9 em cada 10 mortos pela polícia no Rio são negros ou pardos
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Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público
Entre janeiro de 2016 e março de 2017, ao menos 1.227 pessoas foram mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro. Dados obtidos pelo UOL através da Lei de Acesso à Informação mostram que a cada dez mortos, nove são negros ou pardos.
Ao todo, nesse período, foram mortas 581 pessoas identificadas como pardas, 368negros e 141 brancos. Não há informações sobre o perfil racial de 137 casos. Apenas quatro são mulheres.
Os números, compilados pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) com base em boletins de ocorrência da Polícia Civil, também mostram um grande número de jovens mortos – dos 1.227 casos, metade tem até 29 anos e 108 pessoas tinham 18 anos ou menos.
Cerca de 22% dos casos ocorreram em "morros ou favelas". O número de mortes em comunidades, no entanto, pode ser ainda mais alto, já que a maioria das ocorrências (817) descreve o local do fato apenas como "via pública".
A maior parte das mortes ocorreu na cidade do Rio de Janeiro (619), na Baixada Fluminense e na região metropolitana, em especial nas cidades de Duque de Caxias e São Gonçalo, com 106 e 126 registros, respectivamente.
No caso da capital, as mortes se concentram nas zonas norte e oeste da cidade. Entre os bairros com mais ocorrências destacam-se Santa Cruz, Pavuna, Anchieta e Costa Barros.
Na zona sul, foram registradas 14 mortes, 1% do total de mortes em todo o Estado --nove em Copacabana, três em Botafogo, uma na Lagoa e uma no Leme. Destas, sete ocorrem em favelas da região.
A maior parte das mortes envolveram agentes do 41º BPM (Irajá), com 166 casos. Reportagem do UOL mostrou que, desde a sua criação, em 2011, o batalhão concentra o maior número de mortes cometidas por policiais em todo o Estado.
Segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 47% da população do Estado fluminense se declarou branca; 12%, preta, e 39%, parda. Os demais 2% se definiram como amarelos, indígenas ou não responderam a essa questão do Censo.
Em abril, uma grupo de familiares de pessoas mortas pela polícia organizou um protesto em frente ao Ministério Público
Entre janeiro de 2016 e março de 2017, ao menos 1.227 pessoas foram mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro. Dados obtidos pelo UOL através da Lei de Acesso à Informação mostram que a cada dez mortos, nove são negros ou pardos.
Ao todo, nesse período, foram mortas 581 pessoas identificadas como pardas, 368negros e 141 brancos. Não há informações sobre o perfil racial de 137 casos. Apenas quatro são mulheres.
Os números, compilados pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) com base em boletins de ocorrência da Polícia Civil, também mostram um grande número de jovens mortos – dos 1.227 casos, metade tem até 29 anos e 108 pessoas tinham 18 anos ou menos.
Cerca de 22% dos casos ocorreram em "morros ou favelas". O número de mortes em comunidades, no entanto, pode ser ainda mais alto, já que a maioria das ocorrências (817) descreve o local do fato apenas como "via pública".
A maior parte das mortes ocorreu na cidade do Rio de Janeiro (619), na Baixada Fluminense e na região metropolitana, em especial nas cidades de Duque de Caxias e São Gonçalo, com 106 e 126 registros, respectivamente.
No caso da capital, as mortes se concentram nas zonas norte e oeste da cidade. Entre os bairros com mais ocorrências destacam-se Santa Cruz, Pavuna, Anchieta e Costa Barros.
Na zona sul, foram registradas 14 mortes, 1% do total de mortes em todo o Estado --nove em Copacabana, três em Botafogo, uma na Lagoa e uma no Leme. Destas, sete ocorrem em favelas da região.
A maior parte das mortes envolveram agentes do 41º BPM (Irajá), com 166 casos. Reportagem do UOL mostrou que, desde a sua criação, em 2011, o batalhão concentra o maior número de mortes cometidas por policiais em todo o Estado.
Segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 47% da população do Estado fluminense se declarou branca; 12%, preta, e 39%, parda. Os demais 2% se definiram como amarelos, indígenas ou não responderam a essa questão do Censo.
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