Favoráveis à Copa são 63%, indica Datafolha
03/07/2014 03h57
- Atualizado em
03/07/2014 09h27
Aprovação do governo Dilma é de 35%, diz pesquisa Datafolha
Índice de eleitores favoráveis à Copa no Brasil subiu para 63%.
76% não aprovam as ofensas feitas à presidente na abertura do Mundial.
O resultado da pesquisa de avaliação ao governo Dilma é:
Ótimo/bom: 35%
Regular: 38%
Ruim/péssimo: 26%
No levantamento, 38% avaliaram o governo como "regular" e 26%, como "ruim" ou "péssimo".
Em junho, o percentual de eleitores que consideraram o governo regular também foi de 38%. Naquele levantamento, o índice dos que avaliaram o governo como ruim ou péssimo foi de 28%.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 1 e 2 de julho. Foram entrevistados 2.857 eleitores em 177 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00194/2014.
Copa
A pesquisa Datafolha mostra que a proporção de eleitores favoráveis à Copa do Mundo no Brasil subiu de 51% para 63% em um mês. O orgulho com a realização do Mundial foi a 60%.
De acordo com o levantamento, para 76% dos entrevistados, os torcedores que ofenderam a presidente no jogo de estreia da Copa, em São Paulo, agiram mal.
Com a Copa, as intenções de voto em Dilma avançaram de 34% para 38%. No mesmo período, o senador Aécio Neves (PSDB) oscilou de 19% para 20%, e Eduardo Campos (PSB), de 7% para 9%. O Pastor Everaldo (PSC) se manteve com 4%.
Economia
A pesquisa apurou também a percepção da população sobre a economia do país. Segundo o levantamento, 29% acham que a situação vai piorar nos próximos meses; 30% acham que a situação vai melhorar – eram 26% em junho.
A pesquisa apontou ainda que 58% acham que a inflação vai aumentar. O índice dos que acham que a inflação vai ficar
Ex-jogadores
vão depor sobre ingressos ilegais
Quinta, 03/07/2014, 09:35
Polícia vai chamar ex-jogadores para depor sobre esquema de venda ilegal de ingressos da Copa
Segundo o delegado Fábio Barucke, atletas serão chamados na
condição de testemunhas, por terem ligação com argelino que comandava
quadrilha internacional de cambistas. No entanto, Barucke não revelou os
nomes dos ex-jogadores envolvidos no caso.
Ex-jogadores de futebol brasileiros serão chamados pela polícia do Rio para depor sobre uma quadrilha internacional que vendia ingressos da Copa desde 2002. Nesta terça-feira, 11 pessoas foram presas por integrar o esquema, entre eles o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, apontado como chefe do grupo. Segundo o delegado do caso, Fábio Barucke, os atletas tinham ligações com Fofana.
“Ele (Fofana) também é intermediador de jogadores. Circula no meio de futebol por ter conhecimento, e acessa pessoas de poder. Cedeu muitos ingressos para esses jogadores, de forma gratuita. Fez festa na Lagoa para eles e distribuiu os ingressos”, conta o delegado.
Ainda de acordo com Fábio Barucke, a relação dos atletas com o franco-argelino seria de amizade. No entanto, de 50 mil escutas telefônicas da investigação, 25 mil ainda precisam ser analisadas, e, só então, a polícia divulgará a lista dos ex-jogadores que serão chamados para depor, na condição de testemunhas.
Fofana tinha ligações com um membro da Fifa, com quem conseguia ingressos valiosos, de camarotes. A polícia não quis divulgar o nome do funcionário da entidade. Segundo o delegado Fábio Barucke, o franco-argelino tinha um cartão de estacionamento de livre acesso ao Copacabana Palace, onde membros da federação estão hospedados. Lá, se reunia com seu contato.
“Ele se reunia (com o membro da Fifa) todas as vezes em que lhe eram solicitados bilhetes. Ligava para essa pessoa, ia para o Copacabana Palace e conseguia os ingressos.”
Fofana está hospedado em um apartamento de Júnior Baiano. O estrangeiro tem um escritório em Genebra, na Suíça, e também transitava por países como França, Dubai e Estados Unidos. As negociações de bilhetes atingiam cifras muito altas:
“Numa só negociação que fez, Fofana vendeu 22 lugares por R$ 500 mil. Ele vende ingressos que não chegam na mão de qualquer um”, ressalta Fofana.
A polícia desarticulou a quadrilha após investigar cambistas que atuavam no entorno do Maracanã durante o Campeonato Brasileiro deste ano. Os agentes foram levados até um brasileiro, Antônio Henrique de Paula Jorge, dono de uma empresa de turismo de fachada, que mantinha negócios com Fofana.
Ex-jogadores de futebol brasileiros serão chamados pela polícia do Rio para depor sobre uma quadrilha internacional que vendia ingressos da Copa desde 2002. Nesta terça-feira, 11 pessoas foram presas por integrar o esquema, entre eles o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, apontado como chefe do grupo. Segundo o delegado do caso, Fábio Barucke, os atletas tinham ligações com Fofana.
“Ele (Fofana) também é intermediador de jogadores. Circula no meio de futebol por ter conhecimento, e acessa pessoas de poder. Cedeu muitos ingressos para esses jogadores, de forma gratuita. Fez festa na Lagoa para eles e distribuiu os ingressos”, conta o delegado.
Ainda de acordo com Fábio Barucke, a relação dos atletas com o franco-argelino seria de amizade. No entanto, de 50 mil escutas telefônicas da investigação, 25 mil ainda precisam ser analisadas, e, só então, a polícia divulgará a lista dos ex-jogadores que serão chamados para depor, na condição de testemunhas.
Fofana tinha ligações com um membro da Fifa, com quem conseguia ingressos valiosos, de camarotes. A polícia não quis divulgar o nome do funcionário da entidade. Segundo o delegado Fábio Barucke, o franco-argelino tinha um cartão de estacionamento de livre acesso ao Copacabana Palace, onde membros da federação estão hospedados. Lá, se reunia com seu contato.
“Ele se reunia (com o membro da Fifa) todas as vezes em que lhe eram solicitados bilhetes. Ligava para essa pessoa, ia para o Copacabana Palace e conseguia os ingressos.”
Fofana está hospedado em um apartamento de Júnior Baiano. O estrangeiro tem um escritório em Genebra, na Suíça, e também transitava por países como França, Dubai e Estados Unidos. As negociações de bilhetes atingiam cifras muito altas:
“Numa só negociação que fez, Fofana vendeu 22 lugares por R$ 500 mil. Ele vende ingressos que não chegam na mão de qualquer um”, ressalta Fofana.
A polícia desarticulou a quadrilha após investigar cambistas que atuavam no entorno do Maracanã durante o Campeonato Brasileiro deste ano. Os agentes foram levados até um brasileiro, Antônio Henrique de Paula Jorge, dono de uma empresa de turismo de fachada, que mantinha negócios com Fofana.
(Crédito: Hudson Pontes / Agência O Globo)
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