Governador do DF terá apoio de fiéis escudeiros
em depoimento na CPI do Cachoeira
Ex-secretários de Agnelo Queiroz voltaram para o Congresso para defendê-lo
Chico Monteiro, do R7
Agnelo Queiroz (PT) depõe na CPI do Cachoeira, nesta quarta-feira (13), com apoio reforçado de parlamentares
Esta não é a primeira vez que aliados de Agnelo Queiroz lançam mão desta estratégia. Em abril de 2012, os deputados distritais Raad Massouh (PPL) e Cristiano Araújo (PTB) deixaram as secretarias de Micro e Pequenas Empresas e de Ciência e Tecnologia, respectivamente, para reforçar a base do governador na Câmara Legislativa do DF. Na época, a casa estava engajada na articulação da CPI da Arapongagem, que investiga escutas telefônicas no GDF (Governo do Distrito Federal) desde 2006.
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Para o consultor político e professor licenciado do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília) Paulo Kramer, a experiência que os parlamentares têm é valorizada neste momento de embate no Congresso entre governo e oposição.
— O Magela já teve vários mandatos e inclusive já foi candidato a governador, o Paulo Tadeu é muito respeitado como articulador do partido, até em âmbito nacional. Então, são realmente dois pesos pesados que, se as coisas esquentarem para o lado do governador, entrarão firmemente em sua defesa, com toda a bagagem e experiência que têm.
O deputado federal Paulo Tadeu afirmou ao R7 que a prioridade de sua volta à Câmara é atuar na aprovação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que será votada no próximo mês. Ele admite, no entanto, que também voltou para reforçar, indiretamente, o apoio a Agnelo na CPI.
— Como nem o Magela, nem eu somos da CPMI, o fundamental é a gente trazer, no dia a dia, informações para os parlamentares sobre as realizações do governo e as ações do GDF para evitar que a Delta e a turma do Cachoeira tivessem qualquer tipo de benefício.
Paulo Tadeu informa que o governador do DF vai depor apresentando documentos e provas reais que comprovem as declarações.
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O deputado federal Izalci Lucas Ferreira (PR-DF) diz que está ansioso para acompanhar toda a sessão, analisando as respostas. Para ele, Agnelo tem muitas questões para esclarecer à comunidade.
— Espero que ele aproveite essa oportunidade para explicar coisas que, a meu ver, são inexplicáveis como o crescimento do seu patrimônio e a saída do chefe de gabinete dele.
O deputado espera que Agnelo Queiroz fale também sobre a auditoria no contrato com a empresa Delta.
— E o período em que esse contrato vigorou antes da auditoria, quem vai pagar a conta?
“CPI tem que investigar, doa a quem doer”
O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) espera que o governador esclareça as suspeitas de ligação com o Cachoeira aqui no Distrito Federal, apesar dos possíveis ataques da oposição.
— Se a oposição for forçada a observar o regimento e fazer somente perguntas relacionadas com os autos da investigação da Polícia Federal, vai ser tranquilo, porque o governador não tem muito que falar. Mas obviamente a CPI é um show político, e eles vão tentar desvirtuar o depoimento.
O deputado José Antônio Machado Reguffe (PDT-DF) declarou que, como não faz parte da CPI e não poderá fazer perguntas, ele não estará presente no depoimento de Agnelo porque tem compromissos parlamentares no mesmo horário.
— De modo geral, acho que CPI tem que investigar a fundo tudo sobre esse caso, doa a quem doer.
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