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NatalNatal, 27 de Junho de 2011 | Atualizado às 09:41 Movimento que nasceu e cresceu nas redes sociais
Publicação: 26 de Junho de 2011 às 00:
Margareth Grilo
Repórter Especial
"E o pulso ainda pulsa...". O refrão entoado pelo cantor, Arnaldo Antunes, na música "O Pulso", cabe, na medida, para explicar o atual momento nos bastidores do Coletivo Fora Micarla. Nove dias depois da desocupação da Câmara Municipal de Natal, os estudantes, garantem, têm fôlego para muito mais. As manifestações, na rede mundial de computadores, e nas ruas, continua firme.
Júnior SantosMarcos Aurélio Garcia é um dos integrantes do Fora MicarlaMarcos Aurélio Garcia é um dos integrantes do Fora Micarla
"Até que tudo cesse, nós não cessaremos", afirma Marcos Aurélio Garcia de Lemos, 28 anos, da Comissão de Imprensa do Coletivo. Marcos Aurélio faz militância política e social desde 1996. Ingressou no movimento estudantil aos 13 anos. "Esse foi o momento mais belo, mais marcante na luta de classes nesses 15 anos que me dedico à militância. Em onze dias o movimento ganhou consistência política e organicidade única".
O movimento que parou a sede do Poder Legislativo por dez dias reúne estudantes do ensino médio, universitários, sindicalistas, trabalhadores, militantes partidários e integrantes de segmentos organizados da sociedade civil. A maioria, jovens entre 17 e 35 anos, familiarizados com a conectividade, com o compartilhamento de informações e com os sites de relacionamento na internet. São adeptos do Twitter, do Facebook, do Orkut e de tantas outras redes.
Como muitos, em outros continentes e mesmo no Brasil, usaram essa "existência virtual" não apenas para manifestar e potencializar suas insatisfações, mas para mobilizar e fazer o movimento transbordar para as ruas. "O negócio era extravasar, ir para as ruas, mostrar que é preciso mudar a cultura política, essa representatividade falha. Não adianta ficar só criticando no Twitter", afirmou a concluinte do curso de Direito, Natália Bastos Benavides, 23 anos, integrante da comissão jurídica do Coletivo.
Em entrevista na manhã da quinta-feira, 23, feriado de Corpus Christi, Natália Benevides, Hélio Miguel Santos Bezerra, 25 anos, e Natália de Sena Alves, 23 anos, lembraram que, aqui, a mobilização social dos jovens teve como ponto de partida a luta pelo Passe Livre, em 2006. De lá para cá, o ativismo nas redes de relacionamento na internet se fortaleceu.
Em dezembro de 2010, foram as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus e este ano, em abril contra os preços dos combustíveis. Nos dois casos, os protestos migraram das redes sociais digitais para as ruas. "A internet foi uma ferramenta importante para mobilizar, principalmente a classe média, porque não é apenas quem usa a escola pública; o posto de saúde que está descontente", disse Natália Sena.
Nas últimas semanas, o movimento Fora Micarla ganhou destaque nacional e chegou a ser denominado pela revista Carta Capital, em reportagem sobre o assunto, como "ciberativismo". Os jovens que integram o Coletivo Fora Micarla preferem outra definição: "Ativismo Ciberinterativo". Na noite de quinta, 23, as manifestações no Rio Grande do Norte foram destacadas no programa "Entre Aspas", da Globo News.
Gil Giardelli, professor de pós-graduação na disciplina de Redes Sociais, da Escola Superior de Propaganda e Marketing e Marcos Nobre, professor de Filosofia da Unicamp falaram sobre o ressurgimento da mobilização de jovens e destacaram as mídias sociais como "a era das grandes verdades", que rompe um cinturão de autodefesa do sistema político.
Na entrevista, citaram a mobilização dos jovens no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo, como um grande processo na construção de uma sociedade em rede. A exemplo do que acontece na Espanha, onde mais de 60 mil pessoas foram às ruas mobilizadas pelas redes sociais. "No Rio Grande do Norte, eles criaram, nas redes sociais, uma coordenação nova. Disseram olha está todo mundo reclamando, um de saúde, outro de educação, outro de transporte. Vamos nos juntar. Isso é um grande processo", destacou Giardelli.
Os manifestantes do Fora Micarla tem consciência da dimensão do ativismo que estão fazendo. "A interação com a população foi muito grande. O movimento ganhou vida orgânica. Até porque nossa luta é toda na vida real, no cotidiano. Nós somos ativistas das lutas reais da rua", argumenta Marcos Aurélio.
A grande diferença, em relação a momentos anteriores, completa, é que "agora, sabemos usar novas ferramentas de comunicação para nos mantermos mais conectados e mais interativos". Para Giardelli e Nobre os jovens estão dizendo o que todo mundo já sabia. "Eles estão falando assim: nossos sonhos não cabem mais em suas urnas", resumiu Giardelli.
Diversidade e pluralidade são a marca do grupo
Quem acompanhou de perto os dez dias de ocupação da Câmara Municipal percebeu que a diversidade é a marca do Coletivo Fora Micarla. Reúne do jovem ciclista e universitário, de 19 anos, Renato Galdino, a trabalhadores, como o guia de turismo, Rinaldo Sampaio de Andrade, 32 anos. Ele começou a militância sindical aos 14 anos, numa época - destacou - em que para mobilizar precisava gastar "muito gogó e panfleto".
Em 18 anos de militância sindical, disse que nunca viveu um momento tão marcante. "É bela essa ciberinteratividade com a população. Minha geração não tinha internet, facebook, twitter. Tinha que gastar o gogó mesmo", comentou Rinaldo. Depois de uma semana cansativa (a do acampamento), descansou. Dormiu a noite da sexta-feira e quase todo o dia do sábado, em casa. No dia seguinte, contou, já estava preparado para recomeçar. "Não tem mais como pensar a vida, sem o movimento. Ele está em primeiro plano. Agora, é arranjar mais força, mobilizar mais gente e expandir". Nesses dias, concilia o trabalho e as atividades do movimento. Na quarta-feira, 22, ele e outros manifestantes se envolveram em conflito com seguranças legislativos, inconformados com a limitação do acesso à Câmara.
Terminou com parte do rosto, próximo ao olho direito, machucado. Mas não desistiu. Permaneceu em frente à Câmara até final da sessão e comemorou a leitura do requerimento de instalação da CEI dos Contratos. Rinaldo classifica o momento como "fantástico". "Fico maravilhado, vendo realmente que um outro mundo é possível. Que podemos questionar e impor outro ritmo".
A horizontalidade, a pluralidade e autogestão são fundamentos que, segundo ele, fazem toda a diferença. "É uma coletividade rica pelas diferentes visões políticas e de vida. E é muito legal você vê dez comissões funcionando; vê companheirismo e unidade, mesmo na diferença; vê que a população está feliz por a gente estar representando simbolicamente a insatisfação de todos", resumiu.
Comissão jurídica está articulada
A Comissão Jurídica do Coletivo Fora Micarla arrancou do Poder Judiciário algo que poucos acreditavam: o habeas corpus coletivo preventivo, mais tarde derrubado pelo Pleno de Desembargadores do Tribunal de Justiça, mas, no final do mesmo dia, mantido pelo Superior Tribunal de Justiça. O trabalho foi desenvolvido em conjunto por Natália Benevides, Hélio Miguel e Natália de Sena. Já o recurso ao STJ, foi assinado pelo advogado Daniel Pessoa.
Nesta semana, os alunos retomaram a rotina das aulas, mas já com uma nova demanda na bagagem: acompanhar e fiscalizar os movimentos da CEI dos Contratos. "Nosso trabalho e o de todo mundo do Coletivo não parou e não vai parar". Outros estudantes de Direito devem entrar na comissão. "Muitos estão querendo participar mais de perto do Coletivo. Vamos poder fazer um revezamento e acompanhar mais atentamente tudo. É muito bom vê que inspiramos essa participação", disse Hélio Miguel, que agora retoma os projetos finais do curso.
Embora tenham alcançado vitórias, uma no campo político e outra no campo institucional, a experiência para os estudantes de Direito gerou decepção com o judiciário do RN. "Mostrou que o Pleno é uma aula de como o Direito não deve ser", sintetizam os três concluintes de Direito. "Toda aquela visão romântica do judiciário caiu por terra. Em parte, a confiança só foi restabelecida com a decisão de STJ", disse Hélio Miguel.
Natália Sena completou: "tanto a manobra da presidência da Câmara que extinguiu a CEI dos Aluguéis, quanto a decisão do juiz de suspender o habeas corpus no domingo foi uma lição que valeu para aprendermos a ter estratégias, a nos antecipar. Hoje, estamos cientes de que não devemos confiar cegamente. É para mudar essa cultura, que vê primeiros os interesses privados, antes do público, que vamos lutar".
Os três têm uma certeza: para eles, o exercício do Direito, depois dessa empreitada, será "dez mil vezes melhor". Natália Benevides acredita que a indignação e a esperança darão gás ao movimento. "Como dizia Paulo Freire a 'justa raiva' é que move o cidadão e acredito que a possibilidade real de sermos sujeito de uma mudança e isso é que dará gás, dará força para voltar às ruas, quantas vezes forem necessárias. É isso que dá força a muitos estudantes em fim de semestre de colocarem a luta como prioridade".
Natália Sena resumiu o que pensa; "há uma unanimidade negativa latente em todas as classes. Poder compartilhar essa indignação e ir às ruas pedir mudanças, foi muito bom. Nunca pensei que um mês antes de me formar ia viver uma experiência como essa. É um momento histórico e não podia deixar passar. Tinha mesmo que sacrificar vida pessoal e acadêmica".
No caso deles, o projeto Lições de Cidadania, do curso de Direito, os levou a ter contato com a comunidade do Leningrado, onde puderem identificar os problemas estruturais, de saúde e educação. "Entramos no movimento com propriedade de conhecimento dos problemas da cidade", comentou Hélio Miguel.
"Senti medo da polícia, de levar pancada"
Alguns momentos no acampamento montado o pátio da Câmara foram tensos. Que o diga Renato Galdino, 19 anos. "Senti medo da polícia, de levar pancada. Todo dia era dia da polícia ir nos retirar. Mas não podia deixar que o medo me dominasse. Nossa mobilização era pacífica. E a gente precisava resistir e produzir".
Na manhã da última quarta-feira, 22, dia de instalação da CEI dos Contratos, ele fazia um trabalho em grupo, no setor I, do Campus. À tarde, tinha compromisso: acompanhar a sessão na Câmara. E foi um dos primeiros a chegar. Depois, participou da caminhada até a sede da prefeitura e, à noite, já estava sentado no chão da praça, na plenária dos manifestantes.
Ele foi um dos que enfrentou a família. "Minha mãe foi na Câmara, me viu deitado num canto de parede. Ela disse que eu tinha abandonado a família; que não concorda com aquela ocupação. Pegou minha mochila e foi embora", contou. Por um momento, disse, pensou em ir para casa, mas os companheiros deram força e ele resolveu ir atrás da mãe e conversar. "Foi mais de uma hora esclarecendo o movimento. Depois, ela entendeu, me abraçou e disse para eu ficar com Deus". Hoje, a mãe de Renato já está tranqüila. Ele voltou aos estudos. Faz o 3º período de Serviço Social.
Novas armas para chamar a atenção
Foi apoiada em pernas-de-pau de aproximadamente um metro, que a universitária Louise Caroline Gomes Branco, 22 anos, percorreu os 1.500 metros que separam a Praça Cívica da Câmara Municipal de Natal. A intervenção foi na quarta-feira, 22, às 15h20 e era mais uma das ações do Coletivo Fora Micarla. Louise estava ansiosa e animada para acompanhar a instalação da CEI dos Contratos.
Rodrigo SenaNas ruas, jovens fazem caminhada e apitaço para chamar a atenção da população para movimentoNas ruas, jovens fazem caminhada e apitaço para chamar a atenção da população para movimento
E não poderia ser de outra forma. A estudante do 7º período do curso de Ciências Sociais da UFRN participa das ações do Fora Micarla desde o primeiro ato, no dia 25 de maio. Esse ato reuniu centenas de estudantes no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira. Depois, veio a segunda mobilização, no dia 09 de junho. Daí por diante, Louise se juntou aos que já estavam acampados no pátio do poder legislativo.
Permaneceu por lá até a sexta-feira, 17, quando foi firmado o acordo, garantindo a instalação da CEI. Na quarta, 22, ele chegou à Câmara, mas não conseguiu entrar. As galerias já estavam lotadas. Permaneceu na frente do prédio, portando nas costas uma grande borboleta colorida, fazendo barulho e protestando contra o governo municipal. Louise disse que comemora muito o fato dessa mobilização está acontecendo em Natal. "É um momento muito engrandecedor, novidade para um estado como o nosso, sem visibilidade". Num primeiro momento, antes das mobilizações de rua, Louise compartilhava no facebook sua insatisfação com a gestão municipal. Ela não tem filiação partidária. Declara-se "meio arquinista". Como muitos, abriu mão da família e de casa para se dedicar às mobilizações. "Minha rotina mudou toda. Abri mão de muita coisa, até faltei algumas aulas, mas isso faz parte da vida de quem é militante".
Antes da ocupação da Câmara, ela saia de casa às 7h. Ia pra faculdade e ficava por lá até meio-dia. Por um período chegou a trabalhar nos semáforos, na parte da tarde, fazendo malabares. Mas as atividades de rua estavam atrapalhando os estudos e ela decidiu parar e ficar em casa para estudar. Nas últimas semanas, se dedica, 24 horas, ao Coletivo Fora Micarla. "Após dez dias de acampamento, o cansaço bate, é normal, mas não significa que vamos abrandar", avisa a estudante.
Bate-papo
» José Antônio Spinelli, Sociólogo
Como o senhor avalia o momento de politização dos jovens e uso das redes sociais na internet?
As mobilizações juvenis têm uma grande capacidade de contágio e geralmente antecipam movimentos que, depois, se espraiam para o conjunto da sociedade. E as redes sociais deram aos movimentos uma maior capilaridade, um poder de aglutinação sem precedentes, uma força mobilizadora potente e um nível de liberdade que escapa ao controle de qualquer um.
Esse fenômeno é uma tendência ou moda passageira?
Minha esperança é que seja uma tendência e não simplesmente uma moda. Pensando objetivamente, parece mesmo tratar-se de uma tendência que veio para ficar, haja visto o caráter mundial do fenômeno e a possibilidade muito concreta de a internet se massificar, incentivando a formação e a extensão das redes sociais.
O movimento #Fora Micarla é um exemplo da força das redes sociais na internet?
Com certeza. Foi a partir das redes que o movimento nasceu, se expandiu, cresceu, foi às ruas e ganhou apoio, simpatia e adesão do grosso da população, chamando a atenção da mídia tradicional.
Os jovens se sentem mais estimulados ao mobilizar por meio das mídias virtuais?
Sim, porque se trata de um meio dinâmico, instantâneo, ágil, flexível.
Do ponto de vista de comportamento, quais as mudanças que já se configuram e como lidar com elas?
Há muita controvérsia a esse respeito e os estudos de caráter científico sobre as redes ainda estão em sua fase inicial. Algo que se pode afirmar é que as redes sociais na internet [como qualquer rede social] reforçam os laços identitários entre seus participantes. Nas redes sociais na internet, a comunicação é interativa, favorecendo uma sociabilidade dialógica e o processo de construção de subjetividades que se enriquecem no processo de interreconhecimento.
Ao disseminar informações em rede, o jovem sente mais poder e mais coragem?
Sem dúvida. Eles podem se dar conta de que atuando em conjunto podem mudar a realidade, podem transformar pensamentos em forças sociais criadoras ou destrutivas.
Que diferença o senhor vê entre essa mobilização atual e outras do passado, como o Fora Collor?
As esperanças eram as mesmas: transparência na política, participação nas decisões que afetam a nossa vida, liberdade, democracia. Os meios é que são diferentes. Na época do movimento contra o ex-presidente Collor, assim como no movimento Diretas-Já, a mídia tradicional aderiu tardiamente e a comunicação entre os participantes do movimento se fazia na base do boca a boca. Hoje, com a internet, se dispõe de um meio instantâneo, que permite a comunicação imediata, em tempo real e relativamente livre da intervenção das autoridades. Mas movimento nas ruas, como passeatas e ocupações de espaços públicos, continua e continuará sendo um momento de celebração coletiva, de comunhão democrática.
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Paulo Freire "Defendendo o salário dos professores"
http://www.antroposmoderno.com/textos/freire.shtml
À LUIZA ERUNDINA
Defendendo o salário dos professores
Prezada Erundina:
Se há algo que não precisamos fazer, você e eu, é tentar convencer, você a mim, eu a você, de que é urgente, entre em seus números de mudanças neste país, mudar a escola pública, melhorá-la, democratizá-la, superar seu autoritarismo, vencer seu elitismo. Este é no fundo, seu sonho, meu sonho, nosso sonho. A materialização dele envolve, de um lado o resgate de uma dívida histórica com o magistério, de que salários menos imorais são uma dimensão fundamental, de outro, a melhoria de condições de trabalho, indispensáveis à materialização do próprio sonho. Sutre estas condições, a possibilidade de trabalho coletivo para a efetivação da reorientação curricular e a formação permanente dos educadores e das educadoras, o que não se pode realizar a não ser mudando-se também o que se entende hoje por jornada de trabalho nas escolas.
Se há muito estou certo e absolutamente convencido hoje de que, só na medida em que experimentarmos profundamente a tensão entre a "insanidade" e a sanidade, em nossa prática política, de que resulta nos tornarmos autenticamente sãos é que nos faremos capazes de separar dificuldades só aparentemente intensas possíveis que nos apresentam na busca da concretização de nossos sonhos.
Na verdade, querida Erundina, é isso o que você vem sendo e é isso o que você vem fazendo ao longo de sua vida de militante, amorosa da verdade, defensora dos ofendidos, entregue sempre à boniteza doida de servir.
O texto que se segue, de produção coletiva, amorosamente militante também, é uma espécie de grito manso, de apelo, em busca da concretização de nosso sonhos.
Do amigo
Paulo Freire
http://www.antroposmoderno.com/textos/freire.shtml
À LUIZA ERUNDINA
Defendendo o salário dos professores
Prezada Erundina:
Se há algo que não precisamos fazer, você e eu, é tentar convencer, você a mim, eu a você, de que é urgente, entre em seus números de mudanças neste país, mudar a escola pública, melhorá-la, democratizá-la, superar seu autoritarismo, vencer seu elitismo. Este é no fundo, seu sonho, meu sonho, nosso sonho. A materialização dele envolve, de um lado o resgate de uma dívida histórica com o magistério, de que salários menos imorais são uma dimensão fundamental, de outro, a melhoria de condições de trabalho, indispensáveis à materialização do próprio sonho. Sutre estas condições, a possibilidade de trabalho coletivo para a efetivação da reorientação curricular e a formação permanente dos educadores e das educadoras, o que não se pode realizar a não ser mudando-se também o que se entende hoje por jornada de trabalho nas escolas.
Se há muito estou certo e absolutamente convencido hoje de que, só na medida em que experimentarmos profundamente a tensão entre a "insanidade" e a sanidade, em nossa prática política, de que resulta nos tornarmos autenticamente sãos é que nos faremos capazes de separar dificuldades só aparentemente intensas possíveis que nos apresentam na busca da concretização de nossos sonhos.
Na verdade, querida Erundina, é isso o que você vem sendo e é isso o que você vem fazendo ao longo de sua vida de militante, amorosa da verdade, defensora dos ofendidos, entregue sempre à boniteza doida de servir.
O texto que se segue, de produção coletiva, amorosamente militante também, é uma espécie de grito manso, de apelo, em busca da concretização de nosso sonhos.
Do amigo
Paulo Freire
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Salário do professor em Natal, rn..O salário de um professor em início de carreira, é de R$ 739,00.
Área do leitor
Jornal Tribuna do Norte
Natal
Natal, 03 de Maio de 2011 | Atualizado às 11:09
Professores do Estado entram em greve na segunda-feira
Publicação: 29 de Abril de 2011 às 11:06
Professores e servidores da rede pública estadual entram em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira. A decisão tomada em assembleia, ontem, é segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN uma resposta ao governo que até agora não atendeu à reivindicação de aplicação da tabela salarial à categoria. Os 19 mil professores ativos questionam que seus salários estão defasados em relação a outras categorias e que o governo não estaria oferecendo o mesmo tratamento.
elisa elsiePresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociaçãoPresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociação
Em entrevista por telefone na manhã desta sexta-feira, a coordenadora do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, afirmou que a governadora chegou a enviar uma carta à instituição. “Mas essa carta é absolutamente evasiva. Ao mesmo tempo que se mostra interessada em resolver, diz que não tem como”. “Queremos o mesmo tratamento que o Governo concede a outras categorias”, afirmou.
De acordo com o Sindicato, o salário de um professor em início de carreira, é de R$ 739,00. O cumprimento da tabela que trata dos vencimentos da categoria elevaria esse piso para R$ 1.759,50 podendo chegar a R$ 3.519,00 de um professor com doutorado, por exemplo.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a responsável pela pasta, Bethania Ramalho, ainda não foi informada oficialmente pelo sindicato sobre a greve, e só se pronunciará quando rece...........
Jornal Tribuna do Norte
Natal
Natal, 03 de Maio de 2011 | Atualizado às 11:09
Professores do Estado entram em greve na segunda-feira
Publicação: 29 de Abril de 2011 às 11:06
Professores e servidores da rede pública estadual entram em greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira. A decisão tomada em assembleia, ontem, é segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN uma resposta ao governo que até agora não atendeu à reivindicação de aplicação da tabela salarial à categoria. Os 19 mil professores ativos questionam que seus salários estão defasados em relação a outras categorias e que o governo não estaria oferecendo o mesmo tratamento.
elisa elsiePresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociaçãoPresidente do Sinte/RN diz que greve depende de negociação
Em entrevista por telefone na manhã desta sexta-feira, a coordenadora do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, afirmou que a governadora chegou a enviar uma carta à instituição. “Mas essa carta é absolutamente evasiva. Ao mesmo tempo que se mostra interessada em resolver, diz que não tem como”. “Queremos o mesmo tratamento que o Governo concede a outras categorias”, afirmou.
De acordo com o Sindicato, o salário de um professor em início de carreira, é de R$ 739,00. O cumprimento da tabela que trata dos vencimentos da categoria elevaria esse piso para R$ 1.759,50 podendo chegar a R$ 3.519,00 de um professor com doutorado, por exemplo.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a responsável pela pasta, Bethania Ramalho, ainda não foi informada oficialmente pelo sindicato sobre a greve, e só se pronunciará quando rece...........
Pensando exclusivamente desenvolvimento cultural do alunado.
Inserir o aluno na biblioteca com trabalho voltado para o gosto pela leitura.
Desenvolver suas capacidades para fazer suas atividades.
Informar uso de direitos e deveres dentro da escola e suas dependências.
Inseri a biblioteca como uma ferramenta no auxílio ao educando para seus problemas.
Trabalhar a afetividade e o incentivo de permanência mesmo quando ociosos com jogos.
Desenvolver no aluno sua capacidade de resolver suas questões, uma intervenção que estimule ao desempenho sozinho em suas atividades.
Informar de suas competências e capacidades intelectuais, conscientizando-os do fazer do aprender e do criar.
Hipótese (suposição)
Todos os indivíduos que estão fora da faixa etária escolar e que procuram se matricular em uma escola, seja ela de ensino fundamental ou de ensino médio, mas não têm condições de percorrerem sozinhos o caminho do aprendizado, precisam de um facilitador para auxiliar no seu desenvolvimento cultural. O professor da biblioteca se prontifica, juntamente com o pessoal de apoio pedagógico e com os gestores. É nesta perspectiva que entra o trabalho da biblioteca de observação feito pelo grupo de estudo da escola, exprimindo os vários tipos de relações existentes entre a comunidade escolar e o educando com o objetivo de contribuir com o currículo escolar, detectando as dificuldades, bem como aprontando soluções.
O desafio é da necessidade na formação do educando, integrando o aluno e os educadores à Biblioteca. E em conjunto com planejamentos, técnicas de trabalhos, relacionadas aos conteúdos curriculares e extras curriculares, pela atitude avaliativa, usando metodologia à realidade vivenciada, métodos que sejam pertinentes ao contexto escolar
Trabalho com resultados em médio prazo.
Desenvolver suas capacidades para fazer suas atividades.
Informar uso de direitos e deveres dentro da escola e suas dependências.
Inseri a biblioteca como uma ferramenta no auxílio ao educando para seus problemas.
Trabalhar a afetividade e o incentivo de permanência mesmo quando ociosos com jogos.
Desenvolver no aluno sua capacidade de resolver suas questões, uma intervenção que estimule ao desempenho sozinho em suas atividades.
Informar de suas competências e capacidades intelectuais, conscientizando-os do fazer do aprender e do criar.
Hipótese (suposição)
Todos os indivíduos que estão fora da faixa etária escolar e que procuram se matricular em uma escola, seja ela de ensino fundamental ou de ensino médio, mas não têm condições de percorrerem sozinhos o caminho do aprendizado, precisam de um facilitador para auxiliar no seu desenvolvimento cultural. O professor da biblioteca se prontifica, juntamente com o pessoal de apoio pedagógico e com os gestores. É nesta perspectiva que entra o trabalho da biblioteca de observação feito pelo grupo de estudo da escola, exprimindo os vários tipos de relações existentes entre a comunidade escolar e o educando com o objetivo de contribuir com o currículo escolar, detectando as dificuldades, bem como aprontando soluções.
O desafio é da necessidade na formação do educando, integrando o aluno e os educadores à Biblioteca. E em conjunto com planejamentos, técnicas de trabalhos, relacionadas aos conteúdos curriculares e extras curriculares, pela atitude avaliativa, usando metodologia à realidade vivenciada, métodos que sejam pertinentes ao contexto escolar
Trabalho com resultados em médio prazo.
Biblioteca, "Processo de Construção do Letramento"
“Ler é viajar pelo passado presente e futuro; é percorrer todos os recantos da terra sem sair do lugar” Fanny Abramovich
Ao ministrar uma disciplina seja especificamente de língua portuguesa ou outra qualquer, o professor é o facilitador da compreensão ativa dos textos, isso acontece fora e dentro da realidade vivenciada do educando.
Sabendo dos esforços dos professores, no intuito de contribuição no desenvolvimento escolar, a Biblioteca Comunitária entra como auxiliadora das matérias do currículo escolar. Sendo uma ferramenta facilitadora para caminhar o aluno em maior aproveitamento da leitura e da pesquisa e assim, a biblioteca deixa de ser simples encarregados da conservação dos livros de arquivos de registros, empréstimos, etc.
Ficando (ao) responsável da biblioteca o desafio de elaborar anualmente, Plano de Trabalho que seja concernente ao currículo escolar com proposta dos conteúdos, juntamente com os professores que estão em sala de aula.
Contudo que esses trabalhos sejam elaborados com metas pertinentes no sentido que o aluno tenha interesse a freqüentar mais a biblioteca e levando livros para casa.
Justificativa (por quê?)
Apesar das transformações dos avanços, dos esforços de muitos professores, o atual quadro que se tem no Brasil, em evolução na transformação de leitores, continua de pouca eficácia. Mesmo com a chegada de novas tecnologias, computadores, vídeo e a internet não se conseguem um avanço no desempenho da leitura, o conhecer destas ferramentas acaba tornando desmotivador a freqüentar a biblioteca e ao exercício da leitura.
Na necessidade de competir com essas novas tecnologias, devemos formar grupos com pretensão de fazer trabalhos que desenvolva o alunado a uma cultura de leitura.
Linha de trabalho conforme a proposta do projeto.
Criar condições para o aluno ter interesses de levar livros para casa.
Fortalecer permanecia do aluno na biblioteca.
Biblioteca inserida no compromisso com a aprendizagem do alunado e toda comunidade.
Criar condições favoráveis para o aluno permanecer e sentir bem dentro da biblioteca.
Fortalecer a permanecia do professor e aluno nas atividades de sala de aula.
Compartilhar nas pesquisas juntos Professor e Aluno.
Criar condições para as pesquisas para aluno e comunidade.
DULCE - RN
Ao ministrar uma disciplina seja especificamente de língua portuguesa ou outra qualquer, o professor é o facilitador da compreensão ativa dos textos, isso acontece fora e dentro da realidade vivenciada do educando.
Sabendo dos esforços dos professores, no intuito de contribuição no desenvolvimento escolar, a Biblioteca Comunitária entra como auxiliadora das matérias do currículo escolar. Sendo uma ferramenta facilitadora para caminhar o aluno em maior aproveitamento da leitura e da pesquisa e assim, a biblioteca deixa de ser simples encarregados da conservação dos livros de arquivos de registros, empréstimos, etc.
Ficando (ao) responsável da biblioteca o desafio de elaborar anualmente, Plano de Trabalho que seja concernente ao currículo escolar com proposta dos conteúdos, juntamente com os professores que estão em sala de aula.
Contudo que esses trabalhos sejam elaborados com metas pertinentes no sentido que o aluno tenha interesse a freqüentar mais a biblioteca e levando livros para casa.
Justificativa (por quê?)
Apesar das transformações dos avanços, dos esforços de muitos professores, o atual quadro que se tem no Brasil, em evolução na transformação de leitores, continua de pouca eficácia. Mesmo com a chegada de novas tecnologias, computadores, vídeo e a internet não se conseguem um avanço no desempenho da leitura, o conhecer destas ferramentas acaba tornando desmotivador a freqüentar a biblioteca e ao exercício da leitura.
Na necessidade de competir com essas novas tecnologias, devemos formar grupos com pretensão de fazer trabalhos que desenvolva o alunado a uma cultura de leitura.
Linha de trabalho conforme a proposta do projeto.
Criar condições para o aluno ter interesses de levar livros para casa.
Fortalecer permanecia do aluno na biblioteca.
Biblioteca inserida no compromisso com a aprendizagem do alunado e toda comunidade.
Criar condições favoráveis para o aluno permanecer e sentir bem dentro da biblioteca.
Fortalecer a permanecia do professor e aluno nas atividades de sala de aula.
Compartilhar nas pesquisas juntos Professor e Aluno.
Criar condições para as pesquisas para aluno e comunidade.
DULCE - RN
Madre Teresa
http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/madre_teresa/materias.php?local=0&id=1618
Experiências
Madre Teresa nos partilha algumas de suas muitas, edificantes e maravilhosas experiências, que tivera ao cuidar e amar dos milhares de menos privilegiados:
"Uma noite, saímos às ruas e recolhemos quatro pessoas das ruas. Uma delas, no entanto, estava num estado terrível. Eu disse as outras irmãs que cuidassem das outras, que eu me encarregaria de cuidar da que estava no pior estado. Então, fiz tudo que meu amor poderia fazer. Cuidei dela, a pus na cama, e então vi um lindo sorriso em seu rosto. Ela apenas pegou em minha mão e disse-me: “Muito obrigado” e morreu.
Não pude deixar, então, de examinar minha consciência diante dela. Foi então que perguntei: O que teria feito eu em seu lugar? E minha resposta foi muito curta e simples: Eu teria tentado atrair um pouco de atenção a mim mesma. Eu teria dito: “ Eu estou faminta, estou morrendo, estou com fome, estou com fome e frio.” ou algo parecido.
Mas, ela me deu muito mais, me deu seu amor incondicional, e faleceu com um grande sorriso no rosto."
"Ouve outro caso, de um homem que recolhemos, com vermes por todo o corpo, o qual após o termos trazido ao Lar, nos disse: “Tenho vivido como um animal nas ruas, mas vou morrer como um anjo, tratado e cuidado”. Após termos retirado todos os vermes de seu corpo, tudo o que disse com um grande e belo sorriso foi: “ Irmã, estou voltando para casa, para Deus” e morreu. Foi tão belo este momento. Ver a grandeza daquele homem, que pôde falar aquilo sem culpar ninguém, sem comparar com nada, verdadeiramente como um anjo.
Esta é a grandeza das pessoas ricas de espírito, mas pobres materialmente."
Experiências
Madre Teresa nos partilha algumas de suas muitas, edificantes e maravilhosas experiências, que tivera ao cuidar e amar dos milhares de menos privilegiados:
"Uma noite, saímos às ruas e recolhemos quatro pessoas das ruas. Uma delas, no entanto, estava num estado terrível. Eu disse as outras irmãs que cuidassem das outras, que eu me encarregaria de cuidar da que estava no pior estado. Então, fiz tudo que meu amor poderia fazer. Cuidei dela, a pus na cama, e então vi um lindo sorriso em seu rosto. Ela apenas pegou em minha mão e disse-me: “Muito obrigado” e morreu.
Não pude deixar, então, de examinar minha consciência diante dela. Foi então que perguntei: O que teria feito eu em seu lugar? E minha resposta foi muito curta e simples: Eu teria tentado atrair um pouco de atenção a mim mesma. Eu teria dito: “ Eu estou faminta, estou morrendo, estou com fome, estou com fome e frio.” ou algo parecido.
Mas, ela me deu muito mais, me deu seu amor incondicional, e faleceu com um grande sorriso no rosto."
"Ouve outro caso, de um homem que recolhemos, com vermes por todo o corpo, o qual após o termos trazido ao Lar, nos disse: “Tenho vivido como um animal nas ruas, mas vou morrer como um anjo, tratado e cuidado”. Após termos retirado todos os vermes de seu corpo, tudo o que disse com um grande e belo sorriso foi: “ Irmã, estou voltando para casa, para Deus” e morreu. Foi tão belo este momento. Ver a grandeza daquele homem, que pôde falar aquilo sem culpar ninguém, sem comparar com nada, verdadeiramente como um anjo.
Esta é a grandeza das pessoas ricas de espírito, mas pobres materialmente."
Educação no Brasil, educadores sem apoio para mudar a sociedade.
Como mudar?
Pagamos salários e impostos altos para eles nos representar.(OS POLÍTICOS)
Saúde?
Segurança?
Educação?
SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO UM TRIO PARA VERDADEIRA CIDADANIA.
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/deputados-propoem-aumento-de-61-8-nos-proprios-rfscom@...15/12/201
Publicado : http://www.tribunadonorte.com.br
Política
Natal, 09 de Fevereiro de 2011
Política
Deputados propõem aumento de 61,8% nos próprios salários; projeto segue para Senado
Publicação: 15 de Dezembro de 2010 às 14:33
Os deputados federais aproveitaram o fim de ano para concederem a eles mesmos um presente de Natal. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no início da tarde desta quarta-feira (15), uma proposta que equipara os salários dos parlamentares federais, presidente, vice-presidente e ministros, aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 26,7 mil. O reajuste corresponde a um aumento de 61,8% nos salários dos deputados federais. O projeto, no entanto, ainda seguirá para o Senado.
luiz alvesCongresso Nacional aprecia proposta de aumento nos salários de parlamentares, presidente, vice e ministrosCongresso Nacional aprecia proposta de aumento nos salários de parlamentares, presidente, vice e ministros
A proposta, que chegou ao legislativo na manhã desta quarta, foi apreciada graças a acordo da maioria dos líderes e aos votos favoráveis de 279 deputados para o regime de urgência, enquanto cinco se abstiveram e 35 foram contra a urgência na proposta. Com isso, os salários do Presidente da República, do vice e dos ministros, assim como dos deputados e senadores, será de R$ 26,7 mil.
Por se tratar de um Decreto Legislativo, basta a aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A votação no Sendo, inclusive, pode ocorrer ainda nesta quarta-feira.
Tantos pais de família que não tem condição de dar uma vida melhor a seus filhos e esses "representantes do povo" se beneficiando. Vergonha. O problema é que o povo brasileiro não reage diante de tal ação! Fica por isso mesmo.
anadunas@...15/12/2010 @ 20h19
comentários:
Isso é nojento!! Bando de políticos safados enquanto o salário dos aposentados é uma miséria, e o aumento de salário que essa cambada dá para o povo brasileiro é uma vergonha, uma esmola de 510,00. Se o povo tivesse vergonha não votava nesses sangue-sugas não só de Brasília mas no Brasil como num todo. Para votar no aumento deles é em um minuto e para votar no aumento da miséria , esmola, para o cidadão que dá duro trabalhando é um ano para ser votado. Vergonha! Cada um tem o político que merece, o político que coloca a bunda na cadeira e não faz nada pela população. Isso é o Brasil da vergonha.
daniel-eagles@...15/12/2010 @ 18h23
Eu gostaria de ser vereador, deputado estadual ou federal, ou ainda senador. Mas, na verdade, gostaria de participar de qualquer cargo político. É ótimo ter o poder de aumentar o próprio salário acima da correção inflacionária e tudo com muita rapidez! Também gostaria de passar dos atuais 13 para 15 salários! Sem contar com as mil e uma ajudas de custo para sobreviver (se é que um político sobreviva com tanta votação para participar!). Bom, dinheiro para programas educacionais sérios, uma saúde digna ou segurança pública que preste, não, não há aumento! Vamos continuar morrendo alienados, de esperar pelos poucos médicos na rede pública ou então de uma bala perdida proveniente da arma de um traficante ou um policial mal treinado e pago!
luizdavila@...15/12/2010 @ 17h49
Caros Cidadãos Brasileiros, Em poucas palavras, o que os nossos falsos representantes no Congresso Nacional e outras Camâras fazem é um toal desrespeito ao Cidadão brasileiro. Nós todos,somos os maiores culpados por essa vergonha. Cargo Público é dado por nós, a uma pessoa para responder por nós, já que não háespaçopara todos estarmos lé. Quando é que vamos criar vergonha e decisão política para tirar de cena essas mediocridades. O governo é do rpovo,pelo povo e para o povo, mais estranhos noninho vir a usurpar deste poder para benefício próprio de outro chupa cabras,é serum mero usufrutuário do esforço alheio. O maior problema do hom em brasileiro,segundo luiz Carlos Guimarães, é ser povo, e povo é nojento, depentente, etc. pois esse mesmopovo só visa tirar vantangem e ganhar dinheiro fácildos cofres públicos. Democracia ... rs...rs...rs... Ébom ler o Livro de Carlos Eduardo Novaes- Capitalismopara principiantes. \nunca chegaremos a lugar nenhum se continuarmos a depender de esmolas de políticos brasileiros. E VIVA A SUIÇA> Luiz Carlos .: Tenhamos vergonha, temos filhos,esposas,família etc. Vamos acabar com esse falso poder e olhar face a face nos olhos de nosso políticos. Eu nãao tive,não tenho e jamais tere princípios de conivência e subserviência à político nenhum,pois sou uma pessoa digna,de cvaráter e com personalidade firmada,nosso políticos é que são débeis, com isquisofrenias, paranóias e outras coisa mais. QUE TAL FORMAMOSUMA ASSEMBLÉIA COM REPRESENTAÇÕES DE BAIRROS, PARA DE FORMA INDIRETA,MAS CORRETA REPRESENTARMOS NOSSOS ANSEIOS PARA A COMUNIDADE. Novamente, abraços de uma pessoa que pensa no bem comum, Luiz Carlos Cardoso d'Ávila .:
kripthoni@...15/12/2010 @ 16h53
Enquanto o povão tenta sobreviver com um salário de R$ 510,00 estes salafrários aumentam os seus salários em 61,8% passando a receber R$ 26.700,00 além de apartamento, passagens aéreas, gasolina, refeição no restaurante da Câmara, ajuda de gabinete, etc, etc, etc. O culpado disso é o ótario do eleitor que sai de casa para votar nesses bandidos. O babaca do eleitor precisa aprender a VOTAR NULO e acabar com essa farra lá em Brasília com o nosso dinheiro.
luiztrindade@...15/12/2010 @ 16h48
Que safadeza... Enquanto se aumenta em média 5% nos salários dos trabalhadores os que não trabalham se aumentam em 62%. Tá vendo por que se sonega tanto nesse país de merda??? Serei mais um a sonegar...
dyegotelles@...15/12/2010 @ 16h39
É brincadeira viu se um negócio desses for aprovado. Enquanto policiais, médicos, professores e etc fazem greve para ter um aumento de menos de 15% dos seus já pequenos salários, vem um bando de vagabundos aprovar um projeto de 61,8%. Se esse projeto for mesmo aprovado, é melhor acabar mesmo o mundo, pq viver num país em que vagabundos vestidos de paletó e graváta mandam é demais.
heliogc40@...15/12/2010 @ 16h26
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,só rindo mesmo,pois se chatear não resolve nada mesmo,entra ano,sai ano,mudam algumas caras,mais a palhaçada continua,e ainda falam que tiririca é um atraso,ora pois,se lá é lugar de palhaço,ele encontrou o picadeiro perfeito,TIRIRICA PARA PRESIDENTE DA CÃMARA JÁ.
igocesar@...15/12/2010 @ 18h38
Isso é um absurdo!!!!!!!!!!1 enquanto um trabalhador com tres filhos por ai se lasca pra ganhar 530 conto mensais....Ta ai pq nosso pai não vai pra frente!!!!!
glauberh@...15/12/2010 @ 17h19
estão de sacanagem com a cara da gente so pode, precisa nem da explicações aki que todo mundo sabe, mais vou citar so uma a CPMF, pra isso mesmo, pra aumentar os salarios. é foda!
juarezalveslopes@...15/12/2010 @ 15h58
É mesmo uma piada nossa república composta por esses parasitas do congresso. Só uma revolução para mudar esse tão lindo e tão roubado país.
bruno_acyoly@...15/12/2010 @ 15h51
Enquanto isso, trabalhadores e funcionários públicos lutam por um mísero aumento e nunca conseguem. Mas nada podemos fazer, temos que trabalhar duro para pagar o salário deles. Isso é o Brasil!
jom_hp@...15/12/2010 @ 15h13
QUE VERGONHA!JÁ É DE SE ESPERAR ISSO DESSES PARLAMENTARES,VERDADEIROS LADR.... DO COLARINHO BRANCO!ENQUANTO ISSO, ELES FALAM QUE NÃO HÁ VERBA PARA SEGURANÇA,SAÚDE E EDUCAÇÃO!PALHAÇADA ISSO!EXEMPLO MAIOR É OQUE ELES ESTÃO FAZENDO COM A CLASSE DOS POLICIAIS, ILUDINDO-OS COM A FAMIGERADA PEC 300!UM SONHO PARA QUE O PROFISSIONAL POSSA DAR MELHORES CONDIÇOES AS SUAS FAMILHIAS!PROFISSIONAIS QUE DÃO A PRÓPRIA VIDA PARA DEFENDER AS DE OUTRAS PESSOAS!INCLUSIVE A DESSES CARA DE PAU!
marcosasbarbosa@...15/12/2010 @ 15h05
Orgulho-me dos políticos brasileiros. Gostaria de saber se o aumento do salário mínimo vai ser decidido em poucas horas e o percentual acima de 60%. Espero que sim, pois afinal de contas durante a campanha eleitoral prometeram mundos e fundos. Desculpem-me, estava delirando. Vou cair na real! Acho que um aumento de 1% já é o suficiente, até porque a previdência tá falida somente para os verdadeiros trabalhadores, e os empresários não querem diminuir os lucros. Vou me candidatar nas próximas eleições com falsas promessas, só assim deixarei de sonhar e ser pobre.
sgt_baldochi@...15/12/2010 @ 22h15
Bin Laden kd vc? Jogue um avião, uma bomba, a mãe, mas estoure aquele congresso em dia de votação de aumento do próprio salário. Ladrões. Onde está a UNE, os movimentos sociais. Tudo calado e patrocinado pelo governo. Só nos resta a mídia ou o BIN LADEN.
agostinho.pqd@...15/12/2010 @ 22h07
Enquanto isso nos estados, os governadores que irão assumir vem aquela velha conversa "este ano não tem aumento pra o funcionalismo por causa da LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL; vou arrumar a casa; tem um rombo no cofre do estado" mas eu sei onde está o rombo.
cristinamiligan@...15/12/2010 @ 22h36
Adooooooooooorooooo... cada povo tem o governante que merece...
valdeciorodrigues@...16/12/2010 @ 11h46
IMORAL!!!! VOTAÇÃO RÁPIDA E PRECISA, SÓ QUANDO É PARA INTERESSE PRÓPRIO. PAÍS DE CORRUPTOS. PRECISAMOS DAR UM BASTA NISSO!!! CHEGA DE LADRÃO.
jonathas_brandao@...16/12/2010 @ 08h02
Pois é, mas pra aprovar a PEC 300, o discurso é que iria aumentar os custos excessivamente. Estranho né?
vocevivo@...17/12/2010 @ 00h10
País DEMOCRÁTICO? Democracia disfarçada, sejam então como Fidel Castro, que pelo menos é julgado como ditador estremista porem assume uma unica postura, e não sai por ai dizendo que vive em plena "democracia" mas que é mascarada pelo pleito do voto que iludem o povo! , ! Voce meu amigo trabalhador foi consultado, votou, ou deu sua opinião sobre este aumento? Entao, que democracia é esta que vos falam? Isso é a mais pura ditadura onde os "poderosos" se apoiam nas leis que criam e executam como e quando querem !!!! "HOOO abram alas que eu quero passar! E o carnaval segue o baile! Ate quando? Será que com guerras civis? protestos sangrentos? lamentável, sinto-me "impotente" nao por ter perdido as forças. mas por ser ciddão, homem, tarbalhador e pai de 2 lindos filhos menores de idade que diante de toda esta vergonha ainda preciso passar para eles que o mundo vale a pena ser vivido! Atitude começamos já!
pauloematheus@...18/12/2010 @ 11h46
Um absurdo isso! Custam pra votar um aumento de 40, 50 reais no salário mínimo. Esses deputados não têm vergonha na cara. Quem votou no Tiririca não fez muito errado não, pois afinal de contas: "Pior que tá num fica!", não é mesmo?
juarezalveslopes@...24/12/2010 @ 14h11
É mesmo uma piada essa república composta por esses parasitas do congresso. Só uma revolução para salvar este tão lindo e tão roubado país.
Pagamos salários e impostos altos para eles nos representar.(OS POLÍTICOS)
Saúde?
Segurança?
Educação?
SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO UM TRIO PARA VERDADEIRA CIDADANIA.
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/deputados-propoem-aumento-de-61-8-nos-proprios-rfscom@...15/12/201
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Política
Natal, 09 de Fevereiro de 2011
Política
Deputados propõem aumento de 61,8% nos próprios salários; projeto segue para Senado
Publicação: 15 de Dezembro de 2010 às 14:33
Os deputados federais aproveitaram o fim de ano para concederem a eles mesmos um presente de Natal. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no início da tarde desta quarta-feira (15), uma proposta que equipara os salários dos parlamentares federais, presidente, vice-presidente e ministros, aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 26,7 mil. O reajuste corresponde a um aumento de 61,8% nos salários dos deputados federais. O projeto, no entanto, ainda seguirá para o Senado.
luiz alvesCongresso Nacional aprecia proposta de aumento nos salários de parlamentares, presidente, vice e ministrosCongresso Nacional aprecia proposta de aumento nos salários de parlamentares, presidente, vice e ministros
A proposta, que chegou ao legislativo na manhã desta quarta, foi apreciada graças a acordo da maioria dos líderes e aos votos favoráveis de 279 deputados para o regime de urgência, enquanto cinco se abstiveram e 35 foram contra a urgência na proposta. Com isso, os salários do Presidente da República, do vice e dos ministros, assim como dos deputados e senadores, será de R$ 26,7 mil.
Por se tratar de um Decreto Legislativo, basta a aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A votação no Sendo, inclusive, pode ocorrer ainda nesta quarta-feira.
Tantos pais de família que não tem condição de dar uma vida melhor a seus filhos e esses "representantes do povo" se beneficiando. Vergonha. O problema é que o povo brasileiro não reage diante de tal ação! Fica por isso mesmo.
anadunas@...15/12/2010 @ 20h19
comentários:
Isso é nojento!! Bando de políticos safados enquanto o salário dos aposentados é uma miséria, e o aumento de salário que essa cambada dá para o povo brasileiro é uma vergonha, uma esmola de 510,00. Se o povo tivesse vergonha não votava nesses sangue-sugas não só de Brasília mas no Brasil como num todo. Para votar no aumento deles é em um minuto e para votar no aumento da miséria , esmola, para o cidadão que dá duro trabalhando é um ano para ser votado. Vergonha! Cada um tem o político que merece, o político que coloca a bunda na cadeira e não faz nada pela população. Isso é o Brasil da vergonha.
daniel-eagles@...15/12/2010 @ 18h23
Eu gostaria de ser vereador, deputado estadual ou federal, ou ainda senador. Mas, na verdade, gostaria de participar de qualquer cargo político. É ótimo ter o poder de aumentar o próprio salário acima da correção inflacionária e tudo com muita rapidez! Também gostaria de passar dos atuais 13 para 15 salários! Sem contar com as mil e uma ajudas de custo para sobreviver (se é que um político sobreviva com tanta votação para participar!). Bom, dinheiro para programas educacionais sérios, uma saúde digna ou segurança pública que preste, não, não há aumento! Vamos continuar morrendo alienados, de esperar pelos poucos médicos na rede pública ou então de uma bala perdida proveniente da arma de um traficante ou um policial mal treinado e pago!
luizdavila@...15/12/2010 @ 17h49
Caros Cidadãos Brasileiros, Em poucas palavras, o que os nossos falsos representantes no Congresso Nacional e outras Camâras fazem é um toal desrespeito ao Cidadão brasileiro. Nós todos,somos os maiores culpados por essa vergonha. Cargo Público é dado por nós, a uma pessoa para responder por nós, já que não háespaçopara todos estarmos lé. Quando é que vamos criar vergonha e decisão política para tirar de cena essas mediocridades. O governo é do rpovo,pelo povo e para o povo, mais estranhos noninho vir a usurpar deste poder para benefício próprio de outro chupa cabras,é serum mero usufrutuário do esforço alheio. O maior problema do hom em brasileiro,segundo luiz Carlos Guimarães, é ser povo, e povo é nojento, depentente, etc. pois esse mesmopovo só visa tirar vantangem e ganhar dinheiro fácildos cofres públicos. Democracia ... rs...rs...rs... Ébom ler o Livro de Carlos Eduardo Novaes- Capitalismopara principiantes. \nunca chegaremos a lugar nenhum se continuarmos a depender de esmolas de políticos brasileiros. E VIVA A SUIÇA> Luiz Carlos .: Tenhamos vergonha, temos filhos,esposas,família etc. Vamos acabar com esse falso poder e olhar face a face nos olhos de nosso políticos. Eu nãao tive,não tenho e jamais tere princípios de conivência e subserviência à político nenhum,pois sou uma pessoa digna,de cvaráter e com personalidade firmada,nosso políticos é que são débeis, com isquisofrenias, paranóias e outras coisa mais. QUE TAL FORMAMOSUMA ASSEMBLÉIA COM REPRESENTAÇÕES DE BAIRROS, PARA DE FORMA INDIRETA,MAS CORRETA REPRESENTARMOS NOSSOS ANSEIOS PARA A COMUNIDADE. Novamente, abraços de uma pessoa que pensa no bem comum, Luiz Carlos Cardoso d'Ávila .:
kripthoni@...15/12/2010 @ 16h53
Enquanto o povão tenta sobreviver com um salário de R$ 510,00 estes salafrários aumentam os seus salários em 61,8% passando a receber R$ 26.700,00 além de apartamento, passagens aéreas, gasolina, refeição no restaurante da Câmara, ajuda de gabinete, etc, etc, etc. O culpado disso é o ótario do eleitor que sai de casa para votar nesses bandidos. O babaca do eleitor precisa aprender a VOTAR NULO e acabar com essa farra lá em Brasília com o nosso dinheiro.
luiztrindade@...15/12/2010 @ 16h48
Que safadeza... Enquanto se aumenta em média 5% nos salários dos trabalhadores os que não trabalham se aumentam em 62%. Tá vendo por que se sonega tanto nesse país de merda??? Serei mais um a sonegar...
dyegotelles@...15/12/2010 @ 16h39
É brincadeira viu se um negócio desses for aprovado. Enquanto policiais, médicos, professores e etc fazem greve para ter um aumento de menos de 15% dos seus já pequenos salários, vem um bando de vagabundos aprovar um projeto de 61,8%. Se esse projeto for mesmo aprovado, é melhor acabar mesmo o mundo, pq viver num país em que vagabundos vestidos de paletó e graváta mandam é demais.
heliogc40@...15/12/2010 @ 16h26
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,só rindo mesmo,pois se chatear não resolve nada mesmo,entra ano,sai ano,mudam algumas caras,mais a palhaçada continua,e ainda falam que tiririca é um atraso,ora pois,se lá é lugar de palhaço,ele encontrou o picadeiro perfeito,TIRIRICA PARA PRESIDENTE DA CÃMARA JÁ.
igocesar@...15/12/2010 @ 18h38
Isso é um absurdo!!!!!!!!!!1 enquanto um trabalhador com tres filhos por ai se lasca pra ganhar 530 conto mensais....Ta ai pq nosso pai não vai pra frente!!!!!
glauberh@...15/12/2010 @ 17h19
estão de sacanagem com a cara da gente so pode, precisa nem da explicações aki que todo mundo sabe, mais vou citar so uma a CPMF, pra isso mesmo, pra aumentar os salarios. é foda!
juarezalveslopes@...15/12/2010 @ 15h58
É mesmo uma piada nossa república composta por esses parasitas do congresso. Só uma revolução para mudar esse tão lindo e tão roubado país.
bruno_acyoly@...15/12/2010 @ 15h51
Enquanto isso, trabalhadores e funcionários públicos lutam por um mísero aumento e nunca conseguem. Mas nada podemos fazer, temos que trabalhar duro para pagar o salário deles. Isso é o Brasil!
jom_hp@...15/12/2010 @ 15h13
QUE VERGONHA!JÁ É DE SE ESPERAR ISSO DESSES PARLAMENTARES,VERDADEIROS LADR.... DO COLARINHO BRANCO!ENQUANTO ISSO, ELES FALAM QUE NÃO HÁ VERBA PARA SEGURANÇA,SAÚDE E EDUCAÇÃO!PALHAÇADA ISSO!EXEMPLO MAIOR É OQUE ELES ESTÃO FAZENDO COM A CLASSE DOS POLICIAIS, ILUDINDO-OS COM A FAMIGERADA PEC 300!UM SONHO PARA QUE O PROFISSIONAL POSSA DAR MELHORES CONDIÇOES AS SUAS FAMILHIAS!PROFISSIONAIS QUE DÃO A PRÓPRIA VIDA PARA DEFENDER AS DE OUTRAS PESSOAS!INCLUSIVE A DESSES CARA DE PAU!
marcosasbarbosa@...15/12/2010 @ 15h05
Orgulho-me dos políticos brasileiros. Gostaria de saber se o aumento do salário mínimo vai ser decidido em poucas horas e o percentual acima de 60%. Espero que sim, pois afinal de contas durante a campanha eleitoral prometeram mundos e fundos. Desculpem-me, estava delirando. Vou cair na real! Acho que um aumento de 1% já é o suficiente, até porque a previdência tá falida somente para os verdadeiros trabalhadores, e os empresários não querem diminuir os lucros. Vou me candidatar nas próximas eleições com falsas promessas, só assim deixarei de sonhar e ser pobre.
sgt_baldochi@...15/12/2010 @ 22h15
Bin Laden kd vc? Jogue um avião, uma bomba, a mãe, mas estoure aquele congresso em dia de votação de aumento do próprio salário. Ladrões. Onde está a UNE, os movimentos sociais. Tudo calado e patrocinado pelo governo. Só nos resta a mídia ou o BIN LADEN.
agostinho.pqd@...15/12/2010 @ 22h07
Enquanto isso nos estados, os governadores que irão assumir vem aquela velha conversa "este ano não tem aumento pra o funcionalismo por causa da LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL; vou arrumar a casa; tem um rombo no cofre do estado" mas eu sei onde está o rombo.
cristinamiligan@...15/12/2010 @ 22h36
Adooooooooooorooooo... cada povo tem o governante que merece...
valdeciorodrigues@...16/12/2010 @ 11h46
IMORAL!!!! VOTAÇÃO RÁPIDA E PRECISA, SÓ QUANDO É PARA INTERESSE PRÓPRIO. PAÍS DE CORRUPTOS. PRECISAMOS DAR UM BASTA NISSO!!! CHEGA DE LADRÃO.
jonathas_brandao@...16/12/2010 @ 08h02
Pois é, mas pra aprovar a PEC 300, o discurso é que iria aumentar os custos excessivamente. Estranho né?
vocevivo@...17/12/2010 @ 00h10
País DEMOCRÁTICO? Democracia disfarçada, sejam então como Fidel Castro, que pelo menos é julgado como ditador estremista porem assume uma unica postura, e não sai por ai dizendo que vive em plena "democracia" mas que é mascarada pelo pleito do voto que iludem o povo! , ! Voce meu amigo trabalhador foi consultado, votou, ou deu sua opinião sobre este aumento? Entao, que democracia é esta que vos falam? Isso é a mais pura ditadura onde os "poderosos" se apoiam nas leis que criam e executam como e quando querem !!!! "HOOO abram alas que eu quero passar! E o carnaval segue o baile! Ate quando? Será que com guerras civis? protestos sangrentos? lamentável, sinto-me "impotente" nao por ter perdido as forças. mas por ser ciddão, homem, tarbalhador e pai de 2 lindos filhos menores de idade que diante de toda esta vergonha ainda preciso passar para eles que o mundo vale a pena ser vivido! Atitude começamos já!
pauloematheus@...18/12/2010 @ 11h46
Um absurdo isso! Custam pra votar um aumento de 40, 50 reais no salário mínimo. Esses deputados não têm vergonha na cara. Quem votou no Tiririca não fez muito errado não, pois afinal de contas: "Pior que tá num fica!", não é mesmo?
juarezalveslopes@...24/12/2010 @ 14h11
É mesmo uma piada essa república composta por esses parasitas do congresso. Só uma revolução para salvar este tão lindo e tão roubado país.
Vamos sonhar,,,,Leiam! Professores: Projeto aumenta para R$ 1.575 piso do magistério do ensino básico.
* ComentarEnviar opinião para os deputados
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24/12/2010 09:00
Projeto aumenta para R$ 1.575 piso do magistério do ensino básico
Leonardo Prado
Eliseu Padilha: há uma insatisfação dos professores com as divergências sobre a atualização do piso.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7783/10, do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que fixa em R$ 1.575 o piso salarial nacional para profissionais do magistério público da educação básica. O projeto altera a Lei 11.738/08.
Segundo o autor, após duas décadas de luta, a aprovação da Lei 11.738/08, que criou o piso nacional para a categoria, foi comemorada pelos professores como uma grande vitória.Padilha lembra, no entanto, que, por razões políticas ou por dificuldades operacionais na aplicação do critério de atualização previsto na lei, os professores tem manifestado preocupação de a lei não ser aplicada na prática.
Insatisfação generalizada
"Após a demora para a implementação inicial da lei - atropelada por uma ação direta de inconstitucionalidade ainda pendente de julgamento final de mérito -, há uma insatisfação generalizada com as divergências sobre os critérios de atualização. O piso atualmente é de R$ 1.024,67.
Pelas regras em vigor hoje (Lei 11.738/08), o piso será atualizado no mês de janeiro no mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Pelo projeto, o cronograma de atualizações do piso de profissionais do magistério da educação básica, com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais, passara a ser o seguinte:
- no primeiro ano, 1/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- no segundo ano, 2/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- após esse período, valor integral de R$ 1.575,00.
"A elaboração do piso salarial dos profissionais do magistério é, em verdade, o maior e melhor investimento que podemos fazer em nosso crescimento como atores em um mercado globalizado", argumenta o autor.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
* PL-7783/2010
Reportagem - Murilo Souza
Edição - Newton Araújo
* Agência Câmara de Notícias (expediente)
A reprodução das notícias deste site é autorizada
desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara'
* Telefones: (61) 3216.1851 / 3216.1852
Fax: (61) 3216.1856
Fale com a Agência Câmara de Notícias
Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011
No site No Google
http://www.endividado.com.br/noticia_ler-27601,camara-aprova-salario-r-267-mil-para-deputados-e-senadores.html
Publicada em 16/12/2010
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Câmara aprova salário de R$ 26,7 mil para deputados e senadores
por Renan Ramalho
Proposta, que segue para o Senado, reajusta os salários do Executivo federal
Em votação relâmpago realizada nesta quarta-feira (15), os deputados federais aprovaram um aumento de 62% dos próprios salários. Com a proposta, o valor sobe dos atuais R$ 16.512,09 para R$ 26.723,13, mas, para valer, o projeto de decreto legislativo ainda precisa ser votado no Senado.
Além do salário dos deputados, a proposta prevê aumentar também o valor pago aos senadores, presidente e vice-presidente da República, e dos ministros do governo federal a partir de fevereiro de 2011. A proposta iguala ao que é pago a um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que ganha o teto do funcionalismo público.
Dê sua opinião: Você concorda com o aumento de 61,8% aos deputados?
Para o presidente, o aumento seria de 134%, já que hoje ele ganha R$ 11.420,21 por mês. Já para o vice e os ministros, o reajuste seria de 148,6%; atualmente, cada um deles recebe R$ 10.748,43.
Os deputados e senadores ainda levam vantagem, já que recebem 15 salários durante o ano. Além disso, contam com verbas de gabinete, passagens aéreas, moradia, plano de saúde e gastos administrativos pagos pelo Congresso.
O reajuste também abre o caminho para o efeito-cascata: deputados estaduais e vereadores também poderão aumentar sua remuneração, já que seus salários são limitados conforme o dos federais.
Votação
A votação ocorreu menos de 30 minutos após os parlamentares aprovarem um requerimento de urgência para que a proposta passasse na frente de outras na fila. Os votos ocorreram de forma simbólica. Assim, o presidente em exercício da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), apenas pergunta, no plenário, se todos concordam. Quem não faz nenhum gesto, aprova.
O projeto surgiu de surpresa ainda na manhã de hoje. Foi apresentado por cinco membros da Mesa Diretora, que comanda a pauta da Casa.
Os parlamentares reclamam que o último reajuste foi dado em 2007, enquanto os ministros do Supremo tiveram aumentos nos últimos dois anos. No texto, a justificativa é sucinta. “Devem ser iguais os subsídios pagos a ministros do Supremo Tribunal Federal e a membros do Congresso Nacional, bem como pagos ao Presidente e Vice-Presidente da República e Ministros de Estados.”
Assinaram a proposta o segundo vice-presidente da Casa, ACM Neto (DEM-BA), o primeiro-secretário, Rafael Guerra (PSDB-MG), o segundo-secretário Inocêncio Oliveira (PR-PE), o terceiro-secretário, Odair Cunha (PT-MG) e o quarto-secretário, Nelson Marquezelli (PTB-SP).
O projeto agora segue para votação no Senado, que precisa aprovar a proposta para que ela entre em vigor a partir da próxima legislatura.
Fonte: R7 - 15/12/2010
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24/12/2010 09:00
Projeto aumenta para R$ 1.575 piso do magistério do ensino básico
Leonardo Prado
Eliseu Padilha: há uma insatisfação dos professores com as divergências sobre a atualização do piso.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7783/10, do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que fixa em R$ 1.575 o piso salarial nacional para profissionais do magistério público da educação básica. O projeto altera a Lei 11.738/08.
Segundo o autor, após duas décadas de luta, a aprovação da Lei 11.738/08, que criou o piso nacional para a categoria, foi comemorada pelos professores como uma grande vitória.Padilha lembra, no entanto, que, por razões políticas ou por dificuldades operacionais na aplicação do critério de atualização previsto na lei, os professores tem manifestado preocupação de a lei não ser aplicada na prática.
Insatisfação generalizada
"Após a demora para a implementação inicial da lei - atropelada por uma ação direta de inconstitucionalidade ainda pendente de julgamento final de mérito -, há uma insatisfação generalizada com as divergências sobre os critérios de atualização. O piso atualmente é de R$ 1.024,67.
Pelas regras em vigor hoje (Lei 11.738/08), o piso será atualizado no mês de janeiro no mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Pelo projeto, o cronograma de atualizações do piso de profissionais do magistério da educação básica, com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais, passara a ser o seguinte:
- no primeiro ano, 1/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- no segundo ano, 2/3 de acréscimo em relação ao valor praticado no exercício de 2010;
- após esse período, valor integral de R$ 1.575,00.
"A elaboração do piso salarial dos profissionais do magistério é, em verdade, o maior e melhor investimento que podemos fazer em nosso crescimento como atores em um mercado globalizado", argumenta o autor.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
* PL-7783/2010
Reportagem - Murilo Souza
Edição - Newton Araújo
* Agência Câmara de Notícias (expediente)
A reprodução das notícias deste site é autorizada
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Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011
No site No Google
http://www.endividado.com.br/noticia_ler-27601,camara-aprova-salario-r-267-mil-para-deputados-e-senadores.html
Publicada em 16/12/2010
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Câmara aprova salário de R$ 26,7 mil para deputados e senadores
por Renan Ramalho
Proposta, que segue para o Senado, reajusta os salários do Executivo federal
Em votação relâmpago realizada nesta quarta-feira (15), os deputados federais aprovaram um aumento de 62% dos próprios salários. Com a proposta, o valor sobe dos atuais R$ 16.512,09 para R$ 26.723,13, mas, para valer, o projeto de decreto legislativo ainda precisa ser votado no Senado.
Além do salário dos deputados, a proposta prevê aumentar também o valor pago aos senadores, presidente e vice-presidente da República, e dos ministros do governo federal a partir de fevereiro de 2011. A proposta iguala ao que é pago a um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que ganha o teto do funcionalismo público.
Dê sua opinião: Você concorda com o aumento de 61,8% aos deputados?
Para o presidente, o aumento seria de 134%, já que hoje ele ganha R$ 11.420,21 por mês. Já para o vice e os ministros, o reajuste seria de 148,6%; atualmente, cada um deles recebe R$ 10.748,43.
Os deputados e senadores ainda levam vantagem, já que recebem 15 salários durante o ano. Além disso, contam com verbas de gabinete, passagens aéreas, moradia, plano de saúde e gastos administrativos pagos pelo Congresso.
O reajuste também abre o caminho para o efeito-cascata: deputados estaduais e vereadores também poderão aumentar sua remuneração, já que seus salários são limitados conforme o dos federais.
Votação
A votação ocorreu menos de 30 minutos após os parlamentares aprovarem um requerimento de urgência para que a proposta passasse na frente de outras na fila. Os votos ocorreram de forma simbólica. Assim, o presidente em exercício da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), apenas pergunta, no plenário, se todos concordam. Quem não faz nenhum gesto, aprova.
O projeto surgiu de surpresa ainda na manhã de hoje. Foi apresentado por cinco membros da Mesa Diretora, que comanda a pauta da Casa.
Os parlamentares reclamam que o último reajuste foi dado em 2007, enquanto os ministros do Supremo tiveram aumentos nos últimos dois anos. No texto, a justificativa é sucinta. “Devem ser iguais os subsídios pagos a ministros do Supremo Tribunal Federal e a membros do Congresso Nacional, bem como pagos ao Presidente e Vice-Presidente da República e Ministros de Estados.”
Assinaram a proposta o segundo vice-presidente da Casa, ACM Neto (DEM-BA), o primeiro-secretário, Rafael Guerra (PSDB-MG), o segundo-secretário Inocêncio Oliveira (PR-PE), o terceiro-secretário, Odair Cunha (PT-MG) e o quarto-secretário, Nelson Marquezelli (PTB-SP).
O projeto agora segue para votação no Senado, que precisa aprovar a proposta para que ela entre em vigor a partir da próxima legislatura.
Fonte: R7 - 15/12/2010
A importância da biblioteca para o educando e o educador.
Todos os indivíduos que estão fora da faixa etária escolar e que procuram se matricular em uma escola, seja ela de ensino fundamental ou de ensino médio, mas não têm condições de percorrerem sozinhos o caminho do aprendizado, precisam de um facilitador para auxiliar no seu desenvolvimento cultural. O professor da biblioteca se prontifica, juntamente com o pessoal de apoio pedagógico e com os gestores. É nesta perspectiva que entra o trabalho da biblioteca de observação feito pelo grupo de estudo da escola, exprimindo os vários tipos de relações existentes entre a comunidade escolar e o educando com o objetivo de contribuir com o currículo escolar, detectando as dificuldades, bem como aprontando soluções.
O desafio é da necessidade na formação do educando, integrando o aluno e os educadores à Biblioteca. E em conjunto com planejamentos, técnicas de trabalhos, relacionadas aos conteúdos curriculares e extras curriculares, pela atitude avaliativa, usando metodologia à realidade vivenciada, métodos que sejam pertinentes ao contexto escolar
Dulce
O desafio é da necessidade na formação do educando, integrando o aluno e os educadores à Biblioteca. E em conjunto com planejamentos, técnicas de trabalhos, relacionadas aos conteúdos curriculares e extras curriculares, pela atitude avaliativa, usando metodologia à realidade vivenciada, métodos que sejam pertinentes ao contexto escolar
Dulce
Eu Educador
Eu Educador
A postura que se espera de todo bom educador é a de dar importância à individualidade e ao que foi vivenciado pelo educando. O professor deve se utilizar do meio no qual o aluno está inserido para que este possa apreender mais facilmente os ensinamentos dados.
Problemas que afetam aos alunos devem ser combatidos pelo professor por meio de atividades que visem a mostrá-los que cada um tem seu potencial. Na existência de barreiras, cabe ao professor buscar soluções viáveis aos conflitos, fazendo com que o aluno supere-os e, assim, os objetivos do projeto pedagógico sejam alcançados.
Função:
A função do educador é trabalhar o social buscando ferramentas viáveis para que os alunos tenham interesse e se sintam bem dentro da sala de aula. Cabe ao professor procurar desenvolver atividades prazerosas e lúdicas para que eles sintam prazer no aprender. Deve-se mostrar ao educando sua capacidade, seu potencial, seus direitos e deveres, formando-os cidadãos críticos, encaminhando-os para exercício da plena cidadania. A função do educador é ouvir o aluno sem bloquear seus anseios e seus ideais, com propósito de fomentar seu crescimento cultural.
O professor deve acreditar em cujo grupo trabalhe, propondo metas e buscando atingir os objetivos, pois somente assim os seus ensinamentos terão sentindo. Se o grupo não confia no professor, perde o interesse de aprender e, com isso, não se mantem ativo em de sala de aula.
Para que o professor alcance o desenvolvimento do grupo e atinja suas metas, é preciso que tenha a convicção de que cada aluno possui seu conhecimento prévio. Deve-se trabalhar com o cotidiano de cada aluno. Agindo desta forma, o professor aprende ensinando e haverá um maior aproveitamento da proposta pedagógica.
O HOMEM ESCRAVISA, MATA, INVADE DESTROI.(Para Não Ser Triste).
Para Não Ser Triste Para não ser triste COnTEMPLE..
"O que quero dizer é que a educação, como formação, como processo de conhecimento, de ensino, de aprendizagem, se tornou, ao longo da aventura no mundo dos seres humanos uma conotação de sua natureza, gestando-se na história, como a vocação para a humanização [...] (FREIRE, 2003a, p. 20)."
Segundo Freire (2000b, p. 34), em discursos lúcidos e em práticas democráticas, a vontade só se autentica na ação de sujeitos que assumem seus limites. A vontade ilimitada é despótica, negadora das outras vontades, é a vontade ilícita dos "donos do mundo", é vontade egoísta. Nenhuma educação que pretenda estar a serviço da boniteza da presença humana no mundo, a serviço da rigorosidade ética, do respeito às diferenças, da justiça, pode-se realizar ausente da dramática relação entre autoridade e liberdade (cf. idem). Por isso, a liberdade que vive plenamente suas possibilidades é aquela que aprende a constituir vivencialmente a autoridade interna pela introjeção da externa. Mas os limites devem ter uma assunção lúcida, ética, não pode ser uma obediência medrosa e cega (cf. ibid, p. 35). A liberdade deve ser exercitada no sentido da gestação da autonomia, para que os educandos vão se tornando "seres para si".
Freire (ibid, p. 47) reconhece importância na vontade compondo um tecido complexo com a resistência, com a rebeldia na confrontação ou na luta contra o inimigo que oprime, seja ele um vício ou a exploração capitalista. Tanto para um oprimido quanto para um subjugado pelas drogas; falta amanhã, falta esperança. A superação dessas situações passa pelo fortalecimento da vontade. Freire (ibid, p. 46) cita como exemplo a sua experiência pessoal de decisão e fortalecimento da própria vontade para largar o vício de fumar cigarros. A educação da vontade é necessária para se fazer livre da heteronomia da escravidão dos próprios desejos e da vontade ilícita do outro que procura oprimir.
Freire (ibid, p. 47) reconhece importância na vontade compondo um tecido complexo com a resistência, com a rebeldia na confrontação ou na luta contra o inimigo que oprime, seja ele um vício ou a exploração capitalista. Tanto para um oprimido quanto para um subjugado pelas drogas; falta amanhã, falta esperança. A superação dessas situações passa pelo fortalecimento da vontade. Freire (ibid, p. 46) cita como exemplo a sua experiência pessoal de decisão e fortalecimento da própria vontade para largar o vício de fumar cigarros. A educação da vontade é necessária para se fazer livre da heteronomia da escravidão dos próprios desejos e da vontade ilícita do outro que procura oprimir.
Lei de Diretrizes e Bases - A nova LDB e as necessidades educativas especiais
Lei de Diretrizes e Bases - A nova LDB e as necessidades educativas especiais
domingo, 31 de agosto de 2008
Júlio Romero Ferreira*
São analisados os dispositivos referentes à educação especial na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que apontam uma ação mais ligada aos sistemas e programas do ensino regular. Indicam-se algumas implicações e perspectivas para a área, no contexto das reformas educacionais em curso.
O fato de a nova LDB reservar um capítulo exclusivo para a educação especial parece relevante para uma área tão pouco contemplada, historicamente, no conjunto das políticas públicas brasileiras. O relativo destaque recebido reafirma o direito à educação, pública e gratuita, das pessoas com deficiência, condutas típicas e altas habilidades. Nas leis 4.024/61 e 5.692/71 não se dava muita importância para essa modalidade educacional: em 1961, destacava-se o descompromisso do ensino público; em 1971, o texto apenas indicava um tratamento especial a ser regulamentado pelos Conselhos de Educação - processo que se estendeu ao longo daquela década.
É certo que o registro legal, por si, não assegura direitos, especialmente numa realidade em que a educação especial tem reduzida expressão política no contexto da educação geral, reproduzindo talvez a pequena importância que se concede às pessoas com necessidades especiais - ao menos aquelas denominadas deficientes - em nossas políticas sociais. Daí se entendem manifestações, comuns na área, de que postulam que a legislação fundamental já está dada e se trata de fazer cumpri-la.
São também comuns as preocupações com o caráter potencialmente discriminatório e segregador de leis e normas específicas para a área, mesmo quando se anunciam numa perspectiva discriminadora "positiva". Entendemos que a referência específica em uma lei geral da educação, mesmo que não fosse na forma de capítulo, ainda é importante em nosso país, onde o acesso à educação das pessoas com deficiência é escasso e revestido do caráter da concessão e do assistencialismo.
A presença da educação especial na Lei certamente reflete um certo crescimento da área em relação à educação geral, nos sistemas de ensino, principalmente nos últimos 20 anos. Na Constituição de 1988, que contém vários dispositivos relacionados às pessoas com deficiência (ver análise de Jannuzzi 1992), destaca-se, na educação, o inciso III do Artigo 208, definindo como dever do Estado o "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino".
As Constituições estaduais, em grande medida, apenas repetem aquela formulação da Constituição Federal. Algumas acrescentam, nos capítulos relativos à educação, tópicos específicos de determinadas categorias (ex.: implantação de braile em classes da rede oficial) e de níveis ou modalidades de ensino (ex.: implantação de ensino profissionalizante). Algumas ainda incluem os superdotados no alunado da educação especial; a categoria de problemas de conduta ou condutas típicas não consta de forma distinta; e tampouco aparece a referência a "necessidades educativas especiais" (Oliveira e Catani l993, pp. 110-116). Nas leis orgânicas dos municípios, certamente terá aumentado a diversidade dos tratamentos dados à matéria e isso tem um significado particular nas discussões atuais.
É naquele momento de reforma constitucional, no final da década de 1980, que começam e chegam ao Congresso os debates sobre a nova LDB. Na Câmara, o projeto vai aos poucos incorporando as questões da educação especial. Em 1988, apenas o registro do que estava na Lei 5.692/71; na 2ª emenda, já em 1989, acrescenta-se o dispositivo constitucional; na 3ª emenda, também de 1989, passa a constar um capítulo específico destinado à educação especial (o mesmo acontecendo com educação indígena e de jovens e adultos). No relatório Amin e no projeto finalmente aprovado pela Câmara em 1993, é mantido o capítulo, cuja redação é alterada mais no sentido de reforçar a idéia constitucional da integração escolar.
A primeira proposta de Darcy Ribeiro no Senado, em 1992, ao desconsiderar em larga medida as discussões e o projeto da Câmara, recolocava os termos da Lei 5.692/71 e não trabalhava as diretrizes para a integração (Ferreira e Nunes 1997). É já na fase final das discussões do Senado que o projeto de Darcy Ribeiro incorpora algumas propostas pontuais advindas da Câmara, inclusive o capítulo sobre educação especial, praticamente com a mesma redação.
Dermeval Saviani (1997) interpreta os limites da nova LDB principalmente como omissões, pelo fato de ela não incorporar dispositivos que apontem para a necessária transformação da estrutura educacional. Para esse autor, ela é mais indicativa do que prescritiva e não contém o conjunto de reformas que se está fazendo para além dela, antes e depois de sua aprovação pelo MEC. A ausência do que se concebera no Projeto da Câmara como um sistema nacional de educação elimina possíveis instâncias de articulação com a sociedade (Pino 1995) e, a nosso ver, pode dificultar a inserção da educação especial nos debates da educação geral - até por ser uma área de presença relativamente recente no âmbito da educação escolar básica e por não se constituir em prioridade nas políticas educacionais, até aqui. Assim, as perspectivas político-institucionais da educação especial, pelo menos a curto prazo, dependem da sua inserção no âmbito das várias reformas que estão ocorrendo e vão ocorrer num prazo relativamente curto, contexto no qual a LDB é mais um momento importante dos embates políticos, do que a expressão da síntese possível dos mesmos.
De todo modo, o texto contém aspectos importantes para a educação especial, além da parte específica, que também constituem desdobramentos de itens da Constituição, como as disposições sobre educação infantil. A flexibilidade dos critérios para admissão e promoção escolar, aspecto identificado como positivo por Demo (1997), pode ser também benéfica para a escolarização de alunos com necessidades especiais.
Nas disposições específicas sobre a educação especial, o Artigo 4º define como dever do Estado o "atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino" (inciso III). A referência às necessidades especiais amplia o alcance do dispositivo constitucional de 1988, que se referia apenas aos portadores de deficiência. A categoria de necessidades especiais aparece pela primeira vez no texto da Câmara (relatório Amin e no projeto aprovado em 1993), de modo a englobar os portadores de deficiência e os superdotados - estes apareciam no projeto original e foram retirados em 1989, com a adoção da redação do Artigo 208 da Constituição. O parecer Cid Sabóia, aprovado no Senado em 1994, incluiu os alunos com problemas de conduta nos portadores de necessidades especiais. A versão final mantém a categoria ampla mas não mais especifica quem são os educandos com necessidades especiais ou quais são essas necessidades - apenas mantém uma referência pontual, em um inciso, à deficiência e à superdotação. O Ministério da Educação vinha trabalhando, em seus documentos, com a indicação de que o alunado considerado especial inclui os educandos com deficiência, condutas típicas e altas habilidades. Essa postura incorpora a preocupação de que não se tenha na educação especial um recurso paliativo para o fracasso escolar, em certa medida legitimando os equívocos do ensino regular (posição registrada na Assembléia da Reunião da Anped, em 1991), o que tenderia a ocorrer com a utilização de categorias muito abrangentes. A referência às necessidades educativas especiais, acompanhando tendência internacional que se fortalece principalmente com a Declaração de Salamanca, de 1994, merece maior atenção a fim de confrontar as leituras e discutir as implicações de uma eventual revisão das próprias noções de aluno e educação especiais. É o desafio de conhecimento e práticas desenvolvidos nos espaços identificados com a educação especial, integrar contribuindo para a educação geral, sem criar novos espaços para acomodar mais uma vez procedimentos de segregação em nome da necessidade de um ensino especializado; e, de outra parte, sem reduzir a problemática da deficiência à dimensão do ensino.
O capítulo V ("Da Educação Especial") caracteriza, em três artigos, a natureza do atendimento especializado. De modo geral, configura-se a perspectiva positiva de uma educação especial mais ligada à educação escolar e ao ensino público. Nesse sentido, o texto preserva os avanços contidos no projeto da Câmara (Ferreira 1994 e Mazzotta 1996). No Artigo 58, caracteriza-se a educação especial como modalidade de educação escolar, destinada aos educandos portadores de necessidades especiais (definição que, para Saviani, apresenta um "caráter circular, vago e genérico" (1997, p. 218). Prevê-se, nos parágrafos 1º e 2º, a existência de apoio especializado no ensino regular e de serviços especiais separados quando não for possível a integração ("em virtude das condições específicas dos alunos"). A redação preserva a idéia de um continuum de opções mais ou menos restritivas, cuja disponibilidade se definiria tendo por base as características pessoais dos alunos. Se é fato que a presença de determinadas características individuais exige apoios ou programas especializados na educação, também sabemos que não chegamos a desenvolver no Brasil, em termos gerais, modalidades combinadas ou intermediárias de atendimento que atenuassem a segregação. Se a legislação se fixar de modo dominante nas características pessoais e deixar em segundo plano as condições do sistema de ensino, pode ser dificultado o surgimento de programas menos restritivos.
Destaca-se no mesmo artigo a oferta da educação especial já na educação infantil, área em que o atendimento educacional ao aluno com necessidades especiais é ao mesmo tempo tão escasso quanto importante. Certamente a expansão recente do atendimento em educação infantil no Brasil, já incorporando parte das crianças com necessidades especiais - pelo menos em alguns municípios -, é um marco muito significativo. O capítulo sobre educação infantil, contudo, é bastante sucinto e limita-se praticamente a afirmar que ela se dá de zero a seis anos, em creches e pré-escolas. A presença da educação especial no espaço da educação infantil poderá ser mais bem avaliada no triênio 1997-1999, prazo concedido pela lei para que as creches e pré-escolas se integrem aos respectivos sistemas de ensino.
O Artigo 59 aponta as providências ou apoios, de ordem escolar ou de assistência, que os sistemas de ensino deverão assegurar aos alunos considerados especiais. Aqui, combinam-se as idéias de flexibilidade e de articulação, seja na questão da terminalidade específica no ensino fundamental (para os considerados deficientes) e na aceleração (para os considerados superdotados), seja na educação para o trabalho (a ser propiciada mediante articulação com os órgãos oficiais afins). Especificamente em relação aos alunos portadores de deficiência, reconhece-se a necessidade de assegurar validade e continuidade para os estudos realizados em condições ou instituições especiais, inclusive de formação profissional. Note-se que a forma como a educação profissional é tratada na Lei (capítulo III) pode favorecer, em tese, o desenvolvimento ocupacional de alunos egressos do ensino especial, ao desatrelar os diferentes níveis de formação profissional da escolaridade regular. Associando-se a isso o início do supletivo de 1º grau aos 15 anos, parecem aumentar as possibilidades de articular educação e formação para o trabalho, pelo menos de parte da população dos alunos considerados especiais - aqueles cuja escolarização não é reconhecida e cuja formação/atuação profissional se reduz hoje às chamadas oficinas.
Um ponto central no artigo é a previsão de "professores com especialização adequada em nível médio ou superior(...) bem como professores do ensino regular capacitados para a integração(...)". Esse tema mereceu atenção desde as primeiras audiências públicas na Câmara, no desafio de entender o papel do professor especializado em uma proposta integradora, que teoricamente pediria um profissional mais "polivalente" (Ferreira e Nunes 1997). Ainda agora, permanece a indefinição, por aspectos específicos e por outros mais gerais da própria lei e da conjuntura. No geral, a questão dos profissionais da educação depende de regulamentações, com destaque para os institutos superiores de educação (que participarão da formação de professores para a educação infantil e fundamental). De modo mais específico, as expressões contidas no artigo parecem "vagas para delinear o perfil profissional adequado para atuação na educação especial", na visão preliminar da CEB/CNE (1997, p. 32). Seria essa formação propiciada "através de cursos de especialização", como prevêem Souza e Silva (1997, p. 95), na forma em que já acontece em alguns estados brasileiros? A discussão das habilitações da pedagogia, também em educação especial e inclusive por categoria de deficiência, estará agora refletindo as pressões advindas das discussões acumuladas sobre a revisão da formação do pedagogo/do docente, de um lado, e das indicações da LDB, de outro: ambas, de diferentes perspectivas, enfraquecendo a idéia da formação de um especialista em educação especial como habilitações da pedagogia. E ainda que prevaleça a figura do especialista, em um tipo de formação ou em outro, é provável que ela não se limite à idéia de um regente de classes especiais de determinada categoria de alunos especiais, dentro das instituições ou nas escolas comuns.
Quanto aos professores do ensino regular, a questão pode ser parcialmente contemplada na incumbência que a Lei reserva aos municípios de realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, embora a questão não se restrinja ao aspecto de competência técnica. Sabe-se que o tema das necessidades especiais, ou mesmo da diversidade, é ainda pouco presente nos cursos de formação de professores e outros profissionais, mesmo com recomendações e indicações legais para que se supere essa lacuna. De outra parte, parece difícil capacitar os professores das classes comuns para integrar alunos que ainda não estão presentes na escola em que trabalham.
O Artigo 60 prevê o estabelecimento de critérios de caracterização das instituições privadas de educação especial, através dos órgãos normativos dos sistemas de ensino, para o recebimento de apoio técnico e financeiro público; ao mesmo tempo em que reafirma em seu parágrafo único a preferência pela ampliação do atendimento no ensino regular público. Uma questão está em definir o caráter educacional das instituições particulares e dos serviços que prestam. Parte do problema deverá ser esclarecida com a aplicação do que dispõem os artigos 70 e 71, que definem em caráter geral o que são despesas com ensino; dispositivos que, para Saviani (1997), tendem a reduzir a dispersão dos recursos reservados para a educação. Para o CNE, em seus estudos preliminares (1997), o próprio capítulo V já indica alguns dos critérios que deverão ser considerados, de modo específico, na avaliação dos tipos de instalação, da habilitação do pessoal e das formas de acompanhamento do processo educacional, com base nos mecanismos que os sistemas já possuem para acompanhar as instituições de ensino privado regular (p.32).
As instituições e organizações privadas de caráter mais assistencial e filantrópico têm detido, na história brasileira, a maior parte das instalações, dos alunos e dos recursos financeiros ligados à educação especial, além de possuir grande influência na definição das políticas educacionais públicas na área. Não são escolas, no sentido estrito, nem como tal têm sido avaliadas: são, por assim dizer, instituições totais, de atendimento múltiplo, nas quais a instrução escolar é um dos vários componentes. Para a população que combina as condições da pobreza e da deficiência, a instituição tende a assumir, de modo precário, um conjunto de demandas de assistência, saúde e, inclusive, formação. Políticas mais efetivas de integração escolar, como responsabilidade do Estado, necessariamente reclamam maior compromisso da escola pública e revisão das formas de relação dos sistemas de ensino com as instituições especializadas, até porque estas têm dependido de modo crescente de verbas educacionais.
O alinhamento das propostas brasileiras com a tendência da chamada escola inclusiva e das necessidades especiais favorece mais a linha da "educação + escola comum" do que a da "assistência social + instituição especializada", para a ampla maioria dos alunos potenciais. Um dos desafios para os sistemas estaduais e municipais de ensino parece estar na necessidade - muitas vezes não explicitada - de assumir uma parte significativa dos alunos hoje dependentes das instituições e também aqueles que ainda não têm acesso a qualquer serviço educacional. Tal necessidade se coloca para esses sistemas no momento em que muitos deles têm reavaliado e mesmo desativado os serviços de ensino especial, até para reduzir processos de estigmatização e segregação.
Em síntese, o momento que a nova Lei e seu contexto colocam para a educação geral — e, em particular, para a educação especial — sinaliza alterações importantes nas políticas de atendimento educacional especializado. Os documentos citados de análise preliminar do CNE já apontam para a necessária articulação dos órgãos federais, estaduais e municipais para definição de normas e medidas complementares para a área.
Já se estão definindo, na perspectiva da desconcentração e da municipalização, as propostas e os conselhos para proposição e acompanhamento da aplicação dos recursos do Fundo da Lei 9.424, de 24.12.1996. Embora a Lei já inclua os estabelecimentos de ensino especial públicos nos componentes do ensino fundamental, ainda são pouco claros, e possivelmente negativos, os impactos que a concentração de recursos nesse nível de ensino trará para a educação infantil e parte da educação especial.
Está também na pauta, em meio ao pacote de reformas, a discussão do Plano Nacional de Educação, com diretrizes para a próxima década.
A presença ampliada da educação especial na nova Lei pode também sinalizar presença mais perceptível da área nas novas discussões, assumindo que sua contribuição específica visa mais do que à simples afirmação do "especialismo" educativo ou burocrático - até porque nem sempre estarão disponíveis profissionais ou serviços especializados, distintos daqueles disponíveis nas escolas. Ao caráter afirmativo da expressão legal com relação às necessidades especiais e, mais pontualmente, à educação das pessoas com deficiência contrapõe-se, de modo contraditório, a afirmação do Estado mínimo e da redução de recursos para as políticas sociais. Os discursos da educação para todos e da escola inclusiva ocorrem num contexto de exclusão social ampliada, o que aumenta os desafios para assegurar os direitos das pessoas denominadas portadoras de necessidades especiais.
Bibliografia
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FERREIRA, J.R. e NUNES, Leila R.O.P. "A educação especial na nova LDB". Comentário sobre a educação especial na LDB". In: Alves, N. e Villardi, R. (org.). Múltiplas leituras da nova LDB. Livro organizado por N. Alves e R. Villardi. Rio de Janeiro: Dunya, 1997, pp.17-24, no prelo.
JANNUZZI, Gilberta S.M. "Políticas sociais públicas de educação especial". Temas sobre Desenvolvimento, 9. 1992, pp. 8-10.
MAZZOTTA, Marcos J.S. Educação especial no Brasil: História e políticas. São Paulo: Cortez, 1996.
OLIVEIRA, Romualdo P. e CATANI, Afranio A.M. Constituições estaduais brasileiras e educação. São Paulo: Cortez, 1993.
PINO, Ivany. "Os novos rumos da LDB: Dos processos e conteúdos". Educação e Sociedade, 51. 1995, pp. 356-378.
SAVIANI, Dermeval. A nova lei da educação: Trajetória, limites e perspectivas. São Paulo: Autores Associados, 1997.
SOUZA, Paulo N. e SILVA, Eurides B. Como entender e aplicar a nova LDB. São Paulo: Pioneira, 1997.
Cadernos Cedes, ano XIX, nº 46, setembro/98
Cadernos Cedes, ano XIX, nº 46, setembro/98
Paulo Freire
Paulo Freire Biografia de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, método Paulo Freire,
sistema de alfabetização de adultos, pensamentos, pedagogia do oprimido, livros de Paulo Freire
sistema de alfabetização de adultos, pensamentos, pedagogia do oprimido, livros de Paulo Freire
Paulo Freire: educador reconhecido internacionalmente pelo método de alfabetização
Introdução
Paulo Régis Neves Freire, educador pernambucano, nasceu em 19/9/1921 na cidade do Recife. Foi alfabetizado pela mãe, que o ensina a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Com 10 anos de idade, a família mudou para a cidade de Jaboatão.
Biografia
Na adolescência começou a desenvolver um grande interesse pela língua portuguesa. Com 22 anos de idade, Paulo Freire começa a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife. Enquanto cursava a faculdade de direito, casou-se com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Com a esposa, tem teve cinco filhos e começou a lecionar no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.
No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento de educação e cultura do Sesi, onde entra em contato com a alfabetização de adultos. Em 1958 participa de um congresso educacional na cidade do Rio de Janeiro. Neste congresso, apresenta um trabalho importante sobre educação e princípios de alfabetização. De acordo com suas idéias, a alfabetização de adultos deve estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. Desta forma, o adulto deve conhecer sua realidade para poder inserir-se de forma crítica e atuante na vida social e política.
No começo de 1964, foi convidado pelo presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Logo após o golpe militar, o método de alfabetização de Paulo Freire foi considerado uma ameaça à ordem, pelos militares.Viveu no exílio no Chile e na Suíça, onde continuou produzindo conhecimento na área de educação. Sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, foi lançada em 1969. Nela, Paulo Freire detalha seu método de alfabetização de adultos. Retornou ao Brasil no ano de 1979, após a Lei da Anistia.
Durante a prefeitura de Luiza Erundina, em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação. Depois deste importante cargo, onde realizou um belo trabalho, começou a assessorar projetos culturais na América Latina e África. Morreu na cidade de São Paulo, de infarto, em 2/5/1997.
Obras do educador Paulo Freire:
• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
• Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
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sem autorização de seu autor. Só é permitida a reprodução para fins de trabalhos escolares.
sem autorização de seu autor. Só é permitida a reprodução para fins de trabalhos escolares.
Loius Braille
Louis Braille
Louis Braille criou o sistema de leitura para cegos que recebeu o seu nome: braile. Ele é frances nascido na cidade de Coupvray em 4 de Janeiro de 1809. Aos três anos, feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda brincando na oficina do pai, Simon-René Braille, que era um fabricante de arreios e selas. A infecção se alastrou ao olho direito, provocando a cegueira total.
Mesmo com a deficiência, os pais de Louis e o padre da paróquia, Jacques Pallury, matricularam-no na escola local. Ele demostrou grande facilidade em aprender apenas pelos sons e foi até selecionado, alguns anos, comolíder da turma. Com 10 anos de idade, Louis Braille ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).
O fundador do instituto foi Valentin Haüy, além de ser um dos primeiros a criar um programa de educação cegos. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação com letras costuradas e grandes em alto-relevo num papel grosso. Essa experiência foi a base para desenvolvimentos posteriores. Louis as aprendeu. Porém se apercebia que aquele método, além de lento, não era prático, permitindo apenas a leitura e não a escruta.
Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita nocturna, também conhecido por Serre e que mais tarde veio a ser chamado de sonografia. Utilizava pontos de relevo em rectângulo similares a um estilo de leitura de campo de batalha. Braille aprendeu o novo método e buscou simplificá-lo.
Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille, desenvolveu um método eficiente e elegante: seu sistema de células com seis pontos (enquanto o de Barbier era baseado em 12 pontos). Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto. Em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome, tornando-o mundialmente famoso. A exceção de algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.
Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. Um dos principais professores do instituti proibiu as crianças de utilizarem. Felizmente, tal decisão fez com que as crianças usassem o método, aprendendo-o em segredo. Com o tempo, as pessoas foram percebendo a importância do método Braille.
Loius Braille faleceu em 6 de Janeiro de 1852, com 43 anos, por causa de tuberculose. Mesmo ano em que seu o código foi oficialmente adotado na Europa e América. Em 1952, seu corpo foi transferido para Paris, onde repousa no Panthéon.
Por que nossas crianças/jovens não sabem ler nem escrever?
Você, professor, que atua no ensino Fundamental, Médio e até mesmo no Universitário, seja em que área for do conhecimento, deve sempre encontrar entre vários de seus alunos, ano após ano, aqueles que não aprendem o que lhes é ensinado porque, a bem da verdade, apresentam graves deficiências e escasso domínio no que se refere à verbalização e à escrita. Também são incapazes de relacionar dados, de redigir de forma coerente, incompetentes quanto aos manejos gramaticais, básicos que são para a realização de uma boa redação. O caos instalado é de tamanha gravidade que, inúmeras vezes, você precisa solicitar ao aluno que leia o que escreveu para que se possa entender o que tentou redigir e, não raro, ele mesmo não consegue identificar suas próprias palavras, ali colocadas. Essa imensidão de estudantes continua sendo vítima do descaso apresentado pela política educacional vigente, que não tem dado a merecida importância à aquisição da leitura e da escrita, ferramentas mestras e estruturais para a aquisição dos demais conhecimentos. Os alunos não estão sendo, realmente alfabetizadose,assim, todo o processo evolutivo de aprendizagem fica deficitário, gerando o baixo rendimento escolar que, por sua vez, é um dos elementos responsáveis pela maioria dos comportamentos anti-sociais e de desprezo pela instituição escolar. Apontadas as deficiências, é preciso agora identificar quando e onde essa falha teve inicio. Seria na própria dinâmica individual ou na síndrome psicossocial? Ou na relação escola/família que precisa ser melhor esclarecida e trabalhada? Bem, no que diz respeito à dinâmica individual, sabe-se que ela depende do processo de maturação, como também dos aspectos fisiológicos, emocionais, intelectuais e sociais. Sendo assim, deve merecer o devido destaque o estudo da psique, justamente porque é nela que se encontram os aspectos inconscientes, que muito influenciam tanto a aprendizagem quanto a harmonia psíquica, sendo também a responsável pela forma como o ser humano conduz sua relação com o mundo e introjeta para si os contatos feitos com o meio em que se desenvolve. Nessa relação, são relevantes os termos que conduzem a experiência emocional, fonte geradora tanto da motivação, quanto da frustração. Diante do que até agora foi exposto, denota-se que muito ainda precisa ser revisto e reformulado no que se refere à capacitação dos professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, para que se possa conseguir que nossos alunos sejam efetivamente alfabetizados, fazendo a perfeita transposição dos sons para as letras ao escrever e destas para os sons ao ler. A aquisição plena de tal processo é condição sine qua non para o desenvolvimento de todas as demais áreas do conhecimento. Portanto, por desconsiderar todos esses fatores, o poder público deve ser responsabilizado totalmente pela contínua desconsideração da necessidade de capacitação e estimulação desses professores. É bom lembrar que este é um fator primordial para a recuperação da qualidade do ensino, bastante requisitado pela maioria dos professores que, dia após dia, vem se sentindo incapaz de detectar e, posteriormente, trabalhar com as diferentes deficiências apresentadas por seus alunos e, conseqüentemente, de atuar de forma tal que possam conseguir corrigir tais distorções. Faz parte do consenso geral que, enquanto esses educadores não foram capazes de compreender como cada criança organiza seu pensamento, quais são suas características de personalidade e como reage afetivamente no meio peculiar em que se desenvolve, a marginalização dos alunos com dificuldade de aprendizagem continuará acontecendo.. Pior ainda, passam a se sentir culpados por seus desajustes e incompetências e, assim, permanece o desvio de foco que faz com que a escola seja a única responsável pelo fracasso escolar. Esta, por sua vez, continua sem saber como colocar em prática muitos dos diferenciados recursos didáticos que lhes são enviados, já que falta a já citada capacitação para tal. No entanto, todos esses desacertos também têm a ver com o tipo de atuação dos professores que não podem mais permanecer atrelados a práticas pedagógicas ultrapassadas e desmotivadoras e, sim, partir para o estabelecimento de um novo tipo de relacionamento com seus alunos, em que prevaleça a amizade, a solidariedade, o respeito ao diferente e à adoção de uma postura formadora, tanto individual como cidadã, assumindo o compromisso de fazer a parte que lhes cabe para que esse nefasto quadro geral educacional seja transformado em uma ação renovadora. É bom sempre lembrar que, antes de tudo, o ato de educar depende muito do exemplo e da atitude condizente que o professor apresenta, assim como a sua capacidade de abertura à mudança, pois são elementos essenciais para que o aluno passe a gostar de conhecer, de aprender e... de freqüentar a escola.
Artigo baseado em alguns dos escritos de Tânia Maria de Campos Freitas – Diretora Científica da Associação Brasileira de Dislexia
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
Uma das mais influentes personalidades do século XX, o ativista, Educador-Filósofo, nascido em Pernambuco, critica a perspectiva néo-liberal e a aceitação passiva de um modelo de mundo que patrocina a coexistência de milhões de miseráveis famintos, pobres e marginalizados (contrastando) com a riqueza e superabundância de poucos privilegiados. Este livro parece ser o ponto culminante do trabalho de toda a vida de Paulo Freire. Ética e Democracia são conceitos tratados como os elementos libertários essenciais de que podem valer-se os fracos, oprimidos e perversamente emudecidos pelo poder e riqueza mal distribuida. É demonstrada uma nova e singular perspectiva da liberdade e da autonomia, ameaçadas, cada vez mais, pela globalização e pelo poder manipulador da mídia de massas. Pedagogia da Autonomia nos remete a uma perspectiva dialógica e a um forte chamado, magnetizador, aderente à Ética Universal. Assim, Liberdade e Autonomia são enxergadas com coragem amorosa, fraternidade e ricos insigths. Mais que uma lição de excelência pedagógica recebemos uma aprendizagem para nossas vidas e criticidade essencial. Freire, mais uma vez, realça “o homem como ser incompleto, inacabado”. O homem visto como um sonhador que tem direito a sonhar – um sonho que nunca se conclui. Que reelabora o universo. Constrói o possível, antes inimaginado, e vive a dignidade essencial de construir o sonho da Liberdade e da Autonomia. “Sonho que se sonha junto é Realidade” – canta Raul Seixas, talvez inspirado em Paulo Freire, quem sabe? Uma refinada abordagem de que Educação libertária é construída a partir de conscientização crítica, da aceitação das diferenças e que a globalização é um modelo perverso, opressivo e ofensivo à condição e a dignidade humana. Demonstra, fnalmente, que reflexão crítica e conscientização provém da Comunicação dialógica e que a mesma só tem existência por ser Publicado em: fevereiro 06, 2008 Updated: novembro 19, 2010
http://pt.shvoong.com/humanities/philosophy/1760781-pedagogia-da-autonomia-resumo-livro
interativa.
Diálogo - Texto escrito pelo professor Paulo Freire extraído do livro Pedagogia do Oprimido -editado pela editora Paz e Terra 18a edição
Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.
Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo.
O diálogo, como encontro dos homens para a tarefa comum de saber agir, se rompe, se seus pólos (ou um deles) perdem a humildade.
Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?
Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por herança, diante dos outros, meros "isto", em que não reconheço outros eu?
Como posso dialogar, se me sinto participante de um "gueto" de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são "essa gente", ou são "nativos inferiores"?
Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história é sinal de sua deterioração que devo evitar?
Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?
Como posso dialogar se temo a superação e se, só em pensar nela, sofro e definho?
A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não tem humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles. Neste lugar de encontro, não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos, há homens que, em comunhão, buscam saber mais.
Não há também, diálogo, se não há uma intensa fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direitos dos homens.
A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. Por isto, existe antes mesmo de que ele se instale. O homem dialógico tem fé nos homens antes de encontrar-se frente a frente com eles. Esta, contudo, não é uma ingênua fé. O homem dialógico, que é crítico, sabe que, se o poder de fazer, de criar, de transformar, é um poder dos homens, sabe também que podem eles, em situação concreta, alienados, ter este poder prejudicado.
Esta possibilidade, porém, em lugar de matar no homem dialógico a sua fé nos homens, aparece a ele, pelo contrário, como um desafio ao qual tem de responder. Está convencido de que este poder de fazer e transformar, mesmo que negado em situações concretas, tende a renascer. Pode renascer. Pode constituir-se. Não gratuitamente, mas na e pela luta por sua libertação. Com a instalação do trabalho não mais escravo, mas livre, que dá a alegria de viver.
Sem esta fé nos homens, o diálogo é uma farsa. Transforma-se, na melhor das hipóteses, em manipulação adocicadamente paternalista.
Ao fundar-se no amor, na humildade, na fé nos homens, o diálogo se faz uma realização horizontal, em que a confiança de um pólo no outro é conseqüência óbvia. Seria uma contradição se, amoroso, humilde e cheio de fé, o diálogo não provocasse este clima de confiança entre seus sujeitos. Por isto inexiste esta confiança na antidialogicidade da concepção "bancária" da educação.
Se a fé nos homens é um dado a priori do diálogo, a confiança se instaura com ele. A confiança vai fazendo os sujeitos dialógicos cada vez mais companheiros na pronúncia do mundo. Se falha esta confiança, é que falharam as condições discutidas anteriormente.
Um falso amor, uma falsa humildade, um debilitada fé nos homens não podem gerar confiança. A confiança implica no testemunho que um sujeito dá aos outros de suas reais e concretas intenções. Não pode existir, se a palavra, descaracterizada, não coincide com os atos. Dizer uma coisa e fazer outra, não levando a palavra a sério, não pode ser estímulo à confiança.
Não é porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.
Se o diálogo é o encontro dos homens para ser mais, não pode desfazer-se na desesperança. Se os sujeitos do diálogo nada esperam do seu que fazer, já não pode haver diálogo. O seu encontro é vazio e estéril. É burocrático e fastidioso.
Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo.
O diálogo, como encontro dos homens para a tarefa comum de saber agir, se rompe, se seus pólos (ou um deles) perdem a humildade.
Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?
Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por herança, diante dos outros, meros "isto", em que não reconheço outros eu?
Como posso dialogar, se me sinto participante de um "gueto" de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são "essa gente", ou são "nativos inferiores"?
Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história é sinal de sua deterioração que devo evitar?
Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?
Como posso dialogar se temo a superação e se, só em pensar nela, sofro e definho?
A auto-suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não tem humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles. Neste lugar de encontro, não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos, há homens que, em comunhão, buscam saber mais.
Não há também, diálogo, se não há uma intensa fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direitos dos homens.
A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. Por isto, existe antes mesmo de que ele se instale. O homem dialógico tem fé nos homens antes de encontrar-se frente a frente com eles. Esta, contudo, não é uma ingênua fé. O homem dialógico, que é crítico, sabe que, se o poder de fazer, de criar, de transformar, é um poder dos homens, sabe também que podem eles, em situação concreta, alienados, ter este poder prejudicado.
Esta possibilidade, porém, em lugar de matar no homem dialógico a sua fé nos homens, aparece a ele, pelo contrário, como um desafio ao qual tem de responder. Está convencido de que este poder de fazer e transformar, mesmo que negado em situações concretas, tende a renascer. Pode renascer. Pode constituir-se. Não gratuitamente, mas na e pela luta por sua libertação. Com a instalação do trabalho não mais escravo, mas livre, que dá a alegria de viver.
Sem esta fé nos homens, o diálogo é uma farsa. Transforma-se, na melhor das hipóteses, em manipulação adocicadamente paternalista.
Ao fundar-se no amor, na humildade, na fé nos homens, o diálogo se faz uma realização horizontal, em que a confiança de um pólo no outro é conseqüência óbvia. Seria uma contradição se, amoroso, humilde e cheio de fé, o diálogo não provocasse este clima de confiança entre seus sujeitos. Por isto inexiste esta confiança na antidialogicidade da concepção "bancária" da educação.
Se a fé nos homens é um dado a priori do diálogo, a confiança se instaura com ele. A confiança vai fazendo os sujeitos dialógicos cada vez mais companheiros na pronúncia do mundo. Se falha esta confiança, é que falharam as condições discutidas anteriormente.
Um falso amor, uma falsa humildade, um debilitada fé nos homens não podem gerar confiança. A confiança implica no testemunho que um sujeito dá aos outros de suas reais e concretas intenções. Não pode existir, se a palavra, descaracterizada, não coincide com os atos. Dizer uma coisa e fazer outra, não levando a palavra a sério, não pode ser estímulo à confiança.
Não é porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.
Se o diálogo é o encontro dos homens para ser mais, não pode desfazer-se na desesperança. Se os sujeitos do diálogo nada esperam do seu que fazer, já não pode haver diálogo. O seu encontro é vazio e estéril. É burocrático e fastidioso.
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