A mentirinha da Previdência é o “me engana que eu gosto” do mercado
O anúncio de Michel Temer de que enviará uma nova proposta – “simplificada” – de reforma da Previdência, reduzindo seu alcance à unificação de limite de proventos dos funcionários públicos aos limites do INSS e à elevação da idade mínima para a aposentaria é apenas uma encenação.
Não há a menor chance de aprovar emendas constitucionais – que exigem 308 votos – na Câmara e muito menos de levar o Senado a ratificá-las.
O que o mercado exigiu – e Meirelles e Rodrigo Maia fizeram ainda ontem – é manter vivo o assunto e obrigar o presidente que se eleja em 2018 – se tivermos eleição – a fazer a degola dos direitos de aposentadoria.
É o “me engana que eu gosto” que o dinheiro pede para que não “chacoalhar” o que eles chamam de “retomada econômica” e mais bem chamado seria de “retomada financeira” que permita ao país chegar até o final do ano que vem, mesmo que com a água pelo queixo – sem grandes marolas.
Até a Joana D”Arc da reforma previdenciária, a colunista Miriam Leitão, reconhece, no seu blog, que “até um texto reduzido, uma espécie de reforminha, está difícil de passar”.
O que o governo entendeu na terça-feira é que não pode dizer isso. Seria jogar a toalha, como fez o presidente na segunda-feira.
Tudo neste governo é falso, como falso é aquele que usurpou a presidência.
copiado http://www.tijolaco.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário