UE revela plano para evitar que cidadãos paguem por crises bancárias

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UE revela plano para evitar que cidadãos paguem por crises bancárias

"Não queremos utilizar mais o dinheiro público para resgatar bancos", disse comissário europeu.

Michel Barnier, comissário da União Europeia, discursa em 'working session' sobre regulação financeira em Estrasburgo Michel Barnier, comissário da União Europeia, discursa em 'working session' sobre regulação financeira (AFP)
A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira o plano de resgate para os bancos, considerado o primeiro passo para o projeto de união bancária, que evitará que as futuras crises sejam solucionadas com resgates públicos, o que já custou aos contribuintes europeus bilhões de euros.
Os investidores e credores ficarão responsáveis por assumir uma eventual falência ou resgate de banco.
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Grande demais para quebrar, Espanha pede apoio europeu

"Os bancos devem pagar pelos bancos. Não queremos que os contribuintes paguem as faturas das crises financeiras", disse o comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier, no momento em que a situação dos bancos da Espanha centra todas as preocupações.
"Queremos evitar as crises bancárias. Não queremos utilizar mais o dinheiro público para resgatar bancos", completou.
"O objetivo é que cada um (dos investidores e credores) assuma seus riscos".
De todas as maneiras, o plano não foi elaborado para solucionar os problemas atuais, lembrou Barnier.
"O objetivo é evitar os danos de outras crises financeiras no futuro", concluiu.
Espanha - O ministro espanhol da Economia Luis de Guindos afirmou nesta quarta-feira que o governo do país "tomará as decisões" que forem precisas para recapitalizar os bancos, mas primeiro esperará os resultados de uma auditoria independente.
De Guindos disse que na próxima segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicará um relatório sobre a situação dos bancos espanhóis e que dentro de cerca de dez ou quinze dias ficarão prontos documentos de duas auditorias independentes.
Sobre a possibilidade da Espanha solicitar ajuda da Europa em curto prazo, o ministro assegurou que isto não foi discutido na reunião desta manhã em Bruxelas.
"Não falei nada sobre uma intervenção na Espanha, o que falei foi sobre a política econômica do governo", garantiu.
(Com agências EFE e France-Presse) COPIADO : http://veja.abril.com.br

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