Emir do Catar chama príncipe saudita para iniciar diálogo Hillary Clinton arremete contra Bernie Sanders em novo livro

Emir do Catar chama príncipe saudita para iniciar diálogo

Saudi Royal Palace/AFP / BANDAR AL-JALOUDFoto cedida pelo Palácio Real Saudita em 15 de agosto de 2017 mostra o príncipe Mohammed bin Salman, em Jidá
O emir do Catar telefonou nesta sexta-feira ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, para manifestar seu interesse em resolver a crise diplomática bilateral que se estende há três meses, informou na madrugada deste sábado a agência estatal de Riad.
O príncipe "celebrou a disposição" de diálogo e precisou que "o anúncio sobre as modalidades deste diálogo se efetuará após a conclusão de um acordo" entre Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barein e Egito, que em bloco romperam relações com o Catar.
O telefonema do emir do Catar, xeque Tamin bin Hamad Al Thani, ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se oferecer para mediar a crise, assegurando que a disputa poderia ser resolvida "bem facilmente".
A crise, latente, explodiu no dia 5 de junho, quando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barein e Egito romperam relações diplomáticas com Doha.
Os quatro países acusaram o Catar de apoiar grupos extremistas e de se aproximar do Irã, grande rival da Arábia Saudita, e impuseram ao emirado sanções sem precedentes, com o bloqueio de vias de acesso marítimas, aéreas e terrestres.
Doha rejeitou as acusações e culpou os quatro países por atentar contra sua soberania

Hillary Clinton arremete contra Bernie Sanders em novo livro

AFP/Arquivos / Brendan Smialowski(Arquivo) Hillary Clinton
Hillary Clinton foi responsável, em parte, pela própria derrota nas eleições presidenciais, admite a ex-candidata, mas ela também culpa Bernie Sanders, seu adversário nas primárias democratas, pelo fiasco, em um livro que será lançado na semana que vem nos Estados Unidos.
Os ataques do senador Sanders "causaram danos duradouros, o que dificultou que os progressistas se unissem antes das eleições e abriu caminho para a campanha de Donald Trump contra a 'desonesta Hillary'", escreve a democrata em "What Happened" (Fayard), segundo trechos publicados em meios de comunicação americanos, como NBC e CNN.
O livro chegará às livrarias na terça-feira. Hillary Clinton tem previsto realizar uma turnê de 15 dias pelos Estados Unidos e pelo Canadá para promovê-lo.
A ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado critica Bernie Sanders por ter usurpado suas ideias. "Bernie anunciava quase a mesma coisa que eu, só que maior. Em todos os temas, é como se ele prometesse abdominais em quatro minutos, ou em zero minutos, abdominais mágicos!", escreve com sarcasmo.
Bernie Sanders, que continua exercendo seu cargo como senador, respondeu com desdém. "Então Bernie Sanders roubou todas as ideias de Hillary Clinton. Alguém realmente acredita nisso?", disse na MSNBC.
O mea culpa que Hillary havia prometido aos americanos é feito no livro. Ela reconhece que sua campanha "não teve a mesma paixão nem o mesmo sentido de urgência" que a de seu marido, Bill Clinton, em 1992. Também se arrepende de ter afirmado, dois meses antes da eleição, que metade dos eleitores de Donald Trump eram pessoas "lamentáveis".
Hillary afirma, ainda, que não concorreu apenas com Trump. "Também enfrentei o aparelho de inteligência russo, um diretor do FBI desorientado e um colégio eleitoral agora abandonado".
A obra não esconde seu rancor contra James Comey, o então diretor do FBI que reabriu brevemente, dias antes das eleições, a investigação sobre seus e-mails, que tinha afetado seriamente a imagem da candidata e havia sido encerrada meses antes.
Comey, posteriormente destituído por Trump, é alvo da sua arremetida. "Sem a intervenção espetacular do diretor do FBI nos últimos dias, teríamos ganhado a Casa Branca", afirma nas páginas de "What Happened".
Hillary critica também, embora sutilmente, o ex-presidente Barack Obama por não ter feito mais para denunciar publicamente a ingerência russa.
No final, a democrata admite que, após mais de um quarto de século na frente de batalha, sua oportunidade passou.
"Aceitei o fato de que muita gente - milhões e milhões de pessoas - decidiu que não gostava de mim. Imaginem como isso me fez sentir".




copiado https://www.afp.com

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