11h39
Mulheres fazem passeata contra economia verde
Com cartazes, jovens pedem mais destaque ao tema paz
Negociações sobre documento final são retomadas
União Europeia diz que falta ambição ao texto
Documento da Rio+20 deve ser finalizado hoje
Oceanos e proteção ambiental deverão ser destaques
Com cartazes, jovens pedem mais destaque ao tema paz
Negociações sobre documento final são retomadas
União Europeia diz que falta ambição ao texto
Documento da Rio+20 deve ser finalizado hoje
Oceanos e proteção ambiental deverão ser destaques
Mulheres fazem passeata contra economia verde
Com cartazes, jovens pedem mais destaque ao tema paz
Negociações sobre documento final são retomadas
União Europeia diz que falta ambição ao texto
Documento da Rio+20 deve ser finalizado hoje
Oceanos e proteção ambiental deverão ser destaques
Bachelet: documento da Rio+20 deve contemplar igualdade de gênero e empoderamento das mulheres
18/06/2012 - 11h39
Thais Leitão e Vitor Abdala
Repórteres da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será entregue aos chefes de Estado e de Governo, deve contemplar de forma satisfatória, com importantes avanços, a questão da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres. A avaliação foi feita hoje (18) pela subsecretária-geral e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.
Segundo ela, que concedeu entrevista coletiva no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, o texto, que ainda está em negociação, traz a ideia chave das mulheres como força motriz do desenvolvimento sustentável e tem parágrafos específicos sobre o tema.
“A redação, é claro, ainda pode ser melhorada, mas ele [documento] trata sobre essas questões do empoderamento das mulheres, de aumentar a participação das mulheres nos processos decisórios e na economia e do fortalecimento dos direitos das mulheres. A linguagem é boa e esperamos que continue nessa direção”, afirmou.
Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet também ressaltou que houve uma preocupação para que a questão não ficasse restrita aos parágrafos que versam sobre o tema, mas que fizesse parte, de maneira transversal, de outros importantes assuntos que compõem o documento, como a erradicação da pobreza, os oceanos e as cidades.
“As mulheres têm papel importante no desenvolvimento sustentável em várias perspectivas e é por isso que não podem estar restritas a uma só área. Precisamos das mulheres na arena política, nos processos decisórios, na implementação de políticas públicas, também na arena econômica, em toda a cadeia de suprimento”, acrescentou.
Ela destacou que, de acordo com relato da ex-primeira ministra da Noruega e enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas, Gro Brundtland, a participação feminina no mercado de trabalho norueguês chega a 75%. Na América Latina, entretanto, ela alcança 53% em média e está geralmente associada aos setores informais.
“Precisamos aumentar a capacitação das mulheres para que elas contribuam ainda mais para a economia mundial, mas também precisamos delas porque tomam decisões todos os dias em aspectos relacionados ao uso da água e da energia, por exemplo. Precisamos delas para garantir que as três dimensões do desenvolvimento sustentável [social, econômica e ambiental] estejam de fato integradas”, ressaltou.
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
copiado : http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia
Edição: Lílian Beraldo
Repórteres da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Um grupo de jovens, representantes de instituições da sociedade civil que debatem temas ligados à infância e à juventude, fizeram na manhã de hoje (18) um protesto, com cartazes, pedindo mais destaque ao tema paz no documento final da conferência. Com o lema “Desenvolvimento Sustentável Precisa de Paz”, eles defendem que só é possível se desenvolver de forma sustentável em locais onde não há guerras.
Entre as propostas está a inclusão, nas Metas de Desenvolvimento Sustentável, do artigo “Nós reconhecemos que a violência e o conflito armado têm sido os impedimentos mais severos para se atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio e, portanto, nos comprometemos a dar enfoque particular sobre isso, e dar atenção prioritária para os efeitos da violência e conflito armado no desenvolvimento sustentável em qualquer aspecto das Metas de Desenvolvimento Sustentável”.
Eles também pedem que “violência e conflito armado” sejam considerados fenômenos que contribuíram para o progresso insuficiente e que foram empecilhos para integrar as três dimensões do desenvolvimento sustentável.
“Nenhum país com conflito armado conseguiu atingir as metas do milênio. O texto acordado tem que deixar claro que paz e não violência são condições básicas para se atingir qualquer meta [de desenvolvimento sustentável]”, disse o brasileiro Augusto Lebre.
O americano Hudson Mcfann veio de Nova York para deixar seu recado de defesa da paz. “Acho que a Rio+20 terá resultados importantes, mas me preocupo que esses resultados devem ser menores do que a conferência deveria atingir devido à magnitude dos problemas”, ressaltou.
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
Edição: Lílian Beraldo
Enviadas Especiais
Rio de Janeiro – O comando do Brasil nas negociações para a conclusão do documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, vai concentrar as atenções no fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Pnuma) e na proteção dos oceanos. Ressaltando esses dois aspectos, os negociadores confiam que o documento final será mais bem recebido pela sociedade civil, que reagiu com críticas ao texto preliminar.
Nos bastidores do Riocentro porém, onde ocorrem as reuniões, as divergências persistem. A falta de consenso sobre a criação de um organismo autônomo de meio ambiente levou os negociadores à opção pelo Pnuma. A resistência vem dos representantes dos países desenvolvidos em se comprometer com a alocação de mais recursos e a falta de convergência sobre a estrutura da futura instituição.
Para driblar a ausência de consenso, os negociadores optaram ontem (17) por uma solução menos incisiva, que é incluir o assunto no capítulo sobre governança global e descrever o tema de forma geral, esclarecendo suas atribuições e meios de executar as ações que lhe serão submetidas.
O secretário executivo da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o debate sobre o Pnuma foi o que mais avançou nas negociações desde a noite de anteontem (16), quando o governo brasileiro concluiu a primeira versão preliminar do texto da Rio+20.
Na tentativa de amenizar o texto, apontado como pouco ambicioso, segundo ambientalistas, Figueiredo Machado disse que o formato permitirá avanços e detalhamentos futuros.
“Se não está fechado, o texto está praticamente concluído. [O documento] fala sobre como queremos fortalecer coletivamente o Pnuma e há descrição das funções e meios de implementar. Com isso, estamos coletivamente dando um sinal claro de que o programa não sairá da conferência como entrou”, disse o diplomata.
O item relativo aos oceanos também ganhará destaque no documento final. Mesmo com os Estados Unidos se opondo a quaisquer medidas de regulação em águas internacionais, alegando questões de segurança interna, os negociadores brasileiros estão confiantes nos avanços dos acordos. Porém, os norte-americanos temem que eventuais medidas de regulação venham provocar reações estrangeiras a seus submarinos dispostos em regiões estratégicas de alto-mar.
“Temos como fazer linguagem mais aceitável que leve ao mesmo resultado. Não me preocupa a divergência porque a busca de linguagem continua, ela vai ser encontrada e levará ao mesmo tipo de resultado”, disse o embaixador.
Nas últimas 48 horas, a palavra de ordem é acelerar as negociações para buscar um acordo sobre as questões divergentes antes da reunião de cúpula, de 20 a 22, quando são esperados 115 chefes de Estado e Governo na Rio+20.
Edição: Graça Adjuto
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
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Repórteres da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será entregue aos chefes de Estado e de Governo, deve contemplar de forma satisfatória, com importantes avanços, a questão da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres. A avaliação foi feita hoje (18) pela subsecretária-geral e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.
Segundo ela, que concedeu entrevista coletiva no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, o texto, que ainda está em negociação, traz a ideia chave das mulheres como força motriz do desenvolvimento sustentável e tem parágrafos específicos sobre o tema.
“A redação, é claro, ainda pode ser melhorada, mas ele [documento] trata sobre essas questões do empoderamento das mulheres, de aumentar a participação das mulheres nos processos decisórios e na economia e do fortalecimento dos direitos das mulheres. A linguagem é boa e esperamos que continue nessa direção”, afirmou.
Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet também ressaltou que houve uma preocupação para que a questão não ficasse restrita aos parágrafos que versam sobre o tema, mas que fizesse parte, de maneira transversal, de outros importantes assuntos que compõem o documento, como a erradicação da pobreza, os oceanos e as cidades.
“As mulheres têm papel importante no desenvolvimento sustentável em várias perspectivas e é por isso que não podem estar restritas a uma só área. Precisamos das mulheres na arena política, nos processos decisórios, na implementação de políticas públicas, também na arena econômica, em toda a cadeia de suprimento”, acrescentou.
Ela destacou que, de acordo com relato da ex-primeira ministra da Noruega e enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas, Gro Brundtland, a participação feminina no mercado de trabalho norueguês chega a 75%. Na América Latina, entretanto, ela alcança 53% em média e está geralmente associada aos setores informais.
“Precisamos aumentar a capacitação das mulheres para que elas contribuam ainda mais para a economia mundial, mas também precisamos delas porque tomam decisões todos os dias em aspectos relacionados ao uso da água e da energia, por exemplo. Precisamos delas para garantir que as três dimensões do desenvolvimento sustentável [social, econômica e ambiental] estejam de fato integradas”, ressaltou.
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
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Edição: Lílian Beraldo
Com cartazes, jovens pedem mais destaque ao tema paz no documento da Rio+20
18/06/2012 - 11h25
Vitor Abdala e Thais LeitãoRepórteres da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Um grupo de jovens, representantes de instituições da sociedade civil que debatem temas ligados à infância e à juventude, fizeram na manhã de hoje (18) um protesto, com cartazes, pedindo mais destaque ao tema paz no documento final da conferência. Com o lema “Desenvolvimento Sustentável Precisa de Paz”, eles defendem que só é possível se desenvolver de forma sustentável em locais onde não há guerras.
Entre as propostas está a inclusão, nas Metas de Desenvolvimento Sustentável, do artigo “Nós reconhecemos que a violência e o conflito armado têm sido os impedimentos mais severos para se atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio e, portanto, nos comprometemos a dar enfoque particular sobre isso, e dar atenção prioritária para os efeitos da violência e conflito armado no desenvolvimento sustentável em qualquer aspecto das Metas de Desenvolvimento Sustentável”.
Eles também pedem que “violência e conflito armado” sejam considerados fenômenos que contribuíram para o progresso insuficiente e que foram empecilhos para integrar as três dimensões do desenvolvimento sustentável.
“Nenhum país com conflito armado conseguiu atingir as metas do milênio. O texto acordado tem que deixar claro que paz e não violência são condições básicas para se atingir qualquer meta [de desenvolvimento sustentável]”, disse o brasileiro Augusto Lebre.
O americano Hudson Mcfann veio de Nova York para deixar seu recado de defesa da paz. “Acho que a Rio+20 terá resultados importantes, mas me preocupo que esses resultados devem ser menores do que a conferência deveria atingir devido à magnitude dos problemas”, ressaltou.
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
Edição: Lílian Beraldo
Oceanos e programa de proteção ambiental deverão ser destaques no documento final da Rio+20
18/06/2012 - 6h07
Carolina Gonçalves e Renata GiraldiEnviadas Especiais
Rio de Janeiro – O comando do Brasil nas negociações para a conclusão do documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, vai concentrar as atenções no fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Pnuma) e na proteção dos oceanos. Ressaltando esses dois aspectos, os negociadores confiam que o documento final será mais bem recebido pela sociedade civil, que reagiu com críticas ao texto preliminar.
Nos bastidores do Riocentro porém, onde ocorrem as reuniões, as divergências persistem. A falta de consenso sobre a criação de um organismo autônomo de meio ambiente levou os negociadores à opção pelo Pnuma. A resistência vem dos representantes dos países desenvolvidos em se comprometer com a alocação de mais recursos e a falta de convergência sobre a estrutura da futura instituição.
Para driblar a ausência de consenso, os negociadores optaram ontem (17) por uma solução menos incisiva, que é incluir o assunto no capítulo sobre governança global e descrever o tema de forma geral, esclarecendo suas atribuições e meios de executar as ações que lhe serão submetidas.
O secretário executivo da Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse que o debate sobre o Pnuma foi o que mais avançou nas negociações desde a noite de anteontem (16), quando o governo brasileiro concluiu a primeira versão preliminar do texto da Rio+20.
Na tentativa de amenizar o texto, apontado como pouco ambicioso, segundo ambientalistas, Figueiredo Machado disse que o formato permitirá avanços e detalhamentos futuros.
“Se não está fechado, o texto está praticamente concluído. [O documento] fala sobre como queremos fortalecer coletivamente o Pnuma e há descrição das funções e meios de implementar. Com isso, estamos coletivamente dando um sinal claro de que o programa não sairá da conferência como entrou”, disse o diplomata.
O item relativo aos oceanos também ganhará destaque no documento final. Mesmo com os Estados Unidos se opondo a quaisquer medidas de regulação em águas internacionais, alegando questões de segurança interna, os negociadores brasileiros estão confiantes nos avanços dos acordos. Porém, os norte-americanos temem que eventuais medidas de regulação venham provocar reações estrangeiras a seus submarinos dispostos em regiões estratégicas de alto-mar.
“Temos como fazer linguagem mais aceitável que leve ao mesmo resultado. Não me preocupa a divergência porque a busca de linguagem continua, ela vai ser encontrada e levará ao mesmo tipo de resultado”, disse o embaixador.
Nas últimas 48 horas, a palavra de ordem é acelerar as negociações para buscar um acordo sobre as questões divergentes antes da reunião de cúpula, de 20 a 22, quando são esperados 115 chefes de Estado e Governo na Rio+20.
Edição: Graça Adjuto
Acompanhe a cobertura multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na Rio+20.
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