Katia, nova tempestade tropical, se forma na costa atlântica do México Furacão Irma provoca grandes danos em ilhas no Caribe


Katia, nova tempestade tropical, se forma na costa atlântica do México


Miami, 6 Set 2017 (AFP) - Katia, uma nova tempestade tropical, se formou na costa do México, no terceiro fenômeno ciclônico simultâneo no Oceano Atlântico, junto com o violento furacão Irma, anunciou nesta quarta-feira o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Katia se formou 165 km a leste do porto mexicano de Tampico e se desloca a 4 km/h na direção sudeste, com ventos de 65 km/h, segundo o NHC.

Katia deve ganhar força nas próximas 48 horas e permanecerá ao longo do litoral mexicano até sexta-feira.



Por outro lado, a tempestade tropical Jose se encontra 2.000 km a leste das Pequenas Antilhas e se dirige para o Caribe.

O NHC espera que Jose alcance força de furacão durante o dia.

Furacão Irma provoca grandes danos em ilhas no Caribe


De categoria cinco, a mais alta na escala que mede esses fenômenos, o furacão se desloca para o oeste-noroeste e ameaça Anguilla, as ilhas Virgens britânicas, a ponta leste de Porto Rico e talvez o Haiti.

Com cerca de 50 quilômetros de diâmetro, o olho do furacão permaneceu por volta de uma hora e meia na ilha francesa de St. Barts e, na sequência, castigou a ilha franco-holandesa de St. Martin.



"O mar está batendo com uma violência extrema na costa, e há uma grande submersão das zonas baixas do litoral", informou a agência meteorológica francesa Météo France.

"Os danos materiais já são significativos", declarou a ministra francesa de Ultramar, Annick Girardin, relatando "telhados arrancados" e cortes nas comunicações entre Paris e essas ilhas francesas das Antilhas.

Irma chegou de madrugada à ilha de Barbuda, com ventos de até 295 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, e segue avançando pelo Caribe. Lá, deve provocar tempestades e ondas gigantes.

O avião que leva o papa Francisco para a Colômbia teve de fazer um desvio de rota para evitar o furacão.

A ilha francesa de Guadalupe, mais ao sul das Antilhas, não sofreu a destruição que se temia. O alerta vermelho de furacão foi suspenso nesta quarta.

Quando passou pelo Atlântico, Irma tinha "uma intensidade sem precedentes", informou a agência Météo France.

Irma já é mais potente do que os furacões Luis (1995, St. Martin), Hugo (1989, 15 mortos em Guadalupe) e Harvey. Este último castigou os estados americanos do Texas e de Louisiana, deixando 42 mortos e mais de 100 bilhões de dólares em danos materiais.

O vento de um poder destruidor se intensificará nas duas ilhas com o passar das horas. A pior etapa é esperada para entre 6h e meio-dia local (7h e 11h, em Brasília), com rajadas acima de 300 km/h.

Os serviços meteorológicos já mediram rajadas de até 360 km/h, o que não se vê desde o furacão Gilbert, em 1988.

Também estão previstas chuvas torrenciais.

- 'A casa treme' -A passagem do olho do furacão se viu acompanhada "de uma tranquilidade temporária e enganosa", relata Jérôme Lecou, da Météo France.

Ele adverte, porém, que, em seguida, "vem um muro de nuvens e ventos que provocam as condições mais extremas".

Em um primeiro momento, a Météo France registrou ventos de até 244 km/h em St. Barts, uma das ilhas favoritas do "jet-set". A atualização dos dados não foi possível, porque o órgão perdeu seus instrumentos de medição no terreno, arrastados pelo próprio furacão.

"O vento se intensifica, a casa treme", conta Bruno, de 57 anos, falando por telefone nessa ilha francesa.

Pelo barulho, Bruno - que já vivenciou "Hugo, Maryline, Luis, Gonzalo, Georges" - considerou que Irma "é mais violento do que Gonzalo, ou Maryline. Em relação a Hugo, vamos saber depois".

A televisão pública holandesa, NOS, indicou que o furacão provocou "enormes danos" em St. Martin e mostrou imagens tuitadas pela Rádio Caraibes International. Nelas, é possível ver carros abandonados e meio submersos, além de barcos danificados, ou destruídos.

Em um tuíte por volta das 12h GMT (9h, em Brasília), o comandante da Marinha de Guerra holandesa no Caribe, Peter Jan de Vin, disse que a ilha de St. Eustace se encontrava no olho do furacão.

"O barulho do vento se parece com o de um trem de carga. Relatos de telhados arrancados", tuitou o governador da ilha de Saba (outro território de ultramar holandês), Jonathan Johnson.

Ainda há "incerteza" em relação à Flórida, completou, referindo-se à possibilidade de Irma chegar à costa oeste, ou rumar para o leste.

"Os dois cenários são plausíveis", comentou.

O presidente americano, Donald Trump, já declarou estado de emergência na Flórida, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens para liberar recursos de urgência, se necessário, pela passagem do Irma. A evacuação das ilhas de Key West, no extremo sul da Flórida já está em curso.

"Acompanho de perto o furacão. Minha equipe, que fez e faz um trabalho muito bom no Texas, já está na Flórida", tuitou o presidente.

No Haiti, que ainda não se recuperou do furacão Matthew de outubro passado, a população recebeu apenas um alerta da chegada do Irma. A AFP verificou que, nos bairros pobres da segunda maior cidade do país, Cap-Haitien, com construções frágeis e improvisadas, ninguém foi alertado.

copiado https://noticias.uol.com.br

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