Bill Richardson defende 'visita humanitária privada' à Coreia do Norte

05/01/2013 - 13:16

Bill Richardson defende 'visita humanitária privada' à Coreia do Norte


WASHINGTON (AFP)
O ex-diplomata americano Bill Richardson, que viajará à Coreia do Norte com o presidente do gigante da internet Google, Eric Schmidt, defendeu na sexta-feira sua visita humanitária privada, diante da qual o departamento de Estado se mostrou reticente.
"Não trabalho para o governo e Eric Schmidt tampouco", declarou à rede CBS Richardson, ex-embaixador dos Estados Unidos perante a ONU. "Não representamos o departamento de Estado, não deveria se preocupar tanto", acrescentou.
A visita gerou controvérsia e inclusive a porta-voz do departamento de Estado americano, Victoria Nuland, criticou a viagem de Schmidt junto a Richardson.
"Francamente, não acreditamos que seja o momento oportuno para isto", disse Nuland, reafirmando que os empresários "não levam nenhuma mensagem de nossa parte".
No entanto, Richardson destacou que "vamos fazer uma avaliação e ver o que sai de nossa visita. Acredito que será positivo", embora sem confirmar quando a visita irá terminar.
O ex-diplomata informou que já havia adiado sua viagem à Coreia do Norte - inicialmente prevista para dezembro - a pedido do Estado, que não queria que a viagem dos dois americanos coincidisse com as eleições presidenciais na Coreia do Sul, em 19 de dezembro.
"Tenho relações com a Coreia do Norte há 15 anos. Trouxe dali funcionários americanos, trouxe reféns americanos, negociei para (repatriar) os restos de nossos soldados na Guerra da Coreia. Conheço os norte-coreanos", disse Richardson.
"Convidei Eric, que viaja à Coreia do Norte como cidadão, não é uma viagem para o Google. A política externa o interessa, é um amigo", acrescentou.
Durante esta visita, o ex-diplomata quer tratar com as autoridades norte-coreanas do caso de um americano de origem coreana, Kenneth Bae, detido em Pyongyang desde o mês passado.
Richardson foi governador do estado do Novo México (sudoeste) entre 2003 e 2011, e, antes, secretário de Energia durante a presidência de Bill Clinton. COPIADO  http://www.afp.com

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