A imagem divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
© DR/IPMA
Rajada de vento na Figueira da Foz foi a maior registada em Portugal
Foi registada uma rajada de cerca de 176 km/h no sábado, durante a passagem do Leslie, sendo o máximo anterior de 169 km/h, a 17 de outubro de 2015.
Rajada de vento na Figueira da Foz foi a maior registada em Portugal
Foi
registada uma rajada de cerca de 176 km/h no sábado, durante a
passagem do Leslie,
sendo o máximo anterior de 169 km/h, a 17 de outubro de 2015.
ma
rajada de vento atingiu os cerca de 176 quilómetros por hora no
sábado à noite na Figueira da Foz, valor mais elevado registado em
Portugal, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera
(IPMA).
Numa
nota publicada no site,
o IPMA adianta que a estação de Figueira da Foz/Vila Verde registou
às 22.40 de sábado uma rajada de cerca de 176 quilómetros por
hora, valor atribuído a um fenómeno designado por sting
jet.
O
IPMA frisa que a rajada observada no sábado na Figueira da Foz
constitui o valor "mais elevado registado em estações da rede
meteorológica nacional", sendo o máximo anterior de 169
quilómetros por hora, a 17 de outubro de 2015.
O
IPMA explica que o sting
jet é
uma forte corrente descendente que, por vezes, se desenvolve no bordo
oeste de depressões extratropicais, podendo alcançar a superfície.
Nestes casos, as rajadas podem ser superiores a 150 quilómetros por
hora numa área reduzida, tipicamente situada a sudoeste do núcleo
da depressão.
Este
organismo refere que as rajadas observadas junto à superfície
resultam de processos evaporativos que ocorrem em níveis médios da
massa nebulosa da tempestade, resultando destes processos
"arrefecimento e consequente transporte descendente do ar para
níveis mais baixos, com aceleração progressiva".
A
designação de sting
jet decorre
do facto de a assinatura deste fenómeno em imagens de satélite e
radar se assemelhar à da cauda de um escorpião (sting).
O
IPMA indica ainda que se observou um fenómeno semelhante em Portugal
continental a 23 de dezembro de 2009, mas na altura não esteve
associado a uma depressão resultante da transição de ciclone
tropical para depressão extratropical, como se verificou no sábado.
A
passagem do Leslie por
Portugal, no sábado e hoje, provocou um morto, 28 feridos ligeiros e
61 desalojados.
A
Proteção Civil mobilizou 8217 operacionais, que tiveram de
responder a 2495 ocorrências, sobretudo queda de árvores e de
estruturas e deslizamento de terras.
O
distrito mais afetado pelo Leslie foi
o de Coimbra, onde a tempestade, com um "percurso muito
errático", se fez sentir com maior intensidade, segundo o
comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
copiado https://www.dn.pt/pais/interior/mau-tempo-r
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