Romero esteve nesta manhã na 7ª Vara Federal Criminal, no Rio, onde depôs em um dos processos nos quais é réu junto com Cabral, Côrtes e o próprio Iskin. A ação apura irregularidades e indícios de corrupção na gestão do Into (Instituto Nacional de Traumatologia) e na Secretaria de Estado de Saúde fluminense.
As circunstâncias do suposto pagamento de propina ao hoje líder do PT no Senado não foram explicadas. Porém, antes de citar nominalmente o ex-ministro da Saúde, o delator afirmou que o grupo liderado por Iskin havia se beneficiado de uma portaria do Ministério da Saúde, que alterou o funcionamento de um programa de assistência ortopédica, iniciado em 2003 --período no qual Costa estava à frente do ministério.
A portaria do "Projeto Suporte" deu ao Into, à época chefiado por Côrtes, mais "orçamento para compra de equipamentos". Ou seja, os recursos federais destinados ao programa foram incorporados ao caixa do hospital, que passou a ficar responsável pela prestação do serviço de assistência. Na ocasião, Romero também trabalhava no Into e ocupava cargo de gestão.
O colaborador declarou que o dinheiro liberado pelo Ministério da Saúde foi usado para comprar equipamentos das empresas de Iskin, favorecido, de acordo com a denúncia do Ministério Público, por um grandioso esquema de fraude a licitação e pagamento de propina a agentes públicos.
A reportagem do UOL procura o senador Humberto Costa para que ele se manifeste sobre a acusação.
Ao fim do depoimento, Romero disse ainda que a portaria federal que supostamente favoreceu o grupo de Iskin foi "muito comemorada" pelo empresário e pelos agentes públicos envolvidos no esquema.
Segundo ele, a comemoração "envolve questões nada pudicas". Perguntado sobre o que isso significaria, o delator disse que Iskin "fechou uma casa de massagem" em São Paulo e citou alguns dos presentes na festa. O depoimento, no entanto, foi interrompido pelo juiz Marcelo Bretas.
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