AIEA convida Irã a trabalhar positivamente em tema nuclear

09/09/2013 - 15:18

AIEA convida Irã a trabalhar positivamente em tema nuclear

Viena (AFP)
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está disposta a "trabalhar de forma construtiva com o Irã" para "resolver os assuntos pendentes" de seu programa nuclear, declarou nesta segunda-feira em Viena o diretor-geral do organismo, o japonês Yukiya Amano.
Levando-se em conta "o número de informações críveis à disposição da AIEA sobre uma possível dimensão militar do programa nuclear iraniano, continua sendo essencial e urgente que o Irã coopere conosco", disse Amano ao abrir a sessão do conselho de governadores, que durará uma semana.
Amano utilizou uma linguagem mais moderada em comparação com a de três meses atrás, quando havia expressado seu cansaço em relação ao diálogo com o Irã, que dava voltas sem avançar.
Os primeiros sinais do novo presidente iraniano, Hassan Rohani, foram considerados positivos e encorajadores visando o reinício das negociações, previstas para 27 de setembro.
O diretor da AIEA convidou novamente o governo iraniano a "fornecer sem demora uma resposta substancial" às perguntas da organização sobre o sítio militar de Parchin, onde suspeita-se que ocorreram explosões correspondentes a testes com fins militares.
Os delegados dos 35 países-membros do conselho de governantes da agência da ONU se reunirão a portas fechadas durante uma semana em Viena, em um contexto de apaziguamento após a posse do novo presidente iraniano.
Rohani renovou completamente a equipe de negociadores, que estará sob a autoridade do novo ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, encarregado de manter contato com o grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha).
No fim de setembro, Mohammad Javad Zarif deve se reunir em Nova York com Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia.
O tema sírio também pode ir para a mesa de negociações, por iniciativa da Rússia, que advertiu sobre as consequências catastróficas de um ataque militar contra a Síria, já que mísseis poderiam atingir um pequeno reator de pesquisa nuclear. copiado  http://www.afp.com/

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