“Comprem o Brasil”, diz Financial Times, “está barato”
Nélson de Sá, na Folha hoje, resume os “conselhos” do Financial Times, com grifo meu: No “Financial Times”, com uma foto de plataforma da Petrobras, acima, “Investidores estrangeiros sustentam o Brasil a atravessar recessão”. É...
Nélson de Sá, na Folha hoje, resume os “conselhos” do Financial Times, com grifo meu:
No “Financial Times”, com uma foto de plataforma da Petrobras, acima, “Investidores estrangeiros sustentam o Brasil a atravessar recessão”.
É que, “comparado com outros países, o Brasil tem recebido bastante investimento porque tem um monte de ativos à venda”, afirma um analista do Bank of America Merrill Lynch. E eles estão “baratos”, acrescenta um analista do Goldman Sachs.
O “FT“ destaca, entre eles, os “desinvestimentos forçados” pela Operação Lava Jato na Petrobras e na Odebrecht. E avisa que “a próxima na fila para a venda de ativos é a JBS”.
Acrescenta porém que parte dos supostos investimentos é empréstimo das empresas para as suas próprias subsidiárias no país,“efetivamente negócios cambiais que visam tirar proveito das altas taxas de juros do Brasil”.
E vem mais por aí. Segundo a agência Reuters, citando fontes anônimas, o governo anunciará novas regras para a mineração no Brasil, que “aumentarão o limite de participação de empresas estrangeiras em empreendimentos no país, hoje em 40%”.
É preciso mais para nos sentirmos os “otários do mundo”?
Na reportagem, um gestor de u=investimentos diz que as inversões estrangeiras destinadas negócios produtivos é de 20 a 25%. O resto, mais de 75%, apenas para nos sugar financeiramente.
E as elites brasileiras reclamam que “a coisa está indo devagar demais” e é preciso romper entraves burocráticos e judiciais para vender tudo mais rápido ainda.
É o Brasil na xepa, apregoado por senhores muito distintos, em ternos de Miami, que, em nome da moralidade, praticam o ato mais imoral para alguém: trair seu próprio país.
Quem disse que o aumento dos combustíveis não vai se espalhar?
O aumento de tributação nos combustíveis começa a preocupar a indústria de arroz. As que estão com os estoques baixos pagam de R$ 1 a R$ 2 a mais por saca do produto em casca. Esse aumento vai chegar ao consumidor.
Pouco? Como a saca de arroz anda a R$40, aumentar um ou dois reais significa subir de 2,5 a 5%.
Não há razão para ser diferente em relação a outros produtos agrícolas de baixa relação valor/peso, embora seja óbvio que os preços de alimentos dependam de diversos fatores.
E são eles que vêm puxando a queda da inflação.
O comércio já sentiu isso e, ainda que a pesquisa de julho só parcialmente absorve a notícia (dada dia 18) derrubou a confiança do comércio, como registra a Fundação Getúlio Vargas.
As expectativas do setor zeraram todos os ganhos de 2017 e voltaram ao nível de outubro de 2016.
copiado http://www.tijolaco.com.br/blog/
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