06/10/2013 - 03:18
Imigrantes protestam em 160 cidades nos EUA para pedir reforma
Nova York (AFP)
Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado, em cerca de 160
cidades dos Estados Unidos, para exigir a aprovação da reforma
migratória paralisada no Congresso.
O dia de manifestações incluiu uma passeata pela ponte do Brookyln, em Nova York, e outra no coração de Hollywood, em Los Angeles.
Depois de um colorido ato em um parque do Brooklyn, na presença de muçulmanos, asiáticos e latinos, cerca de três mil pessoas atravessaram a mítica ponte sobre o East River, em direção à prefeitura de Nova York, em Manhattan.
"O que está faltando é conquistar de maneira pacífica os que estão contra. Temos de chegar a um acordo", disse à AFP o hondurenho Danick Martínez, de 30 anos, que vive há dez em situação ilegal nos Estados Unidos.
A "Marcha pela Dignidade e o Respeito aos Imigrantes" nova-iorquina fez parte de um conjunto de ações em mais de 160 cidades em 41 estados do país - informaram a Coalizão para a Imigração de Nova York e outras organizações de apoio aos imigrantes em situação clandestina.
O candidato democrata e possível novo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, participou do ato no Brooklyn, assim como o candidato independente de origem latina Adolfo Carrión Jr., que liderou a marcha pela ponte.
"Aqui em Nova York temos uma obrigação especial. Somos a cidade dos imigrantes e estamos orgulhosos disso. Temos de liderar o caminho", afirmou De Blasio, acrescentando que há cerca de 500 mil nova-iorquinos em situação ilegal.
Em Los Angeles (oeste), pelo menos mil pessoas se reuniram em um movimentado cruzamento no coração de Hollywood. De camisetas brancas que pediam "reforma migratória já", os manifestantes gritavam "Sí, se puede!", em referência ao slogan de campanha do presidente Barack Obama "yes, we can".
"Viemos trabalhar, não fazemos outra coisa a não ser trabalhar", disse Francisco Cabrera, de 52 anos, acrescentando: "não somos uma carga".
Em Miami, cerca de 200 pessoas se reuniram no Parque José Martí, de Little Havana, para pedir que famílias deixem de ser separadas por causa das deportações.
copiado http://www.afp.com
O dia de manifestações incluiu uma passeata pela ponte do Brookyln, em Nova York, e outra no coração de Hollywood, em Los Angeles.
Depois de um colorido ato em um parque do Brooklyn, na presença de muçulmanos, asiáticos e latinos, cerca de três mil pessoas atravessaram a mítica ponte sobre o East River, em direção à prefeitura de Nova York, em Manhattan.
"O que está faltando é conquistar de maneira pacífica os que estão contra. Temos de chegar a um acordo", disse à AFP o hondurenho Danick Martínez, de 30 anos, que vive há dez em situação ilegal nos Estados Unidos.
A "Marcha pela Dignidade e o Respeito aos Imigrantes" nova-iorquina fez parte de um conjunto de ações em mais de 160 cidades em 41 estados do país - informaram a Coalizão para a Imigração de Nova York e outras organizações de apoio aos imigrantes em situação clandestina.
O candidato democrata e possível novo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, participou do ato no Brooklyn, assim como o candidato independente de origem latina Adolfo Carrión Jr., que liderou a marcha pela ponte.
"Aqui em Nova York temos uma obrigação especial. Somos a cidade dos imigrantes e estamos orgulhosos disso. Temos de liderar o caminho", afirmou De Blasio, acrescentando que há cerca de 500 mil nova-iorquinos em situação ilegal.
Em Los Angeles (oeste), pelo menos mil pessoas se reuniram em um movimentado cruzamento no coração de Hollywood. De camisetas brancas que pediam "reforma migratória já", os manifestantes gritavam "Sí, se puede!", em referência ao slogan de campanha do presidente Barack Obama "yes, we can".
"Viemos trabalhar, não fazemos outra coisa a não ser trabalhar", disse Francisco Cabrera, de 52 anos, acrescentando: "não somos uma carga".
Em Miami, cerca de 200 pessoas se reuniram no Parque José Martí, de Little Havana, para pedir que famílias deixem de ser separadas por causa das deportações.
05/10/2013 - 20:36
Paralisia nos EUA: maioria civil do Pentágono volta ao trabalho
Washington (AFP)
O secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, anunciou neste sábado o
retorno, na próxima semana, "da maior parte dos funcionários civis" do
Pentágono obrigados a entrar em licença não remunerada pelo bloqueio
orçamentário no país.
A paralisia do governo afetou cerca de 400 mil funcionários do Departamento da Defesa.
Sem especificar as categorias, Hagel afirmou que "a lei autoriza o Pentágono a restituir os funcionários que contribuam para o moral, o bem-estar, o bom funcionamento e a boa preparação" das Forças Armadas.
"Anuncio hoje que será pedido à maior parte dos civis obrigados a tirar férias que volte ao trabalho na semana que vem", disse Hagel, em um comunicado.
A decisão foi anunciada no quinto dia de fechamento parcial do governo, provocado pela falta de um acordo entre a Câmara de Representantes e o Senado para aprovar a resolução contínua sobre o orçamento.
Quase metade dos 800 mil funcionários que entraram em licença não remunerada trabalha para o Departamento da Defesa.
Neste sábado, a Câmara de Representantes aprovou uma medida que permitirá aos funcionários federais de licença receber seu pagamento de forma retroativa para todos os dias perdidos de trabalho, até que a paralisia chegue ao fim.
A paralisia do governo afetou cerca de 400 mil funcionários do Departamento da Defesa.
Sem especificar as categorias, Hagel afirmou que "a lei autoriza o Pentágono a restituir os funcionários que contribuam para o moral, o bem-estar, o bom funcionamento e a boa preparação" das Forças Armadas.
"Anuncio hoje que será pedido à maior parte dos civis obrigados a tirar férias que volte ao trabalho na semana que vem", disse Hagel, em um comunicado.
A decisão foi anunciada no quinto dia de fechamento parcial do governo, provocado pela falta de um acordo entre a Câmara de Representantes e o Senado para aprovar a resolução contínua sobre o orçamento.
Quase metade dos 800 mil funcionários que entraram em licença não remunerada trabalha para o Departamento da Defesa.
Neste sábado, a Câmara de Representantes aprovou uma medida que permitirá aos funcionários federais de licença receber seu pagamento de forma retroativa para todos os dias perdidos de trabalho, até que a paralisia chegue ao fim.
05/10/2013 - 19:41
Obama afirma que Irã está a um ano de desenvolver bomba nuclear
Washington (AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em entrevista
publicada neste sábado que o Irã está "a um ano ou mais" de desenvolver
uma bomba nuclear, um claro sinal de desacordo com Israel.
Obama também declarou à agência de notícias Associated Press que o presidente iraniano Hassan Rohani fez suas apostas no diálogo e que agora cabe aos Estados Unidos continuar com o processo político.
O "calendário nuclear" de Obama não bate com o do premier israelense, Benjamin Netanyahu, que alertou que o Irã vem construindo centrífugas mais rápidas para enriquecer urânio, o que permitiria cruzar a linha vermelha em "semanas".
Obama, que fez uma ligação telefônica histórica para Rohani na semana passada e recebeu o israelense na última segunda-feira na Casa Branca, disse que ainda é preciso ver se o presidente iraniano vai levar a cabo sua iniciativa.
"Ele não é o único que toma decisões e muito menos quem toma a decisão final", disse Obama à AP.
O presidente se refere ao fato de que a palavra final sobre a questão nuclear no Irã é do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Khamenei apoiou a ida de Rohani à ONU na semana passada, mas criticou alguns de seus posicionamentos, uma possível referência ao telefonema de Obama.
"Apoiamos a iniciativa diplomática do governo e damos importância a suas atividades durante a viagem", disse Khamenei durante uma cerimônia militar em Teerã.
"Mas algumas coisas que aconteceram na viagem a Nova York foram inapropriadas", afirmou, sem dizer exatamente ao que se referia.
Essa é a primeira reação de Khamenei aos progressos diplomáticos conquistados por Rohani, que manteve uma conversa telefônica de 15 minutos com Barack Obama, o primeiro contato diplomático entre os dois países em mais de 30 anos.
Irã e Estados Unidos romperam relações após a Revolução Islâmica de 1979.
Em discurso nas Nações Unidas nesta semana, Netanyahu disse que Israel iniciaria, caso fosse necessário, ações militares unilaterais para se defender contra o programa nuclear iraniano.
Obama também declarou à agência de notícias Associated Press que o presidente iraniano Hassan Rohani fez suas apostas no diálogo e que agora cabe aos Estados Unidos continuar com o processo político.
O "calendário nuclear" de Obama não bate com o do premier israelense, Benjamin Netanyahu, que alertou que o Irã vem construindo centrífugas mais rápidas para enriquecer urânio, o que permitiria cruzar a linha vermelha em "semanas".
Obama, que fez uma ligação telefônica histórica para Rohani na semana passada e recebeu o israelense na última segunda-feira na Casa Branca, disse que ainda é preciso ver se o presidente iraniano vai levar a cabo sua iniciativa.
"Ele não é o único que toma decisões e muito menos quem toma a decisão final", disse Obama à AP.
O presidente se refere ao fato de que a palavra final sobre a questão nuclear no Irã é do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Khamenei apoiou a ida de Rohani à ONU na semana passada, mas criticou alguns de seus posicionamentos, uma possível referência ao telefonema de Obama.
"Apoiamos a iniciativa diplomática do governo e damos importância a suas atividades durante a viagem", disse Khamenei durante uma cerimônia militar em Teerã.
"Mas algumas coisas que aconteceram na viagem a Nova York foram inapropriadas", afirmou, sem dizer exatamente ao que se referia.
Essa é a primeira reação de Khamenei aos progressos diplomáticos conquistados por Rohani, que manteve uma conversa telefônica de 15 minutos com Barack Obama, o primeiro contato diplomático entre os dois países em mais de 30 anos.
Irã e Estados Unidos romperam relações após a Revolução Islâmica de 1979.
Em discurso nas Nações Unidas nesta semana, Netanyahu disse que Israel iniciaria, caso fosse necessário, ações militares unilaterais para se defender contra o programa nuclear iraniano.
copiado http://www.afp.com
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