APEC quer mais comércio; EUA agilizam acordo Transpacífico

08/10/2013 - 15:34

APEC quer mais comércio; EUA agilizam acordo Transpacífico


NUSA DUA (Indonesia) (AFP)
Os 21 países do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) se comprometeram nesta terça-feira em Bali a potencializar o comércio, em meio às preocupações pela economia mundial e pela situação dos Estados Unidos.
No segundo e último dia de reuniões no balneário de Nusa Dua, na turística ilha indonésia de Bali, os presidentes se comprometeram a criar um espaço de livre comércio e investimentos até 2020.
"Tenho o prazer de anunciar que nossa cúpula foi bem-sucedida e realmente muito produtiva", disse na declaração final, cercado por seus convidados, o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.
Estas discussões ocorrem com iniciativas paralelas.
Um grupo de 12 países, liderado por Estados Unidos, no qual também se encontram Chile, México e Peru, agilizam a conclusão do Acordo de Aliança Transpacífico (TPP, em inglês), do qual ficou à margem a China, segunda economia mundial, que promove, por sua vez, um acordo asiático.
Ante a ausência do presidente Barack Obama, que cancelou sua viagem pela crise fiscal em seu país, o chefe da diplomacia americana, John Kerry, reuniu ao término da cúpula os doze países do TPP para dar um incentivo às negociações deste acordo de terceira geração, que se espera que seja concluído no fim do ano.
"Precisamos de regras modernas para um caminho que evolua de acordo com a velocidade dos mercados atuais", disse Kerry em um discurso aos empresários em uma tentativa de vender este novo acordo, a cujas portas chama a Coreia do Sul e que interessa a países como Tailândia e Filipinas, após a recente incorporação de México e Japão.
Os Estados Unidos querem que o TPP se arme para lidar com as complexas mudanças da economia do século XXI, como propriedade intelectual ou o espaço que a internet abriu.
Talvez em um aviso do que vem pela frente, o presidente chinês, Xi Jinping, que não poupou esforços durante o encontro para realçar a posição da China neste novo tabuleiro mundial, alertou que seu país "não pode se desenvolver isolado da Ásia-Pacífico", mas que a região também não poderá "prosperar sem a China".
Na reunião de Bali, que foi durante os últimos dias um formigueiro de encontros entre países amigos e às vezes menos amigos - como China ou Taiwan - o apagão financeiro nos Estados Unidos contribuiu para aumentar o nervosismo sobre a situação da economia mundial.
O mundo passa por uma "conjuntura crítica" e a situação precisa de uma gestão cuidadosa, advertiu Ydhoyono aos seus colegas.
Caso o Congresso americano não chegue a um acordo para evitar a paralisia da administração e, o que é pior, um possível default da primeira potência mundial, a crise "impactará o mundo inteiro" e "não apenas os países que geográfica ou economicamente têm uma importante interrelação com os Estados Unidos", advertiu na véspera o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.
A Casa Branca disse na segunda-feira que um eventual default de sua dívida geraria um cenário terrível, com consequências de longo prazo.
copiado  http://www.afp.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...