10 de junho
"Desatenção ou secretismo" sobre novos fundos da UE
por Manuel Carlos FreireHoje
O
presidente da Câmara de Lisboa alertou este sábado para "a desatenção
ou secretismo" com que Portugal está a preparar o próximo quadro de
programação comunitário 2014-2020.
"Até
ao final deste ano temos de ter definido, negociado e acordado" o
contrato relativo aos fundos comunitários para aquele período, o qual
"deve resultar de um processo" de diálogo com as autarquias e os
parceiros sociais, frisou António Costa.
O autarca discursava na sessão de boas vindas da Câmara Municipal de Lisboa ao Presidente da República, Cavaco Silva, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, que este ano se realizam na capital e que se iniciaram com o Chefe do Estado a colocar uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís de Camões.
"É nas horas de crise que os países mais precisam de um rumo definido com lucidez, convicção e visão larga. É nestes momentos que a mera navegação à vista, incapaz da ousadia de pensar para além do dia de hoje, se torna gravosa nas suas consequências", sustentou António Costa.
Sobre a crise, o dirigente socialista defendeu que ela "não pode constituir um pretexto para se pôr em causa a coesão social e nacional, (...) num vale tudo que leva ao reforço dos interesses dos mais fortes e à fragilização dos direitos dos mais fracos".
"É preciso acabar com a ideia de que existe uma dicotomia (...) entre rigor financeiro e investimento, entre equilíbrio financeiro e crescimento económico", instou o presidente da Câmara de Lisboa, criticando quem recorre ao "argumento enganador" de apontar "a solidariedade inter-geracional como argumento para travar todo o tipo de investi
A verdadeira solidariedade entre as gerações do presente e as do futuro constitui-nos, isso sim, no dever de não legarmos às gerações futuras um país periférico e isolado, fechado sobre si próprio, (...) empobrecido e desestruturado", realçou António Costa.
O Presidente da República fez um elogio da capital e enalteceu o papel das "autarquias de Lisboa" em prol do bem estar dos moradores e que "a todo o País deram um exemplo, ao tomarem a iniciativa de se reorganizar para melhor servir os cidadãos".
"Lisboa tem uma vocação. É cidade do Mundo. (...) Não existe uma capital da Europa que consiga reunir tantas qualidades distintas", enfatizou Cavaco Silva, lembrando que chegou à cidade há 55 anos como estudante.
No final, Cavaco Silva e António Costa inauguraram uma exposição sobre "O Fado no Cinema" e descerraram, no edifício da Câmara, uma placa alusiva à presença do Chefe do Estado por ocasião das comemorações do 10 de junho. COPIADO : ww.dn.pt/
mento".
O autarca discursava na sessão de boas vindas da Câmara Municipal de Lisboa ao Presidente da República, Cavaco Silva, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, que este ano se realizam na capital e que se iniciaram com o Chefe do Estado a colocar uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís de Camões.
"É nas horas de crise que os países mais precisam de um rumo definido com lucidez, convicção e visão larga. É nestes momentos que a mera navegação à vista, incapaz da ousadia de pensar para além do dia de hoje, se torna gravosa nas suas consequências", sustentou António Costa.
Sobre a crise, o dirigente socialista defendeu que ela "não pode constituir um pretexto para se pôr em causa a coesão social e nacional, (...) num vale tudo que leva ao reforço dos interesses dos mais fortes e à fragilização dos direitos dos mais fracos".
"É preciso acabar com a ideia de que existe uma dicotomia (...) entre rigor financeiro e investimento, entre equilíbrio financeiro e crescimento económico", instou o presidente da Câmara de Lisboa, criticando quem recorre ao "argumento enganador" de apontar "a solidariedade inter-geracional como argumento para travar todo o tipo de investi
A verdadeira solidariedade entre as gerações do presente e as do futuro constitui-nos, isso sim, no dever de não legarmos às gerações futuras um país periférico e isolado, fechado sobre si próprio, (...) empobrecido e desestruturado", realçou António Costa.
O Presidente da República fez um elogio da capital e enalteceu o papel das "autarquias de Lisboa" em prol do bem estar dos moradores e que "a todo o País deram um exemplo, ao tomarem a iniciativa de se reorganizar para melhor servir os cidadãos".
"Lisboa tem uma vocação. É cidade do Mundo. (...) Não existe uma capital da Europa que consiga reunir tantas qualidades distintas", enfatizou Cavaco Silva, lembrando que chegou à cidade há 55 anos como estudante.
No final, Cavaco Silva e António Costa inauguraram uma exposição sobre "O Fado no Cinema" e descerraram, no edifício da Câmara, uma placa alusiva à presença do Chefe do Estado por ocasião das comemorações do 10 de junho. COPIADO : ww.dn.pt/
mento".
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