França/eleições
Campanha muito longe do entusiasmo das presidenciais
por LusaHoje
Os
franceses refletem hoje para votarem no domingo na primeira volta das
eleições legislativas, depois de uma campanha muito menos mediatizada e
muito menos personalizada do que a das presidenciais de abril e maio.
Houve
menos espaço nos jornais, nas rádios e nas televisões, sem comícios à
escala nacional, nem sombra da omnipresença ou do ritmo frenético da
campanha que terminou, há cinco semanas, com a eleição do socialista
François Hollande para a Presidência da República.
A corrida para a primeira volta das legislativas passou-se próxima dos eleitores, no terreno das mais de 500 circunscrições, mas longe do entusiasmo da campanha para a eleição presidencial.
Sinal disso é a estimativa da participação eleitoral no domingo: na sua edição de fim de semana, o jornal Le Monde cita um estudo do instituto Ipsos que aponta para uma taxa de abstenção de entre 40 e 43 por cento.
O recorde de abstenção numa eleição legislativa em França registou-se em 2007, e foi de 40 por cento.
Em declarações à agência Lusa, o investigador Bruno Cautrès, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, explicou que, desde que, no ano 2000, o mandato presidencial em França passou de sete para cinco anos, e as legislativas passaram praticamente a coincidir com as presidenciais, pode olhar-se para as presidenciais como "uma eleição a quatro voltas".
A corrida para a primeira volta das legislativas passou-se próxima dos eleitores, no terreno das mais de 500 circunscrições, mas longe do entusiasmo da campanha para a eleição presidencial.
Sinal disso é a estimativa da participação eleitoral no domingo: na sua edição de fim de semana, o jornal Le Monde cita um estudo do instituto Ipsos que aponta para uma taxa de abstenção de entre 40 e 43 por cento.
O recorde de abstenção numa eleição legislativa em França registou-se em 2007, e foi de 40 por cento.
Em declarações à agência Lusa, o investigador Bruno Cautrès, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, explicou que, desde que, no ano 2000, o mandato presidencial em França passou de sete para cinco anos, e as legislativas passaram praticamente a coincidir com as presidenciais, pode olhar-se para as presidenciais como "uma eleição a quatro voltas".
Tanto
em 2002 como em 2007, os franceses confirmaram no parlamento a escolha
que tinham feito para o Eliseu. Não se espera, por isso, nenhuma
surpresa no escrutínio de domingo.
A sondagem publicada pelo jornal francês estima, como a grande maioria das sondagens publicadas esta semana, que o PS não consiga os 289 assentos parlamentares que asseguram a maioria absoluta.
Contudo, prevê o instituto Ipsos, o conjunto da esquerda conseguirá eleger entre 292 e 346 deputados, contra os entre 231 e 285 da União por um Movimento Popular, o partido do ex-presidente Sarkozy.
O MoDem, partido centrista, e a Frente Nacional, partido da extrema-direita, que conseguiu 17,9 por cento dos votos na primeira volta das presidenciais, em abril, devem conseguir, segundo este estudo, entre zero e três deputados.
Na corrida aos 577 lugares do parlamento francês há 6 mil candidatos. Apenas os que tiverem mais de 12,5 por cento dos votos passam à segunda volta, no dia 17.
Existem 44,3 milhões de franceses inscritos nos cadernos eleitorais. As urnas abrem às 09:00 de Lisboa e encerram às 19:00. As primeiras projeções em França são conhecidas a essa hora.
COPIADO : ww.dn.pt/
A sondagem publicada pelo jornal francês estima, como a grande maioria das sondagens publicadas esta semana, que o PS não consiga os 289 assentos parlamentares que asseguram a maioria absoluta.
Contudo, prevê o instituto Ipsos, o conjunto da esquerda conseguirá eleger entre 292 e 346 deputados, contra os entre 231 e 285 da União por um Movimento Popular, o partido do ex-presidente Sarkozy.
O MoDem, partido centrista, e a Frente Nacional, partido da extrema-direita, que conseguiu 17,9 por cento dos votos na primeira volta das presidenciais, em abril, devem conseguir, segundo este estudo, entre zero e três deputados.
Na corrida aos 577 lugares do parlamento francês há 6 mil candidatos. Apenas os que tiverem mais de 12,5 por cento dos votos passam à segunda volta, no dia 17.
Existem 44,3 milhões de franceses inscritos nos cadernos eleitorais. As urnas abrem às 09:00 de Lisboa e encerram às 19:00. As primeiras projeções em França são conhecidas a essa hora.
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