Maia sapateia em Temer e Meirelles por nota da S&P Dos ‘países de merda”, um pedido a Trump

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A base governista, diriam os que usam palavras fora de moda, é um serpentário.
A naja rainha, Michel Temer, ontem, serpenteou entre todos eles, invocando sua condição real.
Merval Pereira diz mesmo que ele mostrou que quer enroscar-se com Alckmin, que gosta do afago, mas teme o veneno fatal  da impopularidade.
Henrique Meirelles, castigado pelo Deus-Mercado por sua “fé sem obras”, com a praga da nota de crédito da Standard & Poor’s, parece ter perdido o “encanto”. No Estadão, diz-se que o “dream team” falhou; Miriam Leitão insinua que isso era mesmo sonho de um ministro “que se apresentava como uma pessoa com trânsito internacional” e que agora, acha difícil que possa sustentar uma candidatura. Merval, o guru mor, diagnostica  que “a perspectiva futura do pais não e nada boa”.
Maia, o Rodrigo Pimpão do Botafogo da política e da lista da Odebrecht, aproveitou a deixa e mostrou que não vai deixar barato a tucanização do governo, que tira do DEM  a condição de aliado preferencial do PMDB. Recusou a “culpa” da Câmara – apontada por Meirelles – no atraso (dir-se-á melhor, na inviabilização) da reforma da Previdência e que a nota de crédito caiu por conta das denúncias contra Temer no escândalo da JBS.
“”O que pesou foram duas denúncias que atrasaram a votação da [reforma da] Previdência. De fato, o governo ficou fraco após as denúncias”, disse ao Estadão.
E repeliu a declaração de Meirelles de que a Câmara é quem demora a aprovar a reforma, dizendo que era uma pena que Meirelles desse “respostas de candidato”.
Como já se disse aqui, há um clima de “barata voa” na base governista e Geraldo Alckmin é o único que pode “jogar parado”. Um bando de nanicos eleitorais que só existem porque confiam que Lula será impedido de concorrer.
O governador paulista é a encarnação política da frase de Millôr Fernandes: “muito mais importante que ser genial é estar cercado de medíocres”.



trumpshut

Dos ‘países de merda”, um pedido a Trump

Em reunião com deputados norte-americanos, Donald Trump reclamou do interesse dos parlamentares com os direitos dos imigrantes do “shitholes countries“, os “países de merda”.
Mr. Trump não nos citou, mas andamos no mesmo patamar que o Haiti e os países africanos que Trump teria citado, segundo  o The Washington Post, mas o pensamento de uma parte da classe média brasileira, que louva o fato de ganhar mais limpando privadas – nada contra, alguém tem de fazê-lo – nos EUA é mais “rentável”.
Por reciprocidade, gostaríamos que nós, os dos “países de merda”, não tivéssemos de receber aqui os Estados Unidos.
Que os norte-americanos nos devolvessem o pedaço da Petrobras que FHC lhes vendeu e os campos de petróleo que Temer entregou à Exxon Mobil.
Que a Boeing deixasse a Embraer seguir a caminhada vitoriosa que teve.
Que parassem de ganhar dinheiro no Brasil, milhões de vezes mais do que os pobres coitados do Brasil vão ganhar entregando pizzas e vendendo eletrônicos em Miami.
Deixe apenas que façamos comércio justo, comprando o que não podemos fazer aqui – e não é muito – e vendendo o que vocês não podem ou não querem fazer aí, que é muito, até porque, por mais baratas, vocês exportam suas linhas de produção para os “países de merda”.
O senhor reclama do fato de que não tem imigrantes noruegueses, esta gente boa, capaz e loura.
Talvez seja porque lá, quando encontraram uma riqueza semelhante ao nosso pré-sal,  eles ficaram com ela e a transformaram em alavanca do desenvolvimento: educação, bem-estar social, parque industrial. Em felicidade, numa palavra, a única porta que fecha a emigração.
Deixe-nos em paz, Mr. Trump, deixe em paz os “shithole countries” e logo eles serão países em ascensão, socialmente mais justos , economicamente mais fortes e muito menos propensos a mandar  para aí imigrantes ávidos por fortuna.
Ah, a propósito: deste país de merda vêm US$ 250 bilhões do dinheiro que irriga a enorme dívida pública dos EUA. Dinheiro pelo qual nos pagam cinco ou seis vezes menos do que ganham investindo aqui.
Mas não tem problema, Mr. Trump, não vamos xingar o senhor.
Não vamos mandar o senhor à merda, somos gentis.
Vamos convidá-lo a vir aqui.
Venha à merda, Mr. Trump
copiado http://www.tijolaco.com.br/blog/

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