São Paulo
Vídeo mostra agressão de PM contra jornalista em protesto, diz associação
Pedro Nogueira foi preso após ação de PMs contra ato na terça-feira (11).
SSP não comenta ação da PM, mas diz que Nogueira cometeu vandalismo.
Por Marcelo Mora
Do G1 São Paulo
O Portal Aprendiz publicou nesta quarta-feira (12) nota na qual aponta que um vídeo,
publicado no YouTube
e compartilhado em redes sociais, comprova a
agressão cometida por policiais militares contra o repórter Pedro
Ribeiro Nogueira. O jornalista foi preso durante as manifestações contra
o aumento das tarifas do transporte na noite de terça-feira (11).
As imagens, feitas do alto de um prédio, mostram policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) usando cassetetes para conter o rapaz. Em seguida, ele é agarrado e preso. Devido à distância e da fraca iluminação, não é possível visualizar no vídeo os rostos dos envolvidos.
O G1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para comentar as acusações. Em nota, a SSP diz que o jornalista estava envolvido nos atos, mas não comenta a ação da PM.
"O delegado que elaborou o flagrante considerou que Nogueira teve participação ativa nos protestos e atos de vandalismo registrados na Capital. A convicção jurídica do delegado se baseia em depoimentos de policiais que avistaram o rapaz danificando uma viatura e uma guarita policial", informou a secretaria.
Após ser preso, Pedro Nogueira foi levado ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, onde foi indiciado por dano qualificado e formação de quadrilha. Ele continua preso, após ter sido transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
“O vídeo mostra o momento em que ele foi perseguido, acuado e agredido. A polícia foi de uma truculência inexplicável, injustificável”, afirmou Helena Singer, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, que mantém o Portal Aprendiz na internet. A associação também divulgou uma nota de repúdio contra a ação da PM.
Segundo Helena, o repórter estava fazendo reportagem sobre a manifestação pelo portal quando foi agredido e preso. “Ele estava trabalhando para o nosso portal. Ele estava indo embora, inclusive, quando tentou intervir ao ver a polícia ameaçar duas moças que estavam com ele”, disse Singer.
De acordo com Singer, o advogado da associação está agora empenhado em conseguir um habeas corpus para obter a liberação do repórter o mais rápido possível.
Família critica ação da PM
Mais cedo nesta quarta-feira, um parente de Pedro Nogueira já havia afirmado que o jornalista esteve na manifestação e que estava trabalhando na cobertura do ato. Quando estava voltando para casa, acompanhado pela namorada e amigas, policiais militares tentaram agredir uma das mulheres com cassetetes, relatou o familiar.
Ele disse que Pedro tentou intervir e, por isso, foi preso. “Bateram nele, indiciaram e colocaram ele no mesmo saco que todos os outros. Ele apanhou muito, estava molhado e com frio. E ele não fez nada.” Em nota publicada no site, o Portal Aprendiz informou que duas representantes do site estiveram no distrito policial, mas não foram recebidas pelo delegado.
As imagens, feitas do alto de um prédio, mostram policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) usando cassetetes para conter o rapaz. Em seguida, ele é agarrado e preso. Devido à distância e da fraca iluminação, não é possível visualizar no vídeo os rostos dos envolvidos.
O G1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para comentar as acusações. Em nota, a SSP diz que o jornalista estava envolvido nos atos, mas não comenta a ação da PM.
"O delegado que elaborou o flagrante considerou que Nogueira teve participação ativa nos protestos e atos de vandalismo registrados na Capital. A convicção jurídica do delegado se baseia em depoimentos de policiais que avistaram o rapaz danificando uma viatura e uma guarita policial", informou a secretaria.
Após ser preso, Pedro Nogueira foi levado ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, onde foi indiciado por dano qualificado e formação de quadrilha. Ele continua preso, após ter sido transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
“O vídeo mostra o momento em que ele foi perseguido, acuado e agredido. A polícia foi de uma truculência inexplicável, injustificável”, afirmou Helena Singer, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, que mantém o Portal Aprendiz na internet. A associação também divulgou uma nota de repúdio contra a ação da PM.
Segundo Helena, o repórter estava fazendo reportagem sobre a manifestação pelo portal quando foi agredido e preso. “Ele estava trabalhando para o nosso portal. Ele estava indo embora, inclusive, quando tentou intervir ao ver a polícia ameaçar duas moças que estavam com ele”, disse Singer.
De acordo com Singer, o advogado da associação está agora empenhado em conseguir um habeas corpus para obter a liberação do repórter o mais rápido possível.
Família critica ação da PM
Mais cedo nesta quarta-feira, um parente de Pedro Nogueira já havia afirmado que o jornalista esteve na manifestação e que estava trabalhando na cobertura do ato. Quando estava voltando para casa, acompanhado pela namorada e amigas, policiais militares tentaram agredir uma das mulheres com cassetetes, relatou o familiar.
Ele disse que Pedro tentou intervir e, por isso, foi preso. “Bateram nele, indiciaram e colocaram ele no mesmo saco que todos os outros. Ele apanhou muito, estava molhado e com frio. E ele não fez nada.” Em nota publicada no site, o Portal Aprendiz informou que duas representantes do site estiveram no distrito policial, mas não foram recebidas pelo delegado.
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