Caracas, 8
jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não participará da
cerimônia de posse nesta quinta-feira, informou hoje o governo, e a
oposição aumentou a pressão para que o titular do Parlamento, Diosado
Cabello, jure o cargo em um cenário de ausência temporária do chefe de
Estado, que está em tratamento de um câncer em Cuba.
CHÁVEZ VENEZUELA
Ausência de Chávez se confirma e oposição pede que Cabello jure cargo
Caracas,
8 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não participará
da cerimônia de posse nesta quinta-feira, informou hoje o governo, e a
oposição aumentou a pressão para que o titular do Parlamento, Diosado
Cabello, jure o cargo em um cenário de ausência temporária do chefe de
Estado, que está em tratamento de um câncer em Cuba.
A apenas quarenta e oito horas antes de se cumprir o prazo constitucional para o início do período 2013-2019, Cabello informou ao Parlamento que Chávez continuará em recuperação pós-operatória em Cuba, o que abre uma incógnita sobre quem assumirá a liderança do Executivo diante da ausência do presidente eleito.
A apenas quarenta e oito horas antes de se cumprir o prazo constitucional para o início do período 2013-2019, Cabello informou ao Parlamento que Chávez continuará em recuperação pós-operatória em Cuba, o que abre uma incógnita sobre quem assumirá a liderança do Executivo diante da ausência do presidente eleito.
O
presidente do Parlamento venezuelano, Diosado Cabello (c) fala durante
uma sesão do Legislativo nesta terça-feira em Caracas. EFE
O
chefe de Estado venezuelano foi operado em 11 de dezembro pela quarta
vez devido à reaparição de um câncer, doença contra a qual Chávez luta
desde meados de 2011. O governo, no entanto, não informou mais detalhes
sobre a localização e o tipo de câncer do presidente.
Ao ler uma mensagem enviada pelo vice-presidente Nicolás Maduro, Cabello confirmou a até agora previsível ausência de Chávez, que se encontra em estado "estacionário" e recebe tratamento para superar uma insuficiência respiratória ocasionada por uma severa infecção pulmonar pós-operatória.
O texto de Maduro evocou ainda o artigo 231 da Constituição da República Bolivariana da Venezuela e argumentou que Chávez formalizaria o juramento ao cargo posteriormente, diante da Suprema Corte.
Esse artigo diz que se em 10 de janeiro o presidente eleito não puder jurar o cargo na Assembleia Nacional, ele pode fazer isso diante do Supremo.
A comunicação de Maduro confirmou a ausência do líder, mas abriu um novo debate sobre quem assumirá o poder. Enquanto os chavistas defendem a continuidade de um governo eleito nas urnas, a oposição pede que Cabello assuma o poder.
O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, disse hoje que a Constituição é "clara" ao estabelecer que em caso de ausência do presidente no dia 10 de janeiro deve assumir o titular da Assembleia Nacional. O governador de Miranda frisou ainda que Maduro "não foi eleito".
"As palavras do presidente em dezembro foram claras: perante qualquer ausência deve se cumprir a Constituição", argumentou Capriles sobre as declarações que Chávez deu há um mês.
Capriles, que exigiu do governo um compromisso com a verdade, "por mais dura que seja", manifestou que o texto constitucional deve ser cumprido independente de posições pessoais. O oposicionista, no entanto, disse que Cabello "seria uma desgraça" para o país "pelo seu histórico".
Capriles exigiu que a justiça se posicione sobre a ausência de Chávez "diante das interpretações que o governo quer dar à Constituição".
Maduro, em cujas mãos Chávez deixou o Executivo ao viajar para Cuba, defendeu que o juramento do presidente é um "formalismo" que pode ser realizado depois perante o Supremo.
Enquanto isso, a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) alertou à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o risco de "uma grave violação da ordem constitucional" caso Cabello não jure o cargo quinta-feira.
"Proceder de outra maneira constitui uma alteração da ordem constitucional que afeta gravemente a ordem democrático", detalhou a MUD em carta dirigida ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, na qual adverte que a tese governista vai contra a Carta Democrática interamericana.
Diante da proposta opositora, Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), acusou Capriles de estar desesperado pelo cargo de chefe de Estado. Cabello lembrou que ele próprio já assumiu o cargo de presidente em 2002, após um golpe que retirou brevemente Hugo Chávez do poder.
COPIADO http://www.efe.com/efe
Ao ler uma mensagem enviada pelo vice-presidente Nicolás Maduro, Cabello confirmou a até agora previsível ausência de Chávez, que se encontra em estado "estacionário" e recebe tratamento para superar uma insuficiência respiratória ocasionada por uma severa infecção pulmonar pós-operatória.
O texto de Maduro evocou ainda o artigo 231 da Constituição da República Bolivariana da Venezuela e argumentou que Chávez formalizaria o juramento ao cargo posteriormente, diante da Suprema Corte.
Esse artigo diz que se em 10 de janeiro o presidente eleito não puder jurar o cargo na Assembleia Nacional, ele pode fazer isso diante do Supremo.
A comunicação de Maduro confirmou a ausência do líder, mas abriu um novo debate sobre quem assumirá o poder. Enquanto os chavistas defendem a continuidade de um governo eleito nas urnas, a oposição pede que Cabello assuma o poder.
O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, disse hoje que a Constituição é "clara" ao estabelecer que em caso de ausência do presidente no dia 10 de janeiro deve assumir o titular da Assembleia Nacional. O governador de Miranda frisou ainda que Maduro "não foi eleito".
"As palavras do presidente em dezembro foram claras: perante qualquer ausência deve se cumprir a Constituição", argumentou Capriles sobre as declarações que Chávez deu há um mês.
Capriles, que exigiu do governo um compromisso com a verdade, "por mais dura que seja", manifestou que o texto constitucional deve ser cumprido independente de posições pessoais. O oposicionista, no entanto, disse que Cabello "seria uma desgraça" para o país "pelo seu histórico".
Capriles exigiu que a justiça se posicione sobre a ausência de Chávez "diante das interpretações que o governo quer dar à Constituição".
Maduro, em cujas mãos Chávez deixou o Executivo ao viajar para Cuba, defendeu que o juramento do presidente é um "formalismo" que pode ser realizado depois perante o Supremo.
Enquanto isso, a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) alertou à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o risco de "uma grave violação da ordem constitucional" caso Cabello não jure o cargo quinta-feira.
"Proceder de outra maneira constitui uma alteração da ordem constitucional que afeta gravemente a ordem democrático", detalhou a MUD em carta dirigida ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, na qual adverte que a tese governista vai contra a Carta Democrática interamericana.
Diante da proposta opositora, Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), acusou Capriles de estar desesperado pelo cargo de chefe de Estado. Cabello lembrou que ele próprio já assumiu o cargo de presidente em 2002, após um golpe que retirou brevemente Hugo Chávez do poder.
COPIADO http://www.efe.com/efe
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