Paciente com ebola nos EUA pode ter contagiado outras pessoas
Cristina F. Pereda
Washington
Autoridades norte-americanas estimam que ele esteve em contato com até 18 pessoas, entre elas cinco menores, e avaliam riscoInfectado por ebola nos EUA pode ter contagiado outras pessoas
Autoridades tentam identificar os que estiveram sob risco de contágio
Cristina F. Pereda
Washington
2 OCT 2014 - 08:25 BRT
O primeiro paciente diagnosticado com o vírus ebola nos Estados Unidos
está internado em estado grave em um hospital de Dallas (Texas). A
notícia sobre o contágio foi recebida com preocupação entre os cidadãos.
As autoridades sanitárias do condado de Dallas revelaram na
quarta-feira que o paciente pode ter estado em contato com 12 a 18
pessoas – cinco delas menores de idade – quando já havia risco de
contágio.
O governador do Texas, o republicano Rick Perry, fez um pronunciamento na quarta-feira para garantir à população que o Estado acionou todos os meios necessários para impedir o avanço do vírus em território norte-americano. A epidemia do ebola já matou mais de 3.000 pessoas na África, e apenas na Libéria, local de embarque do paciente, o número de infectados pode chegar a 1,4 milhão antes de janeiro de 2015.
A agência Associated Press informou que o paciente, Thomas Eric Duncan, é nacional da Libéria, ainda que a informação não tenha sido confirmada pelas autoridades, que apenas revelaram que o paciente viajou a Dallas para visitar sua família. Segundo o Ministério de Informação da Libéria e autoridades canadenses, Duncan teria feito escala em Bruxelas (Bélgica), mas nunca mostrou sintomas da doença até entrar em território norte-americano.
O diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), Thomas Frieden, afirmou na noite de terça-feira que o risco de contágio durante a viagem era “zero”, porque o paciente não apresentava sintomas. Frieden destacou que os EUA “podem controlar” este caso e evitar novos contágios. “Não temos nenhuma dúvida de que o vírus vai parar por aqui.” No entanto, passaram-se cinco dias entre o momento em que apareceram os sintomas e sua internação sob isolamento, e com isso o infectado pode ter contagiado outras pessoas.
O paciente, ao qual as autoridades do CDC se referiam como “ele”, notou os primeiros sintomas – que podem incluir dor de cabeça e nas articulações, febre, diarreia e até hemorragias internas e externas – no dia 24 de setembro. No dia 26 foi ao hospital, mas teve alta e recebeu antibióticos. Dois dias depois foi internado de novo e, depois de fazer exames, o CDC confirmou o pior diagnóstico, a presença do vírus ebola, na terça-feira à noite.
Ainda não se sabe quais sintomas o paciente apresentava quando foi ao hospital pela primeira vez, embora os médicos tenham adiantado que sua condição passou de “crítica” a “grave” nas últimas horas. Os três agentes sanitários que o transportaram ao hospital no fim de semana, e que sofriam risco de contágio, fizeram testes que deram negativo para a presença do vírus. Todos serão monitorados até que acabe o período de incubação de três semanas.
O governador do Texas, o republicano Rick Perry, fez um pronunciamento na quarta-feira para garantir à população que o Estado acionou todos os meios necessários para impedir o avanço do vírus em território norte-americano. A epidemia do ebola já matou mais de 3.000 pessoas na África, e apenas na Libéria, local de embarque do paciente, o número de infectados pode chegar a 1,4 milhão antes de janeiro de 2015.
A agência Associated Press informou que o paciente, Thomas Eric Duncan, é nacional da Libéria, ainda que a informação não tenha sido confirmada pelas autoridades, que apenas revelaram que o paciente viajou a Dallas para visitar sua família. Segundo o Ministério de Informação da Libéria e autoridades canadenses, Duncan teria feito escala em Bruxelas (Bélgica), mas nunca mostrou sintomas da doença até entrar em território norte-americano.
O diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), Thomas Frieden, afirmou na noite de terça-feira que o risco de contágio durante a viagem era “zero”, porque o paciente não apresentava sintomas. Frieden destacou que os EUA “podem controlar” este caso e evitar novos contágios. “Não temos nenhuma dúvida de que o vírus vai parar por aqui.” No entanto, passaram-se cinco dias entre o momento em que apareceram os sintomas e sua internação sob isolamento, e com isso o infectado pode ter contagiado outras pessoas.
O paciente, ao qual as autoridades do CDC se referiam como “ele”, notou os primeiros sintomas – que podem incluir dor de cabeça e nas articulações, febre, diarreia e até hemorragias internas e externas – no dia 24 de setembro. No dia 26 foi ao hospital, mas teve alta e recebeu antibióticos. Dois dias depois foi internado de novo e, depois de fazer exames, o CDC confirmou o pior diagnóstico, a presença do vírus ebola, na terça-feira à noite.
Ainda não se sabe quais sintomas o paciente apresentava quando foi ao hospital pela primeira vez, embora os médicos tenham adiantado que sua condição passou de “crítica” a “grave” nas últimas horas. Os três agentes sanitários que o transportaram ao hospital no fim de semana, e que sofriam risco de contágio, fizeram testes que deram negativo para a presença do vírus. Todos serão monitorados até que acabe o período de incubação de três semanas.
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