Ex-juiz do Supremo investigado por corrupção foge do Peru
ANDINA/AFP / HOO juíz da Suprema Corte do Peru César Hinostroza, em 26 de junho de 2018
O juiz César Hinostroza, destituído do Supremo Tribunal do Peru e investigado por suspeita de liderar uma rede de corrupção conhecida como "Os Colarinhos Brancos do Porto", fugiu para a Espanha nesta quarta-feira, informou a imprensa local.
Hinostroza abandonou o país apesar da ordem judicial que o impedia de fazê-lo, emitida em 13 de julho passado, destaca o site do jornal El Comercio, citando fontes do governo.
"Ingressou nesta quarta-feira no território espanhol através do Aeroporto de Madri às 08H43 da noite no horário da Espanha com o passaporte N°117158435", precisou o El Comercio.
A mulher do juiz, Gloria Gutiérrez Chapa, havia viajado para a Espanha no dia 11 de outubro.
Hinostroza foi destituído do Supremo por decisão do Congresso no dia 4 de outubro passado, ficando impedido de exercer cargos públicos por dez anos.
O juiz é uma figura central do escândalo envolvendo a venda de sentenças que explodiu em 8 de julho passado e já provocou a prisão de 12 pessoas.
A Promotoria aponta Hinostroza como o líder dos "Colarinhos Brancos do Porto" de Callao, integrada por outros juízes, empresários e funcionários da Justiça.
Famílias de manifestantes presos na Nicarágua denunciam penas por terrorismo
AFP / INTI OCONHomem é detido pela tropa de choque nicaraguense durante protesto contra governo do presidente Daniel Ortega, em Manágua, em 14 de outubro de 2018
As sentenças de 15 a 24 anos de prisão impostas a estudantes e moradores pela Justiça nicaraguense são "injustas" e um "castigo" para quem protesta contra o governo, denunciaram nesta quarta-feira (17) familiares e advogados.
O juiz Melvin Vargas impôs penas de 17 anos e seis meses de prisão a Kevin Espinoza, Marlon Fonseca e Hanssel Vázquez, considerados culpados de terrorismo e outros crimes.
A juíza Adela Cardoza condenou sob as mesmas acusações nove manifestantes dos chamados "autoconvocados" do município de Tipitapa (20 km ao norte de Manágua), a penas de 15, 20 e 24 anos de prisão, disse à AFP o advogado Julio Montenegro, que os representa.
É atribuída aos acusados de Tipitapa a colocação de barricadas e bloqueios de vias em 12 pontos do país, embora esta acusação não tenha sido demonstrada pela Promotoria.
"Estas são as primeiras sentenças por crime de terrorismo" emitas pelos tribunais de Justiça contra pessoas que desde abril passado protestam contra o governo, destacou Montenegro, considerando nulos os processos, devido a uma série de irregularidades.
Outra sentença foi emitida pela morte do jornalista Angel Gahona, em 21 de abril, mas seus familiares consideram que não foi feita justiça e responsabilizam agentes da polícia pelo óbito.
O manifestante Carlos Bonilla foi condenado a 30 anos pela morte de um agente e a 60 pela tentativa de assassinato de outros quatro policiais (15 por cada um), mas Montenegro assegura que sua responsabilidade não foi devidamente provada. No entanto, só cumpriria 30 anos preso, pena máxima estabelecida no código penal nicaraguense.
Em junho, em meio aos protestos contra o governo que deixaram 320 mortos, 2.000 feridos e 500 detidos, o Parlamento aprovou uma lei que sanciona o crime de terrorismo, a qual, segundo opositores busca criminalizar os protestos.
"Estas sentenças são irregularidades desde o momento da decisão por paramilitares, com buscas em residências sem ordem judicial", explicou Montenegro.
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