últimas semanas, impediram os membros do nosso coletivo de realizar atividades culturais e prestar atenção aos direitos das minorias, mulheres, jovens, pobres, a comunidade LBGT, os indígenas, os negros e os trabalhadores. O nosso lema é: "A democracia se faz na rua"! Daqui de Montreal também dizemos: os golpistas, misóginos e fascistas não passarão!
Priscylla Joca

O Ceará se mobiliza

Em todas as cidades do Nordeste brasileiro há protestos, especialmente na capital do Ceará, Fortaleza, onde está presente em cada esquina. Nas praças públicas, no centro da cidade, na Universidade, o verso é um só: "Ai, ai, ai, empurra o Temer que ele cai!"
Nos últimos 13 anos, com os governos de Lula e Dilma Rousseff, a região que sempre foi ignorada pelos governos anteriores a 2003, teve um crescimento em todas as áreas da economia, sobretudo na área social.
Apesar da crise, não aceitamos o afastamento da presidenta Dilma, por não diagnosticarmos a existência de bases jurídicas para tal. Por isso, deixa claro a configuração de um golpe contra o Estado Democrático de Direito. Golpe midiático, uma vez que o cartel das comunicações vêm há mais de três anos desinformando e manipulando a sociedade quanto aos verdadeiros fatos de realizações do governo Federal e utilizando-se da direita partidária, para imputar à presidenta Dilma, a responsabilidade por uma crise com proporções maiores do que a real. Assim como o golpe se dá no Poder Judiciário, pois é conservador e elitista e vem apoiando a inconstitucionalidade deste impeachment em favor da direita no Brasil.
Segundo Will Pereira, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Ceará, CUT-CE, o golpe é contra os 54,3 milhões de cidadãos e cidadãs que elegeram Dilma Rousseff e contra os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, acentuou na mobilização do dia 1 de Maio da Frente Brasil Popular na cidade. Em 1964, o Brasil sofreu um golpe militar que levou o povo brasileiro a viver por 21 anos com seus direitos e liberdade violados, sem falar nos mortos e torturados. A população do Ceará não aceita o retrocesso.
Inês Duarte Fernandes

São Paulo como exemplo educativo

Três anos se passaram desde os grandes protestos de junho em todo o Brasil. Aqui na maior metrópole de São Paulo naquela época foram anunciados aumentos de tarifa sobre trens e ônibus, as quais foram proibidas. Hoje, a batalha mudou-se para o campo da educação, tendo em vista do sistema de educação, com a falta de infraestrutura das escolas e a precária qualidade de ensino. Ao mesmo tempo mudou desde Junho de 2013, a cultura política na cidade rapidamente. A percepção de que a mudança política não prevalece nas urnas, e sim nas ruas, ganhou espaço, principalmente, entre os mais jovens.
Neste contexto, atualmente, as ocupações de escolas contam com o apoio de todos e são vistas como uma luta por uma sociedade com mais igualdade e liberdade. Em tal "ocupação", os alunos aprendem a agir em conjunto politicamente. Apesar da guerra que o governo está conduzindo contra nós, por meio da repressão e criminalização, apesar da manipulação dos meios de comunicação, os alunos seguem adiante no caminho da revolução.
Leonardo Malmegrim

Em Paris contra o ódio

O "Movimento Democrático 18 de março" (MD18), na capital francesa Paris, surgiu do empenho espontâneo de um grupo de estudantes brasileiros. Eles se reuniram paralelamente às grandes manifestações, em 18 de março de 2016, ao mesmo tempo, que ocorria aqui o aniversário de 145 da Comuna de Paris, em defesa da legalidade democrática no pais deles.
O grupo não consiste atualmente apenas dos estudantes brasileiros que vivem na França. Trabalhadores e simpatizantes locais juntaram-se à causa. Entre eles estao professores, mestrandos e doutorandos das mais diversas disciplinas. MD18 é horizontal, de esquerda, pluralista e feminista. O grupo é a favor dos negros, dos não heterossexuais, dos moradores da periferia e do interior, contra os quais o abuso de poder e violência são ainda a ordem do dia, dos povos indígenas e todas as minorias no Brasil.
A política de distribuição de renda pela presidente Dilma Rousseff favoreceu as mulheres da classe operária e das classes mais baixas, em sua maioria negras e moradoras das negligenciadas Favelas e periferias da cidade. Projetos para promover políticas para estas mulheres são penosamente arrancados, lembrando a velha oligarquia. Suas concessões não significam a ideologia patriarcal e das reações em resposta à vibração da cultura hegemônica que nutria ódio. O símbolo grotesco da classe política reacionária é o deputado Jair Bolsonaro, o qual na Câmara humilhou as mulheres numa série de declarações. Contra os índios, ele prometeu usar de "força necessária" para calá-los. Durante a votação na Câmara para iniciar o processo de impeachment da presidenta, ele lançou com fervor sua voz em memória de um coronel responsável pela morte de civis durante a ditadura e pela tortura à ex-prisioneira Dilma Rousseff. Há os coveiros da democracia que aprovam a violência e apoiam o fundamentalismo religioso, como acontece com o projeto previsto de lei do aborto e criminalização das mulheres.
Em um de seus últimos discursos no cargo, a presidenta Dilma Rousseff disse que "a história ainda vai dizer o quanto de violência contra as mulheres tem neste impeachment". Depois do afastamento de Rousseff não durou um único dia até a história ter razão.
Renata Callaça

No Rio para diversidade

O governo interino e ilegítimo de Michel Temer é para a história brasileira como o que pior representa a população. Foram afetados pela politica de exclusão as mulheres, negros, indígenas, sem terra, quilombolas, pobres, ou seja, a maioria dos brasileiros. Apenas as mulheres constituem 51 por cento da população.
No Rio de Janeiro, a "Cidade Maravilhosa", que além de sua beleza natural bem como por sua diversidade, também é conhecida por uma ativa uma comunidade LGBT, encontrou em 10 de abril, não só um grande evento político-cultural "Contra o golpe e pela defesa da democracia", em vez disso, o cenário representou exigências. Entre os oradores que se opunham ao retrocesso social estavam o cantor Chico Buarque, ex-presidente Lula da Silva e o líder do MST, João Pedro Stedile. Em 29 de maio, diversas pessoas viajaram do Rio para São Paulo para participar da Parada do Orgulho LGBT. De acordo com os organizadores três milhões de pessoas tomaram as ruas. Mesmo tendo um Congresso dominado pelos evangélicos, traficantes de armas e latifundiários o deputado do PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys, apresentou um projeto de lei sobre Identidade de Gênero, em defesa do movimento LBGT. As pessoas LGBT no Brasil sabem que o maior obstáculo no caminho dos seus direitos, é o atual presidente.
Christiane Dias

Berlin em movimento

"Berlin gegen den Putsch in Brasilien" (Berlin contra o golpe no Brasil), "Wir sind alle Brasilianer" (Nós somos todos brasileiros), eram os cartazes e faixas que o grupo de brasileiros do Boi da Caipora Doida ergueram durante o desfile, da maior festa popular de Berlin, o Karneval der Kulturen, em 15 de Maio. Os integrantes deram o recado entoando o grito "Nein zum Putsch. Dilma Rousseff ist unsere Präsidentin" (Não ao golpe. Dilma Rousseff é nossa presidenta.)
Dois dias antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff, por 180 dias, em 12 de Maio, ativistas brasileiros acamparam em frente à Embaixada Brasileira. Houve várias outras manifestações com centenas de participantes, organizados pelas redes sociais. "Esse governo interino de corruptos não representa ninguém.", diz incisiva Dje Macedo Quiroga, uma das representantes do movimento em Berlin.
A maior manifestação se deu em frente ao Portão de Brandenburgo, em 31 de Março, dia que marcou 52 anos do golpe militar de 1964. “Contra Dilma não se tem crime que justifique o afastamento dela", disse Grace Kelly Sodre Mendonca. "O nosso Congresso age como uma quadrilha de crime organizado". A terapeuta de Shiatsu, Fernanda Tibúrcio, identificou rapidamente a participação da imprensa como protagonista do golpe. "Ela é partidária, manipuladora e participa ativamente e publicamente a favor do golpe". Nesse mês de junho as manifestações serão intensificadas em Berlin e outros locais. Para o músico Luiz Pardal Freudenthal, é importante se posicionar e somar forças quando a democracia se encontra em perigo. "Além disso temos que nos contrapor ao crescimento da direita e da extrema-direita que está ocorrendo não só no Brasil como no mundo inteiro."
Devido à série de protesto e ocupações de dezenas de edifícios da Funarte, o presidente interino e ilegitimo, Michel Temer, se viu forcado a recriar o Ministério da Cultura, antes extinto pela desculpa de enxugar o orçamento. No entanto, a resistência deve continuar inabalada. O jornalista, Ivan Moraes Filho, assegura que a extinção do MinC é um símbolo da visão monolítica que este governo interino tem da política. "Não se esperava menos de um ministério formado por homens brancos, oligarcas e ricos." O cientista social, Alexandre Nascimento, enxerga o retrocesso: "É política cultural para a elite."
Ana Carolina Sihler
COPIADO  http://www.jungewelt.de/2016/06-04/073.php

Nein zum putsch!, Não ao golpe: lá fora, o que você não lê por aqui Fundado em 1947 o jornal Junge Welt, (Mundo Jovem) faz uma ampla cobertura dos atos Fora Temer! que estão ocorrendo no Brasil e mundo afora. Conta com depoimentos de brasileiros de várias cidades do...

gegen

Nein zum putsch!, Não ao golpe: lá fora, o que você não lê por aqui

Fundado em 1947 o jornal Junge Welt, (Mundo Jovem) faz uma ampla cobertura dos atos Fora Temer! que estão ocorrendo no Brasil e mundo afora. Conta com depoimentos de brasileiros de várias cidades do...

Nein zum putsch!, Não ao golpe: lá fora, o que você não lê por aqui

gegen
Fundado em 1947 o jornal Junge Welt, (Mundo Jovem) faz uma ampla cobertura dos atos Fora Temer! que estão ocorrendo no Brasil e mundo afora.
Conta com depoimentos de brasileiros de várias cidades do Brasil e reportagens sobre os movimentos que têm ocorrido em outras partes do mundo, como: Montreal, Berlim e Paris.
O golpe – diariamente negado pela imprensa brasileira, pelos parlamentares picaretas e também por ministros do Supremo  – faz parte do noticiário internacional, expondo  cada vez mais a imagem de um Brasil que regride 50 anos nas mãos de elites inconformadas com os avanços sociais.
A desmoralização internacional dos atores do golpe se intensifica à medida que novos passos para o afastamento definitivo de Dilma são dados.
E não se trata de movimentos exclusivamente de brasileiros que vivem fora do país. Muitos grupos que se organizaram para denunciar o governo ilegítimo são compostos por estrangeiros.
Em Paris, o movimento 18 de março conta com participação de trabalhadores e simpatizantes franceses, fenômeno similar ao que acontece em Montreal, no Canadá.
Berlinenses têm participado ativamente dos atos em favor da democracia no Brasil, os cartazes são significativos:
Berlin gegen den Putsch in Brasilien” (Berlim contra o golpe no Brasil) “Wir sind alle Brasilianer” (Somos todos brasileiros)
Para o jornalista e editor do jornal alemão, Peter Steiniger, o golpe é uma tragédia.
É uma tragédia. No Brasil, o povo está sendo roubado e o pior ladrão sentou-se confortavelmente na cadeira da presidenta eleita. Este Michel Temer montou um governo exclusivo de homens brancos e ricos. Ultimamente encontra-se uma “elite” reacionária na Política, Economia e no Poder Judiciário.
Não há voto para Temer e sua aliança de direita, muito menos para a transição neoliberal. Onde a mídia manipula, para aonde os governos desviam o olhar, onde as empresas veem oportunidades, nós – representantes do público – chamamos pelo nome de golpe  essa coisa que se disfarça como mudança democrática do poder
O Brasil está na boca do mundo e, ao contrário da imagem que tentam criar sobre as instituições brasileiras, o novo governo é chamado de quadrilha de ladrões, assim como o legislativo. A imprensa brasileira, sem crédito nenhum, é chamada de mentirosa e o Supremo, por sua vez, de omisso e covarde.

Os atos em favor da democracia no Brasil vão se intensificar mais pelo mundo, podem crer. O século 21 já não suporta aventuras deste tipo num país do nosso tamanho. E os governantes estrangeiros não colocar o mínimo suas mãos da cumbuca do caldeirão nacional.
Além da versão imprensa (Foto: Wellington Delazari), que circula neste final de semana, a versão on line alemã, do Junge Welt, publicou também fotos dos últimos protestos contra o governo golpista.
A matéria contou com apoio da Mídia Ninja e da Brigada Herzog.
Leia a versão em português, está aqui
Hoje, domingo, em Paris.
Manifestação na Praça da República contra o golpe no Brasil.


 COPIADO  http://www.tijolaco.com.br/

NY Times: promessa de Temer de combate à corrupção soa oca. Da BBC, agora cedo: Um editorial publicado pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira questiona a firmeza do compromisso do presidente interino, Michel Temer, com o combate à corrupção. No texto, intitulado...

gold

NY Times: promessa de Temer de combate à corrupção soa oca.

Da BBC, agora cedo: Um editorial publicado pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira questiona a firmeza do compromisso do presidente interino, Michel Temer, com o combate à corrupção. No texto, intitulado...
NY Times: promessa de Temer de combate à corrupção soa oca.
gold
Da BBC, agora cedo:
Um editorial publicado pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira questiona a firmeza do compromisso do presidente interino, Michel Temer, com o combate à corrupção.
No texto, intitulado “A Medalha de Ouro do Brasil para Corrupção” (em tradução livre), o jornal pede ainda que o novo chefe do governo se posicione pelo fim da imunidade parlamentar para ministros e congressistas acusados de corrupção.
O artigo começa fazendo referência à ficha suja de ministros do governo – entre os quais, sete são investigados por corrupção.
“As nomeações reforçaram as suspeitas de que o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção: afastar a investigação (de corrupção)”, escreve o jornal.
Depois, o texto lembra as renúncias do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, e posteriormente do ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que indicaram em conversa telefônica estar tramando para atravancar o avanço da Operação Lava Jato.
“Isto forçou Temer a prometer, na semana passada, que o Executivo não interferirá nas investigações na Petrobras, nas quais estão envolvidos mais de 40 políticos. Considerando os homens de quem Temer se cercou, a promessa soa oca”, julga o editorial.
E isso foi antes da demissão, que deve ocorrer ainda esta semana, de mais um ministro: Henrique Eduardo Alves, que está na boca da caçapa.
O jogo de traições só começou.
COPIADO  http://www.tijolaco.com.br/blog/ny-times/

BLÁ, BLÁ ...Ministro quer restringir uso de bebida alcoólica "Está tendo um boato de que a gente vai descaracterizar o INSS. Não vai. Nem vamos acabar com as atribuições que ele tem hoje. O INSS pode nos ajudar em outras questões da área social sem perder as características de seu trabalho."


osmar terraMinistro quer restringir uso de bebida alcoólica

Por -
06/06/2016, 05h40
-
No comando das políticas sociais do governo Temer e com liberdade de atuação, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, diz que irá substituir representantes da sua pasta que participam de discussões sobre políticas antidrogas por outros que tenham uma posição contrária a legalização de entorpecentes. Médico, Terra diz que o governo Dilma foi omisso nessa questão, aponta uma epidemia no país, e defende “toda restrição que puder” para o consumo de bebida alcoólica. “Voltou a ter álcool nos estádios de futebol”, condena. Sobre o Bolsa Família, ele garantiu reajuste para este ano.
osmar terra
 Ilustração: Kleber Sales
INSS no MDS
Está tendo um boato de que a gente vai descaracterizar o INSS. Não vai. Nem vamos acabar com as atribuições que ele tem hoje. O INSS pode nos ajudar em outras questões da área social sem perder as características de seu trabalho.
Estrutura do ministério
O presidente Temer considera essa área estratégica. Não vai ter corte aqui. Mas vou trocar todos os conselheiros porque há uma mudança de visão política. No conselho sobre drogas, por exemplo, o pessoal que está lá representando o ministério quer liberar a droga. É incompatível com a orientação desse ministério.
Drogas e álcool
Sou a favor de um maior rigor contra as drogas. Não sou a favor da liberação. Estamos com uma epidemia. O governo Dilma foi omisso nessa questão. Quanto ao álcool, deve se restringir de toda maneira que se puder. Tem quer ter regras de restrição. Voltou a ter álcool em estádios de futebol. Quando foi proibido, reduziu significativamente os casos de violência. Se a pasta da Justiça fizer uma política adequada temos que ajudar.
Bolsa Família
Era um programa que tinha 3 milhões de famílias em 2003 e hoje tem 14 milhões. Isso vai na contramão do discurso do PT de que reduziu a pobreza. Você ter 14 milhões de família que dependem de R$ 160, em média, para não cair na extrema pobreza, então você não reduziu a pobreza.
Reajuste na crise
Faz dois anos que o Bolsa Família não tem reajuste. Já conversei com o ministro da Fazenda e com o presidente Michel Temer de ter um reajuste neste ano. Temos que fazer isso. Vai ser impossível repor toda a inflação, mas, pelo menos, deve ser uma reposição acima da inflação do ano que passou e tentaremos recuperar em reajustes futuros.
Pobreza eleitoral
O PT diz ser o único defensor dos pobres. Não é. Nunca foi. Pelo contrário. Com o desastre que eles promoveram na economia, estão sendo os padrastos dos pobres. A herança mais negativa do governo foi o desastre na economia.
Porta de saída
O PT trabalhou com o conceito de manter tudo como está e ajudar as pessoas a não passar fome do que transformar as famílias mais pobres para elas terem a própria renda. Isso não foi estimulado. Nós vamos fazer um grande mutirão em cada município para ver o que tem lá de possibilidade de emprego. Também ajudar a pessoa que já está trabalhando dentro de uma empresa a melhorar seu desempenho.
Crédito para baixa renda
Queremos ter um microcrédito mais flexível. Atualmente, o BB e a Caixa oferecem crédito para quem já é um microempresário. Não para quem vai deixar de ser pobre para ser microempresário. As pessoas não conseguem dar as garantias. A honestidade é uma regra para a imensa maioria das pessoas, principalmente as pessoas pobres são honestas.
Reajuste para servidores
Foi uma sinalização que Michel fez de que ele não está querendo sacrificar o funcionário público para fazer o ajuste fiscal. Seria muito ruim que o agravamento da situação do funcionalismo se voltasse agora contra o governo do Michel. Ele não tem culpa disso. Depois disso, ele não vai mais fazer concessão nenhuma.
Governo x Lava Jato
Se nós não dermos exemplo e apoiarmos a Lava Jato estamos perdendo o respeito da população. Quem tiver qualquer problema tem que se explicar.
Entrevista a Daniel Carvalho
copiado  olitica.estadao.com.br/blogs/coluna-

Otimista, Otimista, Planalto garante ter 60 votos para impeachment de Dilma Apesar de vários senadores se dizerem indecisos, o governo acha que algumas conversas resolverão indefinição e garantirão 54 votos necessários para vitória Filha de Sérgio Machado gastava 40 mil euros em loja de grife


Otimista,

Otimista, Planalto garante ter 60 votos para impeachment de Dilma

Apesar de vários senadores se dizerem indecisos, o governo acha que algumas conversas resolverão indefinição e garantirão 54 votos necessários para vitória

Otimista, Planalto garante ter 60 votos para impeachment

Por Coluna do Estadão
04/06/2016, 05h30
 
-
FOTO: DANIEL TEIXEIRA / ESTADAO
FOTO: DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO
Numa conta extremamente otimista, o Palácio do Planalto garante já ter 60 votos no Senado a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Apesar de vários senadores dizerem que estão indecisos, o governo acha que algumas conversas resolverão a indefinição e garantirão os 54 votos necessários para a vitória.

Filha de Sérgio Machado gastava 40 mil euros em loja de grife

Por Coluna do Estadão
05/06/2016, 17h50
A filha de Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro, chamava a atenção de pessoas próximas em viagens internacionais, geralmente para Courchevel, uma estação de esqui nos Alpes franceses. Ela chegava a gastar 40 mil euros numa única loja. Era cliente VIP na Hermès.
Machado entregou a cúpula do PMDB em delação premiada. Fala-se que o esquema de corrupção organizado por ele movimentou R$ 1 bilhão.
Além de Machado, o filho dele, Expedito Machado, também fez delação, como revelou o Estado. A coluna do Lauro Jardim informou, neste sábado, que além de Did, como é conhecido, outros dois filhos de Machado também delataram: Sérgio Machado Filho e Daniel Machado. O primeiro trabalhou no Credit Suisse. Segundo pessoas próximas, a família está mais unida do que nunca.

copiado  http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/otimista-planalto-garante-ter-60-votos-para-impeachment/

Fotográfo registra beleza das garças no rio yahagui, no Japão

Fotógrafo registra beleza das garças no rio Yahagui, no Japão copiado http://massanews.com/

Corte nas viagens de Dilma foi reposta aos ataques de petistas

 (Foto: Lula Marques/ Agência PT) - Corte nas viagens de Dilma foi reposta aos ataques de petistas

Corte nas viagens de Dilma foi reposta aos ataques de petistas

| Publicado em
Cansado dos ataques da presidente afastada Dilma Rousseff e do cerco que os petistas e seus liderados estão fazendo à sua família e à sua casa, em São Paulo, o presidente em exercício Michel Temer decidiu partir para o enfrentamento.
O primeiro sinal de que Temer mudou seu comportamento foi o parecer da Casa Civil preparado na semana passada regulamentando os direitos da presidente afastada. Além de cortar viagens com aviões da FAB para outros locais que não Porto Alegre, o Planalto decidiu que só Dilma terá direito a utilizar o cartão de crédito corporativo para suas despesas pessoais. Quando estavam na Presidência, alguns dos auxiliares dela também utilizavam o cartão.
"A decisão do Senado foi muito genérica e precisava de uma regulamentação porque, do jeito que estava, o céu era o limite e, como eles não tinham limite, estavam ultrapassando o limite do céu", afirmou ao Estado o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, acrescentando que se esperava que "houvesse parcimônia" de Dilma e sua equipe, mas o que houve foi exatamente o contrário.
O que mais incomodou o presidente em exercício, além dos "abusos", foram os seguidos cercos à sua casa, que deixaram temerosos sua mulher, sua sogra e seu filho de 7 anos, obrigando o governo a reforçar a segurança. O presidente, sua família e seus auxiliares diretos se queixam que ninguém foi incomodar os familiares da presidente afastada em Porto Alegre. Neste fim de semana, os protestos se repetiram em São Paulo e voltaram a incomodar Temer.
Geddel comentou também sobre os problemas causados por Dilma com a decisão de viajar pelo Brasil. "Eles pediam uma série de coisas que não cabiam. Cada viagem, eram inúmeros funcionários que tinham de ir, até em grupos precursores para preparar sua chegada, como se fosse a presidente no exercício do cargo. Na verdade, estava indo fazer comício com dinheiro público", disse.

'Ilegítima'

Assim que foi avisada da redução dos seus benefícios, Dilma disse em discurso, na capital gaúcha, que a decisão foi "ilegítima", com objetivo de proibir que ela viaje. "Eu vou viajar", publicou a petista, em sua página no Facebook, acrescentando que "é um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará… Isso é grave. Eu não posso, como qualquer outra pessoa, pegar um avião (comercial). Tem de ter todo um esquema garantindo a minha segurança, pela Constituição. É a Constituição que manda. Estamos diante de uma situação que vai ter de ser resolvida". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

copiado  http://massanews.com/noticias/

Temer deve avaliar situação de advogado-geral e secretária Temer pode demitir advogado-geral da União após deslizes


Com o cargo seriamente ameaçado, o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, será recebido nesta segunda-feira, 6, pelo presidente em exercício Michel Temer. Desgastado após uma série de episódios que causaram desconforto no Planalto, Medina tem sua situação classificada como "crítica" por interlocutores do presidente e poderá ser o terceiro auxiliar importante a deixar o governo, que ainda não completou nem um mês.
Temer também pretende discutir hoje a situação da secretária das Mulheres, Fátima Pelaes. Ela é alvo de investigação na Justiça Federal por supostamente haver participado de um esquema de desvio de R$ 4 milhões em verbas no Ministério do Turismo, objeto da Operação Voucher da Polícia Federal, iniciada em 2011.
Contra Osório, pesa o fato de ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e erradas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). No momento, por força de liminar do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a empresa é presidida por Ricardo Melo, nomeado pela presidente Dilma Rousseff dias antes de seu afastamento. Temer havia trocado Melo por Laerte Rímoli, mas por decisão do Supremo Melo voltou à EBC.
Desagradou também ao Planalto a iniciativa de Osório de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando uma frente a mais de atrito. Além disso, ele teria "atropelado" seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma "reunião de emergência" com Temer para despachar assuntos de rotina. E por haver pressionado para usar aeronave da FAB, mesmo não contando mais com o status de ministro.
A assessoria de Osório afirma que a demissão do ministro é um boato, e que a viagem em 1.º de junho entre Brasília e Curitiba ocorreu sem incidentes. Ontem, a FAB emitiu nota informando que o uso da aeronave por Osório seguiu "todos os procedimentos formais e legais".

Apoio

Diversas entidades, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), divulgaram notas de apoio a Osório e à atuação da AGU, que na semana passada anunciou que cobra R$ 23 bilhões dos envolvidos no esquema de propina que desviou recursos da Petrobras.
"As ações já tomadas pelos advogados da União e pelo atual advogado-geral da União, em defesa do patrimônio público, não podem ser alvo de pressões e constrangimentos estranhos aos interesses do Estado", diz em nota Claudio Lamachia, presidente da OAB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Temer pode demitir advogado-geral da União após deslizes

| Publicado em É "crítica" a situação do advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, que poderá ser, nas próximas horas, o terceiro auxiliar importante do presidente em exercício Michel Temer a perder o cargo no novo governo. Fábio Osório criou inúmeros embaraços para o Planalto desde que assumiu seu posto e já perdeu o apoio até mesmo do seu padrinho político, o também gaúcho ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
O governo atribuiu a ele vários dos embaraços que está enfrentando nos últimos dias, inclusive em relação à "errada estratégia" usada no caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cuja presidência foi devolvida a Ricardo Melo, na última quinta-feira por meio de uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
De acordo com auxiliares do presidente, neste caso da EBC, ele cometeu pelo menos dois erros, que estão custando caro ao governo. Primeiro demoveu o Planalto da ideia de editar, de imediato, a Medida Provisória, que modificaria o estatuto da empresa, acabando com o mandato de quatro anos do seu titular e reduzindo o poder do conselho curador da EBC, que é composto por 22 membros, designados pelo Presidente da República, sendo 15 deles da sociedade civil.
Fábio Osório disse que o governo não precisaria ter pressa para fazer esta alteração porque acreditava que a questão seria resolvida na Justiça, que não acataria o pedido de retorno de Ricardo Melo. Além disso, a defesa apresentada ao recurso de Melo no STF usou argumentos equivocados.
Mas os problemas começaram assim que ele assumiu o cargo. Sem consultar Temer ou Padilha, Fábio Osório questionou a atuação do seu antecessor, José Eduardo Cardozo, na defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, na fase inicial do processo de impeachment. Abriu, assim, uma frente de batalha que o governo considerava, desnecessária, naquele momento. Criou também problemas com a Polícia Federal e com o Ministério Público, duas frentes que o governo queria se manter neutro, sem criar marolas. Acabou gerando uma fonte de atrito do Planalto com estes setores, desagradando Temer.
O comportamento de Fábio Osório tem sido questionado por Temer e diversos auxiliares do presidente em exercício. "Ele ficou deslumbrado com o cargo e agiu de forma indevida em muitos casos", comentou um interlocutor do Planalto ao lembrar que até os servidores da própria AGU já fizeram chegar à Presidência inúmeras críticas a ele, pelas suas ações. "Está ficando muito difícil de conviver com ele", emendou outro assessor palaciano. "A sua situação está extremamente delicada", acentuou.
Mas os problemas não param por aí. No dia 1º de junho, Fábio Osório, cujo cargo perdeu o status de ministro, exigiu que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz responsável pela Lava Jato, Sérgio Moro, e de um encontro da Justiça. O Advogado da União não tem mais prerrogativa de uso de aeronaves da Aeronáutica e Osório bateu pé e viajou com dois assessores e um procurador, criando um grande problema.
A assessoria de Medina afirma que a demissão do ministro é um boato. O ministro não teve qualquer problema com a FAB durante o voo, e que a viagem do advogado-geral da União em 1º de junho entre Brasília e Curitiba ocorreu sem incidentes. A informação oficial é de que o ministro avisou à FAB com um dia de antecedência sobre o deslocamento e estava, durante o voo, na companhia de um procurador da União e de dois representantes da assessoria de imprensa da AGU que, segundo o órgão, podem confirmar a versão de Medina. (colaborou Gustavo Aguiar)
copiado  http://massanews.com/noticias/

Reajustes provocam primeiro atrito para gestão Temer Pacote opõe equipes política e econômica, que considera a medida prejudicial ao ajuste fiscal


Reajustes provocam primeiro atrito para gestão Temer

ALEXA SALOMÃO
Pacote opõe equipes política e econômica, que considera a medida prejudicial ao ajuste fiscal

Reajustes provocam 1º atrito no governo Temer

- Atualizado: 05 Junho 2016 | 21h 54

Contas públicas. Pacote com aumentos para o funcionalismo, aprovado na quinta-feira, opõe equipes política e econômica, que considera a medida prejudicial ao ajuste fiscal

A decisão do presidente Michel Temer de autorizar, na semana passada, os reajustes salariais para diferentes categorias de servidores públicos abriu a primeira divergência entre a equipe econômica e os articuladores políticos do PMDB. No Ministério Fazenda, o entendimento é que não pode haver elevação de gastos, mesmo que seja para evitar desgastes ou pacificar relações, como defendem caciques políticos do PMDB.
Para a equipe econômica, que têm a missão de imprimir o corte mais duro e socialmente penoso da história nas contas público do Brasil, é “incompreensível” que o governo em exercício faça a opção política de abrir concessões, aumentando os gastos em bilhões de reais, para beneficiar o funcionalismo público, parcela privilegiada de trabalhadores. A sinalização é contraditória. Indica que o sacrifício inerente ao ajuste fiscal não será para todos.
Causou mais descontentamento ainda o fato de esse apoio não avaliar a conjuntura no mercado de trabalho: o incentivo do governo ao reajuste dos servidores, que têm estabilidade no emprego, ocorreu na mesma semana em Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que há 11,4 milhões de brasileiros desempregados na iniciativa privada, um número recorde.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente em exercício Michel Temer participam de reunião Segundo o Estado apurou, a Fazenda sequer foi envolvida em discussões oficiais sobre o tema. A decisão veio do Planalto. Um procedimento bem diferente ao adotado no trato de outras questões, igualmente sensíveis aos cofres públicos, como a negociação da dívida dos Estados e municípios e a fixação do déficit de R$ 170,5 bilhões, cujas reuniões sempre incluíram representantes da Fazenda e do Planejamento.
Internamente, na Fazenda, o sentimento é de que decisões políticas unilaterais, do próprio governo, podem atropelar e dificultar o ajuste fiscal, que, por si só, já é complexo e tende a sofrer resistência do Congresso e da população em geral.
Parte da equipe econômica, inclusive, rebate os argumentos de que o governo deu em favor do reajuste. Diz ser fato que o reajuste já estava acertado, que ficou abaixo da inflação e que já estava contabilizado no déficit projetado pelo governo anterior, de R$ 96 bilhões. Também alega ser fato que a despesa extra, de quase R$ 60 bilhões, será diluída no tempo e não aplicada de uma vez só, neste ano. Mas nenhum dos argumentos considera o essencial: é hora de cortar, não de elevar despesas, ainda mais quando elas incentivam novas despesas.
O reajuste para servidores da União tem efeito cascata nos Estados e municípios, onde os benefícios são atrelados a ganhos federais. Os aumentos precisam ser aprovados pelos Legislativos, mas é quase certo que, se passar no Congresso, vai chegar ao funcionalismo estadual e municipal no pior dos momentos – quando não suportam pagar salários e aposentadorias.
Há um complicador adicional. O reajuste também beneficiará inativos do serviço público. Ficará mais complicado explicar a necessidade da reforma da Previdência, cujos impactos recaem principalmente sobre os trabalhadores da iniciativa privada.
Fragilidade. Economistas que vinham dando voto de confiança ao novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ficaram preocupados com a postura do governo. Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos, foi um sinal de fraqueza da equipe econômica: “Ou uma ou duas. Ou Meirelles foi consultado e aceitou o argumento político em favor do reajuste ou ele foi atropelado: de um jeito ou de outro, é péssimo para o ajuste.”
Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, considerou o sinal muito ruim. “A situação das contas públicos é gravíssima e o governo parece não ter entendido o tamanho do problema quando cede para este ou aquele grupo de pressão. Hoje é para os juízes, para os militares. E amanhã? Vai ser para quem?”
copiado  http://politica.estadao.com.br/noticias/

Eles não têm raciocínio lógico. Veja. Deputados analisam projetos de lei que incentivam a cultura do estupro Propostas na Câmara dos Deputados podem dificultar atendimento a mulheres vítimas de crime. .....de autoria do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), .....

Legislação





Propostas na Câmara dos Deputados podem dificultar atendimento a mulheres vítimas de crime

Enquanto a cultura do estupro rende debates nos quatro cantos do país – motivados por crimes contra adolescentes ocorridos no Rio de Janeiro e no Piauí no mês de maio –, tramitam na Câmara dos Deputados, em Brasília, ao menos quatro Projetos de Lei (PL) que representam, de acordo com especialistas, um retrocesso na política de combate aos abusos e na assistência às vítimas. As propostas incluem orientações que, por exemplo, dificultariam o atendimento de mulheres e até mesmo impediriam o aborto em caso de violência sexual, ambos previstos em lei atualmente.
O mais polêmico é o PL 5.069/2013, de autoria do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e de outros 12 deputados federais, que determina que o estupro seja provado por meio de exame de corpo de delito e denunciado em boletim de ocorrência para que a vítima possa realizar o aborto. O texto deixa por conta do profissional de saúde a decisão de aconselhar, receitar e administrar procedimento ou medicamento abortivo, sem definir o que é abortivo. Fica a critério do médico julgar, por exemplo, se a pílula do dia seguinte é abortiva.

Segundo o deputado Lincoln Portela (PRB/MG), um dos autores, o objetivo é preservar a vida. “Pode ser que aconteça de a mulher dizer que foi estuprada três meses após o crime e, nesse caso, paira uma dúvida. Se o estupro não é provado, abre-se uma porta para a cultura da morte”, defende. O parlamentar rechaça a crítica de que a proposta contribui com a cultura do estupro. “O que incentiva isso é o machismo, que coloca a mulher em segundo plano, além da desvalorização da mulher, propagada, por exemplo, em funks, que acabam induzindo a moça a esse tipo de comportamento”, afirma.

No entanto, para a representante da ONU Mulheres no Brasil Nadine Gasman, é necessário manter os direitos das mulheres. “Esse é o momento de lutar pela preservação dos avanços. Os serviços públicos de prevenção e atenção e a lei que garante atendimento humanizado de urgência e profilaxia da gravidez devem ser mantidos porque essa é a forma adequada de acolhimento das vítimas”, diz.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marlise Matos, acredita que projetos como esse são característicos de um Estado policialesco e podem gerar recuo nas conquistas das mulheres. “Não precisamos de novas leis, e sim de fazer com que as que já existem sejam de fato implementadas”, diz.

Proposta mais recente, o PL 3.983/2015 retira o direito da mulher de escolher interromper a gravidez em caso de estupro. A justificativa dos autores, entre eles o mineiro Eros Biondini (PTB/MG), é que, “ao ser realizado o aborto, uma pessoa inocente é privada de sua vida, sem direito à defesa” por um crime pelo qual deveria ser punido quem o praticou. O deputado não se pronunciou.

Secretária
Posição. A nova secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, já se posicionou contra o aborto em caso de estupro, mas disse que o Estado apoiará a vítima que fizer essa opção.
Médicos poderiam ser punidos
O Projeto de Lei (PL) 5.069/2013 é, segundo a deputada Maria do Rosário (PT/RS), o mais prejudicial às mulheres. “Além de revogar dispositivos da lei que garantem o atendimento às vítimas de estupro, o texto cria uma punição para os profissionais de saúde que orientarem as mulheres sobre o direito à interrupção da gravidez. Esse projeto não pode ser aprovado de forma alguma”, diz.

Segundo a parlamentar, o conservadorismo do Congresso dificulta o avanço de pautas que favorecem as mulheres. “Minha prioridade é o PL 3.792/2015, que ajuda vítimas de violência ao determinar que o depoimento seja gravado, para que elas não precisem repetir o que sofreram. Estamos tentando aprovar uma matéria assim há mais de dez anos”, diz.

A deputada move um processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ) que, em 2014, disse que não a estupraria porque ela “não merecia”. Ela ganhou em duas instâncias na Justiça, mas o parlamentar recorreu. A reportagem não obteve retorno da assessoria de Bolsonaro sobre o assunto. (RM)
Mudança virá com desnaturalização da violência
Para evitar retrocessos provocados por projetos de lei é preciso desnaturalizar o fenômeno da cultura do estupro, como analisa a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da UFMG, Marlise Matos.

“Culpar a vítima de estupro por causa da roupa que ela usa, local em que ela está ou companhias ajuda a normalizar a violência sexual, como se fosse responsabilidade da mulher, que, na verdade, é vitima. Além disso, naturaliza o comportamento abusivo dos homens, que vai desde a cantada até a violência física”, diz. Ela afirma que, apesar dessa cultura estar normalizada em filmes e nas relações entre homens e mulheres, é possível mudar a situação. (RM)
 copiado  http://www.otempo.com.br/

Minas Arena maquia receitas e esconde lucro, diz relatório Conclusão consta do relatório do deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) que, há um ano e meio, se debruça em uma investigação própria; Ministério Público já foi acionado


Conclusão consta do relatório do deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) que, há um ano e meio, se debruça em uma investigação própria; Ministério Público já foi acionado

PUBLICADO EM 06/06/16 - 03h00
Contrariando o que estabelece o contrato de Parceria Público-Privada (PPP), assinado em 2010, a Minas Arena, gestora do novo Mineirão, teria apresentado lucros suficientes para o compartilhamento de receitas com o Estado, porém, usando-se de manobras contábeis, estaria maquiando números e despistando o governo.

A conclusão consta do relatório do deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) que, há um ano e meio, se debruça em uma investigação própria, fundamentada em documentos oficiais de caráter público, borderôs de jogos e balancetes publicados pela própria empresa. O Ministério Público já foi acionado e investiga a denúncia.

Enquanto isso, a administração pública segue depositando parcelas mensais na casa dos R$ 11 milhões – com exceção do último mês de abril, quando o repasse foi reduzido para R$ 8,3 milhões por ineficiência financeira – como contrapartida pelos investimentos realizados pela empresa.

Segundo o levantamento, obtido com exclusividade pelo Aparte, só nos dois primeiros anos de operação (2013 e 2014), a Minas Arena lucrou R$ 55,1 milhões, mas não dividiu as cifras com o Estado. Apenas nesse período, o Estado teria direito à metade desse valor, ou seja, R$ 27,55 milhões.

A investigação do parlamentar mostra que a concessionária classificou todos os lucros acumulados nos dois anos como “reserva de subvenção”, cujos recursos seriam, inicialmente, retidos para serem usados em obras de reforma, renovação e adequação do estádio.

Mas, conceitualmente, as subvenções são recursos de governos usados para fomentar o desenvolvimento de determinadas regiões ou atividades econômicas imunes à tributação. Os recursos depositados pelo governo, no entanto, não poderiam ser classificados como subvenção, já que são tributados.

Além disso, em 2013, a Minas Arena informou em seu balancete um lucro líquido de R$ 155,5 milhões. Consideradas apenas as receitas do governo empenhadas e pagas efetivamente naquele ano, a concessionária reuniu em seus cofres o montante de R$ 146,4 milhões. Os R$ 9,1 milhões de diferença no faturamento dificilmente se explicam diante dos 37 eventos realizados no estádio em seu primeiro ano de operação.

De acordo com o Relatório Técnico de Conformidade de 2013, a concessionária informa uma receita bruta de R$ 149,5 milhões (o que destoa do valor informado em balancete). O governo do Estado, por sua vez, confirma o repasse total de R$ 132,2 milhões naquele ano. (Thiago Nogueira)
Saída espontânea

A assessoria de imprensa de Cabo Júlio (PMDB) informou ontem que o filho do deputado, Bruno Moreira Santos, o Bruno Júlio, deixou o cargo de diretor de Planejamento Metropolitano, Articulação e Intersetorialidade na Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de BH por iniciativa própria. O destino de Bruno Júlio, segundo a assessoria, será a Secretaria Nacional de Juventude, onde deverá assumir como titular a convite do presidente interino Michel Temer. Segundo apurou a coluna, Bruno Júlio havia perdido o posto em Minas depois de o pai dele ter votado a favor do requerimento que pedia cópia da delação de Benedito de Oliveira Neto, o Bené, na operação Acrônimo, que investiga o governador. Cabo Júlio voltou atrás no pedido e, com o gesto, também salvou o posto de vice-líder do governo na Assembleia.
Corrupção sem trégua

Eleita para presidir o Superior Tribunal de Justiça (STJ) até 2018, a ministra Laurita Vaz diz que os processos da Lava Jato que tramitam na Corte prosseguirão “sem intimidações ou interferências”. A posse dela, em setembro, coincidirá com a da ministra Cármen Lúcia no comando do Supremo Tribunal Federal (STF). De estilos diferentes, ambas são consideradas exigentes no controle das irregularidades e rigorosas no combate à corrupção. Oriunda do Ministério Público, a ministra é uma magistrada tida como independente, sem pertencer a nenhum grupo no tribunal. Ontem, em entrevista à “Folha de S.Paulo”, a ministra elogiou a reação popular nos atos contra a corrupção. “A reação massiva da população brasileira contra a corrupção impulsiona mudanças”.
R$ 32 mil É O VALOR que a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania empenhou para a contratação de ônibus executivos para um congresso.
Pressão. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se reunirá na quarta-feira com governadores em Brasília. Eles querem limitar o prazo para pagamento das dívidas dos Estados para 20 anos, com a possibilidade de terem dois anos para começar a pagar as parcelas. A proposta original previa carência por dois anos de apenas 40% do valor devido.
Rede aposta em BH

As direções municipal e estadual da Rede Sustentabilidade apresentarão hoje, em Belo Horizonte, o calendário de prévias para a definição do candidato a prefeito da capital e para o recebimento de sugestões para plano de governo. Qualquer morador da cidade, e não só filiados da sigla (desde que não seja ligado a outro partido), poderão apresentar sugestões. Estão no páreo interno para as candidaturas o deputado Paulo Lamac, que preside a Comissão de Educação, o ex-vice-prefeito da capital Ronaldo Vasconcelos, além do ambientalista Clair “Izinho” Benfica. Belo Horizonte, junto do Rio, faz parte da estratégia nacional do partido de lançar candidatura própria.
Socorro na prisão

Em sua primeira semana preso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, o ex-presidente do PSDB de Minas Narcio Rodrigues reclamou diversas vezes estar sofrendo com crises de hipertensão arterial. Conforme informações obtidas pela coluna, ele tem pedido quase diariamente a visita de um médico. A defesa de Narcio tinha a expectativa de que os problemas de saúde do ex-secretário serviriam para aliviar a prisão, mas, na última sexta-feira, a pedido do Ministério Público, a Justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão do tucano. Narcio está preso sob acusação de integrar um esquema de desvio de verba pública.
 copiado  http://www.otempo.com.br/

Potiguar Veja. Lava JatoMinistro do Turismo de Temer recebeu dinheiro do petrolão, diz jornal Ministro do Turismo de Temer recebeu dinheiro do petrolão, diz jornal Rodrigo Janot afirma, em despacho ao STF, que Henrique Alves recebeu recursos da Petrobras em troca de favores à OAS; Michel Temer também é citado; informações são da 'Folha de S.Paulo'

Lava JatoMinistro do Turismo de Temer recebeu dinheiro do petrolão, diz jornal

Rodrigo Janot afirma, em despacho ao STF, que Henrique Alves recebeu recursos da Petrobras em troca de favores à OAS; Michel Temer também é citado; informações são da 'Folha de S.Paulo'

 

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro do Turismo do governo interino de Michel Temer, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) recebeu dinheiro desviado da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. Além disso, parte desses recursos foi usada na campanha derrotada de Alves ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.
Henrique Alves foi ministro do Turismo do governo da presidente afastada Dilma Rousseff e voltou ao cargo com Michel Temer.
As informações foram divulgadas pela "Folha de S.Paulo" desta segunda-feira (6). O jornal afirma que teve acesso ao pedido de Janot ao STF para abertura de inquérito para investigar Alves, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS que negocia delação premiada. Cunha também recebeu valores indevidos, em forma de doações, para atuar em favor das empreiteiras, segundo a PGR.
O pedido de inquérito também cita outros nomes fortes do governo Temer, como o próprio presidente interino, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimento, Moreira Franco. No caso de Michel Temer, Janot fala de doação de R$ 5 milhões feitas por Pinheiro ao presidente interino para obter concessão do aeroporto de Guarulho, em São Paulo. No entanto, o procurador geral não diz se as denúncias contra Temer  entrarão no objeto do inquérito nem pede para que sejam investigadas.
copiado  http://www.otempo.com.br/

Elio Gaspari: “O ‘CALA-BOCA’ VAI BEM, OBRIGADO” Leia ainda sobre a censura ao Blog: Jornalismo nas Américas: “a censura (no Brasil) tem sido prática recorrente” Da Folha de S.Paulo: Operação Censura Delegado reclama do blog, pede segredo de Justiça e medida coercitiva contra jornalista ABI e Abraji protestam contra a censura imposta ao blog A censura agora veste toga Justiça retira matérias do blog e proíbe falar do DPF Moscardi Ao tentar censurar Nassif, delegado confessa viés político da Lava Jato


Elio Gaspari: “O ‘CALA-BOCA’ VAI BEM, OBRIGADO”


Marcelo Auler

Gaspari e a defesa da liberdade de expressão;
Gaspari e a defesa da liberdade de expressão;
Mais duas vozes levantam-se contra o absurdo da censura imposta a esse blog pelo Juizado Especial de Curitiba, a pedido dos delegados federais Erika Mialik Marena e Mauricio Moscardi Grillo, ambos da Operação Lava Jato.
Não me surpreendem, por conhecer há anos tanto Elio Gaspari como Rosental Calmon Alves.
Sei que o artigo que Gaspari publicou na sua coluna em O Globo e na Folha de S.Paulo neste domingo (05/06) não é uma solidariedade ao que o blog escreve ou ao que defendemos. Nisso ele não se envolve e tem a sua opinião própria.
Mas, trata-se sim de um bandeira que, por formação, Gaspari também não abre mão: a defesa intransigente dos principio constitucional da liberdade de expressão. O mesmo principio que venho defendendo aqui e alertando que se trata de algo a preocupar não apenas jornalistas e comunicadores, mas a todos os brasileiros. Afinal, pelo que entendo, a liberdade de expressão não é um benefício para quem escreve ou comunica, mas sim para quem recebe a notícia.
Rosental Calmon Alves: "É um absurdo que, de maneira recorrente, juízes brasileiros continuem fazendo a gente se lembrar dos tempos da ditadura" - Foto: Reproduçãoll
Rosental Calmon Alves: “É um absurdo que, de maneira recorrente, juízes brasileiros continuem fazendo a gente se lembrar dos tempos da ditadura” – Foto: Reprodução
Da mesma forma que acontece com Rosental Calmon, criador e diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas e que, na definição perfeita do Fernando Brito do no Tijolaço – Protesto contra censura a Auler atravessa fronteiras – é uma “referência como poucas há em matéria de jornalismo investigativo e online”. Como ele lembrou na mensagem que nos enviou pelo Face book, reproduzida por Brito, nossa geração profissional foi forjada na luta contra a censura:
O Marcelo Auler e eu somos da geração de jornalistas formada durante a ditadura militar, quando víamos e sentíamos em carne própria a censura. É um absurdo que, de maneira recorrente, juízes brasileiros continuem fazendo a gente se lembrar dos tempos da ditadura, ao aplicar censura prévia, o que é claramente proibido pela Constituição de 1988. Tomara que este cerceamento à liberdade de expressão do Marcelo seja corrigido o mais breve possível por instâncias superiores, como felizmente tem ocorrido em outros casos. O Judiciário brasileiro precisa, de uma vez por todas, entender que não estamos mais em tempos de censura, como a suprema corte brasileira já reiterou várias vezes“.

Do artigo de Gaspari, destaco duas passagens que colocam em xeque a forma como a juíza Vanessa Bassani baixou a proibição ao nosso blog. Na primeira, questiona como se pode identificar o que é ou não ofensivo ao autor:
   “Como um pobre cristão pode descobrir o que se pode considerar ofensivo ao doutor Moscardi, ela não explicou“.
Logo em seguida, ele faz outro questionamento em busca de uma resposta plausível:
“Dias depois a juíza procurou esclarecer. Auler deveria se “abster de divulgar novas matérias […] com a capacidade de caluniar ou difamar a pessoa do reclamante e que digam respeito aos mesmos fatos tidos como inverídicos”. Fica faltando polir o significado de “capacidade de caluniar”, bem como o de “fatos tidos como inverídicos”. Há a calúnia e a mentira, fora daí, tudo é poesia“.
Abaixo, a íntegra do artigo de Gaspari.

censura-marcelo‘CALA A BOCA’ VAI BEM, OBRIGADO

Élio Gaspari

O litígio que envolve a delegada federal Erika Marena e seu colega Mauricio Moscardi contra o blogueiro Marcelo Auler pôs na vitrine a jurisprudência caótica em que está a liberdade de expressão no país.
Eles pediram, e obtiveram, sentenças dos juízes Nei Roberto Guimarães e Vanessa Bassani mandando que Auler tirasse de seu blog oito reportagens sobre a ação da Polícia Federal na Lava Jato.
A coisa fica feia quando se lê que a doutora Bassani determinou que o jornalista se abstivesse de publicar textos “com conteúdo capaz de ser considerado ofensivo ao delegado”.
Como um pobre cristão pode descobrir o que se pode considerar ofensivo ao doutor Moscardi, ela não explicou.
Dias depois a juíza procurou esclarecer. Auler deveria se “abster de divulgar novas matérias […] com a capacidade de caluniar ou difamar a pessoa do reclamante e que digam respeito aos mesmos fatos tidos como inverídicos”. Fica faltando polir o significado de “capacidade de caluniar”, bem como o de “fatos tidos como inverídicos”. Há a calúnia e a mentira, fora daí, tudo é poesia.
Durante a ditadura, as ordens da censura eram claras. Tipo assim: “nenhuma referência, contra ou a favor de Dom Hélder Câmara”.
A ministra Cármen Lúcia enganou-se quando disse que “cala a boca já morreu”.
Leia ainda sobre a censura ao Blog:
Jornalismo nas Américas: “a censura (no Brasil) tem sido prática recorrente”
Da Folha de S.Paulo: Operação Censura
Delegado reclama do blog, pede segredo de Justiça e medida coercitiva contra jornalista
ABI e Abraji protestam contra a censura imposta ao blog
A censura agora veste toga
Justiça retira matérias do blog e proíbe falar do DPF Moscardi
Ao tentar censurar Nassif, delegado confessa viés político da Lava Jato
copiado  http://www.marceloauler.com.br

Jornalismo nas Américas: “a censura (no Brasil) tem sido prática recorrente” Ao compartilhar aqui o texto escrito pela jornalista Heloisa Aruth Sturm no site Journalism in the Americas, destaco que muito embora o eixo principal da reportagem seja a censura que este blog vem sofrendo, ela mostra que, no Brasil, as proibições ditadas pelo judiciário, não são fato isolado. Há, porém, um “esquecimento” dos fatos passados.

Jornalismo nas Américas: “a censura (no Brasil) tem sido prática recorrente”

Marcelo Auler

Ao abordar a censura a este blog, o site mantido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austinalerta para outros veículos ou instituições que também foram alvo de proibições judiciais. O seja, a censura é recorrente.
Ao abordar a censura a este blog, o site mantido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austinalerta para outros veículos ou instituições que também foram alvo de proibições judiciais. O seja, a censura é recorrente.
Ao compartilhar aqui o texto escrito pela jornalista Heloisa Aruth Sturm no site Journalism in the Americas, destaco que muito embora o eixo principal da reportagem seja a censura que este blog vem sofrendo, ela mostra que, no Brasil, as proibições ditadas pelo judiciário, não são fato isolado. Há, porém, um “esquecimento” dos fatos passados.
Ninguém mais comenta, por exemplo, a censura imposta judicialmente a O Estado de S. Paulo, desde julho de 2009, a pedido da família Sarney. Ela impediu o jornal paulista de noticiar a operação policial que investigou Fernando Sarney, filho do senador José Sarney. Mais grave é que o caso, prestes a completar sete anos, está no Supremo Tribunal Federal (STF). Aguarda julgamento.
Cita ainda a proibição sofrida pela ONG Repórter Brasil de divulgar notícias sobre um resgate de trabalhadores em condições análogas às de escravo. Levantamento feito pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas mostra que, somente entre 2012 e 2013, o país registrou 25 casos em que os tribunais foram utilizados como instrumentos de censura.
Trata-se, com temos insistido por aqui, de um cerceamento a um direito constitucional do cidadão, qual seja, o de receber informações livres, sem censura. Assim sendo, a questão transcende às 10 matérias que o blog foi obrigado a suspender por decisões do 8º e do 12º Juizados Especial de Curitiba, a pedido dos delegados federais da Lava Jato Erika Mialik Marena e Maurício Moscardi Grillo.  A censura via judiciário, tem se tornado prática e, por isso, merece ser combatida por todos. Abaixo a reportagem do site mantido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austin (EUA).

Blog JORNALISMO NAS AMÉRICAS

EBC: ganhou-se uma batalha, mas ameaças continuam. Em decisão monocrática, divulgada nesta quinta feria (02/06), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu o retorno do jornalista Ricardo Pereira de Melo ao cargo de diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação S/A – EBC.

EBC: ganhou-se uma batalha, mas ameaças continuam

Marcelo Auler(*)

Ricardo Melo volta à direção da EBC no governo de Temer que o demitiu Foto: reprodução
Ricardo Melo volta à direção da EBC no governo de Temer que o demitiu Foto: reprodução
Mais um contratempo para o governo interino que assumiu a presidência da República pelo golpe do impeachment. Michel Temer será obrigado a conviver com uma televisão pública cuja diretoria ele tinha demitido ao ocupar o gabinete presidencial, em 17 de maio. Como é uma questão que ainda pode sofrer mudanças, não é possível falar em derrota, por isso, prefiro o termo contratempo.
Em decisão monocrática, divulgada nesta quinta feria (02/06), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu o retorno do jornalista Ricardo Pereira de Melo ao cargo de diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação S/A – EBC. A decisão foi proferida no Mandado de Segurança (MS) 34205, em que o jornalista questiona  a sua exoneração pelo presidente interino.
Toffoli deu a decisão por considerar aquilo que todos do mundo da comunicação defendem, menos políticos mais arcaicos, como estes que ocuparam o Planalto: a autonomia de gestão deve ser garantida à EBC, empresa pública, que tem por finalidade a prestação de serviços de radiodifusão pública, sob determinados princípios. Entre estes princípios, destacou o ministro, a autonomia em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão.
A EBC deve ser tratada como empresa pública, e não como órgão de um governo. Para tal, a lei que a criou, preve mandato dos seuus oprincipais diretores não coincidente com o do presidente da República, que os nomeia. Isto deve mudar?
A EBC deve ser tratada como empresa pública e não como órgão a serviço do governante de plantão. Para tal, a lei que a criou, prevê mandato do seu diretor-presidente não coincidente com o do presidente da República, que os nomeia. Isto não pode mudar.
Muitos acusam o PT de ter criado cabide de emprego nestes 14 anos de mandato. Até concordo. Foram muitas “boquinhas” não apenas para petistas, como demais partidos aliados. Mas no meio disso tudo, ao criarem a EBC garantiram a autonomia da diretoria, com mandatos não coincidentes com o da presidência da República.
Certamente aparecerá quem diga que o PT fez isso pensando em deixar para um possível governo opositor o controle da TV Pública por dois anos. É uma conjectura.
Não se pode desconhecer que esta é a prática acertada. Garante-se uma diretoria dois anos antes de mudar o governo, com um mandato de quatro anos. Assim, seus diretores, terão autonomia de ação.
Como explicou Arnaldo César, aqui no blog, no artigo EBC: Nada com o que se espantar, na época em que se criou a Empresa Brasileira de Comunicação, uma das discussões mais demoradas foi justamente de como torná-la uma empresa pública, não governamental., apesar de ser estatal:
Na época, prevaleceu a ideia de que ela deveria ser protegida dos humores dos mandachuvas de plantão. Exatamente, daqueles que nunca nutriram maiores amores por quem não se submete incondicionalmente às suas vontades.
Além disso, havia outro elemento de preocupação da Comissão montada pelo ministro Franklin. A entidade que estava sendo criada também nascia com o compromisso de dar espaço e voz a todas as minorias existentes no País. O que nunca foi – e dificilmente será – admitido pelas elites.
TV Pública não é TV governamental, para bajular quem está no poder. Até reconheço que a TV Brasil não conseguiu se firmar ainda como uma emissora que deve ser voltada para o interesse público. Deveria ousar mais, investir mais em reportagens do interesse geral. Ou mesmo nas questões políticas, ampliar o debate. Democratizar a discussão e as informações. Mas a decisão de dar ao seu presidente um mandato de quatro anos, não coincidente com o de quem o nomeia, copiou o exemplo existente em outros países e deve ser preservado.
Ameaças que permanecem –  Quem sabe agora, quando pelo menos no próximo mês ou, no máximo meses, a TV Brasil, tendo à frente Ricardo Melo, não invista no bom jornalismo, apartidário, que dê voz ao governo mas também a quem lhe faz oposição? Com o descrédito das televisões abertas, que por serem consideradas “golpistas” estão perdendo audiência, o momento é adequado para marcar posição com o bom jornalismo, por exemplo.
Ele, porém, tem que ter suas cautelas, pois o governo, que ainda imaginou ser possível interferir na decisão de Toffoli mandando ao Supremo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, tentar reverter a situação, como expôs o Valor Econômico, ainda possui algumas armas para combater a liberdade que a EBC deveria ter.
A primeira e principal delas é o controle financeiro da empresa. Por um erro de quem esteve à frente dela, a EBC não deveria ser estatal, dependente financeiramente do orçamento do governo.
Infelizmente, a TV Brasil é dependente do orçamento da União. Pouco foi feito, ao longo desses anos todos, para que essa dependência fosse menor. Portanto o que se vê pela frente são dias ruins“, lembra Bia Toledo, jornalista e publicitária, que foi diretora da Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (ACERP), que durante anos atendeu a TV Brasil.
Ela poderia ter sido criada como empresa públicas, com participação governamental, mas também com direito a receita própria, por serviços prestados a terceiros. Como ela é hoje, ainda corre risco de ser boicotada pelo Palácio do Planalto, na hora do repasse da verba.
Outra ameaça que paira no ar vem do já anunciado propósito de Temer de modificar a Lei 11.652/2008, que criou a EBC. Quer, por meio de Medida Provisória, principalmente derrubar este princípio de diretoria com mandato. Fazendo-a voltar ao que era antes, suscetível aos “humores dos mandachuvas de plantão”, como destacou Arnaldo César. Contra isso, a bancada dos deputados que foram contra o impeachment por verem nele um golpe, deveria se armar desde já. Buscar, por exemplo, o auxílio de juristas que ajudem a ingressar no Supremo Tribunal Federal, como nos sugeriu, em mensagem, o sempre atento e participativo leitor do blog, João de Paiva. É dele a explicação:
A fundamentação dessa ação é que NÃO existe o caráter emergencial que justifique a edição de uma MP para essa finalidade. Fechando essa porta, a única saída para alterar a lei, de modo a destituir a direção da EBC e no lugar dos que lá estão colocar os apaniguados de Eduardo Cunha/Temer, será o encaminhamento de um projeto de lei às casas legislativas. Um PL tem tramitação bem mais lenta, pois passará por comissões, será discutido, debatido no parlamento e a sociedade brasileira terá conhecimento da alteração na Lei que rege a comunicação pública no Brasil“.
Como, cada vez mais, acreditamos que a interinidade deste governo não será perpetuada e a presidente Dilma Rousseff, até mesmo pela incapacidade que Temer está demonstrado nestes poucos dias de usurpação do Poder, retornará ao posto para o qual foi eleita, barrando-se uma possível Medida Provisória, salva-se a EBC da gatunagem que os golpistas que hoje ocupam o Palácio do Planalto estão acostumados a fazer.
 (*) Matéria reeditada às 11hH00 com acréscimo de informações.

 copiado  http://www.marceloauler.com.br

Da Folha de S.Paulo: Operação Censura ...É um NÃO à censura! Ou, usando uma expressão da ministra Carmem Lúcia na histórica decisão do Supremo Tribunal Federal que sepultou, em 10 de junho de 2015, as mordaças e liberou a publicação de biografias não autorizadas: “Cala boca já morreu…..”

Da Folha de S.Paulo: Operação Censura

Marcelo Auler

operação censuraNas oportunidades em que comentamos a solidariedade que o blog e o jornalista que o edita têm recebido (leia aqui e aqui) em função da censura a que fomos submetidos, destacamos que não se trata de algo pessoal, mas sim da defesa de uma bandeira que atinge a todos os cidadãos: o direito à livre manifestação de idéias, informações e opiniões.
É exatamente desta forma que enxergo o editorial do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, (02/06) – Operação censura. A opinião do jornal, coincidente com a que defendemos – respeitado o direito dos que se sentirem atingidos buscarem reparo judicial, condena bravamente a censura – não deve ser vista como uma solidariedade ao blog e ao jornalista. Tampouco pode ser confundida com um apoio do jornal à linha editorial deste blog. Trata-se sim da defesa de uma bandeira que está hasteada desde a redemocratização do país e da qual a sociedade – e não apenas jornalistas, escritores, artistas, etc – não pode abrir mão: o direito à livre circulação de ideias, informações e opiniões.
É um NÃO à censura! Ou, usando uma expressão da ministra Carmem Lúcia na histórica decisão do Supremo Tribunal Federal que sepultou, em 10 de junho de 2015, as mordaças e liberou a publicação de biografias não autorizadas:
“Cala boca já morreu…..”
Lamento, apenas, que nem todos os colegas -seja por divergirem ideologicamente do blog, seja por esquecimento ou falta de percepção – não notaram que a censura imposta pelos 8º e 12º Juizados Especiais de Curitiba a pedido dos delegados Erika Mialink e Maurício Moscardi, não é uma questão pessoal deste blog. Ela afeta a sociedade brasileira, como bem definiu nosso colega Fernando Molica na sua página do Facebook, já em 29 de maio, ao postar:
Ao atropelar a Constituição e censurar o blog do Marcelo Auler, o judiciário ataca direitos de todos nós“.
O nós, no caso, não são apenas os jornalistas, mas antes e acima de tudo a população pois, na verdade, o que a Constituição prevê e o Supremo tem garantido, não é o direito do jornalista exercer a liberdade de expressão para uma satisfação pessoal e/ou profissional. Mas, sim o direito do cidadão receber informações livres de filtros, para ele sim, tomar as conclusões que achar que deve sobre os fatos que acontecem no país, municiado das mais diversas informações e opiniões.
Trata-se, portanto, de um direito Social. É por enxergá-lo desta maneira que o Supremo tem garantido que este direito se sobrepõem, inclusive, aos direitos a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Afinal, o mesmo art. 5º da Constituição prevê o direito de resposta e, se for o caso, à indenização. Justamente para que o direito individual não se sobreponha ao direito social, da liberdade de informação.
Infelizmente, ao que parece, isto não foi entendido nem por quem pediu, nem por aqueles que decretaram a censura ao blog.
Na oportunidade, renovo novamente todo o apoio que venho recebendo de amigos, colegas de profissão, de diversos companheiros blogueiros como Luis Nassif e Fernando Brito e de leitores. Destaco aqui, personalizando nele meu agradecimento a todos, a solidariedade do colega Luiz Salgado Ribeiro (velho companheiro da Folha de S. Paulo) que, reconhecidamente discorda da linha deste blog mas, superando todas as diferenças ideológicas, percebeu o perigo desta censura e prontamente posicionou-se: Censura, não!
Abaixo, transcrevo o editorial da Folha de S. Paulo desta quinta-feira.

cabeçario da Folha
EDITORIAL

Operação censura


Não é estranho à condição humana que os aplausos recebidos diminuam a capacidade de autocrítica –e que, em seguida, decresça também a tolerância aos reparos que se possam receber de terceiros.
Acrescentem-se a isso as possíveis deformações advindas de uma posição de poder, sobretudo quando os ocupantes de tal posto supõem representar a salvação da pátria ou a derradeira reserva de moralidade institucional de um país.
O resultado não costuma ser outro que a tomada de iniciativas em favor da censura, repetindo o conhecido equívoco de considerar que a única liberdade de expressão válida seria aquela que reafirma nossas próprias convicções.
Vários personagens e instituições protagonizaram esse deprimente enredo ao longo da experiência política brasileira.
Chega a vez de alguns representantes da Polícia Federal vinculados ao sucesso técnico e popular da Operação Lava Jato: dois delegados da chamada “República de Curitiba” moveram ação judicial contra o jornalista Marcelo Auler, que os criticara em seu blog.
É direito de qualquer cidadão recorrer aos tribunais caso se sinta injuriado, caluniado ou difamado. Reparações, acordos e erratas são negociáveis; há, em último caso, as medidas previstas em lei.
A Justiça, porém, jamais deveria ordenar a retirada de circulação de textos opinativos, ainda mais quando versam sobre o comportamento de autoridades públicas.
Perverte-se a ideia de que o cidadão deva ser protegido dos abusos do poder (incluindo-se aqui o poder da imprensa) para fazer de um órgão judicial um mecanismo de auxílio aos poderes que porventura abusem do cidadão.
Tudo se torna mais escandaloso, no caso Auler, quando o Judiciário determina, ademais, que o jornalista se abstenha de publicar textos “com conteúdo capaz de ser interpretado como ofensivo” a um dos delegados da Lava Jato.
Não apenas censura, portanto, mas também censura prévia.
É espantoso que, depois de quase 30 anos de vigência de um regime constitucional democrático, magistrados ainda lidem mal com um princípio tão claro e inegociável nas sociedades civilizadas.
Nesse episódio específico, a disposição autoritária sem dúvida se camufla em meio ao ânimo messiânico e justiceiro que se cria em torno das necessárias —e sempre louvadas— ações contra a corrupção.
Nada seria melhor para as autoridades da Lava Jato, todavia, do que se mostrar imune a críticas —e não procurar silenciá-las, como se delas tivessem efetivo receio.
copiado  http://www.marceloauler.com.br/da-folha-de-s-paulo-operacao-censura/#more-4117

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...