Paquistão Mais de 30 mortos em ataques contra talibãs

15:31 - 04 de Dezembro de 2014
Mais de 30 mortos em ataques contra talibãs

Paquistão Mais de 30 mortos em ataques contra talibãs

Mais de 30 alegados insurgentes morreram nos últimos dias no Paquistão em ataques aéreos das Forças Armadas contra os talibãs no norte do país, anunciaram hoje fontes militares.
Mundo
Mais de 30 mortos em ataques contra talibãs
Lusa
Uma fonte do serviço de comunicação do Exército (ISPR) confirmou hoje à agência espanhola Efe a morte de 18 supostos insurgentes em Datta Khel, na região de Waziristán, e de outros 15, entre eles dois alegados chefes talibãs, na quarta-feira, na mesma zona.
Cerca de 1.100 insurgentes e 100 membros das Forças Armadas morreram desde que começaram as operações militares em junho. Só no mês de novembro morreram 55 supostos talibãs e três militares, segundo a mesma fonte. Mais de um milhão de pessoas tiveram de abandonar as suas casas na região para ficar em campos de acolhimento instalados com a ajuda do Exército paquistanês, o Governo e Nações Unidas, segundo um estudo do Instituto de análise Jinnah, um dos principais do país asiático.
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Maputo FAO alerta para perigo de aparecimento de "sem-terra" em Moçambique


16:35 - 04 de Dezembro de 2014
FAO alerta para perigo de aparecimento de sem-terra em Moçambique

Maputo FAO alerta para perigo de aparecimento de "sem-terra" em Moçambique

O representante da FAO em Portugal e ex-ministro da Agricultura moçambicano, Hélder Muteia, defendeu que Moçambique deve tirar lições da experiência brasileira para evitar que o país tenha pessoas sem-terra, devido à ação das grandes empresas do setor agrário.
Mundo
FAO alerta para perigo de aparecimento de sem-terra em Moçambique
Lusa
"O Brasil é um exemplo concreto de como a expansão do agronegócio levou ao surgimento de famílias sem-terra. Devemos tirar lições desta experiência para que façamos melhor", afirmou Hélder Muteia, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que participou na Conferência do Setor Familiar e Desenvolvimento em Moçambique, coorganizada pelo Observatório do Meio Rural (OMR) e União Nacional de Camponeses (UNAC), em Maputo.
De acordo com um comunicado enviado à Lusa pela UNAC, Muteia advogou a adoção de políticas favoráveis ao desenvolvimento da agricultura familiar, como forma de proteção dos mais pobres contra a pressão sobre a terra exercida pelas grandes empresas. "O país precisa igualmente de lideranças mais fortes desde a comunidade, organizações de camponeses e governantes, que sejam capazes de converter sonhos em ações concretas", frisou o ex-ministro da Agricultura de Moçambique.
Segundo Hélder Muteia, é importante valorizar a agricultura familiar, uma vez que a mesma garante a segurança alimentar das comunidades, redução da pobreza, preservação de tradições alimentares saudáveis e proteção da biodiversidade.
"As soluções voltadas para o desenvolvimento da agricultura familiar devem passar por um diagnóstico realístico, tendo em conta a sua multifuncionalidade e multidimensionalidade", realçou Muteia.
Na sua intervenção, o representante da FAO em Moçambique afirmou que a crise global de alimentos entre 2007 e 2010 fez com que 44 milhões de pessoas no mundo passassem de pobres para extremamente pobres, enquanto hoje 70% dos produtores no mundo passam fome.
Os direitos dos camponeses moçambicanos, principalmente no centro e norte do país, estão no centro de um intenso debate, face à crescente preocupação em relação às consequências da implementação, ainda na fase inicial, do ProSavana, um programa de desenvolvimento agrário financiado pelos governos de Moçambique, Brasil e Japão, para a geração de uma agricultura virada para exportação em grandes extensões de terra.
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Polícia Mais de 80 detidos em Nova Iorque durante manifestações


15:45 - 04 de Dezembro de 2014

Polícia Mais de 80 detidos em Nova Iorque durante manifestações

A polícia de Nova Iorque anunciou hoje a detenção de 83 pessoas durante as manifestações que se seguiram na noite passada à decisão de não indiciar um polícia branco envolvido na morte de um negro.
Mundo
Mais de 80 detidos em Nova Iorque durante manifestações
Reuters
Alguns dos manifestantes foram acusados de perturbação da ordem pública, referiu à agência noticiosa AFP um porta-voz da polícia.
Numerosos manifestantes, que se deslocaram em pequenos grupos, percorram a partir do final da tarde e durante a noite de quarta-feira diversas zonas de Nova Iorque, tentando perturbar a iluminação anual da árvore de Natal do Rockefeller Center, misturando-se com os turistas em Times Square, bloqueando a circulação na via rápida West Side Highway, no Lincoln Tunnel e de seguida na ponte de Brooklyn. A polícia destacou um numeroso contingente, mas não foram registados incidentes graves.
As manifestações ocorreram após a decisão de um 'grand jury' (jurados) de Staten Island, um dos cinco subúrbios de Nova Iorque, de não acusar um polícia branco envolvido na morte de pai de família negro em julho, durante uma agressão.
Eric Garner, pai de seis crianças e suspeito de venda ilegal de cigarros, foi derrubado e manietado no solo por vários polícias brancos, após recusar ser detido.
Um dos polícias segurou-o pelo pescoço, uma prática proibida pela polícia nova-iorquina. "Não posso respirar", queixou-se por diversas vezes Garner, obeso e asmático, antes de desmaiar.
A cena foi filmada por uma testemunha.
Garner foi declarado morto pouco depois e um médico legisla nova-iorquino conclui tratar-se de homicídio, devido à pressão feita sobre o seu pescoço.
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Bondinho que ligaria o Leme à Urca recebe críticas

  • Bondinho que ligaria o Leme à Urca recebe críticas

    Bondinho que ligaria o Leme à Urca recebe críticasMoradores são contra a construção da terceira linha

    Moradores se mobilizam contra bondinho que ligaria o Leme à Urca

    Danos ambientais e forte impacto no bairro são algumas das principais queixas

    Jornal do BrasilStefano Grossi*
    O projeto de implantação de uma terceira linha do bondinho do Pão de Açúcar, que seria instalada no Forte do Leme em direção ao morro da Urca, apresentado pela companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar - empresa que construiu, opera e administra o Bondinho Pão de Açúcar -, está causando uma enorme polêmica no bairro do Leme.
    Logo da campanha contra a instalação do teleférico.
    Logo da campanha contra a instalação do teleférico.
    O medo dos moradores é que o teleférico tire a tradicional tranquilidade da bucólica região. A reclamação abrange diversos tópicos, desde o aumento do número de pessoas que passa pelo local, até a devastação ambiental que a obra poderia causar.
    Em 2013, moradores do bairro do Leme fizeram um protesto contrário à instalação do teleférico. Com placas de “Salvem o Leme”, “Vamos salvar nossa história” e “Aqui não cabe teleférico”, os moradores mostraram sua indignação.
    Em um perfil criado em uma rede social com o nome de “Salvem o Leme”, a associação dos moradores compartilha um abaixo assinado virtual para aqueles que quiserem colaborar com a causa. Até o encerramento da reportagem, já haviam sido coletadas 1.973 assinaturas.
    Neste mesmo perfil, uma notícia que compara o preço cobrado àqueles que querem visitar o Pão de Açúcar com o que é cobrado para quem visita a Torre Eiffel, em Paris, assusta os visitantes. A mesma matéria lembra que existe uma trilha em meio à natureza que leva os visitantes ao alto do morro - local onde possivelmente será instalada a estação - que é de graça durante as terças-feiras. Nos outros dias da semana é cobrado um valor simbólico de R$ 4.
    Segundo moradores, o bairro é antigo, assim como suas construções. Muitos dos prédios não possuem garagem e os moradores guardam seus carros nas ruas próximas às suas casas. A quantidade de pessoas que a instalação da linha do teleférico traria ao bairro dificultaria os moradores a encontrar vagas.
    "Eu moro em um prédio antigo, e como na maioria dessas construções, não tenho vaga de garagem. Sou obrigado a parar o meu carro na rua. As vezes não consigo vagas aqui próximo ao prédio. Já é difícil hoje em dia, que o movimento é relativamente tranquilo, imagina se eles constroem esse bondinho. Vou ter que pagar um estacionamento para poder deixar meu carro tranquilamente", reclamou Carlos Cardoso, o Caca, morador do Leme.
    O vereador Paulo Messina (SDD) é um dos que se colocam contra o teleférico. Inclusive, o parlamentar criou o Projeto de Lei 41/2013, que tem como função “manter preservada a Área de Proteção Ambiental (APA), de qualquer atividade turística que possa causar degradação da APA, assim como transtornos de condições sociais e urbanas ao moradores do bairro do Leme”.
    “É inadmissível aceitar mais de sete mil turistas diariamente em um bairro que é estritamente residencial, sem vocação e estrutura para turismo de grande porte. Isso vai causar um impacto direto no trânsito do bairro, vai prejudicar o embarque e desembarque de turistas, aumentar o ruído e, consequentemente, prejudicar a qualidade de vida do bairro”, comentou o vereador.
    O vereador comentou também que o Conselho Gestor das APAs foi claro quanto ao impacto ambiental que a instalação do teleférico vai causar no local.
    "Trata-se de área de preservação ambiental, e a obra pode acarretar derramamento de graxa da lubrificação dos cabos e despejo de esgoto na baía, como já acontece no Pão de Açúcar, sem contar a poluição visual e sonora prováveis. Em seu parecer, o Conselho Gestor das APAs foi claro a respeito do impacto ambiental causado pela construção de estações de teleférico no topo do Morro do Leme sobre o ecossistema das áreas abrangidas pelo Projeto de Reflorestamento e Conservação Ambiental, que vem sendo desenvolvido no local desde 1987", encerrou Messina.
    A PL 41/2013 foi apresentada pelo vereador Paulo Messina em março de 2013 e até hoje não foi colocada em votação. O morador do bairro Natanael Silva, 73, lamenta o que ele chama de “pouco caso” da Câmara dos Vereadores com o bairro do Leme.
    “É um absurdo, uma falta de respeito com os moradores do Leme. O projeto do vereador Messina foi apresentado em março do ano passado e até hoje não foi votado, é sempre adiado. Isso só mostra o descaso que a Câmara tem com a gente. E se ficar decidido que vão construir o teleférico aqui, vai mostrar que o descaso não é só com os moradores, é também com a cidade. Pois isso vai atrapalhar a vida de todas as pessoas que moram aqui”, lamentou Natanael.
    O membro do Conselho Gestor da APA, Abílio Tozini alega que a construção da estação do teleférico iria causa uma descaracterização do local, que é um forte, e portanto, tem apelo histórico.
    “O Morro do Leme, na situação em que está, retrata o processo histórico do que aconteceu ali ao longo da história do Brasil. A instalação de um ‘trambolho’, tipo estação de teleférico, descaracterizará completamente o local e desfigurará a história, o que é inaceitável”, afirma Tozini.
    Segundo o líder comunitário Sebastián Rojas Archer, o projeto de instalação da terceira linha do teleférico no bairro do Leme deixaria o acesso ao bairro da Zona Sul carioca muito complicado.
    “O projeto é do início do século XX, e naquele tempo a cidade não tinha a quantidade de moradores e muito menos a relevância turística que tem hoje. O bairro já é pequeno para os moradores e não tem condições de comportar mais turistas. Além disso, a área ambiental deve ser preservada” comentou o morador.
    O projeto para a implantação segue parado aguardando autorização da prefeitura para o início das obras.
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    *Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil
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Oposição pressiona, mas Congresso aprova alteração da meta fiscal de 2014

  • Oposição pressiona, mas Congresso aprova alteração da meta fiscal de 2014

    Oposição pressiona, mas Congresso aprova alteração da meta fiscal de 2014Sessão durou mais de 17 horas. Com a aprovação, o governo não é obrigado a cumprir meta de superávit primário

    Oposição pressiona, mas Congresso aprova alteração da meta fiscal de 2014

    Sessão durou mais de 17 horas e teve momentos de tensão

    Após mais de 17 horas de discussão, e mesmo sob intensos protestos e duras críticas da oposição, a base governista conseguiu aprovar, no Plenário do Congresso, na madrugada desta quinta-feira (4), o projeto de lei do Congresso (PLN) 36/2014, que muda a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor e desobriga o governo de cumprir a meta de superávit primário deste ano. A decisão, entretanto, ressalva quatro destaques apresentados pelos parlamentares oposicionistas.O clima tenso foi o mesmo verificado nas duas últimas semanas, tanto na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) quanto no próprio Congresso, com a oposição resistindo à mudança e acusando o governo de crime de responsabilidade fiscal por não conseguir economizar o que ficou estabelecido na LDO 2014.
    Durante toda a quarta-feira, algumas dezenas de manifestantes protestaram — com gritos, palavras de ordem e até insultos dirigidos a alguns parlamentares — contra a aprovação do projeto e o governo. Todos foram impedidos de entrar no Plenário da Câmara e nas galerias para acompanhar a votação. Até o cantor Lobão participou das manifestações.
    O autor de Vida Bandida e Essa Noite Não, entre outros sucessos dos anos 1980, disse à imprensa que vai entrar com um mandado de segurança no STF pedindo a anulação da sessão do Congresso. Também criticou a proibição da entrada de manifestantes no Plenário.
    — Estão rasgando a Constituição não só ao formular o PLN 36, mas também ao impedir o povo brasileiro de entrar. Estão tirando nosso direito de ir e vir, estão partindo da premissa de que nós somos arruaceiros, golpistas e baderneiros e isso nós não somos. Nós queremos entrar no Congresso porque o Congresso é nosso — afirmou Lobão.
    Sessão do Congresso para votar alteração da meta fiscal durou mais de 17 horas
    Sessão do Congresso para votar alteração da meta fiscal durou mais de 17 horas
    Na prática, o PLN 36/2014 retira da LDO o teto de abatimento da meta de superávit, inicialmente estabelecida em R$ 116,1 bilhões. A regra original previa que o governo poderia abater até R$ 67 bilhões da meta, com base nos investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações tributárias destinadas a estimular setores da produção, principalmente o automobilístico e o de eletrodomésticos.
    Ao não estabelecer um teto, o projeto abre a possibilidade de o governo abater da meta fiscal até o total do PAC mais as desonerações, montante que já passou de R$ 130 bilhões. Agora, o Executivo pode manejar o superávit e, mesmo que feche as contas com déficit primário, não terá descumprido a meta definida pela LDO em vigor (Lei 12.919/13).
    Na semana passada, o governo comunicou que pretende obter superávit primário de pelo menos R$ 10,1 bilhões em 2014. A estimativa consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, publicado pelo Ministério do Planejamento a cada dois meses com parâmetros para a execução do Orçamento da União. A última edição foi divulgada em 21 de novembro.
    Até setembro, o resultado das contas públicas do governo registrou déficit de R$ 20,4 bilhões - o pior resultado mensal desde 1997. No acumulado de janeiro a setembro, o resultado é deficitário em R$ 15,7 bilhões.
    O texto aprovado nesta quinta é o mesmo que foi apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao relatar a matéria na CMO. Ele substituiu a expressão “meta de superávit”, da proposta original, por “meta de resultado”, uma vez que não se sabe se o governo fechará o ano com déficit ou superávit primário, e rejeitou as 80 emendas apresentadas à proposição.
    Em seu parecer, Jucá afirma que a meta de resultado primário “não é imutável ou rígida”. Segundo ele, fixar ou alterar o número “tem o propósito básico de trazer ao conhecimento e ao debate público as consequências de todo o conjunto de decisões adotadas no campo econômico e fora dele”. O relator diz ainda que ajustar a meta evita também problemas maiores, como o comprometimento dos programas sociais.
    Jucá ressalta ainda que a alteração da meta fiscal é necessária devido à presente conjuntura global e à arrecadação prevista, que não se configurou. Ele também ressalta que a meta de resultado primário “não é imutável ou rígida”. E observa que fixar ou alterar o número “tem o propósito básico de trazer ao conhecimento e ao debate público as consequências de todo o conjunto de decisões adotadas no campo econômico e fora dele”. O relator diz ainda que ajustar a meta evita também problemas maiores, como o comprometimento dos programas sociais.
    A mudança na meta fiscal de 2014 também foi defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que conduziu os trabalhos de votação em Plenário. Ele disse que a alteração é necessária para o governo manter as contas em dia.
    — Se não alterarmos a LDO, não vamos ter dinheiro não só para as emendas parlamentares, não vamos ter dinheiro para muita coisa e teremos de fazer, em dois meses, uma economia que não foi feita em dez — afirmou.
    Em resposta, o senador Magno Malta (PR-ES), contrário ao projeto, disparou:
    — Quem pariu Mateus, que o embale.
    Renan lembrou ainda que a meta fiscal foi alterada em 2001, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso. Por sua vez, o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) defendeu a redução da meta de superávit como medida temporária, e lembrou que apenas em desonerações a setores econômicos foram R$ 76 bilhões em impostos que deixaram de ser recolhidos.
    — Em sua maioria são médias e pequenas empresas beneficiadas, e o PAC, que já consta da redução da meta de superávit teve incremento de 47% nesse ano — afirmou.
    O deputado Vicentinho (PT-SP) lembrou que os estados e os municípios vão precisar fazer metas menores de superávit em 2014, e não estão de acordo com a oposição dos deputados que querem a todo custo ignorar a crise por que passa o mundo.
    — Dos 20 maiores países do mundo, 17 vão adotar déficit em 2014, e nosso governo vai fazer superávit de R$ 10 bilhões. Será menor do que o programado, mas ainda é uma demonstração de responsabilidade — afirmou.
    Em seguida, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) lembrou que 15 estados não cumpriram suas metas de superávit em 2013. Ele afirmou que Minas Gerais e São Paulo, estados governados pelo PSDB, alteraram suas metas, assim como o governo federal, para que uma meta menor fosse cumprida.
    — O próprio presidente Fernando Henrique reduziu a meta em 2001, e não vimos essa reclamação toda — acrescentou.
    Os deputados Pauderney Avelino (DEM-AM) e Marcus Pestana (PSDB-MG) criticaram a política econômica atual, que resultou na necessidade de mudar a meta de superávit.
    — Em sua primeira entrevista, o novo ministro da economia já admitiu que isso não pode mais ser feito — disse Pestana.
    Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) e o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) é preciso rever “essa política de trocas com o governo”.
    — Oficializar essa política que não é de forma alguma a boa política” — disse Alencar.
    Defensor do projeto, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a oposição está “flertando com o golpismo”, porque pretende usar a meta como justificativa de crime de responsabilidade para provocar um impeachment.
    Já o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que a diminuição do superávit é questão de política econômica. Segundo ele, os gastos tiveram o objetivo de manter a política de empregabilidade. Fontana destacou ainda que o então presidente Fernando Henrique Cardoso também mudou o cálculo da meta.
    — Quando foram governo, também mudaram a LDO e não fizeram todo esse drama que aqui fazem — afirmou.
    Antes da votação do superávit, Congresso mantém vetos presidenciais
    Antes da votação da alteração da meta fiscal, a Câmara dos Deputados manteve os dois vetos (28/14 e 29/14) da presidente Dilma Rousseff a projetos de lei com origem na Câmara (PL 6096/09 e 5005/09). O resultado foi divulgado após mais de meia hora de apuração oral dos votos. Como o resultado na Câmara manteve os vetos, os votos dos senadores não precisaram ser apurados porque, ainda que expressassem a derrubada de algum deles, isso somente pode ocorrer se ambas as Casas decidirem assim.
    O PL 6096/09, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), propunha a mudança do nome do Instituto Federal Baiano para Instituto Federal Dois de Julho.
    O texto foi vetado totalmente pelo governo com o argumento de que a lei de criação desse e de outros institutos federais de ensino (11.892/08) atribuiu-lhes atuação regionalizada, devendo seu nome referir-se à sua localização. Foram 257 votos a favor do veto e 54 contra.
    O segundo projeto cujo veto foi mantido é o PL 5005/09, do deputado Felipe Maia (DEM-RN), que propunha a mudança do nome da barragem Boqueirão de Parelhas, em município de mesmo nome no Rio Grande do Norte, para Dr. Ulisses Bezerra Potiguar.
    Segundo o Executivo, a proposta é inconstitucional porque a União não tem competência legislativa para isso, pois o texto pretende atribuir nome a bem público do estado do Rio Grande do Norte. Foram 257 votos a favor do veto e 56 contra.
    >> Renan Calheiros defende mudança na meta fiscal
    >> Líder do PCdoB diz que mudança na meta fiscal não fere Responsabilidade Fiscal
    >> Manifestantes aguardam votação do projeto que muda meta do superávit
    >> Congresso tenta votar vetos presidenciais e discute superávit
    >> Deputado diz que grupo de direita é responsável pelos tumultos no Congresso
    >> Congresso faz sessão com galerias fechadas para votar mudança na meta fiscal
    Informações da Agência Senado
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Derrotado, Aécio sugere "governo ilegítimo"

Derrotado, Aécio sugere "governo ilegítimo"

Foto: Orlando Brito: Senador Aécio Neves discursa na tribuna de honra do Senado Federal. Brasília, 05/11/2014 – Foto Orlando Brito
Senador tucano, derrotado nas eleições presidenciais, tenta liderar o PSDB na tentativa de um impeachment, tendo como pretexto a delação premiada de Augusto Mendonça, da Toyo Setal; “Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, diz ele

4 de Dezembro de 2014 às 05:55

247 - Derrotado nas eleições presidenciais deste ano, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) quer o impeachment da presidente Dilma Rousseff. É o que fica claro em suas declarações de ontem à noite, após o vazamento, pelo juiz Sergio Moro, da delação premiada de Augusto Mendonça, da Toyo Setal.
Aécio falou em "governo ilegítimo" e voltou a tratar o PT como "organização criminosa". Leia, abaixo, texto publicado no site oficial do PSDB:
Denúncia de dinheiro do petrolão em conta oficial do PT é gravíssima, afirma Aécio
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), considerou gravíssima a denúncia, feita por um empresário no acordo de delação premiada da operação Lava-Jato da Polícia Federal, de que dinheiro da corrupção na Petrobras abasteceu a conta oficial do PT na campanha de 2010.
Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, em depoimento à Polícia Federal, parte da propina paga ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi destinada para doações oficiais feitas ao PT. O empresário afirma que doou R$ 4 milhões ao PT entre 2008 e 2011.
“Essa é a denúncia mais grave que surgiu até aqui. O dirigente de uma das empresas que pagou suborno, segundo ele, ao diretor da Petrobras, recém solto pelo ministro Teori, diz que parte dessa propina foi depositada na campanha do PT em 2010”, disse Aécio Neves em entrevista à imprensa no Congresso Nacional.
De acordo com reportagens publicadas pela imprensa nesta quarta-feira (3), além das doações oficiais, o dinheiro da propina da Petrobras chegava ao PT por meio de parcelas em dinheiro e em contas indicadas no exterior.
Para Aécio, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras, pagos pelas empresas como propina.
“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, afirmou.
 copiado  http://www.brasil247.com/pt/

Manipulação descarada de delação busca o golpe Com essa obrigatoriedade, sabe-se hoje que seis construtoras ligadas à Lava-Jato e com obras nos governos tucanos de Minas (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) doaram R$ 34,17 milhões à campanha de Aécio Neves.

Manipulação descarada de delação busca o golpe

"O esforço dos meios de comunicação para encontrar — de qualquer maneira — uma ligação da campanha de Dilma Rousseff com os recursos da operação Lava Jato superou um novo limite na fronteira que separa a boa fé da manipulação mais descarada", diz o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; em novo artigo, ele aborda a delação de Augusto Mendonça Neto, da Toyo Setal; "É verdade que o executivo admitiu ter mantido em 2008 uma reunião com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na sede do diretório estadual do PT em São Paulo, quando disse que 'gostaria de fazer contribuições' ao partido. Mas Mendonça Neto também disse no depoimento que 'não mencionou a Vaccari que as doações seriam feitas a pedido de Renato Duque' e que seriam fruto de propina. Vaccari então orientou o executivo como doar de forma legal. Ou seja, o PT aceitou a doação na forma da lei. Está lá, entre aspas, na página 8 do depoimento de Mendonça Neto"
4 de Dezembro de 2014 às 05:34


O esforço dos meios de comunicação para encontrar  — de qualquer maneira — uma ligação da campanha de Dilma Rousseff com os recursos da operação Lava Jato superou um novo limite na fronteira que separa a boa fé da manipulação mais descarada.
Tenta-se, agora, aproximar a delação premiada do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, da campanha presidencial de Dilma em 2010. Todos os jornais destacaram que parte da propina paga para o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque eram “doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”.
O que se esconde é um aspecto essencial. Mendonça Neto esclareceu no depoimento que não havia informado ao PT do motivo das doações.
É verdade que o executivo admitiu  ter mantido em 2008 uma reunião com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na sede do diretório estadual do PT em São Paulo, quando disse que “gostaria de fazer contribuições” ao partido. Mas Mendonça Neto também disse no depoimento que “não mencionou a Vaccari que as doações seriam feitas a pedido de Renato Duque” e que seriam fruto de propina.
Vaccari então  orientou o executivo como doar de forma legal. Ou seja, o PT aceitou a doação na forma da lei. Está lá, entre aspas, na página 8 do depoimento de Mendonça Neto.
Este é o ponto espantoso. A divulgação seletiva de informações, de modo a atingir adversários e proteger aliados é uma tradição de nossos jornais e revistas. Mas raras vezes se fez isso de forma tão descarada, sem o cuidado sequer de manter as aparências. Vamos combinar que quem é capaz de vazar informações prestadas de caráter confidencial, como consta do documento, deveria, pelo menos, cumprir o dever de prestar um relato fiel daquilo que se disse a Justiça. Afinal, o que se quer é elevar o padrão ético de nossas práticas políticas e econômicas, correto? Ou não?
Outro aspecto é que os jornais preferiram confundir seus leitores ao repercutir a acusação de Aécio Neves que a doação legal ao PT em 2010 poderia tornar “ilegítima” o governo de Dilma Rousseff. No depoimento à Justiça do Paraná, Mendonça disse que as empresas Setec Tecnologia, PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás doaram legalmente R$ 4 milhões ao PT. Não existe nenhuma prova de que esse dinheiro tenha sido usado pela campanha de Dilma porque a legislação eleitoral da época não exigia a identificação da origem dos recursos transferidos entre partido e campanha, a chamada “doação oculta”. Isso só passou a ser obrigatório em 2014.
Com essa obrigatoriedade, sabe-se hoje que seis construtoras ligadas à Lava-Jato e com obras nos governos tucanos de Minas (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) doaram R$ 34,17 milhões  à campanha de Aécio Neves.
copiado  http://www.brasil247.com/pt/

Protests in US over chokehold death case

   Protests in US over chokehold death case
Grand jury decision not to indict white policeman who killed black Eric Garner in New York City in July sparks outrage.
Protests have been held in US cities after a grand jury decided not to indict a white police officer in the videotaped chokehold death of an unarmed black man who had been stopped on suspicion of selling loose, untaxed cigarettes.
In New York City, angry crowds gathered on Wednesday in Manhattan and Staten Island, near the site where Eric Garner was killed on July 17.
Garner's father Ben sought to keep demonstrations non-violent, telling one angry bystander: "Let's keep the peace, we all are hurting."
The decision not to indict Officer Daniel Pantaleo threatened to add to the tensions that have simmered in the city since Garner's death - a case that sparked outrage and drew comparisons to the fatal police shooting of 18-year-old Michael Brown in Missouri.
RELATED: Jury's decision causes outrage online
As with Brown's death in the St Louis suburb of Ferguson, the Garner case sparked accusations of racist policing and calls for federal prosecutors to intervene.
'Blatant racism'
Immediately after the announcement of the grand jury's decision, protesters gathered in Staten Island, expressing dismay over what they alleged was a lack of justice.
"I think the justice system keeps protecting white people," Robert Copeland, 32, told Al Jazeera. "This is the most blatant racism I've ever seen since I've been alive.
"Several black people have been killed this year and each of their killers got away scot-free. That sends a loud message to black people."
The Listening Post - Ferguson: Riots, race and the media
President Barack Obama said the grand jury decision underscores the need to strengthen the trust and accountability between communities and law enforcement.
"When anybody in this country is not being treated equally under the law, that is a problem, and it's my job as president to help solve it," he said.
The US Justice Department will conduct a federal investigation into Garner's death, US Attorney General Eric Holder announced on Wednesday evening.
The developments in the Garner case come just a week after a grand jury in St Louis decided not to indict the white police officer who shot Brown, which prompted violent protests.
Unlike in Ferguson, demonstrations in New York have remained peaceful.
Die-in protest
At the Grand Central Station in Manhattan, activists organised a silent die-in protest action on Wednesday.
The protesters laid motionless on the ground in the main hall of the transit hub during rush hour. Police stood by, some carrying flexcuffs in preparation for potential arrests.
While most of the protesters closed their eyes and remained silent during the action, some participants spoke to reporters and passersby.
"Don't allow racist cops to join the force," Soraya SoiFree, 45, told Al Jazeera, laying on the marble floor. "And rookies need to be better trained... This is a human rights issue."
At nearby Times Square, hundreds of protesters blocking walkways chanted over and over in unison: "Help! Help! Can't Breath!" - the words used by Garner as he was choked.
Protesters also marched in Washington, DC, briefly gathering in front of the White House and causing street closures.
Videotaped chokehold
Staten Island District Attorney Daniel Donovan said the grand jury found "no reasonable cause" to bring charges.
The grand jury could have considered a range of charges, from a murder charge to a lesser offence like reckless endangerment.
A video shot by an onlooker and widely viewed on the internet showed the 43-year-old Garner telling a group of police officers to leave him alone as they tried to arrest him.
Pantaleo responded by wrapping his arm around Garner's neck in an apparent chokehold, which is banned under NYPD policy. The heavyset Garner, who had asthma, was heard repeatedly gasping, "I can't breathe!''
A second video surfaced that showed police and paramedics appearing to make no effort to revive Garner while he lay motionless on the ground. He later died at a hospital.
The medical examiner ruled Garner's death a homicide and found that a chokehold contributed to it. A forensic pathologist hired by Garner's family, Dr Michael Baden, agreed with those findings, saying there was haemorrhaging on Garner's neck indicative of neck compressions.
Police union officials and Pantaleo's lawyer have argued that the officer used a takedown move taught by the police department, not a chokehold, because he was resisting arrest and that Garner's poor health was the main reason he died.
Wilson Dizard and Amel Ahmed in New York City contributed to this report
Source:
Al Jazeera and agencies
copiado http://www.aljazeera.com/news/

As vidas secas do sertão brasileiro QuesTão hídrica A obra sem fim para levar água à população do sertão brasileiro Na casa de Cristiana, a água é levada pelo Exército fotoA longa espera de José Onório pelo lote irrigado fotoAdão Cordeiro e os vizinhos atrás da parede fotoVÍDEO O drama de quem vive sem água no Brasil


As vidas secas do sertão brasileiro

QuesTão hídrica

A obra sem fim para levar água à população do sertão brasileiro

Talita Bedinelli Floresta (Pernambuco)
Com sete anos de atraso, as águas da transposição do rio São Francisco começam a correr em Pernambuco. As famílias, no entanto, ainda não sabem quando nem como serão beneficiadas

A obra sem fim para levar água ao sertão nordestino brasileiro

Com sete anos de atraso, as águas da transposição do São Francisco passam a correr

Mas tudo indica que até o final de 2015, prazo do Governo, a obra ainda não estará pronta

A agricultora Lindomar Ferraz Silva, de 65 anos, aponta para uma mangueira solitária quase sem folhas num descampado da zona rural de Floresta, cidade do sertão pernambucano onde nasce um dos eixos da transposição do rio São Francisco. No local ficava sua casa, que não existe mais. “A mangueira foi deixada ali, de recordação”, conta.
O terreno de Lindomar, cuja área equivale a dois parques Ibirapuera e meio, começou a se transformar em 2007. A vegetação rala e cinzenta da caatinga foi tomada por um canal de concreto que terá 477 quilômetros de extensão, feito para levar a água de um dos principais rios do país para onde as pessoas não têm, sequer, o que beber, em 390 municípios dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Sete anos depois dos primeiros sinais da bilionária obra, e quatro anos mais tarde do que o previsto, a aposentada conseguiu, finalmente, ver um tantinho de rio passar em seu quintal. É ali que fica o reservatório Areias, o primeiro a se encher d’água, no último mês de outubro, quando os primeiros testes da transposição começaram.
No final da tarde de 13 de novembro, ela observava sua criação de cabras descer pelo concreto do canal para saciar a sede. Naquela manhã, ela própria havia enchido alguns baldes no reservatório, para usar em suas “coisinhas” de casa. Mas Lindomar ainda não sabe quando, nem como, passará a receber uma parte do rio pelas torneiras de sua nova casa, construída ao lado do canal e da represa, com o dinheiro pago como indenização pela passagem da obra.

As cabras usam o trecho de canal por onde passa a água para saciar a sede. / alex almeida
Uma das principais obras hídricas do Governo federal nos últimos anos, a transposição do rio São Francisco tem seguido a passos lentos. Prometida, inicialmente, para 2010, ela teve seu prazo estendido pelo próprio presidente Lula (PT) em dezembro daquele mesmo ano. Na ocasião, em visita à região, ele afirmou: “Estou percebendo que a obra vai ser inaugurada, definitivamente, em 2012, a não ser que aconteça um dilúvio.” Mas, mesmo em meio a maior seca já ocorrida na região nos últimos 50 anos, a entrega atrasou novamente. Agora, está programada para dezembro de 2015 e o Governo garante que, desta vez, não haverá nova prorrogação. “Estamos completando a meta piloto no Eixo Leste conforme o cronograma”, comemorou o secretário-executivo do Ministério da Integração, Irani Ramos, em um vídeo gravado pelo Governo após o início da passagem da água neste final de outubro.
Mas, a um ano de vencer a nova promessa, tudo indica que a construção não estará pronta a tempo mais uma vez. Ainda resta 32% da obra por fazer. Das seis metas de trabalho do projeto, divididas ao longo de dois Eixos (Leste e Norte), apenas uma está próxima do fim. Justamente a mais curta: a que compõe os 16 quilômetros de canal entre o reservatório de Itaparica, onde a água do São Francisco é captada, até o de Areias, no terreno de Lindomar. Todas as outras cinco têm menos de 75% da construção finalizada- uma tem só 30%.
O EL PAÍS percorreu por quatro dias uma parte da obra, e viu um enorme retalho de concreto com trechos prontos e outros onde a construção mal começou. Poucos pedaços já estão interligados.
Há casos como o da área que cruza o assentamento Serra Negra, localizado dentro da segunda meta do Eixo Leste. Apesar de o Governo considerar que 71% dessa meta já está feita, na área do assentamento o canal ainda está sendo escavado. A construção no terreno, reivindicado pela comunidade indígena Pipipan, enfrentou diversos protestos até que se chegasse a um acordo. Os sem-terra de Serra Negra também só concordavam com o início da construção do canal quando o posto de saúde e as quatro casas que teriam que ser demolidas fossem reconstruídas em outro local. Na segunda semana de novembro, centenas de operários corriam em meio a dezenas de caminhões e de tratores, trabalhando, inclusive, durante as noites.

Tratores escavam área onde ainda será implementado o canal. / alex almeida
A imagem contrastava com o que se via em outra área, a poucos quilômetros de distância, onde ficará a barragem de Cacimba Nova, também em Pernambuco. A construção ali estava adiantada, mas há alguns meses foi abandonada. Os sinais estavam no local: placas viradas, um buraco de terra revirado e árvores crescendo em meio ao concreto do canal. Só as cabras dos agricultores circulam por ali. “A obra foi parando aos poucos, mas há uns dois meses os operários foram embora”, diz Mauriceli Bevenuto da Silva, de 35 anos.
A família dele, que mora perto do local, depende da água enviada pelo Exército em caminhões-pipa. Na vila de cinco casas, só uma das cisternas é abastecida por essa água gratuita. “A gente divide. Dá para poucos dias. Depois tem que pegar o carro de boi e buscar água num poço.” Eles também compram. Um tambor de 200 litros, para 15 dias, custa 20 reais. Não se sabe a procedência dessa água.
O Ministério da Integração diz que o atual prazo de conclusão das obras é o “compatível com a complexidade do empreendimento, sobretudo se comparado a outras experiências de transposição de águas pelo mundo”. Diz que, em 2011, estabeleceu um novo modelo de licitação, contratação e acompanhamento das seis metas da obra. A construção, picotada entre várias empreiteiras, enfrentou problemas devido a um projeto básico mal feito. No Ceará, por exemplo, ele indicava que o túnel Cuncas I, visitado por Lula naquele dezembro de 2010, deveria ser construído num terreno arenoso. A estrutura desabou quatro meses após a passagem do então presidente e foi refeita ao lado, onde o solo tinha mais qualidade.
Situações como essa deixaram a obra 82% mais cara: um salto de 4,5 bilhões de reais para 8,2 bilhões. Também levaram desesperança a milhares de famílias, que sonham com a solução, que é planejada desde o século 19. E geraram inúmeras desconfianças. Há aqueles, como o padre Sebastião Gonçalves da Silva, destacado pela igreja para acompanhar os afetados pela obra, que acreditam que apenas o agronegócio lucrará com a grandiosa estrutura. Já o Governo federal garante que a água será destinada também aos pequenos agricultores.
Enquanto as águas do velho Chico não chegam, definitivamente, para as 12 milhões de pessoas no caminho da obra, a agricultora Lindomar já sabe o que fazer com o trechinho de rio que cruza o seu pedaço de sertão: “Vou comprar uma bomba pequena, dessas à gasolina, e puxar a água do reservatório direto para a minha caixa d’água.”

Os vizinhos atrás da parede

T.B

alex almeida
O local onde Adão Cordeiro de Araújo, de 69 anos, plantava milho, feijão, cana-de-açúcar, mamão, tomate, além de capim e palma para dar ao gado deu lugar a uma enorme parede de pedras que margeia um futuro reservatório da transposição. Dos 78 hectares de caatinga que pertencem a seu Adão, a obra tomou 15, justamente na área do baixio, onde o terreno forma um vale mais fértil. O muro acabou com a plantação, que era vendida pela família para ajudar na renda. O gado ficou sem ter o que comer –com as costelas à mostra, os animais são alimentados agora com uma ração comprada, que consome os 715 reais que ele recebe de aposentadoria. Muitas cabeças morreram porque não havia como dar de comer para todos.
“Quando eles vieram para fazer a planta dessa barragem, perguntaram se eu concordava com a transposição. Eu disse: ‘Eu, da minha parte, não preciso porque tenho meus poços de água, o capim plantado para os bichos... Mas, se lá na frente tem outro passando sede, eu não posso empatar nada’”, conta ele. “Não é porque eu tenho água para beber, para me manter, que vou deixar os outros sofrerem.”
Pelo pedaço de terra perdido, onde também ficava a casa da família, o curral, o chiqueiro e três poços de água já escavados, seu Adão foi indenizado em 62.000 reais. Para reconstruir o que ficou para trás, a alguns metros de distância, usou todo o dinheiro e vendeu uns garrotes para complementar os gastos. Hoje, só restou um poço na terra, onde a comunidade do entorno busca água para dar aos animais e que serve também para os afazeres da casa. O que era usado pela família para beber, com água potável, foi soterrado. Eles precisam comprar água.
“Hoje, os vizinhos atrás dessa parede choram, todos estão sofrendo. Fico aqui só imaginando como vou usar a água dessa barragem quando ela estiver pronta”, planeja. As obras, neste trecho, estão paralisadas no momento. Além da parede, de um pedaço do canal, e dos buracos deixados pelas máquinas, não há por ali sinais de uma futura represa.

A espera pelo lote irrigado

T.B
Por toda uma vida, José Onório dos Santos, de 64 anos, só conhecia um jeito de trabalhar: plantava sua roça num pedaço de lote que pertencia a um fazendeiro, pegava dinheiro emprestado com ele para comprar comida e veneno para as pragas da lavoura e, no dia da colheita, entregava metade da produção para o patrão. Com a outra metade, pagava as dívidas com o próprio fazendeiro. “Às vezes não sobrava nada de dinheiro e a gente ainda ficava devendo. Mas o patrão era bom, não cobrava o que faltava e começava a contar do zero no outro mês.”
Quando chegou a notícia de que a obra do São Francisco cruzaria as terras da fazenda, não se sabia o que aconteceria com eles, os meeiros, que não possuíam as terras, mas tinham nelas o único sustento. A maioria das famílias foi embora. A dele ficou, ao lado de outras quatro. O dono da fazenda acabou indenizado e os trabalhadores, alojados em um núcleo habitacional pertinho do que será a primeira estação de bombeamento do Eixo Norte, no município pernambucano de Cabrobó. A obra neste trecho ainda está incompleta, mas bastante adiantada.
No núcleo, cada família recebeu uma casa própria e terá direito a um lote de terra com sistema de irrigação para fazer a própria plantação. Mas esperam por isso há quatro anos. Por ora, recebem uma pensão de pouco mais de 1.000 reais do Governo. “Até essa data esperando. Já tinham até cercado nossos lotes com arame, mas demoraram para entregar e [os ladrões] vieram e carregaram todo o cercado”, conta ele. Outra preocupação das famílias é que os lotes prometidos ficarão do outro lado da rodovia federal cruzada pela obra. “Eles prometeram que vão construir uma ponte para que a gente não precise dar tantas voltas com os animais. Mas também estamos esperando.”

A água do Exército

T.B

alex almeida
Na casa da dona de casa Cristiana Gomes da Silva, de 30 anos, a água potável chega a cada dois meses, dentro de um caminhão-pipa pago pelo Exército. Ela é depositada dentro de uma cisterna de plástico que fica no quintal e serve para beber, cozinhar e, contrariando a recomendação do órgão nacional, para tomar banho, conta ela, um tanto envergonhada. “O Exército não quer que use a água potável para tomar banho, mas não tem como fazer. Vou dar banho nas minhas crianças dentro de cacimbão, com água suja?”, explica. A roupa é lavada na casa do sogro, onde um sistema de bombeamento improvisado foi colocado para puxar a água de um pequeno riacho.
Esse riacho, com água poluída, era de onde as cerca de 30 famílias da comunidade perto do município de Ibimirim, também em Pernambuco, retiravam a água para beber até quatro anos atrás, quando o Exército passou a enviar os caminhões. Antes de beber, a família a tratava com pastilhas de cloro, distribuídas pelos médicos do Programa de Saúde da Família. “Essa coisa do Exército foi a melhor coisa que aconteceu. Na época da eleição, tinha um boato de que se o Aécio [Neves] ganhasse, ele ia tirar esses caminhões. Se eles parassem de vir, Deus me livre!”
O Exército envia para a vila sete caminhões-pipa por mês. Em um acordo feito com a comunidade, nem todas as casas recebem a água. Apenas residências com idosos e crianças pequenas têm a cisterna cheia todos os meses. Outras, fazem um rodízio e recebem a cada dois meses, como a dela. Já a do irmão de Cristina, João Batista, que mora apenas com a mulher, não recebe nunca. A água que ele usa é retirada da casa da irmã e da escola rural da comunidade, que é abastecida, com regularidade, por caminhões-pipa enviados pela prefeitura. Tudo fica armazenado em baldes improvisados, como antigos recipientes de óleo para motores de veículos.
Os moradores da vila sonham com a conclusão da transposição, que depositará água no açude barra do Juá, ali perto. Hoje, em meio a pior seca das últimas décadas, essa fonte de água está praticamente seca. “Se a água chegar mesmo ali, a gente pode dizer que está rico”, diz ela. “Ia dar para beber, para plantar, para a criação, para lavar roupa...”
  • copiado  http://brasil.elpais.com/

Vídeo Pontapeia mulher com bebé ao colo para roubar

14:00 - 03 de Dezembro de 2014
Video
Pontapeia mulher com bebé ao colo para roubar

Vídeo Pontapeia mulher com bebé ao colo para roubar

Um jovem de 18 anos pontapeou uma mulher nas costas, em Bronx, nos Estados Unidos, apenas para lhe roubar o telemóvel. A mulher transportava uma criança de três meses ao colo.
Youtube
Alonzo Brown, de 18 anos, caminhava numa rua de Bronx, nos Estados Unidos, quando passou por si uma mulher a falar ao telemóvel. O jovem inverteu o seu caminho para conseguir roubar-lhe o telemóvel.
Mas foi com violência que surpreendeu a mulher, dando-lhe um pontapé nas costas e derrubando-a. Para alcançar o seu objetivo, o jovem nem sequer teve em atenção ao facto de a mulher transportar ao colo, num porta-bebés, uma criança com apenas três meses. O momento foi captado em vídeo, pelas câmaras de videovigilância do local.
Apesar da violência do roubo, o New York Daily News dá conta de que tanto a mãe como o bebé se encontram bem.
copiado  http://www.noticiasaominuto.com

Estudo Quer perder peso? Só deve comer durante 12 horas

14:42 - 03 de Dezembro de 2014
Quer perder peso? Só deve comer durante 12 horas

Estudo Quer perder peso? Só deve comer durante 12 horas

Um estudo recente, realizado nos Estados Unidos, traz conclusões importantes para quem normalmente faz dietas. Segundo os investigadores, para que os regimes alimentares tragam benefícios à saúde é necessário ter em atenção o período em que se ingerem os alimentos, nunca devendo estes passar uma janela de 12 horas por dia. Por exemplo, das 8h às 20h.
Mundo
Quer perder peso? Só deve comer durante 12 horas
DR
Confinar o período em que toma as suas refeições, não suplementando a sua dieta com pequenos lanches, será, segundo os investigadores do Salk Institute, nos Estados Unidos, a melhor forma de evitar ganhar peso.
Além dos óbvios benefícios com a perda de peso, os investigadores dizem ainda que ter uma dieta que se cinge a uma janela diária de 12 horas permite combater o colesterol alto e os diabetes. A pesquisa foi realizada com recurso a 200 ratos, normais ou obesos, e que tinham diferentes tipos de regime alimentar e diferentes períodos de restrição alimentar.
Os investigadores descobriram que apesar de alguns ratos terem acesso a uma dieta com recurso a muitas gorduras, por terem um horário de alimentação de apenas 12 horas por dia, eram mais saudáveis e magros do que os animais que tinha acesso à mesma comida (quantidade e qualidade) durante o dia inteiro.
Os investigadores argumentam que se construiu a ideia de que é necessário comer de forma saudável, mas que nem toda a gente pode ter acesso a uma alimentação deste género. Desta forma, acreditam os investigadores que terminando com os lanches à noite pode melhorar a saúde dos pacientes, podendo, porém, haver espaço para de vez em quando faltar ao regime.
“O facto de este regime ter funcionado independentemente da qualidade da dieta foi uma surpresa que não esperávamos”, afirmou Amandine Chaix, um das investigadoras do estudo.
Os animais que se tinham tornado obesos ao comer sempre que lhes apetecia perderam cerca de 5% da sua massa gorda, quando mudados para um regime restritivo durante apenas alguns dias. No final do estudo, que levou 38 semanas, os ratos obesos estavam 25% mais magros do que aqueles que continuaram a comer sem horários.
Outras das conclusões foi que, com um horário de apenas algumas horas para comer, os animais que tinham uma alimentação mais saudável ganharam mais massa muscular do que os que fizeram uma alimentação com produtos gordos.
copiado  http://www.noticiasaominuto.com


Para onde vai Gilmar com 'devassa' contra Dilma? As suspeitas de Gilmar

Costa isenta Dilma e Lula, mas os jornais escondem Só com lupa, um leitor encontraria uma informação crucial: a de que tanto o ex-presidente Lula quanto a presidente Dilma Rousseff jamais foram informados por Paulo Roberto Costa sobre os desvios na Petrobras; "nunca", disse o ex-diretor da estatal, ao ser questionado pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-SP); ele também negou que Lula o chamasse de "Paulinho", como tem sido escrito por diversos colunistas; "é folclore"; para a imprensa familiar, no entanto, nada disso era notícia.

Costa isenta Dilma e Lula, mas os jornais escondem

Só com lupa, um leitor encontraria uma informação crucial: a de que tanto o ex-presidente Lula quanto a presidente Dilma Rousseff jamais foram informados por Paulo Roberto Costa sobre os desvios na Petrobras; "nunca", disse o ex-diretor da estatal, ao ser questionado pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-SP); ele também negou que Lula o chamasse de "Paulinho", como tem sido escrito por diversos colunistas; "é folclore"; para a imprensa familiar, no entanto, nada disso era notícia.
3 de Dezembro de 2014 às 11:39

247 - A informação está no décimo-sétimo parágrafo da reportagem da Folha de S. Paulo sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa. Uma reportagem, diga-se de passagem, com 19 parágrafos. Ou seja: no antepenúltimo.
É lá que surge um dado interessantíssimo. Segundo Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o ex-presidente Lula jamais foi informado sobre qualquer esquema de desvios na Petrobras. O mesmo se aplica à presidente Dilma Rousseff.
"Nunca", pontuou Paulo Roberto Costa, ao ser questionado pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).
O ex-diretor da Petrobras também negou que Lula o tratasse como "Paulinho", algo que vem sendo repetido à exaustão por colunistas renomados, como Elio Gaspari. "Isso é folclore".
Nada disso, no entanto, pareceu relevante para os jornais da imprensa familiar. A notícia, escondida pela Folha, foi ignorada pelo Estado de S. Paulo. O Globo também noticiou a declaração de Costa no décimo-sétimo parágrafo de uma reportagem de página inteira, com 18 parágrafos – o penúltimo. "Costa negou que seja tratado pelo ex-presidente Lula como 'Paulinho', dizendo que isso é folclore", informa a reportagem de André de Souza e Evandro Éboli.
Eles sabiam de tudo?
As informações prestadas por Costa ganham relevância diante dos crimes de imprensa cometidos durante a campanha eleitoral. Veja, por exemplo, antecipou sua capa e rodou com os dizeres "Eles sabiam de tudo", entre as imagens de Lula e Dilma.
Mais do que simplesmente antecipar uma edição, Veja rodou milhões de exemplares só da capa, que foram transformados em planfletos de campanha, às vésperas e no dia da eleição.
Por isso mesmo, foi condenada a conceder direito de resposta à presidente Dilma no dia das eleições, na maior humilhação já sofrida por um meio de comunicação no Brasil.
copiado  http://www.brasil247.com/

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