Capriles pede que justiça se posicione sobre provável ausência de Chávez

Caracas, 8 jan (EFE).- O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, pediu nesta terça-feira que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) se posicione sobre a provável ausência do presidente eleito do país, Hugo Chávez, na cerimônia de posse desta quinta.
CHÁVEZ VENEZUELA


Caracas, 8 jan (EFE).- O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, pediu nesta terça-feira que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) se posicione sobre a provável ausência do presidente eleito do país, Hugo Chávez, na cerimônia de posse desta quinta.
"Diante das interpretações que o governo quer dar à Constituição, o tribunal tem que fixar uma posição a respeito do que diz o texto constitucional, que para mim está muito claro", disse o governador do estado de Miranda em entrevista coletiva.
 
 
O ex-candidato à presidência da Venezuela e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles. EFE/Arquivo
O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que em 10 de janeiro começa o novo mandato e que se o governante não puder jurar o cargo perante a Assembleia Nacional poderia fazer isto diante do Supremo posteriormente.
Capriles disse hoje que há membros do governo que pretendem não cumprir com o estabelecido na Constituição. O governador afirmou que o texto da Carta Magna tem "lapsos" como o fim e o início dos mandatos de governo, de duração de seis anos e que começam em 10 de janeiro do primeiro ano de gestão, mas defendeu que "o espírito da constituinte" é para que nunca "existisse indefinição e incerteza".
"Aqui não há monarquia. Aqui não estamos em Cuba. Aqui não, aqui existem eleições", acrescentou Capriles.
"Aqui há uma pessoa que foi eleita", discursou o líder opositor, que lembrou ter sido adversário de Chávez e reconheceu sua derrota nas urnas. O líder opositor disse que uma "decisão equivocada" do Supremo pode levar o país à anarquia.
"Este é um momento onde deve sobressair nosso espírito institucional pátrio e democrático, independente de posições interessadas que possam ter alguns dirigentes de um partido político", argumentou.
Capriles afirmou ainda que Maduro, delegado por Chávez para assumir algumas funções do Executivo, não foi eleito por voto popular.  COPIADO http://www.efe.com/

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